Educação

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“O CMEI está lindo! Muito obrigada por esse novo CMEI!” A declaração das crianças de 5 e 6 anos, alunas do Centro Municipal de Educação Infantil Unidos de Castelo Branco, refletiu o clima de satisfação e realização de um sonho da comunidade escolar do bairro, na manhã desta terça-feira (17). A unidade de ensino foi completamente reconstruída pela Prefeitura e entregue em cerimônia que contou com as presenças do prefeito ACM Neto e do vice, Bruno Reis, acompanhados dos secretários Bruno Barral (Educação), João Roma (Gabinete) e Virgílio Daltro (Manutenção), demais gestores municipais, autoridades e população.

“A Prefeitura sabe que essa ação é importante para as mães e pais, que vão deixar os filhos ao longo de todo o dia na escola e, assim, poder ir trabalhar. Também para a criança, pois ela terá acesso à Educação Infantil e poderá ser alfabetizada na idade correta. Estamos em ritmo acelerado de entregas e a intenção é de que, nos próximos três meses, inaugurar uma escola por semana na cidade. Com isso, vamos começar o ano letivo de 2018 com o dobro do número de vagas na Educação Infantil em comparação ao ano de 2014”, pontuou ACM Neto.

Com investimento de R$2,5 milhões em uma área de quase mil m², o CMEI funciona na Rua dos Unidos, s/n, na 4ª Etapa do bairro, e vai atender a 180 crianças entre 2 e 5 anos de idade. Com dois pavimentos, o equipamento conta com salas de aula, cozinha, sanitários, brinquedoteca, sala de vídeo e área de lazer, dentre outros itens necessários para a adequada prática do ensino/aprendizado voltado para crianças nas séries iniciais.

A nova escola deixa para trás as lembranças da estrutura em pré-moldado, demolida em 2015 pela Prefeitura por já estar bastante desgastada pelo tempo, com problemas na rede elétrica e constantes alagamentos na época de chuva – situação que trazia riscos para alunos, professores e funcionários. “Hoje é um dia de festejar. Acredito que investir em Educação é investir em patrimônio cultural para o cidadão. Obrigada à Prefeitura por esta unidade novinha”, salientou a diretora Rúbia Barbosa, que também agradeceu à comunidade pelo empenho na construção e reconstrução do CMEI.

O discurso de agradecimento também foi proferido pelo secretário Bruno Barral a toda a comunidade escolar, moradores e equipes municipais envolvidas na ação. Ele lembrou que o bairro tem sido alvo de realização de projetos, como a nova iluminação em LED, praças e unidade de saúde. “Este é mais um equipamento que nos enche de orgulho”, completou.

Balanço e nova obra – Desde 2013, a Prefeitura iniciou um processo de requalificação da rede de ensino nunca antes vista na história de Salvador. No total, já foram entregues reformadas 164 escolas, sendo 20 CMEIs. Outras 25 foram reconstruídas (cinco CMEIs e 20 escolas) e 27 erguidas do zero (21 CMEIs e seis escolas).

O prefeito aproveitou a ocasião para autorizar a obra de recuperação asfáltica da Rua Lafayette Coutinho. A ação foi a mais votada pelos moradores de Castelo Branco, por meio do programa de consulta popular Ouvindo Nosso Bairro.

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Dez estudantes de escolas municipais de Salvador passarão dez dias em Portugal, em visita a cidades como Lisboa e Cintra, e terão a oportunidade de refazer os caminhos da família real e da corte portuguesa antes da chegada ao Brasil em uma experiência incrível. O intercâmbio está programado para o próximo dia 6 de novembro e é fruto do projeto de arte-educação ‘Era uma Vez... Brasil’, patrocinado, na Bahia, pela rede Tivoli Hotels & Resorts.

Foram selecionados os alunos Ítalo dos Santos, Luís Fabiano Silva e Nataly dos Santos, da Escola Municipal Amélia Rodrigues, no Tororó; Mariene Marques e Ednei William dos Santos da Escola Municipal 2 de Julho, no Trobogy; Sabrine de Almeida, da Escola Municipal Brigadeiro Eduardo Gomes, no bairro de São Cristóvão; Gabriel da Silva, da Escola Hildete Lomanto, em Fazenda Garcia; Ingridy da Graça, da Escola Alfredo Amorin, na Ribeira; Herbert Santos Ramos da Escola Alexandre Leal, em Nazaré e Gabriel de França, da Escola Olga Figueiredo, em Cosme de Farias.

Antes que os alunos passassem pelo processo seletivo, as equipes pedagógicas das escolas municipais se empenharam para prepará-los a ter um bom desempenho durante as atividades avaliativas, que iniciaram em abril e tiveram duração de cinco meses. Reforço das aulas de história, debates e atividades artístico-culturais fizeram parte da dedicação dos professores.

A diretora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação, Joelice Braga, avalia o intercâmbio como uma atividade complementar importante para o desenvolvimento pessoal das crianças e adolescentes selecionados. “É um projeto fantástico de estímulo ao conhecimento e de resgate da nossa história. Foi muito emocionante ver o sucesso dos nossos alunos. É uma conquista deles, através da criatividade e dedicação, e uma conquista também dos professores envolvidos”, avaliou.

Para a seleção dos estudantes, segundo a diretora-executiva da Origem Produções, que realiza o projeto, Marici Vila, foram observados critérios como engajamento nas atividades, relacionamento coletivo e com o meio ambiente. "Agora, nessa etapa final, eles poderão vivenciar o que os livros contam nas histórias dos reis e rainhas em Lisboa, em uma conexão entre passado e presente", afirma Marici.

Etapas – Os alunos foram selecionados no dia 29 de setembro, após duas etapas do projeto, que envolveram oficinas culturais de teatro, música, audiovisual, história em quadrinhos e capoeira. A primeira etapa começou em abril e terminou em junho, período de realização de oficinas de formação e desenvolvimento de um HQ com o tema "O dilema de Dom João" e de um vídeo de até 60 segundos.

Durante a segunda etapa, os alunos passaram sete dias em sistema de alojamento, em Mata de São João, oportunidade em que receberam aula de teatro, música, capoeira e audiovisual. Ao final desse período, eles desenvolveram quatro curtas-metragens e um curta coletivo que foi exibido no dia 29 de agosto, durante evento de divulgação dos selecionados, realizado no Teatro Gregório de Matos.

O evento contou com a presença de representantes das secretarias municipais de Educação dos Municípios de Salvador e de Mata de São João e da rede Tivoli Hotels & Resorts, patrocinadora do projeto na Bahia. Na ocasião, houve o lançamento do livro de HQs ‘O Dilema de Dom João’, que reuniu as 100 melhores tirinhas feitas pelos estudantes.

Segunda edição – Essa é a segunda edição do projeto "Era uma Vez... Brasil". Em 2016, 81 estudantes brasileiros, entre eles 21 baianos de Salvador e Mata de São João (dentre os quais, 16 de escolas municipais) e dois professores de história, foram recepcionados por Laurentino Gomes, autor do livro 1808, que conta a história da chegada da família real e da corte portuguesa ao Brasil, e é utilizado como base para o projeto.

O intercâmbio incluiu roteiros culturais que percorreram pontos relevantes para a história Portugal-Brasil como Terreiro do Paço, Palácios Nacionais de Queluz e da Ajuda, além de visita a mais de 23 museus, bibliotecas e escolas de Lisboa.

 

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A matrícula tardia, a não alfabetização no tempo certo, o trabalho precoce e os problemas psicológicos e sociais são alguns dos fatores que podem contribuir para o atraso e a evasão escolar. Para reverter o quadro da distorção idade-série no início da Educação Básica, que ocorre quando a criança tem pelo menos dois anos de atraso em relação ao ano escolar que deveria cursar, a Prefeitura executa dois programas, por meio de uma parceria com o Instituto Ayrton Senna, que já começaram a dar resultados.

Um deles é o Programa Regularização de Fluxo, que corrige o problema por meio da alfabetização e da aceleração dos anos escolares. O outro é o Programa Gestão da Alfabetização, que reforça o ensino com o apoio à aprendizagem em classe. Graças aos dois programas, entre 2014 e 2017, o Ensino Fundamental I, que inclui estudantes do 1º ao 5º ano, apresentou uma redução de 48,8% da distorção idade-série. Enquanto em 2014, 31.629 alunos dessa etapa tinham atraso de dois anos na escola, esse ano, 16.201 estão nessa situação.

Inicialmente, as ações foram implantadas apenas no Fundamental I, mas já provocam impactos positivos também no Fundamental II (6º ao 9º ano), cuja redução foi de 9% nos últimos três anos. O número de crianças atrasadas no Fundamental II caiu de 8.546 em 2014, para 7.807 em 2017. Para Joelice Braga, diretora-pedagógica da rede municipal de ensino, os números representam o sucesso das ações da Secretaria Municipal de Educação (Smed) no sentido de dirimir o problema. “É perceptível que os programas trazem efeitos positivos e, por isso, já planejamos ampliar para todo o Fundamental I e implantar no Fundamental II no próximo ano”, conta.

Ao todo, o programa Regularização de Fluxo já beneficiou 17,7 mil alunos, que avançaram uma ou duas séries. Já o programa Gestão da Alfabetização contemplou 11.500 alunos em 161 escolas da rede. Nestas escolas, estagiários do curso de Pedagogia ajudam o professor a promover e administrar a aula. Enquanto os alunos estão fazendo as atividades de classe, monitorados pelos estagiários, a criança que precisa de atenção diferenciada tem atendimento diretamente com o professor.

Um dos alunos atendidos pela Regularização de Fluxo foi Djair da Cruz, de 13 anos, que após estudar na Escola Municipal Vivaldo Costa Lima, no Centro Histórico de Salvador, conseguiu avançar dois anos escolares. A mãe dele, Telma Souza, 45, conta que Djair estava atrasado por ter sido reprovado e ter abandonado a turma algumas vezes. Após ingressar no programa Regularização de Fluxo, o garoto apresentou bom desempenho e avançou para o 6º ano. “Ajudou bastante porque agora ele já estuda em uma nova etapa. Eu sempre digo a ele que educação é tudo”, opina Telma.

Cronograma – O aluno atendido pela Regularização de Fluxo precisa obedecer todo um cronograma de atividades para que esteja apto a avançar. Os estudantes precisam ter 170 dias de aula, ler, no mínimo, 40 livros durante o ano, não podem ter falta e precisam fazer atividades diariamente. “É por isso que há todo um trabalho de conscientização para que eles entendam que estão saindo de um ensino regular para um programa especial benéfico, tanto para a vida escolar como para o crescimento pessoal”, afirma a diretora-pedagógica Joelice.

O programa está dividido em dois eixos: Se Liga e Acelera. O primeiro eixo é voltado para crianças e adolescentes que ainda não estão alfabetizados, e o segundo é destinado a quem já passou pelo processo de alfabetização. Nos dois programas, a aceleração do ano escolar depende diretamente do desempenho final dos estudantes.

Incentivo – Na Escola Vivaldo Costa Lima, em Santo Antônio Além do Carmo, a professora do Se Liga, Cíntia Zacaríades, teve a iniciativa de criar feirinhas para incentivar a classe a cumprir o cronograma de presença, de horário, e a fazer as atividades de classe e de casa. “Sempre que eles chegam no horário e entregam as atividades no prazo, ganham uma nota de um real de brinquedo, que é utilizada nas feirinhas. Nós já tivemos uma feira de merenda, de guloseima e de material escolar. Agora, no mês das crianças, estou planejando uma feira de brinquedos”, conta a professora.

Os reflexos de tanto empenho estão aparentes na leitura de Yasmin Santos, de 10 anos, por exemplo. “Se eu morasse dentro de um A, minha casa seria em Atenas. Se eu morasse dentro de um E, minha casa seria no Egito”, lê a garota, sem dificuldades. As frases fazem parte do livro A Casinha Pequenina, um dos 30 que os estudantes levam para casa nos finais de semana e precisam ler para contar a estória na segunda-feira.

Graças aos programas e ao incentivo da equipe pedagógica, o índice de aprovação da escola subiu de 57%, em 2013, para 77%, em 2016. “A metodologia diferente dos programas, somada a outras ações da escola, como as feirinhas, também contribui para a melhoria no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). O desenvolvimento do aprendizado desses alunos é o nosso principal objetivo e isso nos deixa muito contentes”, diz o vice-diretor da escola, Wendel Souto.

Prevenção – Além dos Programas Regularização de Fluxo e Gestão da Alfabetização, que atuam diretamente com a distorção idade-série, a Smed conta com programas preventivos, como o Nossa Rede e o Agente da Educação, criados no segundo semestre de 2015. O foco do programa Nossa Rede é a participação, criação colaborativa e a elaboração de um novo material pedagógico produzido dentro de uma visão de respeito aos valores das identidades culturais de Salvador e suas peculiaridades.

O Nossa Rede envolveu mais de quatro mil profissionais na confecção de novo material pedagógico, e todos eles puderam participar por meio de plataformas digitais. Ao todo, 80 cadernos pedagógicos de língua portuguesa e de matemática foram elaborados com características da arte e cultura da capital baiana. A capa remete à feira de São Joaquim e às placas de vendas. “Trazer isso para o currículo dos estudantes é dar sentido ao trabalho pedagógico. É algo forte na linha de combate à reprovação e à evasão porque dá mais vida a esse dia a dia da escola para que o aluno possa sentir prazer e ter sucesso no aprendizado”, afirma a diretora-pedagógica, Joelice Braga.

O programa Agente da Educação promove a aproximação entre a família, escola e comunidade, por meio de ações que possibilitam a participação de familiares e moradores no ambiente escolar e no desenvolvimento da rotina estudantil. Uma das ações consiste na contratação de estagiários remunerados que estejam cursando Pedagogia e morem no mesmo bairro onde a escola está inserida.

“O agente da educação é um cidadão que vive o bairro onde a escola está inserida. É uma pessoa da comunidade, que acompanha a frequência do aluno e, quando nota a ausência dele, vai em sua casa, conversa com os pais para entender os motivos do afastamento e tenta trazer o estudante de volta”, acrescenta Joelice. Segundo ela, os dois programas (Nossa Rede e Agente da Educação) são responsáveis por prevenir a distorção idade-série, uma vez que melhoram a qualidade da Educação Municipal e motivam as crianças e adolescentes a permanecerem na escola.

 

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Um convênio firmado nesta sexta-feira (29) entre a Prefeitura e o Ministério da Educação, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), garantiu o investimento de R$ 60,2 milhões para a reconstrução de nove Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs). Destes, R$ 44,2 milhões são oriundos do fundo e R$ 16 milhões como contrapartida do município. O termo foi assinado pelo prefeito ACM Neto, pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, e pelo presidente do FNDE, Silvio Pinheiro, em solenidade realizada no Sheraton da Bahia Hotel. A cerimônia contou ainda com a presença do secretário Municipal de Educação (Smed), Bruno Barral, profissionais da área, deputados federais, estaduais e lideranças das comunidades beneficiadas.

As unidades contempladas são os CMEIs Antônio Pithon, em Fazenda Coutos; Mário Altenfelder, no Lobato; Eloyna Barradas, na Ribeira; Angelina Rocha de Assis, no Lobato; Calabar, no Alto das Pombas; Maria da Conceição Costa, na Vila Rui Barbosa; Raul Queiroz, em São Cristóvão; e Yolanda Pires e Fruto do Amanhã, em Fazenda Grande do Retiro. Todos serão reconstruídos por conta dos problemas estruturais, e a previsão é que estas intervenções comecem em 2018. Após a finalização das obras, os CMEIs terão capacidade para atender até 2,6 mil alunos.

Compromisso - Na esteira do anúncio das obras nos CMEIs, o prefeito lembrou-se do compromisso de dobrar o número de vagas de creches e pré-escolas do município até o fim da gestão. As novas unidades substituirão as antigas estruturas pré-moldadas, hoje totalmente sucateadas, que já não oferecem segurança nem infraestrutura adequada para os estudantes.

 “Assim, acabará de vez a história de escolas de pré-moldado em Salvador, com goteiras e infraestrutura precária. Basta avaliar como a educação estava em 2013, e onde conseguimos chegar em 2017. Com a crise, a Prefeitura perdeu capacidade de investimento em recursos próprios, portanto, este convênio vem em boa hora. Enfrentamos um início difícil de gestão, devido a entraves na origem dos recursos, muito por conta da antiga gestão do governo federal. Por isso mesmo, foi necessário ter criatividade para ampliar o número de vagas nas creches de Salvador", disse.

Neto destacou ainda as cerca de 40 creches e pré-escolas construídas desde 2013, quando assumiu a Prefeitura com cerca de 20 mil vagas, gerada ao longo dos últimos 80 anos. "Nossa meta é chegar aos 40 mil. A gestão anterior aplicou 22% do orçamento na educação, quando deveria ter investido 25%. Somente em 2017, vamos superar 28%, porque quando o assunto é Educação é preciso ultrapassar o discurso e partir para a ação", garantiu.

Iniciando uma verdadeira peregrinação para a Bahia - visto que ainda participará de ações em Vitória da Conquista e Jacobina -, o ministro da Educação destaca a importância do investimento. "Esses recursos serão importantes para ampliar a oferta de vagas nas creches de Salvador, e me deixa feliz por compartilhar com o prefeito, em nome do governo federal. Também será preciso que haja investimento em formação dos profissionais que atuam neste setor", afirma Mendonça Filho.

"É um momento importante para a educação do município, uma parceria essencial para a melhoria da infraestrutura destes equipamentos, que ajudarão a ampliar ainda o número de vagas nestes locais, com cerca de 1,5 mil novos alunos a partir desta iniciativa. Será um crescimento de 11% nas vagas que temos hoje, reafirmando o compromisso da Prefeitura com a educação, o que pode ser notado nos cinco anos de gestão, quanto mudamos a realidade do setor na cidade", completa o titular da Smed, Bruno Barral.

Reconstrução - A reestruturação contempla cinco projetos, sendo o primeiro para unidades que comportam 22 salas de aula; o segundo para 10 salas, incluindo elevador; o terceiro e quarto para oito salas, incluindo elevador; e o quinto também para oito salas, adicionando espaço para Atendimento Educacional Especializado (AEE). As unidades terão brinquedoteca, sala multiuso, solário e parque infantil, contemplando ainda estruturas para refeitório, lactário, cozinha, entre outros espaços, com adequações aos quesitos de acessibilidade. 

No Eloyna Barradas, os investimentos incluem a construção de 22 salas, beneficiando 550 crianças. O Márcio Altenfelder receberá a construção de 22 salas de aula, atendendo a 550 crianças. O Antônio Pithon Pinto e o Raul Queiroz receberão a construção de 10 salas em benefício a 250 crianças. O Angelina Rocha de Assis, o Maria da Conceição Costa e o Yolanda Pires terão a reconstrução de oito salas de aula, com atendimento a 200 crianças. Da mesma forma, serão transformados os CMEIs do Calabar e o Fruto do Amanhã.

Avanços – Os esforços empenhados pela Smed já permitiram um crescimento de aproximadamente 50,99% na oferta de vagas na Educação Infantil, em relação ao ano de 2012. A expansão ocorreu por meio de três estratégias: fortalecimento e ampliação das creches comunitárias conveniadas; construção de novas creches e pré-escolas em regiões de baixa oferta; e construção de salas em unidades já existentes. A quantidade de convênios passou de 30 (em 2012) para mais de 92. Os valores de repasse também foram elevados: passou de R$ 734 anuais per capita em 2012 para R$ 3.162,53 para Creche em Tempo Integral.

Na recuperação e ampliação da rede física de Educação, os dados também revelam melhorias expressivas. De 2013 para cá, já foram entregues reformadas 164 unidades de ensino, sendo 20 CMEIs e 144 escolas; 25 reconstruídas (cinco CMEIs e 20 escolas); e 27 construídas do zero (21 CMEIs e seis escolas). Entre 2013 e 2017, 70% do mobiliário escolar das unidades de ensino foi renovado. A medida garantiu que aproximadamente 80% dos alunos da rede Municipal de Ensino tenham acesso a esse investimento. Até setembro de 2017, 8.493 conjuntos de mesas e carteiras foram entregues nas unidades de ensino da rede municipal de Salvador.

E não adiantaria recuperar e ampliar a rede física, sem investimento nos educadores. Entre 2013 e 2016, foram contratados 3,7 mil profissionais, sendo 3.521 professores e 179 coordenadores pedagógicos. Em 2017, foram contratados mais de 600 professores, para substituições de aposentadorias e rescisões de contrato REDA – com expansão de 110 professores. Em 2015, foi regulamentado o Plano de Carreira e Remuneração dos Servidores da Educação Municipal. O documento trata de temas como progressão funcional, regime de trabalho e gratificações. A média salarial do professor da rede municipal de ensino está em R$ 6,7 mil (40 horas/ com gratificação).

Um estudo desenvolvido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão ligado ao MEC, aponta Salvador como uma das cidades que melhor remunera os professores da rede municipal. Os dados, divulgados em junho, mostram que o salário médio padronizado para 40 horas semanais de Salvador é 58% superior ao índice geral dos municípios brasileiros. Quando comparado ao estado da Bahia, essa diferença se aproxima de 57%.

Outra informação apontada pelo levantamento é o número de professores que detém formação superior. Nesse aspecto, Salvador desponta com 94% do quadro atendendo a esse requisito. Dos 4.995 professores contabilizados em 2014, 4.963 tinham curso superior. A qualidade da formação dos professores municipais da capital baiana está acima das redes estaduais brasileiras. Conforme os dados do Inep, perde apenas para a rede do Distrito Federal, que conta com 96% de professores de formação superior, e empata com o Espírito Santo, também com 94%. Em relação à rede estadual baiana, Salvador está 30 pontos percentuais acima no que diz respeito a esse aspecto.

Tudo isso é fruto de um incremento de 87,2% nos recursos aplicados na Educação em quatro anos de gestão. No ano de 2016 foi aplicado R$ 1,161 bilhão na Educação, o que representa R$ 465,7 milhões a mais que em 2012 – quando foram investidos R$ 695,6 milhões. Isso permitiu que, em 2016, Salvador alcançasse o posto mais alto no avanço da educação básica. A nota da capital baiana cresceu de 4,0 para 4,7 no Ensino Fundamental. Nos anos finais (Ensino Fundamental 2), a nota saltou de 3,0 para 3,4 um crescimento de mais de 10%.

Programas exitosos – Um dos programas exitosos está o Agente da Educação, realizado pelo Parque Social. O programa é um instrumento que busca reduzir o abandono escolar por meio de ações para fortalecimento da ligação entre a escola e a comunidade. O agente da educação é um universitário do curso de Pedagogia que mora até 1,5km da escola na qual trabalha, sendo, portanto, um membro da comunidade. Ele ajuda a mobilizar os familiares dos alunos para que passem a participar da vida escolar. Também organiza ações educativas e culturais para monitorar a frequência escolar dos alunos. Se há muitas faltas, ele vai até a casa do estudante entender o porquê e ajudar a resolver o problema. O programa conta com 287 agentes em escolas.

Para descentralizar e garantir a autonomia financeira às unidades de ensino, a Prefeitura lançou, em 2015, o programa Simplifica. Orçado em R$ 3 milhões, a iniciativa garante um repasse anual fixo de R$ 1 mil para cada unidade e mais R$ 20 por aluno, de modo a auxiliar os gestores na cobertura dos custos do dia a dia.

Para diminuir a distorção idade/série, foi implementado, também em 2015, o programa de regularização de fluxo, em parceria com o Instituto Ayrton Senna, para reverter o cenário encontrado em que aproximadamente 37% dos alunos do Ensino Fundamental (37.433 crianças e jovens) estavam com dois ou mais anos atrasados em relação ao ano de escolarização recomendado para a sua idade. Ao todo, o programa já beneficiou 17,7 mil alunos, que avançaram uma ou duas séries.

 

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O prefeito ACM Neto, o ministro da Educação, Mendonça Filho, e o presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Silvio Pinheiro, firmam nesta sexta-feira (29), às 10h, um termo de compromisso com para a construção de creches municipais. O evento será realizado no Sheraton da Bahia Hotel. O termo prevê a reconstrução de nove Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), com investimento de aproximadamente R$ 45,8 milhões, sendo R$ 44,2 milhões do fundo e o restante como contrapartida do município. 

Os CMEIs contemplados neste termo são o Antônio Pithon, em Fazenda Coutos; Mário Altenfelder, no Lobato; Eloyna Barradas, na Ribeira; Angelina Rocha de Assis, no Lobato; Calabar, no Alto das Pombas; Maria da Conceição Costa, na Vila Rui Barbosa; Raul Queiroz, em São Cristóvão; e Yolanda Pires e Fruto do Amanhã, em Fazenda Grande do Retiro. Todos serão reconstruídos por conda dos problemas estruturais, e a previsão é que estas intervenções comecem em 2018.

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Fazer uma oração, vestir a roupa social e caminhar cinco minutos em direção à Escola Municipal Cidade Vitória da Conquista, em Itapuã, é um roteiro constante na vida de Lourival Emídio da Silva, de 94 anos. Ele é aluno da instituição e participa do programa de Educação para Jovens e Adultos (EJA) no período noturno, onde estuda há dois anos. Lourival nasceu na cidade de Guarabira, na Paraíba, em 15 de setembro de 1923 e veio para a Bahia ainda moço, após ser dispensado do serviço militar no Exército, por não saber ler.

De lá pra cá, ele guardou na memória uma frase do oficial que o acompanhou no alistamento: "podem ser dispensados mas, se precisarmos, vamos buscá-los onde estiverem", mote que ficou na lembrança e o motivou a estudar para buscar uma vida melhor. "Ler e escrever é muito bom. Desde que comecei a estudar estou sentindo muita coisa. Sempre tive emprego 'mais ou menos' porque não sabia ler. A vida já mudou um bom bocado por causa do estudo", comentou, orgulhoso.

Aqui em Salvador, trabalhou em diversos ramos, mas sua última atividade remunerada foi de gari pela Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb), durante 15 anos. Com sete filhos, cinco netos e dois bisnetos, Seu Lourival se diz muito feliz por ter o apoio da família na empreitada dos estudos. Segundo sua professora, Eliene Fernanda, Lourival é um dos alunos mais dedicados da turma: já sabe escrever o nome, reconhece sílabas e está treinando para, em breve, estar engajado na leitura.

Mas não são apenas as ciências humanas e exatas que têm despertado o interesse do nonagenário. Através da escola, ele também foi pela primeira vez a um museu, o Palacete das Artes Rodin Bahia, na Graça, onde se encantou com a atmosfera do lugar. "Essa interação social faz com que eles venham para a escola. Ele é sempre um dos primeiros alunos a chegar, e não perde nenhum passeio ou festa. Além de museu, já o levamos ao circo e muitos outros espaços", afirmou a professora. 

Na Escola Municipal Cidade Vitória da Conquista, duas turmas, cada uma com aproximadamente 25 alunos, se dedicam no período noturno à aprendizagem. Na faixa etária de seu Lourival ainda estudam mais dois alunos: um senhor com 93 anos e outro com 85 anos. Já na Escola Municipal Comunitária Cristo Redentor, no Rio Vermelho, outro caso bem sucedido é de Norberta Pereira de Assis, que aos 99 anos se dedica ao universo das letras e cursa o Tempo de Aprendizagem II (TAPII).

O segmento - Salvador possui turmas de alfabetização de jovens e adultos em 79 escolas. Para crianças a partir dos sete anos, são 322 unidades municipais que oferecem o Fundamental I, no mesmo processo de aprendizagem. A metodologia de ensino na alfabetização para o EJA e para as crianças é diferenciada, conforme o grau de conhecimento do aluno. Os professores trabalham em cima de um planejamento construído a partir de informações e análises, conforme as necessidades identificadas.

 

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As inscrições para a 5ª edição do Concurso de Desenhos Infantis sobre Educação no Trânsito da Transalvador foram prorrogadas para o dia 16 de outubro. Até este prazo, escolas públicas e privadas podem inscrever alunos do 1º ao 5° ano, mediante o preenchimento do formulário, que está disponível no site: www.transalvador.salvador.ba.gov.br.

Na página também estão publicadas as normas do concurso. O formulário deve ser anexado ao desenho e levado pela escola, em envelope lacrado, à Gerência de Educação para o Trânsito, na sede da autarquia, localizada na Avenida Vale dos Barris, 501, Centro. A solenidade de premiação será agendada para nova data, ainda a definir. 

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Local será usado não só para colheita, mas também como espaço multidisciplinar

Os alunos da Escola Municipal Fernando Presídio, no bairro de Paripe, terão mais um motivo para ir às aulas: frutas e hortaliças. O centro educacional foi escolhido para receber, nesta sexta-feira (15), o projeto Horta Escolar, uma ação da Prefeitura que levará técnicas de plantios para escolas públicas da capital. A parceria entre a Secretaria da Cidade Sustentável e Inovação (Secis) e a Secretaria Municipal de Educação (Smed) faz parte de um projeto piloto, que pretende levar sustentabilidade para diversas escolas de Salvador. O plantio começa às 14h, com ajuda dos alunos.

O espaço, que tem área total de aproximadamente 200 m², foi dividido em dois quadrantes, um para hortaliças e outro de frutíferas. Serão cinco pitangueiras, cinco pés de acerola e cinco goiabeiras, além das mudas de salsa graúda, rúcula apreciatta, alface cinderela, quiabo e coentro. A programação conta com o plantio e um workshop para capacitar os funcionários do local a cuidar corretamente da horta. A Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) fez a limpeza e a capinagem da área, para que a escola pudesse receber a horta.

Capacitação - Foi realizado um workshop para as pessoas que trabalham na escola entenderem o projeto. Durante a atividade, foram mostradas as necessidades do projeto, o objetivo da ação e a escolha das hortaliças, além da definição do Comitê Gestor da Horta, que ficará responsável pelo funcionamento do local. Além disso, antes do plantio, uma nova oficina acontecerá às 13h, com duração média de 40 minutos, para ajudar os professores a trabalharem na horta e ensinar técnicas de manejo. O workshop será ministrado pelas secretarias em parceria com a faculdade UNIJORGE.

O plantio de hortas urbanas já vem sendo feito pela Secis, a exemplo dos bairros Pituba e Itapuã. Dessa vez, a Smed será parceira no plantio, utilizando as hortas como espaços de aprendizado e atividades pedagógicas.

 

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Com provas agendadas para 14h do próximo sábado (16), a 13ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) contará com 978 alunos de 45 colégios da rede municipal de Salvador. Desses, 608 estudantes representam o nível Fundamental I e 370 o Fundamental II dessas instituições.

A Obmep tem como objetivo estimular o estudo da matemática desde o início da vida escolar, além de revelar novos talentos para a área. Por conta disso, as expectativas são altas para o desempenho dos estudantes soteropolitanos, visto que os baianinhos obtiveram desempenho destacado na última edição (2016), quando despontaram entre os dez melhores resultados da competição. O resultado final será conhecido no dia 22 de novembro.

Premiação - Seguindo o cronograma de premiações dos anos anteriores, os melhores colocados na Obmep receberão, no total, 500 medalhas de ouro, 1.500 de prata, 4.500 de bronze e 46.200 menções honrosas. A grande novidade da 13ª edição serão as premiações para estudantes de escolas particulares, que concorrerão a 25 ouros, 75 pratas, 225 bronzes e até 5.700 menções honrosas. 

Nesta segunda etapa, os colégios têm o período entre os dias 14 e 22 de setembro para indicação dos professores que irão acompanhar os estudantes classificados. 

 

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