Educação

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Na contagem regressiva para o Campus Party Bahia, que será realizado na Arena Fonte Nova a partir desta quarta-feira (9) a domingo (13), a estudante Maria Aparecida, 13 anos, mal consegue segurar a ansiedade para mostrar o que o seu robô “Afonso” é capaz de fazer. Ela, que é aluna do 9º ano da Escola Municipal Professora Olga Mettig, em Nova Brasília de Valéria, integra, junto com mais duas colegas da unidade de ensino, a equipe Lulutech. O grupo - como o nome sugere é formado apenas por meninas - participará da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), que integra o Campus Party Bahia. Essa é a terceira vez que a Olga Mettig participa da olimpíada.

A OBR é uma olimpíada científica que tem como objetivo estimular os jovens às carreiras científico-tecnológicas, identificar talentos e promover debates e atualizações no processo de ensino-aprendizagem brasileiro. A competição é voltada a todos os estudantes de qualquer escola – pública ou privada – do ensino fundamental, médio ou técnico em todo o território nacional, e é uma iniciativa pública, gratuita e sem fins lucrativos. Entre as modalidades do evento, os robôs dos participantes terão de passar por uma simulação de um ambiente de desastre, onde há vítimas que precisam ser resgatadas.

Para o salvamento, o robô deve ser ágil para superar redutores de velocidade e obstáculos, além de transpor caminhos e subir rampas para conseguir salvar as vítimas (bolas de isopor revestidas de papel alumínio) e transportá-las para uma região segura, onde o ser humano poderá resgatar a vítima posteriormente. “A robótica trabalha com questões da vida real, simulando essas situações para que o participante possa pensar e construir. Tudo que eles aprendem em sala de aula é colocado efetivamente em prática”, explica a vice-diretora e técnica Fabiana Silva.

O robô – Na reta final dos preparativos para mais uma edição, a jovem Maria Aparecida acredita em mais uma conquista. “Evoluímos bastante e acho que a gente vai dar um ‘caldo’”, conta a estudante Maria Aparecida, que se envolveu durante todo o ano com questões de física, matemática e mecânica. O robô Afonso – nome inspirado do cantor Luis Fonsi, do hit Despacito – se trata de um carrinho composto por blocos de lego, motor e sensores de cor, distância e infravermelho. Além da equipe Lulutech, a Olga Mettig será representada pelo time Brazuca, formado por três estudantes que cursam entre o 8º e 9º ano.

Para o técnico de engenharia e programação de robótica André Magno, que trabalha com os alunos na construção dos robôs, o desafio maior é trazer o conhecimento do Ensino Médio, que trabalha questões de física, engenharia e computação, para o Fundamental I e II. “A parte da programação exige esforço maior porque envolve cálculo e noções de física. Mas eles estão no caminho certo. Esse ano queremos ficar entre os três melhores para irmos para a etapa nacional”, projeta André, que conquistou prêmio de Melhor Técnico no torneio de robótica First Lego League 2016.

Nas OBRs de 2014 e 2015, a Olga Mettig, através da equipe Cibertupiniquins, ganhou prêmios de Melhor Escola Pública, mas esse ano a equipe não participará. A escola dispõe de um núcleo específico de robótica desde 2014, no qual seleciona alunos para participarem de atividades voltadas para o assunto. As aulas ocorrem no turno oposto às regulares. A instituição aposta no alto nível de aprendizado que a robótica proporciona no estímulo ao estudo e no envolvimento dos alunos, que geram resultados nos estudos, como aumento da concentração e do rendimento escolar. A unidade de ensino atende a 530 alunos do 1º ao 9º ano.

 

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Os alunos do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, seja de instituição pública ou privada de Salvador, podem mostrar o talento artístico no Concurso de Desenhos Infantis sobre Educação no Trânsito. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até às 14h do dia 15 de setembro. Idealizada pela Transalvador, a iniciativa conta com patrocínio da empresa Porto Seguro. 

As inscrições devem ser feitas pela unidade de ensino onde o candidato estuda, mediante preenchimento do formulário de inscrição disponível no site da Transalvador. A página também contém as normas do concurso. O formulário deve ser anexado ao desenho e levado pela escola, em envelope lacrado, à Gerência de Educação para o Trânsito, na sede da Transalvador, localizada na Avenida Vale dos Barris, 501, Centro.

Para participar, o estudante precisa fazer um desenho que retrate, de forma criativa e original, comportamentos adequados do cidadão no trânsito. Ao todo, três alunos serão premiados como e todos três receberão um tablet como prêmio. Formada por até sete servidores capacitados do órgão municipal de trânsito, uma comissão julgadora vai selecionar as melhores produções.

Serão levados em consideração, durante a seleção, critérios como técnica, expressividade, originalidade, criatividade e adesão ao tema. Com o concurso, a Prefeitura promove a criatividade do público infantil, além de incentivar as crianças a aprenderem sobre cidadania no trânsito desde a infância.

“A importância maior é o engajamento das crianças no trânsito e, sobretudo, no tema Educação no Trânsito. Além de serem os condutores do futuro, os pequenos podem multiplicar dentro de casa o que aprendem. Eles podem até cobrar dos pais atitudes como parar para que alguém atravesse na faixa de pedestre e respeitar o sinal vermelho. Tudo isso será feito de maneira lúdica, o que facilita o entendimento e a formação das crianças”, opina o superintendente da Transalvador, Fabrizzio Muller.

Orientações – O desenho e o formulário devem ser entregues na Transalvador em envelope lacrado, e não devem conter dobras manchas e rasuras. O trabalho poderá ser divulgado pela Transalvador em sites ou outros veículos de comunicação, mediante autorização dos pais ou responsáveis, assinada no momento da inscrição.

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As apresentações dos grupos de dança e coral – formados pelos próprios alunos –demonstram o clima de festa dos moradores de Paripe, que receberam a Escola Municipal do bairro completamente reconstruída pela Prefeitura nesta sexta-feira (4). A antiga estrutura em pré-moldado, que causava insegurança à comunidade escolar, foi demolida em 2015 e deu lugar a uma estrutura com alto padrão de qualidade e uma novidade: é a primeira da rede municipal que possui diversos princípios de sustentabilidade. A cerimônia contou com as presenças do prefeito ACM Neto e do vice Bruno Reis, além da secretária municipal da Educação (Smed), Paloma Modesto, demais gestores municipais, autoridades e população.

Bastante emocionado, o prefeito salientou que a melhoria na qualidade no ensino passa também por uma estrutura física mais confortável para alunos, professores e funcionários. “Só quem conhecia a Escola Municipal de Paripe pode ter noção da transformação feita aqui. A estrutura estava caindo aos pedaços, foi demolida e totalmente reconstruída pela Prefeitura e entregue agora novinha em folha. O Subúrbio passa a contar com uma das melhores escolas de toda a cidade, que não deixa nada a desejar à rede privada de ensino”, completou ACM Neto.

A secretária Paloma Modesto também pontuou a felicidade pelo novo equipamento. “É o momento de celebrar a ampliação da estrutura, que conta também com um sistema inovador de captação da água da chuva. Agradeço a todos os envolvidos pelo empenho de fazer uma Educação cada vez melhor no município.”

Sistema - A unidade é um importante equipamento educacional para estudantes do bairro e região e está em funcionamento há mais de três décadas. Com investimento de R$7,1 milhões para a reconstrução, o projeto contou com o desenvolvimento de um sistema de captação de águas pluviais. A tecnologia capta, filtra e canaliza toda a água da chuva, que é direcionada para abastecer os sanitários e o tanque de reserva técnica para incêndios da unidade.

Todo o sistema é automatizado e foi pensado, primordialmente, como recurso para aproveitar as chuvas de inverno que atingem os 830m² de área coberta da escola. Dois tanques superiores com capacidade de retenção de três mil litros cada e um reservatório inferior com capacidade para armazenar cinco mil litros de água fazem parte do sistema.

Através do esquema, estima-se que a escola tenha uma economia de 60 mil litros de água por mês. Além da redução na conta de água, os impactos positivos do sistema podem ser sentidos por toda a comunidade. Isso porque as vias no entorno da escola possuíam problemas de drenagem que resultavam em alagamentos e, com a captação das águas pluviais, o sistema reduziu os efeitos nocivos no período chuvoso.

Apesar do sistema ter sido projetado para aproveitar a água da chuva, no verão o fornecimento de água nas dependências escolares não encontrará transtornos. Uma boia é responsável pela aferição do nível do líquido armazenado e, uma vez que esteja em falta, o sistema aciona o abastecimento comum direto da concessionária de água.

O investimento no sistema de captação deverá ser recuperado em um período de oito anos. Já os custos para a manutenção dos equipamentos são mínimos, uma vez que para realizar o serviço é necessário apenas que um profissional execute a limpeza da caixa, reservatórios e realize a aplicação do cloro.

Outras melhorias – Além da captação de água, outros investimentos providenciais foram realizados, como a ampliação das salas de aula, que medem agora 43m². Esse espaço amplo permite não apenas atender confortavelmente uma quantidade significativa de alunos, como permitiu a instalação de janelas em alumínio e vidro em tamanho avantajado. Esse item possibilitou maior passagem de ar e luz solar, dispensando o uso de ventiladores e energia elétrica durante a maior parte do dia.

De acordo com o engenheiro responsável pela obra, Gabriel Morais, para a elaboração do projeto foi necessário um estudo minucioso que levou em consideração diversos aspectos. “A gente sentia na estrutura dificuldade de iluminação e ventilação, primeiro porque tinha uma estrutura precária, com cores escuras e um layout de salas errado. Então antes de nascer esse projeto fizemos um estudo de nascente, poente, de onde vem os ventos, áreas de sombreamento. Com as janelas em alumínio e brise a gente consegue não só bloquear a passagem da luz solar como não impedir a ventilação correta”, afirmou.

Além disso, a escola teve ampliado o número de 12 para 23 salas de aula. Também foram implantadas mais dependências administrativas como refeitório, triagem de alimentos, depósito para merendas, lavanderia, coordenação, secretaria, diretoria, sala dos professores, depósito de material didático, sala de leitura, depósito de material de limpeza.

Foram integrados ainda ao projeto uma quadra poliesportiva para a prática de atividades de Educação Física e estímulo a prática esportiva, sala de Atendimento Educacional Especializado (AEE) – espaço disponibilizado para trabalhos específicos com alunos que possuam deficiência, e mais uma sala multiuso. A escola também possui itens de acessibilidade, como rampas e sanitários adaptados, para atender com maior comodidade crianças e jovens com deficiência. 

Lembrando do passado – Diretora da unidade há dez anos, Alcione da Assunção lembra que a escola sofreu durante muito tempo por não poder receber os alunos em dias de chuva, em função de goteiras e infiltrações. Ela afirma que, no verão, o problema era o calor: as salas não tinham ventilação e não era possível abrir portas e janelas por causa da incidência do sol no quadro branco, o que era prejudicial aos alunos. “Eu sou apaixonada por essa escola. Essa reconstrução ressuscitou na gente uma vontade de ornamentar as salas, de usar elementos como alfabetos e letras na parede e quem trabalha com criança sabe o quanto isso é importante. Agora estamos trabalhando os alunos para que eles cuidem da escola”, explicou.

Mãe do pequeno Douglas, 8 anos, Daiane dos Santos disse que antes da reconstrução da escola ela tinha uma preocupação muito grande em manter o filho firme nos estudos. "Era horrível. Quando chovia pingava e alagava tudo. Parte da escola era escorada com barrotes e tinha ferro enferrujado pra todos os lados. Depois que a escola mudou até o desempenho do meu filho melhorou, porque ele tem vontade de vir estudar, não fica mais enrolando pra ficar em casa dormindo. Ele tem orgulho daqui!", contou entusiasmada.

Novas ações - Um grupo de 120 pessoas, entre alunos e professores, vão passar por um curso de formação em sinergia solar. A atividade será promovida por meio da Secretaria de Cidade Sustentável e Inovação (Secis) em parceria com o projeto Engajamundo. A expectativa é que os encontros tenham início no próximo mês.

A unidade agora também dispõe de uma horta que deverá ser cultivada pelos próprios alunos. Por este projeto, a instituição foi convidada a participar do projeto Horta na Escola, que vai reunir mais cinco unidades escolares que também trabalham com plantio de vegetais para compartilhar experiências e promover ações de cultivo.

Estrutura - Atualmente a unidade escolar beneficia a 1.381 alunos. São atendidos no local estudantes do Ensino Fundamental I – séries que vão do 1º ao 5º ano –, do Ensino Fundamental II (6º ano), e do programa para Educação de Jovens e Adultos (EJA I e II). Com o reforço na estrutura, a escola vai passar a atender, a partir do próximo ano, todas as séries do Fundamental II, ou seja, do 6º ao 9º ano.

A Municipal de Paripe também recebe o projeto Se Liga, realizado em parceria com o Instituto Ayrton Senna e que visa alfabetizar alunos que ainda não sabem ler e que estejam com distorção idade-série, matriculados do 3º ao 5º ano do Ensino Fundamental. Através da iniciativa, é distribuído um material didático específico para este trabalho, onde os alunos recebem dois livros: Língua Portuguesa e Matemática. O acompanhamento é feito considerando alguns aspectos, como capacidade de localizar informações explícitas/realizar inferências em textos longos; localizar informações explícitas em textos curtos; realizar leitura de palavras e/ou frases ou ainda ausência total de leitura.

 

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Aprender sobre a importância da fauna para a vida do homem e para o planeta de forma divertida e lúdica faz parte da rotina das crianças da Creche e Pré-escola Primeiro Passo de São Marcos. Nesta quarta-feira (2), alunos da instituição fizeram uma apresentação temática sobre animais que voam. A iniciativa integra o projeto didático Conhecendo e Respeitando os Animais, que vem sendo aplicado na unidade de ensino desde março.

A criançada do Grupo 3B ficou responsável por mostrar aos coleguinhas tudo o que foi descoberto dos bichos, fazendo uso de elementos recreativos como cenário, música, coreografia e contação de história. “O projeto é uma forma de trabalhar o currículo de Educação Infantil. O professor vai a cada semana desenvolvendo atividades para desenvolver o potencial de aprendizagem das crianças”, explica a coordenadora pedagógica Fátima Barreto.

Os animais despertam interesse nos pequenos, que interagem com os conteúdos através de ações lúdicas. Além disso, o método possibilita assimilar de forma mais eficiente o conhecimento e informações sobre os habitats dos bichos, preservação, espécies, dentre outros assuntos. “Quanto mais cedo as crianças entram na escola e interagem entre si, elas aprendem a trabalhar em grupo e a trabalhar conteúdos. Então a tendência é desenvolver mais a percepção, cognição e sociabilidade”, pontua a coordenadora.

Os alunos da Creche e Pré-escola Primeiro Passo de São Marcos já tiveram a oportunidade de aprender sobre animais domésticos, mamíferos, aquáticos, além de bichos que voam. Neste mês, eles estudarão sobre animais nocivos. O projeto ocorrerá até novembro, levando conteúdos sobre bichos de jardim, espécies selvagens e extintas. Localizada na Rua Djalma Sanches, unidade de ensino foi entregue pela Prefeitura à comunidade em novembro do ano passado e atualmente conta com 199 crianças matriculadas.

 

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Na Escola Municipal Lélis Piedade, localizada em Cosme de Farias, os alunos do 5º ano do Ensino Fundamental I e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) viajaram no tempo e estão em contato com hábitos, objetos, comportamentos, crenças e costumes de antigamente. As experiências desenvolvidas fazem parte do projeto “Coisas de antigamente – do tempo da vovó!”, que tem entre os momentos mais especiais a exposição de objetos antigos, iniciada no Dia dos Avós, celebrado em 26 de julho. A iniciativa permanece até esta sexta (28).

“A ideia desse projeto é dar um olhar ‘novo’ ao processo de construção de texto através do contato com essa história, representada em peças de outras épocas, hoje estilizadas de retrô ou vintage”, explica Jaciara Nogueira dos Santos Araújo, vice-diretora do noturno. De acordo com ela, o projeto envolve atividades lúdicas, como jogo da memória, ditado mudo, e pesquisa acerca dos objetos, por meio de indagações como "para que serve?; é de que época?; qual a versão moderna?; e como se usava isso?".

“Esses objetos sempre são acompanhados de uma história instigadora, o que se configura em um gatilho motivador para as produções textuais”, frisa Jaciara, que levou para a exposição o baú da mãe dela - uma caixa de mais de 70 anos de idade, em madeira de lei, usada para guardar tudo que era considerado importante, como certidão de nascimento, certidão de casamento, escritura da casa. “O objeto em si já é instigante, mas remete a outra história interessante: nele eram guardados os cordões umbilicais dos filhos”, diz.

O baú revelou um costume, baseado em uma crença daquela época. “Minha mãe nos contava que guardava nossos cordões umbilicais por questão de proteção. Havia uma superstição que dizia: caso o cordão umbilical caísse nas garras de algum roedor, o dono do cordão umbilical poderia se tornar uma pessoa de má índole”, conta. Para ela, esse contato com histórias e personagens reais configuram uma forma interessante de obter informação e conhecimento, ao mesmo que tempo que inspiram e “dão asas à imaginação”.

As fotos antigas também ganharam espaço especial no projeto, no qual o monóculo fotográfico foi adotado como principal símbolo. Os alunos participaram ainda de duas sessões de foto: sentados individualmente atrás de uma mesa com livros, globo terrestre, bandeira do Brasil e da Bahia, como antigamente. A segunda foto teve como destino um monóculo, que eles vão receber como lembrança das atividades ao final do projeto. “Trata-se de um trabalho muito rico e gratificante, que vem trazendo para esses alunos experiências novas e um contato mais atento com os referenciais do passado”, conclui a vice-diretora.

 

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Para melhorar a qualidade do atendimento ofertado à população que busca o serviço do Primeiro Passo – programa voltado ao atendimento de famílias com crianças em idades para ingressar em creches e pré-escola – foi realizada uma oficina de capacitação dos funcionários durante esta quinta-feira (27), na sede da Faculdade Maurício de Nassau (Campus Mercês). O evento contou com a participação da secretária de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), Taíssa Gama, e reuniu 68 colaboradores entre agentes comunitários, funcionários das Prefeituras-Bairro, agentes da sede e profissionais dos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS).

O projeto foi realizado através de uma parceria entre a SPMJ e a Faculdade Mauricio de Nassau, e tem nova edição prevista para ocorrer no fim de agosto, com data a ser definida. Foram abordados no encontro temas como marketing pessoal, gestão de carreira e o perfil do profissional na nova conjuntura do trabalho social. Também foi realizada uma oficina, que teve temática sugerida pelos próprios colaboradores, que tratou do controle da ansiedade.

Para a coordenadora do programa Primeiro Passo, Lavínia Vale, a capacitação ocorre com a proposta de elevar não só a qualidade do atendimento ofertado ao cidadão, mas também de valorização dos profissionais. “Essa capacitação significa crescimento pessoal, envolvimento e aprendizado em temas globais que fazem parte do dia a dia de um profissional. Isso possibilita uma visão mais aberta e clara do mercado de trabalho e de como o profissional deve se portar. Na medida em que eles conseguem ter conhecimento sobre o mercado de trabalho e sobre gestão, eles se posicionam de forma diferente no cotidiano”, explicou a gestora.

Programa - O Primeiro Passo tem como finalidade promover o desenvolvimento infantil, através do apoio às famílias com crianças em idade de creche e pré-escola (do nascimento aos cinco anos), beneficiárias do programa Bolsa Família que não estejam matriculadas nas unidades de ensino públicas ou conveniadas. É concedido às famílias referidas um auxílio financeiro de R$50 mensais, e é automaticamente suspenso à medida que são ofertadas vagas na região onde a família reside.

 

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A prática de atividade física regular aliada às aulas em sala já faz parte da rotina dos estudantes de quatro escolas públicas de Salvador. Uma parceria entre a ONG “De Peito Aberto” com a rede municipal de ensino oferece aulas de capoeira gratuitamente durante todas as segundas, quartas e sextas, beneficiando cerca de mil jovens e crianças. Entre as instituições selecionadas estão a Escola Francisco Leite, em Águas Claras; Escola Arlete Magalhães, em Castelo Branco; Escola Laboratório (Escolab) da Boca do Rio; e Escolab de Coutos.

Só na Escolab da Boca do Rio, que funciona dentro do Instituto Municipal de Educação José Arapiraca (Imeja), cerca de 300 alunos, do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, participam do projeto, denominado Ginga. Mesmo antes da inauguração formal do espaço, a unidade funciona com 1/3 da capacidade prevista: das 36 turmas que serão contempladas pelo projeto, 12 realizam já desempenham atividades. No caso do Ginga, a iniciativa envolve desde o aprendizado de conhecimentos gerais sobre a prática da capoeira até golpes regionais e sequências rítmicas.

O diretor da unidade, Miguel Ângelo Dourado, explica que a ação é importante para promover a saúde, o bem-estar, além do desenvolvimento intelectual dos alunos. “Não é aula de capoeira pura e simplesmente. Mas ela é introduzida como uma arte, dança, luta e produto cultural que é socialmente referenciado em nossa história e de valor inestimável para a cultura baiana e brasileira. É também um aprendizado que vai da cidadania ao conhecimento, de saber a história dos povos que estavam vinculados à capoeira e de como tudo isso repercute na nossa vida cotidiana”, salienta.

Como critério para participar do projeto, os participantes precisam estar matriculados em alguma escola da rede e ter entre 7 a 17 anos.  Os alunos aprendem a gingar, a interpretar os ritmos como maculelê e roda de samba na introdução, antes de exercitar golpes originados de uma sequência criada pelo mestre Bimba (1900-1974) - fundador da capoeira regional. A duração da aula é de 1h.

O coordenador pedagógico do projeto Ginga, Ireno Fíguer, ressalta o papel da capoeira como atividade disciplinar. “A arte e a cultura têm que estar ligados à educação. Às vezes, os alunos têm uma melhora de rendimento após se sentirem parte de algo ou depois de receberem um estímulo. Tudo isso a capoeira traz. Já houve casos em que pais se aproximam de nós para dizer: 'obrigado, meu filho está mais comportado'”.

O crescimento educacional e comportamental é percebido pela estudante Carol Teles, 17 anos. Ela está no 9º ano e diz que ingressou na iniciativa por acaso. “Vim trazer um primo para participar e eu que acabei ficando. O esporte me ajuda a focar mais nas aulas. O mestre que nos ensina cobra para termos disciplina em todo o lugar”, conta a garota.

A pequena Ana Beatriz Cerqueira Silva, 9, estudante do 6º ano, diz que gosta mesmo é de praticar os golpes. “Aprendi alguns movimentos como 'aú' e ' armada de costas'. Tenho gostado muito, me sinto mais feliz”, afirma. Ser portadora de síndrome de Down não impediu a jovem Laís Pereira, 20, de se juntar aos colegas para praticar capoeira e de se envolver com os instrumentos: “gosto muito de tocar berimbau”.

O instrutor do projeto, mestre Gildásio dos Santos de Jesus, conhecido como mestre Mosquito, ressalta que toda a parte prática é feita de uma maneira equilibrada, respeitando as capacidades e as habilidades motoras de cada criança ou adolescente. Parar participar dos movimentos de capoeira, os alunos têm acesso gratuito a fardamento e ainda aprendem a tocar os instrumentos que integram a roda, como pandeiro, berimbau e atabaque.

O mestre Mosquito também dá aulas, por iniciativa própria, sem vínculo com o projeto Ginga, para moradores que residem próximo ou nas adjacências da Escolab da Boca do Rio. As atividades também são gratuitas e acontecem todas as segundas e quartas-feiras à noite, das 19h às 20h30, dentro da instituição de ensino, há 10 anos. Os discentes são compostos por jovens, adultos e público da terceira idade.

 

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O debate sobre o novo ensino médio também abriu espaço para salientar os desafios e avanços na educação básica, com atenção especial aos ensinos infantil e fundamental no Brasil e em Salvador. Este foi o clima da segunda edição do Correio Encontros, evento promovido pelo jornal Correio na tarde desta quinta-feira (20) no Teatro Eva Herz, no Salvador Shopping, e que contou na abertura com as presenças do prefeito ACM Neto e do ministro da Educação, Mendonça Filho.

Para uma plateia formada por estudantes, professores e convidados, o prefeito salientou que as mudanças no ensino médio começaram a ser discutidas em 2005, mas só agora estão sendo finalmente colocadas em vigor. “Esta nova base de formação vai permitir aos jovens uma preparação maior para os desafios da vida, seja continuar os estudos para desenvolver uma carreira acadêmica, seja conseguir uma inserção no mercado de trabalho. Com certeza, os jovens estarão mais preparados para as exigências do mundo moderno”, pontuou.

ACM Neto também ressaltou que a Prefeitura contribui, de uma certa maneira, para a evolução do ensino médio com o reforço nos investimentos nas áreas da Educação Infantil e Ensino Fundamental no município. “Os desafios na Educação Fundamental também são muito grandes. É necessário também ter um olhar especial para as primeiras séries, compreendendo que tudo isso é um processo contínuo, que começa com a pré-escola”, completou.

Dentre os avanços promovidos na rede municipal de ensino desde 2013 estão o aumento de 23% para quase 28% do orçamento da Prefeitura para a área da Educação. Além disso, está sendo promovida a recuperação da rede física escolar do município e ampliação do número de vagas, principalmente na Educação Infantil. “Vemos hoje que há uma distância grande entre o discurso e a prática. No caso de Salvador, há um processo contínuo de investimento e políticas públicas na área de Educação”, arrematou o prefeito. Ele ainda deixou como mensagem aos estudantes a necessidade de seguir adiante na jornada com fé, muita confiança e nunca deixar de estudar.

Investimentos – O ministro Mendonça Filho destacou que, ao contrário do senso comum, o volume de investimentos federais aplicados na área de Educação atinge 6% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. “É claro que temos que ir em busca de mais recursos e, sobretudo, melhorar a qualidade do investimento priorizando a educação básica. Nos últimos anos, se incrementou mais o investimento no Ensino Superior em detrimento da educação básica. Entendemos que, para que a gente possa gerar mais oportunidades às crianças e jovens, a gente tem que garantir uma educação básica que promova equidade, que signifique qualidade e que garanta também o acesso a outras etapas da educação”, explicou.

O gestor também destacou que, por isso, há nos indicadores da educação básica no país distorções muito significativas. Por um lado, conseguiu-se a universalização do acesso com mais crianças e jovens frequentando a escola. Por outro lado, ao avaliar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), ainda há situações como a estagnação do acesso ao Ensino Médio, com 2 milhões de jovens fora da escola.

Com isso, as mudanças promovidas no Ensino Médio têm como intuito torná-lo mais atrativo e flexível, seguindo a tendência de outros países. Dentre as iniciativas está o estímulo à educação integral. Também haverá mudanças no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), com a realização das provas em dois domingos, para garantir mais conforto aos estudantes. Além disso, o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) será ofertado, a partir de 2018, a 100 mil estudantes com juro zero e com pagamento apenas a partir do momento em que o aluno estiver empregado.

No caso de Salvador, Mendonça Filho garantiu que há ações previstas pelo Ministério da Educação para os Ensinos Infantil e Fundamental. “São diversos investimentos de expansão e apoio à infraestrutura física, incluindo ampliação da oferta de vagas em creche e pré-escola”, finalizou.

 

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Palhaços, malabaristas e performances artísticas para todos os públicos. Foi nesse clima de alegria e emoção que 500 crianças atendidas através de 14 instituições de cunho social em Salvador foram conhecer o Le Cirque, na Avenida Paralela, na tarde desta quinta-feira (20). O projeto, que visa oportunizar o acesso às artes para crianças de baixa renda de Salvador, ocorre através de uma parceria entre a Prefeitura, por meio do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) e do Le Cirque.

Entre as instituições que foram beneficiadas com a primeira edição deste projeto estão: Parque Social, Lar da Criança, Pérolas de Cristo, Associação das Comunidades Paroquiais de Mata Escura e Calabetão (Acopamec) e o Lar Benedita Camuruji.

De acordo com a presidente do CMDCA, Risalva Telles, a proposta é que crianças carentes de toda a cidade possam adentrar em espaços culturais diferentes e ter experiências que possam contribuir para o seu desenvolvimento intelectual, social e cultural. “Nós estamos sempre buscando incentivar as crianças e jovens. Estamos trabalhando para que eles possam ter contato com as artes através de circo, teatro, cinema e outros espaços”, explicou a gestora.

Contagiado pela euforia das crianças, que aguardavam ansiosamente pelo início do espetáculo, o administrador do Le Cirque, George Stevanovich, afirmou que parcerias como estas são transformadoras e possuem um impacto positivo. “O circo é o berço das artes. É motivação para alegria desde a época de Roma. Então, o circo transmite essa energia, uma magia e emoção maravilhosas através do palhaço, do mágico, globista, equilibrista... A emoção que pudemos proporcionar a todas estas crianças hoje não existe dinheiro no mundo que pague”, afirmou.

 

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