Cultura

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Após breve recesso para manutenção das vestimentas, a exposição “Orixás da Bahia” foi reaberta nesta quinta-feira (20), às 18h, no Espaço Cultural da Barroquinha, dentro da programação do Festival da Primavera 2018. Além das 14 esculturas em tamanho real dos orixás, feitas por Alecy Azevedo (in memorian) em papel machê, a novidade é o acréscimo de mais quatro representações de entidades: Ossain, Iroco, Logun Edé e Ibeji.

A exposição fica em cartaz até março. A visitação é gratuita e estará aberta de quarta a domingo, das 14h às 19h. Visitas guiadas com grupos de escolas e instituições podem ser agendas previamente pelo telefone (71) 3202-7880.

Aberta em janeiro deste ano, em comemoração ao Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, a exposição Orixás da Bahia já foi visitada por 5 mil pessoas em sete meses. Além da mostra, os visitantes aproveitam para conhecer e reverenciar a Fonte de Oxum, Dandalunda e Aziri Tobossi, que fica no pátio do espaço, bem ao lado da Galeria Juarez Paraíso.

O gerente de Equipamentos Culturais da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Chicco Assis, ressalta a beleza e a expressividade das esculturas feitas por Azevedo. “Há uma comoção geral em quem passa pela exposição. Tem gente que quer tocar e abraçar as esculturas como se sentisse a presença viva dos deuses iorubanos. Esse é considerado também um manifesto potente de valorização e de preservação das heranças africanas tão presentes na essência do povo soteropolitano”, destaca.

Exposição – “Orixás da Bahia” é uma exposição criada em 1973 por D. Elyette Magalhães, com com 18 estátuas em tamanho natural de divindades africanas, esculpidas em papel machê pelo artista plástico Alecy Azevedo (in memorian). As obras integram o acervo do Museu da Cidade e expostas na Galeria Juarez Paraíso, Espaço Cultural da Barroquinha. 

A curadoria tem assinatura do artista visual, cenógrafo, aderecista e figurinista, Maurício Martins. A consultoria religiosa foi feita por membros do Terreiro do Gantois, cuja yalorixá Mãe Menininha foi responsável por vestir os 16 orixás, na década de 1980.

O cenário projetado visa promover um diálogo entre elementos da ancestralidade e da contemporaneidade. Para recuperar as roupas (figurinos) e os adereços que vestem as esculturas de Alecy, Martins contou com a coordenação de Jane Palma e das costureiras Joselita França, Alzedite Santos, Clara Guedes e Regina Celia Santos.

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Mais uma etapa para a construção do Plano Municipal de Cultura de Salvador (PMC) foi realizada nesta quinta-feira (20), com um encontro no Centro de Cultura da Câmara Municipal com o objetivo de tornar público o andamento dos trabalhos da Comissão de Articulação para Elaboração do documento e para apresentar o Diagnóstico do Desenvolvimento Cultural de Salvador.  

Além de cidadãos, participaram do evento o titular da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Fernando Guerreiro, órgão que está coordenando a construção do documento, o presidente do Conselho Municipal de Politicas Culturais, Etenoel Cruz, o presidente da Comissão de Cultura, Silvio Humberto, o doutor em Comunicação e Culturas Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia (UFBa), Ernani Coelho, a professora e pesquisadora Daniele Canedo, e o mestre de capoeira mais antigo em atividade, Mestre Curió. 

De acordo com o gestor da FGM, Salvador começou a caminhar gradualmente no processo da construção de políticas culturais nos últimos anos, com a reforma de espaços, lançamento de editais e selos e outras ações que vem fortalecendo o setor. Guerreiro destacou também que este é um momento histórico para a primeira capital do país.

“É importantíssimo discutir esse processo de sistematização porque a gente vem de uma tradição de associar cultura a algo que é puramente espontâneo, como se o artista tivesse a inspiração e pronto. A abordagem da cultura enquanto atividade estruturante ainda é superficial. A cultura hoje representa mais de 3% do PIB do Brasil e isso é interessante porque envolve o índice econômico e a possibilidade de finalmente se transformar em uma atividade que possa mover a economia como Salvador, que é vocacionada para a área cultural”, explicou. 

O gestor destacou ainda que os avanços no setor cultural foram possibilitados por uma gestão participativa e destacou que Salvador está em sua segunda formação do Conselho Municipal de Politicas Culturais, no qual dez membros são ligados às linguagens artísticas, outra dezena é de membros das regiões administrativas da cidade e um terceiro grupo do poder público. O plano possuirá validade de dez anos, após aprovação na Câmara Municipal, com perspectiva de votação no primeiro semestre de 2019.

A próxima etapa será reunir a sociedade em dez encontros presenciais que ocorrerão nas regiões administrativas das Prefeituras-Bairro. A ideia será proporcionar aos cidadãos conhecer a fundo a proposta do plano e esclarecer dúvidas quando ao documento. Neste mesmo mês, deve ser aberta a consulta pública online para coleta de contribuições e validação do material produzido nas oficinas. 

Na oportunidade, o presidente do Conselho Municipal de Politicas Culturais relembrou que muitas batalhas foram travadas pelos produtores e artistas que vivem de cultura em Salvador ao longo dos anos para que fossem estabelecidas diretrizes que estimulassem e valorizassem os trabalhos voltados para a cultura na cidade. “Hoje, acompanhando através do conselho os trabalhos e a legitimidade da construção desse plano, posso afirmar que é o caminho mais correto que nós temos. Estamos vivendo um momento de mobilização e é preciso que as pessoas saiam da cadeira e venham participar porque esse documento vai dar outro rumo à cidade e às politicas de cultura”, pontuou Etenoel Cruz.

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Cerca de 180 representantes de terreiros de Salvador e Região Metropolitana assistiram, na tarde desta quinta-feira (20), ao seminário “A importância das folhas sagradas: encontro de povos e comunidades de terreiro”, promovido pela Secretaria Municipal de Reparação (Semur), em parceria com a Secretaria da Cidade Sustentável e Inovação (Secis) e com o Conselho Municipal das Comunidades Negras (CMCN).

O seminário faz parte de um projeto que, segundo o subsecretário da Semur, Valcy Silva, visa resgatar as folhas sagradas utilizadas na liturgia do candomblé e em outras religiões de matriz afro-brasileira. A partir do evento e do resultado da pesquisa sobre o tema, disponível no site da Semur, será feito um modelo de jardim étnico racial para ser plantado ainda esse ano em terreiros da cidade. Inicialmente, sete terreiros serão beneficiados, mas a intenção é expandir a iniciativa para um número muito maior.

“Hoje, muitos terreiros têm dificuldade de cultivar essas folhas e a maioria dos seguidores da religião não quer comprar em feiras livres porque não sabem de que maneira foram colhidas e armazenadas. Sem as folhas sagradas, não existe o candomblé, por isso a importância do projeto para o povo de santo”, afirmou Valcy.

Para o titular da Secis, André Fraga, essa foi a primeira etapa de um projeto que futuramente poderá se expandir para toda a cidade. “Nós queremos estruturar uma rede produtora de plantas sagradas na cidade. Para tanto, precisamos dialogar com os terreiros, com as lideranças religiosas, com quem já tem experiência com esses vegetais e saber quais são as espécies mais demandadas, quais são as mais difíceis de encontrar, e esse caminho só pode ser construído em conjunto”, disse.

Medicinal – A professora da Universidade Federal da Bahia (UFBa) Mara Zélia Almeida, que também coordena o Programa de Extensão Permanente Farmácia da Terra da instituição e é orientadora da Escola Nacional de Botânica Tropical, foi uma das palestrantes do evento. Segundo a pesquisadora, as plantas medicinais são de grande importância e precisam ser cada vez mais cultivadas e pesquisadas, com o incentivo da administração pública. "Essa valorização deve ser feita não apenas porque elas são eficazes, pois possuem ação farmacológica, mas porque precisam de cuidados com a coleta, armazenamento e consumo e preservam a cultura de nossos antepassados".

Em seu livro sobre plantas medicinais, lançado há 18 anos, Mara Zélia apresenta um levantamento cuidadoso de diversos vegetais, com o nome popular, botânico, a origem e indicação. No livro, também é possível ter acesso ao nome de algumas plantas venenosas que não devem ser consumidas.

 

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O cantor e compositor Luciano Calazans vai marcar presença no Festival da Primavera 2018 com dois shows distintos. A primeira apresentação acontece durante a 1ª Festa San Gennaro, a ser realizada das 10h às 22h do sábado (22), em frente à Igreja de Santana, no Rio Vermelho. No dia seguinte, é a vez de comandar a animação dos participantes da II Maratona Cidade de Salvador, no Farol da Barra, que terá concentração às 5h30.

Para a San Gennaro, o músico afirmou que levará canções autorais que completam 15 anos em 2018, como “Valsinha”, que fazem parte do disco “Contrabaixo Astral”. “Além de músicas instrumentais e com letras, que fazem parte de meu repertório, terei a presença do trombonista Raul de Souza, do cantor Ricardo Chaves e mais duas participações especiais, que prefiro mantê-las em segredo para não quebrar a surpresa”, ri Calazans.

Já para o show na II Maratona Cidade Salvador, o artista promete uma apresentação performática. “Eu estarei no baixo, o músico Ênio Taquari ao pandeiro e, no repertório”, canções instrumentais”, completa.

Perfil – Contrabaixista, compositor e arranjador brasileiro, Luciano Calazans tem 31 anos de carreira profissional, iniciada aos 13 anos de idade em bares e bandas de baile em Salvador e pelo interior da Bahia. Aos 15 anos, começou a cursar o preparatório de Composição musical e Regência da Universidade Federal Da Bahia (Ufba). Tem três discos: “Bonde Xadrez” (1995), “Bonde Xadrez - Um Canto Pra Subir” (1998) e “Contrabaixo Astral” (2005). O mais recente trabalho é o show “Reza Forte”, que fez em parceria com o cantor Saulo Fernandes.

Festa de San Gennaro – A festa de San Gennaro é inspirada na tradicional festa do padroeiro da cidade italiana de Nápoles, conhecida como a cidade das massas secas. No Brasil, é uma festa bastante tradicional no bairro da Mooca, em São Paulo, e dura cerca de um mês com apresentações artísticas, culinárias e diversão.

Em Salvador a festa acontece no sábado (22), das 10h às 22h, na Rua Professora Almerinda Dutra, Rio Vermelho, próximo ao Largo de Santana e reunirá barracas e atrações musicais. Por anteceder em um dia a Maratona Cidade de Salvador, o chef Celso Vieira preparou um prato especialmente para os competidores, que terão descontos ao apresentarem a ficha de inscrição.

Maratona – Já inserida no calendário oficial das corridas de rua do país, a II Maratona Cidade de Salvador vai reunir mais de 5 mil participantes de quase 200 cidades do país. A concentração começa às 5h30, no Farol da Barra, e reúne as categorias Maratona (42k), Meia Maratona (21k), e corridas de 5k e 10k. Quem participar da categoria 42k, terá o resultado catalogado no Ranking Brasileiro de Maratonas. A premiação para os três primeiros colocados de cada categoria varia de R$1 mil a R$22 mil.

 

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O Teatro Gregório de Mattos (TGM) recebe, a partir deste sábado (15), o Teatro La Independencia, novo espetáculo do Oco Teatro Laboratório. Em cartaz até o dia 30, sempre de quinta-feira a domingo, às 19h, a peça é parte integrante da programação de abertura do Festival da Primavera 2018, promovido pela Prefeitura. Os ingressos custam R$20 e R$10 (meia).

A história gira em torno de um grupo de artistas que reside no Teatro La Independencia, que está sendo vendido para um empreendimento. Eles só conseguem vislumbrar duas soluções: abandonar o espaço ou permitir serem relocados para outro. Enquanto isso, os atores ensaiam o novo espetáculo que fala sobre a América Latina. O enredo transita então entre a realidade que se impõe e as utopias, sonhos, desejos dos atores, que são também dos povos da América Latina.

Demais atrações – Também no sábado, outras atrações vão movimentar a cidade para celebrar a chegada da estação das flores. No TGM o público poderá conferir, ainda, a exposição interativa “Gregórios”, sobre a vida e obra do “Boca do Inferno” e em comemoração aos 30 anos da FGM. A mostra fica aberta gratuitamente, das 14h às 19h.

A Avenida Centenário será invadida pela mistura de moda, gastronomia, artesanato e música com o Coreto Hype, das 10 às 22h. Em Cajazeiras, o Espaço Boca de Brasa JACA terá duas oficinas: a de Comunicação e Expressão, das 8h às 12h, e de Experimentação Musical, das 14h às 18h.

No Espaço Cultural da Barroquinha, o público poderá conferir a exposição gratuita “Orixás da Bahia”, das 14h às 19h, além do espetáculo “Medeia Negra”, às 19h, com ingressos a R$30 e R$15 (meia). Já o projeto Ruas de Lazer estará simultaneamente nos bairros do Itaigara e Rio Sena, das 8h às 12h.

Por fim, a AABB/Clube Costa Verde, em Piatã, terá a grande final da Copa das Ligas, a partir das 13h. A programação completa do Festival da Primavera 2018 pode ser conferida no site oficial do evento.

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O Largo da Dinha, no Rio Vermelho, recebe neste próximo domingo (23), às 18h, a exibição do último episódio da série "Saberes Passados", com Matheus Aleluia. Nesta etapa, será apresentado o episódio Akorin - O cantor. Após o filme, Aleluia revela a presença sagrada do candomblé na obra musical.

O objetivo do projeto é levar até essas comunidades o resultado do trabalho realizado pela produção da série. Nos últimos domingos, foi apresentado um episódio, seguido de bate papo, nas imediações onde foram gravados.

A série retrata a relação entre mestre e aprendiz na preservação da ancestralidade e perpetuação das manifestações culturais afro-brasileiras na cidade de Salvador, que são de grande relevância para o país. Através de quatro personagens, sinaliza a importância da oralidade na relação entre quem ensina e quem aprende para que a tradição se torne um legado.

Tudo gira em torno dos conhecimentos de quatro personagens, abordando os ‘saberes do ferro e dos metais’, os ‘saberes das comidas’, os ‘saberes da mata e da madeira’ na confecção dos instrumentos da capoeira, e os ‘saberes da música’, respectivamente.

A obra é dirigida e roteirizada por Ducca Rios, realizada pela Origem Produtora de conteúdo, DPE Produções e Liberato Produções Culturais, com financiamento do Edital Arte na TV, da FGM em parceria com a Agência Nacional de Cinema (Ancine).

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O resultado de ensaios realizados durante o ano todo por 540 crianças e jovens músicos poderá ser conferido no próximo sábado (22), quando as seis fanfarras de escolas municipais de Salvador se apresentarão no Parque da Cidade, no Itaigara, como parte da programação do Festival da Primavera 2018. O evento, promovido pela Prefeitura, será realizado das 13h às 17h, gratuitamente.

As apresentações se dividem em três etapas: primeiramente, cada fanfarra desfila para o público individualmente, depois apresentam o repertório em um único local, sem desfilar, e, por fim, fazem o show juntas. O sentimento dos músicos, tão metódicos e dedicados durante os ensaios, não é de competição, mas, sim, de comemoração ao esforço conjunto. "O sentimento é de cada uma prestigiar a outra e se apresentarem juntas, comprovando a união que existe entre eles. É um brinde à arte", afirmou a coordenadora de ações das fanfarras, da Secretaria Municipal de Educação (Smed), Fernanda Cerqueira.

No repertório das fanfarras, compostas por alunos e ex-alunos dos colégios municipais, está presente MPB, músicas tradicionais de fanfarras e até sucessos do pop atual, como Anitta. "Eles estão empolgados demais. Quando são escalados pra qualquer evento, ficam numa ansiedade e expectativa incríveis", comentou Fernanda.

As fanfarras participantes do festival são Fanteza, da Escola Municipal Teodoro Sampaio; Famup, dos alunos da Escola Municipal da Palestina; Fanmuf, ligada à Escola Municipal Fazenda Coutos; Fahema, da Escola Municipal Helena Magalhães; Famasp, da Escola Municipal Professora Alexandrina dos Santos Pita; e Famasba, ligada à Escola Municipal Manuel Henrique da Silva Barradas.

O Festival da Primavera chega à sexta edição em 2018 e traz muito mais atrações e novidades em 15 dias de programação espalhada em 21 localidades de Salvador. O evento teve início no último sábado (15), com a volta ao Dique do Tororó com o grupo Mudei de Nome. Uma multidão foi conferir a apresentação do grupo.

Entre os destaques do festival, ainda haverá feira da primavera e de artes dentre os dias 18 e 23 de setembro, das 9h às 21h, na Praça do Campo Grande. Além disso, acontecerá feira de artes e antiguidades no dia 23 de setembro, também na Praça do Campo Grande, das 9h às 16h. A programação completa está disponível no site do Festival.

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Com o intuito de discutir a implantação de hortas etnobotânicas, espaços com plantas utilizadas para fins religiosos, e o plantio de espécies sagradas nos terreiros de Salvador, será realizado o seminário “A importância das folhas sagradas: encontros de povos e comunidades de terreiro”. O evento é gratuito e será realizado nesta quinta (20), das 14h às 17h, no Espaço Cultural da Barroquinha. As vagas (140) são limitadas e as inscrições serão feitas na hora.

O evento é uma realização da Prefeitura - através da Secretaria de Reparação (Semur) e da Secretaria da Cidade Sustentável e Inovação (Secis) -, em parceria com o Conselho Municipal das Comunidades Negras (CMCN), a Associação Nacional Cultural de Preservação do Patrimônio Bantu (Acbantu), a Federação Nacional do Culto Afro Brasileiro (Fenacab) e a Associação Brasileira de Preservação da Cultura Afro Ameríndia (AFA).

O seminário reunirá lideranças religiosas, representantes de ONGs e associações, acadêmicos, além de técnicos de órgãos municipais. Na ocasião, será feita a identificação das folhas sagradas que estão escassas na capital, além da seleção de terreiros e áreas da cidade que possam receber mudas das espécies usadas nos rituais das religiões dos Povos e Comunidades de Terreiro.

Na primeira roda de conversa, em que será abordada a importância de projetos etnobotânicos para a cidade, estarão presentes a doutora em Química de Produtos Naturais, Mara de Almeida, a engenheira agrônoma Lucineide Teixeira, além de João Reis, membro do Terreiro Unzó Angorô. Em seguida, o tema em pauta será a experiência dos terreiros com o plantio e a preservação de folhas sagradas. Quem falará sobre o assunto é João Santos, representante do Terreiro Bate Folha, Rita de Cássia Freitas, Yalorixá do Terreiro Ilê Asé Babá Wallamym, e Sivanilton da Mata (Babá PC), Babalorixá do Terreiro Oxumaré.

Pesquisa - Durante o seminário, será apresentado um levantamento sobre a identificação das folhas sagradas existentes e escassas nas comunidades de terreiro, feito com base na pesquisa Folhas Sagradas lançada nesta quarta-feira (12) pela Semur e Secis. Com a pesquisa, dados como as principais espécies cultivadas nos terreiros, a presença de áreas disponíveis para horta nesses espaços e os tipos de plantas difíceis de encontrar na cidade serão coletados. Os resultados obtidos com o estudo serão usados para viabilizar a doação das mudas necessárias para o povo de santo e o plantio das hortas etnobotânicas nas comunidades religiosas.

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Após breve recesso para manutenção das vestimentas, a exposição “Orixás da Bahia” será reaberta nesta quinta-feira (20), às 18h, no Espaço Cultural da Barroquinha, dentro da programação do Festival da Primavera 2018. Além das 14 esculturas em tamanho real dos orixás, feitas por Alecy Azevedo (in memorian) em papel machê, a novidade é o acréscimo de mais quatro representações de entidades: Ossain, Iroco, Logun Edé e Ibeji.

A exposição fica em cartaz até março. A visitação é gratuita e estará aberta de quarta a domingo, das 14 às 19h. Visitas guiadas com grupos de escolas e instituições poderão ser agendas previamente pelo telefone (71) 3202-7880.

Aberta em janeiro deste ano, em comemoração ao Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, a exposição Orixás da Bahia já foi visitada por 5 mil pessoas em sete meses. Além da mostra, os visitantes aproveitam para conhecer e reverenciar a Fonte de Oxum, Dandalunda e Aziri Tobossi, que fica no pátio do espaço, bem ao lado da Galeria Juarez Paraíso.

O gerente de Equipamentos Culturais da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Chicco Assis, ressalta a beleza e a expressividade das esculturas feitas por Azevedo. “Há uma comoção geral em quem passa pela exposição. Tem gente que quer tocar e abraçar as esculturas como se sentisse a presença viva dos deuses iorubanos. Nesses tempos de tanta intolerância e racismo religioso, o ‘Orixás da Bahia’, aqui no Espaço Cultural da Barroquinha, de onde muitos dizem que derivou três dos mais antigos e importantes candomblés da cidade, é mais do que uma ação artística: é um manifesto potente de valorização e de preservação das heranças africanas tão presentes na essência do povo soteropolitano”, destaca.

Exposição – “Orixás da Bahia” é uma exposição criada em 1973 por D. Elyette Magalhães, com com 18 estátuas em tamanho natural de divindades africanas, esculpidas em papel machê pelo artista plástico Alecy Azevedo (in memorian). As obras integram o acervo do Museu da Cidade e expostas na Galeria Juarez Paraíso, Espaço Cultural da Barroquinha.

A curadoria tem assinatura do artista visual, cenógrafo, aderecista e figurinista, Maurício Martins. A consultoria religiosa foi feita por membros do Terreiro do Gantois, cuja yalorixá Mãe Menininha foi responsável por vestir os 16 orixás, na década de 1980.

O cenário projetado visa promover um diálogo entre elementos da ancestralidade e da contemporaneidade. Para recuperar as roupas (figurinos) e os adereços que vestem as esculturas de Alecy, Martins contou com a coordenação de Jane Palma e das costureiras Joselita França, Alzedite Santos, Clara Guedes e Regina Celia Santos.

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