Educação

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A partir desta quinta-feira (25), 31 alunos da rede municipal com surdez ou deficiência auditiva passam a contar com intérpretes de Libras. Esses profissionais têm a função de ser o canal comunicativo entre o aluno surdo, o professor, colegas e equipe escolar. A apresentação da equipe de intérpretes acontece nesta quinta (25), às 9h, na Escola Municipal Helena Magalhães, na Ladeira da Alegria, em Boa Vista do São Caetano, com as presenças do vice-prefeito Bruno Reis e do secretário municipal de Educação, Bruno Barral.

Estima-se que no Brasil todo exista apenas 230 intérpretes capacitados em salas de aula. No total, 28 escolas da rede municipal estão recebendo os 30 profissionais, que passam a atuar junto a alunos do grupo 5 ao 6° ano do Ensino Fundamental, nos anos finais. "A presença do tradutor e intérprete de libras nas salas de aula irá viabilizar o acesso à comunicação, informação e a educação dos alunos surdos”, explica a gerente de currículo da Secretaria Municipal de Educação (Smed), Edna Rodrigues.

O titular da Smed, Bruno Barral, destaca que, entre os principais objetivos, a medida visa garantir a permanência dos alunos em sala de aula. “Através da presença deste profissional, estamos criando mais um mecanismo para que este estudante não abandone os estudos, aperfeiçoando e garantindo a aprendizagem desses alunos surdos ou deficientes auditivos”, pontua.

Segundo ele, os estudantes que terão o acompanhamento dos intérpretes já são atendidos no contraturno tanto na Associação de Pais e Amigos de Deficientes Auditivos (Apada) quanto na Associação Educacional Sons no Silêncio (Aesos), instituições parceiras da Smed, sem fins lucrativos, que trabalham com foco no aperfeiçoamento da língua.

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“Sem a minha escola não posso viver”, dizia um dos trechos do poema declamado pela aluna Laila Santa, 10 anos, da Escola Municipal Irmã Elisa Maria, localizada em Nova Brasília. A instituição de ensino foi palco da ação “Trem da Poesia”, realizado na manhã desta quarta-feira (24) pelos alunos das turmas dos programas Se Liga e Acelera (alunos com distorção idade-série), em celebração pelo Dia do Livro.

Caracterizados com uma placa no pescoço, que fazia alusão à dianteira de um trem, os alunos visitaram todas as salas da instituição, que compreende as séries do 2º ao 5º ano, declamando poemas e poesias escolhidos por eles e pela professora da turma, Verena Aragão. “Esse trabalho de pesquisa de poemas, leitura e declamação estimula os alunos a praticarem a leitura e desenvolverem a escrita, a fala e o conhecimento. Esse trabalho acaba sendo levado para fora da escola, pois faz com que os alunos passem a ter o hábito de praticar a leitura não só na instituição, como também em suas residências, estimulando seus pais, amigos e familiares”, declarou Verena.

"Atividades como essa são de grande importância, pois tira os alunos da rotina e da comodidade, estimulam a educação e fazem com que eles priorizem os estudos. Neste caso, são trabalhados aspectos da leitura, escrita e oralidade, que ajudam no desenvolvimento destes menores, elevando a autoestima e contribuindo nos seus resultados”, destacou a diretora da instituição, Amanda Cristina Souza.

Mãe do aluno Jefté Sousa, do 3º ano A, Débora Cruz, 39 anos, aprovou a ação realizada pela escola. “Através da leitura absorvemos muitos conhecimentos. Ler nos faz atravessar fronteiras. Essa ação é muito interessante, pois incentiva não só os alunos, como nós, pais, a praticar a leitura. E isso, com certeza, vai fazer muita diferença no futuro destes alunos”, afirmou.

Plano de ação – Apesar de o “Trem da Poesia” ter sido uma atividade pensada e realizada para celebrar o Dia do Livro, a instituição, desde o início do ano letivo, desenvolve atividades que envolvem as crianças no mundo da leitura. Através do projeto “Ler é Ver e Ser. Ler é Poder”, que desenvolve um conjunto de ações que estão integradas ao Plano de Ação da Escolativa, durante toda a semana, todos os alunos participam em sala de uma atividade voltada para o mundo dos livros. O objetivo é melhorar os resultados dos indicadores da rede municipal.

Dentre as ações realizadas estão a “Ciranda da Leitura com Café Literário e Construção Coletivo de Livro de História”; a “Leitura, pra que te Quero?”, que rescreve histórias; a “Sacola da Leitura”, onde o aluno sorteado leva uma sacola para casa com um livro e apresenta como desejar; e o “Pais Lendo e Aprendendo, com Sarau”, onde um pai, mãe ou responsável é convidado para fazer uma leitura para os alunos. Um dos mais inusitados é o “Gaiola da Leitura”, onde, dentro uma gaiola, estão presos vários poemas e os alunos são convidados a libertarem esse poema e declamar.

Também é realizada a atividade “Ciranda da Leitura”, “Aluno Letrado, Cidadão Antenado”, “Conhecendo meu Bairro: Contando Minha História e me Localizando no Espaço”, e “Práticas Performáticas de Leitura nas Artes Visuais, na Música, na Língua Inglesa e na Educação Física”, que também desenvolvem práticas de leitura, vocabulário e fichamento.

 

 

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Com a participação de alunos, professores e funcionários, a Escola Municipal Zulmira Torres, localizada no bairro de Amaralina, ficou mais verde na manhã desta terça-feira (23). Foram plantadas quatro mudas de árvores, dentre elas duas patas de vaca, espécie nativa da Mata Atlântica, além de ipês roxo e rosa.

A ação faz parte da Operação Plantio Chuva 2019, iniciada ontem (22) pela Prefeitura, por meio da Secretaria da Cidade Sustentável, Inovação e Resiliência (Secis). Além de proporcionar mais contato com as comunidades, o objetivo é aproveitar o período chuvoso para plantar árvores na cidade, potencializando o sucesso da ação e reduzindo custos com manutenção.

Para a professora da turma do 5º ano B Aline Gonzaga, a iniciativa é muito mais que uma plantação – é, também, um trabalho educativo. “Esse contato com a natureza é de grande importância, pois desenvolve nos alunos a conscientização ambiental e a necessidade de cuidar e preservar o meio ambiente”, declarou.

Após participar do plantio de uma das mudas de árvore, o aluno Kaique Lucas, 11 anos, demonstrou empolgação com o momento. “Eu achei muito legal a gente mesmo poder plantar uma árvore. Quanto mais árvores a gente tiver, melhor vai ser o ar que vamos respirar. Eu quero plantar muitas outras vezes”, afirmou.

Técnica da Secis, a bióloga Elane Sousa vê essas crianças como multiplicadores desse cuidado com a natureza. “É um trabalho de educação ambiental que envolve todos os alunos que, durante esse contato com as mudas, conhecem um pouco mais sobre o meio ambiente e a importância de preservá-lo, levando esses conhecimentos adquiridos para seus pais, amigos e todos à sua volta”, destacou.

Meta – Até o final de julho, serão realizadas diariamente ações de plantio em mais de 60 espaços públicos de Salvador, como ruas, praças, avenidas e largos. No total, cerca de 2,3 mil novas árvores serão plantadas por toda cidade.

Uma das medidas do projeto é atender às solicitações feitas pelos cidadãos por meio do disque Mata Atlântica, canal onde podem ser solicitadas mudas de árvores para plantio. Os pedidos podem ser realizados através do telefone (71) 3611-3802, pelo Fala Salvador, no telefone 156, ou por mensagem através do aplicativo WhatsApp, no número (71) 98549-8453.

Caravana – Nos locais onde o plantio for solicitado pela comunidade, a Caravana Mata Atlântica irá acompanhar a ação. Nos dias 24, 26, 27 e 28 de abril, a Kombi da caravana vai para os bairros de Stella Maris, Novo Marotinho, Pituba e Horto Bela Vista. Nessas ocasiões, além dos técnicos, moradores de cada região poderão participar do plantio.

Balanço – Em 2018, mais de 1.500 árvores foram plantadas e 58 localidades da cidade foram contempladas com a ação. Do total plantado, cerca de 70% dos vegetais se adaptaram bem e estão em bom estado de desenvolvimento, a exemplos do canteiro central da Avenida Barros Reis, onde 153 mudas foram plantadas, e da Avenida 2 de Julho, em Cajazeiras/Águas Claras, onde, das 150 árvores cultivadas, apenas 29 tiveram que ser substituídas.

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Concorrer a uma das 368 vagas do concurso da Prefeitura é uma grande oportunidade para quem está em busca de um cargo ou de melhores condições de trabalho. Conquistá-la, no entanto, exige dedicação. Uma das primeiras iniciativas para quem quer se candidatar é ler atenciosamente o edital. A leitura e releitura do documento permite que o candidato tenha pleno conhecimento de todas as exigências do certame.

Professor do curso Os Aprovados, Carlos Humberto Moreira recomenda também organizar os estudos, focar nos assuntos que são considerados mais difíceis e definir horas diárias para se dedicar. “Cada estudante tem o seu tempo, mas é preciso ter disciplina. O recomendável é estudar, no mínimo, duas horas por dia. Para aqueles que têm a semana muito ocupada com trabalho, o ideal é reservar os finais de semana e, no momento de estudo, esquecer as redes sociais e o bate-papo”, afirma Carlos "Helmans", como é conhecido no cursinho.

Após ler ou assistir vídeo-aulas sobre o assunto da prova, o candidato não pode esquecer de resolver questões de concursos anteriores. Carlos "Helmans" explica que as questões se repetem, o que muda é apenas o contexto. “Resolvê-las dará uma noção de como o assunto será cobrado. A dica é estudar um assunto e em seguida responder às questões relacionadas. Além disso, é bom observar a maneira como a banca elabora as perguntas”, diz.

Na prova de concurso para ensino médio da Prefeitura, que costumam ter uma concorrência maior, vão cair os seguintes assuntos básicos: língua portuguesa, raciocínio lógico, noções de informática e legislação institucional. Além dos assuntos básicos, serão cobrados conhecimentos específicos, de acordo com cada cargo, e Teste de Aptidão Física (TAF).

Os cargos para ensino médio são os de agente de trânsito e transporte (com 30 vagas mais cadastro de reserva), agente de fiscalização municipal (5 vagas mais cadastro de reserva), agente de salvamento aquático (10 vagas mais cadastro de reserva) e Guarda Civil Municipal (50 vagas mais cadastro de reserva).

Descanso – Depois da maratona de estudos, o descanso é sempre bem-vindo. “A mente também precisa descansar, principalmente após um longo tempo de dedicação. O candidato que estudou muitas horas seguidas e se sente cansado deve parar um pouco, assistir um filme, fazer alguma atividade recreativa ou dormir. É muito importante! Inclusive, a véspera da prova é um momento para relaxar e deixar que toda a aprendizagem feita até o momento possa fluir no dia seguinte”, sugere Helmans.

Experiente no assunto, o guarda civil municipal Antônio Carlos Magalhães, de 39 anos, orienta os candidatos aos cargos de nível médio a iniciar logo o treino para o TAF, antes mesmo de fazer a prova objetiva. “O período entre a aprovação na prova objetiva e o TAF é muito curto. Por isso, muita gente que deixa para a última hora acaba sendo eliminada, principalmente na barra, que é um dos exercícios comumente cobrados”, conta ACM.

Durante a prova objetiva, a dica é prestar muita atenção no enunciado. “É melhor buscar compreender do que tentar fazer várias questões sem entender o que está sendo pedido”, complementa.

Inscrições – As inscrições para o concurso da Prefeitura seguem disponíveis até as 16h do dia 7 de maio, pelo site www. fgv. br/ fgvprojetos/ concursos/ pms2019. O valor é de R$ 80 para os cargos de nível médio e nível técnico e de R$ 100 para aqueles de nível superior. As provas objetiva e discursiva estão marcadas para o dia 16 de junho. A remuneração pode chegar a R$ 10.902,71, de acordo com o cargo. Mais informações sobre o concurso podem ser acessadas no edital, disponível na página da FGV.

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A rede municipal de ensino de Salvador passa a ter, neste primeiro semestre de 2019, 100% do material didático produzido com conteúdo próprio – iniciativa inédita no Brasil. O lançamento dos materiais complementares foi feito durante o "Seminário municipal Nossa Rede: A consolidação de uma política educacional", realizado durante toda esta segunda-feira (15), no Hotel Fiesta, no Itaigara.

O evento teve as presenças do prefeito ACM Neto; do vice-prefeito e secretário municipal de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra), Bruno Reis; do secretário municipal da Educação (Smed), Bruno Barral; e da presidente do Instituto Chapada de Educação e Pesquisa (Icep), Elisabete Monteiro, além de gestores das unidades municipais de ensino.

O seminário representou o encerramento do ciclo de produção dos materiais próprios da rede municipal, iniciado em 2015, que passa a ter todas as etapas contempladas: Educação Infantil (pré-escola) e Ensino Fundamental - Anos Iniciais (1º ao 5º ano) e Anos Finais (6º ao 9º ano).

Sendo assim, começam a ser entregues na próxima semana o caderno de Ciências Humanas e da Natureza para os alunos de 1º ao 5º ano, e os cadernos pedagógicos direcionados a professores e alunos do Ensino Fundamental Anos Finais, bem como os referenciais curriculares relacionados a essa etapa.

Para o prefeito, a construção de um material pedagógico próprio é um exemplo da prioridade que tem a educação na capital baiana, sobretudo na qualidade de ensino. “Não adianta ter escolas bonitas, com professores se não houver um material didático adequado, atualizado, customizado para a realidade de Salvador. O que se consegue com esse referencial curricular é isso: dar o que há de mais moderno, completo e adequado à situação da nossa capital para os alunos”, pontuou ACM Neto.

O processo, inclusive, estava previsto para ser concluído em 2020, de acordo com o secretário Bruno Barral. Ele aproveitou para agradecer a todos pela parceria e empenho com a iniciativa. “Solicitamos a antecipação desse material, pois as crianças não podiam esperar. Temos muito a fazer por essa rede, pelos alunos e pela nossa cidade”, completou.

Processo – A construção do material para os anos finais foi feita de julho a dezembro de 2018. A iniciativa envolveu 930 profissionais da educação pública municipal, entre professores, gestores e coordenadores. Um diferencial importante foi a participação de 240 alunos na produção dos cadernos, que dialogam com os alunos desta faixa etária, tornando o material mais atrativo e interessante

“Pensamos em uma proposta pra os anos finais que fosse inovadora, que abrisse a possibilidade dos professores de dialogar entre si dentro da escola, onde as áreas de conhecimento não fossem abordadas de forma isolada e também pensar sobre a realidade e as demandas do mundo. É uma proposta cidadã e que o Brasil vai aplaudir, pois nos Anos Finais não há experiência com a dimensão que esta rede teve coragem de assumir”, afirmou Elisabete Monteiro.

Os cadernos têm profunda ligação com as características culturais e sociais de Salvador, tornando os conteúdos muito próximos da realidade dos alunos. São materiais cuidadosamente construídos a partir de conceitos como representatividade, baianidade, questões étnicorraciais, inclusão, empoderamento, proximidade e diálogo, dentre outros. Contém atividades inclusivas, oportunizando que as crianças com necessidades especiais sejam contempladas. Para os jovens, as atividades são gamificadas, ou seja, utilizam a tecnologia, linguagem e design dos jogos.

Outra inovação é a apresentação das sequências didáticas de forma interdisciplinar. Trata-se de uma nova metodologia de ensino que trabalha os conteúdos de forma transversal, o que proporciona um aprendizado mais amplo e conectado. O projeto Música na Escola, lançado na última sexta-feira (12), faz parte desse currículo próprio da rede municipal.

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Ainda em meio às comemorações pelos 470 anos de fundação, a Cidade da Música pela Unesco vai utilizar a vocação rítmica para reforçar ainda mais o aprendizado nas escolas municipais. Salvador passa a ter o projeto "Música na Escola", desenvolvido pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Smed). O lançamento da iniciativa foi realizado nesta sexta-feira (12), no Parque na Cidade, pelo prefeito ACM Neto e pelo secretário da Smed, Bruno Barral, dentre outras autoridades municipais e grupos de escolas da rede municipal de ensino.

A animação foi tão grande que o próprio prefeito assistiu as apresentações musicais ao lado dos estudantes. Ele salientou que a iniciativa é muito importante por aliar a música, que é um dos principais elementos da cultura e do povo da cidade, com a educação.

"É uma forma muito fácil de ensinar História, Matemática, Português e Ciências, conseguindo transmitir esse conteúdo, que pode ser um pouquinho maçante, de forma lúdica. Além disso, é um convite para as crianças apreciarem cada vez mais a música", afirmou ACM Neto.

Produzida em parceria com a Associação Pracatum Ação Social (APAS), a ação integra o Programa Nossa Rede, que, entre outras iniciativas, é responsável pela construção dos cadernos pedagógicos, elaborados com a participação dos professores.

Produção - Para o “Música na Escola” foram criadas músicas inéditas ou adaptadas do cancioneiro popular com relação direta com as sequências didáticas dos cadernos pedagógicos de Língua Portuguesa e Matemática, do 1º ao 5º ano, do Programa Nossa Rede. “É um projeto construído especificamente para nossas escolas municipais e que leva para a sala de aula mais um recurso de apoio à aprendizagem. A música é um instrumento forte na memorização e compreensão de conteúdos, ao mesmo tempo que torna a aula mais dinâmica”, explicou o secretário municipal da Educação, Bruno Barral.

Um exemplo do trabalho desenvolvido é a música “Rótulo Colado”, criada para a sequência didática “Valor nutricional dos alimentos”, que trabalha comparação de medidas do sistema métrico decimal, uso da proporcionalidade, interpretação de informações organizadas em tabelas de valor nutricional. Gravada pela artista Katê, a música será trabalhada com os alunos do 5º ano do Ensino Fundamental (Anos Iniciais).

Para construir as músicas, a Pracatum montou uma equipe multidisciplinar composta por arte-educadores, pedagogos e músicos. O trabalho foi realizado em articulação com o Instituto Chapada de Educação e Pesquisa (Icep) e acompanhado pela Diretoria Pedagógica (Dipe) da Smed. A criação envolveu pesquisa de ritmos, a associação com os temas tratados, bem como a produção de uma série de sugestões pedagógicas para serem trabalhadas em sala de aula. "São músicas que trazem elementos pedagógicos, que têm um arranjo e sonoridade de músicas baianas e, especificamente, do universo de Salvador", afirma a diretora pedagógica da Smed, Joelice Braga.

No total, são 60 músicas: doze para cada ano do Ensino Fundamental I. Participaram das gravações 65 músicos baianos: Adelmo Casé, Alexandre Leão, Aloísio Menezes, Amanda Santiago, Arnaldo Antunes, Banda De Boca, Betho Wilson, Buk Jones, Bule Bule e Roberto Mendes, Capitão Corisco, Carla Cristina, Carla Lis Banda Didá, Carla Visi, Carlinhos Marques, Claudia Cunha, Claudia Leite, Daniela Mercury, Danny Nascimento, Dão, Deco Simões e Karina De Faria, Denny Denan, Edu Casanova, Felipe Escandurras, Flávio Renegado, Gerônimo, Gilberto Gil, Gilmelândia, Jackson Costa e Vanessa Borges, Janaína Carvalho E Sandra Simões, João Sereno, Ju Moraes, Juliana Ribeiro, Katê, Kekedy, Larissa Luz, Lazzo Matumbi, Levi Lima, Lucas Di Fiori, Luiz Caldas, Magary Lord, Márcia Freire, Márcia Short, Márcio Vitor, Margareth Menezes E Menino Sinho, Mari Antunes, Middah Borges, Nadjane Souza, Pierre Onassis, Raimundo Sodré, Ray Gouveia, Reinaldo Nascimento, Ricardo Chaves, Robson Morais, Sarajane, Saulo Fernandes e Ana Clara, Shido, Tito Bahiense, Tonho Matéria e Vina Calmon.

Outro detalhe do projeto é um material descritivo de ritmos pesquisados e utilizados na construção das músicas. Em “O ás vale 1”, gravada por Ricardo Chaves e que compõe uma das sequências didáticas do 2º ano, foram utilizados os ritmos tucaia com galope e sambaê, ambos originários do samba duro, surgidos nos anos 90. "Todo esse material é muito interessante, porque auxilia na produção do conhecimento, atua nas competências cognitivas e habilidades dos alunos, de maneira criativa. Utilizamos um método que se baseia na cultura popular e afro-baiana. Isso é um diferencial", explica a diretora-executiva da Pracatum, Selma Calabrich.

Nossa Rede - O programa Nossa Rede, lançado em 2015, é uma ação da Prefeitura que visa melhorar a qualidade da educação pública municipal e tem por objetivos a elaboração das novas diretrizes curriculares da Educação Infantil e do Ensino Fundamental. O processo de criação contou com o apoio de parceiros como a Avante, Instituto Chapada de Educação e Pesquisa (ICEP) e a Pracatum.

O modo como o Nossa Rede foi construído é pioneiro na educação pública brasileira. Com foco na participação e criação colaborativa, o novo material pedagógico foi elaborado dentro de uma visão de respeito aos valores das identidades culturais de Salvador e suas peculiaridades.

Para a construção do projeto, mais de quatro mil professores participaram dos Grupos de Trabalho realizados nas dez Gerências Regionais, e os demais colaboraram via Grupos de Trabalhos Regionais ou através de uma Plataforma Virtual.

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Na manhã desta quinta-feira (11), o designer e artista plástico baiano Elano Passos, de 43 anos, visitou a Creche e Pré-Escola Primeiro Passo Parque São Cristóvão, localizada em São Cristóvão, para prestigiar os alunos que fizeram releituras de suas obras. A unidade de ensino fez um trabalho de comemoração dos 470 anos de Salvador tendo como foco um projeto de identidade.

De acordo com Luciana Villas Bôas, diretora da instituição, o intuito era que as crianças pudessem conhecer melhor a capital baiana, já que estavam trabalhando com o tema do aniversário da cidade. “O objetivo do projeto era levar as crianças para conhecer pontos turísticos da cidade de Salvador, além de conhecer um artista baiano que tivesse a obra sendo retratada com uma linguagem simples, para que os alunos conseguissem representar”, contou.

A ideia do projeto foi pensada pelas professoras Clarissa Bidart e Elienai Santos, ambas de 40 anos, responsáveis pela turma do grupo 5C. A proposta, inicialmente, era trabalhar com o projeto identidade, partindo do conhecimento de si mesmo e de onde a criança pertence. Depois de assistir um vídeo, onde Passos realizava um trabalho no aeroporto de Salvador, as técnicas utilizadas e simplicidade dos desenhos despertaram a atenção da professora.

Impacto – Elano Passos utiliza nas próprias obras a técnica nanquim ou tinta da china, um corante preto desenvolvido na China. Questionado sobre o que achou do projeto, o artista afirmou que é uma ação importantíssima para a comunidade, como uma forma de levar cultura local e criar vínculo com a comunidade. “Pra mim, pessoalmente, foi um presente que eu ganhei. É entender que o que eu faço pode contribuir um pouquinho com a educação, para a formação dessas crianças”, falou.

Os alunos buscaram retratar as obras que mais chamaram a atenção. A história do artista foi um dos pontos-chaves para o desenvolvimento do trabalho com as crianças, já que o artista iniciou na pintura quando ainda era bem jovem. "Foi importante pra eles, porque Elano começou a pintar quando ele também era criança, e isso é bom pra eles perceberem que eles também podem", explicou Clarissa.

Na sala de aula, os 22 alunos participaram de uma roda de conversa com Elano e fizeram perguntas ao artista. No segundo momento do encontro, Passos reproduziu, em uma das paredes do pátio, a pintura intitulada como "Capoeira" – mesma imagem estampada na camisa.

Os pequenos vibravam, aplaudiam e faziam comentários. Uma das estudantes, Camilly Dias, de 5 anos, ficou impressionada com a desenvoltura e habilidade do artista. "A gente nem consegue desenhar que nem ele, porque ele é um bom desenhista", exclamou.

 

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Educação ambiental se aprende desde cedo e faz parte da formação cidadã das crianças. Com esse intuito, a Escola Municipal de Campinas de Pirajá realiza uma semana inteira de ações lúdicas e interativas para promover a conscientização dos alunos quanto à preservação da natureza. Na manhã desta quarta-feira (3), cerca de 70 estudantes do Ensino Fundamental assistiram a uma palestra temática com agentes do Grupo Especial de Proteção Ambiental (Gepa), da Guarda Civil.

A atividade ainda envolveu uma exibição de animais empalhados da fauna silvestre. Entre a garotada, a dupla Ruan Marcos dos Santos e Yago Rocha, ambos com 8 anos, ficou curiosa de poder ver e até tocar em bichos que geralmente estão disponíveis apenas nos zoológicos. “Muito legal, mas que bicho é esse?”, indagou um deles, enquanto apontava para uma cotia. “Não sei. Deve ser algum tipo de rato”, retrucou outro.

Além da cotia admirada pelos meninos, teve preguiça, jiboia, jacaré-de-papo-amarelo, tamanduá, tatu, iguana, papagaio, mico, raposa, jabuti, gavião carijó e sagui. Uma serpente viva, da espécie cobra-do-milho, também foi exibida, despertando curiosidade da criançada presente.

Durante a palestra, o supervisor do Gepa, Robson Pires, abordou conteúdos sobre práticas de sustentabilidade na relação do ser humano e meio-ambiente, coleta seletiva e importância em cuidar da fauna e da flora.

“Temos uma fauna muito rica em Salvador. Por isso que trouxemos esses animais silvestres aqui para escola, para que os alunos tenham esse contato e saberem que ainda existem muitos no município. Os animais não invadem nosso território. Somos nós que invadimos o habitat deles com o processo de urbanização”, disse o gestor.

Robson citou alguns exemplos de áreas preservadas da capital baiana, tal como os parques São Bartolomeu, um dos maiores remanescentes de Mata Atlântica do país, o da Cidade, de Pituaçu, do Costa Azul e o Zoobotânico.

Nos últimos quatro anos, mais de 80 espécies diferentes de animais silvestres já foram resgatados no município – a maioria é jiboias. A orla marítima, entre Barra e Praia do Flamengo, embora não conte com muitas áreas verdes, é a região cujo Gepa recebe mais solicitações de moradores para captura de espécimes.

Resiliente - Durante toda essa semana, a criançada da Escola Municipal de Campinas de Pirajá se envolverá com atividades voltadas para educação ambiental. “É um trabalho conjunto, denominado de projeto Escola Resiliente. É importante promover essa conscientização aos estudantes para que eles levem isso para seus lares e sejam multiplicadores de boas práticas às suas respectivas famílias”, disse a diretora Rita de Cássia Argolo. A programação da iniciativa envolve oficinas de reciclagem, de compostagem e de brinquedos.

Na sexta-feira (5), às 9h30, a unidade será contemplada com uma horta de 30 metros quadrados, na qual os alunos poderão ajudar no cuidado e na plantação de hortaliças, como salsa, alecrim, tomate, alface, pimenta. A ação acontece em parceria com a Secretaria da Cidade Sustentável, Inovação e Resiliência (Secis).

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“Eu não me comunicava com os deficientes auditivos. Era como se eles fossem pessoas invisíveis que ficavam tentando se expressar e eu não conseguia compreender”, conta Joel Gilvêncio, 39 anos, servidor da Guarda Civil Municipal. Ele foi um dos 42 servidores pertencentes à primeira turma do curso de Formação Básica da Língua Brasileira de Sinais (Libras), promovido pela Prefeitura por meio da Unidade de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência (UPCD).

O encerramento da primeira turma formada por servidores municipais de órgãos como Guarda, secretarias municipais de Saúde (SMS) e Manutenção (Seman), Defesa Civil de Salvador (Codesal) e Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) aconteceu na manhã desta terça-feira (2), no Conselho Municipal das Pessoas com Deficiência (Comped), localizado na Avenida Joana Angelica. O objetivo da capacitação é garantir uma comunicação mais eficaz e um atendimento de qualidade, promovendo a inclusão dos surdos e deficientes auditivos.

“Já estou praticando o que aprendi no meu trabalho. Já atendi diversos deficientes auditivos. Poder estabelecer uma comunicação com essas pessoas é muito gratificante. É como se eu deixasse de ser impotente. Hoje me sinto um responsável por facilitar o acesso dessas pessoas com deficiência as informações, como lhe é de direito”, ressalta Joel.

Dinâmica – Através de apostilas, apresentações em Power Point, vídeos e simulações de atendimento, a capacitação foi dividida em três módulos e duração total de três meses, com direito a certificado ao final. Nesse período, os servidores puderam conhecer um pouco mais deste universo, com o intuito de melhorar o atendimento e promover a inclusão.

A professora de Libras Luana Alencar destaca a contribuição da capacitação e o papel dos servidores. “Essa capacitação propiciou conhecimentos básicos da Libras para que os servidores se tornassem aptos e preparados para atender a demanda de atendimento das pessoas surdas. É a garantia de um atendimento mais humanizado e uma melhor comunicação. Foi muito gratificante ver o esforço e desenvolvimento desses servidores durante o curso. Muitos deles serão multiplicadores dentro do órgão em que atua. A comunidade surda será muito beneficiada”, afirma.

“A comunicação é fundamental e poder proporcionar um melhor atendimento a essas pessoas, facilitando o fluxo de trabalho, traz um resultado muito significativo. Os servidores já estão praticando nos seus setores, ampliando a comunicação entre a Prefeitura e o público que precisa desse atendimento. A formação dessa turma é um avanço na política pública e no respeito à pessoa com deficiência. É uma vitória para nós”, declara a diretora-geral UPCD, Risalva Telles.

Importância - “Minha comunicação é toda visual. Saber que tem pessoas preparadas para me atender é muito importante. Isso é uma empatia, é um desenvolvimento comunicacional. A falta disso traz diversos prejuízos para a comunidade surda. A Prefeitura agiu muito bem em criar essa proposta”, declara o assistente administrativo Divanildo Pereira, 50 anos, que é deficiente auditivo.

“Por não saber interpretar os sinais, o atendimento se tornava muito mais demorado. Graças a essa capacitação conseguimos prestar um melhor serviço. Compreendemos o que eles querem falar e também somos compreendidos. Além de poder prestar mais esclarecimentos, os fazemos sentir mais acolhidos”, declara a assistente social da Seman, Cleidiane Araújo.

A capacitação faz parte do planejamento estratégico da Prefeitura. A meta da UPCD é capacitar 150 servidores até 2020 nas mais diversas áreas que atuam com atendimento ao público. Atualmente, mais de 250 servidores estão na fila de espera.

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