Educação

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A Prefeitura, através da Secretaria Municipal da Educação (Smed), inicia, nesta segunda-feira (3), a quarta etapa de distribuição das cestas básicas para os alunos da rede municipal, instituições conveniadas e Pé na Escola. A novidade é a inserção dos novos estudantes matriculados na rede municipal. Desta vez, está prevista a entrega de 161 mil cestas.

A distribuição dos alimentos começará pelas Gerências Regionais Centro e Subúrbio. Na segunda-feira, os trabalhos se iniciam nas escolas municipais Guerreira Zeferina, Presidente Médici e na Creche e Pré-Escola Primeiro Passo Tubarão. Nas demais unidades das duas GREs o cronograma segue até 7 de maio.

De 10 a 14 de maio, haverá a entrega nas GREs Liberdade/Cidade Baixa, São Caetano, Pirajá e Cajazeiras. Entre os dias 17 e 21 de maio, os trabalhos seguem na GRE Cajazeiras, GRE Orla, Itapuã e Subúrbio I. Por fim, de 24 a 28 de maio, será a vez das unidades escolares da GRE do Cabula, instituições conveniadas e Pé na Escola.

Desde a suspensão das aulas, em março de 2020, até agora a Prefeitura já distribuiu um total aproximado de 1,8 milhão de cestas básicas, que contém 12 itens básicos: açúcar, arroz, feijão, biscoito, café, sal, farinha de mandioca, farinha de milho, leite em pó, macarrão, óleo e proteína de soja. Foram mais de 26 mil toneladas de alimentos distribuídos.

Orientação – Antes de sair de casa para buscar a cesta básica, é necessário ligar antes para a escola e confirmar a data e o horário de entrega. Os números de telefones estão disponíveis no site da Smed (educacao. salvador. ba. gov. br). Para retirar o alimento, é preciso usar máscara e manter o distanciamento.

 

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Após mais de um ano de ensino remoto, as escolas da rede municipal retomarão as aulas presenciais na segunda-feira (3). Neste primeiro momento, os alunos frequentarão em sistema de rodízio seguindo o manual operacional que define o número de alunos em sala de aula. No dia que o aluno não estiver na escola, terá atividades programadas em casa.

Desde março de 2020, quando começou a pandemia, que a Secretaria Municipal da Educação (Smed) adotou os protocolos de segurança sanitária como forma de evitar o risco de contaminação da Covid-19. Durante esse período foram disponibilizadas, para todos os estudantes das escolas municipais, aulas diárias em três canais de TV aberta e atividades mediadas pelos professores.

Para garantir a segurança alimentar dos 163 mil alunos, a Smed, desde o início da pandemia, tem distribuído cestas básicas para as famílias dos estudantes. O valor utilizado pela Prefeitura de Salvador na compra das cestas básicas distribuídas desde o início da pandemia até agora foi superior a R$147 milhões.

O secretário da Educação, Marcelo Oliveira, reforça a necessidade da retomada das aulas presenciais como forma de evitar que o dano seja ainda maior em relação ao aprendizado dos alunos. “Não é possível continuar com esse afastamento das crianças do ambiente escolar, elas estão sendo extremamente prejudicadas. O ensino exclusivamente remoto não atende às necessidades dessas crianças.”

Ele ainda destaca a necessidade da presença física do professor. “Serão, no máximo, 15 alunos por turma, com todas as condições sanitárias atendidas, com protocolos de segurança e adaptações necessárias que foram feitas na estrutura da escola para este momento de pandemia. Já foram vacinados 80% dos professores, apenas aqueles com menos de 40 anos, público pouco vulnerável às formas mais graves da doença, que ainda não foram imunizados. Não podemos esperar mais para retornar às aulas presenciais”, avisa o secretário.

Orientações essenciais para atravessar este período com mais segurança e tranquilidade:

- A entrada na escola estará temporariamente suspensa para os pais ou responsáveis. Apenas estudantes e funcionários poderão ter acesso ao espaço, com o intuito de proteger a saúde de todos.

- Todos devem lavar as mãos com água e sabão ou fazer uso do álcool a 70%.

- O uso de máscara é obrigatório.

- É proibido o compartilhamento de objetos de uso pessoal, copos, pratos, talheres, alimentos ou bebidas, com outras pessoas.

- Ao espirrar ou tossir o estudante não deve usar as mãos para cobrir o rosto, e sim a parte interna do braço.

- É necessária atenção às reações do estudante nesse período. É normal que ele se sinta triste e confuso. Mostre que a segurança dele está em primeiro lugar.

- Se o estudante estiver doente ou com temperatura superior a 37,5°C, não deve ir à escola. Procure ajuda médica.

-Dentro da sala de aula é preciso obedecer às marcações. Fora da sala de aula, manter sempre uma distância mínima de 1,5m entre todos.

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Os olhinhos de Raíssa e de Mikaelly, ambas com cinco anos, brilharam ao reencontrarem a professora Rosângela Araújo, 44, no Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Maria Rosa Freire, no bairro da Palestina. O encontro fez parte da Semana de Visitação e Acolhimento, que ocorreu até esta sexta-feira (30), nas escolas municipais, para que os pais e familiares dos alunos pudessem conversar com os diretores sobre o retorno às aulas, marcado para a próxima segunda-feira (3).

Na entrada da escola, Raíssa, Mikaelly e as outras crianças que participaram da visita lavaram as mãos no lavatório situado próximo à portaria, enxugaram e depois colocaram o álcool gel com o uso do dispensador do produto, logo na entrada. Queila Carvalho, de 31 anos, mãe de Raíssa, gostou da estrutura da escola em atendimento aos protocolos sanitários contra o coronavírus e disse que vai aderir ao retorno das aulas semipresenciais.

“Desde o ano passado Raíssa está querendo conhecer a escola nova e hoje é a primeira vez que ela vem, após a inauguração. Eu me sinto mais segura agora, pois vejo que a escola tem estrutura para acolher a minha filha e as outras crianças. E mesmo elas estando em casa durante esse período, eu notei que a diretora e as professoras tiveram muito cuidado com elas e até com os familiares”, afirma a mãe.

Queila conta que tem orientado muito a pequena, mas que às vezes se surpreende recebendo a orientação da filha. “Ela já aprendeu tanto que me orienta quando eu saio, pede que eu tome cuidado e não fique perto das pessoas. Você vê que ela já correu e foi direto lavar as mãos na pia ao chegar, porque ela já tem essa sensibilidade com os cuidados. Ela não tira a máscara enquanto está na rua. A gente só sai quando há necessidade mesmo”.

Confiança – Josileide Santana, 41 anos, mãe de Mikaelly, também pretende levar a filha à escola na próxima segunda. “A gente sempre tem certa apreensão, não só na escola, como no supermercado e na padaria. Mas eu confio na competência da escola e na competência da direção. Todos aqueles que assistiram as nossas crianças desde março, quando as aulas pararam, merecem a nossa confiança. Eu sinto que vai dar tudo certo”.

Durante a visita, Mikaelly disse estar com saudade da creche. Questionada se gosta mais da aula em casa ou na escola, a escola foi a resposta. “Gosto mais da escola, porque dá para ver a professora”.

O Cmei Maria Rosa Freire possui 208 alunos matriculados nos anos escolares do grupo três ao cinco. Para muitos estudantes da instituição, a semana de visitação e acolhimento serviu também para que eles conhecessem o novo imóvel reconstruído, com entrega realizada em dezembro do ano passado.

“A minha filha me pedia todos os dias, então aproveitei e trouxe ela para conhecer. Ela ficou muito encantada com os brinquedos, os jogos educativos, tudo arrumadinho e eu também gostei bastante. Parece até uma escola particular”, contou a dona de casa Tainara Vidal, 27 anos, mãe de Luíza, de cinco anos.

Cuidados – A semana de visitação e acolhimento foi realizada em grupos pequenos, com horários predefinidos e com duração de até duas horas para cada grupo no turno e contraturno de matrícula do aluno. Após visitar as salas de aula, brinquedoteca, banheiros e corredores do Cmei, Rosângela de Araújo, professora e diretora da instituição, tirou as dúvidas dos pais e familiares. Ela explicou, por exemplo, que nesse momento de retorno os alunos terão aulas presenciais e não presenciais, em dias alternados.

Rosângela mostrou para as crianças também algumas medidas que deverão ser tomadas na volta às aulas, a exemplo do respeito ao distanciamento social dentro e fora da sala de aula e o uso da máscara. A diretora reiterou que a unidade está organizada, sinalizada e vai atender às exigências em relação à higienização.

“Desde março não paramos com as atividades. Nós fizemos mostra pedagógica, gincana virtual, temos grupos de sala, as professoras fazem videochamada com os alunos e com as mães, entregamos as atividades impressas para a resolução e posterior correção. Então a gente tem trabalhado. E hoje eu tenho convicção de que as escolas estão bem estruturadas para receber as crianças”, diz a diretora.

Ano letivo – O ano letivo das escolas municipais 2020/2021 será composto de 256 dias, organizados em quatro unidades de 64 dias letivos cada. As escolas irão funcionar presencialmente em dias úteis, sendo que os alunos irão frequentá-las em dias alternados, ou seja: segunda, quarta e sexta em uma semana e na semana seguinte terça e quinta, de forma a garantir carga horária igual para todos os alunos.

Nos dias em que os alunos não estiverem presencialmente na escola, eles irão realizar atividades não presenciais: aulas online, aulas pela TV, estudos dirigidos e atividades impressas.

Medidas – O decreto municipal divulgado no último dia 24 prevê, entre outras medidas, que as áreas comuns das instituições sejam higienizadas ao menos duas vezes por turno, e o distanciamento mínimo de 1,5 metro seja respeitado. Dispensadores de álcool gel 70% devem ser colocados à disposição, em quantidade compatível à estrutura e de pessoas circulando na instituição.

Alunos, colaboradores, professores, pais e responsáveis, visitantes e prestadores de serviço devem usar a máscara obrigatoriamente durante todo o tempo de permanência na escola. Já os alunos da Educação Infantil (zero a cinco anos) e portadores do Transtorno do Espectro Autista (TEA) não serão obrigados a usar máscara, porém devem ser orientados a evitar contato físico.

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Salvador iniciou, na manhã desta quarta-feira (21), a vacinação contra a Covid-19 dos trabalhadores em atividade da Educação Infantil, com idade entre 55 e 59 anos. Podem se vacinar os profissionais que atuam em instituições privadas e na educação básica de ensino das redes municipal e estadual.

O titular da Secretaria Municipal da Educação (Smed), Marcelo Oliveira, que acompanhou os trabalhos pela manhã, destacou que este é um momento especial.  “A vacinação, sem dúvidas, tornou-se um requisito para o retorno das aulas presenciais nas redes de ensino tanto privada, quanto pública. É uma ação que visa proteger um segmento de profissionais da maior relevância, que fazem a educação acontecer, principalmente quando se fala de ensino público, que são as redes que atendem a parcela mais vulnerável da população’’, pontuou.

Oliveira falou também sobre o retorno das atividades em sala de aula. “Cumprindo esse requisito do início da vacinação dos profissionais que trabalham nas escolas, o retorno das aulas presenciais deve acontecer muito brevemente”, afirmou.  

O gestor da Associação Beneficente Tia Meire, Martilo da Silva, 57 anos, foi um dos primeiros a chegar para se vacinar. “Não tenho como explicar a emoção que estou sentindo. Estou muito ansioso. Cheguei aqui às 5h estou muito feliz. Foi muito difícil ficar longe dos alunos no início da pandemia, mas agora, com a vacinação, a esperança se renovou”, disse.

Para a gestora da Escola Municipal Hildete Lomanto, Ida Ramos, 56 anos, o sentimento é de felicidade. “Quando fiquei sabendo da vacinação nem consegui dormir. Era um momento que estava esperando muito para que eu me sentisse mais segura para trabalhar”, contou.

A imunização dos trabalhadores da Educação foi disponibilizada das 8h às 16h em três pontos (fixos e drives): Faculdade Bahiana de Medicina e Saúde Pública (FBDC) – Unidade Brotas, Unijorge – Campus Paralela e Universidade Católica de Salvador – Campus Pituaçu.  

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A partir da conclusão da vacinação de idosos, que alcança o todo o público de 60 anos nesta terça-feira (20), Salvador avança na imunização contra a Covid-19 e vai alcançar mais um importante segmento: os trabalhadores da Educação. Além disso, a capital baiana também já definiu os critérios para retorno presencial das atividades educacionais. Os detalhes foram apresentados pelo prefeito Bruno Reis, em coletiva virtual realizada durante o início da entrega de cestas básicas para pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social na cidade, no Cabula. 

De acordo com a estratégia, a vacinação começará nesta quarta-feira (21) para trabalhadores entre 55 e 59 anos da Educação Infantil, considerado o público mais vulnerável. A programação acontecerá de acordo com a disponibilidade de doses e, no caso da Educação Infantil, os horários e locais da vacinação serão divulgados ainda hoje. 

“É importante lembrar que todos os trabalhadores da Educação acima de 60 anos, em um universo de 1.605 cadastrados na rede, já deverão estar vacinados hoje. Amanhã serão iniciados os trabalhadores da Educação Infantil, já temos esse cadastro das redes municipal e estadual e estamos recebendo as informações da rede privada. Ao longo do dia, serão informados os locais e quem será vacinado”, informou o prefeito. 

Retomada das aulas presenciais – Na mesma ocasião, também foram anunciados os critérios da Prefeitura para retomada das atividades em sala de aula. Uma delas é o avanço da vacinação dos profissionais de Educação e da população em geral, principalmente os idosos – um dos públicos mais vulneráveis à Covid-19. 

Outro critério adotado é a ocupação de leitos de UTI, que deverá estar em 75%, tendo tolerância de 5%. Além disso, deverá ter estabilidade ou queda na média móvel de novos casos confirmados e de casos ativos, assim como estabilidade ou queda na taxa de transmissão (fator RT) do novo coronavírus. Os indicadores atualizados da taxa de ocupação de leitos exclusivos de UTI Covid-19 adultos na cidade serão monitorados e divulgados pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), e disponibilizados no site www.saude.salvador.ba.gov.br/covid/indicadorescovid

O prefeito lembrou que os critérios já vinham sendo discutidos há algum tempo, com processo pausado devido à chegada da segunda onda da doença, e que o debate será retomado com as entidades, como o Ministério Público da Bahia (MP-BA) e a APLB, para essa retomada. Salvador, inclusive, já possui protocolos prontos para o retorno das atividades em sala de aula, que deverá acontecer de modo híbrido (presencial + virtual), com 50% da capacidade da turma. A intenção é concluir o calendário de 2020 e iniciar o calendário de 2021, para não comprometer o ano letivo de 2022. 

Demais públicos – Na coletiva, foi informado ainda que, assim que chegarem novas doses, haverá avanço também na vacinação para pessoas com comorbidades. Em reunião realizada ontem com representantes da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), o Ministério da Saúde apresentou o cronograma de vacinação previsto para até o fim deste ano no país. 

O governo federal já teria assinado contratos para aquisição de 562 milhões de doses até dezembro, com celeridade maior no segundo semestre. A partir de maio, já estariam garantidas 47 milhões de doses, inclusive as do laboratório Pfizer. “Salvador está preparada para esta vacina, inclusive com freezers específicos para armazenamento, o que deve contribuir para recebermos uma quantidade maior de doses e acelerar ainda mais o processo de imunização na cidade”, declarou Bruno Reis.

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Para divulgar as ações pedagógicas produzidas nesse período de pandemia de Covid-19, a Prefeitura, através da Secretaria Municipal da Educação (Smed) e em parceria com a Escola Municipal Hildete Lomanto, localizada no bairro do Garcia, criou um canal no YouTube, chamado TV Loma. A ferramenta tem o objetivo de reforçar os conteúdos trabalhados pelas na televisão e através dos cadernos pedagógicos de atividades distribuídas pelo órgão. 

Os temas envolvem o cotidiano escolar, atividades dos colaboradores e os talentos da escola, além de outras ações para aproximar alunos, comunidade e a unidade de ensino. De acordo com Ida Ramos, gestora da escola, a ideia surgiu antes mesmo da pandemia com intuito de ter um canal para conectar os alunos, professores e colaboradores, já que a relação entre eles vai muito além do ambiente escolar. 

“Tenho uma relação com meus alunos que não se restringe ao papel burocrático de diretora. Fiz questão de pegar uma lista com todos os contatos dos meus alunos e criar um grupo no WhatsApp para que pudéssemos ter esse diálogo diário”, contou Ida. 

Emocionada, a gestora também falou sobre o momento atual e da esperança da volta às aulas presenciais. “Não vejo a hora de tudo isso passar e voltarmos a nos encontrar. Sinto muitas saudades dos meus alunos.” 

Etapas – O vice-diretor da escola e professor Geografia, Sérgio Sales, contou que o projeto está sendo elaborado em três etapas. A primeira é institucional e aborda como a escola está funcionando em ensino remoto, atividades virtuais e como a escola está sendo preparada para receber os alunos quando retomarem as aulas presenciais. Já a segunda etapa visa inserir os alunos na produção de conteúdo. Por fim, a ideia é inserir a comunidade e os pais dos alunos nesse contexto escolar. 

“Estamos terminando de elaborar o formato dos conteúdos para colocar no nosso canal. A ideia não é só produzir algo institucional, mas colocar os alunos para produzir o conteúdo que será publicado. Brincamos até com a ideia do “Jornal Loma’’ apresentado por eles – uma atividade que envolve produção de roteiro, gravação e geração de conteúdo”, explicou. 

Contato virtual – As alunas da 6ª série Nathila Ferreira e Samira Araújo, ambas de 12 anos, estão adorando a ideia do novo canal. Nathila ama os estudos de Língua Portuguesa, já Samira gosta mesmo dos números e matemática é a matéria favorita. No entanto, o que elas têm em comum é a enorme saudade de ir para a escola. 

“Achamos bem legal o canal, estamos fazendo as atividades on-line, porque não podemos fazer aglomerações. É um jeito de a gente estar perto, mesmo longe. Mas esperamos que isso passe logo, porque estamos morrendo de saudade da escola, dos professores e dos nossos amigos”, disseram.

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 A Prefeitura assinou, nesta quinta-feira (25), contratos com mais de 30 unidades privadas de ensino pelo programa Pé na Escola para oferta de vagas na Educação Infantil. A assinatura dos convênios ocorreu em ato simbólico no Palácio Thomé de Souza e contou com as presenças do prefeito Bruno Reis, do secretário municipal da Educação (Smed), Marcelo Oliveira, além de representantes de instituições particulares. 

Na prática, o Pé na Escola compra vagas na rede privada de ensino quando os pais que possuem filhos em idades de creche e pré-escola não conseguem matricular os filhos em uma unidade da rede pública municipal. Ou seja, a Smed paga a mensalidade integral desses estudantes. 

De acordo com o prefeito, essa é uma das estratégias que ajudaram a alçar a capital baiana ao posto de destaque na Educação infantil. “Salvador ocupa o primeiro lugar entre as capitais do país na oferta de vagas no segmento, de acordo com a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)”, disse. 

O chefe do Executivo da capital baiana também destacou os esforços para evitar o máximo possível o fechamento das escolas privadas. Isso porque o encerramento dessas unidades, sobretudo as de pequeno e médio porte, aumentaria consideravelmente a demanda na rede municipal. 

No início do ano, a Prefeitura firmou convênio com mais de 120 instituições filantrópicas e comunitárias de ensino para repasse de R$55 milhões. “Muitas escolas, infelizmente, estão passando por grande dificuldade e só não fecharam as portas graças a essas parcerias”, afirmou Bruno Reis.

 Diretor da escola Pilares Educacional, situada no Arenoso e uma das cadastradas no Pé na Escola, Marivaldo Costa confirma que parceria com a Prefeitura tem permitido que muitas unidades de ensino permaneçam abertas. “As escolas privadas de periferias já vinham sofrendo com a perda de alunos antes da Covid-19. De um ano para cá isso só agravou. O Pé na Escola permite a gente suprir as vagas ociosas, mas também acaba nos ajudando na sustentação dos negócios para que após a pandemia as escolas estejam vivas para continuar prestando serviço à sociedade”, enfatizou. 

Credenciamento – O credenciamento de novas escolas que tenham interesse em ingressar no programa vai permanecer durante todo o ano de 2021. As informações e editais de credenciamento podem ser acessados no site da Smed, no endereço educacao.salvador.ba.gov.br . 

O Pé na Escola amplia de forma eficiente a oferta de vagas na Educação Infantil, permitindo o cumprimento das metas estabelecidas no Plano Nacional de Educação (PNE). Em 2020 foram 62 escolas credenciadas e mais de 4,4 mil crianças atendidas. A prioridade é para famílias beneficiárias de programas sociais. 

As escolas que firmam convênio atendem a uma série de requisitos exigidos pelo município, para que as crianças tenham toda uma estrutura de educação dentro de um padrão de qualidade. 

"O Pé na Escola tem grande importância na ampliação do acesso à creche e pré-escola. Através desse projeto, que é pioneiro no Brasil, a Prefeitura oferta vagas em escolas privadas para crianças em bairros onde a rede municipal não tem oferta suficiente. Esses alunos vão para as unidades de ensino privadas sem custo algum para as famílias", frisou Marcelo Oliveira.

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Em meio à pandemia de Covid-19, as escolas municipais vêm se reinventando e se inovando tecnologicamente para prosseguir com as atividades e manter o contato com os alunos e os familiares deles, mesmo de forma virtual. Pensando nisso, a Escola Municipal de Itacaranha Manoel Faustino (GRE Subúrbio I) resolveu criar um site interativo, com atividades distribuídas por salas, onde os alunos podem acessar as atividades propostas pelos professores, como vídeos, músicas, textos e imagens.

A ação é um reforço às aulas pela televisão e às atividades enviadas pela Secretaria Municipal da Educação (Smed). A ideia surgiu durante uma reunião virtual de Atividade Complementar (AC), na qual a equipe fazia a avaliação do grupo formado no aplicativo WhatsApp com os alunos e buscava estratégias para organizar melhor a prática educacional. A importância do site é oferecer mais uma ferramenta de comunicação com os alunos e familiares, apresentando de forma organizada a prática desenvolvida.

”Além das atividades contextualizadas como as aulas da TV, tem os links com jogos pedagógicos criados pelos professores, as videoaulas produzidas, além de outros conteúdos didáticos disponibilizados na Internet. Importante também é assegurar o registro de tudo que foi produzido, sem o risco de perder o material, como ocorre nas conversas do WhatsApp. Então, simultaneamente a isso, o grupo foi interagindo em momentos formativos internos para compartilhar os conhecimentos”, relata a diretora da escola, Ozana Lúcia Rosário.

Ozana ainda ressaltou a importância em agregar a equipe e trazer incentivo para criar mais conteúdos e promover maior interação. “Como gestora quero a cada dia manter o ânimo da minha equipe, também em busca do reconhecimento externo, nesse contexto tão difícil que estamos passando nesse momento”.

Interação – Idealizado desde o ano passado, o site foi elaborado no mês de fevereiro quando a professora Leila Patrícia criou o programa e se prontificou a ensinar aos professores, de forma voluntária, a alimentar a ferramenta. “Como professora sempre utilizei a tecnologia com meus alunos. Sempre tive um blog e um site também, utilizando as ferramentas, mas havia dificuldade para meus alunos acompanharem. Agora, com este momento de pandemia e de aulas remotas, vi o site como a possibilidade mais fácil de trazer nossos alunos para perto, de facilitar a busca desses meninos, de trocar informações, passar as atividades, ter mais acesso e contato com os pais e responsáveis”.

É o que pensa a dona de casa Márcia da Conceição Oliveira, mãe da aluna Margorie Luane, 14 anos, do 9º ano, que achou essencial essa forma de aprendizado trazendo uma nova perspectiva para os estudantes. “Eu gostei muito, achei uma maneira diferente e legal, pois facilitou a comunicação e o estudo deles que já estão ligados com as tecnologias. E, nesse momento de pandemia, não ficam sem o contato com os professores e nem com a escola”.

A aluna Margorie diz se divertir com o aprendizado e se esforça para acompanhar tudo que os professores postam e pedem. “Achei uma forma diferente de aprender, estou me esforçando muito para realizar as atividades. Gosto dos jogos também e da interação com os professores, pois posso tirar dúvidas e saber se estou indo bem com as atividades. A comunicação ficou ótima e o site bem explicativo, além de poder ter contato com meus colegas nesse momento de pandemia”.

Há ainda atividades em formulário do Google para ter um retorno de nota e dar um feedback aos alunos. O site tem ainda informações da escola, calendário das aulas da TV, chat para interação e tira dúvidas, entre outras ferramentas.

Através do WhatsApp, os alunos são orientados de como navegar no site e ir em busca de informações. “Claro que temos dificuldades, mas estamos unidos e ajudando uns aos outros. O que importa neste momento é a empatia, a união, pois a escola só caminha com todos trabalhando juntos”, diz Leila.

Ela encerra mostrando que mesmo com todas as dificuldades, cada ideia que venha agregar e reunir os estudantes, mesmo com esse isolamento, é válida. “Com nossos alunos distantes, com os desafios que estamos enfrentando de mudar a didática, temos a oportunidade de explorar maneiras criativas de oferecer experiências significativas de aprendizagem para nossos alunos e também aos nossos docentes. Estamos tendo um retorno significativo”, finaliza.

 

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A Prefeitura conseguiu, nesta segunda-feira (15), a suspensão da liminar que autorizava a retomada imediata das atividades presenciais nas escolas particulares da capital baiana, que havia sido concedida pela Juliana de Castro, da 6ª Vara da Fazenda Pública de Salvador. A decisão pela suspensão foi do presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Lourival Almeida Trindade. 

De acordo com o desembargador, a liminar “evidencia-se, incontendivelmente, uma descabida ingerência do Poder Judiciário, em matéria que se insere, na competência, constitucionalmente, outorgada aos chefes dos poderes executivo municipal e estadual, eleitos democraticamente.”

O magistrado ainda acrescenta: “Na hipótese dos autos, depreende-se que, neste momento, ante à impossibilidade de viabilizar-se a retomada das atividades presenciais das instituições de ensino da rede particular, do município de Salvador, sem que sejam, diretamente, afetados os direitos à saúde e, corolariamente, à vida, é incontendível que estes últimos devam prevalecer, em detrimento do direito à educação.”

Aulas presenciais – O presidente do TJ-BA já havia suspendido os efeitos da liminar impetrada por ação popular que permitia o retorno das aulas presenciais na Bahia no próximo dia 1º. A decisão foi publicada também desta segunda-feira (15).

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