A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), divulgou nesta terça-feira (5) as decisões das impugnações dos interessados em obter licença para as festas populares e o Carnaval 2025.
A lista com as decisões foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM). A partir desta quarta-feira (6), os resultados estarão disponíveis para consulta no sistema de cadastramento de ambulantes (SCA), acessível através do site https://www.sca.salvador.ba.gov.br/externo/visual/index.php.
Os interessados que discordarem das decisões poderão interpor recurso no sistema SCA entre os dias 6 e 12 de novembro de 2024. De acordo com o edital, somente os interessados que apresentaram impugnações à lista provisória terão direito a interpor recurso.
Para verificar a decisão sobre a impugnação, o interessado deverá acessar o sistema SCA com seu login e senha, na opção para interpor o recurso. Durante o período de recursos, os interessados poderão obter auxílio dos colaboradores da Semop nas prefeituras-bairro.
Essa etapa do recurso finaliza o processo de análise e pontuação, essencial para a definição da lista final e para a organização das festas populares e do Carnaval de Salvador, garantindo o cumprimento das normas e a participação das pessoas devidamente habilitadas no cadastramento.
Como parte das ações do Festival Salvador Capital Afro 2024, evento articulado para desenvolver o afroturismo, posicionando a cidade como destino destaque no segmento, o escritor e ativista do Benin Tèju Baba realizará o lançamento do livro "Os 50 Pioneiros Africanos". O evento acontece nesta quarta-feira (6), às 14h30, na Escola Municipal Eugênia Anna dos Santos, no bairro do São Gonçalo do Retiro.
A atividade ocorrerá através de uma apresentação especial para crianças e jovens da rede municipal de ensino de Salvador, bem como assistidos pela Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ).
A apresentação tem caráter interativo e lúdico, totalmente voltado ao público infantojuvenil, e reforça o compromisso da Prefeitura em dialogar com as comunidades locais, celebrando as contribuições africanas. Também visa promover o incentivo ao aprendizado de outro idioma, ampliando o acesso cultural para jovens e crianças soteropolitanas.
Ao final, será aberta uma sessão de perguntas com o autor, permitindo que as crianças conheçam mais sobre as histórias dos pioneiros africanos, seguidos de uma sessão de autógrafos e distribuição de exemplares do livro, tornando a experiência um marco de aprendizado e inspiração cultural.
De acordo com o escritor, o livro “Os 50 Pioneiros Africanos” busca promover a valorização da identidade negra e inspirar novas gerações. “É um prazer estar aqui e participar do Festival Salvador Capital Afro, em um espaço da representação perfeita de como as culturas e as heranças africanas devem ser celebradas, para expressar toda a diversidade. Meu livro traz a construção sobre a África no mundo e para o mundo. Portanto, se há um lugar no planeta em que sua versão em português poderia ser lançada, esse lugar é justamente Salvador”, comemorou.
Biografia - Tèju Baba é autor e escritor, nasceu no Benin e tornou-se um importante autor e defensor do uso da literatura como ferramenta de transformação social. Suas obras, como "Os 50 Pioneiros Africanos", exploram figuras históricas africanas que impactaram áreas como ciência, arte, tecnologia e política, promovendo a valorização da herança africana e a reconstrução de narrativas negras.
Texto: Letícia Silva/ Secom PMS
O Festival Salvador Capital Afro inicia sua terceira edição nesta quarta-feira (6), às 8h30, com uma cerimônia de abertura no Espaço Cultural da Barroquinha, no Centro Histórico de Salvador.
Celebrando a economia criativa e o empreendedorismo negro, o evento, que acontece até a próxima sexta-feira (8), reúne artistas, empreendedores e profissionais da cultura com uma programação que inclui painéis, oficinas e showcases.
A abertura contará com as presenças da vice-prefeita Ana Paula Matos; do secretário municipal de Cultura e Turismo, Pedro Tourinho; da secretária municipal da Reparação, Ivete Sacramento; do subsecretário de Cultura e Turismo e coordenador do Programa Salvador Capital Afro, Walter Pinto; da diretora de cultura de Salvador e coordenadora do Festival, Maylla Pita; do presidente do Conselho Municipal de Cultura, Romário Almeida; do presidente do Conselho de Comunidades Negras, Evilásio Rebouças; e de Nilzete Santos, membro do Comitê de Afrofuturismo.
"Para alcançar a vitória e ser um medalhista olímpico, devo muito aos meus pais, meu treinador, Sérgio Silva, e ao Gustavo Borges. Pessoas que fizeram parte desse processo e participaram efetivamente dessas conquistas. Para quem vive de esporte em Salvador, saindo do bairro de Itapuã, preto e pobre, chegar a uma Olimpíada era algo considerado impossível, mas eu fui lá e fiz".
O relato de Edvaldo Valério, medalhista olímpico em Sidney 2000, atualmente diretor de Esportes da Secretaria de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), serviu de inspiração para diversos alunos que participaram da palestra "Trajetória de Esportista Campeão", nesta terça-feira (5), no auditório da Organização do Auxílio Fraterno (OAF), no bairro da Liberdade.
Realizado pela Secretaria Municipal de Educação (Smed) - em parceria com a Sempre e a OAF -, o evento, que será realizado novamente na quinta (7), tem por objetivos possibilitar aos estudantes do Ensino Fundamental - anos finais da rede pública de ensino -, motivação e desenvolvimento de prática esportiva, além de levar a história de um dos esportistas baianos mais consagrados no cenário olímpico mundial.
Filho de nadador, Valério iniciou sua trajetória no esporte aos três anos, que culminou em sua meteórica aparição na final do revezamento 4/100 nas Olimpíadas de Sidney, garantindo o bronze para o time brasileiro naquela edição dos Jogos.
"Para mim, sempre foi importante, ainda mais nesse papel que hoje eu exerço, ser uma referência. Era uma coisa que eu sentia bastante na época que eu era atleta: a falta de referência, em quem me espelhar, em quem me identificar. E eu trago, por exemplo, nesse momento aqui, a minha experiência de vida e minha experiência esportiva, que refletem, imagino eu, a vivência de todos esses jovens, de famílias carentes, famílias pobres, humildes. E mostrar que, ainda assim, diante dessas adversidades, eu consegui chegar onde pouca gente acreditava, que era um sucesso: no pódio, me tornando, então, uma grande referência no âmbito esportivo", ressaltou o campeão.
Valério atribui ao esporte a oportunidade de crescimento como homem, atleta e professor na área esportiva. "E é justamente isso que a gente quer trazer aqui, mostrando a possibilidade de uma vida melhor, de uma vida diferente, através do esporte. Sabemos do sofrimento, das dificuldades naturais da vida, das limitações, mas o mais importante é trazer como exemplo a minha vivência, que através do esporte, eu conheço o Brasil todo. Graças ao esporte, eu também tenho uma formação acadêmica, pois hoje eu sou professor. Então, o esporte me deu muito mais do que eu poderia imaginar. E é justamente por isso que venho trazer um relato real para que esses jovens possam se espelhar e ter um futuro melhor", completou.
Incentivo ao esporte - A palestra “Trajetória de Esportista Campeão” contou com a audiência de 420 estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental,
Segundo a educadora e assessora de Projetos Especiais da Smed, Ivone Portela, o projeto quer usar a experiência e a trajetória de vida de Valério como exemplo e incentivo para os estudantes do 7º, 8º e 9º anos.
"Nosso convite foi com o objetivo dele relatar sua experiência enquanto atleta para os nossos alunos, na perspectiva de que ele possa trazer inspiração para esses jovens e adolescentes. Entendemos o esporte como uma ferramenta que inclui, educa, mobiliza, integra e, para eles, é fundamental conseguir associar, através da experiência de um jovem negro, baiano, da periferia de Itapuã, que conseguiu alcançar o êxito de ser o primeiro nadador olímpico da Bahia a conquistar uma medalha".
Na edição desta terça-feira, estiveram presentes alunos das escolas Barbosa Romeu, Manoel Barradas, Cláudio Veiga, Municipal de Periperi e Clériston Andrade. Na quinta-feira, participarão estudantes das escolas Professor Alexandre Costa, Professora Suzana Imbassahy, Cidade de Jequié, Professor Antônio Carvalho Guedes e Adroaldo Ribeiro Costa.
Fábio Micael, 14 anos, estuda na Escola Manoel Barradas e é apaixonado por esportes. "Treino futebol que, para mim, é uma coisa muito importante. Sobre o esporte, importa muito se você for usar como forma de trabalho ou de lazer. Eu uso como forma de lazer, e é muito importante quando estou muito estressado, porque assim eu fico calmo, relaxado. O futebol é um esporte que desenvolve nosso senso de grupo, parceria, além de vários outros benefícios. E, poder ouvir Edvaldo Valério contando a sua história, isso me inspira a querer sonhar mais, não só sobre o esporte, mas também para a família. Eu acredito que a história dele é muito cativante, inspiradora".
Texto: Iann Jeliel e Eduardo Santos/ Secom PMS
As iniciativas culturais desenvolvidas pela capital baiana foram destaques do segundo dia do Seminário Internacional sobre Cultura e Mudança do Clima, nesta terça-feira (5), no Centro de Convenções Salvador (Boca do Rio). Na ocasião, o secretário municipal de Cultura e Turismo (Secult), Pedro Tourinho, falou do incentivo à economia criativa desenvolvida na cidade, chamando atenção para atuação transversal entre as esferas de poder.
Tourinho destacou ainda que, estrategicamente, a gestão municipal aproveitou a realização do seminário, que reúne representantes do G20, para conciliar com a agenda do Novembro Salvador Capital Afro, cuja programação foi aberta com a exposição “Ecos Malês” na Casa das Histórias de Salvador, localizada no Comércio. “São ações paralelas que estão disponíveis para todos os delegados e toda a população”, disse.
Além da mostra, a agenda de eventos conta com o Festival Internacional do Audiovisual Negro (FIANB), que acontece no período até sexta (8), no Cine Glauber Rocha (Centro), trazendo como tema de 2024 “Cinema em Pretoguês”.
“Além de estarmos presentes aqui nos debates técnicos, Salvador ajuda nessa discussão fomentando cultura para os agentes do mundo inteiro que participam do G20”, reforçou Tourinho.
Integração - A criação de setores culturais ambientalmente responsáveis em relação às emissões de carbono, justiça climática para artes e cultura, o poder das artes e da cultura para mobilização social pró-clima também foram alguns dos temas refletidos no seminário.
Para a ministra da Cultura, Margareth Menezes, o evento germina a semente de um movimento que une as instituições e os agentes culturais sobre esse debate. “Precisamos de mais do que conhecimento sobre a mudança do clima. Precisamos mudar a nós mesmos e de uma cultura de mudança”, reforçou.
Ainda em sua fala, a titular do MinC destacou que a compreensão da relação entre cultura, meio ambiente e inclusão social tornou-se mais entrelaçada nas últimas décadas.
“É um vínculo que está assumindo uma importância crescente nas discussões multilaterais sobre desenvolvimento sustentável, mudanças climáticas e justiça ambiental. Isso destaca a importância de proteger e integrar a diversidade cultural, os conhecimentos indígenas e as práticas culturais locais e tradicionais em ações climáticas eficientes”, afirmou.
O seminário ocorre em paralelo à reunião do Grupo de Trabalho de Cultura do G20 e tem como objetivo principal debater o papel vital do setor cultural para o enfrentamento das alterações no clima, reunindo experiências nacionais e internacionais de ações climáticas baseadas na cultura.
Oficinas – Nesta quarta (6) e quinta (7), serão realizadas oficinas práticas voltadas à temática. Ao todo, seis atividades trarão abordagens como estratégias para redução de carbono por instituições culturais, comunicação popular e justiça climática, planos de conservação, resiliência e estratégias de adaptação no patrimônio cultural e lançamento da pesquisa Cultura e Clima.
O objetivo é ir além dos debates e oferecer aos profissionais da cultura oportunidades de aprendizado prático, com foco em soluções e ferramentas para implementar mudanças essenciais no setor.
As oficinas também buscam capacitar as instituições culturais a reduzir sua pegada de carbono e contribuir ativamente para o debate sobre as mudanças necessárias para atingir a meta de limitar o aquecimento em 1,5°C acima dos níveis pré-industriais.
Com apoio da Prefeitura de Salvador, através da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), a Casa do Benin, no Pelourinho, sediará nesta sexta-feira (8), a partir das 14h, a segunda edição do “Seminário Nacional do Samba”.
O evento, organizado pela União das Entidades de Samba da Bahia (Unesamba), pretende discutir a importância do samba para a cultura baiana e buscar estratégias para fortalecer o mercado, enfrentando desafios de empregabilidade, sustentabilidade e geração de renda, além de promover o movimento sambista no estado.
Com o tema “Do Ritmo à Riqueza: A Valorização do Samba da Bahia e o Papel dos Investimentos”, o seminário reunirá profissionais das áreas de produção cultural, comunicação, artes, setor empresarial, Carnaval e gestão pública.
De acordo com o diretor da Unesamba, Jairo da Mata, a proposta do projeto é abordar tanto o valor cultural quanto as oportunidades econômicas do ritmo, ressaltando a importância de investimentos para o desenvolvimento do setor.
“Será um seminário que discutirá temas importantes, não só do ponto de vista cultural, mas também do ponto de vista estrutural para o samba. Espera-se que a sociedade compareça, pois certamente todos sairão com uma compreensão rica e detalhada sobre o assunto”, explicou Jairo.
Texto: Mateus Soares/ Secom PMS
Os grandes eventos culturais da cidade, o início da temporada de cruzeiros e o tempo mais firme são os ingredientes que contribuem para o aquecimento do turismo em Salvador antes mesmo da chegada oficial do verão. Desde a última sexta-feira (1º) até o dia 30, a cidade está tendo atividades diárias que integram a programação do Novembro Salvador Capital Afro.
Aliado a esse calendário, a chegada do primeiro navio de grande porte com turistas, o MSC Seaview, chegou à capital baiana trazendo 5 mil passageiros para conhecerem o que a primeira capital do Brasil tem de melhor.
Além disso, segundo o diretor de Turismo da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), Márcio Franco, já é possível perceber um impacto direto na ocupação dos hotéis, com uma taxa de reservas que já ultrapassa os 85% em várias regiões da cidade.
“Muitos estabelecimentos, especialmente aqueles localizados no Centro Histórico, na Barra e no Rio Vermelho, registram ocupação praticamente total para os principais finais de semana de novembro. Esse aumento expressivo é um reflexo da força e da atratividade que as nossas festividades exercem sobre os turistas que buscam experiências autênticas e imersivas”, afirma.
A expectativa, segundo ele, é de que esses turistas não apenas conheçam os vários espaços culturais da cidade, mas também movimentem o comércio local, valorizando os produtos, restaurantes e toda a rede de serviços que Salvador tem a oferecer. “Este momento ressalta a importância da cultura como um vetor de desenvolvimento econômico, gerando emprego e renda para a nossa população", complementa.
Eventos - Alguns dos eventos programados para este mês são o Festival Internacional do Audiovisual Negro (Fianb) no Cine Glauber Rocha e no MAM, do dia 5 a 8; o Festival Salvador Capital Afro, do dia 6 a 8; o Afrobaile com nomes como a anfitriã Afrocidade, Jau, O Kanalha e Sued Nunes na Senzala do Barro Preto (Curuzu), no dia 8.
A lista ainda contempla o Batekoo no Casarão Salvador (Calçada), também no dia 8; o Festival Afropunk, nos dias 9 e 10; o show “Luedji Luna canta Sade”, no dia 20, no Largo da Mariquita (Rio Vermelho), as Caminhadas do Samba (Campo Grande) e da Consciência Negra (Sussuarana), ambas no dia 24; o Festival Afroturismo (Pelourinho), nos dias 29 e 30 e a República do Reggae no Wet’n Wild, no dia 30.
Cruzeiros – Para a temporada 2024/2025, são esperados 230.163 passageiros em 61 navios com rota na capital baiana. O próximo a atracar no Porto de Salvador será o Aidasol, na próxima quarta-feira (6), às 10h.
O navio tem capacidade para 2.176 pessoas. Segundo Franco, o impacto econômico do turismo de cruzeiros em Salvador tem sido expressivo, beneficiando diversos setores locais. O gasto médio do passageiro com a compra da viagem é de R$ 5.268,65 com duração média de 4,7 dias. Na economia local, o gasto médio é de R$ 668,91 o que proporciona uma injeção de aproximadamente R$ 155 milhões.
“Com o aumento das escalas e da capacidade de passageiros, a temporada de cruzeiros gera receita direta para o comércio, rede hoteleira, serviços de alimentação e transporte, além de contribuições para o setor de artesanato e as atrações culturais. Com as novas escalas programadas e a ampliação da infraestrutura portuária, a expectativa é de um impacto econômico ainda maior, consolidando Salvador como um polo estratégico no turismo de cruzeiros e fortalecendo a economia regional com novas oportunidades de negócios e geração de empregos”.
Restaurantes – De acordo com Leandro Menezes, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes na Bahia (Abrasel), os bares e restaurantes já começam a procurar mais mão de obra nesse período e também a qualificá-la para que, ao chegar no verão, já esteja tudo sobre controle para atender à demanda que aumenta.
“Agora já no mês de novembro, com o tempo mais firme e início da temporada de cruzeiros, já começamos a perceber um aumento de fluxo. Em dezembro, já temos propriamente um fluxo maior. Temos uma expectativa de que o movimento aumente 10 a 15% em comparação ao verão passado. Quando comparado ao restante do ano, ao período de baixa estação, sempre temos um aumento médio de 20 a 25%. É um aumento significativo e precisamos nos preparar, preparar a estrutura do restaurante e preparar a mão de obra também para poder atender bem aos nossos clientes nesse período”.
Hotéis – Wilson Spagnol, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis – Regional Bahia (ABIH-BA), conta que o setor está vindo de um período de superação dos índices de ocupação em relação aos anos anteriores, com elevação da ocupação e da diária média, superação que começou no segundo semestre do ano passado. E a expectativa para o verão é de que haja alta dos índices em comparação ao ano passado.
“Conseguimos números bons nos últimos meses. Os de setembro, por exemplo, foram superiores aos do ano passado. Novembro entra nesse espírito, até porque Salvador tem toda essa espiritualidade, essa musicalidade e festividade características e que você não encontra de maneira tão abrangente em outros lugares. Além disso, nós temos o Novembro Salvador Capital Afro e todo um atrativo cultural que tem a ver com o verão”, diz.
De acordo com ele, existe uma percepção generalizada no turismo de que Salvador evoluiu muito do ponto de vista urbanístico, com as obras que têm sido feitas de acessibilidade, atributo que contribui para uma melhor expectativa.
“O turismo é bom para o turista quando é bom para o cidadão, e a Prefeitura investiu muito, primeiro na revitalização urbana, acessibilidade e no embelezamento da cidade em todos os sentidos, além de ter investido em ações de promoção. Eu vejo que as iniciativas não pararam por aí, pois faço parte do Conselho Municipal de Cultura e sabemos que novas ações estão sendo planejadas”.
“Acho que quando você cuida do cidadão, você cuida do turista e o turista percebe o cidadão passeando em uma cidade pulsante e viva. Portanto, a atuação da Prefeitura tem sido determinante e fundamental”, conclui.
Agenda – Até o carnaval, a cidade tem uma programação intensa, que segue com o Natal Salvador e o Festival Virada Salvador, em dezembro, com os ensaios de verão e o pré-carnaval até culminar de fato com a folia momesca.
Reportagem: Priscila Machado/ Secom PMS
O Festival Internacional do Audiovisual Negro (Fianb) começa nesta terça-feira (5) com o tema “Cinema em Pretoguês”. O evento, que vai até a próxima sexta-feira (8), homenageia a intelectual e ativista negra Lélia Gonzalez (1935-1994) e busca explorar as contribuições africanas na formação cultural da América Latina.
Neste ano, o festival acontece em diversos formatos e locais, incluindo os cinemas iAMO, Cine MAM e Cine Glauber Rocha. As atividades também serão transmitidas online pela plataforma TodesPlay, oferecendo acesso a um público ainda mais amplo.
A programação inclui mostras de filmes brasileiros e internacionais, debates sobre a circulação de produções negras e um seminário internacional focado na presença afro-diaspórica no audiovisual. “O Fianb reafirma a importância de construir novos imaginários e descolonizar narrativas”, destaca Tatiana Carvalho, coordenadora do festival.
O evento é gratuito e busca fortalecer o movimento negro no cinema, promovendo a inclusão de profissionais negros em todas as etapas da produção audiovisual. "A experiência de ver um filme juntos, compartilhar emoções e reflexões, é incomparável", afirma Tatiana, convidando o público a participar.
O Fianb conta com parcerias importantes, como a SPCine em São Paulo e a Salcine em Salvador, além de diversas entidades nacionais e internacionais. A programação também inclui uma oficina de produção de filmes com celular, voltada para a formação de novos talentos.
Ao longo de suas edições, o festival tem se consolidado como um espaço vital para a promoção do audiovisual negro no Brasil e no exterior. “A ideia é criar um diálogo enriquecedor entre as produções da diáspora afro-atlântica e o público”, explica Tatiana.
Os interessados devem se inscrever no site da Associação de Profissionais do Audiovisual Negro (Apan) de forma prévia ou presencialmente no momento do festival.
O bairro de Itapuã recebe, até o final de novembro, o projeto "Ruas das Artes". Com o apoio da Fundação Gregório de Mattos (FGM), a exposição gratuita e interativa ao ar livre apresenta esculturas feitas de material reciclável, murais e grafites, transformando a área em um corredor de expressões artísticas e culturais.
A proposta é oferecer uma experiência enriquecedora para a população que vive no entorno, unindo tradição e arte contemporânea. “Queremos implementar novas intervenções que transformem o bairro em uma referência para exposições de artes visuais, similar ao Beco do Batman em São Paulo. Nossa meta é destacar Itapuã não apenas pelas praias e tradições, mas também como um polo artístico. Além de estimular o interesse pela arte entre moradores e visitantes, desejamos que as pessoas venham ao bairro sabendo que encontrarão arte nas suas ruas”, ressalta Lindomar Luis, coordenador geral do projeto.
As atividades começaram em 10 de outubro e finalizam em 25 de novembro. Ao todo, dez artistas de diferentes segmentos artísticos apresentam suas obras distribuídas ao longo de dez ruas com nomes ligados a linguagens artísticas – sendo elas: Rua da Prosa, dos Versos, do Romance, da Poesia, do Teatro, da Música, da Literatura, da Canção, do Cinema (Rua Nova Canaã) e das Artes Plásticas (Rua Olindina).
O cronograma detalhado pode ser acompanhado no perfil oficial do Instagram @ruasdasartes. O projeto "Ruas das Artes" foi selecionado no edital Territórios Criativos da Fundação Gregório de Mattos, em parceria com a Secretaria de Cultura e Turismo (Secult), recebendo recursos federais por meio da Lei Paulo Gustavo.
Klaus Schuenemann, diretor artístico, diz que a exposição visa disponibilizar a todos o desfrute da arte. “Nossa expectativa é impactar as pessoas, promover interação com algumas das obras e incentivar uma reflexão sobre como tornar nosso ambiente mais agradável e valorizado. Espero que o projeto seja bem recebido pela comunidade e que possa retornar no futuro, trazendo outros artistas e novas perspectivas para nosso bairro tão boêmio e cultural”, comentou.
Acessibilidade da Arte – O fotógrafo Péricles Mendes, um dos artistas presentes na exposição, compartilha sua visão com a obra Alemmar, que retrata o trabalho dos pescadores e reforça a arte como um meio poderoso de reflexão sobre o mundo em que vivemos.
“São histórias e narrativas que tentam mostrar que aqui pode se tornar um lugar melhor para viver. A importância de um projeto como o Ruas das Artes é justamente essa: as obras, ao invés de estarem restritas a um museu ou instituição, estão nas ruas. Isso permite que pessoas, muitas vezes sem acesso, possam se encantar e se conectar à arte de uma maneira muito acessível”, enfatiza.
Nelma Braga, moradora de Itapuã, destacou o impacto positivo das esculturas feitas com material reciclável: “É uma união do útil ao agradável. Além de ajudar a limpar a praia, o material é transformado em arte para decorar a orla, o que valoriza o local e até atrai turistas. Para os visitantes, é interessante ver esse tipo de arte, algo que talvez não exista nos estados ou países de onde vêm”, avalia.
Texto: Iann Jeliel/ Secom PMS
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