Cultura

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No Dia das Mães, a ser celebrado no próximo domingo (12), o presente tem que ser completo. Para ajudar aos filhos na missão de proporcionarem um dia especial, o afrochef Jorge Washington realiza uma edição especial do projeto Culinária Musical, a partir do meio-dia, na Casa do Benin, no Pelourinho, dedicado às geradoras da vida. O ingresso custa R$20 (dinheiro) e o prato R$30 (dinheiro, débito ou crédito).

O já consolidado projeto gastronômico e musical da cidade reunirá tudo que as mamães têm direito: música de qualidade, boa comida e muita alegria.A programação terá o som do grupo Quinteto e as participações dos cantores Adelmo Casé e Dom Chicla e da cantora Alana Muinhos, além de desfile da grife Nêga Negona, com a oportunidade das mamães presentes estrearem na passarela.

Na cozinha cheia de afetos, Washington preparará uma deliciosa feijoada, confirmando que aprendeu bem os ensinamentos recebidos na cozinha da mãe, dona Georgina Rodrigues da Silva. Ainda como opções gastronômicas serão oferecidos abarás e um caprichado arrumadinho de carne de fumeiro.

 

 

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Representantes de diversos segmentos culturais de origem afro que atuam em Salvador lotaram a Casa do Benin, no Pelourinho, nesta quinta-feira (2), atraídos pela mais nova iniciativa a ser promovida pela Prefeitura para valorizar o trabalho realizado por estes profissionais, frente à economia e turismo local. O Plano de Ação Étnico-Afro teve a ordem de serviço para início da ação assinada e apresentada pelo prefeito ACM Neto, ao lado dos secretários municipais de Cultura e Turismo (Secult), Cláudio Tinoco, e da Reparação (Semur), Ivete Sacramento, demais autoridades, convidados e imprensa.

De acordo com o prefeito, para a construção do plano, a intenção é reunir as principais lideranças na área econômica, cultural e religiosa que já trabalham com essa influência da cultura afro em Salvador. “A ideia é desenvolver um plano consistente, que tenha uma visão de longo prazo e que possa significar um conjunto de diretrizes econômicas da cidade”, pontuou ACM Neto. Com isso, segundo o gestor, a iniciativa deverá identificar como aproveitar a questão étnico-religiosa para ampliar ainda mais a atração turística e movimentação econômica da cidade, trabalhando os elementos que compõem o patrimônio imaterial da capital baiana e que, se bem trabalhados, podem significar resultados econômicos importantes para Salvador.

Algumas das ações previstas para elaboração do plano de ação étnico-afro são o mapeamento dos empreendimentos liderados por afrodescendentes no setor de turismo da capital; a promoção do acesso de turistas a produtos e serviços fornecidos por afroempreendedores; a promoção da cultura afro-brasileira como elemento fundamental do circuito turístico e a participação integral de afro-brasileiros na cadeia de valor do turismo. O consórcio selecionado via processo licitatório para conduzir o plano foi o Cria Rumos Arandas, que contará com investimento de cerca de R$ 728 mil, dentro do Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur).

“Pela primeira vez, Salvador terá uma ação deste tipo construída de forma ampla e participativa. O Plano de Ação Étnico-Afro visa maior incorporação da população afrodescendente nas atividades afro-associadas ao turismo, inclusive pelos diversos aspectos já reconhecidos, como a música, a gastronomia e as artes, que já funcionam como ativo e atrai a atenção de turistas nacionais e internacionais”, afirmou Cláudio Tinoco, titular da Secult.

Uma das ações, inclusive, foi anunciada pelo prefeito durante o discurso: a requalificação urbanística a ser promovida pela Prefeitura no Curuzu, na região da Liberdade. Com intervenção prevista para ser realizada ainda este ano, a intenção é transformar a localidade em um corredor cultural, onde estão localizadas entidades como o bloco afro Ilê Aiyê e o Terreiro Vodum Zô.

Início e expectativa – As atividades promovidas pelo consórcio terão início já na próxima terça-feira (7), com a primeira reunião com as entidades interessadas a ser realizada às 14h, no Teatro Gregório de Mattos (TGM), no Centro. Após esses cinco meses de diagnóstico, ouvindo as principais lideranças de grupos artísticos, religiosos e do comércio, haverá um segundo momento de efetivação das ações sugeridas no plano.

A notícia da construção e implementação do Plano de Ação Étnico-Afro já gera expectativa em profissionais como a presidente da Afrotours Turismo Cultural, Nilzeth Santos. “Espero que o plano seja um sucesso, porque é necessário. A primeira coisa que deveria ser feita é respeitar o turismo afro-religioso. Depois, cuidar dos atores do turismo étnico, como as baianas e o capoeirista, qualificando e remunerando eles bem. Ouvir também os guias, preparar vários roteiros, convidar várias empresas e pessoas negras para empreender. Esse segmento é do povo negro e precisamos nos beneficiar com isso”, afirmou.

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A Prefeitura, através da Fundação Gregório de Mattos (FGM), apresenta a primeira edição do Cineclube Boca de Brasa nesta sexta-feira (26). Serão realizadas duas sessões gratuitas e com direito a pipoca, sendo a primeira, às 14h, no Boca de Brasa CEU Valeria, na Lagoa da Paixão. Às 19h, acontece a segunda sessão, desta vez no Subúrbio 360, em Coutos. 

O filme escolhido para dar largada à atividade é o documentário baiano “Axé – Canto do povo de um lugar”, dirigido por Chico Kertész que assina o roteiro juntamente com o pesquisador James Martins. Lançado em 2017, Axé revela com detalhes a história da axé-music, apontando elementos determinantes para o nascimento desse gênero musical genuinamente baiano. 

No elenco do documentário, diversos grupos e artistas que contribuíram para a criação da axé-music e o desenvolvimento até os dias atuais, dentre eles as bandas Araketu, Asa de Águia, Olodum, Reflexu’s, Chiclete com Banana, É o Tchan/Gera Samba e Timbalada, e cantores como Bell Marques, Caetano Veloso, Carlinhos Brown, Claudia Leitte, Daniela Mercury, Gilberto Gil, Ivete Sangalo, Luiz Caldas, Márcio Victor, Sarajane, Gerônimo e Saulo. 

Após a exibição do documentário, acontece um bate-papo musicado mediado por Dayane Sena, professora da Oficina de Cinema do Boca de Brasa. Os convidados são James Martins, pesquisador e roteirista do filme, e o cantor Pierre Onassis, que brindará o público com algumas das canções de sucesso. "Talvez esse filme desperte a união que é tão necessária. Tem que haver integração. A música foi forte, mas enfraqueceu depois que essa integração deixou de ter. Um filme como esse desperta essa necessidade para a gente se reagrupar, se reorganizar e ver que juntos somos mais fortes", revela Onassis. 

Já o gerente de equipamentos culturais da FGM, Chicco Assis, destaca que a criação dos Cineclubes Boca de Brasa é uma grande oportunidade para que as comunidades da Lagoa da Paixão e de Vista Alegre tenham acesso à produção audiovisual daqui e de outros lugares. “Nas oficinas que estão sendo realizadas nestes espaços, estamos trabalhando o tema 'Retratos de Identidades'. O documentário ‘Axé’ traz à tona justamente uma importante nuance das identidades musicais soteropolitanas – a axé music”, pontua. 

História - O projeto Boca de Brasa é uma iniciativa da Prefeitura, através da FGM, órgão vinculado à Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult). O nome faz referência a um dos apelidos do poeta Gregório de Mattos, que dá nome à instituição responsável por desenvolver as políticas culturais municipais. 

Criado em 1986, o projeto Boca de Brasa visa fomentar a cultura na periferia, com foco na promoção da cidadania, por meio do incentivo às manifestações artísticas dos bairros da capital baiana. Em 2013, a ação recebeu um novo formato, com oficinas gratuitas de diferentes áreas artísticas, bem como formação de gestores. Até 2016, foram realizadas 21 edições, com público total de 42 mil pessoas, 120 oficinas realizadas e 2.300 agentes culturais atendidos em 20 bairros. 

Em 2017, a FGM lançou o edital Espaços Culturais Boca de Brasa, concedendo aporte financeiro a três propostas voltadas ao aprimoramento, dinamização e/ou ampliação das atividades artístico-culturais desenvolvidas em espaços culturais já existentes. Em 2018, foi a vez da construção e inauguração dos espaços Boca de Brasa - Subúrbio 360, em Vista Alegre, e CEU Valéria, em Valéria. Nestas estruturas, são desenvolvidas oficinas e diversas atividades artísticas e culturais gratuitas, como o Cine Clube Boca de Brasa, os Diálogos Boca de Brasa e o Palco Aberto.

 

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A Escola Municipal Adroaldo Ribeiro Costa, localizada na Rua Nossa Senhora do Resgate, no Cabula, será o palco da exposição de 25 peças em mosaico criadas por jovens de baixa renda de Salvador. A abertura da mostra será nesta sexta-feira (26), às 15h, e as visitas poderão ser feitas ainda nos dias 29 de abril a 3 de maio, das 14h às 16h30, com entrada gratuita. Os itens estarão à venda no local, com toda a renda obtida direcionada para os alunos integrantes do projeto.

A iniciativa foi realizada pela Expoart através do edital Viva Cultura, da Fundação Gregório de Mattos (FGM). Os criativos trabalhos retratam paisagens, símbolos e baianas, entre outras imagens, e foram produzidos durante a Oficina de Arte que, ao longo de dois meses, capacitou gratuitamente 30 adolescentes, com idade de 12 a 18 anos, na técnica decorativa milenar do mosaico.

Além do aprendizado da técnica do mosaico, o programa promoveu vários outros benefícios junto aos jovens, como socialização, incentivo aos estudos, fortalecimento da autoestima e possibilidade de inserção no mercado de trabalho e de geração de renda. As aulas foram ministradas, durante os meses de fevereiro a abril, por uma equipe coordenada pelo artista plástico italiano Antonello L´Abbate, autor de diversos painéis em mosaico que decoram a capital baiana Entre as variadas peças criadas pelos integrantes durante a oficina, também foram produzidas placas de sinalização para os banheiros da Adroaldo Ribeiro Costa.

Para L’Abatte, o conhecimento da técnica do mosaico é uma forma de desenvolver e engrandecer os jovens. “As crianças e adolescentes passam a perceber e reconhecer a arte nas fachadas, igrejas e templos, por exemplo, e assim se relacionam com a cultura da cidade”, destaca. O aprendizado do mosaico, que tem como base o encaixe de pequenos pedaços de cerâmica ou pedras formando desenhos, também possibilita aos jovens criar e atuar na construção civil, com a composição de murais e painéis.

 

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O Instituto do Cacau da Bahia, no Comércio; o Instituto Central de Educação Isaías Alves Geral (Iceia), no Barbalho; o Hospital Santa Terezinha, no Pau Miúdo; e o Píer Salvador (antigo hidroporto), na Ribeira. Todos estes são edifícios situados em pontos distintos da capital baiana, mas que guardam em comum o estilo arquitetônico de uma das escolas de arte mais influentes do século passado e que completa 100 anos em 2019: a Bauhaus.

Criada por Walter Gropius em Weimar, na Alemanha, em 1919, a Escola de Bauhaus foi muito mais do que uma instituição originada da Europa. Ela se tornou conhecida como um movimento inovador na arquitetura e está viva e materializada até hoje no desenho de edificações erguidas em Salvador e ao redor do mundo. Mas, afinal, quais são as características de uma construção inspirada no estilo bauhausiano?

“As estruturas são muito simples, ortogonais como um bloco, além de tetos planos. Possuem eliminação de ornamentação e decoração e janelas contínuas, com horizontalidade marcada, além de marquises e varandas largas”, explica o presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), Nivaldo Andrade. Um dos patrimônios mundiais da Humanidade pela Unesco é a própria sede da Bauhaus, em Dessau, cidade cuja instituição foi transferida, em 1926.

“Nos idos da década de 1930, a arquitetura que se produzia aqui na Bahia era a eclética, que chamavam pejorativamente de ‘bolo de noiva’. Alguns exemplos são o Palacete das Artes, na Graça; o Palácio Rio Branco, na Praça Municipal; e o Palácio da Aclamação, em frente à Praça Castro Alves, que possuem muitos ornamentos, estátuas, cornijas, frisos, cercaduras e um monte de elemento em massa", acrescenta Andrade.

A Bauhaus trouxe essa ruptura na estética que é observada em Salvador e em outras cidades do estado, como Ilhéus. Os locais abrigam construções projetadas por arquitetos alemães ou formados na Alemanha.

A presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), Tânia Scofield, chama atenção para a preservação dos imóveis e diz que a capital baiana precisa ter essas "referências de época". "O Instituto do Cacau, que acho belíssimo, retrata muito a Escola de Bauhaus. Foram implantados naquele prédio alguns elementos bem ousados em termo de tecnologia. Dali, o cacau saia em esteira subterrânea até o navio no porto, para exportação”, cita ela, lamentado que a edificação atualmente não possua uso adequado.

Legado – A Escola Bauhaus nasceu da vanguarda artística e da arquitetura que buscava formas e linhas simplificadas priorizando um visual limpo, com a simplificação dos volumes, geometrização das formas e predomínio de linhas retas. A escola, vale reforçar, também revolucionou os campos do design gráfico, design industrial e moda, dentre outras manifestações artísticas ligadas às artes visuais.

Foi fechada em 1933 por Adolf Hitler, sob a acusação de ser um reduto comunista, mas o legado perdurou anos a fio. Tudo o que foi arte moderna e arquitetura moderna da década de 1920 e 1930, até na década de 1960 a 1970 no mundo, de algum modo foi influenciado pela Bauhaus, embora outras influências importantes tenham surgido em diferentes períodos do século passado.

Construções baianas inspiradas pela Bauhaus:

- Sede do Instituto do Cacau (Comércio): Localizado na Avenida da França, s/n, ao lado da Praça Deodoro e junto ao Porto de Salvador, o prédio teve o projeto assinado pelo arquiteto alemão Alexander Buddeus, em 1936. A intenção era abrigar o Instituto do Cacau da Bahia, idealizado pelo então secretário de Agricultura, Inácio Tosta Filho, em 1931. A arquitetura e linhas eram consideradas avançadas para a época. Foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) em 2002.

- Instituto Central de Educação Isaías Alves (Barbalho): Mais conhecido pela sigla Iceia, o projeto do prédio também é atribuído a Alexander Buddeus e erguido pela Construtora Christiani & Nielsen, nos anos de 1936 a 1939. Para uma formação educacional e socialização completas dos estudantes, foram propostos espaços para a realização de cursos de educação artística, científica e física. A construção do imóvel utilizou materiais como o concreto e o vidro e, em espaços mais nobres, há maior definição de pisos, paredes e portas. Passarelas conectam a série de volumes presentes no conjunto arquitetônico.

- Sanatório Santa Terezinha (Pau Miúdo): Atual Hospital Especializado Octávio Mangabeira (HEOM), foi construído pela Construtora Odebrecht entre 1937 e 1942. O projeto do pavilhão principal foi desenvolvido pelo arquiteto e urbanista franco-brasileiro Jorge Machado Moreira, inicialmente, engloba um bloco principal e três blocos secundários associados, quase formando a letra E. Os solários são compostos por linhas horizontais e extremidades curvas. Foi um dos dois edifícios baianos incluídos na exposição Brazil Builds: architecture new and old, 1652-1942 (Prédios no Brasil: arquitetura nova e antiga, em tradução livre), realizado pelo Museu de Arte Moderna de Nova Iorque entre 1942 e 1943.

- Píer Salvador (Ribeira): Conhecido na época da inauguração como Hidroporto da Ribeira, em 1939, foi projetado pelo arquiteto Ricardo Antunes e tinha como função inicial abrigar hidraviões de patrulhamento da costa na época da Segunda Guerra Mundial. Com bastante luxo, o local que foi o primeiro aeroporto de Salvador recebeu, dentre outras autoridades e personalidades, o presidente Getúlio Vargas. O imóvel tem o design marcado pela geometrização e assimetria dos volumes, cor predominantemente branca e dois tipos de janelas, retangulares de vidro e redondos tipo escotilha.

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O musical “Sonho de uma noite de verão na Bahia”, do dramaturgo e diretor João Falcão, realiza as últimas apresentações da temporada de estreia neste fim de semana. O espetáculo está em cartaz no Teatro Gregório de Mattos (TGM), no Centro, de quinta a domingo, às 19h. No domingo (28), tem sessão extra às 16h. Os ingressos custam R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia), mediante apresentação de documento oficial com foto.

A montagem é o primeiro resultado da Fábrica de Musicais – edital da Fundação Gregório de Mattos (FGM), que contemplou o Coletivo 4. Desde março passado, o público baiano confere, em primeira mão, uma versão inédita para a centenária comédia de William Shakespeare, que traz sucessos da axé music, adaptada por Falcão, a partir do livro “Sonho de uma noite de verão”, de Adriana Falcão.

No enredo, os reis Titânia e Oberon (Ana Mametto e Rafael Medrado, respectivamente), o debochado duende Puck (Jarbas Oliver) e quatro fadas (Igor Epifânio, Lara Böker, Rafa Souza e Yanna Vaz) partem do Olimpo em direção à Terra. Eles chegam para investigar se gente realmente existe, e desembarcam em pleno Carnaval de Salvador.

Em meio à folia, conhecem Teseu (Luiz Pepeu), político e empresário do entretenimento, noivo de Hipólita (Marília Castro), uma jovem falida financeiramente; e Hérmia (Viviane Pitaya), cantora de axé que rejeita as investidas do candidato a deputado Demétrio (Alexandre Moreira) e que planeja fugir com Lisandro (Ana Barroso) – o jovem herdeiro de uma fortuna é alvo da paixão de Helena (Fernanda Beltrão).

Na tentativa de compreender o comportamento caótico dos mortais, os seres mágicos acabam se contagiando com a folia e dão inicio a uma série de confusões de encontros amorosos e paixões desencontradas. Completam o elenco os atores Daniel Farias (William Shakespeare), Fernanda Paquelet (Dona Biu) e Genário Neto (Bobina).

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Olhares curiosos, encantamento e diversas perguntas. As descobertas e sensações foram experimentadas por 30 jovens atendidos pelo Centro de Referência Especializado da Assistência Social (Creas) do Garcia, durante a visitação à Casa de Jorge Amado, no Rio Vermelho, nesta terça-feira (23). A atividade cultural é uma das ações que se somam ao trabalho socioeducativo oferecido pela instituição.

Enquanto observava as cartas e os bilhetes escritos por Jorge Amado, expostos em uma das alas da Casa, o jovem J.S., 20 anos, comentou sobre as impressões ao entrar pela primeira vez em um museu. “É um sonho poder conhecer de perto a história de um dos grandes escritores do mundo. Além disso, a energia daqui é muito positiva. Poder estar perto dos objetos que passaram pelas mãos de Jorge, de sua esposa Zélia e de familiares é algo emocionante”, declarou o rapaz, acompanhado pelo Creas há um ano.

Mais adiante, a jovem T.S., 18 anos, ouvia atentamente as explicações de Adriana Adhil, uma das instrutoras da Casa. Antes de entrar em um dos cômodos, que relembra a cozinha da residência onde viveu a família Amado, T.S. fez questão de entender um pouco mais sobre o candomblé e a ligação do escritor Jorge Amado com a religião. “Fico muito feliz quando saio do Creas e participo dessas atividades. Sempre aprendo muito”, frisou a jovem.

De acordo com a coordenadora de Creas/Garcia, Milena Mercês, as atividades de acesso a espaços culturais fazem parte do trabalho socioeducativo desenvolvido pelo centro. “São jovens em situação de vulnerabilidade e que, muitas vezes, nunca tiveram acesso ao lazer e a cultura. É nosso papel criar essas possibilidades e inseri-los em ambientes que agreguem e tragam conhecimento e informações sobre a nossa cidade, as nossas personalidades, a nossa história”, explicou. Atualmente, o Creas/Garcia atende 118 famílias cadastradas e 39 jovens e adolescentes que cumprem medidas socioeducativas.

Atuação – Além da unidade do Garcia, a capital baiana conta com mais seis Creas que funcionam em Boca da Mata, Avenida Bonocô, Cabula, Curuzu, Fazenda Coutos e Itacaranha. As unidades são espaços que funcionam como verdadeiros núcleos estruturantes de um conjunto de ações sociais especializadas voltadas ao atendimento do cidadão ou família em situação de violação de direitos. O público-alvo destes centros são crianças e adolescentes vítimas de exploração sexual, mulheres em situação de violência e adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa, entre outros.

Um dos serviços mais importantes prestados através dos Creas é o combate ao abuso e à exploração sexual e outras formas de violência contra crianças e adolescentes. O atendimento sempre tem como foco a família, não somente o indivíduo. O objetivo do trabalho é fortalecer os vínculos familiares; incluir as famílias na rede de proteção social e serviços públicos; contribuir para romper o ciclo de violência no interior da família; contribuir para a reparação de danos e a incidência de violação de direitos; e prevenir a reincidência de violação de direitos.

Entre as ações desenvolvidas estão o atendimento e acompanhamento, entrevistas, visitas domiciliares e institucionais, encaminhamentos à rede socioassistencial, reuniões e ações comunitárias, palestras voltadas às famílias e à comunidade, oficina de convivência e de trabalho socioeducativo, campanhas socioeducativas e articulação com o Sistema de Garantia de Direitos (SGD), que envolve o Ministério Público, Juizado da Infância e Juventude e Conselhos Tutelares.

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Depois da gastronomia, com o Cozinha Raiz, agora é a vez do design e da moda produzida na capital baiana ganharem o mundo com o Salvador Fashion Race. O segundo reality show promovido pela Prefeitura em canais digitais foi lançado nesta segunda-feira (15) pelo prefeito ACM Neto, pelo vice-prefeito Bruno Reis e pelo secretário municipal de Cultura e Turismo (Secult), Cláudio Tinoco, no UCI Cinemas do Shopping Barra. O evento também contou com as presenças da estilista baiana Juliana Herc, que comanda a atração, além do superintendente do shopping, Naildo Oliveira, participantes do reality e imprensa.

Os dois primeiros episódios já estarão disponíveis esta semana no canal oficial da cidade (youtube. com/ salvador). A iniciativa também visa revelar novos estilistas locais, exaltando a influência da moda na cidade e vice-versa. A ação é realizada por meio da Secult, com patrocínio do Shopping Barra, apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e produção da Casa Salvador.

Além de parte integrante das comemorações pelos 470 anos da cidade, o prefeito lembrou que o Salvador Fashion Race faz parte do eixo Cidade Criativa do Salvador 360, megaprograma municipal que tem como intuito o desenvolvimento econômico e a geração de emprego e renda na capital. “A Prefeitura nunca havia se preocupado em organizar uma agenda para desenvolver a economia criativa. No caso do Salvador Fashion Race, a intenção é projetar os novos estilistas, vender a produção de moda existente aqui e, claro, promover a cidade para o mundo”, pontuou ACM Neto.

Para o titular da Secult, o novo reality show é mais uma estratégia adotada pela administração municipal de investimento em promoção digital da cidade. “Sem esses investimentos, como a Casa Salvador Youtube, não estaríamos oferecendo, de forma pioneira, tanto conteúdo digital em apenas um ano. Hoje, o Canal Salvador está no primeiro lugar em número de inscrições e visualizações no Brasil, e o quinto canal oficial de turismo mais visitado no mundo”, afirmou Tinoco.

Processo – O reality tem como mentora a estilista baiana Juliana Herc, radicada em Portugal, e contará com cinco duplas formadas por um designer de moda e um influenciador digital, que foram selecionados por uma curadoria. “Agradeço imensamente por colocar um evento como esse em destaque, para que a moda de Salvador seja vista de outra forma. Temos muitos talentos aqui e não tenho palavras para expressar o quanto estou feliz em fazer parte dessa ação. Que todos apreciem bastante o reality quanto eu”, destacou Juliana.

Com 20 episódios, no total, o formato do reality terá: quatro desafios, que irão de montagem de looks para a produção de fashion films em pontos turísticos da cidade, até a participação no desfile final, com a produção de moda de todas as duplas participantes; e, o último episódio, com a divulgação da dupla vencedora. Como premiação para a melhor dupla, o designer ganhará um mês de estágio no atelier de Juliana Herc, em Portugal, e o(a) blogueiro(a) receberá uma viagem de sete dias para Portugal, além de também participar de um projeto com a estilista.

Os nomes dos participantes da websérie já foram confirmados. Os estilistas participantes serão Alex Milanny (@abanto.oficial), Tamara Nascimento (@ta19mi), Teodoro (@queenofcajazeiras), Joice Fischer (@joiceefischer) e Kívia Souza (@kaolliada). Já os influenciadores serão Carla Aragão (@gordaroupa), Fernanda Medeiros (@februxa), João Caldas (@joao_ccaldas), Iasmine Fernandes (@vamoscachearomundo) e Carol Gonçalves (@blogmulhermelhore).

O Salvador Fashion Race também conta com o apoio da Soul Dila e da Air Europa. “Temos uma satisfação muito grande em apoiar essa iniciativa. Vemos nesse evento uma janela para o futuro, mostrando o que se produz de qualidade em moda na Bahia e que é digna de ser mostrada. Vai projetar para o mundo muito desses nomes existentes aqui e é um incentivo àqueles que respiram, incentivam e raciocinam moda na cidade”, resumiu Naildo Oliveira.

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Cerca de um ano após ser entregue à população completamente requalificada, com equipamentos de jogos e lazer, a Praça Lord Cochrane, na Avenida Garibaldi, recebeu neste sábado (13) mais um atrativo. O prefeito ACM Neto deu início ao projeto Literatura na Praça, inaugurando um espaço que estimula o hábito da leitura aos moradores que residem nas comunidades do entorno.  

O projeto é coordenado pela Fundação Gregório de Mattos (FGM), cujo presidente, Fernando Guerreiro, também compareceu ao evento de lançamento. A praça ganhou um contêiner plotado, ambientado com pufes, carpete e nichos, nos moldes de uma sala de leitura tradicional. A instalação tem um acervo de 380 livros de diversos gêneros, como infantil, juvenil, romance, contos, autoajuda. 

"Tive a ideia de implantar este projeto nas praças para estimular a leitura entre o público de todas as idades. Dessa forma, além de ser um espaço de lazer e para a prática de esportes, a praça também oferece como opção o acesso à leitura de forma democrática, em um ambiente saudável e de convívio social. Há, inclusive, livros em braile", afirmou ACM Neto. 

É possível pegar gratuitamente qualquer exemplar durante todos os dias da semana. A área conta com agentes de leitura das 9h até 17h, de segunda a sexta, para auxiliar os leitores na busca e retirada do livro de interesse. Todos os sábados e domingos, sempre a partir das 16h, será promovida uma ação literária para a criançada, a exemplo de conto cantado, declamação de poesia e brincadeiras. 

Cada obra que é retirada só poderá ser lida na praça. O projeto não contempla o empréstimo de livros, caso os moradores desejem levá-los para casa. O Literatura na Praça integra o programa Caminhos da Leitura, coordenado pela FG), e foi criado com objetivo de promover, além da ocupação do espaço público, maior acessibilidade à leitura e ao conhecimento. Até final do ano, mais nove praças municipais requalificadas pela Prefeitura serão contempladas. 

De acordo com a Gerência de Bibliotecas e Promoção do Livro e Leitura, vinculada à FGM, a escolha de inaugurar o projeto na Lord Cochrane foi previamente estudada, visando atender às comunidades presentes na Federação, Garcia e Vasco da Gama, que não dispõem de bibliotecas físicas.

 

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