Lazer

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Uma variada programação com atividades esportivas, culturais e de lazer apoiadas e promovidas através da Prefeitura estão previstas para este fim de semana em diversos bairros de Salvador. Neste sábado e domingo (6 e 7), acontecem a Copa das Ligas de Futebol Salvador 2019, o evento Literatura na Praça, o Projeto Ruas de Lazer e a exposição Orixás da Bahia.

Na manhã do sábado (6), tem início a terceira rodada da Copa das Ligas de Futebol Salvador 2019 com os confrontos entre Liga de Ondina x Liga do Arenoso e Liga dos Barris x Liga Baixiense, no Clube Paranapanema, no Jardim das Margaridas, a partir das 10h. Pela tarde, a partir das 14h, entram em campo Fazenda Coutos x Praia Grande e Tancredo Neves x Mata Escura, na Associação Atlética Banco do Brasil, em Piatã.

Literatura na Praça – Também no sábado, a arte de ler e contar histórias estará presente na Praça Lord Cochrane, na Avenida Garibaldi, através do Literatura na Praça. A atividade acontece por volta das 16h e contará também com um jogo de perguntas e respostas sobre a cidade.

Ruas de Lazer – Na mesma data, o projeto Ruas de Lazer, que busca levar diversão e lazer gratuitos para comunidades carentes de equipamentos esportivos, vai aportar na Escola Municipal Arlete Magalhães, em Castelo Branco, e na Rua Bom Jesus da Lapa, na Rocinha do IAPI. No domingo (7), a Rua Eugênio Ribeiro (no antigo Final de Linha do Doron) e a Pracinha do Jaqueira do Carneiro, no Retiro, serão as localidades beneficiadas pela ação. Todas as atividades do Ruas de Lazer serão realizadas pela manhã.

Exposições – Em ambos os dias (sábado e domingo) estará aberta para visitação, no Centro Cultural da Barroquinha, a exposição "Orixás da Bahia", que traz uma mostra composta por 16 estátuas feitas em papel machê e em tamanho natural de divindades de matriz africana, todas esculpidas na década de 80 pelo artista plástico Alecy Azevedo.

Além destes, há ainda a Casa do Rio Vermelho (Rio Vermelho), o Espaço Pierre Verger da Fotografia Baiana (Barra), o Espaço Carybé de Artes (Barra) e as casas do Carnaval da Bahia e do Benin (Pelourinho), que contam com acervos permanentes e seguem as programações normalmente.

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Há seis anos, o almoço no Restaurante Popular Cuidar, em São Tomé de Paripe, se torna mais divertido no período junino. Bandeirolas coloridas, balões, caipiras e fogueiras enfeitam o local que recebe como música ambiente o tradicional forró, despertando os sentidos e a memória de quem frequenta o local. Comidas típicas como laranja, amendoim, paçoca, pé de moleque e bolo de aipim decoram a mesa e complementam o almoço.

O vigilante aposentado Edivaldo Cardoso, 87, se dirigiu à mesa dançando forró com a bandeja em mãos, durante a celebração realizada nesta quarta-feira (19). “Essa festa é joia. Como aqui todos os dias, mas nesses períodos festivos sempre me divirto. Além do almoço já recebi algo para lanchar mais tarde”, contou.

Já a dona de casa Lindinalva Santos, 56, era só agradecimento. “Esse restaurante é a melhor coisa que já aconteceu no bairro. Não tenho do que reclamar, só a agradecer”, disse. Lindinalva almoça todos os dias com o neto Pedro Santos, de seis anos, e hoje ganhou um CD de da banda de forró Estakazero. Esse ano, ela já ganhou outros brindes em sorteios e já fez um curso de cuidadora no local.

Para Gabriel Facetta, coordenador de segurança alimentar e nutricional da COSAN, vinculada à Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (Sempre), é gratificante organizar eventos como esse. “É um momento de confraternização para a comunidade. Mais de 60% dos frequentadores são as mesmas pessoas que almoçam aqui sempre, são familiares, amigos e vizinhos. Para muitos, essa será a única confraternização do período, portanto, é um momento de resgatar a cultura e de trazer um pedaço da tradição interiorana para a capital”, afirmou.

Histórico – As refeições balanceadas do Cuidar são oferecidas por R$ 1. O restaurante foi instalado há 12 anos na Rua Santa Filomena, em São Tomé de Paripe, e, desde 2013, é administrado pela Sempre, por meio da Cosan. No local, são oferecidas 350 refeições, de segunda a sexta-feira (exceto feriados), das 11h30 às 13h30. O atendimento é aberto ao público e feito por ordem de chegada.

As refeições são compostas por arroz ou macarrão, feijão, salada, uma entre duas opções de proteína e suco. Os pratos passam por um controle nutricional para que a população tenha acesso a uma alimentação saudável. Além das refeições, o local recebe diversas ações sociais e comemorativas como a inclusão no Cadastro Único para os programas sociais do Governo Federal, cadastro no Serviço Municipal de Intermediação de Mão de Obra (SIMM), a celebração de datas comemorativas e a realização de cursos diversos.

O último curso realizado foi o de corte e costura nos meses de fevereiro e março desse ano. A Cosan já planeja abrir novas turmas desse curso para agosto e setembro e realizar uma campanha para evitar o desperdício no início de julho.

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Sábado é dia de Rock. O ritmo alucinante vai animar o Palco Toca Raul – Rio Vermelho. A atração deste sábado (15), às 17h, é o projeto “Clube dos Bons Sons – Rock de Rua”, que contará com as apresentações das bandas Via Sacra e Malcriado Mudo. A iniciativa conta com o apoio da Prefeitura, através da Fundação Gregório de Mattos, e objetiva democratizar o acesso à cultura musical nos espaços públicos da capital baiana.

Em sua sétima edição, o “Clube dos Bons Sons – Rock de Rua” já realizou shows com mais de 70 bandas. O projeto já passou por vários pontos da cidade, como Avenida Magalhães Neto, Dique do Tororó e Porto da Barra.

A ideia surgiu com o objetivo de trocar informações, notícias, agendas de shows, lançamentos e descobertas sobre o estilo musical na cidade. O que era um grupo se transformou em um clube, abrindo espaço democrático e fortalecendo a cultura rock na cidade.

Histórico - A história do rock em Salvador começou nos anos 1950, quando o garoto Raul Seixas montou a banda Relâmpagos do Rock com os irmãos Décio e Thildo Gama. Antes aquele que ficaria famoso como o Maluco Beleza fundou com Waldir Serrão (Big Ben) o Elvis Rock Clube. Mas foi como Raulzito e os Panteras que gravaria seu primeiro disco em 1967.

No início dos anos 1980, a cena rocker se fortaleceu em Salvador com a chegada do Camisa de Vênus, liderado por Marcelo Nova. Robério, Karl, Gustavo, Aldo e Marcelo disseminaram em solo soteropolitano a senha punk “Do it yourself (Faça você mesmo)”, entusiasmando inúmeros jovens a formarem suas próprias bandas. Nos dias atuais, a cantora Pitty aparece como umas das grandes referências do rock baiano.

Como já dizia Raul Seixas e Marcelo Nova na canção “Rock and Roll”, do álbum “A Panela do Diabo”: “E pra terminar com esse papo/Eu só queria dizer/Que não importa o sotaque e sim o jeito de fazer/Pois há muito percebi que Genival Lacerda tem a ver com Elvis e com Jerry Lee”.

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O fim de semana do cidadão soteropolitano será repleto de atividades e lazer gratuitos. Desde a diversão em praças dos bairros, até uma programação especial no Parque da Cidade, o fim de semana na capital promete ser mais animado e divertido. Teatro, treino funcional, feira de animais e exames oftalmológicos farão parte da programação especial totalmente gratuita e aberta ao público, que acontece no Parque da Cidade, neste sábado (27) e domingo (28).

No sábado, das 8h às 11h, será realizado um aulão com treino funcional promovido pela Smart Fit, na área de Slackline do parque. As atividades serão realizadas com tablados e tendas. A programação continua no domingo (28), a partir das 8h, com uma Feira de Animais na Praça Pau Brasil.

O Gramadão do parque recebe, a partir das 12h, o Teatro para Todos, promovido pelo Ministério da Cidadania e a Hapvida. Serão realizados o aulão de yoga e uma nova edição da Feira da Sé; apresentação dos espetáculos Causos de Zé Bocó e Pedro Malazartes, com Teatro Griô, #Pelo Mundo, com o ator Psit Mota; e É das Palhaças que Elas Gostam Mais, com o Teatro Nariz de Cogumelo, a partir das 13h30; além de oficinas para crianças, massagens terapêuticas e desfile do bloco De Hoje a 8.

Das 14h às 18h, na Alameda dos Ipês, serão realizados ainda exames oftalmológicos, medições de glicemia e de pressão arterial, atividades físicas e ações promocionais para os presentes.

Bairros - Os moradores de cinco localidades da capital baiana terão atividades gratuitas com o programa Ruas de Lazer, promovido pela Secretaria Municipal de Trabalho, Esportes e Lazer (Semtel). No sábado (27), a partir das 8h, o projeto chega ao fim de linha do Jardim Valéria, no bairro de Valéria, e na Rua Jaguaripe, s/n, Fazenda Grande 2, em Cajazeiras. À tarde, a partir das 14h, é a vez da Praça do Pau Mole, na Boca do Rio, receber a programação.

Já no domingo (28), o Ruas de Lazer visita a Alameda Viver Melhor, no Vale do Ogunjá, e a Praça do Canal Paraguari em Periperi, a partir das 8h. O projeto leva atrações como cama elástica, jogos de tabuleiro e aula de ginástica, além de basquete, vôlei e futebol, recreação lúdico-desportiva, pintura de rosto, dentre outras. As atividades são orientadas por profissionais de educação física da Semtel.

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Salvador sempre é um dos destinos mais procurados pelos turistas, principalmente em períodos de feriados prolongados como a Semana Santa, que este ano será de 18 a 21 de abril. Seja para descansar ou se divertir, a capital baiana reúne pontos turísticos históricos, praias, igrejas e muitas opções para aproveitar.

Somente no domingo (21), também dia de Tiradentes, a cidade receberá cerca de 685 visitantes diretamente de Cabo Frio, trazidos pelo navio Star Ship. Os visitantes vão passar o dia na capital e não vão faltar opções para conhecer as belezas e história da cidade. Os equipamentos culturais, sob a responsabilidade da Prefeitura, funcionarão normalmente e poderão ser visitados por moradores e turistas.

Um passeio histórico por dois museus à beira-mar pode ser feito nos fortes de Santa Maria e São Diogo, localizados na Barra. Durante a visitação, que pode ser feita das 11h às 19h, de quarta a segunda, incluindo feriados, é possível ter acesso aos espaços culturais Pierre Verger da Fotografia Baiana e Carybé das Artes, que contam com um grande acervo sobre os artistas. A entrada custa R$20 (inteira) e R$ 10 (meia) e permite o acesso aos dois fortes.

Casa do Rio Vermelho – Também é possível aproveitar o feriadão conhecendo um pouco mais sobre a vida de Jorge Amado e Zélia Gattai, casal de escritores que levou a literatura da Bahia para o mundo. Visitando a Casa do Rio Vermelho, situada na Rua Alagoinhas, 33, os presentes têm acesso as obras de arte colecionadas pelo casal, além de mais de 30 horas de vídeos, projeções e áudios sobre a vida e obra dos escritores.

Com aproximadamente dois mil metros quadrados, o espaço possui ainda um amplo jardim, onde as cinzas dos baianos estão depositadas. O funcionamento da casa é de 10h às 17h, de terça-feira a domingo, inclusive feriados. A entrada custa R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia, para idosos e estudantes).

Museu do Carnaval – Para matar um pouco a saudade da folia de Momo, a história da maior festa popular do planeta pode ser conferida através da Casa do Carnaval, que fica localizada no Centro Histórico, entre o Terreiro de Jesus e a Praça da Sé, ao lado do Plano Inclinado Gonçalves. O equipamento funciona de terça-feira a domingo e também nos feriados, de 11 às 19h, com ingressos que custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).

Através de recursos como maquetes, roupas e instrumentos emprestados por artistas, além de fotos e documentos históricos, baianos e turistas têm a oportunidade de mergulhar na história da folia. O acervo também conta com filmes como “Irmãos Macêdo”, que retrata a história dos fundadores do trio elétrico Dodô e Osmar; o curta-metragem “Moraes Moreira” que exalta o artista como o primeiro cantor a subir em um trio elétrico; além de “Orlando Tapajós”, “Paulo Miguez e Milton Moura” e “Riachão”, que mostram a estética dos carros de trio, a história da folia e a obra de Riachão, respectivamente.

 

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A primeira capital do Brasil completou hoje (29) 470 anos com muita festa no Campo da Pronaica, em Cajazeiras. Moradores de uma das regiões mais populosas da cidade, além de visitantes de outras localidades, se reuniram aos milhares para conferir e curtir as apresentações de Hiago Danadinho, Léo Santana e Denny Dennan.

A primeira atração a subir ao palco foi o pagodeiro Hiago Danadinho. Ao cantar a música “Cajazeiras”, o cantor, que fez parte do grupo La Fúria e agora segue carreira solo, levou o público ao delírio. Ao som do refrão “Tú vai andando boba, para Cajazeiras boba”, o artista balançou a multidão. Além da música que faz alusão à localidade, o artista interpretou sucessos conhecidos da galera.

"Muito feliz de participar dessa festa linda. Agradeço ao povo lindo de Cajazeiras e também à Prefeitura por promover esse evento", disse o artista. Para a doméstica Vivian Santos, 34 anos, que mora na Fazenda Grande I, o show foi um verdadeiro presente para a comunidade. "A gente vem com a família e brinca bem pertinho de casa", comentou, enquanto o filho, o pequeno Matheus, de 4 anos, dançava.

Mesmo não sendo natural de Salvador, o cantor Denny Dennan comentou que se sente soteropolitano e muito lisonjeado em ter participado da programação da festa. "Nasci em Camaçari, mas abracei Salvador e me sinto honrado e fazer parte dessa comemoração", disse, entusiasmado.

Durante a apresentação, o artista levou o público ao delírio ao relembrar as antigas e consagradas canções que fazem parte da carreira. Além dos clássicos, o cantor agitou a multidão com músicas que farão parte do novo CD, com lançamento previsto para esse ano.

Para a moradora da Cajazeiras V Natália Souza, 20 anos, a festa foi mais uma oportunidade de aumentar o faturamento da família. A ambulante que vendia água, refrigerantes e cervejas afirmou que aproveita os eventos para "ganhar um trocado". "Está cheio e a venda das mercadorias foi bastante positiva".

Já passava das 22h quando a atração mais esperada da noite, o pagodeiro Léo Santana, subiu ao palco. O Campo da Pronaica ficou lotado. Famílias, grupos de adolescentes formaram uma multidão que cantou e dançou ao som dos sucessos do artista, considerado um dos grandes nomes da música baiana.

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Pelo terceiro ano, o Coreto Hype marca presença nas comemorações do aniversário de Salvador. A iniciativa leva para o público programação musical, opções de lazer infantil e os tradicionais estandes de gastronomia e economia criativa e colaborativa. O local do evento é o canteiro central da Av. Centenário, e ocorrerá neste sábado (30) e domingo (31), das 10h às 22h, dentro do Festival da Cidade.

E para entrar no clima de aniversário, o Coreto Hype está preparando um grande bolo para a ocasião, assinado pelo cenógrafo Maurício Martins e com a intervenção de quatro grandes confeiteiros de Salvador.

Para esta edição, a música no Palco Sounds ficará por conta de nomes como a Diamba, Roça Sound, Vitrola Baiana e o show de Lutte, projeto solo do vocalista e idealizador da banda, Mosiah. Uma das opções para os pequenos será a Oficina de Jardinagem para Bebês e Crianças, na tarde deste sábado (30). A atividade será realizada pela Canteiros Criativos.

Com entrada gratuita, o Coreto Hype é sinônimo de bons encontros, ocupação urbana e valorização artístico-cultural da música. A feira é uma realização da L&B Produções e conta com o apoio da Prefeitura, através da Empresa de Turismo Salvador (Saltur), organizadora do Festival da Cidade.

Antiguidade - Na sua 12ª edição, a Feira de Arte e Antiguidade também participa pelo terceiro ano do Festival da Cidade. A instalação do evento é na Praça Dois de Julho, no Campo Grande, também neste sábado e domingo, das 9h às 16h.

Assim como é realizado em outras grandes cidades do mundo, a feira vai reunir brechós, lojas de raridades, móveis antigos, decoração retrô, discos raros, livros, santos esculpidos, além de diversos objetos de colecionismo, como selos, moedas e quadrinhos. Isso em um único espaço.

Ainda dentro da feira, acontece o encontro da Frota Steampunck, pessoas que se caracterizam com roupas de época e circulam pelo espaço das artes e antiguidades. O grupo já participou do Bonodori e Anipolitan, além de eventos Geek.

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Parte do legado de Mário Cravo Neto, um dos maiores e mais importantes nomes da fotografia baiana, pode ser conferida de perto no Festival Transatlântico de Fotografia, que acontece no Centro Histórico de Salvador, até o domingo (24). Nesta sexta-feira (22), a Casa de Castro Alves, no Santo Antônio, recebeu baianos e turistas interessados em vislumbrar a mostra, que abriga cerca de 30 imagens e faz parte do Festival da Cidade.

As fotografias retratam símbolos da baianidade, dos ianomamis, da Salvador do século XIX e do período de escravidão. Todas elas tiradas pelas lentes de Mário Cravo Neto e de outros artistas como Claudia Andujar, Miguel Rio Branco, Marc Ferrez e Alberto Henschel.

A exposição dialoga sobre o “Homem Transatlântico” - denominação inspirada na formação da cultura identitária da primeira capital do Brasil e do povo brasileiro, em geral, que herdaram costumes de terras africanas e europeias, sem deixar de lado a ancestralidade indígena.

Dentro da programação deste segundo dia de festival de fotografia, o público assistiu à palestra “O transatlântico na obra de Mário Cravo Neto”, que teve como convidados o fotógrafo Christian Cravo (filho do homenageado) e Solange Farkas, na Igreja do Santíssimo Sacramento do Passo.

“Mário Cravo foi um dos artistas que, independentemente de ter tido uma carreira internacional, dedicou ao longo de quatro décadas de trabalho a cultura baiana e a cultura negra”, afirmou Christian. Ele falou sobre gestão do acervo do Instituto Mário Cravo Neto (IMCN) e as propostas de novas leituras das obras do pai, com destaque para uma projeção do mar da Baía de Todos-os-Santos dentro do Solar do Unhão. “É uma obra que tem todo o questionamento a respeito de nossas origens, dos escravos que saíram da Costa Oeste da África e foram parar no Solar do Unhão”.

De acordo com Christian Cravo, há 95 mil obras fotográficas de Mário Cravo Neto. A forma de o público ter acesso ao acervo se dá somente pelas ações promovidas pelo IMCN. Ele projeta que, num futuro próximo, uma coletânea de imagens será digitalizada e disponibilizada virtualmente.

Referência - O professor e artista Ayrson Heráclito, 51 anos, saiu do município de Cachoeira, no Recôncavo baiano, para acompanhar a exposição. Para ele, Mário Cravo Neto é uma das referências não só na fotografia, mas da arte brasileira. “Grande parte dos temas dele foi a complexidade da cultura da Bahia. E isso não passa a largo dessa herança nefasta do holocausto da escravidão. Então essa exposição é uma forma de purgar toda essa memória, reunindo obra de artistas importantes brasileiros que estão sempre comungando com lutas antirracistas, pacifistas, para afirmar a diversidade e a liberdade das pessoas”, disse.

O Festival Transatlântico de Fotografia integra a agenda promovida pela Prefeitura em comemoração aos 470 anos do aniversário de Salvador, e segue gratuitamente na Casa de Castro Alves, com painéis e palestras na Igreja do Santíssimo Sacramento do Passo, até este domingo (24). .

O primeiro encontro deste sábado (23) será às 10h30, com João Machado, que abordará o tema “O Sertão de João Machado”. Às 14h, Sílvio Frota e Bárbara Teles falam sobre “ O Museu Além do Acervo”. Fechando o dia, às 15h30, Raquel Miranda, Wlamyra Alburquerque e Lázaro Roberto estarão juntos na palestra “Fotografias da Escravidão e do Pós-Emancipação – Um histórico da Formação de Uma Identidade Visual dos Negros da Bahia”.

No domingo (24), a primeira atividade do dia volta a acontecer às 10h30, com Rodrigo Rossoni, que apresentará “O Olhar Comprometido”. Pedro Vasquez abordará “O Doce Suor Amargo de Miguel Rio Branco”, às 14h. Titus Rield encerrará o Festival Transatlântico de Fotografia às 15h30 com a “Coleção Retratos Pintados”.

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A VIII Semana do Artesão, que deu início ao Festival da Cidade, já movimenta o Largo do Campo Grande. Pelo menos 300 artesãos e artesãs disponibilizam seus produtos na feira livre que começou nesta quinta-feira (21) e segue até o domingo (24), das 10h às 21h. A iniciativa é organizada pela Associação dos Artesãos da Bahia (Adaba).Quem circula pelo local encontra produtos que remetem ao universo cultural e gastronômico da Bahia.

Nos estandes são oferecidas peças artesanais feitas com tecido, cerâmica, couro, madeira, reciclagens, utensílios e utilitários, bijuterias, pinturas, esculturas, antiquários, plantas e flores. A diversidade dos artigos em fuxico expostos no stand da artesã Eduarda Papa, 69 anos, chama atenção pelo colorido. “São quatro dias que dá para fazer um bom trocado”, disse ela, enquanto tricotava mais um pano de prato para adicionar à vitrine.

Além do espaço de artesanato, foi montada uma praça de alimentação com variadas opções de quitutes artesanais, inclusive de alimentos da culinária vegana. Participante do evento desde a primeira edição, a produtora de mel e derivados Edna Guerreira, 53 anos, fez questão de deixar sua cidade natal, Caldeirão Grande, para montar o stand na feira.

"Sempre vendemos muito bem. Nossa expectativa de boas vendas é no final de semana, quando isso aqui fica lotado", disse Edna, que ainda comercializa bananada, azeite doce e arroz integral.

Mais adiante uma estreante. Pela primeira vez na feira, a vendedora Charlene Oliveira, 43 anos, arrumava sua barraca que carrega o nome "Delícias da Roça". Enquanto organizava os sequilhos, castanhas, aviador e biscoitos diversos, comentou sobre o que espera do comércio nos próximos dias. "Vamos vender tudinho", aposotu.

No que depender do advogado e morador do Campo Grande Fernando Lopes, 43 anos, a feira será um sucesso. Assim que viu a movimentação, fez questão de comprar produtos naturais e garantiu que voltará com a família no final da semana. “Não perco a oportunidade de comprar o mel vindo de Caldeirão Grande. Sábado venho com as crianças comer as tantas delícias que encontramos por aqui”, assinalou.

A Semana do Artesão foi criada em 2012 com o objetivo de homenagear a categoria pela passagem do dia, comemorado sempre em 19 de março pela Igreja Católica como Dia de São José, que era carpinteiro.

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