Saúde

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A partir da próxima segunda-feira (19), a Secretaria Municipal da Saúde dará início à campanha de intensificação contra febre amarela com uso de doses fracionadas e padrão. A ação visa ampliar a cobertura vacinal na capital e em mais outros oito municípios baianos, além de reduzir a população suscetível à patologia num curto espaço de tempo.

A vacina fracionada será administrada em pessoas entre 2 e 59 anos que nunca foram imunizadas contra a doença. Crianças entre 9 meses e menores de 2 anos, pessoas com condições clínicas específicas (como pacientes com HIV/Aids) e viajantes internacionais (o viajante deverá apresentar o comprovante do deslocamento) continuarão a tomar a dose padrão do imunobiológico.  

Estima-se que pouco mais de 1,2 milhão de indivíduos ainda precisam se proteger contra a doença em Salvador. “Por conta de casos positivos confirmados de febre amarela em macacos no ano passado e o grande número de pessoas a se vacinar no munícipio, Salvador foi incorporada na estratégia da imunização fracionada pelo Ministério da Saúde. A dose fracionada tem eficácia garantida pelo menos por oito anos, por isso,  após esse período, é necessário uma nova dose de reforço”, explicou Doiane Lemos, subcoordenadora de Doenças Imunopreviníveis de Salvador.

A campanha seguirá até 9 de março em Salvador e em 24 de fevereiro (sábado) um Dia D da estratégia será promovido para ampliar o acesso às doses para população. A vacina estará disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, nas 126 unidades básicas da rede municipal. O Ministério da Saúde afirma que a vacina é contraindicada para crianças menores de seis meses, idosos acima dos 60 anos, gestantes, mulheres que amamentam crianças de até seis meses, pacientes em tratamento de câncer e pessoas imunodeprimidas. Para estes grupos, a orientação é que a pessoa busque ajuda médica, cujo profissional de saúde avaliará o benefício e o risco da vacinação, levando em conta o risco de eventos adversos.

Macacos capturados - Desde o início de janeiro até essa quinta-feira (15), 95 macacos foram capturados na capital baiana para realização de exames laboratoriais de detecção da febre amarela. Os materiais coletados dos animais em Salvador já foram encaminhados para o Laboratório da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Rio de Janeiro, referência nacional para esse tipo de análise, para investigação da causa dos óbitos. Os primeiros dez materiais analisados pelo Fiocruz descartaram a presença do vírus da febre amarela nos animais capturados. As outras 85 amostras seguem sob análise. Em 2017, foram registrados 13 macacos com confirmação de febre amarela em Salvador.

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O prefeito ACM Neto reforçou a solicitação por mais recursos federais para custeio das unidades de saúde dos municípios baianos, durante encontro do ministro da Saúde, Ricardo Barros, prefeitos e gestores da área, realizado nesta terça-feira (6), na sede da União dos Prefeitos da Bahia (UPB), no Centro Administrativo da Bahia (CAB). O gestor de Salvador ressaltou que as administrações municipais ainda são muito dependentes dos recursos federais, liberados via ministério, na área da Saúde.

O prefeito lembrou o quanto a população depende dos serviços municipais e que Salvador vem fazendo a própria parte. A capital baiana mais que dobrou o número de equipes de Saúde da Família; construiu e requalificou unidades de saúde; expandiu os serviços de urgência e emergência, saltando de uma para nove Unidades de Pronto Atendimento (UPAs); e disponibilização de atendimento especializado com a criação de Multicentros de Saúde, além da inauguração do primeiro hospital municipal, prevista para o próximo dia 29. No entanto, um dos principais problemas é com o custeio para funcionamento no dia a dia e manutenção, situação que é agravada em municípios menores.

“Existe um pleito coletivo de praticamente todos os prefeitos para ampliar a transferência de recursos de custeio. São recursos que vão garantir o funcionamento no dia a dia e na manutenção dos postos de saúde e unidades de urgência e emergência. Também solicitamos uma ampliação do teto de média e alta complexidade, que vai atender as principais unidades hospitalares tanto de Salvador quanto do interior do estado”, explicou ACM Neto.

Ele também salientou a importância da presença de um grande número de gestores no evento. “A presença expressiva de tantos prefeitos aqui só reforça ainda mais essa necessidade de uma boa relação e interlocução das prefeituras com o Ministério da Saúde”, finalizou o prefeito de Salvador. Também estiveram presentes no encontro o vice-prefeito, Bruno Reis; o deputado federal Cacá Leão; o senador Roberto Muniz; o vice-governador João Leão; e o presidente da UPB e prefeito de Bom Jesus da Lapa, Eures Ribeiro, dentre outras autoridades.

Balanço – Em um ano e nove meses, os municípios baianos receberam R$926 milhões – incluindo emendas parlamentares – via Ministério da Saúde para qualificar e ampliar os serviços oferecidos por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Do total, R$225,9 milhões foram destinados à habilitação e/ou qualificação de 528 serviços e 27 leitos de média e alta complexidade que funcionavam sem a contrapartida do governo federal.

 

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Com 95% do imóvel concluído, as obras de construção do primeiro Hospital Municipal de Salvador foram apresentadas pelo prefeito ACM Neto ao ministro da Saúde, Ricardo Barros, nesta terça-feira (6), na Boca da Mata, região administrativa de Cajazeiras. A ação foi acompanhada pelo vice-prefeito Bruno Reis; pelos secretários da Saúde, José Antônio Rodrigues Alves, e de Gabinete, João Roma; demais autoridades e técnicos.

Nos três pavimentos, foram verificados setores como as UTIs adulto e pediátrica, salas de triagem e observação. A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), já adquiriu a maior parte dos equipamentos para o serviço. O investimento de R$120 milhões na construção e equipamentos é oriundo exclusivamente dos cofres municipais.

O prefeito agradeceu a Ricardo Barros por ter aceitado o convite para visitar as obras do hospital, e afirmou que o compromisso é fazer a entrega no dia 29 de março, como um presente de aniversário para a capital baiana. “A expectativa da Prefeitura é de conseguir atender a essa área de Cajazeiras, que é uma das mais pobres e de maior densidade, mas é claro que vai ser um hospital para toda a cidade. Queremos reduzir essa demanda, que é ainda reprimida, de atendimento hospitalar da população”, afirmou o prefeito.

Solicitação – Na ocasião, também foi reforçada a solicitação para a pasta federal de auxílio com os custeios na manutenção do serviço que, para ACM Neto, resultará também em uma transformação social em Salvador. “Estamos conversando com o Ministério da Saúde e, inclusive, já foi encaminhada a solicitação ao presidente da República para ter a presença e parceria do governo federal nos recursos necessários para o funcionamento do hospital. Esta é uma obra que terá, inclusive, um impacto social na cidade”, completou o prefeito.

O ministro explicou que, inicialmente, a contribuição a ser dada é padrão no país e refere-se ao faturamento dos serviços prestados na unidade. “O hospital terá os credenciamentos e habilitações necessários e tudo o que for produzido aqui terá a remuneração federal de 50% do custo do serviço. Tenho certeza de que será oferecido aqui um serviço de altíssima qualidade. O modelo mais eficiente de gestão será implantado aqui. A contribuição de parlamentares também ajudará na sustentabilidade dessa maravilhosa obra”, destacou Barros.

O secretário Rodrigues Alves também lembrou que o hospital contará com as áreas de ensino, residência médica e internato, sendo, portanto, um equipamento que vai além da assistência de saúde, promovendo aprendizado aos futuros profissionais da área.

Estrutura – O Hospital Municipal de Salvador funcionará 24 horas por dia, com capacidade para atender urgências, integrando-se, assim, às Unidades de Pronto Atendimento Municipais (UPAs) e servindo de retaguarda para os casos mais complexos. A unidade terá ênfase em atendimentos de urgência e emergência, mas também contará com um ambulatório de egressos da unidade hospitalar para dar suporte ao atendimento. Ao todo, serão 210 leitos – 30 de UTI (adulto e pediátrico), 150 de clínica médica cirúrgica e 30 de clínica pediátrica.

A emergência terá ênfase em traumatologia, ortopedia e urgências clínicas. Para isso, haverá 26 leitos de observação para adultos, sete leitos de observação pediátrica e 22 poltronas para aplicação de medicamentos. A área também contará com salas de curativo, aplicação de gesso e estabilização; quatro boxes de reanimação de vida e oito leitos similares ao de terapia intensiva. O hospital receberá pacientes regulados e imediatos, seguindo o Protocolo de Manchester, que utiliza a classificação de risco por cor para o acolhimento. O ambulatório de egressos da unidade hospitalar terá consultórios de cardiologia, cirurgia geral, neurologia, cirurgia pediátrica, pediatria, generalista e ortopedia e traumatologia.

Além disso, haverá Serviço Social, pré-consulta de enfermagem, centro de apoio diagnóstico, agência de transfusão sanguínea, laboratórios de análises clínicas e serviços de Bio-Imagem, como ressonância magnética, tomografia, ultrassonografia com Doppler, eletroencefalograma, eco-cardiograma, eletroneuromiografia e radiologia digital. A concepção arquitetônica do equipamento de saúde foi planejada por acomodações de hotelaria em espaços de dois leitos, que podem ser adequados à necessidade da unidade. O hospital também contará com um heliporto no pavimento da cobertura e com uma base do Serviço de Atendimento Móvel (SAMU).

Hospital Dia – A programação assistencial será complementada pelo Hospital Dia, bloco auxiliar que terá duas salas de Cirurgia Ambulatorial, 12 leitos de internação, um Centro de Vídeo-Endoscopias (com três salas de exames e oito poltronas de repouso) e uma Unidade de Atenção Domiciliar. Serão associados ao Hospital Dia um Ambulatório Cirúrgico com dois consultórios de triagem, e mais um consultório de enfermagem e um de anestesiologia, cujo objetivo é fazer o pré e pós-atendimento de pacientes cirúrgicos.

Atendimentos – Apenas na unidade de emergência, a estimativa é que sejam atendidos 1,2 mil pacientes por mês. No ambulatorial de egressos e no Hospital Dia devem ser realizadas 63 mil consultas ao mês. Outros 750 procedimentos mensais devem ser realizados no Centro de Endoscopia; 2,4 mil exames mensais no serviço de apoio diagnóstico e terapêutico; 10 mil procedimentos de apoio-diagnóstico e média complexidade. Também estima-se a realização de cerca de 500 cirurgias mensais no bloco operatório, além de 1,1 mil internações mensais – levando em conta os 210 leitos hospitalares previstos para os dois primeiros anos de funcionamento do hospital.

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O primeiro dia de aula da criança sempre é um momento marcante para toda a família. E não foi diferente para Flavia Checcucci, mãe de Danyelle Checcucci, de 2 anos, portadora da Síndrome Congênita do Zika Vírus. Ela estava radiante com a inclusão da filha no Centro Municipal de Educação Infantil Fruto do Amanhã, em Fazenda Grande do Retiro.

“Meu coração está muito apertado, mas com uma enorme expectativa. Esse contato com outras crianças vai ajudar muito no desenvolvimento dela. Todas as mães sonham que seus filhos com a síndrome tenham essa oportunidade de interagir com o mundo”, comemorou Flávia.

A pequena Danyelle Checcucci é uma das 24 crianças com Síndrome Congênita do Zika Vírus inscritas em instituições de ensino da rede municipal nesse ano. Além da inclusão social, uma parceria entre as Secretarias Municipais da Educação (Smed), Saúde (SMS) e Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps) garante a assistência e acompanhamento integral dessas crianças.

“Garantimos o acompanhamento das famílias já no pré-natal, que é realizado nas Unidades Básicas com a oferta de consultas e exames diagnósticos. Após o nascimento, continuamos prestando cuidados às crianças com microcefalia através dos Multicentros de Saúde e Centros de Reabilitação contratados pela Prefeitura. Nosso objetivo é garantir a integralidade da assistência para minimizarmos as sequelas da síndrome e, assim, possibilitar o convívio com as demais crianças da idade delas e com as atividades escolares”, esclareceu José Antonio Rodrigues Alves, secretário municipal da Saúde.

Nesses serviços, os usuários são acompanhados por equipes multidisciplinares compostas por fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, fonoaudiólogos, assistentes sociais, neuropediatras, nutricionistas, dentre outros.

Fortalecendo a Rede de Saúde de Salvador, o Centro Dia, recém-inaugurado pela atual gestão, também é um ponto de atenção de Assistência Social, atuando no apoio dessas famílias ao promover o acolhimento, orientações de proteção social e estímulo à convivência em grupo e fortalecimento das relações sociais.

Segundo o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde, até agosto passado, existiam 251 casos de Síndrome Congênita do Zika Vírus confirmados em Salvador, sendo 23 apenas em 2017.

Educação - A rede municipal de Educação preparou para os primeiros dias de aula uma programação especial de acolhimento das famílias e dos alunos com a síndrome. Pedagogos e técnicos da Smed acompanharão essa fase de adaptação, orientando a família e preparando um plano pedagógico específico para cada criança. A Semps e a SMS também vão trabalhar diretamente com essas famílias em atendimento multidisciplinar.

“Nossa rede se preparou com atenção e cuidado para o recebimento desses alunos, em continuidade e também aperfeiçoando um trabalho de inclusão que já é feito pelo município de Salvador. Nossas escolas estão abertas e aptas para acolher a todos, desde as crianças da educação infantil até idosos que fazem parte das nossas turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA), nas etapas de ensino oferecidas pelo sistema de ensino municipal”, conclui Bruno Barral, secretário municipal de Educação.

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A Prefeitura inaugurou hoje (25) mais uma Unidade de Saúde da Família (USF), desta vez em Fazenda Coutos. O posto, chamado de USF Recanto da Lagoa II e localizado na Rua Muniz Ferreira, foi entregue pelo prefeito ACM Neto e pelo secretário municipal de Saúde, José Antônio Rodrigues Alves. Na mesma solenidade, o prefeito assinou a ordem de serviço para a construção de outro equipamento de saúde nas proximidades: o posto da Lagoa da Paixão.

"Quando chegamos à Prefeitura, Salvador tinha 89 equipes de saúde da família. De 2013 para cá, esse número cresceu para 257. Em 5 anos de nossa gestão, implantamos 168 novas equipes. Claro que temos ainda muito a avançar na saúde, mas demos uma virada na saúde pública em Salvador em cinco anos que muitos governos levariam décadas para fazer", discursou o prefeito, lembrando que a cidade vai ganhar, em março, o primeiro Hospital Municipal.

Ao todo, 21 profissionais como cirurgião-dentista, enfermeiros e médicos generalistas, integram o quadro de servidores do posto, que tem quase 600 metros quadrados. O equipamento conta com estrutura 100% climatizada e adaptada para pessoas com deficiência. Serão ofertadas consultas médicas, odontológicas e de enfermagem, vacina, curativo, teste rápido para glicemia capilar, sífilis e HIV/Aids. A estrutura também conta com coleta para exames laboratoriais, além de atender aos programas de hipertensão e diabetes, planejamento familiar e pré-natal, dentre outros da atenção básica.

"Aqui no Distrito Sanitário de São Caetano/Valéria, a cobertura da atenção básica era de apenas 13,8%. Agora, essa cobertura já chega a 57%. No posto que vamos construir na Lagoa da Paixão, aqui próximo, serão mais quatro equipes de saúde da família atuando até o ano que vem", informou o secretário José Antônio Rodrigues Alves.

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Com as atenções voltadas para o período das festas populares e do Carnaval de Salvador, a Prefeitura, através do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), intensifica as ações de prevenção dos riscos e agravos da leptospirose até março. Nestes primeiros 15 dias de janeiro, 34 localidades já receberam a visita dos agentes de endemias. Houve apenas uma notificação suspeita da doença no bairro de Engenho Velho da Federação. Nesta terça-feira (16), as atividades acontecem no Pelourinho. 

A coordenadora do Programa Municipal de Controle de Leptospirose do CCZ, Ana Virgínia Rocha, explica o procedimento em caso de suspeita da doença. “Após realizada a notificação, é encaminhado um técnico para fazer a investigação do caso. Os agentes de endemias vão até o local para fazer o bloqueio de foco. Esse bloqueio acontece através de três ações de desratização com intervalo de oito dias.”

A equipe do CCZ também realiza um trabalho de ações educativas em saúde para a população, alertando para as medidas de proteção ambiental e prevenção de doenças. As ações contam com a participação de 65 agentes e um biólogo, além da utilização de raticidas do tipo pó de contato, blocos parafinados e iscas peletizadas.

A expectativa é realizar atividades em toda a extensão de praias, além de feiras, mercados municipais, parques, praças, vales, estações de transbordo e suburbana. “A importância da iniciativa é de reduzir a infestação de roedores e, consequentemente, diminuir a incidência dos casos de leptospirose no município”, disse a gestora.

Casos – De janeiro a dezembro do ano passado, foram notificados 96 casos de leptospirose, 14% a mais em relação a 2016, quando foram registradas 79 notificações. Em 2017, foram confirmadas 41 ocorrências, contra 36 em 2016. Quanto aos óbitos, houve uma redução no último ano, contabilizando cinco, contra oito registradas em 2016.

Programação:

16/1 - Pelourinho

17/1 - Bloqueio de foco no Engenho Velho da Federação

18/1 - Praias de Ondina, Amaralina, Pituba, Jardim de Alá e Armação

19/1 - Praias da Boca do Rio, Pituaçu, Patamares e Jaguaribe

 

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Um turista paulistano veio à óbito na capital no último domingo (14), após diagnóstico da doença

Após a morte de um morador de São Paulo que estava internado com febre amarela no Hospital Couto Maia, no bairro de Monte Serrat, os postos de saúde da rede municipal de Salvador apresentaram um aumento sensível na procura pelas vacinas contra a patologia nesta segunda-feira (15). Estima-se que 1,3 milhão de soteropolitanos ainda precisem se proteger contra a doença na capital baiana. A vacinação acontece de segunda a sexta-feira (exceto feriados), das 8 às 17 horas, em todas 126 salas de vacina da rede municipal.

“Apesar de ainda não termos o fechamento do número de doses aplicadas nessa segunda, já conseguimos perceber um aumento significativo na procura pelas doses nos postos. Isso é importante porque a vacinação é a melhor forma de evitarmos a circulação do vírus nesse período, quando a cidade recebe pessoas de todo o planeta, sobretudo de regiões como São Paulo, onde temos casos confirmados em humanos”, alertou Geruza Morais, diretora de Vigilância à Saúde.

Fracionamento – Com objetivo de combater com maior agilidade a circulação do vírus nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, o Ministério da Saúde lançará uma campanha emergencial com doses fracionadas da vacina especialmente nessas localidades. Em Salvador, a estratégia iniciará após o carnaval, entre 19 de fevereiro e 09 de março. Até o momento do início da campanha, quem ainda não se protegeu pode procurar os postos para tomar a dose padrão do imunobiológico.

“As pessoas não precisam esperar a campanha começar para buscar a vacinação contra febre amarela. Nossos postos ainda não adotaram o fracionamento, que só acontecerá após o carnaval e quem buscar as unidades receberá a dose única padrão, o que protege o indivíduo pela restante da vida”, explicou Morais.

O imunobiológico é administrado em dose única para o público entre 9 meses e 59 anos. O Ministério da Saúde afirma que a vacina é contraindicada para crianças menores de seis meses, idosos acima dos 60 anos, gestantes, mulheres que amamentam crianças de até seis meses, pacientes em tratamento de câncer e pessoas imunodeprimidas. Para estes grupos, a orientação é que a pessoa busque ajuda médica, cujo profissional de saúde avaliará o benefício e o risco da vacinação, levando em conta o risco de eventos adversos.

Captura de macacos – Em 2018, o Centro de Controle de Zoonoses de Salvador já capturou 12 macacos nos bairros de Pau da Lima (04), Vila Canária, Dom Avelar, Saboeiro, Itapuã, Rio Vermelho, Periperi e Pituba. Desse total, 11 animais encontravam-se mortos e outro estava aparentemente doente. Amostras laboratoriais foram encaminhadas para o Laboratório Central do Estado para verificar as causas das mortes. Este ano, ainda não foram confirmados casos de febre amarela em macacos em Salvador.

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Há um ano sem sentir a água salgada no corpo, as irmãs Gabriela e Bianca Guimarães Fortes, 19 anos, participaram do Projeto ParaPraia. Cadeirantes, elas entraram na água com cadeiras anfíbias, acompanhadas por profissionais de saúde. Já na água, as boias deram o apoio e as irmãs conseguiram aproveitar ao máximo a manhã deste sábado (13) na praia de Ondina, em frente ao Instituto Bahiano de Reabilitação (IBR), onde acontece o projeto.

“Esse contato com a natureza é maravilhoso. A iniciativa é ótima, pois possibilita que pessoas com necessidades especiais aproveitem um pouco mais do mar e da natureza. Estou adorando e semana que vem quero vir outra vez”, disse Gabriela. Beatriz destacou a importância da promoção da acessibilidade para todas as atividades. “Quem é deficiente também gosta de aproveitar a cidade, e as pessoas às vezes se esquecem disso. Estar aqui é muito bom, é maravilhoso”, exaltou.

Segundo o secretário municipal da Cidade Sustentável e Inovação (Secis), André Fraga, a grande novidade para este ano é o banho assistido também para crianças com microcefalia. “Além das atividades anuais, teremos a participação de uma associação de mães de crianças com microcefalia. Essa é uma forma de dar qualidade de vida e descontração para essas famílias. A água tranquila dessa praia leva calma para quem participa do banho assistido, com o cuidado e segurança necessários”, explica.

No primeiro dia do evento, 27 pessoas tomaram o banho assistido. O ParaPraia acontece das 8h às 12h, todos os finais de semana até o dia 18 de fevereiro, sempre aos sábados e domingos, com exceção dos dias de Carnaval, em frente ao IBR. Para esse ano, além do vôlei de praia adaptado e dos mergulhadores, o ParaPraia conta com apresentação de Karatê – com a participação de pessoas com deficiência –, atividades lúdicas feitas na água, orientações sobre o câncer de pele e o uso do filtro solar.

Segundo a coordenadora do Projeto da Faculdade Bahiana de Medicina – entidade que apoia o evento – a fisioterapeuta Luciana Bilitario, a atividade é de grande relevância por sua função social. “Tem uma função social gigantesca, pois chama a atenção do cidadão e dos banhistas para o respeito e inclusão, principalmente para quem tem alguma deficiência física ou dificuldade de mobilidades, pois essas pessoas precisam ir à praia”.

O projeto é patrocinado pela Braskem e pelo Salvador Shopping, além de contar com o apoio técnico da Escola Bahiana de Medicina, que atua com cerca de 200 voluntários, com grupos de 25 pessoas a cada final de semana, entre fisioterapeutas, enfermeiros, professores e educadores físicos.

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Com a estrutura, sobe para 205 o número de postos de saúde construídos/reformados pela atual gestão

Atendendo a uma reivindicação histórica da comunidade da Capelinha de São Caetano, o prefeito ACM Neto e o secretário municipal da Saúde, José Antônio Rodrigues Alves, entregaram na manhã desta quarta-feira (03), a primeira Unidade de Saúde da Família (USF) da região, que agora passa a ser totalmente climatizada e equipada para o atendimento integral da atenção básica na região.

Com mais de 400 m² de área construída na Rua da Glória, 143 (ao lado da Escola Municipal Antonio Carvalho Guedes), o posto tem capacidade para atender a 16 mil pessoas da localidade e adjacências, através de quatro equipes completas compostas por médicos, dentistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de saúde bucal, além de agentes comunitários que realizarão visitas domiciliares diárias.

O prefeito ACM Neto destacou que Prefeitura já soma uma série de entregas nos primeiros dias de 2018. “Vejam que glória. Vamos terminar a primeira semana do ano entregando um posto de saúde, uma praça e uma escola no município de Salvador. Faremos tudo isso em apenas três dias porque no nosso governo o lema é um só: seguir o passo na saúde, na educação, na infraestrutura, melhorando a vida das pessoas na capital baiana”, comemorou.

Com a implantação deste equipamento, sobe para 205 o número de postos de saúde construídos e/ou reformados pela Prefeitura em cinco anos. Durante a solenidade de inauguração, José Antônio Rodrigues chamou a atenção para o empenho da gestão em ampliar a oferta dos serviços de saúde no Distrito Sanitário São Caetano/Valéria. O gestor ainda teceu críticas ao governo do Estado pelo fechamento da única unidade de emergência que funcionava na região.

“Quando assumimos a gestão, esse distrito tinha pouco mais de 10% de cobertura em atenção básica. Hoje, temos 57% da população dessa região assistida pelos serviços básicos, fora a instalação das Unidades de Pronto Atendimentos 24 horas. Nesse momento em que a Prefeitura empreendeu todo o esforço para viabilizar novos serviços, é importante dizer que a única unidade pública do estado que existia na comunidade fechou, enquanto o município inaugurou duas UPAs na região nos últimos cinco anos”, pontuou o secretário.

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