Saúde

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Até quinta-feira (11), soteropolitanas de todos os bairros da capital baiana poderão visitar a Loja Rosa, instalada no Shopping Center Lapa (Barris). No local, são oferecidos gratuitamente orientação de autocuidado nas mamas e participar de testes rápidos de HIV, glicemia capilar, aferição de pressão arterial e avaliação nutricional. O local também é palco de palestras sobre diversos temas relacionados à saúde da mulher.

A unidade fica localizada no L1 e funciona das 9h às 17h. A iniciativa integra as ações da Secretaria Municipal de Política para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ) para o Outubro Rosa – campanha que tem como objetivo alertar e conscientizar a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. As atividades contam com apoio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e Instituto Vencendo o Câncer (Ivecan).

Segundo o Inca, o câncer de mama pode ser detectado em fases iniciais, aumentando consideravelmente as chances de tratamento e cura. Por isso, é importante que as mulheres na faixa de rastreamento, aquelas acima de 50 e até 69 anos, ou, com histórico da patologia na família, procurem periodicamente o serviço de saúde para realização do exame.

Dia D – Durante todo o mês de conscientização sobre o câncer de mama, os 128 postos municipais de saúde realizarão, toda quarta-feira, um “Dia D da Mulher”. A programação envolve mutirão de agendamentos de mamografia para a faixa etária de risco, preventivo, sala de espera com orientação de autoexames e distribuição de material educativo que incentivam o diagnóstico precoce, estimulando o acompanhamento periódico de saúde.

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Um novo ciclo de conscientização sobre a prevenção ao câncer de mama, através da campanha Outubro Rosa, terá início nos próximos dias em Salvador. A Prefeitura montou uma programação especial voltada ao público feminino, que vai tratar da temática através da realização de diversas ações que seguirão durante todo o mês. As atividades ocorrem por meio da Secretaria de Políticas Para as Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ).

A abertura oficial da campanha ocorrerá na próxima quarta-feira (10), às 14h, no Parque da Cidade, onde haverá uma palestra seguida de depoimentos de mulheres que foram acometidas pela doença, distribuição de laços alusivos à campanha, apresentação da banda da Guarda Civil Municipal (GCM) e ainda um bate-papo para tirar dúvidas sobre prevenção e tratamento.

Antes mesmo da abertura oficial, na segunda-feira (08), interessadas já poderão comparecer à Sala Rosa, situada no Shopping Center Lapa, das 9h às 21h, para garantir cuidados com a saúde feminina, como aferir a pressão arterial, obter orientação nutricional e ainda participar de conversas sobre cuidados com as mamas. A Sala Rosa funcionará até a próxima quinta-feira (11).

Dias de mobilização - Haverá também nesta edição da campanha dois dias de mobilização e combate ao câncer de mama. O primeiro ato está previsto para o dia 15. No Elevador Lacerda, um dos monumentos mais representativos de Salvador, agentes da Guarda Civil descerão de rappel o monumento fixando uma faixa na cor rosa medindo 40 metros de comprimento. Haverá ainda distribuição de lacinhos, apresentação da banda da Guarda e a liberação, no ar, de 150 balões rosa inflados com gás hélio. As atividades estão previstas para ocorrer das 16h às 18h.

No dia 21 de outubro, haverá mais uma grande mobilização, desta vez no Dique do Tororó, onde aproximadamente 2 mil pessoas devem se reunir para o já tradicional passeio ciclístico Salvador Vai de Bike. Haverá ainda caminhada e uma feira de serviços integrando diversos parceiros do município.

Descentralizando a campanha - O projeto SPMJ Itinerante vai realizar seis palestras em pontos diferentes da cidade, levando informação a mulheres de todas as áreas da capital baiana. As atividades vão passar nos bairros Jardim Nova Esperança, Pau da Lima, Calabetão, Mussurunga, Garcia e na localidade do Barris (Centro).

Empreendedorismo - Investindo no potencial feminino, a campanha também vai estimular a independência financeira das mulheres através de edições de workshops voltados à gastronomia. A atividade, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), tem foco no incentivo ao empreendedorismo feminino.

Através da parceria, serão ofertadas oficinas de crepes doces e salgados, sequilhos, tortas salgadas, saladas fitness e salgados comerciais. As aulas serão realizadas no Centro de Referencia de Atenção à Mulher Loreta Valadares (CRLV) – localizado na Praça Almirante Coelho Neto, nº 1, Barris; e no Centro de Atendimento à Mulher Soteropolitana Irmã Dulce, situado na Rua Lélis Piedade, na Ribeira.

Orientação - Mas a programação também seguirá intensa com a realização do Mutirão da Mama, que terá início no próximo dia 17 com um consultório médico para atender as mulheres que passarem pela Estação da Lapa. O atendimento seguirá todos os dias úteis até 31 de outubro.

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Até pouco tempo considerado um distúrbio raro e até desconhecido da maioria da população, a Síndrome de Guillain-Barré é uma doença autoimune, de origem neurológica grave caracterizada pela inflamação dos nervos e fraqueza muscular que, se não tratada devidamente, pode até matar. Em 2015, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) registrou 100 notificações suspeitas da doença. No ano seguinte, 11 casos foram notificados, seguidos de nove ocorrências em 2017 e sete entre janeiro e junho deste ano.

Não houve aumento de casos na capital baiana, e os dados atuais não são comparáveis com a primeira leva de notificações, pois houve alteração da forma de captar os casos, desde a introdução da vigilância de doenças neuroinvasivas, em 2017. "Cabe à rede municipal, ao identificar um caso suspeito de Guillain-Barré, orientar o paciente quanto à necessidade de tratamento e encaminhar para um hospital de referência para cuidar da situação", destaca a epidemiologista Cristiane Cardoso, coordenadora do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) da SMS.

A confirmação laboratorial de que o paciente é portador da Guillain-Barré se dá por meio do exame do Líquido Cefalorraquidiano, ou exame de líquor, mesmo método utilizado para identificação da meningite. Entretanto, o distúrbio também apresenta características físicas capazes de estabelecer um diagnóstico, como o acometimento do sistema muscular, perda de reflexos nos membros, fraqueza física, dormência, queda progressiva da coordenação motora e redução da sensibilidade. Além disso, alguns quadros podem apresentar dificuldade de locomoção, respiração e alimentar.

Causas - Os gatilhos que conduzem a um quadro de Guillain-Barré são infecções bacterianas, virais, respiratórias ou intestinais, responsáveis por estimular as defesas do sistema imunológico, dando vazão à síndrome, que ataca o revestimento do nervo, também chamado de bainha de mielina. A partir daí, o paciente começa a apresentar transtornos musculares. Em Salvador, o grande número de casos registrados desde 2015 são atribuídos aos surtos de arboviroses, em especial dengue, chikungunya e zika vírus.

O tratamento é à base de imunoglobulina, aliada a algum suporte respiratório - devido à dificuldade para respirar causada pela síndrome -, e dura entre quatro e seis semanas, até a normalização do quadro. De forma associada, o paciente é submetido a sessões de fisioterapia, por conta das complicações musculares e locomotoras.

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Os interessados em realizar o serviço de transferência de município do Cartão SUS, antes realizado apenas nas Prefeituras-Bairro do Centro, Cajazeiras e Subúrbio, agora podem se dirigir a qualquer uma das dez unidades para que a mudança seja feita. O cidadão que passar a residir em Salvador e precisar realizar a atualização dos dados para garantir os benefícios do Cartão SUS deverá ir à Prefeitura-Bairro mais próxima munido do cartão SUS e comprovante de residência em nome do titular e/ou pai ou mãe, RG e CPF.

Além do cartão SUS, das campanhas de vacinação e dos atendimentos jurídicos de baixa complexidade, a população pode se dirigir a essas unidades para tirar dúvidas ou solicitar a assistência de diferentes órgãos governamentais para a resolução de conflitos, como a Empresa de Limpeza Urbana do Salvador (Limpurb), Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), Secretaria Municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps) e a Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ).

Já foram registrados 1.016.144 atendimentos nas dez unidades das Prefeituras-Bairro desde o início do ano. Desse total, o serviço de recarga do Salvador Card lidera os motivos de visita às unidades, com 409.798 atendimentos. Esse serviço é seguido pela marcação de consultas e exames com 90.801 registros e o serviço de biometria em terceiro lugar, com 81.716. O Cartão SUS fica em quinto lugar, com 58.085 atendimentos registrados.

 

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A poluição do ar é um problema grave no mundo inteiro. Ela é responsável por 4,5 milhões de mortes por ano, e boa parte dessas mortes está associada às doenças respiratórias. A afirmação foi dada pelo pneumologista Álvaro Cruz, durante o workshop Soprar Salvador 2018, na manhã desta sexta-feira (28), no auditório do Wish Hotel da Bahia, no Campo Grande. O evento reuniu pesquisadores, empresários e gestores municipais para debater os impactos da poluição do ar na saúde e as políticas públicas voltadas para o tema.

Cruz explicou sobre como a emissão de poluentes tem impacto no dia a dia da população, através do acometimento ou agravamento de enfermidades que afetam o sistema respiratório, tais como crises de asma, doença pulmonar obstrutiva crônica, enfisema, infecções respiratórias agudas, resfriados e outras complicações. “Níveis intermediários de poluição do ar não muito distantes dos limites considerados aceitáveis podem gerar uma agressão ao aparelho respiratório, algo muito parecido com a que ocorre com o cigarro”, disse o especialista.

As principais emissões da capital baiana estão associadas à queima de diesel de veículos, situação comum que atingem as grandes cidades do país. “Salvador não é uma cidade industrial. Temos sorte de estar numa península. Isso nos protege bastante porque há muita brisa do mar. Não é uma cidade muito poluída, de forma geral. Mas em alguns pontos, por causa do trânsito mais pesado, pelo bloqueio da circulação do ar por conta de edificações, pode acabar ocasionando problemas”, explicou.

Qualidade – A farmacêutica Nelzair Vianna, que atua como fiscal de Controle Sanitário da Vigilância Sanitária de Salvador (Visa), falou da experiência com estudos sobre contaminação atmosférica em 2005 e 2006 no município. À época, não havia na capital nenhum tipo de monitoramento voltada para mensurar a qualidade do ar. Ela usou bromélias, plantas usadas como biomonitores, para obter indicadores de poluição em diversos pontos da cidade.

“As bromélias absorvem a poeira na superfície. A partir disso, leva o vegetal para o laboratório para fazer estudo do nível de metais presente na partícula”, explicou Nelzair. O bairro do Comércio foi o local que mais obteve concentração de poluentes no ar.

Foram apresentados resultados de outra pesquisa que identificou alto de poluição emitido pelos trios elétricos durante o Carnaval. “Nos últimos anos houve um avanço na politica pública com publicação de decreto municipal regulando festas populares e trazendo a questão da necessidade de monitorar esses eventos”, contou a farmacêutica, acrescentando que, em 2009, parte dos veículos da folia passaram a usar biodiesel. “Agora temos politica também para promover Carnaval sustentável, com vistorias e vigilância", pontuou.

Soprar – Durante a programação do workshop, o público tomou conhecimento do Sistema Operacional de Previsão da Qualidade do Ar na Região Metropolitana de Salvador (Soprar), projeto articulado pela Secis em parceria com o Instituto Gonçalo Moniz da Fundação Oswaldo Cruz (IGM-Fiocruz), Secretaria Municipal de Saúde (SMS), empresa ARIA, Cetrel e Inema.

A proposta é introduzir sistemas inovadores de modelagem, bem como indicadores da qualidade do ar, ferramenta que será útil para o planejamento de ações de vigilância em saúde, além de viabilizar o mapeamento de áreas de risco para a população. Com esses dados, será possível criar estratégias para a redução dos impactos negativos provocados pela poluição atmosférica e para a diminuição dos poluentes.

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Para combater um dos tipos de câncer que mais matam mulheres em idade fértil em Salvador, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), vai intensificar as ações de diagnóstico precoce e prevenção ao câncer de mama. De janeiro a setembro deste ano, foram registrados cerca de 217 óbitos em decorrência da patologia na capital baiana. No entanto, das 65 mil vagas disponibilizadas esse ano na rede municipal para a realização de mamografias, apenas 25 mil foram preenchidas.

Para ter acesso ao procedimento, basta que as interessadas procure um dos 126 postos da rede municipal munidas do documento de identificação com foto e o cartão SUS para avaliação médica e de enfermagem. No local, serão feitos os encaminhamentos necessários para atender à necessidade de saúde apresentada.

A marcação para o exame de mamografia é disponibilizada nas unidades básicas da capital durante todo o ano. Porém, no mês do Outubro Rosa, a campanha de mobilização é intensificada. A taxa de mortalidade por câncer de mama continua elevada no município por conta do diagnóstico tardio, geralmente, quando a doença está em estado avançado.

As ações terão a presença de profissionais de saúde, para realizar o agendamento de exames clínicos e mamografia para mulheres de 50 a 69 anos. "Se conseguirmos identificar um câncer de mama em estágio precoce, a chance de cura é acima de 90%. Por isso, é importantíssimo que as mulheres que fazem parte do grupo de risco, que são aquelas acima de 50 anos de idade ou com histórico da patologia na família, procurem periodicamente o serviço de saúde para realização do exame", alertou Mirelle França, coordenadora do setor materno-infantil da SMS.

Programação – A programação do Outubro Rosa 2018 é promovida pela Prefeitura, sob a coordenação da Superintendência de Políticas para as Mulheres (SPMJ) e em parceria com diversos órgãos municipais e entidades. O início oficial da campanha acontece nesta segunda-feira (1º), com a iluminação do Elevador Lacerda na cor rosa, e prosseguirá com diversas atividades durante todo o mês.

Dos dias 8 a 11, as mulheres podem conferir a Sala Rosa instalada no Shopping Center Lapa, no Centro, das 9h às 17h. O local ofertará serviços e orientações na área de saúde da mulher. Neste mês, ainda será realizado um passeio de bike no Dique do Tororó para sensibilizar a população sobre a doença.

Nos 12 distritos sanitários do município serão realizadas mamografias, busca ativa de pacientes, além de palestras, salas de espera e distribuição de material educativo que incentivam o diagnóstico precoce. O objetivo é estimular o acompanhamento periódico de saúde e a realização do autoexame das mamas.

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Uma grande ação colaborativa e promovida por professores, funcionários e alunos do Escolab Boca do Rio proporcionou à comunidade do entorno um dia dedicado aos cuidados com a saúde. Foi realizada uma feira no local, com a oferta de palestras, orientações e diversos serviços voltados ao tema. O evento, que se estendeu por todo o dia, derivou da proposta da última atividade pedagógica do 3º Ciclo de Aprendizagem dos estudantes.

Com o objetivo socializar os projetos desenvolvidos pelos alunos, a feira ofertou serviços em saúde bucal, atualização do calendário vacinal, cuidados com os pets através da vacinação antirrábica, aferição do índice glicêmico, teste rápido para a detecção de DSTs, entre outros. Os serviços foram disponibilizados através de uma parceria com o Distrito Sanitário de Itapuã.

O diretor da unidade escolar, Miguel Dourado, explicou que a feira é uma forma de praticar cidadania e colocar os alunos como protagonistas da ação. “É o momento de trazer a comunidade para a escola a fim de mostrar o que eles fizeram e devolver em serviços. Hoje são 340 alunos no Escolab, mas recebemos só pela manhã umas 250 pessoas que vieram participar da feira”, destacou o gestor.

Um dos assuntos mais trabalhados durante a feira foi o prejuízo da prática do bullying na escola. Além deste assunto, os alunos trabalharam outros temas relacionados à saúde mental, como depressão na infância e adolescência e distúrbios alimentares. Ocorreram ainda atividades como uma peça teatral, que tratou da importância do estudo para a vida, apresentação de um rap autoral sobre violência na escola, orientações sobre cuidados com a saúde, aromaterapia, massagem, e palestra sobre hábitos e projetos de vida.

Preocupados com a nutrição e qualidade de vida dos membros da comunidade acadêmica, um grupo de alunos aferiu o Índice de Massa Corporal (IMC) de todos os presentes, fizeram gráficos e apresentaram uma palestra sobre a importância de realizar esse monitoramento e qual o impacto dele na vida dos indivíduos. Ao longo da unidade, foram ainda produzidos materiais para compartilhar os conteúdos absorvidos pelos alunos através de blogs bilíngues, sites, revista e caça palavras gigantes que ficaram expostos nas paredes da instituição para a interação de todos.

Através da Prefeitura-Bairro, o público ainda teve a oportunidade de resolver pendências voltadas a cadastro e atualização em programas sociais como Bolsa Família, Primeiro Passo e Minha Casa Minha Vida (MCMV), além de realizar marcação de consultas e exames pelo SUS.

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No ano passado, 290 novos casos de hanseníase foram confirmados em Salvador, de acordo com o último boletim epidemiológico. As regiões que têm mais ocorrências são Subúrbio Ferroviário, São Caetano/Valéria e Itapuã. Como estratégia para reverter este cenário na capital baiana, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), por meio do setor de agravos da Vigilância Epidemiológica (Viep), promoveu, nesta quarta-feira (26), o Seminário Municipal da Hanseníase, no auditório do Hotel Monte Pascoal, localizado na Avenida Oceânica, Barra.

Foram tratados temas sobre a importância do diagnóstico precoce da doença, situação epidemiológica na Bahia e em Salvador, avanços, desafios e perspectivas. Uma das palestrantes do dia, a bióloga Vanessa Almeida chamou atenção do público para o decréscimo de ocorrências de hanseníase na capital baiana. O resultado advém de cálculos de detecção sobre o número do valor absoluto de casos (290).

Em 2017, a doença atingiu 6% das pessoas com menos de 15 anos em Salvador. “Não é um valor elevado, mas alarmante. As crianças são indicadoras sensíveis da presença da doença, daí a importância do diagnóstico precoce. Geralmente, elas adquirem hanseníase a partir dos contatos familiares e sociais, de pessoas com a doença e que estão transmitindo ativamente (forma multibacilar)”, disse Vanessa. Intensificar as ações de busca ativa de contatos e de casos novos, assim como ampliar a cobertura do Programa Municipal do Controle da Hanseníase (PCH) estão entre as políticas públicas de atenção primária executadas para atender à população.

O paciente com suspeita da doença pode se consultar com médico clínico em qualquer posto de saúde da capital baiana. Se diagnosticada, ele é encaminhado para uma das 110 unidades com o PCH. Há inclusive dispensação gratuita de medicamento polioquimioterápico para tratamento.

Durante o seminário, o médico clínico Afonso Roberto Batista alertou para a importância do diagnóstico precoce. “ Trata-se de uma doença infecciosa e imunológica, que pode causar incapacidade e inflamação nos nervos. Na forma inicial, ela aparece com manchas homocrômicas ou eritematosas no corpo. Caso a detecção ocorra de forma prévia, haverá poucas chances de lesões e reações ao paciente. "Ou seja, quanto mais rápido o tratamento, mais aumentam as chances de cura, sem sequelas".

A hanseníase é uma doença transmissível provocada pelo bacilo de Hansen, que acomete, principalmente, os nervos e a pele. Os sinais e sintomas da patologia são manchas, em qualquer parte do corpo, esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas, com perda da sensibilidade (dormente). Pode atingir rosto (olhos, orelhas e nariz), braços, mãos, pernas e pés. É transmitida por vias aéreas, através das gotas eliminadas no ar pela tosse, fala e espirro de pessoas doentes e sem tratamento.

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Para os soteropolitanos, o mês de setembro não representa apenas a chegada da Primavera. O que chama a atenção dos olhos e, principalmente, do paladar neste mês é a realização do tradicional caruru de Cosme e Damião, celebrado no dia 26 pelos católicos, e no dia seguinte pelo Candomblé e Umbanda. Essa data, no entanto, pode ser um problema para os alérgicos a algum item do prato típico, ou intolerantes à receita.

A nutricionista Camila Berbet, da rede municipal de saúde, explica que a situação dos alérgicos a algum item presente no caruru é complicada porque essas pessoas não podem, de forma alguma, ingerir esses alimentos. "No caso específico dessa comida, tem que ser uma pessoa muito especial, que consiga substituir uma especaria por outra, para realçar o sabor com outro ingrediente", afirma a especialista.

Dos itens presentes no caruru de Cosme e Damião, o camarão, castanha, amendoim, ovo e glúten são os mais comuns como causadores em um quadro de alergia. A nutricionista explica que no caso de alguns alimentos, como o camarão, a substituição é difícil, mas existe outras alternativas para o restante da receita. "Ela pode realçar o sabor com outros temperos, como mais cebola, coentro, gengibre, pra tentar melhorar o sabor", orienta.

Os principais ingredientes da receita tradicional do caruru de Cosme e Damião são o camarão fresco, camarão seco, quiabo, amendoim torrado e moído e azeite de dendê. Acompanhamentos como o feijão preto, pipoca, acarajé, inhame, farofa e banana da terra também fazem parte da tradição. No caso do vatapá, que é feito com pão, portanto contém glúten, ele pode ser substituído por uma raiz, fruta pão, ou até mesmo uma abóbora.

Equilíbrio - Já para os intolerantes a algum dos itens presentes no caruru de Cosme e Damião, a dica é manter o equilíbrio. Camila explica que a intolerância é diferente da alergia, já que, normalmente, as consequências são alguns desconfortos, como a sensação de "inchaço".

"Se ela estiver no processo da dieta de não poder comer, não vai poder, e pronto. Mas se ela sabe que tem intolerância, que causa uma má digestão, caso coma em pouca quantidade, é só comer em quantidade menor. Mas isso deve ser alinhado com um acompanhamento profissional", esclarece a especialista.

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