Educação

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A Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Educação (Smed), o Ministério da Educação (MEC) e o Banco Mundial realizam nestas quinta e sexta-feiras (9 e 10), das 8h às 17h30, no São Salvador Hotéis (Rua Dr. José Peroba, 244, Stiep), o workshop internacional “Monitoramento e Avaliação da Educação Infantil”. Na mesa de abertura estarão o vice-prefeito de Salvador, Bruno Reis, o secretário Municipal de Educação, Bruno Barral, a coordenadora-geral da Educação Infantil do MEC, Carolina Velho, e os representantes do Banco Mundial Leandro Costa e Amanda Divercelli.

Direcionado a técnicos da educação pública de Salvador e outros municípios brasileiros, o evento tem como objetivo promover uma discussão técnica sobre as metodologias dos sistemas de monitoramento e avaliação na Educação Infantil, bem como explorar outros modelos, considerando, para tanto, as práticas e a legislação brasileira voltada para área. O Workshop contará com a participação de especialistas nacionais, como a consultora do Banco Mundial, Fátima Alves, e internacionais, entre eles, Hiro Yoshikawa, professor da Faculdade de Educação de Harvard (EUA), e Abbie Raikes, da Universidade de Nebraska (EUA).

A proposta do evento é também estabelecer um intercâmbio de experiências e informações entre gestores, equipes técnicas de Secretarias Municipais e Estaduais de Educação, do Ministério da Educação e profissionais de destaque da área educacional. A programação pode ser acessada no site da Smed www.educacao.salvador.ba.gov.br.

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A professora Lorena Barbara Santos Costa, da Escola Municipal Gersino Coelho, localizada no Doron, é uma das finalistas do prêmio Professores do Brasil - iniciativa do Ministério da Educação que busca reconhecer, divulgar e premiar o trabalho de docentes de escolas públicas que contribuem para a melhoria dos processos de ensino e aprendizagem. Os trabalhos selecionados concorrerão à etapa nacional e os vencedores serão conhecidos na primeira quinzena de dezembro.

O projeto "Vem Sambar e Aprender - O Samba como Instrumento de Resistência e Representação da Cultura Afro-Brasileira" já havia sido vencedor da etapa estadual, na categoria Ensino Fundamental: Anos Iniciais (4º e 5º anos). O trabalho visou garantir no ambiente escolar o debate e a troca de conhecimentos sobre a cultura negra no Brasil, em especial a cultura da Bahia, através do samba de roda.

A professora ainda conclui que “trabalhar com o samba de roda é uma ferramenta poderosa de empoderamento dos alunos de escolas públicas, que, em sua maioria, são pessoas negras e que não reconhecem as influências e contribuições dos povos africanos na nossa cultura. O samba é o ritmo que simboliza a resistência da cultura negra”.

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Dez alunos de escolas municipais de Salvador viajam nesta segunda-feira (6), às 20h, para Portugal. Eles foram vencedores  do ‘Era uma Vez… Brasil’, um projeto de arte-educação voltado para adolescentes do oitavo ano da rede pública de ensino. Serão dez dias de intercâmbio, visitando cidades como Lisboa e Sintra e refazendo os caminhos da família real e da corte portuguesa antes da chegada ao Brasil. No total, 16 estudantes baianos participarão da experiência, partindo do guichê da TAP, no aeroporto Luiz Eduardo Magalhães. 

Os estudantes da rede municipal que representarão a Bahia na viagem são: Ítalo dos Santos, Luís Fabiano Silva e Nataly dos Santos, da Escola Municipal Amélia Rodrigues, no Tororó; Mariene Marques e Ednei William dos Santos, da Escola Municipal 2 de Julho, no Trobogy; Sabrine de Almeida, da Escola Municipal Brigadeiro Eduardo Gomes, em São Cristóvão; Gabriel da Silva, da Escola Municipal Hildete Lomanto, em Fazenda Garcia; Ingridy da Graça, da Escola Municipal Alfredo Amorim, na Ribeira; Herbert Santos Ramos, da Escola Municipal Alexandre Leal; e Gabriel de França, da Escola Municipal Olga Figueiredo, em Cosme de Farias.

O projeto teve seis meses de atividades realizadas em duas etapas, nas quais os alunos passaram por oficinas culturais de teatro, música, audiovisual, história em quadrinhos e capoeira. “Nas etapas iniciais pudemos trabalhar desde a formação dos professores envolvidos até a convivência dos alunos em um ambiente de trabalho coletivo. Agora, nessa etapa final, eles poderão vivenciar o que os livros contam nas histórias dos reis e rainhas em Lisboa, em uma conexão entre passado e presente”, resume Marici Vila diretora executiva da Origem Produções, que realiza o projeto.

As histórias em quadrinhos produzidas pelos alunos participantes do projeto foram editadas no livro "O dilema de Dom João", que pode ser acessado no link https://goo.gl/eQKP7L.

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Prefeitos e vice-prefeitos de diversos municípios da Bahia e de outros estados do Brasil participaram, nesta terça-feira (24), do seminário “Um Município para Crianças e Adolescentes – Salvador/BA”, promovido pela Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), e com o apoio da Fundação Abrinq. O seminário faz parte do programa Prefeito Amigo da Criança e será realizado até esta quarta-feira (25) no auditório da Faculdade Maurício de Nassau, na Pituba.

Participaram da abertura do evento o vice-prefeito, Bruno Reis, a secretária da SPMJ, Taíssa Gama, o secretário municipal de Educação, Bruno Barral, representantes da Fundação Abrinq, além de pessoas engajadas com políticas públicas para crianças e adolescentes. Em dois dias, serão debatidos temas como mobilização de recursos em tempos de crise financeira, orçamento participativo, políticas públicas e o plano municipal para infância e juventude. Esta é a quarta vez que Salvador adere ao Prefeito Amigo da Criança e busca a sua primeira premiação em reconhecimento às iniciativas desenvolvidas para o público infanto-juvenil.

Bruno Reis ressaltou, como avanços obtidos nos últimos cinco anos, a duplicação do número de vagas na educação formal para crianças de 0 a 5 anos, que passou de 20 mil, em 2014, para 40 mil, este ano; a reforma e ampliação dos Conselhos Tutelares em Salvador, que antes contava com 12 unidades e agora conta com 18, a reforma de 60% dos campos e quadras da cidade e a inscrição de 40 mil famílias no Programa Primeiro Passo, que concede auxílio financeiro no valor de R$ 50 por mês para beneficiárias do Bolsa Família que não conseguiram vagas nas creches municipais ou conveniadas na região onde moram.

“É um desejo nosso que Salvador receba o selo de reconhecimento do Programa Prefeito Amigo da Criança porque sabemos o quão importante é ser reconhecido pelo trabalho realizado. Naturalmente, a premiação serve de estímulo não só para o prefeito e vice, mas para que toda a equipe da gestão municipal continue motivada e estimulada a trabalhar ainda mais pelas crianças e adolescentes da nossa cidade”, afirmou o vice-prefeito.

Segundo Taíssa Gama, um dos grandes avanços obtidos após a adesão ao programa da Abrinq está sendo a criação do Orçamento da Criança e do Adolescente (OCA), que antes era atendido por várias secretarias. A partir dessa iniciativa, será um orçamento específico e deverá ser incluído no Plano Plurianual do Município. “É muito importante contar com o apoio e a expertise da equipe técnica da Fundação Abrinq, não só para as políticas públicas que a gente já vem desenvolvendo, como para novas ações”, disse.

O programa – Criado pela Abrinq em 1996, o programa Prefeito Amigo da Criança busca mobilizar e apoiar tecnicamente o município na implementação de ações e políticas que resultem em avanços na garantia dos direitos das crianças e adolescentes. A ação chega à sexta edição, mobilizando 2,2 mil municípios em todo o Brasil, com representação de todos os estados. Só na Bahia, são 176 cidades participantes. Ao final de quatro anos de participação do programa, prefeitos e prefeitas que conseguirem cumprir a agenda do programa e apresentarem evolução dos indicadores sociais serão premiados com um selo de reconhecimento. Salvador busca nessa edição conquistar, pela primeira vez, a premiação.

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“Não é sobre ter todas as pessoas do mundo pra si / É sobre saber que em algum lugar alguém zela por ti...”. Foi assim, através dos versos da canção “Trem Bala”, da cantora e compositora Ana Vilela, que os alunos da Escola Municipal Novo Horizonte, na Rua Albino Fernandes, demonstraram a satisfação em ver a escola novinha, após intervenção feita pela Prefeitura. A cerimônia de entrega da unidade de ensino, realizada nesta terça-feira (24), contou com as presenças do prefeito ACM Neto, do vice-prefeito Bruno Reis e do secretário municipal da Educação (Smed), Bruno Barral, além de demais gestores municipais, lideranças comunitárias e comunidade escolar.

O prefeito ressaltou, mais uma vez, a meta da administração municipal em inaugurar uma unidade escolar por semana até o fim deste ano. Ele lembrou que, em 2013, Salvador ocupava uma das piores posições no Índice Nacional da Educação Básica (Ideb) entre as capitais do país. “As unidades estavam com as estruturas comprometidas, não ofereciam qualquer segurança aos alunos. Era necessário fazer algo para que a comunidade fosse motivada a fazer, com qualidade, educação escolar.”

A diretora da unidade, Cristiane Vieira, lembrou que a Escola Municipal Novo Horizonte estava em uma situação deplorável antes da demolição do antigo imóvel. “Hoje temos uma estrutura de qualidade e digna para atender com excelência à comunidade. Agradecemos a todos pela sensibilidade em atender nosso pleito", observou.

Transformação – Construída em uma área de cerca de 2 mil m², a unidade de ensino foi completamente reconstruída após ser demolida pela Prefeitura, em julho do ano passado, devido a problemas com a antiga estrutura em pré-moldado. Com investimento de R$2,6 milhões, a nova escola de Novo Horizonte conta com 13 salas de aula, sala de reunião, sala de professores, secretaria, diretoria, seis sanitários destinados a alunos e funcionários, adaptados às pessoas com deficiência, pátios coberto e descoberto, lavanderia, cozinha, despensa, jardim e área de serviço. Atualmente, a unidade atende a 567 alunos da Educação Infantil, Ensino Fundamental I e Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Desde 2013, a Prefeitura iniciou um processo de requalificação da rede de ensino nunca antes vista na história de Salvador. No total, já foram entregues reformadas 164 escolas, sendo 20 Centros Municipal de Educação Infantil (CMEIs). Outras 25 foram reconstruídas (cinco CMEIs e 20 escolas) e 27 erguidas do zero (21 CMEIs e seis escolas).

Mais novidades – Os moradores de Novo Horizonte ainda receberam mais duas boas notícias do prefeito ACM Neto. A primeira delas foi a autorização para o início da recuperação da iluminação da Rua Albino Fernandes, onde está localizada a escola – a obra foi a mais votada pela comunidade, através do programa Ouvindo Nosso Bairro. A segunda melhoria é a realização da segunda etapa do programa Morar Melhor no bairro, que vai reformar, inicialmente, 200 casas em situação precária.

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Cerca de 18 mil alunos da rede municipal de Educação devem participar da Prova Brasil 2017 - uma avaliação diagnóstica, em larga escala, desenvolvida pelo Ministério da Educação (MEC), através do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Alunos do 5° e do 9º ano do Ensino Fundamental responderão a questões de Língua Portuguesa, com foco em leitura; e Matemática, com foco na resolução de problemas.

As provas serão aplicadas a partir desta segunda-feira (23) até 3 de novembro. O objetivo é avaliar a qualidade do ensino oferecido pelo sistema educacional brasileiro. Os resultados das avaliações, que fazem parte do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), compõem o cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica - IDEB 2017.

"Com esses dados, teremos um diagnóstico da nossa rede, identificando pontos fortes e pontos fracos, aperfeiçoando assim a qualidade da educação municipal", explica Bruno Barral, secretário municipal de Educação. "A divulgação desses dados e índices também possibilita à sociedade acompanhar a qualidade do ensino da educação pública, bem como as políticas públicas implementadas pelo município", frisa.

Para incentivar a participação dos alunos, já que a prova não é obrigatória, a Secretaria Municipal de Educação (Smed) realiza ações direcionadas, através dos professores, gestores e gerentes regionais de educação, como palestras, aulões, atividades pedagógicas e campanha de participação. A expectativa é que, pelo menos, 80% dos estudantes façam as provas, que serão aplicadas pela escola sob coordenação da empresa executora da avaliação.

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“O CMEI está lindo! Muito obrigada por esse novo CMEI!” A declaração das crianças de 5 e 6 anos, alunas do Centro Municipal de Educação Infantil Unidos de Castelo Branco, refletiu o clima de satisfação e realização de um sonho da comunidade escolar do bairro, na manhã desta terça-feira (17). A unidade de ensino foi completamente reconstruída pela Prefeitura e entregue em cerimônia que contou com as presenças do prefeito ACM Neto e do vice, Bruno Reis, acompanhados dos secretários Bruno Barral (Educação), João Roma (Gabinete) e Virgílio Daltro (Manutenção), demais gestores municipais, autoridades e população.

“A Prefeitura sabe que essa ação é importante para as mães e pais, que vão deixar os filhos ao longo de todo o dia na escola e, assim, poder ir trabalhar. Também para a criança, pois ela terá acesso à Educação Infantil e poderá ser alfabetizada na idade correta. Estamos em ritmo acelerado de entregas e a intenção é de que, nos próximos três meses, inaugurar uma escola por semana na cidade. Com isso, vamos começar o ano letivo de 2018 com o dobro do número de vagas na Educação Infantil em comparação ao ano de 2014”, pontuou ACM Neto.

Com investimento de R$2,5 milhões em uma área de quase mil m², o CMEI funciona na Rua dos Unidos, s/n, na 4ª Etapa do bairro, e vai atender a 180 crianças entre 2 e 5 anos de idade. Com dois pavimentos, o equipamento conta com salas de aula, cozinha, sanitários, brinquedoteca, sala de vídeo e área de lazer, dentre outros itens necessários para a adequada prática do ensino/aprendizado voltado para crianças nas séries iniciais.

A nova escola deixa para trás as lembranças da estrutura em pré-moldado, demolida em 2015 pela Prefeitura por já estar bastante desgastada pelo tempo, com problemas na rede elétrica e constantes alagamentos na época de chuva – situação que trazia riscos para alunos, professores e funcionários. “Hoje é um dia de festejar. Acredito que investir em Educação é investir em patrimônio cultural para o cidadão. Obrigada à Prefeitura por esta unidade novinha”, salientou a diretora Rúbia Barbosa, que também agradeceu à comunidade pelo empenho na construção e reconstrução do CMEI.

O discurso de agradecimento também foi proferido pelo secretário Bruno Barral a toda a comunidade escolar, moradores e equipes municipais envolvidas na ação. Ele lembrou que o bairro tem sido alvo de realização de projetos, como a nova iluminação em LED, praças e unidade de saúde. “Este é mais um equipamento que nos enche de orgulho”, completou.

Balanço e nova obra – Desde 2013, a Prefeitura iniciou um processo de requalificação da rede de ensino nunca antes vista na história de Salvador. No total, já foram entregues reformadas 164 escolas, sendo 20 CMEIs. Outras 25 foram reconstruídas (cinco CMEIs e 20 escolas) e 27 erguidas do zero (21 CMEIs e seis escolas).

O prefeito aproveitou a ocasião para autorizar a obra de recuperação asfáltica da Rua Lafayette Coutinho. A ação foi a mais votada pelos moradores de Castelo Branco, por meio do programa de consulta popular Ouvindo Nosso Bairro.

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Dez estudantes de escolas municipais de Salvador passarão dez dias em Portugal, em visita a cidades como Lisboa e Cintra, e terão a oportunidade de refazer os caminhos da família real e da corte portuguesa antes da chegada ao Brasil em uma experiência incrível. O intercâmbio está programado para o próximo dia 6 de novembro e é fruto do projeto de arte-educação ‘Era uma Vez... Brasil’, patrocinado, na Bahia, pela rede Tivoli Hotels & Resorts.

Foram selecionados os alunos Ítalo dos Santos, Luís Fabiano Silva e Nataly dos Santos, da Escola Municipal Amélia Rodrigues, no Tororó; Mariene Marques e Ednei William dos Santos da Escola Municipal 2 de Julho, no Trobogy; Sabrine de Almeida, da Escola Municipal Brigadeiro Eduardo Gomes, no bairro de São Cristóvão; Gabriel da Silva, da Escola Hildete Lomanto, em Fazenda Garcia; Ingridy da Graça, da Escola Alfredo Amorin, na Ribeira; Herbert Santos Ramos da Escola Alexandre Leal, em Nazaré e Gabriel de França, da Escola Olga Figueiredo, em Cosme de Farias.

Antes que os alunos passassem pelo processo seletivo, as equipes pedagógicas das escolas municipais se empenharam para prepará-los a ter um bom desempenho durante as atividades avaliativas, que iniciaram em abril e tiveram duração de cinco meses. Reforço das aulas de história, debates e atividades artístico-culturais fizeram parte da dedicação dos professores.

A diretora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação, Joelice Braga, avalia o intercâmbio como uma atividade complementar importante para o desenvolvimento pessoal das crianças e adolescentes selecionados. “É um projeto fantástico de estímulo ao conhecimento e de resgate da nossa história. Foi muito emocionante ver o sucesso dos nossos alunos. É uma conquista deles, através da criatividade e dedicação, e uma conquista também dos professores envolvidos”, avaliou.

Para a seleção dos estudantes, segundo a diretora-executiva da Origem Produções, que realiza o projeto, Marici Vila, foram observados critérios como engajamento nas atividades, relacionamento coletivo e com o meio ambiente. "Agora, nessa etapa final, eles poderão vivenciar o que os livros contam nas histórias dos reis e rainhas em Lisboa, em uma conexão entre passado e presente", afirma Marici.

Etapas – Os alunos foram selecionados no dia 29 de setembro, após duas etapas do projeto, que envolveram oficinas culturais de teatro, música, audiovisual, história em quadrinhos e capoeira. A primeira etapa começou em abril e terminou em junho, período de realização de oficinas de formação e desenvolvimento de um HQ com o tema "O dilema de Dom João" e de um vídeo de até 60 segundos.

Durante a segunda etapa, os alunos passaram sete dias em sistema de alojamento, em Mata de São João, oportunidade em que receberam aula de teatro, música, capoeira e audiovisual. Ao final desse período, eles desenvolveram quatro curtas-metragens e um curta coletivo que foi exibido no dia 29 de agosto, durante evento de divulgação dos selecionados, realizado no Teatro Gregório de Matos.

O evento contou com a presença de representantes das secretarias municipais de Educação dos Municípios de Salvador e de Mata de São João e da rede Tivoli Hotels & Resorts, patrocinadora do projeto na Bahia. Na ocasião, houve o lançamento do livro de HQs ‘O Dilema de Dom João’, que reuniu as 100 melhores tirinhas feitas pelos estudantes.

Segunda edição – Essa é a segunda edição do projeto "Era uma Vez... Brasil". Em 2016, 81 estudantes brasileiros, entre eles 21 baianos de Salvador e Mata de São João (dentre os quais, 16 de escolas municipais) e dois professores de história, foram recepcionados por Laurentino Gomes, autor do livro 1808, que conta a história da chegada da família real e da corte portuguesa ao Brasil, e é utilizado como base para o projeto.

O intercâmbio incluiu roteiros culturais que percorreram pontos relevantes para a história Portugal-Brasil como Terreiro do Paço, Palácios Nacionais de Queluz e da Ajuda, além de visita a mais de 23 museus, bibliotecas e escolas de Lisboa.

 

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A matrícula tardia, a não alfabetização no tempo certo, o trabalho precoce e os problemas psicológicos e sociais são alguns dos fatores que podem contribuir para o atraso e a evasão escolar. Para reverter o quadro da distorção idade-série no início da Educação Básica, que ocorre quando a criança tem pelo menos dois anos de atraso em relação ao ano escolar que deveria cursar, a Prefeitura executa dois programas, por meio de uma parceria com o Instituto Ayrton Senna, que já começaram a dar resultados.

Um deles é o Programa Regularização de Fluxo, que corrige o problema por meio da alfabetização e da aceleração dos anos escolares. O outro é o Programa Gestão da Alfabetização, que reforça o ensino com o apoio à aprendizagem em classe. Graças aos dois programas, entre 2014 e 2017, o Ensino Fundamental I, que inclui estudantes do 1º ao 5º ano, apresentou uma redução de 48,8% da distorção idade-série. Enquanto em 2014, 31.629 alunos dessa etapa tinham atraso de dois anos na escola, esse ano, 16.201 estão nessa situação.

Inicialmente, as ações foram implantadas apenas no Fundamental I, mas já provocam impactos positivos também no Fundamental II (6º ao 9º ano), cuja redução foi de 9% nos últimos três anos. O número de crianças atrasadas no Fundamental II caiu de 8.546 em 2014, para 7.807 em 2017. Para Joelice Braga, diretora-pedagógica da rede municipal de ensino, os números representam o sucesso das ações da Secretaria Municipal de Educação (Smed) no sentido de dirimir o problema. “É perceptível que os programas trazem efeitos positivos e, por isso, já planejamos ampliar para todo o Fundamental I e implantar no Fundamental II no próximo ano”, conta.

Ao todo, o programa Regularização de Fluxo já beneficiou 17,7 mil alunos, que avançaram uma ou duas séries. Já o programa Gestão da Alfabetização contemplou 11.500 alunos em 161 escolas da rede. Nestas escolas, estagiários do curso de Pedagogia ajudam o professor a promover e administrar a aula. Enquanto os alunos estão fazendo as atividades de classe, monitorados pelos estagiários, a criança que precisa de atenção diferenciada tem atendimento diretamente com o professor.

Um dos alunos atendidos pela Regularização de Fluxo foi Djair da Cruz, de 13 anos, que após estudar na Escola Municipal Vivaldo Costa Lima, no Centro Histórico de Salvador, conseguiu avançar dois anos escolares. A mãe dele, Telma Souza, 45, conta que Djair estava atrasado por ter sido reprovado e ter abandonado a turma algumas vezes. Após ingressar no programa Regularização de Fluxo, o garoto apresentou bom desempenho e avançou para o 6º ano. “Ajudou bastante porque agora ele já estuda em uma nova etapa. Eu sempre digo a ele que educação é tudo”, opina Telma.

Cronograma – O aluno atendido pela Regularização de Fluxo precisa obedecer todo um cronograma de atividades para que esteja apto a avançar. Os estudantes precisam ter 170 dias de aula, ler, no mínimo, 40 livros durante o ano, não podem ter falta e precisam fazer atividades diariamente. “É por isso que há todo um trabalho de conscientização para que eles entendam que estão saindo de um ensino regular para um programa especial benéfico, tanto para a vida escolar como para o crescimento pessoal”, afirma a diretora-pedagógica Joelice.

O programa está dividido em dois eixos: Se Liga e Acelera. O primeiro eixo é voltado para crianças e adolescentes que ainda não estão alfabetizados, e o segundo é destinado a quem já passou pelo processo de alfabetização. Nos dois programas, a aceleração do ano escolar depende diretamente do desempenho final dos estudantes.

Incentivo – Na Escola Vivaldo Costa Lima, em Santo Antônio Além do Carmo, a professora do Se Liga, Cíntia Zacaríades, teve a iniciativa de criar feirinhas para incentivar a classe a cumprir o cronograma de presença, de horário, e a fazer as atividades de classe e de casa. “Sempre que eles chegam no horário e entregam as atividades no prazo, ganham uma nota de um real de brinquedo, que é utilizada nas feirinhas. Nós já tivemos uma feira de merenda, de guloseima e de material escolar. Agora, no mês das crianças, estou planejando uma feira de brinquedos”, conta a professora.

Os reflexos de tanto empenho estão aparentes na leitura de Yasmin Santos, de 10 anos, por exemplo. “Se eu morasse dentro de um A, minha casa seria em Atenas. Se eu morasse dentro de um E, minha casa seria no Egito”, lê a garota, sem dificuldades. As frases fazem parte do livro A Casinha Pequenina, um dos 30 que os estudantes levam para casa nos finais de semana e precisam ler para contar a estória na segunda-feira.

Graças aos programas e ao incentivo da equipe pedagógica, o índice de aprovação da escola subiu de 57%, em 2013, para 77%, em 2016. “A metodologia diferente dos programas, somada a outras ações da escola, como as feirinhas, também contribui para a melhoria no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). O desenvolvimento do aprendizado desses alunos é o nosso principal objetivo e isso nos deixa muito contentes”, diz o vice-diretor da escola, Wendel Souto.

Prevenção – Além dos Programas Regularização de Fluxo e Gestão da Alfabetização, que atuam diretamente com a distorção idade-série, a Smed conta com programas preventivos, como o Nossa Rede e o Agente da Educação, criados no segundo semestre de 2015. O foco do programa Nossa Rede é a participação, criação colaborativa e a elaboração de um novo material pedagógico produzido dentro de uma visão de respeito aos valores das identidades culturais de Salvador e suas peculiaridades.

O Nossa Rede envolveu mais de quatro mil profissionais na confecção de novo material pedagógico, e todos eles puderam participar por meio de plataformas digitais. Ao todo, 80 cadernos pedagógicos de língua portuguesa e de matemática foram elaborados com características da arte e cultura da capital baiana. A capa remete à feira de São Joaquim e às placas de vendas. “Trazer isso para o currículo dos estudantes é dar sentido ao trabalho pedagógico. É algo forte na linha de combate à reprovação e à evasão porque dá mais vida a esse dia a dia da escola para que o aluno possa sentir prazer e ter sucesso no aprendizado”, afirma a diretora-pedagógica, Joelice Braga.

O programa Agente da Educação promove a aproximação entre a família, escola e comunidade, por meio de ações que possibilitam a participação de familiares e moradores no ambiente escolar e no desenvolvimento da rotina estudantil. Uma das ações consiste na contratação de estagiários remunerados que estejam cursando Pedagogia e morem no mesmo bairro onde a escola está inserida.

“O agente da educação é um cidadão que vive o bairro onde a escola está inserida. É uma pessoa da comunidade, que acompanha a frequência do aluno e, quando nota a ausência dele, vai em sua casa, conversa com os pais para entender os motivos do afastamento e tenta trazer o estudante de volta”, acrescenta Joelice. Segundo ela, os dois programas (Nossa Rede e Agente da Educação) são responsáveis por prevenir a distorção idade-série, uma vez que melhoram a qualidade da Educação Municipal e motivam as crianças e adolescentes a permanecerem na escola.

 

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