Reportagem: Eduardo Santos / Secom PMS
Quatro espetáculos que unem história, música e teatro integram a programação da última semana do Festival da Primavera, evento promovido pela Prefeitura de Salvador durante todo o mês de setembro. A programação completa do festival pode ser conferida no site do evento FestivaldaPrimavera.
Um resgate histórico que mistura emoção, cultura e ciência à magia do teatro. É essa a premissa de "Anjo Preto de Branco", que estará em cartaz no sábado (27), às 16h, e no domingo (28), às 10h, no Mafro – Museu Afro-Brasileiro, localizado no prédio da Faculdade de Medicina, no Terreiro de Jesus. O espetáculo, dirigido por Leno Sacramento, narra a história do professor Juliano Moreira, considerado o pai da psiquiatria brasileira.
"Juliano foi uma criança preta de 14 anos quando ingressou na Faculdade de Medicina e, mesmo em meio ao racismo da época, foi considerado um gênio que revolucionou os protocolos de cuidados no tratamento de doenças mentais para pessoas negras no Brasil", destaca o diretor, na chamada do espetáculo.
Também na programação do festival, o show "Lama Preta", do cantor e compositor Rafique Nasser, acontece às 20h desta quinta-feira (25), na Casa Rosa, no Rio Vermelho. O espetáculo traz canções autorais e releituras de músicas da cultura popular, em homenagem aos trabalhadores das águas e dos manguezais da Bahia. A apresentação faz parte do projeto “Quinta da Casa”. Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia), e podem ser adquiridos no Sympla (https://linktr.ee/casarosasalvador)
Em cartaz de sexta (26) a domingo (28), no Teatro Gregório de Mattos, na Praça Castro Alves, o espetáculo "O Erê" volta a ser encenado em Salvador na esteira do aniversário de 35 anos do Bando de Teatro Olodum e é mais uma atração cultural deste último final de semana do Festival da Primavera. Criada como um libelo em favor das vidas negras, contra o racismo e a violência contra a população negra, a peça foi concebida por Lázaro Ramos.
Dirigido por José Carlos Arandiba, mais conhecido como Zebrinha, e Cássia Valle, o espetáculo ganhou uma releitura baseada no contexto brasileiro atual. As sessões acontecem às 19h na sexta e sábado, e às 18h no domingo. Ainda há ingressos disponíveis para o sábado e domingo, nos valores de R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia).
Atriz e diretora do espetáculo, Cássia Valle lembra que "O Erê" marca os 35 anos do Bando de Teatro Olodum. "É uma celebração histórica da companhia, sua memória, seu repertório e seu legado nas artes negras em Salvador. O espetáculo é um manifesto de denúncia do racismo, da violência contra pessoas negras, sobretudo jovens, e uma afirmação de que vidas negras são sagradas. Não é só arte, mas resistência”, diz.
"Chame Gente", por sua vez, conta a história de dois amigos que começam o carnaval na quinta e vão até a Quarta-Feira de Cinzas. Segundo o ator Danilo Cairo, que integra o elenco ao lado de Leandro Santolli, o espetáculo é um grande folguedo carnavalesco, construído em homenagem aos 40 anos da axé music e aos 75 anos do trio elétrico.
"O 'Chame Gente' é um carnaval em cada esquina, é um espetáculo feito por nós, que somos carnavalescos apaixonados e resolvemos colocar no palco do teatro histórias sobre o nosso carnaval. É uma grande festa, uma grande comédia, onde a gente brinca e se emociona, porque as pessoas riem, elas choram de rir e também se emocionam com tantas coisas que acontecem com a gente durante os sete dias de carnaval", afirma o artista. "Chame Gente" estará em cartaz no domingo (28), a partir das 17h, no Espaço Cultural da Barroquinha.
Um encontro entre diferentes gerações de artistas baianos marcou a noite desta sexta-feira (4), no Largo do Campo Grande, como parte das comemorações pelo 2 de Julho, data da Independência do Brasil na Bahia. Quem comandou a festa foi o cantor Gerônimo Santana, que contou com a participação de Juliana Ribeiro, Ana Mametto e Andrezza – uma das revelações do Programa Boca de Brasa, da Fundação Gregório de Mattos (FGM).
O espetáculo, marcado pela mistura de timbres e ritmos, reuniu sucessos da carreira de Gerônimo, a exemplo de ‘Menino do Pelô’, ‘É D’Oxum’, ‘Agradecer e abraçar’ e ‘Eu Sou Negão’, intercalados com trechos sobre a história da Independência contados por ele. Também fizeram parte do repertório canções de outros artistas, a exemplo de ‘Ouro de Mina’, de Djavan, e ‘Fogo e Paixão’, de Wando, além de músicas conhecidas nas vozes das cantoras convidadas.
“Uma das melhores coisas que o povo da Bahia descobriu é que a grande festa que se comemora é essa. O Brasil todo deveria fazer um grande festival. E junto com a minhas convidadas, vamos expressar o nosso coração patriota”, destacou Gerônimo.
O show integra a programação organizada pela Prefeitura de Salvador, através da FGM e da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), que movimenta diferentes regiões da cidade até o dia 13 de julho. A agenda inclui música, teatro e festival de fanfarras, além da tradição em torno das figuras do Caboclo e da Cabocla, símbolos da luta pela Independência.
O presidente da FGM, Fernando Guerreiro, afirma que a participação do cantor baiano já virou tradição. “É maravilhoso ter Gerônimo mais uma vez, porque ele é um artista genuinamente baiano, um dos pais da axé music. Já é uma tradição e tem tudo a ver com o 2 de Julho, dando continuidade a essa programação diversificada”, disse.
Para a sambista e historiadora Juliana Ribeiro, a apresentação tem um significado especial. “É um lugar de força e de retroalimentação. Eu venho aqui cantar para os caboclos, pela Independência e a nossa luta, que é negra, indígena, feminina, é feminista e trans. Maria Quitéria é a primeira heroína trans desse Brasil. E eu saio daqui fortalecida. Tem um peso tão grande entender que a gente faz parte dessa história do Brasil, fez a independência desse país e que isso é nosso. É um lugar onde a gente se reconhece. E fazer música nesse lugar é empoderador”, declarou.
A cantora Ana Mametto também compartilha da emoção de ser mulher e estar presente no 2 de Julho. “É tão importante a gente exaltar nossa cultura, trazer a nossa história, a importância do 2 de Julho para o Brasil e colocar a Bahia no lugar que ela merece. Se o Brasil é independente, é por conta da Bahia, das mulheres baianas, que a gente não pode esquecer da importância da colaboração da mulher para a Independência. E Gerônimo chamar três mulheres para trazer música, leveza e força para o palco, foi um privilégio”, afirmou.
Encontro de gerações – A cantora Andrezza, que foi uma das participantes do Programa Boca de Brasa em 2023 e do Acelera Boca de Brasa no ano passado, destacou a emoção de dividir o palco com ídolos da música baiana. Ela revela a importância desta troca de experiências para a carreira musical.
“São artistas que eu já acompanho há muito tempo, referências para a nova geração. É a história viva da Bahia acontecendo do nosso lado, então estar com essas pessoas no palco, trocando energia, sentindo essa vibração, é muito mágico. Se eu dissesse para a Andrezza de dois anos atrás que estava pensando em mudar para Salvador e iria participar do show de Gerônimo, não ia acreditar”, salientou.
Programação – A grade de atividades dos festejos, iniciada no dia 28, inclui desfile de fanfarras, concurso de fachadas decoradas, homenagem aos heróis da Independência, cerimônias cívicas, encontro de filarmônicas, espetáculo de dança, teatro e shows musicais.
Neste sábado (5), a partir das 18h, será realizada a Volta dos Caboclos, do Campo Grande até a Lapinha. A programação terá ainda a Festa de Labatut, no final de linha de Pirajá, de 11 a 13 de julho; o 3º Festival de Fanfarras e Balizadores, na Praça do Campo Grande, no sábado (12), às 8h; e uma missa na Igreja de São Bartolomeu, em Pirajá, no domingo (13).
Reportagem: Ascom FGM
Um dos momentos mais marcantes da festa da Independência do Brasil na Bahia, após o desfile principal do 2 de Julho, é a tradicional Volta da Cabocla. O evento acontece neste sábado (5), a partir das 18h, e as carruagens e imagens do Caboclo e da Cabocla, que ficaram três dias expostas para devoção e contemplação popular na Praça 2 de Julho, no Campo Grande, voltam em cortejo até o Pavilhão 2 de Julho, na Lapinha, fazendo o percurso inverso do dia 2.
O diretor de Artes e Fomento Cultural da Fundação Gregório de Mattos (FGM) e coordenador da festa, George Vladimir, conta que, para muitos, a volta é mais emocionante do que a ida dos caboclos ao Campo Grande. "A ação ficou popularmente conhecida como 'A Volta da Cabocla', uma festa alegre, divertida, um carnaval fora de época. Se a vinda é mais solene, com caráter místico, religioso e cívico, a volta é uma grande alegria, marcada pela dança. Eles voltam para o pavilhão sob aplausos e a comoção geral do público. É o meu momento preferido", confessa.
Além disso, Vladimir destaca a homenagem ao maestro Reginaldo de Xangô, criador espontâneo da tradição de se ter uma orquestra dançante para levar a cabocla de volta, há mais de três décadas. "Sua filha Rita deu continuidade a essa tradição e nós, da Fundação, preservamos essa memória, essa tradição, sempre trazendo a Orquestra Maestro Reginaldo de Xangô. Rita é uma defensora e uma guardiã dessa tradição", declara.
Rita Barbosa está à frente da orquestra e não esconde a emoção de levar adiante o legado do pai. "Esse momento é importante, porque é uma celebração que envolve a minha ancestralidade, tanto pela memória do Maestro, como pela minha religiosidade – eu não sei explicar porque eu me sinto tão forte quando estou perto dos meus Caboclos, como costumo dizer. Saber que este legado deixado pelo meu pai é mantido e que eu procuro fazer como aprendi com ele, e estando à frente desses músicos, homens que se colocam à disposição desse movimento histórico e cultural, é gratificante e emocionante", relata.
Para ela, a chegada na Lapinha dá uma sensação de dever cumprido e que eles aceitaram a festa. "É indescritível. E esse ano a surpresa será por conta do aumento no número de músicos. Teremos duas bandas, com 60 pessoas, e em cada local que passamos do trajeto há um significado que nos faz tocar determinadas músicas. Quem estiver na procissão, verá".
Pertencimento – Neste ano, o tema dos festejos da Independência do Brasil na Bahia é “Eu sou o 2 de Julho”, uma referência à identidade e ao pertencimento do povo baiano na luta pela independência. A programação completa na capital baiana - organizada pela Fundação Gregório de Mattos (FGM) - movimenta diferentes regiões da cidade até o dia 13 de julho.
Entre os dias 11 e 13 de julho, acontece a Festa de Labatut, no final de Linha de Pirajá. No dia 12, o Campo Grande será palco do 3º Festival de Fanfarras e Balizadores, a partir das 8h. No domingo, encerrando a programação, a partir das 8h, acontece uma missa na Igreja de São Bartolomeu, em Pirajá.
Reportagem: Ana Virgínia Vilalva/Secom PMS
A programação do São João promovido pela Prefeitura de Salvador neste fim de semana terá forró, DJ e cortejo junino. O “Arraiá da Prefs 2025 – O São João do Coração da Cidade”, um projeto que envolve a Rua Chile e a Praça Municipal, começa nesta sexta-feira (6) e segue até 18 de junho, sempre das 17h às 22h, com acesso gratuito.
Neste fim de semana, um cortejo dará início às festividades, seguido do DJ Junino e, depois, da banda Forró da Gota. O baixista do grupo, Tomaz Loureiro, comentou sobre as expectativas para o arraiá.
"Ficamos muito felizes e honrados pelo convite para abrir o Arraiá da Prefs este ano. Para nós do Forró da Gota, é uma alegria enorme participar de uma festa popular, feita na rua e para o povo. Tocamos forró o ano inteiro, mas nesse período junino tem um sabor especial. É quando o nosso trabalho ganha ainda mais sentido. Preparamos um show bonito, com muito carinho e chamego, para celebrar essa tradição tão querida", afirmou Loureiro.
Até 18 de junho serão diversas atrações. Entre os destaques da programação estão o Cortejo Junino, com mais de 200 artistas em desfiles performáticos pelas ruas do Centro; o Palco Coreto do Forró, com trios nordestinos e bailes dançantes; a Arena Arromba Chão, com apresentações de quadrilhas, samba junino e aulas de forró; além de barracas de comidas típicas, espaço infantil com fazendinha cenográfica e áreas instagramáveis.
"É uma alegria estar participando da programação de São João como coreógrafa da Ala dos Juninos! O São João é uma das festas mais ricas da nossa cultura, cheia de cores, danças, tradições. E é justamente isso que a nossa cia quer trazer para as famílias: a magia do São João de forma lúdica, divertida e cheia de conteúdo, para que crianças e adultos possam se encantar juntos”, disse Kika Tochetto, da Cia de Dança, uma das atrações da festa.
O Arraiá da Prefs 2025 é promovido pela Secretaria de Cultura e Turismo (Secult). O evento tem direção artística da Fundação Gregório de Mattos (FCM) e conta com a parceria da Diretoria de Iluminação (Dsip), da Empresa Salvador Turismo (Saltur) e da Associação da Rua Chile.
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DO PRIMEIRO FIM DE SEMANA
SEXTA-FEIRA (6)
- ARENA ARROMBA CHÃO - PRAÇA MUNICIPAL
17h às 19h - DJ SCHLANG
- CORTEJO JUNINO - RUA CHILE
19h às 20h
- CORETO DO FORRÓ - PRAÇA MUNICIPAL
20h às 22h - FORRÓ DA GOTA
SÁBADO (7)
- ARENA ARROMBA CHÃO - PRAÇA MUNICIPAL
17h às 19h - DJ PRETA
- CORTEJO JUNINO - RUA CHILE
19h às 20h
- CORETO DO FORRÓ - PRAÇA MUNICIPAL
20h às 22h – FATEL
DOMINGO (8)
- ARENA ARROMBA CHÃO - PRAÇA MUNICIPAL
17h às 19h - DJ PRETA
- CORTEJO JUNINO - RUA CHILE
19h às 20h
- CORETO DO FORRÓ - PRAÇA MUNICIPAL
20h às 22h - FLOR DE IMBUIA
Na última sexta-feira (25), na comunidade de Nova Brasília de Valéria, a Biblioteca Municipal Nair Goulart virou palco de risadas e descobertas com o Teatro de Fantoche. O projeto é desenvolvido pela Gerência de Bibliotecas e Promoção do Livro e Leitura da Fundação Gregório de Mattos (FGM).
Aberto ao público e pensado especialmente para as crianças da região, o evento trouxe uma apresentação lúdica baseada no livro “Boca de Cena”, de Cleise Furtado Mendes, celebrando o Dia Nacional do Livro Infantil. As histórias dialogam com o universo das crianças, mas sem deixar de lado temas importantes como diversidade, violência e cidadania.
Idealizado pela própria equipe da biblioteca, o projeto tem como missão despertar nas crianças o gosto pelos livros. "A maioria delas já frequenta o espaço, mas muitas vezes só vão ao computador, não pegam um livro. A ideia é mudar isso com arte e afeto", explicou o bibliotecário e coordenador do espaço, José Antônio Nascimento.
Papel social da biblioteca – A recepcionista Neidjani Teles, que também ajudou na organização, destacou a força da comunidade. "Como eu moro aqui há muito tempo, conheço as mães, chamei uma por uma. Foi um trabalho conjunto, de coração".
Cris Lane Lima, moradora da região há 25 anos, se emociona ao ver a filha Lara, de 10 anos, encantada com os livros. “É muito bom ter essa opção para tirar as crianças do celular. Sempre que tem evento eu venho, ela adora”, contou, enquanto a pequena assistia atenta à apresentação.
A conexão afetiva com o espaço é tanta que, mesmo morando longe, a jovem Ana Carolina, também de 10 anos, diz que lá a diversão é garantida. “Sempre que venho, passo na biblioteca. Gosto dos livros, das fotos, da forma como explicam. É muito legal”.
A ação reforça o papel social da biblioteca como um lugar vivo, que vai além do silêncio e das estantes. Seja com fantoches, oficinas de reciclagem ou contações de histórias, o espaço promove um encontro real entre cultura e comunidade.
Reportagem: Nilson Marinho e Lucas Vieira/Secom PMS
Uma programação especial, gratuita e aberta ao público vai marcar a 100ª reunião ordinária do Conselho Municipal de Política Cultural (CMPC), a ser realizada nesta terça-feira (29), a partir das 17h, no Espaço Cultural da Barroquinha. As atividades incluem roda de conversa, posse de novos conselheiros, entrega de moções ao Ilê Aiyê e à rapper Tina Bee, além do pocket show da cantora Graça Onasilê.
A mesa de abertura vai contar com a presidenta da Fundação Nacional das Artes (Funarte), Maria Marighella; a vice-prefeita e secretária de Cultura e Turismo de Salvador, Ana Paula Matos; o presidente da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Fernando Guerreiro; e o presidente do CMPC, Romário Almeida.
“O debate com a sociedade civil é fundamental para a construção de políticas públicas consistentes que, de fato, transformem a vida dos cidadãos de Salvador. A centésima reunião é um marco, que evidencia a importância do controle social na construção da Salvador que queremos. Tenho a absoluta convicção que será um encontro de muita escuta, em que poderemos debater ideias importantes, para aprofundar as políticas públicas culturais em nossa cidade”, enfatiza Ana Paula Matos.
O presidente da FGM destaca o histórico do CMPC, que se adaptou ao momento de pandemia para não interromper as atividades. “Chegar à centésima reunião e à quinta gestão do Conselho Municipal de Política Cultural é uma conquista muito significativa. Isso mostra o quanto o Conselho tem se mantido atuante e comprometido com a cultura da nossa cidade, sem interrupções, nem mesmo durante a pandemia, quando chegamos a realizar duas reuniões por mês. Quero destacar o papel fundamental do Conselho no apoio e na construção das políticas culturais da Fundação Gregório de Mattos e do município de Salvador”, salienta Guerreiro.
Ações contínuas – Dos 5.570 municípios brasileiros, apenas 790 possuem conselhos de cultura implementados, segundo dados do Sistema Nacional de Cultura (SNC). Apesar do registro inicial, não há informações detalhadas sobre quantos conselhos se mantêm ativos. Diante deste cenário, o Conselho Municipal de Política Cultural de Salvador se torna referência no que diz respeito à regularidade das ações e da participação social.
“O Conselho Municipal de Política Cultural é um elo importante do Sistema Municipal de Cultura, pois representa a participação social e fiscalização das políticas executadas para a cidade. Chegar à reunião de número 100, tendo mantido as atividades inclusive durante a pandemia da Covid-19, expressa o compromisso dos agentes culturais que compõem este colegiado ao longo desses anos de existência. Neste momento de celebração, a gente comemora o empenho e as conquistas de todos os conselheiros e conselheiras que contribuíram para essa trajetória”, revela Romário Almeida.
Funcionamento – O Conselho Municipal de Política Cultural de Salvador foi criado pela Lei 8551/2014 – que instituiu o Sistema Municipal de Cultura (SMC), do qual o CMPC faz parte – e iniciou as atividades dois anos depois, exercendo funções consultivas, normativas, deliberativas e fiscalizadoras da política cultural da capital baiana. Há nove anos atua em Salvador de forma ininterrupta e está na quinta gestão, relativa ao biênio 2024-2026.
É um órgão colegiado de composição tripartite, que conta com 30 conselheiros, divididos em representantes do poder público e sociedade civil. Do total, são dez representantes dos segmentos artístico-culturais de artes visuais, audiovisual, circo, culturas identitárias e inclusivas, cultura popular, dança, literatura, música, patrimônio material e imaterial e teatro, que são eleitos pela sociedade civil; dez representantes territoriais, também eleitos; e dez representantes do Poder Público Municipal, que são indicados pelo prefeito.
Entre as competências do CMPC, estão: propor normas e diretrizes pertinentes às finalidades e aos objetivos do Sistema Municipal de Cultura; propor diretrizes gerais, acompanhar e fiscalizar a execução do Plano Municipal de Cultura; acompanhar a execução dos projetos culturais da Administração Municipal e de projetos da sociedade civil, apoiados pela FGM; propor as diretrizes para as políticas setoriais de cultura; propor, acompanhar e fiscalizar a aplicação dos recursos destinados à cultura em Salvador; apoiar a descentralização de programas, projetos e ações e assegurar os meios necessários à execução e à participação social relacionada ao controle e fiscalização, entre outros.
Programação:
17h - Mesa de abertura com a presidenta da Fundação Nacional das Artes (Funarte), Maria Marighella, a vice-prefeita e secretária de Cultura e Turismo de Salvador, Ana Paula Matos, o presidente da Fundação Gregório de Mattos, Fernando Guerreiro, e o presidente do CMPC, Romário Almeida;
17h40 - Ato de posse dos novos conselheiros;
18h - Roda de conversa com o atual presidente e os ex-presidentes do CMPC;
18h40 - Entrega da moção a Vovô do Ilê (pelos 50 Anos do Ilê Aiyê) e à rapper Tina Bee;
19h - Pocket Show de Graça Onasilê.
Texto: Ascom/FGM
Nesta quarta-feira (23), assim como em todas as quartas-feiras do ano, oito equipamentos culturais administrados pela Prefeitura de Salvador terão entrada gratuita. São eles: a Casa do Carnaval da Bahia, Casa do Rio Vermelho, Cidade da Música da Bahia, Casa das Histórias de Salvador, Memorial 2 de Julho, Galeria Mercado, Espaços Carybé e Pierre Verger. Na programação do dia, terá oficinas, visitas mediadas, jogos e outras atividades para explorar a arte, a cultura e a história da cidade.
Confira a programação dos equipamentos:
Casa do Carnaval da Bahia – A Casa do Carnaval, no Pelourinho, vai funcionar das 9h às 16h (última entrada às 15h). Lá vai ter a oficina ‘Mosaico de Lantejoulas', às 14h.
Casa do Rio Vermelho – A casa do icônico casal de escritores Jorge Amado e Zélia Gattai, na Rua Alagoinhas, 33, vai funcionar das 9h às 17h (última entrada às 16h). No local, acontecerá um Passeio no Jardim Memorial do Amor, às 10h30 e às 15h.
Cidade da Música da Bahia – A Cidade da Música, no Comércio, vai ficar aberta das 9h às 17h (com a última entrada às 16h). Lá vai acontecer uma Batalha de Rap/Trap às 15h.
Casa das Histórias de Salvador e Galeria Mercado – A Casa das Histórias de Salvador, na Rua da Bélgica, vai funcionar das 9h às 17h (última entrada às 16h) e a Galeria Mercado, no Mercado Modelo, ficará aberta das 9h às 16h30 (última entrada também às 16h), ambas ficam no Comércio. Para visitar a Galeria Mercado, é preciso ficar atento. Os ingressos gratuitos são liberados no próprio dia, uma hora antes da abertura do equipamento. As vagas são limitadas por lotes para evitar filas grandes.
Memorial 2 de Julho – O Memorial 2 de Julho, no bairro da Liberdade, funcionará das 9h às 17h (última entrada às 16h). No local, vai ocorrer o Você No Dois de Julho, às 15h.
Espaços Carybé e Pierre Verger – Os Espaços Carybé das Artes, no Forte São Diogo, e Pierre Verger da Fotografia Baiana, no Forte Santa Maria, ambos na Barra, vão funcionar das 9h às 17h (última entrada às 16h). Nos locais, terá uma Visita Mediada, às 11h, 14h e 15h.
Texto: Ana Virgínia Vilalva / Secom PMS
O SalCine Cursos, iniciativa da Prefeitura Municipal de Salvador através da das secretarias Municipais de Cultura e Turismo (Secult) e Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (Semdec), está com inscrições abertas até o próximo dia 19 para o curso em Produção Executiva. Ao todo, serão oferecidas 20 vagas e a carga horária é de 120 horas. O processo é gratuito e os candidatos podem se inscrever através do link https://salvadorcriativa.salvador.ba.gov.br/cursos/.
O curso é realizado em parceria com o Senai Cimatec e integra o segundo ciclo de formações do programa. As aulas acontecerão de maio a agosto de 2025, no turno da noite, em formato híbrido, na sede do Senai Cimatec, na Avenida Orlando Gomes, em Piatã. É necessário ser maior de 18 anos, residir em Salvador e ter ensino fundamental completo para concorrer às vagas.
Para a gestora de Audiovisual da Secult, Milena Anjos, o curso em Produção Executiva é um dos mais importantes da cadeia produtiva. “O produtor executivo é responsável por transformar roteiros em realidade, buscando apoios, patrocínios e viabilizando projetos como filmes, séries e videoclipes. A nova turma de Produção Executiva reforça nosso compromisso, ampliando as possibilidades de capacitação e fortalecimento do audiovisual soteropolitano”, diz.
Ter experiência prévia e/ou conhecimento na área audiovisual ou em produção de atividades culturais serão pontos avaliados na seleção das vagas, bem como formação completa ou em andamento nas áreas de administração, cinema e audiovisual, produção de eventos, comunicação, produção cultural ou curso técnico em multimídia. No primeiro ciclo do SalCine Cursos, 61 alunos foram certificados, e 70% já estão atuando na área.
“Nosso principal objetivo é garantir qualificação e atualização profissional para o setor audiovisual de Salvador. Como essa é uma área que está em constante transformação, é essencial que os profissionais se mantenham atualizados para que talentos locais não precisem deixar a cidade por falta de oportunidades de formação”, completa Milena.
Mariana Inah, gestora da Indústria Criativa Senai Cimatec, destaca que o SalCine Cursos está construindo pontes entre o talento local e as oportunidades reais do mercado. “Salvador tem um potencial criativo enorme, e o Cimatec, como parceiro e executante do programa, tem orgulho de impulsionar essa potência por meio da inovação, da educação, da tecnologia e de uma visão voltada para o futuro da indústria do audiovisual”, diz.
O segundo ciclo do SalCine Cursos começou ainda em 2024, com a turma de Inglês para o Audiovisual, que certificou aproximadamente 20 profissionais da área, em parceria com a Casa de Cinemas Negros Chica Xavier. Também estão sendo realizadas uma série de oficinas como Produção de Set para Cinema, Atuação para Audiovisual e Direção Cinematográfica, que seguem até junho e são voltadas para realizadores negros de Salvador.
Texto: Ascom/Secult PMS
Uma cidade que exala musicalidade não poderia deixar de ter um espetáculo que entregue todo talento que o soteropolitano tem, durante o final de semana em que se comemora 476 anos de fundação. Com o comando do grupo ÀTTØØXXÁ, o show “A Benção Salvador” reuniu artistas da cena afro-baiana e nacional como Russo Passapusso, Sued Nunes, Larissa Luz, além de Rachel Reis, Cortejo Afro, o grupo de dança Afrobapho, e a cantora Pabllo Vittar em um dos cartões postais da cidade, a Praça Municipal, no Centro Histórico.
A apresentação, que teve duração de 2h30, foi dirigido por Gil Alves, outro talento da cidade, e levou centenas de pessoas à emoção logo no início do show, quando a artista Negafyah declamou um Manifesto cheio de potência e força. Após esse momento, o que se viu foi a diversidade musical invadir o palco em uma mistura inédita e exclusiva, que refletiu a diversidade da cidade, com influências que vão do pagotrap ao afrobeat, do samba reggae ao pop contemporâneo.
“É uma celebração à cidade, à diversidade, um show com o nome “A Benção, Salvador!” com diversos artistas que amam a cidade e que, com diversas propostas, puderam mostrar que Salvador tem muita baianidade. Aqui na Praça Municipal tudo está ocorrendo na paz, no amor, com harmonia, mostrando que Salvador tem força para todos os gêneros, tipos e gostos musicais”, declarou a vice-prefeita e secretária municipal de Cultura e Turismo (Secult), Ana Paula Matos.
Mais do que um show, “A Benção, Salvador!” foi uma celebração da ancestralidade e da potência criativa da capital baiana. Gil Alves explicou que cada momento do show foi uma homenagem à nova cena musical soteropolitana, tendo como participação Pabllo Vittar, que tem forte ligação com a cidade, reafirmando o compromisso com a inclusão e a celebração da diversidade LGBTQIAP+. “Salvador se destaca como um espaço de resistência e expressão, e este show é um tributo ao nosso espírito vibrante e plural”, pontuou.
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