Carnaval

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Os foliões que partem de Lauro de Freitas e Estrada do Coco para o Carnaval de Salvador contam com uma linha especial de ônibus desde a quinta-feira (20). São, No total, 12 veículos que operam entre Salvador e Lauro de Freitas. De acordo com a Secretaria de Mobilidade Urbana de Salvador (Semob), 12.080 passageiros foram atendidos nesses quatro dias de festa. O funcionamento prossegue até quarta-feira (26), da 0h10 às 4h30.

O itinerário desta linha específica é do subsolo da Estação da Lapa ao futuro Parque Shopping, em Lauro de Freitas, passando pela Avenida Garibaldi, Rua Conselheiro Pedro Luís (Rio Vermelho), Avenida Otávio Mangabeira (orla), Avenida Dorival Caymmi (Itapuã), Avenida São Cristóvão e, em seguida, a BA-099 até o destino final.

A linha foi criada pensando na agilidade para os foliões, devido a uma alta demanda até a cidade de Lauro de Freitas. A linha opera na faixa de horário em que o metrô deixa de funcionar. “É uma linha que leva mais de 10 mil pessoas e está contribuindo com a população”, pontuou o titular da Semob, Fábio Mota.

Balanço – O secretário ainda ressaltou os números do transporte na folia até o domingo (23). “Estamos com 2.700 ônibus na rua, em 90 linhas. Cerca de 5 milhões de pessoas já foram transportadas no carnaval, 6% a mais do que no ano passado. A cada ano melhoramos para atender a população”, disse Mota.

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Durante os quatro primeiros dias oficiais de Carnaval, a fiscalização da Secretaria de Mobilidade Urbana de Salvador (Semob) flagrou 90 mototaxistas que faziam transporte irregular de passageiros nos circuitos. Todos tiveram os veículos apreendidos.

Segundo o secretário da Semob, Fábio Mota, os veículos não estavam regulamentados. “A Semob trabalha para o bem da população. A fiscalização acontece para que não seja ofertado um serviço clandestino aos foliões”, pontuou.

O proprietário da moto terá que pagar o valor da taxa de reboque de R$86,82, mais diária do pátio de R$36,18 e multa de R$195,23. Um gasto de, no mínimo, R$ 318,23. São penalidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Para o presidente da Associação dos Motociclistas Profissionais da Bahia (Asmop-BA), Adailton Couto, a fiscalização é importante para que não haja um crescimento da clandestinidade. “Se temos uma lei, e ela precisa ser cumprida. O Carnaval esse ano está muito organizado. Os mototaxistas regulamentados estão podendo fazer o mesmo caminho dos táxis de carro”, destacou.

 

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Uma maratona que tem data para começar, mas sem prazo para acabar, pode ser apenas por um dia ou durar até uma semana. Nesse caso, calcule quantas horas atrás do trio, some com o tempo driblando a multidão para, enfim, alcançar o camarote e dançar sem parar. Tudo isso sem descer do salto. É para poucas? Claro que não! Muitas mulheres preferem fingir estar à vontade sobre saltos altos. No entanto, guardam a dor para resolver só quando a folia passar.

A atriz Marina Ruy Barbosa seguiu na contramão dessa elegância propagada por aí, e desembarcou de tênis no Carnaval de Salvador para curtir o trio. Choveram críticas, mesmo que o calçado fosse estiloso e como se o tênis não combinasse com gente famosa. Também Ivete Sangalo desistiu do salto e, após mais de cinco horas de desfile, já em Ondina, reapareceu com tênis prateado para compor o look de rainha. 

Com o passar do tempo, as mulheres têm optado pela escolha de um calçado confortável e mais seguro para enfrentar o Carnaval? A resposta é sim, de acordo com os dados coletados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que registou uma queda de 9% nos traumas ortopédicos, especialmente torções. Nos quatro dias de festa de 2020, foram registradas 191 ocorrências que envolvem os membros inferiores.

Para os ortopedistas, os tênis podem melhorar a sensação que o corpo está sendo castigado durante intensivas horas atrás do trio. “Há os calçados com amortecedores para a parte anterior e posterior dos pés, para evitar que os joelhos também sejam afetados. É indispensável esse cuidado”, reforça o especialista em traumatologia José Carlos Fonseca Filho.

“As mulheres geralmente usam salto alto e é aí é que está o perigo. A pessoa estará sobrecarregando a parte anterior dos pés e, também, exigindo muito dos joelhos, principalmente no que diz respeito às lesões de cartilagem, muito conhecida como condropatia ou condromalácia patelar”, explica o especialista.

Rasteirinha e cuidados – Durante a passagem dos blocos, foliões com rasteirinha nos pés se mostravam dispostos a enfrentar a maratona até o final do percurso. “Isso também não é bom, pois não há amortecimento. Isso serve também para os homens que optam em usar sandálias. O calçado mais adequado é o tênis”, reforça o especialista. Então, ainda dá tempo de ajustar o passo e corrigir a opção, se não estiver escolhido certo. 

Para o pós-folia, vale atentar para alguns cuidados, como ensina o especialista. “Se chegar em casa com dor nos pés, levante as pernas para diminuir o inchaço e use gelo enrolado em um pano fino ou saco plástico até 20 minutos, pois o frio no local atua como analgésico e anti-inflamatório natural. Certamente, essa dica simples vai ajudar muito na recuperação da maratona”, finaliza Fonseca Filho.

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No Carnaval dos Carnavais, não pode faltar dança. E o grupo FitDance tem levado suas coreografias para os bairros com o FitDance Kids e Teen. Com cinco anos de criação, os dançarinos criam passos democráticos, de fácil aprendizado e que não deixam ninguém parado. As apresentações já passaram pelos bairros da Liberdade, Cajazeiras, Plataforma e Itapuã, e acontecem na Boca do Rio, nesta segunda-feira (24), e encerram a jornada em Periperi e Pau da Lima, nesta terça-feira (25).

Para o Mestre Zig, coordenador e professor do grupo que desfilou no Circuito Osmar (Centro) nesta segunda-feira, é de grande importância para eles estar atuando na folia. “Mais uma vez estamos no Carnaval e é importante fazermos parte disso, pois vemos onde a dança chegou, trabalhando com entretenimento. Estamos felizes com esta oportunidade”.

Sobre a mistura de ritmos na folia, Zig afirmou que, cada vez mais, é importante ver que a festa está voltada para o povo. “O Carnaval está mais democrático. Vemos vários grandes artistas direcionados para o folião pipoca e agradecemos a oportunidade de levar nossa dança para todos. Temos fãs de todas as idades, conseguimos nos comunicar com todos. Trazemos pagode, axé, sertanejo, funk, então aqui temos oportunidade de trazer um repertório eclético, mas que agrada a todos”, afirmou o professor.

Fãs que se transformam – Acompanhando o grupo, Luan Cruz começou cedo no mundo da dança. Professor de suingue baiano desde os 14 anos, Luan decidiu se profissionalizar e sempre acompanha as apresentações do FitDance, de quem se tornou coreógrafo. “Para mim isso aqui é mais que ser fã, é uma comunidade, uma família, que une a todos com alegria e dança. Quando tive a oportunidade de me tornar instrutor, foi mais uma chance de já seguir o grupo, se tornou parte de mim”, afirmou.

Vinda de Mogi Mirim, no interior de São Paulo, a auxiliar administrativa Maili Barbosa revelou que é fã do projeto. Frequentadora das aulas na academia onde malha na cidade paulista, ela achou maravilhoso ver o grupo na folia. “Aproveito para dançar com eles, foi uma ótima iniciativa”.

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A tarde desta segunda-feira (24) foi recheada de brincadeira, música, fantasia e diversão com o bailinho infantil do Centro de Acolhimento, Aprendizagem e Convivência (CAAC) da Escola Municipal Osvaldo Cruz, no Rio Vermelho. Esta é uma das três unidades disponibilizadas pela Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ) para abrigar filhos de ambulantes que estão trabalhando nos circuitos da folia. Cerca de 100 crianças acolhidas participaram da festa.

Mães da pequena Maria Lúcia, de 9 meses de idade, as vendedoras ambulantes Viviane Santiago e Mônica Ferreira destacaram a qualidade do serviço prestado. “Estamos seguras em deixar nossa filha aqui. Ela está bem cuidada e segura”, disse Viviane.

Kelly Oliveira, 6, e seu irmão Emerson Júnior, 3, já estiveram outros anos no centro de acolhimento e aproveitaram para elogiar o bailinho. “Eu gosto das brincadeiras, do parquinho e da música do Baby Shark”, contou a menina, após fazer uma maquiagem no camarim especialmente para a festa.

Segundo a coordenadora do serviço, a assistente social Mara Núbia Alves, as atividades realizadas pelo centro contam tem a supervisão de uma equipe multidisciplinar. "É um trabalho muito gratificante e a equipe está desenvolvendo um excelente trabalho”, comemorou.

Uma das 34 educadoras sociais do centro de acolhimento é Elza Souza. Ela revelou que este é o seu primeiro ano de trabalho na unidade. “Gostei da experiência. Mesmo com tantas crianças, a gente trabalha com alegria. Aqui elas encontram toda assistência necessária“, afirmou, enquanto acompanhava as crianças no parquinho.

Balanço - Além da Oswaldo Cruz, os CAACs também funcionam nas escolas municipais Hildete Lomanto, no Garcia, e Casa da Amizade, em Ondina. Já são 453 menores assistidos até o domingo (23), 40% a mais que o registrado no mesmo período em 2019.

O público assistido tem direito a seis refeições diárias, atividades lúdicas, estrutura para higiene e dormida, além de contar com uma equipe multidisciplinar com 50 profissionais que se revezam em turnos. A rotina começa com banho matinal. Em seguida, tem um café da manhã reforçado, acompanhado por nutricionistas para dar início às atividades diárias.

Ao longo do dia, realizam também atividades recreativas como canto, dança, jogos, oficinas de desenho e brincadeiras diversas, reforçando a proposta de acolhimento, aprendizagem e convivência.

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Durante o Carnaval, a alimentação é a uma preocupação importante para quem está curtindo a festa na rua. E quando a fome e a sede apertam, os foliões podem encontrar as mais variadas opções que cabem em todos os gostos e bolsos para repor as energias. 

Muitos optam pelos alimentos comercializados por vendedores ambulantes instalados nos circuitos da folia. Para um lanche rápido, os foliões costumam dar preferência aos alimentos práticos, como sanduíches, cachorro-quente e churrasquinhos. O vendedor ambulante Tássio Bruno, 23, disse que o cachorro-quente, vendido com preço médio de R$2, é o campeão de vendas, com uma média de até 400 unidades por dia. 

Já os churrasquinhos de carne, frango e calabresa toscana, que tiveram a venda proibida em palitos e só podem ser comercializados em pratos plásticos, custam R$10 com acompanhamento de salada vinagrete e farofa. “O povo reclama que está sem dinheiro e quer uma opção barata. O cachorro-quente e o churrasquinho são gostosos e alimentam”, avaliou o ambulante. 

Para quem quer apenas um petisco, salgadinhos, biscoitos e pipocas também são encontrados nos circuitos. A vendedora ambulante Laura Maria de Jesus, que vende pipoca há mais de 20 anos, disse que o produto sempre agrada público de todas as idades. “Vendemos para crianças e adultos. É um alimento seguro, limpo, prático e gostoso. Todo mundo acaba comprando”, afirmou. 

Outras guloseimas também ganham espaço entre os foliões, como maçã do amor, algodão doce e batata frita. O beiju com cardápio variado de recheios e vendido a R$10 tem clientela garantida. “Temos de vários sabores e não são pequenos não, viu?!”, avisou a ambulante Márcia Cristina Farias, 43 anos, que costuma comercializar a iguaria nas redondezas do Campo Grande (Circuito Osmar). 

Mais “sustância” – Há quem prefira comidas mais encorpadas, como é o caso das feijoadas e ensopados. Nas imediações do Circuito Osmar, não são poucos os estabelecimentos que oferecem o prato no cardápio. “Eu costumo comer feijão porque eu consigo ter mais energia para aguentar o dia todo na rua. Não tem nada melhor pra comer no Carnaval”, atestou o professor Túlio dos Anjos, 42 anos, que se preparava para sair no bloco As Muquiranas. 

No restaurante Cowboy, a especialidade do dia de hoje foi a dobradinha, além dos ensopados. Cada prato saiu por R$ 13 e atraiu os foliões que chegavam ao circuito para curtir a festa. Os amigos aposentados Jurandir Bispo dos Santos, 64 anos, e Francisca de Souza Santos, 76 anos, não hesitaram na escolha. “Vamos comer para ficar bem alimentados. É uma comida caseira e saudável. Melhor que comer besteira na rua”, avaliou Bispo. 

Marmitas – Entre tantas opções de alimentação, as marmitas, mais conhecidas como quentinhas, têm se destacado na festa. Em embalagens de isopor com preços que variam entre R$5 e R$10, as quentinhas ganharam espaço entre os foliões e ambulantes que querem comer barato e sentir o gosto de comida caseira. 

As quentinhas “Tempero da Norminha”, vendidas a R$5, eram uma das mais disputadas no Campo Grande hoje. O cardápio varia todos os dias e é possível encontrar pratos como feijoada, arrumadinho, estrogonofe e quiabada. “Estamos vendendo uma média de 200 quentinhas. As pessoas gostam porque a comida é muito boa”, disse. 

Alerta – O coordenador da Vigilância Sanitária do Município de Salvador (Visa), Raoni Rodrigues, alertou que é importante ter atenção redobrada com o consumo de alimentos e bebidas durante o Carnaval, sobretudo alimentos cozidos como o feijão e o sarapatel; produtos de origem animal, como carnes, ovos e frios; e legumes e comidas que contenham maionese. Isso porque são mais sensíveis à proliferação de microrganismos em caso de acondicionamento inadequado. 

Rodrigues destacou que também é proibida a preparação e manipulação de comida na rua. “O correto é que todos os alimentos sejam preparados em seu local adequado de produção e acondicionados na temperatura ideal para serem comercializados na rua”. 

As bebidas artesanais preparadas em casa e acondicionadas em garrafas também podem representar um risco à saúde. Todas as bebidas embaladas precisam de rótulos com informações sobre a composição do produto e data de validade, exceto aquelas com preparação imediata, como caipirinhas e coquetéis. As latas e garrafas devem estar íntegras, sem sinais de deterioração ou amassadas. 

Bebidas e alimentos acondicionados inadequadamente podem desencadear infecções, que podem causar dores abdominais, vômitos, cólicas e até febre. No caso de microrganismos mais graves como as salmonelas, as consequências podem afetar o sistema nervoso e acometer também órgãos como rins e fígado.

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O Carnaval ainda não terminou, mas o prefeito ACM Neto fez hoje (24), no Campo Grande, uma avaliação sobre questões que precisam ser planejadas para a próxima folia, que será organizada pela futura gestão municipal. Uma delas é a segurança, sobretudo no Circuito Dodô (Barra/Ondina), que tem recebido a cada dia um número maior de pessoas

A quantidade de pessoas transportadas gratuitamente pela linha de ônibus Lapa-Calabar, a única que passa pela Avenida Centenário, é o termômetro do crescimento do público no Circuito Dodô. Entre o dia de ontem (23) e a madrugada de hoje (24), 129,1 mil pessoas utilizaram o serviço. No domingo de folia de 2019, o número foi de 105,5 mil. No total, desde o início oficial do Carnaval deste ano, 450 mil passageiros passaram pela linha.

"Esse aumento do número de pessoas é um dado real e que se torna um desafio para a Prefeitura e para a polícia na área da segurança. Nós temos feito todos os investimentos, dentro do possível, para garantir a manutenção dos desfiles no Circuito Osmar (Campo Grande). Aliás, o Carnaval acontece lá hoje por conta dos investimentos da Prefeitura, inclusive em atrações. Mas não somos donos da vontade do folião, do artista ou do empresário. Isso precisa ser repensado por todos os atores envolvidos com o Carnaval", disse o prefeito em coletiva após a tradicional reunião com a equipe que organiza a festa.

ACM Neto também criticou declarações recentes do secretário estadual de Segurança Pública, Maurício Barbosa, que atribuiu aos ambulantes o aumento de casos de agressão no Circuito Dodô. "É real afirmar que houve um crescimento do público na Barra/Ondina, aumentando a pressão no circuito. Mas falar o mesmo em relação aos ambulantes do circuito não é real. O secretário ocupa a pasta há muito tempo e pode pegar o registros fotógrafos para ver que a quantidade de trabalhadores informais é a mesma, assim como o número de isopores. Não entendo esse tipo de colocação".

O prefeito disse que cabe à polícia trabalhar para harmonizar o fluxo de pessoas e trabalhadores nos circuitos. Para ACM Neto, há uma percepção nas ruas de que o efetivo policial poderia ter sido maior em 2020. "Não vemos mais patrulhas constantemente nos circuitos, como a gente via no passado", declarou, lembrando que a Guarda Civil Municipal (GCM) não tem poder de polícia e detém um efeito menor.

Centro - Na opinião do prefeito, o planejamento da festa no Centro é uma das questões precisarão ser reavaliadas para o Carnaval de 2021. “Nosso maior desafio é um planejamento para rever a superlotação na Barra/Ondina. Essa é uma questão para a próxima gestão. É notório que é o Circuito Dodô é mais desejado pelas pessoas, os foliões escolheram curtir na Barra”, avaliou.

Patrocínio - O modelo de patrocínio da festa foi considerado por ACM Neto como um dos formatos mais exitosos do Brasil. “Nenhuma Prefeitura do país consegue arcar com mais da metade dos custos do Carnaval com recursos privados como nós conseguimos”, disse. "Todos sabem que o melhor caminho é a Prefeitura buscar recursos para bancar a festa e garantir que, nos 365 dias do ano, a gente tenha mais fôlego para fazer investimentos na saúde, educação, infraestrutura e todas outras demandas da cidade. Se tem uma coisa que é vitoriosa é o modelo de patrocínio do Carnaval", enfatizou.

 

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Uma entrada triunfal, carregada de emoção. Ao primeiro acorde, Claudia Leitte foi às lágrimas. “Estou à flor da pele, minha gente. Agradeço pelo amor de vocês por mim”, disse aos foliões que aguardavam a passagem do trio, no Campo Grande.

No penúltimo dia do Carnaval, a artista veio vestida de Maria Quitéria, heroína baiana que se disfarçou de homem para lutar pela Independência da Bahia. Mais um look em homenagem à força das mulheres, elaborado pela dupla Yan Acioli e Israel Valentim.

A cantora disse que escolheu esse tema para dar voz e vazão ao poder feminino. Neste Carnaval, ela já usou figurinos inspirados em Madonna, Joana d’Darc e de guarda municipal.

Claudinha, que já se assumiu bagunceira este ano, aposta no hit "Perigosinha". A música concorre a melhor do Carnaval e embalou o Circuito Osmar nesta segunda-feira (24). “É uma sensação maravilhosa de amor e emoção. O Campo Grande faz parte da história da minha carreira e eu só posso agradecer por todos os anos passados, por este ano e pelos que virão”, comemorou.

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Durante os dez dias de folia em Salvador – incluindo os eventos pré-Carnaval – muitas pessoas aproveitam esse período para garantir renda extra ou mesmo um trabalho temporário para enfrentar os altos índices de desemprego que ainda assolam o país. Dentre elas estão os 4,5 mil ambulantes licenciados pela Prefeitura que atuam nos principais circuitos e no Carnaval dos Bairros. Para a edição deste ano, o segmento já calcula, até ontem (23), um crescimento de 20% nas vendas quando comparado ao mesmo período da folia passada.

Esse crescimento se deve, inclusive, ao aumento de turistas nacionais na cidade, que chegam a desembolsar cerca de R$ 5.163, enquanto que os baianos costumam gastar cerca de R$ 1.875 e estrangeiros R$ 3.677. Estes dados foram atualizados com base na pesquisa de análise de perfil dos turistas no período da festa, realizada pela administração municipal, realizada no ano passado, aplicando em 2020 um crescimento de 1,7% em todos os gastos.

A projeção é que, com o crescimento de 6,7% dos turistas durante o Carnaval, R$ 1,8 bilhão seja movimentado durante os dias da folia. A vendedora de adereços de fantasia e brinquedos Rita Nobre, com experiência de 35 carnavais, adora atender os pequenos foliões dos blocos infantis e já computa crescimento no faturamento. “Antes eram apenas as crianças que usavam fantasia, agora todo mundo quer sair enfeitado na avenida”, comentou, entusiasmada com as vendas que já superam R$ 4,5 mil desde a quinta-feira (21).

Dentre os ambulantes licenciados, Tatiane Santos vende bebidas no Circuito Osmar há dez anos e comemora a vantagem de comercialização com cartões de débito e crédito. “Muitos foliões estão preferindo usar o cartão, mesmo com cobrança da taxa”. Ao longo do ano, a vendedora mantém ponto de acarajé nas imediações do Teatro Castro Alves e aproveita o Carnaval para uma renda extra.

Para matar a fome dos foliões não faltam opções. Raimundo Souza, pipoqueiro há 10 anos na folia, complementa a renda mensal da construção civil no período do carnaval. “Até agora já vendi quase R$2 mil Tem pipoca lá no trio e aqui também” , brincou. Já a vendedora de carne do sol com pirão de aipim Tais Xavier revelou que tem clientes fieis há mais de 15 anos. “Meus clientes do Gandhy sempre trazem mais um amigo pra reforçar as energias para o desfile. Esse ano vamos faturar mais”.

Avaliação – Marcos Cazuza, presidente do Sindicato dos Ambulantes, Barraqueiros e Quermesseiros do Estado da Bahia – Sindbaq, calculou o crescimento nas vendas da categoria em 20% na folia até aqui. O resultado melhor será no Circuito Dodô (Barra/Ondina). “O Carnaval agora está mais forte na Barra e no Pelourinho, mas a expectativa da categoria é de boas vendas com o grande número de atrações sem corda também no Centro”, afirmou.

Cazuza ressaltou também a infraestrutura oferecida aos trabalhadores. “Esses banheiros para que os ambulantes façam a higiene pessoal são muito importantes. Eu gostei muito da iniciativa da Prefeitura. A cada ano a gente vê que há uma preocupação em melhorar as condições de vida deles com ações como a creche e o chuveiro”.

Infraestrutura – A Prefeitura também montou uma infraestrutura especial de apoio aos ambulantes. A Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) disponibilizou 2.998 sanitários químicos e 80 sanitários climatizados – dentre estes, oito possuem chuveiros. São quatro banheiros femininos e quatro masculinos situados no Circuito Osmar (Centro). Mais quatro chuveiros em sanitários femininos e masculinos estão localizados na Travessa Marques de Leão, na Barra, e na Praça do Camaleão, em Ondina – ambos no Circuito Dodô.

Filhos de vendedores ambulantes e de catadores de latinha também estão sendo acolhidos em três Centros de Acolhimento, Aprendizagem e Convivência (CAACs), com capacidade para receber até 460 crianças e adolescentes. As estruturas montadas na Escola Municipal Hildete Lomanto (no Garcia), na Escola Municipal Casa da Amizade (em Ondina) e na Escola Municipal Osvaldo Cruz (Rio Vermelho) já acolheram 453 crianças e adolescentes ao longo da festa.

 

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