Educação

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Desde a terça-feira (22) até 1º de novembro, cerca de 18 mil alunos da rede municipal de rducação farão as provas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Com foco em Língua Portuguesa e em Matemática, a avalição é direcionada aos alunos do 5º e do 9º anos do Ensino Fundamental e tem objetivo de determinar a qualidade do ensino oferecido pelo sistema educacional brasileiro. Os resultados das provas compõem o cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – Ideb 2019.

Salvador tem conquistado avanços constantes no Ideb dos últimos anos, figurando como a capital que mais avança em educação. Entre 2013 e 2017, o município registrou crescimento superior a 30% no índice, tanto nos anos iniciais quanto nos finais. “Esses avanços indicam o aperfeiçoamento da qualidade do ensino na Rede Municipal. São reflexos das políticas adotadas pela Prefeitura e que têm revolucionado a educação em Salvador: aumento de investimentos, melhorias físicas das escolas, construção de material pedagógico próprio, entre tantas conquistas. E é essa educação pública de excelência que continuaremos perseguindo em nossa cidade”, diz o secretário municipal da Educação (Smed), Bruno Barral.

Para preparar e incentivar a participação dos alunos na prova, que não é obrigatória, a Smed inovou em 2019 com a aquisição de material pedagógico específico e a realização da Gincana na Rede, em modalidade virtual, comandada pela youtuber Carol Alves. Além disso, nas escolas municipais foram realizadas diversas atividades pedagógicas, através dos professores, gestores e gerentes regionais de educação, como palestras, aulões e simulados, entre outros.

Avaliação – Realizado desde 1990, o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) é uma avaliação diagnóstica, em larga escala, desenvolvida pelo Ministério da Educação (MEC), através do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). As provas estão sendo aplicadas em todas as escolas brasileiras que ofertam o Ensino Fundamental.

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Salvador será mais um território em que a parceria entre a Fundação Dorina Nowill e a Lego Fundation, ligada ao fabricante mundial de brinquedos, proporcionará uma alternativa inovadora para o ensino de crianças com deficiência visual. Viabilizada na capital baiana por meio da Secretaria Municipal de Educação (Smed), o projeto Lego Braille Bricks, que consiste na implementação de uma tecnologia com blocos montáveis táteis para alfabetização em Braille, contará ainda com a parceria do Instituto de Cegos da Bahia (ICB). Um evento para apresentar a modalidade e capacitar cerca de 60 educadores foi realizado nesta terça-feira (22) pela Prefeitura, no auditório da Organização do Auxílio Fraterno (OAF), na Liberdade. A programação se repete amanhã (23), no mesmo local.

A presidente do comitê que coordena a implantação do Lego Braille Bricks no Brasil, Nair Fleury, contou que a iniciativa tem como base a inclusão das crianças em um contexto que as acolha, respeitando as suas diversidades. "A gente só cresce com o outro, então o convívio é benéfico. É também uma oportunidade para que as professoras aprendam com a inserção de crianças com deficiência visual na escola, pois é dever, enquanto professor, ter o entendimento de que o modo de trabalhar deve ser modificado para que as crianças tenham o mesmo aprendizado de formas diferentes", ressaltou.

O braille é um dos pilares no letramento de crianças com deficiência visual ou baixa visão. No método criado pela parceria Dorina-Lego, além destas crianças, as outras, que não possuam deficiência, também poderão aprender o sistema. "É uma peça em que há uma letra do sistema braile de um lado e do outro uma letra do sistema visual correspondente. Ela pode ser utilizada para brincar e ir sendo utilizada no aprendizado, fazendo com que haja uma alfabetização em braile também com as crianças que não possuem deficiência visual", explicou.

Presente em outros sete locais pelo mundo, o projeto deve ser o terceiro a ser implantado no Brasil. Sendo ele, fundamentado em princípios elencados por três pensadores do campo da educação: Jean Piaget, Lev Vygotsky e Paulo Freire, com a sua "Pedagogia do Oprimido".

Uma das professoras da rede municipal de ensino que estiveram no evento durante a manhã desta terça-feira (22) foi Lêda Lisboa, da Escola Municipal Professor Afonso Temporal, em Valéria. Ela, que já executa atividades com alguns outros recursos no ambiente de trabalho, disse perceber que a emancipação dos pequeninos com deficiência é vista na sala de aula durante o processo de educação e tem impactos positivos, inclusive, na autoestima deles. "Atualmente, na escola, temos uma criança cega e uma criança com baixa visão. Estar na escola é um ganho muito grande, pois muita gente pensa que estar o aluno com deficiência na unidade é apenas para interagir com os outros, mas não, é para aprender mesmo".

O Instituto de Cegos da Bahia (ICB), que já é um parceiro da Smed na capacitação continuada de professores, também participará da implementação do Lego Braille Bricks em Salvador. A assessora de marketing e captação de recursos do ICB, Consuelo Alban, destacou que há uma "maciça participação dos professores da rede municipal de ensino dentro do instituto". Segundo ela, "são eles que vão replicar esse aprendizado nas escolas da rede".

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"Como você faz suas artes?", "Como escolhe as cores?", "Como faz o grafite?" Essas foram algumas das perguntas feitas por alunos da Creche e Pré-Escola Primeiro Passo de Cajazeiras VIII, que, na manhã desta quinta-feira (17), participaram de uma roda de conversa com o artista plástico Bel Borba e o grafiteiro Vinícius Vidal. Na ocasião cerca de 100 estudantes do Grupo 5 participaram do bate-papo.

Atentos e muito empolgados com a presença dos artistas, os menores, que pesquisaram e estudaram um pouco sobre a vida dos convidados na sala de aula, não deixavam passar uma oportunidade e perguntavam a todo o tempo. Eram muitas curiosidades.

A pequena Beatriz Almeida, de 5 anos, apesar da pouca idade, mostrou ser bem apaixonada pela arte. "Eu gosto muito de pintar, de desenhar e de dançar. Qualquer lugar que puder eu desenho alguma coisa. É muito legal porque eu posso fazer do jeito que eu quero e me divirto bastante", pontuou.

A diretora da instituição, Mércia Machado explicou que a atividade faz parte do projeto didático do ano letivo que traz como tema, "Salvador, cores, sabores e culturas na identidade infantil". "Sempre trabalhamos com as artes plásticas e visuais em conjunto com o projeto pedagógico. Como o tema deste ano é sobre nossa história, nada mais justo que trazer artistas locais. É um momento de eles conhecerem de perto os artistas e terem consciência da necessidade do gosto do lúdico, que já é algo trabalhado em sala. O mundo da criança é um colorido e a arte vem desabrochar esse encanto. Toda criança nasce com o dom da arte e nos exploramos muito esse campo de experiências", pontuou.

Transformação – Um dos convidados, Bel Borba classificou o momento como uma bênção na sua vida e garante que a arte na educação traz muitos resultados. "A arte contribui para que as crianças possam pensar fora da caixa. Ensina a tirar coisas de dentro e externar os sentimentos. É um exercício de criação, autodescoberta e disciplina. Espero que a minha presença passe para eles um estímulo para que nunca deixem de usar a arte como forma de expressão. Estou muito grato por esse momento", afirmou.

Já Vinícius Vidal, que coincidentemente conheceu o grafite na escola em que estudava, contou que a arte abriu para ele várias portas e se vê na responsabilidade de multiplicar a mensagem e o poder dessa transformação. "A arte é um grande instrumento de ação social. É uma ferramenta de construção, que liberta, nos aproxima dos nossos sonhos e transforma. Em conjunto com a educação, consegue encontrar caminhos e alternativas para coisas positivas. Através da arte do grafite foram abertas várias possibilidades para mim. Eu conheci vários países. Espero que essa transformação que aconteceu comigo possa incentivar esses alunos e os faça acreditar que é possível alcançar seus sonhos", declarou.

Além de contar um pouco da própria trajetória, o grafiteiro proporcionou um momento de bastante diversão e interação entre os estudantes. O artista apresentou os Stickers – adesivos que têm se tornado febre no Brasil. Com o artista, as crianças puderam criar figurinhas e trocar com os colegas para guardarem de recordação ou colarem nos cadernos.

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Professora na rede municipal, Cláudia Mattos, de 39 anos, teve que driblar o racismo e o preconceito para se tornar educadora e vencer na profissão, servindo de incentivo para quem sofre ou já passou pela mesma situação. Docente da Escola Municipal Consul Schindler, no bairro de São Caetano, e prestes a completar duas décadas de carreira – todas elas na rede municipal, ela celebra com reflexão e alegria o dia dedicado aos professores, celebrado nesta terça-feira (15). 

“Nunca quis ser professora, mas minha mãe sempre me dizia que a profissão de professor era a mais nobre e verdadeira. Hoje agradeço de todo meu coração a ela, por me aconselhar e poder chegar até onde cheguei”, lembra. Hoje na posição de educadora, ela conta que se sente mais forte para fortalecer os alunos na luta diária contra todos os tipos de discriminação. “Faço da minha sala de aula a extensão do meu lar e tenho orgulho em dizer que sou professora”, pontua.   

Para romper as barreiras do preconceito sofridos na infância, ela criou o projeto “Rei e Rainha Azeviche” que pretende conscientizar e valorizar a cultura afro-brasileira. O objetivo é enfrentar e minimizar o preconceito racial entre as crianças, fazendo com que elas se reconheçam como descendentes de povos que foram escravizados e esquecidos historicamente. “Eu sentia que precisava mudar isso e impedir que os meus alunos não passassem pelas mesmas angústias que passei”, conta. 

O projeto é realizado há oito anos e destinado a crianças de 5 a 14 anos. Além de trabalhar e mostrar a história do povo negro entre os meses de fevereiro a novembro, datas importantes que não constam nos livros didáticos também são comemoradas. Estética afro com desfiles de turbantes, dança afro e concurso de rei e rainha são algumas das atividades desenvolvidas pela iniciativa. 

A professora afirma ainda que, ações educativas como essas, ajudam na transformação e na construção do conhecimento. "O que eu quero mesmo é que minha turminha entenda que eles podem ser o que quiserem. Que são lindos com o cabelo crespo e com a pele negra que têm", conta emocionada. 

Destaque – A ideia chamou a atenção de vários artistas como a cantora Daniela Mercury, que convidou as crianças do projeto para participar da gravação do clipe “Pantera Negra Deusa”, lançado em 2018. Também entraram na lista de admiradoras personalidades como a atriz Edvana Carvalho; a designer de moda afro e empresária Madalena Negrif; e a escritora brasiliense Gisele Gama, que veio até Salvador para conhecer as crianças e, em breve, lançará um livro chamado “A Rainha Azeviche”, inspirado no projeto. 

Sobre a relação com os alunos, ela lembra que o professor é mais que um educador: é um amigo que os estudantes podem contar a qualquer hora. “Nós professores temos o papel de potencializar o aprendizado dos alunos, trocar conhecimentos e ajudar nas descobertas, como mediador”, finaliza Cláudia.

 

 

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Considerando o importante papel da escola na formação dos hábitos alimentares dos alunos, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal da Educação (Smed), busca incentivar os estudantes através de aulas de culinária, palestras e atividades de conscientização. A ideia é ajudar a despertar o interesse dos educandos e de toda a família para a importância de uma alimentação saudável.

Aluna do 4° ano da Escola Municipal Professor João Fernandes da Cunha, no Parque São Cristóvão, Victoria Ferreira Alves, de 10 anos, contou como a unidade de ensino influenciou a reeducação alimentar. "Temos muitas aulas sobre saúde. E lá, nos ensinam que não devemos comer muito doce, fazendo uso, de preferência, só depois da refeição da tarde. Não pode comer muito açúcar, aquele suco de pó, nem guaraná por causa do açúcar, senão teremos diabetes. Antes eu comia muito salgadinho e doce e bebia muito guaraná, agora, começo a comer mais frutas e legumes, que são comidas saudáveis e boas para a saúde”, disse.

Em casa também houve mudanças na alimentação, que ganhou novas cores e sabores. “Agora como alimentos mais saudáveis, como carnes sem muita gordura, nem muito sal, e o refrigerante só quando tem algum aniversário. Todos os dias eu comia doce, agora só como à tarde e à noite. Estou mais saudável, comendo feijão - antes não gostava de feijão, arroz e bebendo mais água. No almoço, às vezes como frango, bife ou peixe. E aqui na escola sempre tem frutas”, contou Victoria.

Silvia Ferreira Santos, 32, mãe de Victória, falou que a iniciativa foi adotada e bem recebida em casa. “Foi uma coisa da escola mesmo, do cardápio elaborado por eles. A Victória chegou em casa cheia de novidades. ‘Minha mãe, não posso tomar refrigerante. Esse suco de refresco em pó também não pode. A carne tem que estar bem cozida'. Às vezes eu faço alguma coisa lá e ela diz ‘Minha mãe, isso não pode! Tira o sono’. A parte mais difícil para ela foi o refrigerante, mas agora a gente compra a polpa e ela até prefere.”

Silvia relatou que se surpreendeu com a filha que, tão nova, teve essa iniciativa. “Eu fiquei surpresa por ela tomar essa atitude, por ser uma criança. Hoje ela está mais ativa, menos nervosa. Antes, a gente comia muita merenda. Não sei se tem a ver, mas ela está mais tranquila e cheia de energia. Passou a comer feijão, arroz, tudo direitinho, odiava fígado e agora ela come. Até disse que não é tão ruim assim (risos). Como trabalho o dia todo, quem traz as novidades é ela”, concluiu.

Hora das refeições - No momento das refeições, a escola adotou o modelo self-service, onde os próprios alunos podem escolher o quanto vão comer, com exceção da proteína, que é dada pelos profissionais da cozinha. Os funcionários prestam auxílio nesse momento, acompanhando a composição do prato até o final das refeições.

Vice-diretora há três anos, Sandra Santos Conceição, 49 anos, reconheceu que, no início, houve resistência das crianças. Mas a adaptação valeu a pena, visto que foi positiva para alunos, família e gestores. “No início não foi muito fácil, como Victória falou, criança é muito voltada a comer ‘besteira’, e vem muito da questão da família educar e incentivar. Foi um desafio grande para gente conscientizar. Contamos com a ajuda de cada professor para trabalhar com relação a isso, cada um com sua didática”, comentou.

A vice-diretora diz ainda que foram realizadas atividades e exposições mostrando a pirâmide alimentar nas salas de aula, além de abordar assuntos como os riscos da gordura para a saúde, entre outras atividades. Nesse contexto, ela afirma que enquanto o nível de aceitação aumenta, as sobras, após os momentos das refeições, diminuíram.

Restrições - A escola também preza pela individualidade de cada estudante. Nutricionista da Gerência Regional de Itapuã, Camila Lima Passos esclareceu que todas as crianças que têm restrição alimentar, comprovada por laudo médico, recebem um cardápio específico. Além disso, os pais e responsáveis têm acesso à lista de alimentos que serão usados nas refeições semanais e recebem orientações quanto ao que fazer para melhorar a alimentação em casa.

“A gente sempre está disponível. Atuamos de acordo com o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Damos orientações e ajudamos os alunos, fazendo atividades em conjunto com as famílias, tentando sempre orientá-los. Em algumas escolas, conseguimos fazer o encaminhamento do aluno para receber atendimento nutricional em um posto de saúde”, informou.

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A criançada que estuda na rede municipal de ensino teve uma semana bastante especial para comemorar o Dia das Crianças, a ser celebrado no sábado (12). No Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Virgem de La Almudena, situado no Candeal, as atividades englobaram show de talentos, brindes, caruru e até uma visita surpresa do músico Carlinhos Brown, que levou presentes para a criançada com a Caravana do Amor.

Criado pelo cantor para animar crianças carentes e atuar junto a instituições de apoio social, o projeto está na segunda edição e circula pela cidade levando recreação e muita interação para os pequenos. Com a presença dos mascotes, os bonecos Paxuá e Paramim, foram distribuídos bonecas, carros, bolas e super-heróis para os alunos, que ficaram felizes e encantados.

De acordo com Brown, a atividade foi um momento de levar alegria e contribuir para o crescimento das crianças, pensando em um mundo melhor. “Eu sempre tive uma mãe presente e, desde criança, ela me ensinou os valores da vida. Eu amo toda essa possibilidade de poder contribuir com o mundo ao qual eu acredito – um mundo de beleza, onde as pessoas possam repartir mais e conviver sem o individualismo que nos torna vítimas de nós mesmos. Então, uma das formas de combater as injustiças sociais de um mundo é esse contato, esse trabalho com as crianças”, revelou.

Itapuã – Já em Itapuã, alunos de quatro turmas do Cmei Malê Debalê também tiveram um dia diferente nesta quinta-feira (10). Uma parceria da unidade de ensino – gerida pela Secretaria Municipal de Educação (Smed) – com a Faculdade Bahiana de Medicina e Saúde Pública proporcionou aos pequeninos a prática de atividades lúdicas, recreativas e esportivas, em alusão ao Dia das Crianças.

Uma das pessoas responsáveis pela realização do evento junto com a faculdade foi o coordenador do departamento de dança do bloco Malê Debalê, Agnaldo Fonseca. Há um ano à frente do setor, ele explica que esse é o pontapé inicial para que outros momentos semelhantes possam acontecer. "São profissionais que já têm experiência em ações sociais e estão fazendo atividades na área de recreação para essas crianças aqui da creche. Esse acontecimento é uma ação pontual, para que, a partir dessa experiência, possamos pensar em uma ação mais sistemática e efetiva nesse sentido", disse.

O CMEI Malê Debalê atende a 214 crianças, em tempo integral, de 3 a 5 anos. Na escola, além de atividades didáticas e pedagógicas em sala de aula, são inseridas na realidade cotidiana a relação com a cultura local, a arte e a dança. Segundo a diretora da instituição, Lucimar de Melo, busca-se ofertar um ensino amplo. "Mais do que educação em tempo integral, o que procuramos oportunizar para as nossas crianças é a 'educação do ser integral', por isso sempre buscamos parcerias com instituições sérias”, argumentou.

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Perninhas para o alto fazendo movimentos que parecem desengonçados. Os alunos de quatro turmas do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Malê Debalê, em Itapuã, tiveram um dia diferente nesta quinta-feira (10). Uma parceria da unidade de ensino – gerida pela Secretaria Municipal de Educação (Smed) – com a Faculdade Bahiana de Medicina e Saúde Pública proporcionou aos pequeninos a prática de atividades lúdicas, recreativas e esportivas. Em alusão ao Dia das Crianças (12 de outubro), o momento envolveu a comunidade escolar, estudantes de psicologia e educação física e professores.

O CMEI Malê Debalê atende a 214 crianças, em tempo integral, de 3 a 5 anos. Na escola, além de atividades didáticas e pedagógicas em sala de aula, são inseridas na realidade cotidiana a relação com a cultura local, a arte e a dança. Segundo a diretora do CMEI, a professora Lucimar de Melo, busca-se ofertar um ensino amplo. "Mais do que educação em tempo integral, o que procuramos oportunizar para as nossas crianças é a 'educação do ser integral', por isso sempre buscamos parcerias com instituições sérias”, argumentou.

Uma das pessoas responsáveis pela realização do evento junto com a faculdade foi o coordenador do departamento de dança da do bloco Malê Debalê, Agnaldo Fonseca. Há um ano à frente do setor, ele explica que esse é o pontapé inicial para que outros momentos semelhantes possam acontecer. "São profissionais que já têm experiência em ações sociais e estão fazendo atividades na área de recreação para essas crianças aqui da creche. Esse acontecimento é uma ação pontual, para que, a partir dessa experiência, possamos pensar em uma ação mais sistemática e efetiva nesse sentido", disse.

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"Foi uma conquista muito grande para mim, por ser uma pessoa que mora em um bairro periférico e que não teria condições financeiras de viajar, estudar fora do país e fazer um intercâmbio", relatou Luís Fernando Silva Santos, de 13 anos. Estudante da Escola Municipal Teodoro Sampaio, em Santa Cruz, ele foi um dos selecionados para o projeto “Era uma vez… Brasil”, que proporciona aos jovens alunos de instituições de ensino fundamental de todo o país a chance de participar de uma mobilidade cultural em Portugal. 

Para concorrer, Luís, que é aluno do 8º ano, confeccionou uma história em quadrinhos de acordo com as exigências do regulamento: reportar o período histórico da colonização brasileira pelos portugueses. A narrativa que o garoto construiu – baseada no tráfico de pessoas escravizadas para o Rio de Janeiro – fez com que, além de selecionado para ir ao país europeu no próximo mês, ele participasse de uma vivência de sete dias com outros estudantes em uma cidade da Região Metropolitana de Salvador. 

"Eu me incentivei. Antigamente eu não tinha coragem, achava até que minha mãe não ia deixar ir. Foi após da primeira fase que a minha expectativa aumentou, depois veio o resultado e eu me animei ainda mais", contou. O passaporte, segundo ele, já está em mãos e a cada dia vem se interessando mais pela língua portuguesa. 

Referência – A Escola Municipal Teodoro Sampaio tem uma nota 5,5 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) – acima da média estipulada na última avaliação – e costuma revelar destaques em premiações todos os anos. Um outro exemplo disso é o da aluna Tainá Oliveira Rocha, estudante do 9º ano que foi selecionada para a semifinal da 6ª edição da Olimpíada de Língua Portuguesa, que será realizada em São Paulo. 

Autora de uma crônica, o primeiro passo na Olimpíada foi dado em sala de aula, com o apoio de uma educadora da instituição. "A professora Nordélia começou a trabalhar na sala de aula com crônicas e aplicou uma prova para que a gente fizesse o texto. Fui escolhida para a próxima fase e agora estou na expectativa. Pelo que soube vai ter uma oficina antes", confessou. Essa será a primeira vez que ela viaja para outra cidade. 

Conforme a diretora da instituição, Maria de Lurdes Torres, ou pró Lurdinha para a comunidade escolar, o resultado que os alunos têm conseguido lograr é fruto de um trabalho em equipe. "Temos professores altamente comprometidos com a educação, eles são motivados, a cada dia, trazer uma novidade. Nós damos suporte não só com os livros, mas também com cópias de textos e um acompanhamento junto aos alunos, no turno oposto, duas ou quatro vezes por semana. Isso permite que o estudante tome conhecimento de uma variedade de textos para além do livro didático, porque eles precisam levar na bagagem uma formação que o permita avançar", ressaltou.

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A Prefeitura prorrogou até o dia 18 de outubro o prazo para o cadastro da Educação Infantil, onde as famílias de crianças fora da escola devem manifestar o interesse em uma vaga junto à Secretaria Municipal da Educação (Smed). Podem ser cadastradas crianças de dois a cinco anos nascidas de 01/04/2014 a 31/03/2018. O objetivo do cadastro é pleitear vaga para o ano letivo de 2020. Não é necessário realizar o cadastro de alunos já matriculados em escolas municipais.

Os responsáveis têm a comodidade de poder realizar o cadastro através do site www.educacaoinfantil.salvador.ba.gov.br ou podem se dirigir a qualquer unidade escolar da rede municipal ou em uma unidade da Prefeitura Bairro. Para o preenchimento do cadastro são necessários documentos como o CPF do responsável e a certidão de nascimento da criança que deverá residir em Salvador ou ilhas de Maré, de Bom Jesus e dos Frades. Caso seja necessário, durante o período de cadastro, é possível realizar alterações das informações prestadas.

Em situações de prioridade, que são o público alvo da educação especial (pessoa com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e com altas habilidades) e crianças beneficiárias do programa Bolsa Família ou que recebem Benefício de Prestação Continuada (BPC), também deve ser apresentado os documentos comprobatórios de prioridade.

Qualquer dúvida sobre a utilização do sistema pode ser esclarecida através do Fala Salvador (156) ou em um posto de atendimento presencial.

Distribuição eletrônica - A Smed realizará em 29 de novembro a distribuição eletrônica das vagas para o ano letivo de 2020. As crianças contempladas terão os nomes publicados no site da instituição na mesma data. A confirmação da matrícula deverá ser efetuada entre o período de 02 a 06/12/2019 na escola de contemplação.

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