Cultura

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Estão abertas as inscrições para o edital Prêmio Samba Junino, lançado pela Fundação Gregório de Mattos (FGM). Para preparar os interessados em receber recursos provenientes do edital, a FGM promoverá duas oficinas de orientação para elaboração de propostas. As oficinas auxiliarão os interessados a montar o projeto, tirar dúvidas a respeito do edital e a preencher o formulário de inscrição na plataforma virtual.

A primeira oficina acontece na próxima quarta-feira (28), às 17h, no Espaço Cultural da Barroquinha, para 30 pessoas. A segunda, com mais 30 vagas, será no dia 14 de março, às 17h, Teatro Gregório de Mattos. Os interessados devem se inscrever através do e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo., enviando nome, telefone para contato e grupo que representa. Através desse e-mail, os interessados receberão uma resposta de confirmação.

Já as inscrições para o edital devem ser feitas até o dia 4 de abril, pelo endereço eletrônico: www.premiosambajunino.salvador.ba.gov.br. O prêmio visa contemplar seis propostas que incentivem o fortalecimento, a manutenção e dinamização do Samba Junino no município de Salvador, além das suas formas de produção e reprodução, através da realização de ensaios, festivais, concursos, apresentações, “arrastões”, entre outras, no período junino, através de um aporte financeiro no valor de R$ 30 mil para cada projeto selecionado.

 

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Salvador é uma metrópole que possui a capacidade de se reinventar e encantar até mesmo os milhões de soteropolitanos que transitam diariamente pelas ruas, praças e regiões. No dia 29 de março, a Cidade da Música completa 469 anos de tradições e história, que podem ser conferidas em atrativos espalhados por diferentes locais e proporcionam, tanto a baianos quanto a turistas, um mergulho no passado e na cultura da primeira capital do Brasil.

Baía de Todos-os-Santos – Ela é a maior baía de águas tropicais do mundo e abriga 56 ilhas e praias paradisíacas desde o Porto da Barra (limite ao Norte) até a Ponta dos Garcez (ao Sul). Compreende pequenos pedaços do paraíso, a exemplo da praia de Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe, localizada na Ilha dos Frades. A localidade recebeu, em 2016, o selo internacional Bandeira Azul, título que a certifica como procedente em quesitos de Educação e Informação Ambiental; Qualidade da Água; Gestão Ambiental; e Segurança e Serviços.

Uma das rotas para chegar a este destino é pegar uma das escunas que saem diariamente do Terminal Náutico da Bahia, no bairro do Comércio, com preços a partir de R$60 por pessoa. A outra opção é seguir até o município vizinho de Madre de Deus, na Região Metropolitana de Salvador, onde há lanchas que fazem o trajeto regular ou fretado. Além disso, a Baía de Todos-os-Santos também abriga o Forte São Marcelo, que tem acesso pela região do Comércio. O equipamento possui 368 anos de história e é uma joia em meio à imensidão da baía.

Rio Vermelho – Conhecer o Cetro da Ancestralidade – Opo Baba N’Laawa, situado na Rua da Paciência, no boêmio bairro do Rio Vermelho, é entender a importância da obra para o fortalecimento das origens baianas. O cetro é símbolo da ancestralidade afro que concentra os princípios femininos e masculinos do universo nagô. A obra é do Mestre Didi e foi instalada no local tendo ao fundo a linha do horizonte do oceano, em direção à África.

Para se aprofundar na história do monumento, visitantes mais atentos podem usar o celular para fazer a leitura do selo QRCode localizado no equipamento. A tecnologia faz parte do projeto #Reconectar, da Fundação Gregório de Mattos (FGM), que busca ser um elo entre a história da Bahia, soteropolitanos e turistas.

Outro ponto alto é a nova orla do bairro, requalificada pela Prefeitura e que conta com pista de cooper, campo de futebol e os largos de Santana e da Mariquita, onde podem ser apreciados os acarajés mais famosos da cidade, além do clima boêmio que marca do Rio Vermelho. Bem pertinho, a Colônia de Pesca Z1 é palco da festa em celebração à orixá Iemanjá, no dia 2 de fevereiro.

Além de imergir na cultura de matriz africana, o visitante ainda tem como opção conhecer a Casa de Jorge Amado e Zélia Gattai, localizada na Rua Alagoinhas, 33. O espaço abriga 20 espaços temáticos com efeitos de som e interatividade, além de livros e objetos do cotidiano dos escritores mundialmente conhecidos.

Elevador Lacerda – É um dos equipamentos mais visitados e fotografados de Salvador. O elevador teve construção iniciada em 1869 e foi inaugurado em 8 de dezembro de 1873, com projeto concebido pelo engenheiro Antonio de Lacerda e construído pelo irmão Augusto de Lacerda. O Elevador Lacerda, que inicialmente foi denominado Elevador Hidráulico da Conceição, transporta os cidadãos a 63 metros de altura.

Além de ser um dos principais elos entre a Cidade Alta e Cidade Baixa, transportando cerca de 28 mil pessoas por dia, o equipamento proporciona uma vista espetacular da Baía de Todos-os-Santos. É possível apreciar no local o pôr do sol, meditar observando a paisagem que se mistura com elementos naturais e urbanos na parte baixa de Salvador ou, até mesmo, desfrutar de um sorvete com frutas da estação e sabor da Bahia na sorveteria tradicional instalada no local.

Administrado pela Prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), o ascensor funciona diariamente, entre 6h e 23h, de segunda a sexta-feira, e das 6h às 22h, aos sábados e domingos. A tarifa custa apenas R$ 0,15 e a viagem é quase expressa – dura apenas 30s.

Mercado Modelo – Quem visita Salvador e pensa em adquirir souvenirs para presentear amigos e familiares no retorno para sua terra natal, precisa conhecer o Mercado Modelo, centro de compras que reúne mais de 200 lojas e recebe, diariamente, uma demanda de aproximadamente 300 visitas. O espaço é um dos patrimônios culturais da cidade, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Requalificado recentemente e administrado pela Prefeitura, é possível encontrar no mercado peças trabalhadas em couro, argila e artesanatos das mais variadas formas além de produtos da terra, como pimenta. Por ser um centro que reúne elementos intrínsecos da capital baiana, o mercado atrai visitantes de todo o mundo.

Mas, além de ser surpreendente para os visitantes de outros estados ou nacionalidades, o Mercado Modelo também é uma ótima opção de visitação para os próprios soteropolitanos que buscam, por exemplo, apreciar uma boa moqueca de peixe – prato tradicional baiano e que é servido nos bares e restaurantes localizados no andar superior do centro de compras. Além disso, há uma série de atividades desenvolvidas no local como receptivo de baianas, apresentações musicais e performances de dança e teatro.

Cristo da Barra – O Monumento ao Cristo Nosso Senhor, também conhecido como Cristo da Barra, está localizado entre os bairros de Ondina e Barra. A escultura foi fruto de uma encomenda do conselheiro José Botelho Benjamim. Natural de Lençóis, Benjamim foi promotor na Comarca de Lavras Diamantinas e juiz da Comarca de Valença, que se estabeleceu em Salvador em 1898. Ao se converter ao catolicismo, resolveu presentear a cidade com um monumento em louvor a Cristo. 

A obra foi tombada em 2017, por ser um dos monumentos públicos que carregam em si a simbologia de pertencimento, valores e memória de determinado lugar ou grupo social. Outro argumento para ser enquadrado na Lei de Preservação ao Patrimônio Cultural do Município (Lei 8.550/2014) é a proximidade do centenário de existência da obra, o que reserva a ela mérito histórico e artístico. 

Quem gosta de passeios ao ar livre, tem como opção admirar Salvador por um outro ângulo no topo do morro onde está situado o monumento. Aproveitar a brisa à beira-mar e fazer piqueniques no gramado que se estende ao redor do local é um dos programas favoritos de muitos baianos aos finais de semana. O local ainda é um ponto estratégico para os apaixonados por música que se reúnem para cantar ao ar livre e encerram a programação com uma caminhada pelo belíssimo calçadão na borda marítima. Obras de requalificação, em andamento, vão tornar o local ainda mais agradável para os visitantes.

Igreja do Bonfim – Palco de uma das maiores manifestações populares de sincretismo e fé do Brasil – a Lavagem do Bonfim – a Basílica Santuário Senhor do Bonfim ou Igreja do Bonfim é mais um traço da herança da colonização portuguesa na Bahia. Milhares de devotos visitam a basílica durante todo o ano para amarrar fitinhas coloridas no gradil que circunda a igreja. A tradição teve início em 1809 e, segundo os fiéis, ajuda a conseguir alcançar metas e pedidos, concedidos através da fé.

O culto ao Nosso Senhor do Bonfim começou em 1745, quando a imagem do santo foi trazida pelo capitão português Teodósio Rodrigues de Farias, cumprindo uma promessa que fez depois de ter sobrevivido a uma forte tempestade. As homenagens, no entanto, iniciaram de fato em 1754, ano em que a imagem foi transferida da Igreja da Penha, em Itapagipe, para a própria igreja, construída na Colina Sagrada.

Segundo relatos históricos, a lavagem do adro da Basílica começou a partir dos moradores da região, que lavavam a igreja para deixá-la pronta para a Festa do Bonfim. Por conta da dança durante o cortejo até a basílica, a limpeza foi proibida, em 1889, pelo arcebispo Dom Luís Antônio dos Santos. Após a decisão, adeptos do candomblé começaram a fazer o cortejo para lavar as escadarias.

Pelourinho – Considerado o coração histórico e cultural da cidade, o Pelourinho é um dos principais pontos de visitação da cidade. Faz parte do conjunto arquitetônico colonial do Centro Histórico de Salvador, tombado pela Unesco como Patrimônio da Humanidade. O Pelô, como é carinhosamente chamado, conserva o calçamento em paralelepípedos, assim como os casarões coloniais em estilo barroco português. O nome refere-se a uma forma ou instrumento de jurisdição feudal, utilizado em terras brasileiras, para punir os negros escravos.

A localidade reúne diversos atrativos, desde a sede da primeira faculdade de Medicina do país, instalada na gestão do imperador D. Pedro II, assim como as igrejas da Ordem Terceira de São Francisco e de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos; a Fundação Casa de Jorge Amado e a Casa do Benin; e as sedes dos blocos afros e afoxés Olodum, Filhos de Gandhy e Didá. Também é possível apreciar a boa gastronomia do local com itens pitorescos, como o cravinho – bebida composta por infusão de cachaça, mel, cravo e limão.

Os visitantes também podem conferir a programação cultural promovida pela administração municipal, denominada Pelourinho Dia e Noite (www.pelourinhodiaenoite.salvador.ba.gov.br). A iniciativa envolve também uma série de ações para impulsionar o desenvolvimento social, econômico e de infraestrutura da região. Bem ao lado, na Praça da Sé, vale a visita à recém-inaugurada Casa do Carnaval – um museu tecnológico administrado pela Prefeitura que traz, no acervo, desde artigos pessoais de artistas locais até a história da festa, contada através de instrumentos audiovisuais.

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O Carnaval acabou e já deixou saudade, mas Salvador continua com uma agenda cheia para soteropolitanos e turistas. O Pelourinho Dia e Noite estreia no pós-Carnaval com novidades, já a partir desta sexta-feira (24), quando começa o projeto Chulas no Pascoal, com Roberto Mendes e convidados. A apresentação musical será das 20h às 21h30, na Cruz do Pascoal, e os primeiros convidados são Lazzo e Nego Fugido.

Todas as ações do Pelourinho Dia e Noite acontecem até o próximo dia 10, quando os eventos serão reajustados para se adequar ao período das chuvas, previsto para os meses de março e abril na capital baiana. As atrações são gratuitas. Confira abaixo a programação completa:

Circuito Jorge Amado - Saindo do Largo do Pelourinho, na sexta-feira (23/2, 2 e 9/3) acontece o espetáculo musical de rua “A Cidade da Bahia é Nossa - Circuito Jorge Amado”, a partir das 19h. Serão apresentadas seis cenas baseadas na obra de Jorge Amado, começando com o Velório de Quincas, em frente à Fundação Casa de Jorge Amado, no Largo do Pelourinho e termina no Cabaré do Zazá, montado na Cantina da Lua, no Terreiro de Jesus.

Concertos de Verão ao Ar Livre - Os concertos ao ar livre acontecem aos sábados (24/2, 3 e 10/3), das 17h às 19h, no Cruzeiro de São Francisco. Esta semana será com Sanbone Pagode Orquestra, sob regência do Maestro Hugo Sanbone, tendo como convidada a cantora Márcia Short. No próximo sábado (3/3), terá apresentação de Fred Dantas e no dia 10, será a vez da Orquestra de Câmara de Salvador (OCSal).

Ensaio de Portas Abertas - Nas Igrejas do Boqueirão, da Misericórdia e Nossa Senhora do Carmo acontece o Ensaio de Portas Abertas, das 10h às 12h e das 17h às 19h. O evento leva música para quem vai curtir o Centro Antigo de Salvador com orquestras baianas.

Nas segundas-feiras (26/2 e 5/3), das 17h às 19h, na Igreja do Boqueirão terá Sanbone Pagode Orquestra, com o maestro Hugo Sanbone.

Já nas quartas-feiras (28/2 e 7/3), também das 17h às 19h, na Igreja da Misericórdia, terá apresentação da Orquestra São Salvador, sob a regência do maestro Fred Dantas.

Aos sábados (24/2, 3 e 10/3), das 10h às 12h, na Igreja Nossa Senhora do Carmo, será a vez da Orquestra de Câmara de Salvador (OCSal), sob a regência do maestro Ângelo Rafael.

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Seis projetos que incentivem o fortalecimento, a manutenção e dinamização do samba junino em Salvador receberão, cada um, aporte financeiro no valor de R$ 30 mil, concedido pela Prefeitura, através da Fundação Gregório de Mattos (FGM). Os recursos serão transferidos através do edital Prêmio Samba Junino, lançado nesta terça-feira (20) pelo prefeito ACM Neto, no Espaço Cultural da Barroquinha, no Centro. O prêmio contempla formas de produção e reprodução, através da realização de ensaios, festivais, concursos, apresentações, “arrastões”, entre outras.

Conforme descrito no edital, serão priorizadas as propostas oriundas de grupos, federações, entidades e coletivos de samba junino, a serem realizadas nos bairros onde tradicionalmente já acontece a manifestação dessa expressão cultural, em conformidade com o Decreto 29.489/2018. O período de execução dos projetos, incluindo a fase de pré-produção, será entre 1º de junho e 31 de julho deste ano. As inscrições podem ser feitas a partir de segunda-feira (19) até 4 de abril, pelo endereço eletrônico www.premiosambajunino.salvador.ba.gov.br.

Surgido na década de 1970, o samba junino já é considerado Patrimônio Cultural de Salvador. O reconhecimento está registrado no Decreto 29.489/2018, publicado no Diário Oficial do Município (DOM) do último dia 8. “Não se encontra em nenhum outro lugar, a diversidade e riqueza cultural daqui. É algo que vem do gueto e que transcende os limites territoriais de Salvador, alcançando o mundo. Por isso, tenho levado a sério, nos últimos cinco anos, a reestruturação da política cultural”, afirmou ACM Neto.

Com essa ação, além de valorizar o trabalho dos músicos e grupos, a Fundação colabora com o reconhecimento e organização desse movimento cultural. O presidente da FGM, Fernando Guerreiro, avaliou que esta iniciativa homenageia uma produção cultural genuinamente soteropolitana. “Esse é um momento histórico por ser o primeiro registro de patrimônio cultural da cidade, e começamos pelo samba junino entendendo que esse é um movimento que acontece há muito tempo e precisa de apoio e organização. Esse é um dos movimentos mais importantes da cidade”, observou.

Registro e história – Conforme a Lei 8.550/2014, o Registro Especial Cultural é aplicado aos bens culturais de natureza imaterial, inclusive aqueles comumente designados como eventos, passíveis de verificação no plano material por suas práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas, modos de fazer e instrumentos, objetos, artefatos e lugares associados. O registro funciona para o patrimônio imaterial como o tombamento para o patrimônio físico.

De acordo com pesquisas realizadas pela gerente de Patrimônio Cultural da FGM, Magnair Barbosa, o samba junino surgiu em torno das casas de candomblé de Salvador, no bojo da religiosidade popular, presente nos terreiros e em muitas festividades de matriz africana nas festas de caboclo. As manifestações são iniciadas ainda na chamada “queima de Judas”, no sábado de Aleluia, com encerramento nos festejos ao 2 de Julho – incluindo nesse período as rezas direcionadas aos santos juninos: Santo Antônio, São João e São Pedro.

O samba junino representa, então, uma expressão cultural genuinamente soteropolitana, marcado pela rítmica do samba duro, disseminada há pelo menos 40 anos em diversos bairros de Salvador. Serviu como base para o surgimento de estilos musicais contemporâneos como o pagode baiano, além de projetar muitos artistas conhecidos do grande público como Tatau, Reinaldo, Ninha e Márcio Victor. Os bairros tradicionais que realizam os festejos são Engenho Velho de Brotas, Engenho Velho da Federação, Federação, Fazenda Garcia, Tororó e Nordeste de Amaralina.

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As Quintas Gregorianas, em cartaz na Galeria da Cidade do Teatro Gregório de Mattos, trazem, na próxima quinta-feira (22), às 19h, o duo Oco do Átomo, com os músicos e poetas Heitor Dantas e Orlando Pinho, que realizarão uma sessão eletropoética em homenagem ao também músico e compositor Tuzé de Abreu, pelos seus 70 anos de vida.

Além do próprio Tuzé, outros musicopoetas confirmam presença: Greice Carvalho; Gil Camará; Mateus Dantas; Edbrass Brasil e George Christian, que prometem uma noite e tanto de poesia e sons no Quintas Gregorianas. Este projeto integra a programação da exposição GREGÓRIOS, em cartaz na Galeria da Cidade, de quarta a domingo, de 14h às 19h. Entrada gratuita.

 

 

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Após duas décadas fechado devido a problemas estruturais, um dos importantes símbolos religiosos e culturais de Salvador já pode ser frequentado novamente por moradores e turistas. A Igreja do Santíssimo Sacramento da Rua do Passo, no Centro Histórico de Salvador, foi entregue completamente restaurada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) nesta segunda-feira (5). A cerimônia contou com a presença do prefeito ACM Neto, que destacou a importância da igreja para o patrimônio religioso da cidade e para a valorização do Centro Histórico.

 "Esta é uma das igrejas mais bonitas e representativas da cidade. Este é um dia bastante especial, marcado também pela entrega de mais um equipamento cultural, que teve o imóvel reformado pelo Iphan e que será administrado pela Prefeitura: a Casa do Carnaval, aqui no Centro Histórico. Vemos que as ações do instituto em Salvador têm um olhar especial para o Centro Histórico, verificando a importância do conjunto patrimonial da localidade", pontuou ACM Neto.

O prefeito também ressaltou que poucas cidades de mundo têm um patrimônio histórico e religioso tão grande quanto a capital baiana. "Entendendo também como uma ferramenta de desenvolvimento econômico, a Prefeitura vem desenvolvendo estratégia para impulsionar o turismo religioso na cidade, seja na elaboração do calendário de eventos, seja nos investimentos em infraestrutura e equipamentos." Nesse sentido, foram  citadas ações  como a requalificação da Colina Sagrada  e da implantação  do Corredor da Fé. 
 
Também estiveram presentes no evento o vice-prefeito Bruno Reis; a presidente do Iphan e o superintendente do órgão na Bahia, Kátia Bogéa e Bruno Tavares, respectivamente; o arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger; demais autoridades, irmandade e fieis.

As obras duraram três anos e contaram com investimento de R$11,3 milhões, por meio do PAC Cidades Históricas, do governo federal. As intervenções englobaram estabilização e consolidação estrutural do prédio, restauração de bens integrados e imagens sacras, e implantação de itens de acessibilidade como elevador, rampas e plataforma para cadeirantes. Além das obras, a igreja também contará com uma réplica da Palma de Ouro, que estará disponível para visitação no museu do templo religioso.

Projeção para o mundo – Tombada em 1938, a Igreja do Passo foi construída em 1736 com estrutura em alvenaria de pedra e tijolos e interior neoclássico. Mas foi a escadaria com 55 degraus que projetou a imagem do templo para o mundo, por ter servido como cenário de “O Pagador de Promessas”, único filme brasileiro a ganhar a Palma de Ouro no Festival de Cannes, na década de 1960. Inclusive, o filme dá nome a um famoso projeto musical que foi desenvolvido nos anos 2000 pelo cantor Gerônimo Santana, autor de sucessos como “É D’Oxum”, na mesma escadaria. ​

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Em meio às celebrações pelo Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa (21 de janeiro), a Casa do Benin, espaço cultural gerido pela Fundação Gregório de Mattos (FGM) no Pelourinho, recebe a exposição itinerante AFÉTO. A abertura acontece nesta terça-feira (23), às 18h, e pode ser visitada gratuitamente até o dia 3 de março, de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h. A mostra fotográfica que vem percorrendo o país chama atenção para as relações de afeto constituídas dentro dos terreiros de Candomblé, a partir do olhar do fotógrafo Roger Cipó. A curadoria é de Marco Antonio Teobaldo.

Na abertura, Cipó receberá profissionais de Fotografia e público em geral para um bate-papo sobre fotografia preta. Para o artista, mais que um registro documental sobre um aspecto específico do Candomblé, o trabalho reitera a importância das relações interpessoais como forma de resistência da cultura afro-brasileira e fortalecimento da identidade do povo de axé, a partir da experiência de fé nos orixás. O terreiro é evidenciado como espaço de acolhimento, em resposta a uma cultura de segregação e ódio fomentado pelo racismo.

Ao percorrer dezenas de terreiros no estado de São Paulo e Rio de Janeiro e vivenciar as diferentes manifestações de fé afro-brasileira, AFÉTO apresenta raras e delicadas imagens que revelam a interação dos fiéis entre si. Dentre elas estão as de uma família ao redor das obrigações sagradas, e as registradas durante as cerimônias, quando os orixás manifestam afeto por meio das sacerdotisas e sacerdotes. Roger Cipó é Alabê que, no candomblé, é o responsável pela orquestra dos atabaques.

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O som dos atabaques tocados por alabês do Terreiro do Gantois anunciou, na noite deste domingo (21), o início da exposição Orixás da Bahia e a reinauguração da Fonte de Oxum, ambas localizadas no Espaço Cultural da Barroquinha, equipamento cultural gerido pela Prefeitura através da Fundação Gregório de Mattos (FGM). As duas iniciativas – que buscam o fortalecimento cultural e religioso das religiões de matriz africana em Salvador – marcaram o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado em 21 de janeiro.

A exposição Orixás da Bahia e a Fonte de Oxum ficam abertas à visitação gratuita, sempre de quarta a domingo, das 14h às 19h, por período ainda indefinido. Participaram do evento de abertura da exposição e reinauguração da fonte autoridades religiosas, o presidente da FGM, Fernando Guerreiro, a titular da Fundação Mario Leal Ferreira (FMLF), Tânia Scofield, além de personalidades, como a apresentadora Regina Casé.

A exposição Orixás da Bahia é uma mostra composta por 16 estátuas confeccionadas em papel marchê e em tamanho natural de divindades africanas, esculpidas pelo já falecido artista plástico Alecy Azevedo. As obras integram o acervo do Museu da Cidade e ficarão expostas na Galeria Juarez Paraíso. Na década de 70, a Iyalorixá Mãe Menininha do Gantois foi responsável por vestir os orixás que integram a Orixás da Bahia, quando a mostra foi apresentada pela primeira vez.

A responsável pelo terreiro Ilé Iyá Omi Àse Iyamasé, conhecido como Gantois, Mãe Ângela Ferreira, destacou a relevância de celebrar essas duas entregas. “É sempre importante preservarmos nossa história, manter firme a memória das nossas raízes. Essa exposição, traduzindo o nosso caminho religioso e mostrando as nossas divindades e as potencialidades delas, é um verdadeiro ebó para a memória”, relatou entusiasmada.

O trabalho de restauração das vestimentas, adereços e ferramentas usadas pelas divindades representadas na mostra foi projetado e executado por Maurício Martins (aderecista e figurinista), Jane Palma (gerente de Biblioteca, Livro e Leitura da FGM) e pelas costureiras Joselita França, Alzedite Santos e Jucélia Santos.

A Fonte de Oxum, localizada na lateral externa do Espaço Cultural da Barroquinha, foi totalmente reformada e contou com projeto de restauro completo desenvolvido através do Studio Argolo, além do amparo espiritual do sacerdote do Terreiro Kwe Vodun Zo, Doté Amilton.

O líder religioso Tata Nembakala, que participou das celebrações, afirmou que a batalha por justiça social deve ocorrer todos os dias. “Sinto-me honrado em participar de um evento dessa envergadura em que se reafirma e estabelece a continuidade da resistência. Que ela seja não só contra a intolerância religiosa, mas contra qualquer forma de intolerância", finalizou.

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Diversas atrações de lazer, promovidas e apoiadas pela Prefeitura de Salvador, movimentam a cidade neste final de semana. Uma das mais quentes é a Feira da Cidade, que volta a ocupar o Santo Antônio Além do Carmo no próximo final de semana, abrindo as edições de 2018.

O evento, que reúne música, gastronomia, manufatura, vinil e programação infantil, vai receber, nessa primeira edição, o “Projeto Vamos Ver o Pôr do Sol” com a banda Jammil.  A banda de axé se apresentará apenas no domingo (21), às 16h, mas a feira funcionará sábado e domingo, das 10h às 20h.

Em seu terceiro ano, a Feira da Cidade contabiliza mais de 100 mil seguidores nas redes e um público total de mais de um milhão de pessoas. A realização do evento conta com o apoio da Prefeitura do Salvador, por meio da Empresa Salvador Turismo (Saltur).

Viver Barra – Nesta sexta-feira (19), das 18h às 19h30, o compositor, contrabaixista e arranjador Luciano Calazans levará uma mistura de jazz latino com música brasileira, em uma apresentação instrumental que envolve baixo, sopro, flauta, fluguel e sax, no Deck do Forte Santa Maria. Grande músico baiano, Calazans tem o seu nome gravado em mais de 700 álbuns gravados por artistas do Brasil e de outros países. Das 19h30 às 21h, será a vez de o repertório dançante e alto astral do grupo Os My Friends contagiar a todos.

Feira de Adoção – O Parque da Cidade, espaço administrado pela Secretaria da Cidade Sustentável e Inovação (Secis), recebe, neste domingo (21), a feira de adoção de gatos castrados e vermifugados realizada pelo grupo Roronar. As fofurinhas estarão expostas ao lado do parque infantil das 9 às 13h. Os interessados na adoção precisam ter idade mínima de 18 anos, levar original e cópia do documento de identidade, comprovante de residência, e contribuir com uma taxa de R$ 30,00 para a continuidade do trabalho voluntário.

Quintas Gregorianas – Até o dia 1º de fevereiro, todas as quintas, às 19h, a literatura ganhará espaço no Teatro Gregório de Mattos. A ação integra a programação de GREGÓRIOS, exposição interativa sobre vida e obra de Gregório de Mattos, figura baiana emblemática e à frente do seu tempo. Na mostra, além do cenário seiscentista pareado com a alta tecnologia que narra a trajetória do poeta, foi destinado um espaço com um tablado para encontros, saraus, declamações, lançamento de livros, rodas de conversa, slam e muito mais.

Nesta quinta (18), o teatro recebe a roda de conversa Quantos Gregórios, com a participação do jornalista Raul Moreira, da arquiteta e urbanista Carla Zollinger e João Sanches, dramaturgo e encenador. As ações gratuitas ocorrem sempre às quinta, mas a exposição, que também é gratuita, segue aberta ao público de quarta a domingo, das 14h às 19h.

Orixás da Bahia e Fonte de Oxum – O Espaço Cultural da Barroquinha traz de volta a exposição Orixás da Bahia e a Fonte de Oxum restaurada, no próximo domingo (21), Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. A abertura da exposição e a reinauguração da Fonte de Oxum ocorre às 18h.

Orixás da Bahia é uma exposição com 16 estátuas em tamanho natural de divindades africanas, esculpidas em papel marchê pelo artista plástico Alecy Azevedo (in memorian). As obras integram o acervo do Museu da Cidade e ficarão expostas na Galeria Juarez Paraíso, Espaço Cultural da Barroquinha. A curadoria tem assinatura do artista visual, cenógrafo, aderecista e figurinista, Maurício Martins, com consultoria religiosa de membros do Terreiro do Gantois.

Pelourinho Dia e Noite – As ruas do Centro Histórico voltam a receber as atividades artístico-culturais do programa Pelourinho Dia e Noite. Nesta sexta (19), às 19h, sai do Largo do Pelourinho o cortejo fúnebre mais animado que a cidade já viu. É o Circuito Jorge Amado, que vai subir e descer as ruas do Pelô com apresentação de seis cenas baseadas nas seguintes obras do escritor baiano: “A Morte e a Morte de Quincas Berro D´Água”, “Gabriela Cravo e Canela”, “Dona Flor e seus Dois Maridos”, "Tenda dos Milagres" e “O Compadre de Ogum”.  

Na sexta (19), às 17h30, e no sábado e domingo, às 12h30, a República dos Tambores ocupam as ruas do Pelô com os grupos de percussão Banda Didá, Kizumba, Tambores e Cores, Meninos da Rocinha e o Suingue do Pelô. As apresentações contam com um grupo por dia.

Ainda no sábado, das 10 às 12h, a Igreja Nossa Senhora do Carmo recebe a Orquestra da Câmara de Salvador, sob a regência do maestro Ângelo Rafael. No mesmo dia, às 17h, a mesma apresentação ocorre novamente, mas dessa vez, ao ar livre, no Cruzeiro de São Francisco.

Ruas de Lazer – O Ruas de Lazer volta a levar diversão para a população de Salvador, dessa vez, das 8h às 12h do domingo (21), no Dique do Tororó. São disponibilizadas cama elástica, jogos de tabuleiro, futebol, vôlei, basquete, gincanas e torneios. As atividades gratuitas são administradas pela Secretaria Municipal de Trabalho, Esporte e Lazer (Semtel).

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