Texto: Ascom/Semob
Na última terça-feira (22), a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) participou de uma palestra na Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (Ufba), com foco em mobilidade urbana sustentável. O encontro reuniu professores, estudantes de graduação e pós-graduação dos cursos de transportes, e contou com a apresentação do titular da Semob, Pablo Souza, que abordou as principais ações, planos e desafios da pasta.
Durante a palestra, o secretário apresentou um panorama da mobilidade em Salvador, destacando dados do sistema de transporte público, projetos de eletrificação da frota, expansão da malha cicloviária, iniciativas de segurança viária, políticas de inclusão e medidas de promoção da equidade de gênero no setor. A apresentação teve como base o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PlanMob), que orienta as diretrizes para os próximos 30 anos na capital baiana.
Entre os dados apresentados, Pablo destacou que Salvador conta hoje com 1.840 ônibus em operação, transportando cerca de 1,2 milhão de passageiros por dia útil. O BRT, inaugurado em 2022, já atende cerca de 85 mil passageiros diariamente, com uma frota moderna que inclui ônibus elétricos e articulados. “Queremos que Salvador seja referência nacional em mobilidade limpa e segura. Estamos estruturando um sistema moderno, inclusivo e ambientalmente responsável”, afirmou Souza.
Outro ponto importante foi o Programa de Incentivo à Participação Feminina no Transporte Coletivo, que visa aumentar a presença de mulheres no setor — hoje ainda bastante desigual. Entre os resultados, o programa possibilitou a ampliação de 90% no número de motoristas mulheres, além de premiar a cidade no Smart City Expo Curitiba 2025, na categoria Equidade Social.
A Semob também apresentou os investimentos em infraestrutura cicloviária, com a meta de atingir 700 km de ciclovias até 2034, além de projetos como o Caminho Legal, voltado à segurança no trajeto de crianças até as escolas. A construção de equipamentos verticais e o projeto de um teleférico para a região do Subúrbio Ferroviário também foram pautas da exposição.
Impacto – A iniciativa foi bem recebida por alunos e professores, que puderam dialogar diretamente com o gestor sobre os rumos da mobilidade urbana em Salvador. A palestra integrou a programação de debates sobre políticas públicas e inovação no setor de transportes.
Durante a palestra, a comunidade acadêmica fez provocações e sugestões sobre novas possibilidades de atuação conjunta com a gestão pública. “Estamos de portas abertas para dialogar e construir soluções em parceria com a universidade. As contribuições da academia são fundamentais para uma mobilidade cada vez mais inteligente”, declarou Souza.
A Escola Politécnica já mantém um convênio ativo com a Prefeitura, por meio do qual oferece vagas dedicadas de estágio para atuação no Centro de Controle Operacional (CCO) da Semob.
Texto: Camila Viera e Gilvan Santos/ Secom PMS
Mulheres negras que necessitam de aconselhamento jurídico estão sendo atendidas na sede da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Bahia, (OAB-BA), na Piedade, nesta quarta (23) e quinta-feira (24). A consultoria é realizada das 9h às 12h e das 14h às 17h, por ordem de chegada.
A instituição e a Prefeitura, através da Secretaria de Cultura e Turismo de Salvador (Secult), fizeram uma parceria para oferecer o serviço como parte da programação do Circuito Mulheres Negras em Movimento, que integra o calendário da programação do Salvador Capital Afro.
O mutirão jurídico também faz parte da IV Edição do Julho das Mulheres Negras Latino-Americanas e Caribenhas da OAB-BA. O atendimento é realizado exclusivamente por advogadas negras.
Em meio ao público feminino atendido estava a professora e artista, Nivalda Star, 62 anos, que se dirigiu à sede da OAB-BA em busca de informações sobre o que prevê a lei em casos de racismo. Paulista, ela escolheu a capital baiana para viver.
“Aqui em Salvador é onde eu me sinto negra. No entanto, mesmo sendo uma das cidades mais negras fora da África, ainda me deparo com muitas situações de preconceito. São práticas em lojas, supermercados, shoppings. Vim buscar orientação de como proceder, porque a gente não pode deixar que esse preconceito tome essa grandeza”, afirmou.
Após receber as orientações jurídicas, a professora destacou a importância da promoção de mutirões que possam assistir às mulheres negras sobre seus direitos. “Foi essencial. A informação que tive aqui é nova, realmente não sabia como agir diante das situações. Agora sei exatamente o que fazer”, disse.
O objetivo do plantão é reforçar o compromisso com o acesso à Justiça, oferecendo uma escuta acolhedora e sensível às vivências e especificidades dessas mulheres.
Acesso - A vice-prefeita e secretária da Secult, Ana Paula Matos, destacou a relevância da ação e explicou o motivo da parceria. “A gente sabe que muitas mulheres não têm acesso a advogados ou consultorias jurídicas de forma fácil e democratizado. Muitas são mães solo e vivem rotinas sobrecarregadas. Por isso, estamos promovendo essa ação, que garante um atendimento acolhedor e qualificado, com foco nas demandas específicas das mulheres negras de Salvador”, disse.
Presente no mutirão, a chefe de gabinete do programa Salvador Capital Afro, Ivete Sacramento, destacou a importância do programa para o desenvolvimento e o reconhecimento da cultura negra em Salvador. Ela disse que a parceria com a OAB está dentro de um projeto de reparação e reconhecimento.
“Estamos fazendo essa parceria para esse apoio na área do Direito específico para mulheres negras e que são atendidas por advogadas negras. São mulheres negras acolhendo mulheres negras. É por isso que estamos aqui, sensibilizados nessa parceria que, com certeza, terá frutos o ano todo”, disse.
A presidente da Comissão de Promoção de Igualdade Racial da OAB-BA, Camila Carneiro, frisou que o acesso à informação é importante para garantia dos direitos, acrescentando que a ação reafirma a função social do órgão. Ela defendeu uma aproximação maior entre a instituição e a população.
“Informação é poder, e quando temos uma população conhecedora dos seus direitos, ela sabe reivindicar as posições que lhe foram negadas. Nós, mulheres negras, somos sujeitas a violações de direito, por isso, ter a Secult e a OAB prestando esse atendimento para outras mulheres negras cria identidade e acolhimento. É muito importante”, afirmou.
A gestora contou o caso de uma mulher negra com fibromialgia atendida no início da manhã. “Ela buscou o atendimento para saber quais direitos tinha e como conseguir o procedimento. A Prefeitura de Salvador e o Governo do Estado têm a obrigação de oferecer o serviço integrado e multidisciplinar, além das possibilidades previdenciárias que podem ser solicitadas, como auxílio-doença”, disse.
Estão sendo oferecidos esclarecimentos jurídicos em áreas como Direito Civil, de Família e do Consumidor, orientações sobre como iniciar processos, responder intimações ou realizar pedidos judiciais, além de encaminhamentos para serviços especializados, rede de proteção à mulher e órgãos de combate ao racismo.
Acesse a galeria de fotos: https://comunicacao.salvador.ba.gov.br/plantao-de-assessoria-juridica-para-mulheres-negras/ .
Quinta ialorixá do Ilê Axé Opô Afonjá, Maria Stella de Azevedo Santos, mais conhecida como Mãe Stella de Oxóssi (1925-2018), estaria completando 100 anos em 2025. Para celebrar a memória da sacerdotisa, a Fundação Gregório de Mattos (FGM), homenageia a escritora e líder religiosa em mais uma edição do Patrimônio É..., que acontece nesta quinta-feira (24), a partir das 15h, no Ilê Axé Opô Afonjá, em São Gonçalo do Retiro. O evento também poderá ser acompanhado pela página da FGM no YouTube )
Realizado sob o tema "100 Anos de Mãe Stella - A Força das Mulheres do Afonjá", o encontro terá a participação de Mãe Ana de Xangô, ialorixá do Opô Afonjá, pedagoga, especialista em Educação e mobilizadora social; da professora Ìyá Márcia de Ògúm, ialorixá do Ìlẹ̀ Àṣẹ Ẹwà Ọ̀lódùmarè, conselheira municipal de Política Cultural de Salvador e coordenadora da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde de Lauro de Freitas (Renafro); e de Ajoiyé Eliana Falayó, da Rede OmiÓsun - Rede de Mulheres Ancestrais da Ilha de Itaparica. A mediação ficará a cargo da jornalista Cristiele França.
O presidente da FGM, Fernando Guerreiro, destaca a importância de celebrar a história e a vida de Mãe Stella de Oxóssi. "Esse projeto visa divulgar o patrimônio da cidade de Salvador. Por isso, nada mais justo que homenagear o centenário de Mãe Stella de Oxóssi e sua incrível trajetória como intelectual, escritora e líder religiosa. Preservar e difundir a memória de Mãe Stella é fundamental para que possamos conhecer melhor a nossa própria história. E é nessa luta que se insere o Patrimônio É...", ressalta.
O evento acontece dentro da programação do Salvador Capital Afro: Mulheres Negras em Movimento. A ação é promovida pela Prefeitura neste mês de julho, em razão do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e do Dia Nacional de Tereza de Benguela, ambos celebrados no dia 25 de julho.
Reflexão – O encontro Patrimônio É... é uma iniciativa que promove encontros sobre temas relacionados ao patrimônio cultural de Salvador, envolvendo pesquisadores, gestores, detentores, fazedores de cultura, estudantes e sociedade em geral, com a proposta de promover a reflexão sobre a importância da história e identidade, preservação e salvaguarda do patrimônio material e imaterial, fortalecendo o vínculo entre as pessoas e os territórios onde vivem.
Desde 2017, o evento foi realizado em diversos espaços culturais da capital baiana, a exemplo da Igreja da Barroquinha – local onde surgiu o primeiro candomblé ketu do Brasil –, Feira de São Joaquim, Ladeira da Preguiça, Mercado de São Miguel, Casa do Benin, Pedra de Xangô e Igreja do Rosário dos Pretos, dentre outros.
Perfil - Maria Stella de Azevedo Santos nasceu em 2 de maio de 1925, em Salvador. Iniciada no candomblé aos 14 anos, tornou-se mais a quinta yalorixá do terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, cargo que ocupou por mais de quatro décadas.
Além da atuação religiosa, Mãe Stella foi enfermeira e escritora, autora de diversos livros sobre candomblé e cultura afro-brasileira, incluindo “Meu tempo é agora” e “Òsósi – O caçador de alegrias”. Com isso, assumiu a cadeira 33 da Academia de Letras da Bahia, com posse realizada em 2013.
Ela também foi uma defensora da cultura negra e da preservação das tradições africanas, lutando contra a intolerância religiosa e o racismo. Mãe Stella morreu em 2018, aos 93 anos.
Programação – O Salvador Capital Afro: Mulheres Negras em Movimento acontece desde o último dia 17 e as atividades seguem até domingo (27), com seminários, palestras, oficinas e ativações culturais valorizando a cultura afro-brasileira e ressaltando a força da mulher negra neste cenário. A programação completa pode ser acessada no site https://www.salvadordabahia.
Salvador recebe, nesta quinta (24) e sexta-feira (25), uma série de atividades culturais e artísticas como parte do Circuito Mulheres Negras em Movimento. Com eventos espalhados por diversos bairros da capital baiana, a iniciativa propõe visibilidade às trajetórias, saberes e empoderamento feminino negro.
A programação é promovida pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), em referência ao Dia Municipal da Mulher Negra, ao Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra e ao Dia Internacional da Mulher Negra, Latino Americana e Caribenha, comemorados em 25 de julho.
Na Associação Educativa e Cultural Didá, no Pelourinho, a agenda nesta quinta (24) terá, a partir das 15h, oficina de percussão com Adriana Portela e Ivone Cruz, seguido pela exibição do documentário Mulheres na Percussão, roda de conversa sobre o tema e uma oficina de dança afro com Wania Oliveira.
Também estão previstas atividades simultâneas em outros pontos da cidade, com plantão de assessoria jurídica da OAB (na R. Portão da Piedade), oficinas voltadas para mulheres negras com deficiência e surdas na Casa das Histórias Salvador, roda de conversa no Ilê Axé Opô Afonjá e o espetáculo Abayomi, no Espaço Cultural da Barroquinha.
Na sexta (25), a programação começa às 9h com o Festival Julho das Pretinhas - Contação de história e apresentação Mariar Um Mar de Poesia, no Teatro Gregório de Mattos. À tarde, a partir das 14h, haverá o Inventivos Talks, com participações de Monique Evelle, Lisiane Lemos e Andreza Rocha, no Café Teatro Nilda Spencer (Barroquinha).
Às 18h30, o Palacete Tira Chapéu recebe a entrega do Prêmio Mulheres Negras Contam Suas Histórias. Encerrando a programação, o espetáculo Iyá’s - Amarelo Ouro Mi Maiô será apresentado no Espaço Cultural da Barroquinha.
Confira a programação completa:
Quinta-feira (24)
Evento: Semana da Mulher Preta Latino-Americana e Caribenha – Didá.
15h às 15h50 – Oficina de Percussão – Adriana Portela e Ivone Cruz
16h às 16h50 – Documentário: Mulheres na Percussão – Gabi
17h às 18h50 – Roda de Conversa das Pretas na música percussiva
19h às 20h – Oficina de Dança Afro – Wania Oliveira
Local: Associação Educativa e Cultural Didá. R. Maciel de Cima, 19 – Pelourinho
Evento: Plantão de assessoria jurídica da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
Horário: 9h às 12h – 14h às 17h
Local: OAB – R. Portão da Piedade, 16 – Dois de Julho
Evento: Oficina mulher negra com deficiência na cultura, com Maili Santos e Cleciane Cruz
Horário: 10h
Local: Térreo da Casa das Histórias Salvador
Evento: Oficina poesia em corpo e voz – encontro para mulheres pretas surdas da periferia
Horário: 14h
Local: Térreo da Casa das Histórias Salvador
Evento: Patrimônio é… Centenário de Mãe Stella de Oxóssi e a Força das Mulheres do Afonjá
Horário: 15h
Local: Ilê Axé Opô Afonjá
Evento: Festival Iyás – Espetáculo Abayomi: a resposta está na ancestralidade
Horário: 19h
Local: Espaço Cultural da Barroquinha
Sexta-feira (25)
Evento: Festival Julho das Pretinhas – Contação de história e apresentação Mariar Um Mar de Poesia (Edital Gregórios)
Horário: 9h às 11h30
Local: Teatro Gregório de Mattos
Evento: Inventivos Talks com Monique Evelle, Lisiane Lemos e Andreza Rocha
Horário: 14h
Local: Café Teatro Nilda Spencer, Barroquinha
Evento: Prêmio Mulheres Negras Contam Suas Histórias – Mãe Diana e Associação Egbé Axé
Horário: 18h30
Local: Palacete Tira Chapéu
Evento: Festival Iyás – Espetáculo Ìyá’s – Amarelo Ouro Mi Maió
Horário: 19h
Local: Espaço Cultural da Barroquinha
Em comemoração ao Julho das Pretas, a Secretaria Municipal de Gestão (Semge) promoveu nesta terça-feira (22) o evento “Interseccionalidade no Setor Público: Desafios para Mulheres Negras Servidoras”, reunindo lideranças femininas da administração pública para um diálogo sobre raça, gênero e classe na gestão soteropolitana. A iniciativa integrou a agenda do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado dia 25.
Com um público formado por servidoras e colaboradoras da Semge, a programação foi realizada no auditório do órgão, no Dois de Julho, e contou com painel temático, além de uma roda de conversa protagonizada por mulheres negras que ocupam cargos de liderança.
A subsecretária da Semge, Rafaella Pondé, destacou a importância da ação como parte de um compromisso institucional com a equidade. “Esse evento representa mais do que uma data. É um posicionamento para reconhecer, valorizar e dar visibilidade às mulheres negras que constroem diariamente essa gestão, sendo também um passo fundamental para um serviço público mais justo e representativo.”
Procuradora do município, Lilian Azevedo também contribuiu com reflexões durante a roda de conversa: “Participar do Julho das Pretas na Semge foi uma honra. Pudemos refletir sobre o racismo estrutural e sobre o papel da mulher negra na construção de uma cidade mais democrática. Não existe cidade sustentável sem igualdade racial. A mulher negra está na base econômica da sociedade e é também uma potência transformadora. Precisamos de políticas públicas que reconheçam esse protagonismo”.
Para Ludmilla Ramos, gerente de Política de Pessoas da Semge, o evento reafirmou a importância de criar espaços que evidenciem a liderança negra feminina no serviço público.
“Foi extremamente importante estar neste evento, especialmente por reunir mulheres negras que ocupam posições de liderança. Falar sobre essas trajetórias, sobre essas conquistas, é falar de resistência e representatividade. O Julho das Pretas reforça isso: que ocupar esses espaços também é um ato político”.
A atividade também teve como objetivos fortalecer a visibilidade das pautas das mulheres negras no ambiente institucional, promover espaços de formação e escuta, e reafirmar o compromisso da gestão municipal com a superação das desigualdades raciais e de gênero. A ação foi realizada pela Semge, através do Núcleo Interno do Programa de Combate ao Racismo Institucional (PCRI), com apoio da Secretaria da Reparação (Semur).
Reportagem: Gilvan Santos e Ana Virgínia Vilalva/Secom PMS
O Centro de Acolhimento ao Educador Teresa Cristina Santos, gerido pela Secretaria Municipal de Educação (Smed), no Comércio, celebrou um ano neste mês de julho e comemorou a data com um encontro, no Auditório Makota Valdina, na sede da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult). O espaço é dedicado ao acolhimento e à melhoria da qualidade dos profissionais da educação, e celebrou a data com um evento para os psicólogos que atuam no centro, onde eles fizeram um balanço deste primeiro momento.
O gerente de Desenvolvimento e Movimentação de Pessoal da Smed, Gustavo Moris, reforçou que o evento serviu para que os psicólogos pudessem apresentar o ciclo de atendimentos do primeiro semestre de 2025, traçando as diretrizes para o próximo semestre e apresentando quais são as metodologias para esse treinamento.
"Momentos como esse são importantes porque os professores da nossa rede precisam de suporte psicológico, devido a problemas e dificuldades emocionais que eles enfrentam no dia a dia. Neste momento, fizemos um balanço positivo do centro, que passou inicialmente por uma fase de implementação, onde desenvolveu, inicialmente, as estratégias para poder ser implementadas nas escolas, junto com os professores, e agora estão colocando o projeto em andamento".
Moris lembra que os números do primeiro momento mostram que houve uma grande procura por parte dos professores, com cerca de 240 profissionais atendidos. "Esse é um número que tende a crescer com o tempo, com a aquisição da confiança dos professores no nosso centro de aposentamento e suporte psicológico. O centro não se caracteriza como uma clínica psicológica, mas dá esse suporte para os professores. Quem precisar de um atendimento mais emergencial, por exemplo, nós indicamos a rede dos Caps (Centro de Atenção Psicossocial), que são os centros de pronto atendimento psicológico", declara.
Demanda feminina – A coordenadora de Atenção e Apoio ao Servidor do Centro, Luciene Costa, afirma que o momento é de avaliação do primeiro ano do espaço, referente aos atendimentos em atenção à saúde do trabalhador - as mulheres são quem mais procuram atendimento. "Estamos mostrando à rede que estamos aqui nesta atividade de acolhimento, de escuta, tanto individuais como em grupo, valorizando o servidor em todos os seus espaços. Quando você adentra a rede municipal, é algo imenso, com muitas escolas e espaços de educação até o final da carreira. Então trabalhamos desde quem está iniciando até quem está aposentando. Quem tem participado, tem trazido muitos outros colegas. Eu acho que é a grande sacada da educação e da Prefeitura, esse acolhimento ao trabalhador. Isso é novo, então o próprio trabalhador está conhecendo e descobrindo esse serviço", explica.
A coordenadora conta que, além das ações internas, o centro promove iniciativas em locais como a Casa das Histórias, onde as atividades se misturam com a história do servidor, da cidade e da relação com o trabalho. "Nós oferecemos atividades por ciclos de vivências. Vamos a locais como o Muncab (Museu Nacional Afro-Brasileiro), MAM (Museu de Arte Moderna), Casa do Carnaval, as praças públicas também, nós temos grandes parceiros e usamos bastante os equipamentos públicos. A ideia é emergir em experiências, tirando deste lugar de sobrecarga e cansaço e cuidando de si mesmo", completa.
Impactos psicossociais – Para o psicólogo Caio Araújo, que participou do evento, será pensado um grupo para oferecer total acompanhamento e acolhimento para os servidores que estão em situação de afastamento, readaptação e retorno ao trabalho. "Para isso, nós pensamos no grupo chamado Interlúdio - Entre pausas e recomeços, que é um grupo justamente com essa finalidade, para acolhimento e acompanhamento de servidores em situação de afastamento, readaptação funcional e retorno ao trabalho, para que a gente possa estruturar melhor essa trajetória que envolve o servidor em situação de restrição funcional", relata.
Araújo reforça que a demanda maior no primeiro ano veio no âmbito do acolhimento diante de questões relacionadas aos impactos psicossociais do trabalho. "São diversos tipos de repercussões que têm a ver com questões como comunicação, um apoio maior diante de situações relacionadas ao trabalho, mas também institucionais. Então estamos com essa empreitada de realmente tornar a relação entre servidor e Smed também pautada na saúde do trabalhador e no fazer docente, que tenha como base um trabalho que possa ser realmente digno para esses trabalhadores. Contamos com o apoio e com o engajamento dos servidores para que a gente possa de fato conseguir construir esse acolhimento voltado à saúde do trabalhador da educação municipal de Salvador", projeta.
Estrutura do local – O Centro de Acolhimento ao Educador Teresa Cristina Santos possui 44 psicólogos, integrantes da Diretoria de Gestão de Pessoas (Dgesp) da Smed, que atuam em três linhas de cuidado: acolhimento e suporte psicológico individual e intervenções grupais; promoção e prevenção em saúde mental no trabalho; e equidade, qualidade de vida e bem-estar. Os atendimentos ocorrem de forma individualizada e em grupos. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, nos turnos matutino e vespertino, e conta com oito salas de atendimentos individuais, uma sala para atendimento em grupo, recepção e sala de espera com possibilidade de atender até 50 pessoas simultaneamente.
Acesse a galeria de fotos: https://comunicacao.salvador.ba.gov.br/evento-comemora-aniversario-do-primeiro-ano-do-centro-de-acolhimento-ao-educador/ .
Texto: Nilson Marinho e Mateus Soares/ Secom PMS
A programação do Circuito Mulheres Negras em Movimento foi marcada por oficinas e apresentações culturais na sede da Associação Educativa e Cultural Didá, no Pelourinho, nesta terça-feira (22). O público pôde conferir atividades formativas ligadas a corte, costura e adereços, que foram conduzidas pela atriz e costureira Allyssa Anjos, em dois turnos. Na ocasião, ela compartilhou técnicas próprias de confecção e incentivou as participantes a enxergar o aprendizado como possibilidade de geração de renda.
“É um prazer, uma honra para mim estar aqui. Sou muito feliz por essa oportunidade. Sou uma mulher trans, e sabemos que, infelizmente, vivemos em um país que mais mata pessoas LGBTQIAPN+ no mundo. Por isso, ocupar esse lugar — ministrando um curso de corte e costura, com certificado, tudo organizado — é algo muito significativo. Como artista e profissional, isso só agrega à minha trajetória e ao meu trabalho", disse.
As participantes da oficina também aprenderam a trabalhar com alegoria de cabeça. “Desenvolvi uma técnica chamada ‘dobradura’, o nome já existe, mas a forma como aplico é única, é minha criação. Assino todos os meus figurinos, risco, desenho e confecciono. E agora quero ensinar essa técnica para elas. Não quero guardar só para mim. Acredito que isso é um legado e quero que ele perdure”, acrescentou Allyssa.
Uma das alunas da oficina, Janine de Sá, de 61 anos, moradora do Campo Grande, teve seu primeiro contato com a atividade. “Nunca costurei e, inclusive, tenho dificuldade para encontrar alguém que faça isso por mim. Resolvi aprender porque está difícil achar quem trabalhe com costura. Por exemplo: se cada peça de calça custa R$ 10, com essas três que tenho aqui, posso ganhar R$ 30. E levo 10 minutos ou menos para fazer. Muita gente tem deixado de costurar, talvez por achar que paga pouco ou porque já recebe benefícios de programas sociais”, comentou.
Moradora do Rio Vermelho, Andréa dos Santos, 40, também mostrou entusiasmo com os ensinamentos passados durante a oficina. “Fiquei sabendo do curso por meio da minha filha. Como sempre trago ela para a Didá, resolvi aproveitar o tempo e me inscrever. Costuro o básico em casa, não sei fazer coisas elaboradas, mas quero aprender. Assim, quando eu quiser transformar uma roupa da minha filha, não preciso pagar. Eu mesma faço”, contou.
Outras ações - A programação do dia também contou com a realização da oficina de tranças e turbantes, com a cabeleireira e artista Negra Jhô, e apresentação artística da Banda Didá.
Houve ainda uma contação de histórias com a atriz Cássia Valle, coordenadora do Bonde da Calu. Ela trouxe uma abordagem sobre a literatura preta, infantil e juvenil, em celebração ao mês dedicado ao empoderamento feminino negro.
“Nesta contação de histórias, abordamos dois livros de minha autoria e de Luciana Palmeira, sendo um deles ‘Calu: Uma Menina Cheia de Histórias’, e ‘Aziza’. Ambos falam de pertencimento e têm como protagonistas duas meninas pretas, donas da própria narrativa”, explicou.
As iniciativas do Mulheres Negras em Movimento integram as celebrações pelo 25 de julho, data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha, o Dia Municipal da Mulher Negra em Salvador e o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.
O circuito foi lançado pela Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult) e da Secretaria Municipal da Reparação (Semur), e segue até domingo (27).
A programação completa pode ser conferida no site (https://www.salvadordabahia.
Acesse a galeria de fotos: https://comunicacao.salvador.ba.gov.br/oficinas-e-apresentacoes-culturais-marcam-a-programacao-do-circuito-mulheres-negras-em-movimento/ .
Reportagem: Eduardo Santos/Secom PMS
Na esteira das celebrações do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, comemorado no dia 25 de julho, o Parque Social realiza, no próximo dia 31, a segunda edição do Afro Parque. O evento, que nesta edição traz como tema "Colcha de Retalho: Costurando Histórias, Vidas e Afetos", acontece na sede da instituição, no Parque da Cidade, no Itaigara, das 13h às 17h. As inscrições podem ser realizadas por meio do link https://forms.gle/
A programação tem início às 13h, com acolhimento e boas-vindas. Em seguida, às 13h30, ocorre a palestra “Compartilhamento: Trajetórias e Experiências Pessoais”. Mais tarde, às 14h15, será a vez do bate-papo “Costura como Ancestralidade e Resistência”, que terá como mediadora a empreendedora Marcela Santos, da incubadora In Pacto. Às 15h acontece a palestra “Costura criativa e sustentável”, com a designer de moda Luciana Galeão.
As oficinas acontecem simultaneamente, a partir das 15h30, e abordam as temáticas “Turbantes - Estética Ancestral”; “Costura de Axé - A Arte da Continuidade”; e “Exposição Interativa: Linha que Conecta”. O encerramento do encontro está previsto para acontecer às 16h30, com a apresentação de uma colcha confeccionada durante o encontro.
De acordo com a diretora do Parque Social, Sandra Paranhos, o evento faz parte do calendário anual do Parque Social, e enaltece a mulher negra, fortalecendo as narrativas de resistência, ancestralidade e protagonismo feminino. "Neste encontro elas poderão compartilhar suas conquistas no mundo do afroempreendedorismo, por meio de iniciativas apoiadas pela IN PACTO, Incubadora de Negócios Sociais do Parque Social, em parceria com a Prefeitura Municipal de Salvador", afirma.
Texto: Ascom/SMS
A Comissão de Residência Multiprofissional (Coremu) da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Salvador realizou, nesta terça-feira (22), a apresentação do plano de implantação do novo Programa de Residência previsto para o primeiro trimestre de 2026. O encontro aconteceu na Escola de Saúde Pública de Salvador (ESPS) e teve como objetivo detalhar a proposta pedagógica do curso, que visa formar profissionais com excelência no Sistema Único de Saúde (SUS), com foco na Atenção Primária à Saúde (APS) e ênfase na Saúde da Família.
O programa tem como base cinco fundamentos orientadores: abordagem interseccional, abordagem antirracista, educação permanente em saúde, educação interprofissional e educação popular em saúde com uso da andragogia (aprendizagem voltada para adultos). A proposta é preparar profissionais comprometidos com os princípios do SUS, entendendo que o cuidado à saúde vai além do atendimento médico e está profundamente relacionado às condições sociais da população, melhorando assim o atendimento ao público.
Participam da residência profissionais das áreas de enfermagem, odontologia, psicologia e saúde coletiva. A formação combina atividades teóricas e práticas, permitindo que os residentes se tornem agentes transformadores do cotidiano das unidades de saúde, propondo soluções mais eficazes, pautadas na equidade, no diálogo com o território e na promoção da justiça social. Além disso, o programa estimula o protagonismo da população na construção de políticas públicas em saúde.
“O Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família vai contribuir para a qualificação do cuidado da população por meio de uma formação interprofissional, pautada nos princípios da Política Nacional de Atenção Básica e na Política Nacional de Educação Permanente. Nesse sentido, a Secretaria Municipal de Saúde de Salvador amplia seu investimento na formação por meio da modalidade de Residência em Saúde, o que favorece o fortalecimento do SUS Municipal”, declara a coordenadora da Residência Multiprofissional de Saúde da Família da ESPS, Gleide Carneiro.
O seu canal de comunicação com o nosso site. Caso tenha dúvidas, sugestões ou solicitações de serviços, por favor, mande mensagem que teremos prazer em respondê-la.