Cultura

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“É um momento importante para celebrar o cinema brasileiro, que se revela para o mundo com produções potentes e vigorosas, ganhando cada vez mais visibilidade no cenário nacional e mundial”, diz a cineasta Sofia Federico sobre o Dia do Cinema Brasileiro, comemorado em 19 de junho. Dona de uma paisagem que encanta soteropolitanos e visitantes, Salvador tem se tornado estrela nas telas do cinema. Na última década, a capital foi cenário para diversos filmes, como Capitães da Areia, Dona Flor e Seus Dois Maridos e Ó paí, Ó!, dentre outros. Recentemente, a capital baiana foi a única cidade brasileira indicada como "lugar para se conhecer em 2019" pelo New York Times.

A cineasta destacou algumas das principais características que tornam a cidade atrativa para produções de cinema, a exemplo das paisagens, igrejas e lugares históricos. “Salvador é atrativa em termos de construções arquitetônicas, riquezas naturais e culturais, além de abrigar um patrimônio histórico, que é o Centro Antigo. A presença da luz natural ao longo de todo ano também é destaque. A luminosidade da cidade é muito importante", afirma. “Vale ainda falar da qualidade técnica de artistas do audiovisual, que são os grandes atores encontrados em todo o território baiano”, completou. Artistas como Lázaro Ramos, Frank Menezes, Fabrício Boliveira, Laila Garin, Cyria Coentro e Cláudia Di Moura foram citados como exemplos desse bom momento.

A cineasta acredita que o investimento em infraestrutura que sirvam como canal facilitador para os profissionais do audiovisual, é o caminho para a cidade de Salvador se tornar referência no campo de cinema. “É importante ter uma infraestrutura de serviços e de fornecimento de equipamentos e de apoio. Não temos grandes estúdios em Salvador. As produtoras, desde 2014, estão produzindo seriados na cidade. Então é necessário ter uma estrutura que seja propícia para desenvolver essas atividades. Salvador poderia se tornar um grande polo de produção se investir nessa infraestrutura. A cidade de Paulínia, no estado de São Paulo é um exemplo disso.” comentou.

Segredo do sucesso - Sofia Federico esclarece que há certa subjetividade quando se fala em agradar o público. "Não existe uma receita de bolo, já que as pessoas possuem preferências únicas. A gente não sabe o que vai agradar o público, não conseguimos prever. Mesmo com atores extremamente populares e histórias de cidades plasticamente encantadoras, como Salvador, não sabemos o segredo”, falou.

Segundo a cineasta, as histórias e os personagens são pontos-chave e podem determinar o sucesso ou não da obra. “Os personagens devem ser complexos e a história interessante. Como o caso de Ó paí, Ò e Dona Flor e seus dois maridos, que marcaram uma geração com personagens incríveis”, disse.
Na visão da cineasta, filmes atuais que colocam Salvador na tela imprimem a identidade da cidade e do soteropolitano, como Jonas e o Circo sem Lona, um docudrama, na direção de Paula Gomes; o filme da DocDoma Filmes: Trampolim do forte, um drama na direção de João Rodrigo Mattos, e Depois da Chuva, de Cláudio Marques e Marília Hughes, produzido pela Coisa de Cinema, são diferenciais, já que foram produzidos por artistas e técnicos atuantes na capital baiana.

Para quem deseja seguir a carreira, Sofia deixa uma dica: “Quem pretende se expressar nessa linguagem, digo para começar imediatamente. Hoje em dia, o que a gente tem na mão é o celular. A divulgação na internet é um meio de propagação muito rápido. Os meios de produção estão acessíveis. Com o tempo e a experiência a gente vai se fortalecendo. Então, comece!”, ordena.

Outro olhar - Parte dessa leva nova de criadores, o premiado cineasta Cláudio Marques, que produziu Depois da Chuva (2012) em parceria com Marília Hughes e Cidade do Futuro (2015), começou a filmar com a retomada do cinema nacional em 2007. Neste período criou sete curtas, entre eles Nego Fugido. Antes de iniciar a carreira de cineasta, Cláudio foi editor e crítico do jornal Coisa de Cinema, idealizou o Panorama Internacional Coisa de Cinema, importante festival do setor. Desde 2009 ele é responsável pelo Espaço Itaú de Cinema. “Considero o espaço de extrema importância para dar vida ao centro da cidade”, ressalta.

De acordo com o cineasta, apesar do incentivo limitado às produções cinematográficas, o momento é bom, com diversas produções em andamento. Valioso para a manutenção da memória de um povo, o cinema é também uma indústria que distribui recursos, com retorno para a sociedade. Atualmente, cerca de 300 mil pessoas estão envolvidas direta e indiretamente na produção de cinema no Brasil.

“Salvador é uma cidade extremamente fotográfica, mas, para além da beleza, precisamos discutir questões materiais, existenciais e de diversidade”, avalia o cineasta.
“O cinema é uma arte muito necessária e importante. Retrata tempo, época e lugar. Marca quando você filma. É uma arte muito viva, que nos dá a oportunidade de retratar uma cidade como Salvador da forma como ocorreu no filme ‘Ó paí, Ó’. Pudemos mostrar nossa cidade do jeito que a gente é, a nossa alegria. Antes, nossa forma de ser era pouco retratada no cinema.” É o que diz a ator Jorge Washington.

O artista aponta algumas das principais características que torna a cidade de Salvador atrativa para produções de cinema, como por exemplo, as paisagens diversas da capital. “A riqueza cultura do lugar, a espontaneidade, a alegria de ser do baiano, nosso jeito de levar as coisas de maneira leve, a forma de se relacionar com o outro, nossa criatividade. A riqueza topográfica de nossa cidade também é um ponto importante. Para o universo do cinema isso é muito atrativo. O filme Cidade Baixa, por exemplo, é muito rico, emotivo e de visual único”, explica.

Jorge aponta o caminho para atingir a excelência e atrair mais projetos para a capital. “Incentivo. Não existe excelência sem recurso. O que precisa ser feito, na verdade, é investir mais na área e trazer mais visibilidade para a cidade. Se observarmos o retorno que o cinema traz para Recife, é algo monstruoso. Mas isso não nos desestimula. O salto está aí: fazer sem o recurso ideal. Uma câmera e um microfone e os caras fazem coisas maravilhosas.” finaliza.

Projetos na cidade - O projeto Salvador Filmes vai fomentar a produção audiovisual na cidade. Essa é uma das ações do programa Salvador 360. Por meio da iniciativa será implantada uma agência de fomento e uma film commission para trabalhar com estímulo e articulação da produção de filmes. Também serão destinados recursos para editais de produção e distribuição. O espaço funcionará na Cidade Baixa, em local a ser definido, após a Prefeitura publicar edital para escolher o operador do equipamento.

A film commission será composta por instâncias que dão suporte a produções locais e de fora do estado, agindo como canal facilitador sobre demandas relativas à segurança, trânsito e outros serviços necessários nas produções, intermediando o caminho entre o produtor e os órgãos responsáveis pelos serviços.

O edital Arte na TV, realizado pela prefeitura e coordenado pela Fundação Gregório de Mattos, dá apoio a produção audiovisual em formatos diversos, como séries, documentários e curtas. Em 2014, foram quatro projetos, sendo um de ficção e três documentários. Em 2017, dois projetos já foram a o ar, pela TVE: "Saberes Passados" e "O Samba Mora Aqui" - ambos documentário.

Em 2013, a prefeitura de Salvador lançou o edital Arte em Toda Parte e disponibilizou o montante de R$ 1,2 milhão para dar prosseguimento às ações.

 

 

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A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo (Secult) e da Casa Civil, realiza um workshop para discutir o modelo de implantação e gestão do Museu da Música Brasileira, que será implantado no casarão dos azulejos.

O evento, promovido hoje (18) e amanhã, no auditório do Wish Hotel, no Campo Grande, é uma parceria do Executivo Municipal com o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), que financia o Programa de Requalificação Urbana de Salvador (Proquali).

A Prefeitura convocou equipes técnicas da Secult, da Casa Civil, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), da Fundação Gregório de Mattos (FGM) e da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF) para participarem do evento. Para o gestor da Secult, Claudio Tinoco, este é um momento importante no avanço do projeto para o Museu da Música.

“Nos últimos anos, a Prefeitura inaugurou e reativou muitos espaços culturais, a exemplo dos Fortes Santa Maria e São Diogo, Casa do Benin, Casa do Rio Vermelho, Casa do Carnaval, enfim. Agora, com este Museu também pretendemos inovar de forma sustentável para que este equipamento seja um sucesso”, pontuou Tinoco.

O equipamento, que tem um investimento de US$ 24 milhões, integra o Proquali, coordenado pela Casa Civil e viabilizado com recursos financiados pelo CAF. Para Érico Mendonça, coordenador do Proquali, o encontro vai definir o termo de referência para o concurso internacional de ideias de utilização dos espaços.

“Reunimos nestes dois dias pessoas convidadas pela CAF, com expertise no assunto para que surjam propostas inovadoras para futura contratação de um projeto essencial para o desenvolvimento cultural de Salvador”, afirmou. Para participar do workshop, o CAF convidou especialistas nacionais e internacionais para apresentarem experiências de implantação e gestão de museus contemporâneos.

“O Programa Cidades com Futuro, o qual Salvador se encaixa com o Proquali, requer um acompanhamento direto sobre os projetos a serem desenvolvidos. Levamos em conta a vinculação do equipamento com o local e com o povo. Queremos que ao término do programa, seja garantida uma visão integral, que contemple também todo o entorno do equipamento”, afirma Emil Rodríguez, especialista em desenvolvimento urbano do Programa Cidades com Futuro, do CAF. Dentro da programação do evento também esteve garantida uma visita técnica ao prédio dos azulejos e ao entorno do futuro equipamento.

O Projeto – O projeto está inserido em uma das áreas mais emblemáticas de Salvador, segundo o arquiteto Sidney Quintela, e é fundamental para o futuro da cidade a criação de novos vetores de crescimento e desenvolvimento, como este equipamento.

“Eu digo que o Forte de São Marcelo é o umbigo da Bahia. E você tem ali o Elevador Lacerda, o Mercado Modelo, o Porto de Salvador, a Rampa do Mercado, o frontispício, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, enfim você tem um conjunto de equipamentos públicos, privados e religiosos que fazem daquele pequeno espaço da nossa cidade um lugar muito especial”, declarou Sidney.

De acordo com o antropólogo Moisés Lino, é interessante que os modelos de implantação e gestão do Museu da Música mesclem a música, enquanto artefato, com os atores responsáveis pela produção dos produtos musicais.

“O entendimento da música como parte de dinâmicas sociais mais amplas, que incluem diferentes formas de vida, etnicidades, classes sociais, gostos e realidade econômicas também traduz a riqueza dos artefatos musicais que precisam se relacionar com público enquanto potencialidades para pesquisa, aprendizado, redução das desigualdades e o surgimento de novas criações artísticas”, avaliou Moisés.

A diretora do Centro de Arte e Criação Matadero, em Madrid (Espanha), Rosa Ferré, afirma que o projeto do Museu da Música deve continuar seguindo uma orientação em consonância com a tendência das políticas internacionais. “É muito importante pensar que um centro de cultura não é apenas um edifício, mas sim uma construção de quem somos. Precisa ser um espaço de oportunidades para se usar e não só um edifício, um lugar de memorial”, analisou.

Gringo Cardia, curador da Casa do Carnaval, vê o novo equipamento como uma iniciativa fundamental para Salvador. “A música integra a cultura da cidade, tem uma história mobilizante. E este espaço será um lugar de redescobertas, uma atividade totalmente bacana, como já aconteceu em outros lugares, quando a implantação de um museu atrai outras iniciativas”.

 

 

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Parte dos festejos de Independência da Bahia, o Encontro de Filarmônicas chega em sua 28ª edição e vai reunir cinco filarmônicas no Largo do Campo Grande. O evento é realizado pela Prefeitura, através da Fundação Gregório de Mattos (FGM), e vai contar ainda com a participação da cantora Juliana Ribeiro.

As filarmônicas 9 de Agosto, Lira Popular de Belmonte, Lyra Ciciliana, Filarmônica Ambiental e a Oficina de Frevos e Dobrados, todas baianas, farão a festa na terça-feira (2), a partir das 18h. Já na quarta (3), será a vez do Baile da Independência, que resgata o clima de um baile tradicional.

O Maestro Fred Dantas, coordenador do evento desde sua primeira edição, diz que na oportunidade uma variedade de ritmos serão tocados. "Além dos dobrados que são comuns nas bandas filarmônicas, vamos trazer os arranjos de artistas da Música Popular Brasileira, como Tim Maia, e até mesmo do Axé dos anos 90", salienta.

Ele argumenta que a ocasião é um momento em que há um jogo, o da novidade, além da continuidade. "É um milagre estarmos há quase trinta anos relacionando essa continuidade à data da Independência da Bahia. Ao longo dos anos há uma rotatividade de bandas, se somado são mais de quarenta filarmônicas diferentes", revela Fred.

Um protocolo faz parte do encontro, primeiro toca-se os hinos Nacional, ao Dois de Julho e do Senhor do Bonfim, para que só depois o som se projete em plena praça pública.

No dia seguinte - Um baile a céu aberto, com quermesse e tudo, um dia após o desfile do Dois de Julho. Essa é a premissa do Baile da Independência. Dividido em dois momentos, o baile é uma releitura do antigo Baile da Independência, criado pela classe média soteropolitana, e que deu origem à Festa da Mocidade, que mudou para o Campo da Pólvora e resistiu até os anos 1950.

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Reconhecido em 2018 como patrimônio cultural de Salvador, o samba junino anima diversas localidades de Salvador até o início de julho. As atividades são apoiadas pelo edital Prêmio Samba Junino - Ano II, promovido pela Prefeitura por meio da Fundação Gregório de Mattos (FGM).

A partir desta quinta-feira (13), acontece o Sambódromo Junino do Engenho – Santo Antônio, às 16h, no Parque Solar Boa Vista, no Engenho Velho de Brotas. O desfile reunirá os grupos Samba Chile, Samba da Bruxa, Samba Negro, Samba Os Abraões e Samba Leva Eu. No palco, tem Samba da Biqueira, Miller (Grupo Paparicco), Wellington (Samba Comunidade) e Bobo (Viola de Marujo).

Além de muita música, a programação conta com a reza para o Santo Antônio e brincadeiras juninas com brindes para crianças. Responsável pelo projeto, a professora e presidente do grupo Leva Eu, Maria Célia Silva, de 47 anos, ressalta a importância do apoio. “Nos permitiu recursos para realizar as atividades juninas, desenvolver ensaios e mostrar os novos sambas que ainda não têm muita divulgação. No próximo dia 16, teremos um grande ensaio para a realização do Arraiá Arrastão, que acontece no dia 24. Isso tudo pode ser feito graças ao recurso do edital” conta.

Percussionista e vocalista da grupo Samba Negro, Augusto Cesar Pereira, 38 anos, destaca que projetos como esse são uma forma de mostrar a cultura do samba. “É uma oportunidade que surgiu para que possamos mostrar o trabalho do samba de roda e de como essa cultura é importante”, disse. “A logística do evento está muito legal, inovadora. Vai ser muito bacana, a comunidade aprovou. Eu recebo mensagem das pessoas querendo saber mais detalhes. É muito gratificante”, pontua.

Federação - Já no Engenho Velho da Federação, é a vez do Samba Santo Amaro promover os cortejos juninos no próximo domingo (16), das 16h às 21h, e no dia 7 de julho, das 13h às 18h, na Rua Santo Amaro. À frente do projeto está o compositor e percussionista Nem Cardoso, que participou ativamente dos grupos de samba juninos nas décadas de 1980 e 1990 em Salvador, além de ser conhecido por sucessos como "Toque de Timbaleiro".

Além das apresentações musicais, o projeto "Samba Santo Amaro preservando o samba junino" também engloba ensaios e oficina. A intenção é fortalecer o resgate e a preservação da cultura e do movimento cultural na cidade.

Alto das Pombas - No Alto das Pombas, também acontece o Arrastão Vai Kem Ké no próximo domingo (16), com concentração às 14h, no fim de linha do bairro. Idealizado pelo compositor, maestro e multi-instrumentista Augusto Conceição, o Samba do Vai Kem Ké propõe o resgate cultural do samba da Bahia, valorizando o ritmo do samba duro e do samba de roda, além dos sambas de caboclo, cirandas e cantigas de domínio público.

Segundo ano – Lançada em janeiro deste ano, a segunda edição do Prêmio Samba Junino contemplou nove propostas, voltadas à salvaguarda do patrimônio cultural da cidade, de acordo às diretrizes de política cultural do município e do registro especial do Samba Junino.

O objetivo é incentivar e fortalecer a manutenção e dinamização do samba junino na cidade, além das formas de produção e reprodução, através da realização de ensaios, festivais, concursos, apresentações, “arrastões”, oficinas, produção de material multimídia (CD, DVD, jogos, aplicativos, conteúdo audiovisual), publicações, entre outras, no período junino. O investimento total foi de R$180 mil – sendo R$20 mil para cada projeto selecionado.

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A Semana do Meio Ambiente, que será comemorada em Salvador até 10 de junho, já começou a levar atividades a vários pontos da cidade, como Periperi, Capelinha, Itapuã, Coutos, Itaigara e Comércio. As ações, que começaram ontem (02), têm o intuito de conscientizar os cidadãos sobre a importância da preservação ambiental nas cidades e no planeta. Confira a programação completa ao final da matéria. 

No Parque da Cidade ocorrerá a maior parte dos eventos, como comemoração do terceiro aniversário da requalificação do local, que já recebeu mais de 3,6 milhões pessoas desde a reinauguração, em 2016.

Entregas de mudas com a Kombi da Caravana da Mata Atlântica em diversos locais, atividades de projetos como o Germinar e o Atenda Verde, lançamento do painel de mudanças climáticas, oficinas focadas no incentivo de ações para a preservação do meio ambiente, visitas guiadas com alunos da rede municipal ao Parque da Cidade e muitas outras iniciativas estão previstas na programação.
 
Parque da Cidade - Em um dos mais frequentados equipamentos públicos de Salvador, totalmente requalificado há 3 anos, serão realizadas atividades abertas para todos interessados em participar da Semana do Meio Ambiente. 

Haverá, no parque, doações de mudas, feira de artesanato, realização de ações dos projetos Germinar da Unijorge e o projeto Atenda Verde, que promoverá palestras sobre o cuidado com as árvores e  distribuirá mudas para os participantes. É no parque também, no dia 9 de junho, que acontecerá o show de encerramento da semana, com atrações que serão divulgadas pela Prefeitura.

Distribuição de mudas - A Kombi da Caravana da Mata Atlântica vai rodar Salvador para distribuir 900 mudas nativas no Elevador Lacerda, na Praça da Revolução em Periperi, na Praça Dorival Caymmi em Itapuã, no final de linha da Capelinha, na Praça Newton Rique, localizada em frente ao Shopping da Bahia, e no Parque da Cidade.

Além disso, a Operação Plantio Chuva, que ocorre em Salvador até julho, vai plantar durante a Semana cerca de 1.115 mudas, das quais 970 serão no Parque Canabrava, no dia 10 de junho.

Horta Comunitária - Ontem (2), mais uma nova horta foi inaugurada na cidade, dessa vez no Condomínio Bosque da Colina, em São Cristóvão. Serão 10 canteiros, em uma área de 32m², onde serão cultivadas hortaliças como couve, orégano, salsa, cebolinha, hortelã e coentro. 

A inauguração contará com a participação dos condôminos do local. Com esta, Salvador passa a ter 34 hortas comunitárias, sendo que 18 delas são urbanas e 16 estão situadas em creches e escolas.

Oficinas na Escolab Coutos - A semana também vai promover ações com alunos da capital baiana. Com a intenção de conscientizar crianças e jovens sobre a importância da preservação da natureza, a Secretaria de Sustentabilidade, Inovação e Resiliência e a Secretaria Municipal de Educação (Smed) realizarão oficinas sobre alimentação saudável, recuperação de placas com materiais recicláveis, vigilância em saúde ambiental, aulas de campo e uma distribuição da revistinha Mata Atlântica. 

Tudo isso ocorrerá nos dois turnos (manhã e tarde) com as crianças da Escolab Coutos, escola laboratório que promove oficinas com alunos de oito escolas do subúrbio.

Painel do Clima - Nesta segunda-feira (3), no auditório do Colabore, no Parque da Cidade, vai acontecer o lançamento do Painel Salvador de Mudança do Clima, às 9h. Na ocasião, serão apresentados os coordenadores das 10 Câmaras Temáticas compostas pelo painel, além de um bate-papo sobre do que se trata essa rede de conhecimento técnico-científico que quer tornar disponível para todos o conhecimento sobre adaptação da mudança do clima em Salvador. 
 
Confira toda a programação da Semana do Meio Ambiente em Salvador: 
 
03/06 – Segunda

* Visita guiada Colégio Adventista

Local: Parque da Cidade

Horário: das 9h às 11h30

 

* Lançamento do Painel Mudança Climática

Local: Parque da Cidade/Colabore (auditório)

Horário: 9h às 12h

Aberto ao público

 

Abertura da Semana do Meio Ambiente

Acolhida e atividade na prainha, cuidados com o mar (mat/vesp)

Local: Escolab Coutos

Horário: 8h e 13h

 

Entrega de Mudas Nativas da Mata Atlântica

Local: Final de linha da Capelinha

Horário: 9h

Aberto ao público

 

04/06 – Terça

Oficina sobre alimentação Saudável

Local: Escolab Coutos

Horário: de 9h Às 9h40 / 13h às 14h40

 

Oficina de recuperação das placas com os nomes das turmas

Local: Escolab Coutos

Horário: de 10 às 11h40 / 15h às 16h40

 

Entrega de mudas nativas da Mata Atlântica

Local: Praça Newton Rique - Em frente ao Shopping da Bahia

Horário: 14h

Aberto ao público

 

05/06 – Quarta

Visita guiada Escola Municipal Ruy de Lima Maltez       

Local: Parque da Cidade

Horário: das 9h às 11h30
 

Acolhida com a Fanfarra da Escola Municipal de Fazenda Coutos

Local: Escolab Coutos

Horário: de 8h às 8h30 / 13h às 13h30

 

Jogo Guarani/ Jogo de raciocínio lógico

Local: Escolab Coutos

Horário: de 8h30 às 10h30 / 13h30 às 15h30

 

Vivência científica com Lourenço (Vigilância em Saúde Ambiental)

Local: Escolab Coutos

Horário: de 8h30 às 10h30

 

Encontro científico sobre Meio Ambiente

Local: Fiocruz (Horto Florestal, atrás do HGE)

Horário:13h às 16h

 

Entrega de Mudas Nativas da Mata Atlântica

Local: Elevador Lacerda

Horário: 9h

Aberto ao público

 

06/06 – Quinta

Dia dedicado às artes (acolhida com dança da chuva)

Local: Escolab Coutos

Horário: 8h às 8h30

 

Momento de autógrafo com Will, autor da revistinha Turminha Sustentável. Tema: Mata Atlântica

Local: Escolab Coutos

Horário: 10h às 10h40 / 13h às 13h40

 

Oficina de Hip Hop (dança, grafite, poesia e música)

Local: Escolab Coutos

Horário: 8h30 às 10h / 13h30 às 15h

 

Visita guiada Escola Bernardino

Local: Parque da Cidade

Horário: das 9h às 11h30

 

Entrega de mudas nativas da Mata Atlântica

Local: Praça da Revolução - Periperi

Horário: 9h

Aberto ao público

07/06 – Sexta
 
Aula de Campo no Parque da Cidade

Local: Parque da Cidade

Horário: 9h às 11h e 14h às 16h

 

Entrega de mudas nativas da Mata Atlântica

Local: Praça Dorival Caymmi - Itapuã

Horário: 14h

Aberto ao público

 

08/06 – Sábado

Feira Cads (artesanatos produzidos por 43 mulheres)

Local: Parque da Cidade

Horário: das 8h às 18h

 

Entrega de mudas nativas da Mata Atlântica

Local: Parque da Cidade

Horário: 9h

Aberto ao público

 

09/06 – Domingo

Feira Cads (artesanatos produzidos por 43 mulheres)

Local: Parque da Cidade

Horário: das 8h às 18h

 

Piquenique com DJ Cairo

Local: Parque da Cidade

Horário: das 14h às 18h

 

Entrega de mudas nativas da Mata Atlântica

Local: Parque da Cidade

Horário: 9h

Aberto ao público


10/06 – Segunda-feira

 

Plantio de 970 árvores de espécies da Mata Atlântica

Local: Parque Canabrava

Horário: 9h

 

 

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Neste sábado (8), uma das mais tradicionais edificações da capital baiana reabre as portas ao público após três anos: o Coaty. Com projeto arquitetônico assinado pela italiana Lina Bo Bardi (1914-1992) e instalado na Ladeira da Misericórdia, com vista para a Baía de Todos-os-Santos, o espaço servirá de palco para a primeira apresentação aberta ao público dos artistas residentes do projeto InstruMentes – música para (re)invenção, além de apresentações internacionais. O evento é gratuito e segue das 17h às 22h.

Os músicos-inventores da luteria orgânica e digital, Fernando Sardo (SP), Bella (RJ/SP) e Victor Valetim (BA/DF), vão partilhar com o público os instrumentos musicais e instalações sonoras criadas ao longo desta semana, durante o primeiro ateliê coletivo do InstruMentes. As obras, inclusive, foram concebidas em harmonia com o espaço, dialogando com a arquitetura local, a estrutura física e a natureza ao redor.

A programação ainda terá a apresentação de dois nomes referência da cena contemporânea, considerados dos mais criativos e enérgicos músicos do “Free Jazz”: o norte-americano Ken Vandermark e o norueguês Paal Nilsen Love, em primeira turnê no Brasil – além de Salvador, também vão se apresentar no Rio de Janeiro e em São Paulo. O concerto é fruto de parceria com o Ciclo de Música Contemporânea - CMC, que, desde 2016, promove encontros musicais de livre improvisação na capital baiana.

Preservação e arte – Localizado entre as cidades Alta e Baixa, o conjunto arquitetônico do Coaty foi requalificado pelo InstruMentes, com financiamento do programa Rumos Itaú e apoio da Fundação Gregório de Mattos (FGM). As intervenções, que duraram dois meses, incluíram a reforma da escada externa e guarda-corpo, pintura, alvenaria, instalação elétrica e concertos gerais.

O espaço, inaugurado no final da década de 1980 como parte do Plano de Recuperação do Centro Histórico de Salvador, estava fechado desde 2016. “Após o InstruMentes, o Coaty ficará de legado pra Salvador, revitalizado e pronto para receber novos projetos de ocupação do centro da cidade, reunindo gente em torno da arte”, pontuou a produtora cultural Lívia Cunha, à frente da iniciativa ao lado da também baiana Alana Silveira.

 

 

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O Espaço Cultural da Barroquinha recebe, neste sábado (1º), o Festival Salvador Cidade Reggae, com entrada gratuito. O evento, que integra o calendário de festas da cidade, celebra o dia nacional do reggae e acontece a partir das 17h, na área externa do espaço localizado nas imediações da Praça Castro Alves. 

A grade de atrações contará com apresentações de Kamaphew Tawa, Pali, MAVI, Skanibais, Banda Cativeiro e Diamba, além das participações da banda Tallowah, do cantor Dionorina, Luciano Roots e Anderson Semente. 

O Salvador Cidade Reggae nasce de uma produção coletiva da Parcec Serviços e Produções, Associação Cultural Aspiral do Reggae, L&B Produções e do Fórum Reggae Brasil. O evento conta com apoio da Fundação Gregório de Mattos (FGM) e Empresa Salvador Turismo (Saltur). 

 

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Nesta sexta-feira (31), às 19h, acontece mais uma edição do "Palco Aberto – Aqui Cocê Faz o Show", no Espaço Cultural Boca de Brasa do Subúrbio 360. Promovida pela Fundação Gregório de Mattos (FGM), a iniciativa visa dar oportunidade para os artistas locais se apresentarem.

O comando da festa ficará a cargo de Alan Miranda, que vai falar sobre a experiência como ator. Já o cantor Lucas Fernandes, o "Príncipe do Arrocha", chega para fazer todo mundo dançar juntinho.

Haverá ainda as participações de Tábatha Vermont, Família MD, Grupo de Teatro e Dança do Subúrbio 360, Uzarte Dança, Cia de Teatro Avisa Lá, Amanda Mafra e Bloco Juventude Absi-Si-Aiyê, dentre outros artistas.

O Palco Aberto integra a programação do Espaço 360 como uma maneira de levar, de forma gratuita, entretenimento e cultura à comunidade do Subúrbio, além das oficinas e palestras. “A essência do Palco Aberto, como o próprio nome diz, é abrir o palco para apresentações de artistas, grupos e instituições culturais do entorno do Boca de Brasa, na região do Subúrbio”, destaca o gerente de Equipamentos Culturais da FGM, Chicco Assis.

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O Centro de Referência de Assistência Social (Cras) realizou, na manhã desta segunda-feira (27), no bairro do Calabetão, uma oficina de customização de jeans para confecção de coletes. A oficina prossegue durante todo o dia. O objetivo da atividade é promover o protagonismo feminismo e levantar questionamentos junto às participantes sobre empoderamento feminino, além de dinamizar possibilidades de geração de renda.

O público-alvo das ações são as famílias que recebem o acompanhamento na unidade. Elas são inseridas nas oficinas que variam entre customização de bolsas, peças jeans, mosaicos além de receberem visitas e atendimento individualizado. Para cada atividade, o Cras convida, em média, 12 participantes.

Luzimare é um exemplo de que o trabalho do Cras é significativo. Ela recebe atendimento na unidade desde 2017 e exerce a função de multiplicadora, ministrando algumas oficinas, há cerca de um ano. “É um grande aprendizado para quem tem alguma dificuldade na vida, autoestima baixa ou algum problema psicológico. Recomendo a todos que procurem o Cras porque a equipe nos ajuda muito. Fico gratificada por poder ensinar”, destacou.

As peças utilizadas no processo de customização são reaproveitadas evitando o descarte inadequado, ou seja, assegurando a preservação ambiental. Segundo a assistente social Vera Lucia Cidade, os resultados em cada oficina vão além do êxito no trabalho manual. “Esse projeto surge da necessidade de perceber que as famílias precisam ser acompanhadas, terem sua autonomia e autoestima fortalecidas e desenvolver processo criativo. Esse projeto que empolga porque ao final da oficina as participantes veem os resultados com as peças prontas”, reforçou.

Outras atividades são realizadas no centro, a exemplo oficinas de chaveiros e bolsas. As famílias participantes sugerem as atividades que serão realizadas em cada uma das ações. O Cras tem parcerias com lojas, como a de couro, que fornece o material não utilizado para a reutilização nas oficinas.

De acordo com a assistente social e coordenadora do Cras Calabetão, Cíntia Braga, os ganhos ao participar de uma oficina como a ofertada são múltiplos. “Acredito que o maior objetivo destas oficinas é empoderar mulheres, ajuda-las a atingir o protagonismo feminino. Desde o inicio no mês estamos ofertando momentos como este e estamos fechando hoje com esta oficina de customização de jeans”, finalizou.

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