Cultura

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Após o sucesso da primeira semana, o Diversão de Verão 2019 promete agitar ainda mais a cidade com a programação de verão especial nos espaços culturais municipais, administrados pela Fundação Gregório de Mattos (FGM). Até o final de fevereiro, vai ter muita opção de teatro, música, literatura, culinária e outras atividades culturais no Espaço Cultural da Barroquinha, Teatro Gregório de Mattos (TGM) e Casa do Benin.

“O Diversão de Verão marca a estação mais iluminada da cidade com uma programação diversificada, eclética, pontuada por apresentações das mais variadas linguagens artísticas. De Regina Casé a Mariene de Castro, dos ensaios abertos de João Falcão, a culinária cultural de Jorge Washington, recheados pelos tambores de Mônica Millet, tudo se congrega às Feministas de Muzenza e promove encontros e parcerias. Que venha o sol, a diversão e a arte!”, exalta o presidente da FGM, Fernando Guerreiro.

Dentre os destaques está a estreia do "Recital da Onça na Barroquinha", solo de Regina Casé a ser apresentado no Espaço Cultural da Barroquinha, na quarta-feira (23), às 19h. O monólogo marca a volta de Regina Casé aos palcos teatrais depois de mais de 25 anos. No enredo, a personagem recebeu convite de Harvard para inventar um novo formato pop para palestras sobre literatura brasileira para estudantes estrangeiros. Ela precisa ensaiar suas propostas antes da viagem, a partir de textos de grandes autores. "Recital da Onça na Barroquinha" é esse “ensaio”.

A platéia tem a tarefa, entre muitas risadas e muitos momentos emocionantes, de ajudá-la a escolher os textos mais adequados para essa missão e a enfrentar seu pavor de aeroportos, da imigração americana e do frio congelante do inverno em Harvard. As sessões acontecem também nos dias 24, 30 e 31 de janeiro, e 6 e 7 de fevereiro, sempre no mesmo horário. Os ingressos custam R$100 e R$50 e estão à venda no Sympla.

Santo de Casa – Mariene de Castro volta ao pátio do Espaço Cultural da Barroquinha com o show “Santo de Casa”, sempre às sextas-feiras, nos dias 25 de janeiro e 8 e 22 de fevereiro, sempre às 18h. A sambista promete fazer um passeio por toda a carreira, cantando seus maiores sucessos. No primeiro show da temporada, quem sobe ao palco com a diva baiana é Elba Ramalho e Filhos de Gandhy, com ingressos a R$60 e R$30 (meia).

Feministas – “As Feministas de Muzenza - Uma Comedia Afro-Baiana” chega ao Espaço Cultural da Barroquinha nos próximos dois finais de semana (dias 19, 20, 26 e 27) e domingos (20 e 27), sempre às 19h. O espetáculo com texto de Aidil Linhares e Cleise Mendes, dirigido por Luis Bandeira e encenado pela Cia. Gente de Teatro da Bahia conta a história da luta de várias mulheres que tentam criar um movimento feminista.

A peça é uma alegoria que critica os costumes e expõe o contexto vivenciado no estado da Bahia a partir de meados da década de 90, quando ocorre o “boom” do turismo centrado em uma ideia de baianidade afrobarroca. Os ingressos custam R$20 e R$10 (meia).

Kaiala – Sulivã Bispo volta aos palcos de Dona Barroca com o espetáculo Kaiala, nos dias 9, 10, 16 e 17 de fevereiro, no Espaço Cultural da Barroquinha, às 17h. Kaiala conta a história de uma menina de 10 anos, iniciada no candomblé de tradição angola, que foi assassinada em um ato de intolerância religiosa quando o terreiro foi invadido por um grupo de evangélicos que quer por fim aos cultos de matriz africana.

Neste primeiro solo, Sulivã Bispo apresenta essa narrativa a partir de três pontos de vista: a avó, o irmão de santo e a evangélica, evocando a discussão de temas como racismo, intolerância religiosa e a morte sistemática de jovens negros no Brasil. Estreado em 2016, sob a direção de Thiago Romero, com esta obra Sulivã foi indicado a Melhor Ator no Prêmio Braskem de Teatro do mesmo ano. Os ingressos custam R$30 e R$15 (meia).

Exposição – Na Galeria Juarez Paraíso, no Espaço Cultural da Barroquinha, prossegue com sucesso a exposição Orixás da Bahia, de quarta a domingo, das 14h às 19h. A mostra foi criada em 1973 por D. Elyette Magalhães – mulher de personalidade forte, ideias e visão além do próprio tempo No ato de criação do Museu da Cidade, em julho de 1973, dedicou uma sala inteira aos orixás, criados pelo artista plástico Alecy Azevedo e acompanhado pela assessoria de Mãe Meninha do Gantois.

São 16 estátuas em tamanho natural de divindades africanas, esculpidas em papel marchê. A curadoria atual tem assinatura do artista visual, cenógrafo, aderecista e figurinista, Maurício Martins, com consultoria religiosa de alguns membros do Terreiro do Gantois. Martins projetou um cenário que promove um diálogo entre elementos da ancestralidade e da contemporaneidade.

Culinária Musical – No dia 10 de fevereiro, a Casa do Benin, no Pelourinho, abre as portas para o Culinária Musical de 2019, a partir do meio-dia. O espaço é uma novidade, mas os ingredientes que fazem o sucesso do projeto Culinária Musical continuam os mesmos. A boa gastronomia fica a cargo de uma deliciosa feijoada preparada pelo afrochef Jorge Washington. Já a música é comandada pelo samba do grupo Quinteto, formado por Flavinho Sacramento (cavaquinho e voz), Ricardo Negrão (surdo e voz), Neném Madeira (tantan e voz), Chimby (reco-reco e voz) e Quinto (violão e voz) e convidados.

As performances artísticas com uma apresentação de Stiletto (dança com salto alto) são realizadas por Elivan Nascimento e Daiana Damasceno, e coreografia afro apresentada pelo casal Nildinha Fonseca e Zé Ricardo, bailarinos do Balé Folclórico da Bahia, que se juntam ao filho Caio Fonseca na performance Arte em Família. A moda está garantida com o desfile da grife Nega Negona, da estilista Claudia de Jesus. Tudo isso em um ambiente de descontração e encontros de amigos.

A iniciativa do ator, diretor e produtor cultural Jorge Washington de reunir boa música em torno de pratos da culinária popular baiana consolidou-se como um grande evento cultural da cidade de Salvador, reunindo grandes nomes da música, da moda e das diversas linguagens artísticas e atraindo um público cada vez maior a cada edição. Além da tradicional feijoada, o prato preferido dos brasileiros, o afrochef Jorge Washington promete preparar outras delícias como tira-gostos para acompanhar a cerveja gelada e o samba desta primeira edição do ano do Culinária Musical. A entrada custa R$15 (em espécie) e o prato, R$30 (dinheiro ou cartão).

Mestras do Saber – Nos dois sábados próximos sábados, dias 19 e 26, às 10h30, a Casa do Benin também recebe mais três edições do "Mestras do Saber - Vivências Percussivas com Mônica Millet". No encerramento do projeto, acontecerá uma roda percussiva aberta. Para quem gosta de arte, a exposição permanente com obras do acervo pessoal de Pierre Verger está aberta ao público, na Casa do Benin de segunda a sexta, das 9h às 17h.

Gregório – Já no Teatro Gregório de Mattos (TGM), segue aberto ao público o Memorial GREGÓRIOS, de quarta a domingo, das 14h às 19h, com parte do acervo exposto na exposição interativa. Ambientada num circuito dinâmico e criativo, com diversas texturas, composta pela vasta obra creditada a Gregório de Mattos, a mostra propõe criar uma atmosfera seiscentista da Salvador do poeta, por via da iluminação, dos sons, de imagens e objetos que certamente vão transportar os visitantes àqueles tempos em que a capital da Bahia já se fazia majestosa e a mais importante cidade das Américas.

Como parte integrante da exposição, foi destinado um espaço retratando a trajetória da Fundação Gregório de Mattos, criada em 1986 e que, ao longo de três décadas, se firmou como uma instituição importante para alavancar ações e projetos culturais em Salvador. GREGÓRIOS foi o último trabalho assinado pelo artista plástico e cenógrafo Joãozito, e, após seu falecimento, o projeto vem sendo tocado pela viúva e artista plástica Lanussi Pasquali.

 

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Ao assistir o clipe “Chamando Gente” e ouvir a música “Chame Gente”, de Moraes Moreira, o chileno Alfonso Traub fez questão de buscar a canção na internet e imediatamente adicionar na playlist do celular. Ao lado da esposa e dois filhos, ele se encantou com a experiência vivida na Casa do Carnaval da Bahia, situada entre o Terreiro de Jesus e a Praça da Sé, no Centro Histórico de Salvador. “Esse vídeo resume o que é o Carnaval de Salvador”, disse ele, que até então só conhecia a festa por meio da internet. A família, que veio à capital baiana pela primeira vez, fez questão de priorizar a visitação ao local. “Estávamos ansiosos, foi um dos nossos primeiros passeios”, comentou a esposa Jucith Mendonza.

Assim como a família de chilenos, quem vai ao Pelourinho hoje para conhecer a rica cultura e arquitetura da região, presente nos casarões que abrigam ateliês, lojas, centros culturais, bares, restaurantes e pousadas, não pode deixar de dar uma passada no primeiro museu dedicado exclusivamente à maior festa de rua do planeta. Prestes a completar um ano de funcionamento, o espaço recebeu 14.270 visitantes pagantes entre março e dezembro do ano passado. Desse montante, 9.222 pessoas que frequentaram o local foram da capital baiana, 2.985 vieram de outros estados brasileiros e mais 2.063 foram turistas estrangeiros. O quantitativo cresce ainda mais quando somado com as 3.375 pessoas que visitaram o equipamento no mês da inauguração, em fevereiro de 2018, quando a entrada foi gratuita.

A interatividade com a história do Carnaval, viabilizada por meio de diversos recursos de áudio e multimídia espalhados nos pavimentos, chamou atenção do argentino Bruno Fabrício Ruiz, 39 anos. “Nunca tinha visto um museu assim em nenhum lugar do mundo”, afirmou o estrangeiro, que vive no norte da Argentina. Amante e conhecedor das festas de rua de todo mundo, ele diz que a Casa retrata fielmente o Carnaval de Salvador. “Conhecemos festa na Bolívia, Uruguai, nos Estados Unidos e em nenhum lugar do mundo tem um acervo tão impressionante e interativo como esse. Me senti no Carnaval da Bahia”, ele, que pretende conhecer a festa em 2020.

Reconhecimento - O sucesso é tanto que com apenas 10 meses de funcionamento, a Casa do Carnaval chegou a ser reconhecida nacionalmente e ficou em segundo lugar na categoria “Valorização do Patrimônio pelo Turismo”, durante a primeira edição do Prêmio Nacional de Turismo, realizada no Rio de Janeiro, em dezembro passado. "O lugar se transformou num dos principais atrativos turísticos da cidade, atraindo o soteropolitano, ou seja, o público local, em virtude da inovação, mas acima de tudo pela força do Carnaval. A casa conseguiu reunir um acervo tanto físico quanto digital, muito extenso e riquíssimo do ponto de vista da história da festa. E isso atrai público da cidade que, mesmo hoje vivendo os dias de festa, não tem a compreensão de toda a história, que tem origem em movimentos culturais e sociais antigos", destaca o secretário de Cultura e Turismo, Claudio Tinoco.

Conheça, sinta e ouça - No andar térreo do prédio da Casa do Carnaval da Bahia, é possível encontrar à disposição uma biblioteca de livros relacionados à festa, a Salvador, suas artes e tradições. Ainda neste piso, as salas da Criatividade e dos Ritmos do Carnaval da Bahia apresentam a diversidade presente no Carnaval baiano. Há também 200 bonecos feitos de cerâmica que representam figuras típicas da folia. Com luzes, refletores e fitas de LED, a proposta do espaço é remeter à vibração da festa. Ao som de músicas características da folia, o visitante tem acesso a diversas vitrines com objetos pessoais e inéditos cedidos por artistas, tais como vestuário, adereços e instrumentos. Após viver a experiência no espaço interativo, a espanhola Cláudia Benraran, que estava em companhia do mestre de capoeira baiano, Neri Lima, deu como certa a volta a Salvador para o Carnaval do próximo ano. “Quero sentir na pele, na rua”, disse encantada.

Já no primeiro andar ficam as duas salas do Cinema Interativo, onde o visitante escolhe um adereço disponível para caracterização, assiste uma seleção de três vídeos e é estimulado a dançar as coreografias de blocos e bandas, orientados por monitores dançarinos. O objetivo é possibilitar uma experiência única e emocionante como bem manda a magia da música e dos ritmos do Carnaval da Bahia. Quem é da terra também se encanta. Foi o caso da professora Idalice Simone Santos, 50 anos, que esteve na Casa pela primeira vez. Visivelmente emocionada, ela resume.

“Uma viagem no tempo, quem viveu e vive no Carnaval da Bahia sabe o que estou sentindo agora. Além disso, a Casa mantem viva a história da festa para ser contada e sentida pela juventude de hoje”, salientou. O último pavimento é o Terraço do Samba, no segundo piso, que conta com mobiliário típico das festas de rua da capital baiana, oferecendo, além de uma estrutura de apoio para eventos, uma belíssima vista da Baía de Todos-os-Santos.

Venha visitar - Administrada pela Secult, a Casa do Carnaval foi inaugurada em 5 de fevereiro de 2018, com investimento de cerca de R$ 6 milhões. Antes, o imóvel abrigava a antiga Casa do Frontispício, e foi restaurado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para receber o museu. A curadoria do projeto é do artista, designer e cenógrafo Gringo Cardia, juntamente com o professor doutor em Cultura Contemporânea e vice-reitor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Paulo Miguez, um dos maiores especialistas nos estudos sobre a festa, além de um amplo grupo de artistas e pesquisadores como Jonga Cunha e Bete Capinan, que também contribuíram para a concepção do espaço.

As visitações podem ser feitas de terça a domingo, das 11h às 19h. A entrada custa R$30 inteira e R$15 para estudantes, idosos a partir de 60 anos, portadores de necessidades especiais e acompanhantes. Aliás, desde o período em que a Casa do Carnaval está em atividade já recebeu a visita de 2.543 estudantes pagantes. Vale destacar, no entanto, que alunos de escolas públicas municipais, estaduais e projetos sociais têm entrada gratuita.

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Além de poder comprar artigos de decoração, moda e artesanato, quem passa pelo Mercado Modelo, na Cidade Baixa, ganhou mais um motivo para visitar o local que é conhecido por ser um dos pontos turísticos mais famosos de Salvador. O local abriga dezenas de fotografias do etnólogo franco-brasileiro Pierre Verger sobre a Bahia antiga. O público terá a chance de conferir a ambientação gratuita, intitulada “Verger no Mercado Modelo”, durante todo o verão, até março de 2019.

As fotografias retratam o Porto dos Saveiros, a feira de Água de Meninos, a Baía de Todos-os-Santos, a festa da Conceição da Praia, a capoeira e diversas outras cenas que retratam não apenas o Mercado Modelo, mas também as pessoas, a cultura e a região do bairro do Comércio, que mais encantou Verger quando chegou na Bahia.

As maiores fotografias de Verger já impressas, em tamanho gigante, medindo 6 metros de cada lado, estão expostas no segundo piso; estas obras serão doadas à Associação dos Comerciantes pela Fundação Pierre Verger e ficarão definitivamente no espaço.

No primeiro piso, entre as arcadas, o público poderá ver registros do cotidiano da Bahia durante as décadas de 1940 e 1950, em impressões medindo 1,5m de cada lado. Já na área dos restaurantes ‘Maria de São Pedro’ e ‘Camafeu de Oxossi’, diversas imagens compõem o ambiente, mostrando nuances da Bahia antiga, sobretudo personalidades e fotografias clássicas de Verger que emocionam baianos e turistas.

A ação Verger no Mercado Modelo é fruto de parceria entre a Fundação Pierre Verger e a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) e a Associação de Comerciantes do Mercado Modelo.

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Com texto de Hermano Vianna e da própria atriz, direção de Estevão Ciavatta e Hamilton Vaz Pereira, direção de produção de Pedro Tourinho, produção de Canella Produções e Map Brasil, figurino de Cláudia Kopke e cenário de Luiz Zerbini, Regina Casé estreia o espetáculo Recital da Onça no Espaço Cultural da Barroquinha, administrado pela Prefeitura através da Fundação Gregório de Mattos. O recital terá curtíssima temporada, com sessões nos dias 23, 24, 30 e 31 de janeiro, e 6 e 7 de fevereiro. Os ingressos variam entre R$ 50 e R$ 100, e estarão à venda no Sympla.

Uma das artistas mais plurais e importantes do Brasil, vida e obra de Regina Casé se mesclam com a história do país desde 1974, quando, ao lado de Hamilton Vaz Pereira, Alberto Soares, Luiz Arthur Peixoto e Daniel Dantas, criou o grupo teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone.

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Com o objetivo de incentivar nos cidadãos o hábito da leitura, a Prefeitura, por meio da Fundação Gregório de Mattos (FGM), lançou o Projeto Coreto Literário. As atividades são realizadas sempre aos sábados, das 16h às 17h. A próxima ação acontece neste sábado (22), na Praça Lord Cochrane, localizada na Avenida Garibaldi.

A ideia consiste em levar às praças públicas de Salvador livros, dinâmicas e brincadeiras para crianças e adultos se encantarem pelo universo da literatura. As ações do projeto ocorrem durante todo o verão, com apresentação de poetas, contos cantados, histórias contadas, além de brincadeiras educativas.

Nos espaços também há distribuição de livros, agentes da leitura interagindo com o público durante a leitura das histórias e desenvolvimentos das dinâmicas. Os interessados também podem trocar livros usados, que estejam em bom estado de conservação.

Locais – A Praça Conjunto Estrela, em Cajazeiras 11, foi a estreante do Projeto Coreto Literário, no último dia 15. Outras nove praças ainda recebem as atividades dos programas: Lord Cochrane, na Avenida Garibaldi; da Revolução, em Periperi; Santo Antônio, localizada no Carmo; Vinícius de Moraes, em Itapuã; Nossa Senhora da Luz, na Pituba; do Plano Inclinado, na Liberdade; de Amaralina, em Amaralina; General Labatut, em Pirajá; e 2 de Julho, no Campo Grande.

 

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Organizado pela Fundação Gregório de Matos (FGM), o Festival Boca de Brasa – Origem e Conectividade começa neste sábado (15), com participação especial da cantora Margareth Menezes. O show da cantora baiana e demais atividades da programação cultural acontecem a partir das 10h, no Espaço Cultural Boca de Brasa Subúrbio 360, em Vista Alegre. Estará presente no evento o vice-prefeito Bruno Reis.

Com direção-geral de Zeca de Abreu, o grande espetáculo terá apresentações em áreas de teatro, dança, música, poesia, grafite, entre outras linguagens. A ideia do diretor é que se forme um mosaico com os artistas, grupos e projetos do Subúrbio, Bairro da Paz, Cajazeiras e Candeal. Os mestres de cerimônia são o cantor e compositor Dão, e a atriz e cantora Denise Correia. O evento terá ainda uma segunda edição com a data a definir.

O Festival tem como objetivo valorizar e dar visibilidade às produções das oficinas realizadas nessas comunidades, tanto no Espaço Cultural Boca de Brasa do Subúrbio 360, primeiro construído pela Prefeitura, quanto através dos projetos contemplados pelo edital da FGM, através dos quais instituições culturais da cidade receberam financiamento por um ano e adotaram o nome do projeto. São eles Pracatum (Candeal); Avançar - da Santa Casa de Misericórdia da Bahia (Bairro da Paz); e JACA - Juventude Ativista de Cajazeiras (Cajazeiras).

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Concertos, desfiles de blocos de percussão, teatro musical de rua e roda de samba, farão parte da programação deste final de semana (15 e 16) do Pelourinho Noite e Dia. O projeto, que é coordenado pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), por meio da Diretoria de Gestão do Centro Histórico, possibilita aos baianos e turistas desfrutarem de mais opções de lazer e entretenimento nesta região da cidade.

Os grupos Meninos da Rocinha do Pelô, Tambores e Cores, Kizumba e a Banda Didá, blocos de percussão oriundo do Centro Histórico, farão um desfile pelas ruas do Pelourinho, no sábado (15), às 17h, saindo da praça Terreiro de Jesus. Ainda no sábado, às 19h, no Largo do Pelourinho, acontecerá um teatro musical de rua sobre o escritor Jorge Amado, com trilha sonora de Gerônimo Santana. O espetáculo começa no “velório de Quincas Berro D’água” e termina no “cabaré da Zazá”. Finalizando a programação do dia, às 20h, será realizado o Viradão do Samba, com apresentações em três pontos diferentes – Praça da Sé, Largo do Pelourinho e Rua das Laranjeiras, respectivamente com o cantor Jotazo, o Grupo Bambeia e Samba de Verdade.

A programação continua no domingo (16), a partir das 11h30, na Catedral Basílica localizada no Largo Terreiro de Jesus, com a apresentação do Polo de Orquestras do Pelô (Popelô). A partir das 12h30, acontece, mais uma vez, o desfile com os grupos de percussão saindo da Praça Terreiro de Jesus.

Toda essa programação, que segue animando a região até fevereiro, faz com que as pessoas passem a frequentar mais o Centro Histórico de Salvador, estimulando o comércio e o turismo local, possibilitando geração de emprego e renda. É essa a avaliação da gerente de um dos mais tradicionais bares do Pelourinho, O Cravinho. “Ter eventos aqui no Centro Histórico, além de valorizar a nossa cultura, fortalece o nosso comércio, pois faz com que as pessoas, sejam elas baianas ou turistas, tenham mais atrativos para frequentar o espaço. Consequentemente, esse público acaba se dirigindo até as lojas, bares e restaurantes”, afirma Lucimeire Gomes.

A programação cultural, segundo a gerente, tende a aumentar ainda mais o fluxo de vendas no bar, que já apresenta maior movimentação em razão da alta estação. “É notório o crescimento do movimento aqui no bar. Tem momentos que entope de gente. É uma correria, mas conseguimos da conta de tudo”, declara Lucimeire.

Turista do Rio de Janeiro, Maria Eugênia, de 55 anos, que vem a Salvador com frequência neste período do ano, não perde a oportunidade de visitar o Centro Histórico. “Esse lugar tem uma história muito forte e que não pode ser esquecida, nem deixada de lado. Eu sei que algumas pessoas têm preconceito com o Pelourinho, e fazer eventos aqui é valorizar o local e a cultura dos baianos, além de ser importante para trazer as pessoas para cá para desfrutarem mais das belezas da Bahia”, afirma.

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Desde o mês de agosto, cerca de 280 estudantes de escolas públicas municipais tiveram a oportunidade de visitar e conhecer a história de monumentos históricos de Salvador, através do circuito Reconectar, que possibilita o acesso e divulgação de informações sobre os monumentos públicos da cidade, promovendo a construção de valores e pertencimento a essas obras. O projeto faz parte do Salvador Memória Viva, programa de educação patrimonial da Fundação Gregório de Mattos (FGM).

Através das 54 de placas QR Code que foram instaladas em monumentos públicos como as estátuas de Zumbi dos Palmares, Padre Norberto, Castro Alves e a Cruz Caída, os estudantes, usando aplicativo de leitor de leitor para celulares e tabletes, têm acesso a informações em três línguas (português, inglês e espanhol) sobre os monumentos e seus homenageados. As instalações foram e são realizadas em consonância com a disponibilidade da Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal), que pretende instalar as placas em todos os monumentos públicos da cidade.

Somente em 2018, cerca de 17 monumentos já foram recuperados pela FGM, dentre eles o Conjunto de escultura Tulipas; Conjunto de escultura Valentinas; Conjunto de escultura Altivas; Estátua João Ubaldo Ribeiro; Estátua de Jesus – O Salvador; Caboclo, cabocla e carruagens; Panteão de Pirajá; Herma de Labatut; Meninas do Brasil; Estátua J. J. Seabra; Painel de Carybé; Marco 4° Centenário de Salvador; Chafariz do Senhor do Bonfim; Estátua Visconde de Cairu; Monumento à Riachuelo; Castro Alves; e Chafariz do Terreiro de Jesus.

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A gastronomia como patrimônio cultural de Salvador será debatido no último encontro de 2018 do “Patrimônio É...”, a ser promovido pela Fundação Gregório de Mattos (FGM) nesta terça-feira (11), às 18h, no Espaço Cultural da Barroquinha. O evento é gratuito e aproveita justamente o mês que engloba o caruru de Santa Bárbara e os festejos de fim de ano na cidade.

Com o tema “Gastronomia: patrimônio à mesa”, a roda de conversa terá as participações de Piri (Jailton Fernandes), mestre em formação de jovens para gastronomia e proprietário do Boteco do Piri; Vilson Caetano, professor da Escola de Nutrição da Ufba e que vem desenvolvendo pesquisas na área de Antropologia das populações afro brasileiras, alimentação e cultura; e Leila Carreiro, dona do restaurante Dona Mariquita, que tem como proposta resgatar as comidas típicas regionais servidas nas feiras livres da Bahia. A mediação fica por conta de Dalton Soares, repórter da TV Bahia e apresentador do quadro Panela de Bairro.

Preservação cultural – O Patrimônio É... é um projeto do Salvador Memória Viva, programa de atividades de proteção e estímulo à preservação dos bens materiais e imateriais do município. Desenvolvido pela FGM, aborda a questão do patrimônio cultural em diálogo com a história, memória, arquitetura, espaço público, educação, gestão e economia da cultura. Além de manter uma pauta fixa mensal para o tema, promove a educação patrimonial, colabora no direcionamento das ações dos institutos de tombamento e registro, bem como das instâncias de salvaguarda, e instrumentaliza a política municipal para atuar na valorização da memória histórica da cidade.

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