Cultura

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Dentre as medidas disponibilizadas pela Prefeitura para evitar a disseminação do novo coronavírus (Covid-19) e manter o isolamento social está a possibilidade de acesso gratuito a livros digitais, por meio da Fundação Gregório de Mattos (FGM). A plataforma digital foi criada em dezembro de 2018, sendo incrementada neste momento de crise. O site já recebeu cerca de 15 mil acessos desde que foi criado. 

De acordo com a gerente de biblioteca e promoção da leitura do município, Jane Palma, o site disponibiliza um acervo com 110 livros acessíveis para o público. “A plataforma surgiu com o foco de conquistar os leitores digitais.Resolvemos utilizar as ferramentas digitais para conquistar o público. No site, é possível que a pessoa crie textos e publique para que outras pessoas também vejam”, conta Jane Palma.

Navegando pelo site, os leitores poderão encontrar diversos gêneros literários, como romance, conto, drama, crônica, poesia, história infantil e quadrinhos. Os livros podem ser acessados e lidos através do link caminhosdigitaisdaleitura. salvador. ba. gov. br. Quem tiver interesse em escrever e publicar livros deve fazer um cadastro no site.

“O site é bem simples e fácil de acessar. Tanto para publicar, como para buscar livros. Eu mesmo já publiquei livros solos de poemas, infantis e antologia de poetas de Salvador”, diz Valdeck Almeida, escritor, poeta e usuário da plataforma digital criada pela FGM.

Durante esses dias de distanciamento social, Valdeck recomenda que, por questões de saúde pública, as pessoas cumpram as medidas determinadas pela Prefeitura e aproveitem para se distrair lendo mais livros. “Nesse momento, precisamos nos distrair. Ao acessar o site, sugiro que as pessoas leiam os livros sobre a capoeira e conheçam um pouco sobre a origem da história”, recomenda.

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O edital Arte Todo Dia – Ano VI, promovido pela Prefeitura por meio da Fundação Gregório de Mattos (FGM), está com inscrições abertas até o dia 24 de abril para seleção de projetos que promovam atividades artístico-culturais nas áreas administrativas das dez Prefeituras-Bairro de Salvador. A novidade desta edição é que serão contemplados projetos oriundos de comunidades de remanescentes de quilombos na capital baiana, em atendimento ao Programa de Ações Afirmativas para as Comunidades Quilombolas da Secretaria Municipal da Reparação (Semur).

Serão contempladas 22 propostas, duas por Prefeitura-Bairro e duas oriundas de comunidades quilombolas, com prêmios de R$30 mil para cada projeto. O cronograma de execução das propostas apresentadas, desde a pré-produção, deverá respeitar o período de 15 de agosto a 15 de dezembro de 2020. A ficha de inscrição e o edital completo estão disponíveis no site www. artetododia. salvador. ba. gov. br.

As atividades devem ser pontuais, locais e de interesse público, que privilegiem a diversidade, as iniciativas de artistas, grupos, instituições e produtores, amadores ou profissionais das diversas regiões administrativas da cidade (Prefeituras-Bairro). O edital também visa incentivar a produção cultural de pequeno porte e a realização de eventos afins que demandam baixo investimento de recursos financeiros.

O edital também destaca a obrigatoriedade da execução de 60% das ações do projeto nos bairros pertencentes à Prefeitura-Bairro de origem do proponente. Fica estabelecido ainda que, agora, 60% dos profissionais listados na ficha técnica do projeto devem residir na mesma região – antes a exigência era de 80%. As dúvidas e orientações podem ser solucionadas através do e-mail artetododia@ salvador. ba. gov. br .

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Depois da programação de verão, o Pelourinho Dia e Noite retorna com uma ação inédita gratuita e aberta ao público em meio às celebrações pelos 471 anos de Salvador. Promovido pela Prefeitura, o MUDE – Moda Urbana Descolada vai colocar em cena as propostas de moda dos designers, estilistas, costureiros e artesãos do Pelourinho, que têm nas lojas e ateliês uma criativa variedade de produtos e estilo próprio.

Com uma intensa programação nos próximos dias 26 a 29, o MUDE quer mostrar à cidade que o Centro Histórico é também um polo importante de criação e comercialização de moda da cidade, e o melhor, de uma moda singular e cheia de personalidade. Sob a coordenação da Diretoria de Gestão do Centro Histórico (DGCH), vinculada à Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), o MUDE tem a produção de moda assinada por Tininha Vianna e direção de desfile de Walson Botelho. Toda a programação estará disponível no site www. pelourinhodiaenoite. com. br.

A palestra de abertura será com o festejado estilista baiano Isaac Silva. Além disso, serão promovidos cursos, oficinas, workshops e painéis. O público poderá conferir, ainda concerto do Popelô intitulado “Para Sempre Salvador”, com a Orquestra de Câmara de Salvador (OCSal) apresentando árias de óperas, assim como shows musicais, Feira da Sé e desfile de moda performático Pelô Fashion Show, com personalidades do Pelourinho. Outro atrativo é o Circuito MUDE de Gastronomia, especialmente montado com pratos que homenageiam criadores de moda baianos.

De acordo com a diretora da DGCH, Eliana Pedroso, a iniciativa segue a missão da Prefeitura de realizar ações culturais voltadas para estimular moradores e visitantes a frequentar o coração cultural e histórico da cidade. “Durante os quatro dias do MUDE, convidamos os soteropolitanos a descobrirem e consumirem o comércio de moda do Centro Histórico, com sua peculiar identidade e irreverência”, afirma.

Acredite no seu Axé - O MUDE começa no dia 26, no Casarão 17, no Terreiro de Jesus, às 18h, com a palestra de abertura de Isaac Silva. O estilista baiano estreou na última edição do São Paulo Fashion Week causando frisson, com a coleção Acredite no seu Axé.

A mostra conquistou os corações de Elza Soares, Camila Pitanga e Taís Araújo com a proposta de moda inclusiva, com roupas que podem ser vestidas tanto por homens quanto por mulheres de todas as idades, pessoas magras ou gordas, baixas ou altas. Logo em seguida, às 20h, o grupo Confraria da Música faz show um show em tom intimista, no Cruzeiro do São Francisco.

Cardápios – Dos dias 27 a 29, restaurantes do Pelourinho vão disponibilizar no cardápio pratos especialmente criados para homenagear estilistas, designers e produtores de moda baianos. Na porta de cada um dos estabelecimentos, haverá a exposição de uma produção do estilista homenageado. A banda Rock Forever se apresenta no dia 27, no Cruzeiro do São Francisco, às 20h.

Ópera – Nos dias 27 e 28 painéis, workshops, cursos e palestras com profissionais da moda e digitais influencers tomarão conta do MUDE, sendo realizados nos ateliês do Centro Histórico e no auditório da Faculdade de Medicina da UFBA. Temas como maquiagem para peles negras e claras, curso de modelo, com o instrutor e scout (analista) Vinny Vasconcelos, encontro com a estilista Márcia Ganem em seu atelier no Pelourinho e consultoria aos comerciantes da região realizada pelo programa Codecon e Você.

No dia 28, às 17h, no Cruzeiro do São Francisco, o Popelô – Polo de Orquestras do PelÔ, apresenta o concerto “Para Sempre Salvador” com a Orquestra de Câmara de Salvador – OCSal. O grupo executará “Canções e Árias de Óperas”, reapresentando um dos concertos mais emocionantes da temporada de janeiro do Centro Histórico, sob a regência do maestro Angelo Rafael, e com a soprano Larissa Lacerda, que hoje pertence ao elenco do Theatro Municipal de São Paulo, e o tenor Carlos Eduardo Santos, ambos baianos.

O espetáculo será ao ar livre e com cadeiras disponíveis para a plateia. Serão interpretadas composições como “La Traviata”, de Verdi; “Bachianas Brasileiras N° 5”, de Villa-Lobos; “O Sole Mio”, de Di Capua e A. Mazzuchi; e a “Ave Maria”, de Gounod.

Enquanto isso, no Terreiro de Jesus, a Feira da Sé estará montada, no sábado (28) e domingo (29), com todos os artesãos, artistas e criadores de moda do Centro Histórico. Uma ala será dedicada aos frequentadores da feira para prestar consultoria de imagem, falar sobre a “energia das cores”, oferecer um desenho com um modelito personalizado e ministrar curso de dobra, dentre outras atividades gratuitas.

Pelô Fashion Show – No domingo (29), dia do aniversário de Salvador, a partir das 17h30, o desfile de moda performático “Pelô Fashion Show” coloca em cima de uma passarela de 25 metros, montada no Terreiro de Jesus, exclusivamente roupas e adereços criados ou à venda no Pelourinho. Ao mesmo tempo, o público poderá comprar as roupas exibidas no desfile e outras, no próprio local da apresentação.

 Na passarela, reconhecidas figuras que conferem a especial identidade desse lugar, como Clarindo Silva, Negra Jhô, Gerônimo, Dona Nice da Rosário dos Pretos, maestro Bira Marques e Ilda Furacão. Eles estarão misturados a modelos profissionais e artistas de outras linguagens, que trarão criatividade para o formato do desfile.

 

 

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A capital baiana lança a Campanha Educativa para Prevenção da Sífilis nesta terça-feira (10), em cerimônia a ser realizada no auditório do Centro de Cultura da Câmara de Vereadores, no Centro, a partir das 8h30. Promovido pela Prefeitura, por meio do Setor de Acompanhamento de Infecção Sexualmente Transmissível (IST) da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), em parceria com a Unicef, o evento é aberto à população e abordará o tema da prevenção através de estratégias audiovisuais e do livro de acompanhamento dos casos de sífilis.

A sífilis é considerada um problema de saúde pública que afeta a vida de milhares de pessoas em todo o mundo. O impacto direto sobre a saúde e sobre o Sistema Único de Saúde (SUS) tem levado gestores de diversos setores a pensarem estratégias para o controle desse agravo. Segundo a coordenadora do setor, Daniela Cardoso, a parceria com a Unicef, instituição que tem no bojo de atuação a preocupação do aumento dos casos de IST entre os adolescentes e jovens do Brasil, fortalecerá as ações que o município vem desenvolvendo e que constam no Plano Municipal de Sífilis.

A capital baiana conta também com as apoiadoras do projeto Sífilis Não, do Ministério da Saúde. “O propósito é de articulação entre diversos atores que trabalham integralmente com o objetivo de eliminar a sífilis congênita e reduzi-la em gestantes e adquirida”, ressalta a apoiadora Vania Priamo.

Números – Desde 1992, o Brasil é signatário de compromissos internacionais para eliminação da sífilis congênita. Em 2016, a infecção, em todas as suas formas, foi declarada como um grave problema de saúde pública no Brasil, sobretudo entre homens e nos segmentos mais jovens da população brasileira. De acordo com o Ministério da Saúde, Salvador ocupa a 6ª posição dentre os 100 municípios que respondem por aproximadamente 60% dos casos de sífilis do país.

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O projeto Gincana da Poesia será encerrado com um Sarau Poético, no próximo sábado (14), data em que nasceu o grande poeta baiano Castro Alves. O evento gratuito será realizado na Praça Dorival Caymmi, em Itapuã, das 15h às 17h.

Durante o evento será lançado o livro “Gincana da Poesia”, que, além de homenagear Castro Alves, também reverencia Gregório de Mattos, outro grande nome literário da Bahia e do Brasil. O livro será distribuído gratuitamente para quem declamar uma poesia no microfone e traz uma seleção de 12 poemas, além das obras vencedoras do Concurso de Poemas, nas categorias Geral e Estudante, que reuniu mais de 2,3 mil poesias inscritas de todo o Brasil.

As obras constantes do livro e também as que receberam Menção Honrosa no Concurso de Poemas serão transformadas em “Poesias Doces” – poesias impressas embalando balas doces que estarão nas árvores da Praça Dorival Caymmi, como verdadeiros frutos poéticos para serem colhidos e degustados pelos participantes do Sarau. Serão distribuídas, ao todo, 500 “Poesias Doces” durante o evento.

Iniciativa – A Gincana da Poesia, que em 2019 incentivou a produção e a leitura de poesias em escolas da Prefeitura-Bairro Itapuã/Ipitanga, é um projeto contemplado pelo Edital Arte Todo Dia - Ano V, da Fundação Gregório de Mattos (FGM). A iniciativa foi realizada pela produtora Cachorro Beato Produções com o apoio da Rede Bahia, da Verlidelas Editora, do Athelier PHNX, da Gold Comunicação Digital e da empresa Suporte Informática.

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Está aberta a exposição em comemoração aos 30 anos do Teatro Lambe-Lambe no país. A mostra conta com o apoio da Prefeitura de Salvador e estará disponível até o dia 29 de março no Café Teatro Nilda Spencer, situado na Rua do Couro, S/N, atrás do Espaço Cultural da Barroquinha. Diversas peças contam como surgiu a modalidade teatral. Uma delas é a primeira caixa de Lambe-Lambe, utilizada pelas atrizes e pedagogas Denise Di Santos e Ismine Lima na década de 1980.

O público pode conferir tudo de perto de segunda a sexta-feira, das 14h às 18h, até o dia 29 de março. No local, há uma réplica das antigas câmeras fotográficas conhecidas como Lambe-Lambe, bonecos diversos, como os marotes (bonecos simbolizando personalidades baianas), caixas do Teatro de Lambe-Lambe e esculturas em miniatura.

A exposição também está aberta à visita de turmas escolares. As visitas podem ser agendadas presencialmente ou pelo telefone do diretor artístico Fernando Marinho: 71 3322-2098.

Além da exposição, como parte das ações do 1º Festival Internacional do Teatro de Lambe-Lambe, várias apresentações serão realizadas a partir do dia 13 de março em espaços abertos de diferentes bairros de Salvador. Cerca de 50 caixas vão fazer parte das apresentações em bairros como Campo Grande, Plataforma, Periperi, Cajazeiras, Rio Vermelho, Imbuí, Liberdade, Ribeira, Itapuã, Nazaré e Barbalho.

O Teatro Lambe-Lambe é uma caixa cênica em miniatura, independente e itinerante, onde são encenados espetáculos de teatro de bonecos com duração de 3 minutos, em média, e com apenas um espectador.

Curadora do festival e uma das idealizadoras da arte, Denise Di Santos, conta que o espectador da peça em Lambe-Lambe tem o prazer de contemplar um trabalho feito só para ele e de se tornar partícipe do que está acontecendo naquele momento.

“Enquanto a caixa de fotografia Lambe-Lambe revela imagens, a do teatro revela posturas, identidades. A gente tem um trabalho, por exemplo, que é Pedra no Meio do Caminho, inspirado na obra de Carlos Drummond de Andrade. Nele, a boneca tenta retirar a pedra e o espectador se vê tentando retirar a pedra também. E a moral da história é que todos nós temos uma pedra na vida”, diz Denise.

Surgimento – O nome “lambe-lambe” faz alusão às antigas máquinas fotográficas que povoaram as praças brasileiras no início do século XX. Os artefatos tinham esse nome, porque no momento da revelação das imagens, os fotógrafos tocavam a língua nas fotos para avaliar a qualidade da fixação e da própria lavagem.

Acredita-se que o Teatro de Lambe-Lambe tenha se originado há anos no Oriente, mas no Brasil ela reaparece na década de 1980 por iniciativa de Denise Di Santos e Ismine Lima, inicialmente para educar os alunos na escola, e consagra-se pela simplicidade do formato e pelo fazer artesanal.

O 1º Festival Internacional do Teatro Lambe-Lambe conta com o apoio da Prefeitura de Salvador, por meio do edital Gregórios, da Fundação Gregório de Matos (FGM). Algumas ações contempladas pelo edital já tiveram início no ano passado, como a oficina realizada entre os meses de novembro a janeiro e a publicação de uma revista eletrônica sobre o assunto.

O festival tem curadoria de Denise Di Santos e Ismine Lima, direção artística de Fernando Marinho, coordenação de produção de Patrícia Brasil e parceria com a Associação Nacional dos Titeriteiros do Teatro Lambe-Lambe.

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Durante todos os domingos do mês de março, a Praça da Baixada, em Cajazeiras XI recebe o projeto “Na Dança Levo Minha História”. A iniciativa é mais uma ação contemplada no Edital Arte Todo Dia – Ano V, da Fundação Gregório de Mattos. As apresentações acontecem nos dias 8, 15, 22 e 29 de março, sempre das 14h às 17h. O festival contará com participação de grupos de dança do bairro.

“Na Dança Levo Minha História” foi projetado por Elton Alcântara, que tinha vontade de fazer uma amostra só com grupos do bairro. A ideia era divulgar o trabalho da região, e dar visibilidade no cenário artístico para os artistas. O festival é composto por categorias: de dança de rua, dança contemporânea, balé e valsa. As apresentações vão contar, por meio da dança, a história do bairro para o público.

“O projeto surgiu junto com minha cunhada, que é casada com meu irmão, e eles já fazem projetos culturais há anos. Como eu já dançava, coloquei minha vontade no projeto. Só com grupos do bairro para poder enaltecê-los”, destaca Alcântara.

Deivisson Nascimento, presidente do Grupo de Dança Nosso Sentimento, que se apresentará na categoria valsa, está ensaiando bastante para a apresentação. “Estamos planejando uma ótima apresentação para impressionar e mostrar que os jovens da comunidade periférica têm potencial sem precisar de cursos e experiências”, afirma.

Quanto à premiação, o primeiro lugar receberá R$ 300; o segundo, R$ 200; e o terceiro, medalha e troféu. A Praça da Baixada fica na Rua C, na Quadra C de Cajazeira XI.

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O Monumento ao Dois de Julho, situado na praça homônima, no Campo Grande, teve processo de tombamento aberto pela Fundação Gregório de Mattos (FGM) na última segunda-feira (2). Enquanto o processo não for concluído, a escultura vai permanecer em regime de tombamento provisório, medida que garante preservação e proteção ao bem.

Com a abertura do processo, um dossiê técnico deve ser preparado em um prazo de até 36 meses. Depois de pronto, o documento é encaminhado ao Conselho Consultivo do Patrimônio para análise e emissão de parecer (nos casos favoráveis). Uma vez tombado, uma série de ações será planejada para que a centenária peça artística seja preservada.

História – Criado na Itália pelo artista italiano Carlo Nicoli y Manfredini, e inaugurado em 1895, o Monumento ao Dois de Julho mede 25,86 metros e possui uma estética neoclássica. Quem passa pelo Campo Grande, enxerga de longe a imponente peça, constituída de pedestal de mármore de Carrara, onde se assenta uma elegante coluna de bronze.

A principal personagem da composição é um caboclo com 4,1 metros de altura munido com arco e flecha e armado com uma lança, matando um dragão – uma metáfora à tirania portuguesa. O indígena representa a identidade, a nacionalidade e a liberdade do povo brasileiro que lutou pela independência. Na base da coluna estão uma escultura de mulher representando a Bahia e outra em referência à Catharina Paraguaçu, a índia tupinambá, mulher de Caramuru, com o lema “Independência ou Morte” no escudo.

Ainda integram a riqueza de detalhes do monumento símbolos e ícones que representam batalhas, nomes de heróis e os principais rios da Bahia, São Francisco e Paraguaçu. Sem falar da cachoeira de Paulo Afonso, as águias e leões instalados na estrutura, que significam liberdade e república. Há também oito candelabros, de sete metros, adaptados para iluminação a gás, além de mosaicos com referências a eventos da História do Brasil.

Restauro – Em setembro, o monumento foi entregue novamente à cidade após ter passado por um reparo que durou seis meses. Com investimento de R$ 829 mil, a restauração do Monumento ao Dois de Julho envolveu a reposição de peças danificadas e furtadas, limpeza e pinturas, além da recuperação da pavimentação, dos postes e luminárias que cercam o monumento.

Foram repostos mais de 200 quilos de peças em bronze que foram roubadas. Além disso, foi instalada próxima à composição artística uma placa com QR Code, por meio da qual a população poderá acessar todas as informações históricas do monumento. A iniciativa faz parte do projeto #Reconectar, desenvolvido pela FGM.

Desde a entrega, a peça passou a ser vigiada 24 horas por dia por uma base da Guarda Civil Municipal em funcionamento no Campo Grande. O local também conta com um sistema de videomonitoramento, visando coibir a ação de vândalos.

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Para quem ainda não conhece o acervo oriundo de países africanos e/ou a história da Casa do Benin, essa será uma grande oportunidade. O espaço, que é administrado pela Fundação Gregório de Mattos (FGM), na Rua Padre Agostinho Gomes, 17, no Pelourinho, passa a ter dias de visitação guiada gratuita: de terça-feira a sábado, no horário das 11h, 13h e às 15h.

O equipamento dispõe uma equipe com quatro profissionais qualificados que vão apresentar para os visitadores peças artísticas feitas com materiais diversos, como madeira e cerâmica. A visita guiada dura de 30 a 50 minutos.

De acordo com o responsável pela administração do espaço, Igor Tiago, há dois tipos de público que costumam visitar o local. “Temos visitantes que querem conhecer a história do acervo, e outros que estão interessados na arquitetura e vêm para Casa do Benin conhecer o projeto da arquiteta modernista Lina Bo Bardi”, afirma. O espaço recebe cerca de 400 visitantes por mês na baixa estação, e 900 visitantes na alta estação, que compreende os meses de verão.

A visitação guiada pode ser feita com um grupo de até 20 pessoas. A instituição e/ou pessoa física que tiver interesse em fazer uma visita coletiva ou individual deve entrar em contato com o espaço através da página da Casa do Benin no Instagram (@casadobenin) ou do telefone (71) 3202-7890 para agendar o dia e o horário que pretende ir ao local

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