Carnaval

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Um ônibus perdido no meio da multidão? A ilusão é provocada pelo cantor Gerônimo, que trouxe o “Buzanfan” – ônibus transformado em trio – ao Circuito Osmar (Centro), na tarde desta terça-feira (5). A novidade, que estreou no pré-Carnaval Furdunço, no último dia 24, no Circuito Orlando Tapajós (Ondina/Barra), veio com tudo na Passarela Nelson Maleiro (Campo Grande).

O “ônibus da alegria”, como define o próprio artista, veio trazendo uma apresentação repleta de ritmos latinos com roupagem baiana e clássicos como “Lambada da Delícia (“Já é Carnaval, cidade”), “É D’Oxum” e “Eu sou negão”. “Vamos todos! Não existe veículo mais democrático que o ônibus!”, afirmou.

 

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Quem vê assim de longe, lá do alto, pensa que é fácil. Mas a rotina de um puxador de bloco envolve muito trabalho, sacrifício e hábitos que variam de artista para artista. A cantora Ravena, por exemplo, que faz dupla com o irmão Juan na folia de Salvador, começou a maratona de preparação para cantar hoje (05) à noite na Barra desde cedo. Juan e Ravena se apresentam por volta das 21h45 no Circuito Dodô, em apresentação que deve durar de quatro a seis horas.

Essa preparação começou com corrida na praia e exercícios físicos. A alimentação regrada é feita com acompanhamento nutricional. Ravena diz que chega a perder dois quilos por show. Por isso, no cardápio muito carboidrato, proteína e frutas. Mas, de vez em quando, ela foge da dieta. “Este ano já comi sarapatel três vezes”, confessa.

O aquecimento vocal é feito duas horas antes da apresentação, junto com um fonoaudiólogo. Com 1,68 de altura e pesando 55 kg, Ravena é adepta da moda Boho, ou Hippie Chic. “Sou fã desse estilo desde sempre. Gosto de saiões, batas, vestidos longos. Hoje vou colocar umas penas na cabeça”, anunciou.

Gerônimo - A preocupação com o visual não se restringe às cantoras. Eles também são vaidosos. Gerônimo, que desfila nesta terça-feira (05) no Circuito Campo Grande, no trio independente da Prefeitura, usa um modelo colorido, inspirado no fuxico, produzido pela mãe, dona Nenea, de 86 anos. Na cabeça, a marca do artista, a pena, hoje na cor azul. ”Uma homenagem ao orixá Ogum, para abrir os caminhos”.

O autor de canções como “Eu sou negão” e “Jubiabá”, conta que acordou cedo, fez exercícios de relaxamento e toma um café reforçado. “Almoçar só mais tarde, comer demais dá moleza”. A voz ele aquece utilizando instrumentos de sopro e revela um truque. “Tomo uma dose de Whisky. Como não estou dirigindo o Buzanfan (nome do trio), posso beber”.

Mesmo sem seguir uma dieta alimentar, Gerônimo chega a perder de três a quatro quilos no percurso, que pode durar de seis a oito horas. Diz que tudo vale a pena e promete cantar para os orixás, para Deus e para os foliões.

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Roberto Santos, de 34 anos, saiu de casa cedo, vestiu a camisa do bloco do trabalho e foi atrás de um trio diferente no último dia de Carnaval em Salvador, nesta terça-feira (5). Mas ele não correu para o Circuito Osmar (Campo Grande) só para brincar. Roberto é gari, e estava preparado com sua vassoura, retirando tudo que é lixo que ficava pelo caminho.

Ele conta que, para desempenha a função da forma correta, é necessário que o funcionário seja comprometido com horário e tenha "força". "Tem que ser pontual, prestar atenção no que o fiscal tá dizendo e ter força pra varrer", explica.

Apesar do trabalho braçal debaixo do sol quente da capital baiana, Roberto conta que é possível se divertir também. "Gostei muito de ver Léo Santana passando, porque ele é do povo mesmo. Ele veio de baixo, e agora tá ali em cima", refletiu sem, em nenhum momento, deixar o trabalho de lado.

Na quarta-feira (6), dia do tradicional Arrastão, ele vai ficar em casa, descansando os dias de varredura, quando trabalhou das 6h às 14h. "Amanhã vou deitar", revela.

Toneladas - Segundo a Empresa de Limpeza Urbana do Salvador (Limpurb), foram retiradas das ruas da cidade 1.422,31 toneladas de lixo de quinta-feira (28) a segunda-feira (04). Foram 1.451 agentes de limpeza, como Roberto, envolvidos na operação. A Limpurb ainda disponibilizou 2.998 mil banheiros químicos, 70 containers climatizados e 1.580 serventes sanitários químicos.

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Marca patrocinadora da folia de Salvador comemora resultados obtidos até aqui

O Carnaval de Salvador é período de se divertir, mas também de garantir renda para a família. Por meio da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), a Prefeitura beneficiou 10 mil ambulantes para trabalhar na folia, inclusive com a entrega de kits. O resultado tem sido positivo, pois, de acordo com Sindicato dos Vendedores Ambulantes da Bahia, houve um incremento de 17% a 20% nas vendas apenas no Circuito Dodô (Barra-Ondina).

O dinheiro das vendas garante o sustento familiar do mês. De quinta-feira até agora, Marlucia da Silva, de 44 anos, que trabalha com o comércio de bebidas no circuito Dodô, já vendeu 70 caixas. O lucro de R$ 220 por dia vai complementar o que ela ganha como profissional de serviços gerais: “É uma ajuda porque meu marido está desempregado e nós temos três filhos e quatro netos. Esse trabalho surgiu em boa hora”.

O segredo para vender bem, segundo ela, é fazer a propaganda e ter simpatia. “Meu marido está sempre chamando os clientes, anunciando o preço. E eu me arrumo, deixo o cabelo colorido e mantenho o sorriso no rosto. Converso com as pessoas e conquisto a clientela”, diz.

A rotina, no entanto, envolve dedicação. O casal dorme diariamente próximo ao ponto, pois o deslocamento do material é inviável. Antes de começar a vender, eles tomam banho em um dos chuveiros disponibilizados pela Semop e, por volta das 13h, compram três sacos de gelo para agradar o paladar dos clientes, que gostam da cerveja bem gelada. Lá para as 2h, o gelo é renovado.

Patrocinador - A cervejaria patrocinadora do Carnaval, a Ambev, está bem satisfeita com o retorno dos investimentos obtidos com a comercialização da Skol Puro Malte e já comemora os bons resultados. O gerente regional de Marketing da empresa, Maurício Landi, afirma que tudo tem saído melhor que o planejado.

“É o terceiro ano consecutivo no Carnaval de Salvador e estamos saindo muito felizes. Lançamos a Skol Puro Malte 40 dias antes da festa, e foi um sucesso. Todo mundo com Skol Puro Malte na mão. A gente sai vibrando com o resultado do Carnaval”, assinala.

Para Landi, a parceria da cervejaria com a Prefeitura fez a diferença. “Avaliamos de forma muito positiva, a Prefeitura fomentando o Carnaval de rua para turistas e também para o soteropolitano”, afirma, destacando que a presença maciça de visitantes também tem sido um diferencial nas vendas. Segundo a Secult, 800 mil turistas vieram passar o Carnaval na capital baiana.

O gerente faz questão de destacar que a festa nos bairros, descentralizando o Carnaval, também foi uma iniciativa bastante positiva para impulsionar a economia. A Prefeitura montou palcos com diversas atrações culturais em diversas localidades.

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Mais de 45.5 mil pessoas acessaram à internet pública e gratuita da rede Conecta Salvador nos cinco dias de Carnaval até agora. A demanda é 19% maior do que o registrado em toda a folia de 2018, segundo balanço da Companhia de Governança Eletrônica (Cogel). Apenas ontem (4) foram somados 72.648 acessos.
 
Em todo o período de festa, os aplicativos WhatsApp, Facebook, Instagram e YouTube tiveram cerca de 1.476 milhão de requisições para envios de fotos e vídeos, por meio do serviço. Todo esse volume de tráfego de dados já chega a três terabytes.
 
A Prefeitura fez uma série de investimento tecnológico este ano para que moradores, visitantes e turistas pudessem desfrutar da internet gratuita no evento e fez instalação de mais de 100 antenas para a cobertura do Conecta Salvador nos circuitos do Carnaval. 
 
Para se conectar, é preciso que o cidadão habilite no dispositivo móvel (smartphone ou celular) à rede #Conecta_Salvador e siga as orientações de cadastro. O acesso é aberto e obedece ao Marco Civil da Internet (lei 12.965/14) e a Lei Geral Proteção de Dados (lei 13.709/18), o que garante a segurança dos dados trafegados, tanto para a Prefeitura como para quem utiliza a internet sem fio. Os locais onde há acesso são identificados com placas nas ruas. 
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Em mais um balanço de saúde de hoje (05) com dados do Carnaval, os módulos assistenciais da Prefeitura contabilizaram 4.081 atendimentos no acumulado da quinta-feira até a manhã desta terça (05). O circuito Barra/Ondina foi o que mais recebeu demandas (2766), seguido Campo Grande (1176). A região do Centro Histórico permanece registrando o menor número de casos (137).

No total, 79% das ocorrências são de natureza clínica, como dores nos membros inferiores, cefaleia e ferimentos acidentais. Já os casos ortopédicos correspondem a 7% (268) do total de atendimentos.

As mulheres seguem liderando os atendimentos, com 50,4% das ocorrências, assim como a faixa etária de 20 a 29 anos (35%). Desde o início do Carnaval, os adultos de 40-49 anos são os que menos procuraram assistência médica nos postos localizados nos circuitos (13,8%).

Outro índice que segue estável é o de transferências para unidades de retaguarda. No total, 123 pacientes foram deslocados das unidades dos circuitos, principalmente para avaliação especializada (66), radiológica (23) e tomográfica (12). O Hospital Geral do Estado (43), UPA Brotas (19) e UPA Vale dos Barris (18) foram os principais destinos.

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A Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) já recolheu 1.119 mil toneladas de lixo nos circuitos e bairros que receberam atrações do Carnaval, no período de quinta a domingo de festa. A quantidade de material este ano é um pouco maior ao registrado no período de 2018, quando foram coletados 1.062 mil toneladas.

Ontem (4), quinto dia de Carnaval, o órgão recolheu em todo o roteiro carnavalesco 302,84 toneladas, 10% a menos que no ano passado, quando foram 333,96. Além da coleta, os serviços realizados pelos agentes englobam lavagem de vias e logradouros, instalações, limpeza e manutenção de sanitários públicos. Tudo para dar plenas condições ao folião sair às ruas para pular atrás do trio.

Para este Carnaval, a Limpurb conta com 1.451 agentes de limpeza, 1.580 colaboradores trabalhando com os sanitários químicos, 225 equipamentos, 14 cooperativas e uma associação de catadores em parceria com o órgão. Ainda foram distribuídos em locais estratégicos 2.998 sanitários químicos e 70 sanitários-contêineres climatizados (com 555 posições).

 

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Já foram 1.920 testes rápidos realizados, 17 diagnósticos positivos para HIV, 159 reagentes para sífilis, além de 3 para hepatites virais. Esse é o balanço parcial do projeto Fique Sabendo contabilizado no penúltimo dia da folia em Salvador.

Até às 22h desta segunda de Carnaval, cerca de 480 pessoas procuraram o serviço, com maioria do sexo masculino. O posto da Rua Dias D’Ávila, na Barra, foi o local que mais realizou testes (1.068), seguido da unidade do Multicentro Carlos Gomes (852). As unidades funcionam até hoje (05), das 9h às 21h, no Centro, e das 12h às 22h, na Barra.

Aqueles que obtiverem sorologia positiva contam com a assistência de uma equipe multidisciplinar, que realiza a triagem e os encaminha para diagnóstico, exames e tratamento em uma das unidades de referência da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Proteção – Desde o início da folia até a manhã desta terça (05), equipes da SMS já distribuíram um pouco mais de um milhão de preservativos masculinos nos circuitos oficiais da festa para estimular a prática do sexo seguro e prevenção das doenças sexualmente transmissíveis.

Este ano, a SMS está disponibilizando ainda a "pílula do dia seguinte" para as mulheres que tenha tido relações sexuais consentida sem proteção anticoncepcional ou camisinha. De quinta-feira (28) até esta segunda (04), 9 usuárias buscaram os postos para administração do contraceptivo.

 

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Basta andar pelos circuitos do Carnaval de Salvador para entender que o tema da festa não poderia ser outro. Realmente, "O Mundo Escolheu Salvador". Milhares de turistas brasileiros e de outros países optaram pela maior festa de rua do planeta.

A presença maciça dos visitantes nas ruas se reflete no crescimento dos dados da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), que calcula um aumento de 11% no fluxo turístico da cidade durante a chamada alta estação, se comparado ao mesmo período do ano passado.

Ainda segundo a Secult, durante os dias de Carnaval, Salvador terá recebe 800 mil visitantes, com perspectiva de injeção de R$ 1,8 bilhão com gastos envolvendo hospedagem, alimentação, compra de abadás e camarotes, entre outros segmentos da cadeia produtiva.

A musicista Flávia Belchior, 36 anos, e a socióloga Isabel Mansur, 39 anos, cariocas, fazem parte dessas estatísticas. Elas vieram de férias para passar 15 dias, incluindo o Carnaval, e optaram em hospedar-se em um hotel mais distante da folia, em Jardim Armação, orla de Salvador.

Belchior não pensou duas vezes em aceitar a sugestão da companheira, que há dez anos viveu sua primeira experiência na folia de Momo e resolveu voltar neste ano. Questionada pela reportagem sobre a impressão da festa, após uma década, ela então responde: “Hoje é um evento do povo, muito mais inclusivo do que quando estive aqui no passado”, declarou.

A sensação foi compartilhada pela estreante. “Estou achando incrível. Vejo nas ruas o fortalecimento do povo negro, dos movimentos sociais, vejo pouca corda, quase nenhum abadá. Realmente uma folia democrática”, disse ela, que já programa voltar para o Carnaval de 2020.

Turista apaixonado - Veterano na folia, o carioca de nascença e morador de Brasília Bruno Feitosa, 36 anos, é enfático ao dizer: “Não existe melhor festa de rua no mundo”. Ele contou que já esteve em alguns carnavais dentro e fora do Brasil, mas nenhum é tão bom quanto a festa da capital baiana. Feitosa diz que já desfilou em Recife e em escolas de samba do Rio de Janeiro e São Paulo.

“Esse povo, essa gente, essa troca, a receptividade da galera e dos artistas é algo único dessa terra. A energia do Carnaval daqui é incrível, não existe em nenhum lugar do mundo. Só vivendo a experiência para entender. Venham e entenderão o que estou dizendo”, declarou ele, intitulando-se um apaixonado pelo Carnaval de Salvador.

Franceses - A capital baiana como destino para o Carnaval também atraiu a família francesa Félix, que desembarcou em Salvador para passar uma semana de férias durante o Carnaval. Acompanhado pela esposa e os dois filhos adolescentes, o francês Olender Félix, 59 anos, afirmou que foi dele a ideia de vir para Salvador. Perguntado pela reportagem sobre sua avaliação da festa, ele então abre um largo sorriso e gesticula com as mãos, dando a entender o quanto está feliz em participar da festa.

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