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Reportagem: Vivian Pinho e Eduardo Santos/Secom PMS

Para resgatar a dignidade de homens em situação de rua e vulnerabilidade social, a Associação Pleno Cidadão (Aspec Liberdade 2) realizou, na manhã desta segunda-feira (28), uma feira de saúde no âmbito do Julho Amarelo, com apoio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), por meio do Distrito Sanitário Liberdade. A iniciativa procura alertar a população sobre o diagnóstico, prevenção e tratamento das hepatites virais, aproveitando para agir também na conscientização acerca da necessidade de cuidados com a saúde do homem.

Esta é a segunda edição da Feira de Saúde do Julho Amarelo na Aspec Liberdade 2. O atendimento foi feito mediante apresentação de senha por ordem de chegada, com estimativa de abranger aproximadamente 100 homens, sendo 50 pacientes da própria unidade.

Oriundo da cidade de Itabuna, Cristiano Bonfim, de 45 anos, disse que a feira é uma grande oportunidade de conseguir atendimento médico gratuito e de qualidade. "Vim buscar consulta na área de cardiologia. Aproveitando que estou aqui, tentarei outras especialidades, pois é uma boa oportunidade de acessar esse tipo de atendimento", declarou.

A assistente social da Aspec Liberdade 2, Juliana Trindade, explicou sobre os serviços oferecidos na feira de saúde da unidade. "Nesta ação, realizada em conjunto com o Distrito Sanitário da Liberdade, estamos oferecendo atendimento especializado nas áreas de saúde mental, através do Caps (Centro de Atendimento Psicossocial) Liberdade, serviços ambulatoriais, por meio da Unidade de Saúde da Família (USF) do bairro, realizando aferição de pressão arterial e glicemia", informou.

A coordenadora de Ações do Distrito Sanitário Liberdade, Lívia Santana, completou que a feira assistencial concentra serviços como vacinas contra gripe, Covid, hepatite B e tétano, além de coleta de material para exames de tuberculose, orientação para saúde bucal com entrega de kits de higiene, aferição de pressão arterial e glicemia, testes rápidos de além de atendimento médico em diversas áreas.

"A grande procura sempre fica por conta dos atendimentos médicos e a imunização. Temos uma grande demanda de usuários com a carteira de vacinação em atraso, e, pelo histórico da primeira edição, realizada em 2024, essas são as demandas de maior expressão. São ações que integram essas pessoas, que muitas vezes não se sentem tão à vontade em comparecer às unidades convencionais de saúde, até mesmo pelo estigma social. Hoje conseguimos fazer a ponte entre essa unidade e as demais unidades de saúde do município, além de realizar articulação com o Caps e demais órgãos assistenciais do município", explicou.

Vulnerabilidade – A Aspec Liberdade 2, conveniada da Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esporte e Lazer (Sempre), é uma unidade de atendimento institucional voltada para o público masculino, que presta atenção a pessoas em situação de rua e vulnerabilidade social. Atualmente, a associação possui cerca de 80 abrigados do sexo masculino.

"Os pacientes chegam à unidade encaminhados por algum serviço, a exemplo dos Centros Pop ou hospitais, que estejam em situação de ausência de moradia, e que necessitem de algum espaço que forneça este suporte psicossocial, providência de documentos, retorno à família com alguns benefícios socioassistenciais, a exemplo de auxílio moradia ou outras necessidades dependendo da demanda de cada indivíduo, pois as ações são trabalhadas individualmente", completou Juliana.

Acesse a galeria de fotos: https://comunicacao.salvador.ba.gov.br/2a-edicao-da-feira-de-saude-do-julho-amarelo-na-aspec-liberdade-2/ . 

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Texto: Priscila Machado e Thiago Souza/ Secom PMS

Donas de estilos musicais próprios, as cantoras Larissa Luz, Luedji Luna, Mariene de Castro, Rachel Reis e Majur se uniram na noite deste domingo (27) para apresentar a força e potência de suas vozes e produções no show Ancestranças, na Praça Maria Felipa, no Comércio.

O show das artistas soteropolitanas se consagrou como um momento emblemático para a capital baiana, encerrando a programação especial do Circuito Mulheres Negras em Movimento. A ação foi desenvolvida pela Prefeitura de Salvador para celebrar o Dia Municipal da Mulher Negra, o Dia Nacional da Mulher Negra e de Tereza de Benguela e o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha.

As boas-vindas ao público na Praça Maria Felipa foram dadas por um dos poucos grupos estruturados de divulgação do folclore e da cultura popular baiana no país e no mundo, o Balé Folclórico da Bahia, e pela Banda Didá. Em comum, os artistas que se apresentaram hoje compartilharam o resgate das tradições afro-brasileiras e afro-baianas em suas produções.

“É um projeto que eu penso há muito tempo, de falar sobre o mês das mulheres negras com foco na nossa cultura, na nossa história, na nossa ancestralidade. Estou muito feliz de poder juntar tantas mulheres negras potentes no mesmo espaço para falar desses ícones, dos símbolos que constroem a história dessa cidade. Estou muito feliz”, disse Larissa Luz, pouco antes de abrir o show com as canções Descolonizada e Paz Terrível.

Luedji Luna subiu ao palco em seguida para performar ao lado de Larissa. “Estou muito honrada de estar dividindo o palco com minhas referências, com essas cantoras que escrevem a história da música baiana e brasileira. Acho que Salvador tem muito o que se orgulhar dessas mulheres, dessas artistas, e que bom que eu figuro dentro desse panteão”, definiu.

Empoderamento – De acordo com a vice-prefeita e titular da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), Ana Paula Matos, o público teve a oportunidade de conferir, em uma única apresentação, os principais nomes da produção musical feminina contemporânea.

“É uma grande alegria reunir tantas artistas que movem a cidade, o mundo e toda uma sociedade num dia tão simbólico e especial para mulheres negras. Estamos finalizando com chave de ouro essa linda e potente programação de Salvador”, afirmou Ana Paula Matos.

A trancista Elisangela Lima, 51, conhecida como Eliza Afro, se esbaldou ao som de Larissa Luz. “Maravilhoso, perfeito, muito bem organizado. Um show que reverencia a cultura negra de Salvador, mostrando que aqui a gente tem muita força, sem excluir religião nenhuma. O evento foi voltado para todos os públicos e precisa existir mais como esse”, disse.

Para a cantora Lili Gonçalves, 36, o Mulheres Negras em Movimento fez jus à importância do Dia da Mulher Negra. “O fato de ter artistas com um cunho de visibilidade e importância nacional traz ainda mais representatividade e potência para nós, mulheres negras de Salvador”, avaliou.

Atividades - Ao longo de todo o dia, a Praça Maria Felipa contou com atividades de encerramento do Circuito Mulheres Negras em Movimento. Entre as atividades no local, uma bicicletada reuniu esportistas de diversos locais de Salvador em um trajeto entre o Santo Antônio e o monumento à Maria Felipa. Também teve roda de capoeira de mulheres, feira empreendedora e gastronômica, encontro de tambores negros, roda de samba, aulão de dança, entre outras atividades.

“A proposta foi pensada e criada como um circuito, pois o intuito foi expressar o ‘mover’ dessa mulher que constrói e que faz essa cidade. O programa Salvador Capital Afro buscou destacar todas essas atividades das pessoas negras, apoiando, patrocinando, executando junto e fazendo parcerias”, frisou Ivete Sacramento, assessora-chefe do programa Salvador Capital Afro.

Acesse a galeria de fotos: https://comunicacao.salvador.ba.gov.br/show-de-encerramento-da-programacao-do-circuito-mulheres-negras-em-movimento/ . 

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A Prefeitura de Salvador, através da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), publicou o edital de licitação para ocupação dos espaços públicos das estações do BRT Hiper, Cidadela, Pedrinhas e Pituba, e do Terminal de Transbordo Mané Dendê. A medida visa modernizar a infraestrutura, atrair serviços para movimentar a área de conveniência das estações, gerando empregos e a oferta de serviços para o usuário do transporte.

“Esta concessão visa transformar os espaços ainda não utilizados em áreas de valor agregado para a comunidade, promovendo não apenas a revitalização urbana e sustentabilidade, mas também a inclusão e o bem-estar social”, afirma o Secretário Municipal de Mobilidade, Pablo Souza.

Podem participar da concorrência empresas com regularidade fiscal e trabalhista, além de experiência em gestão de estações de transporte, conforme critérios do edital. A empresa vencedora deverá realizar investimentos previstos ao longo da concessão, que terá a duração de 25 anos. Entre as obrigações do concessionário estão a operação, administração, manutenção e exploração comercial para a oferta de alimentos, bebidas e demais serviços de utilidade para os usuários do transporte público.

"O Edital foi concebido com base em estudos técnicos, análises e premissas voltadas a tornar o projeto não só interessante para o setor privado, mas, principalmente, altamente benéfico para a população soteropolitana” explica Marcos Lessa, diretor-presidente da SalvadorPAR, empresa que desenvolveu os estudos do projeto.

“Essa concessão visa impulsionar a modernização das estações com a disponibilidade de bens e serviços aos usuários do transporte público. Além disso, a iniciativa também fomentará geração de empregos diretos e indiretos”, completa Denise Castro, diretora de operações da companhia.

O edital completo e seus anexos podem ser acessados em http://mobilidade.salvador.ba.gov.br/ ou no site compras https://salvador.ba.gov.br/ .

 

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Texto: Priscila Machado/ Secom PMS

A Associação de Terreiros da Bahia Egbé Axé promoveu a 13ª edição do Prêmio Mulheres Negras Contam Suas Histórias, na noite desta sexta-feira (25), data em que são celebrados o Dia Municipal da Mulher Negra, o Dia Nacional de Tereza de Benguela e o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-americana e Caribenha.

O evento solene ocorreu no Palacete Tira-Chapéu, no Centro Histórico de Salvador, comemorando a força, a trajetória e o impacto das homenageadas em suas comunidades. Nesta edição, dez mulheres negras receberam o prêmio. Elas foram escolhidas dentre outras 37, por uma comissão de avaliação composta por pessoas de diferentes áreas da sociedade civil.

Uma das homenageadas foi a titular da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), Fernanda Lordêlo, sobretudo pelo trabalho de atendimento, escuta e acolhimento que desenvolve para o público feminino, contribuindo para o combate à violência de gênero e para a redução dos feminicídios em Salvador.

“O grande diferencial desse evento é que há uma movimentação e uma escolha pela sociedade civil, que avalia a história das mulheres que estão aqui. Então é um aquilombamento, é uma junção de mulheres negras que hoje se destacam de alguma forma e trazem uma referência social e faz com que as pessoas as olhem de forma diversa. São mulheres gestoras, mulheres referências nas religiões de matriz africana, mulheres acadêmicas, ou seja, mulheres negras que conseguiram alcançar espaços depois de muita luta e que vêm cada vez mais galgando espaços”, afirmou.

As outras nove homenageadas foram a sacerdotisa Mãe Nicinha do Terreiro Olufanjá; a pró-reitora de Ações Afirmativas e Assistência Estudantil da UFBA, Cássia Maciel; a ouvidora-geral da Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE-BA), Tamikuã Pataxó; a coordenadora da Associação Nacional das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivo e Similares (ABAM), Rita Santos; a tenente-coronel do 14º Batalhão de Bombeiros Militar, Rosângela Reis; a vereadora de Alagoinhas Juci Cardoso; a percussionista Tauana Bonfim; a psicóloga Laíse Brito e a professora Juliana Nery.

Com a honraria, a Egbé Axé buscou também reconhecer e destacar a importância do trabalho dessas mulheres nos diversos setores da sociedade.

A ação faz parte do Circuito Mulheres Negras em Movimento, uma programação especial desenvolvida pela Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo (Secult), em parceria com a Secretaria da Reparação (Semur), no âmbito do programa Salvador Capital Afro, para a valorização da mulher negra na capital baiana.

Reconhecimento - De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Salvador é a capital com maior proporção tanto de pretos (34,1%) quanto de pretos ou pardos (83,2%). Já as mulheres pretas ou pardas, representam 45% de toda a população soteropolitana, quase a metade. A premiação busca valorizar e reconhecer a contribuição dessas mulheres, que, com suas trajetórias e conquistas, reafirmam a força e o protagonismo das mulheres negras na cidade.

“Sabemos da luta e da dedicação de muitas de nossas mulheres, por isso, o prêmio reconhece a dedicação e a representatividade dessas guerreiras na melhoria de nossa comunidade”, destacou Mãe Diana de Oxum, idealizadora e responsável pela organização do prêmio.

A trajetória das homenageadas revela histórias de superação e resistência. “Eu tenho uma história de luta muito grande, pois nasci na periferia, sou filha de mãe solo, a minha mãe criou sete filhas varrendo rua, é algo que me traz um orgulho muito grande. Tornar-se referência com esse prêmio, para mim, é um chamado para a luta. Esse prêmio traz esse resgate e conduz as mulheres a conhecer e valorizar a sua história”, disse a tenente-coronel Rosângela Reis.

 

Já Mãe Nicinha ressaltou o valor dos ensinamentos transmitidos por sua família e a importância do legado espiritual: “Estou representando o Terreiro Olufanjá, eu sou a sucessora de minha mãe biológica e nada melhor do que eu divulgar a vida que a gente leva. O candomblé é acolhimento, abraço e ensinamento”.

 

Tamikuã Pataxó também compartilhou o simbolismo da homenagem. “É uma grande honra poder estar entre essas mulheres negras maravilhosas, recebendo essa homenagem enquanto mulher indígena. Isso representa muito mais que um prêmio para mim, é também um reconhecimento das nossas lutas. É um impulsionamento para que possamos continuar lutando por aquelas mulheres que foram silenciadas ao longo da nossa história”.

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Cinco novas profissionais foram contratadas para o sistema de transporte público de Salvador pelo programa “Mulheres no Volante”, iniciativa da Prefeitura, por meio das secretarias municipais de Mobilidade (Semob) e de Políticas para as Mulheres e Juventude (SPMJ), em parceria com as concessionárias de transporte.

As novas contratações foram anunciadas nesta sexta-feira (25), data em que se celebra o Dia do Rodoviário e do Motorista. Dessas novas contratações, uma atuará como motorista no BRT Salvador, enquanto quatro passam a integrar o sistema convencional, sendo três motoristas e uma manobrista. A iniciativa visa promover a equidade de gênero no setor de transporte, incentivando a inclusão de mulheres tanto na condução de veículos quanto em outras áreas operacionais e administrativas do sistema.

A Semob é parceira ativa do programa, atuando diretamente no incentivo às empresas operadoras do transporte público municipal para que ampliem a contratação de mulheres e adotem práticas que promovam a diversidade em seus quadros de pessoal.

O secretário de Mobilidade, Pablo Souza, destaca que o compromisso da pasta vai além da operação do transporte. “Nosso objetivo é buscar cada vez mais a equidade de gênero nos sistemas de transporte do município. Temos acompanhado o dia a dia e vemos que o sucesso desse movimento está no ambiente acolhedor que tem atraído cada vez mais profissionais”, disse.

Nova motorista do BRT, Andréia Peneluc celebra a conquista com entusiasmo e orgulho. “Hoje, para mim, estar aqui é uma representatividade de uma categoria toda. Eu amo dirigir, estou aqui fazendo o que eu gosto, que eu amo. E que mais mulheres venham, se firmem aqui e ocupem os seus espaços”, declarou.

Tarsila Farias, recém-contratada para o sistema convencional pela empresa Plataforma, reforça o papel de inspiração que a oportunidade representa. “É um privilégio, um prazer imenso poder estar dando essa oportunidade também para outras mulheres. A gente às vezes tem medo de arriscar, mas estar aqui realizando um sonho e incentivando outras mulheres a entrar no mercado de trabalho é muito gratificante”, enfatizou.

Já para Damiana Rosa, também motorista da Plataforma, o momento é de quebra de estigmas. “Nós viemos para quebrar um paradigma de que mulher não pode dirigir. Estamos mostrando o contrário: que somos competentes, capazes e podemos estar onde quisermos, desenvolvendo qualquer tipo de trabalho”, afirmou.

 

 

 

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Texto: Camila Vieira e Ana Virgínia Vilalva/ Secom PMS

O Teatro Gregório de Mattos, no Centro de Salvador, recebeu nesta sexta-feira (25), Dia Internacional da Mulher Negra, Latino Americana e Caribenha, uma contação de história e a apresentação “Mariar, Um Mar de Poesia” para estudantes da rede municipal.

A atividade integra o Festival Julho das Pretinhas, do Circuito Mulheres Negras em Movimento. Junto com as atrizes do espetáculo, a meninada foi convidada a ocupar os assentos do espaço cultural. Após o apagar das luzes, as crianças puderam assistir à encenação que contou com apresentação musical, ao som do cavaquinho e triângulo tocado pelas intérpretes.

Palmas, assobios e risos vindos da plateia fizeram com que o espetáculo se tornasse totalmente interativo.

Pela manhã, participaram da atividade alunos das escolas municipais Primeiro Passo Cassange, Jandira Dantas, Saturnino Cabral e João Lino. Nesta tarde, o evento acontece para os matriculados da São João Batista, Martagão Gesteira e Vivaldo Costa Lima, alcançando 375 alunos da rede.

A curadora e idealizadora do projeto, Cássia Valle, conta que desde 2017, quando entrou para literatura infantojuvenil, já tinha uma ideia de criar uma versão infantil do Julho das Pretas para trabalhar nas crianças a autoestima, o pertencimento e identidade.

A professora Cleojan Fernandes Vitorino, da Escola Municipal Jandira Dantas, na localidade da Palestina, contou como a iniciativa foi importante para o desenvolvimento das crianças para além da sala de aula. “São 40 alunos, e é um privilégio poder participar disso, porque são crianças que têm pouco acesso a momentos culturais. Viemos de um bairro periférico, então é uma oportunidade para as crianças terem esse contato com a própria cultura negra, que é o que eles vivenciam”.

Aos nove anos, a aluna Raíssa Moura confessou que aprendeu muito sobre a força e representatividade das mulheres pretas. Pela primeira vez no teatro, ela acredita que o contato com o teatro ampliou sua percepção sobre igualdade racial: “Todo mundo é igual, independente do tom da pele. E, quando eu chegar em casa, vou contar para minha mãe que eu aprendi sobre a importância das mulheres negras”.

A programação prossegue no sábado (26), com o espetáculo Dandara na Terra dos Palmares, às 15h, também no Teatro Gregório de Mattos, como parte do Festival Julho das Pretinhas.

Iniciativa – O Circuito Mulheres Negras em Movimento é realizado através do programa Salvador Capital Afro, da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), e celebra a força, a criatividade e o empoderamento feminino na capital baiana, em alusão ao Dia Municipal da Mulher Negra. A edição de estreia foi iniciada na última quinta-feira (17) e será encerrada neste domingo (27).

A programação completa pode ser acessada através do site http://www.salvadordabahia.com/circuito-mulheres-negras-em-movimento/ .

 

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Texto: Ascom/Secult PMS

As secretarias municipais de Cultura e Turismo (Secult) e da Reparação (Semur) participaram, nesta quarta-feira (24), da LGBT+ Turismo Expo 2025, realizada no Hotel Unique, em São Paulo. Com a primeira participação oficial no evento, a Prefeitura de Salvador se insere no circuito nacional de promoção institucional voltado ao turismo LGBTQIA+, em uma agenda estratégica que reúne destinos, agentes de viagens e operadores de todo o país.

Durante a programação, foram apresentadas informações sobre o destino Salvador, com ênfase na estrutura turística, diversidade cultural e ações voltadas à valorização de públicos historicamente minorizados na cidade. O estande institucional da capital baiana integrou o espaço expositivo da feira, que também contou com plenárias temáticas, painéis técnicos e rodadas de networking entre os participantes.

Para o diretor de Qualificação e Promoção do Turismo de Salvador, Gegê Magalhães, a participação na feira reforça o papel da capital baiana como um destino que valoriza a pluralidade. “Inserir Salvador no circuito nacional do turismo LGBTQIA+ amplia nossas conexões com operadores especializados e impulsiona um segmento que cresce a cada ano, com impacto direto na economia criativa e no fortalecimento da nossa imagem como destino diverso”, destaca.

Reconhecida como a principal feira B2B de turismo LGBT+ da América Latina, a LGBT+ Turismo Expo chega à quarta edição reunindo cerca de mil profissionais do setor e mais de 60 expositores. Com foco exclusivo na promoção de produtos, serviços e políticas públicas voltadas à inclusão no turismo, o evento tem se consolidado como espaço de articulação entre destinos comprometidos com a diversidade e o respeito às múltiplas identidades.

Para a gerente de Políticas e Promoção da Cidadania LGBTQIAPN+ da Semur, Camila Carmo, a participação de Salvador na LGBT+ Turismo 2025 é mais do que reafirmar a cidade como um destino da diversidade. “Foi, acima de tudo, uma oportunidade de evidenciar uma cidade que é feita para todas as pessoas, tanto as que aqui vivem, quanto as que escolhem a capital baiana como destino para passeio e diversão. A presença da Prefeitura de Salvador no evento mostra que a cidade se compromete com políticas públicas voltadas à população LGBTQIAPN+, promovendo dignidade e respeito para seus moradores, como também transmite segurança, acolhimento e pertencimento para quem nos visita”, declara.

O evento também permitiu trocas com representantes de outros destinos, além de articulações com operadores e agentes de viagem especializados, ampliando a circulação de Salvador em mercados estratégicos. “Salvador é uma cidade onde a liberdade, o afeto e a cultura caminham juntos. Estar na LGBT+ Turismo Expo é mostrar ao Brasil e ao mundo que aqui há espaço para todas as formas de ser, amar e viver”, pontua Magalhães.

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Reportagem: Mateus Soares/Secom PMS

Foi realizado nesta sexta-feira (25), no Café Teatro Nilda Spencer, na Barroquinha, o Inventivos Talks, uma roda de conversa promovida pela empresária soteropolitana Monique Evelle, fundadora da Inventivos e investidora no programa Shark Tank Brasil. A atividade integrou a programação do Circuito Mulheres Negras em Movimento, coordenado pela Prefeitura de Salvador, através da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), em alusão ao Dia Municipal da Mulher Negra, ao Dia Nacional de Tereza de Benguela e ao Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha, todos celebrados neste dia 25 de julho.

O encontro reuniu diversas pessoas para debater temas ligados a negócios, inovação e inclusão no setor de tecnologia voltada para mulheres negras. A proposta do evento, conforme explicou Monique Evelle, foi ampliar o olhar sobre o protagonismo negro em áreas estratégicas da sociedade.

“Tem duas coisas importantes a se falar: uma é que, além de hoje ser o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, o evento acontecer em Salvador tem um significado especial. Outro ponto em que eu e a Inventivos acreditamos é que não é só a dor que nos une. A gente não está aqui pra falar apenas de dores enquanto mulheres negras — estamos aqui pra falar de negócios, tecnologias e investimentos", disse.

"E que bom que as pessoas que se inscreveram entenderam isso também. Trouxemos duas figuras interessantes: uma do segmento público, mas que trabalhou muito tempo no setor privado, que é a Lisiane Lemos; e também a Andreza Rocha, que atua há anos com tecnologia e inovação. Ou seja, trouxemos pessoas de fora também, para agregar nessa discussão aqui em Salvador. É uma roda de conversa que vai discutir investimentos e novos negócios”, acrescentou a empresária.

A secretária Extraordinária de Inclusão Digital e Apoio às Políticas de Equidade do governo do Rio Grande do Sul, Lisiane Lemos, falou sobre a importância de unir tecnologia, equidade e referências negras. “Eu acredito que o diferencial seja fazer um evento no 25 de julho que não fale apenas sobre diversidade e inclusão na negritude, mas que se aproprie dos códigos tecnológicos que a gente tem na sociedade. Hoje, eu desenvolvo políticas de inclusão digital no Rio Grande do Sul e sei o quanto, ao dividir esses temas com a população através de grandes exemplos, a gente pode transformar o jeito como as coisas são feitas. Então, parabéns à Prefeitura de Salvador por investir nesses eventos. Eu fiz questão de estar aqui nessa data e vir de tão longe”, disse.

Quem acompanhou o evento da plateia também reconheceu a relevância da proposta. A profissional de Recursos Humanos Fabiana Conceição, de 44 anos, que veio de Camaçari, afirmou que a troca de experiências contribui para ampliar horizontes. “Eu acho que tem um ponto importante quando a gente traz pessoas com novos olhares. A Lisiane, por exemplo, que está vindo aqui pra bater esse papo, tem essa experiência tanto no meio corporativo quanto no ambiente de governo, e isso ajuda muito a ampliar o olhar. Acho que hoje é um dia simbólico também. Tudo isso nos ajuda a refletir e a enxergar novas possibilidades. Para a cidade é um momento superimportante”, contou.

Agenda – A programação completa do Circuito Mulheres Negras em Movimento, que vem sendo realizada desde o dia 17 de julho, pode ser consultada no site oficial (https://www.salvadordabahia.com/circuito-mulheres-negras-em-movimento/).

 

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O prefeito de Salvador, Bruno Reis, participou nesta sexta-feira (25), em Brasília, do lançamento da nova Plataforma Digital de Boas Práticas da Comissão de Adaptação Urbana e Prevenção de Desastres (CASD), órgão da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP). Acompanhado do diretor-geral da Defesa Civil de Salvador (Codesal), Sosthenes Macêdo, o prefeito destacou o papel estratégico que a ferramenta terá na disseminação de soluções inovadoras a serem adotadas pelos municípios brasileiros para enfrentar os desafios das mudanças climáticas e prevenir desastres.

Bruno Reis, que é vice-presidente de Adaptação Urbana e Prevenção de Desastres da FNP e presidente da CASD, destacou a experiência da Codesal com o Centro de Monitoramento de Alerta e Alarme (Cemadec), uma das práticas presentes na ferramenta. A plataforma está disponível através do site casd.fnp.org.br e reúne cases de sucesso de todo o país para que outros prefeitos e secretários repliquem em suas cidades.

“Estamos vendo no Brasil e no mundo as consequências da emissão de gases que intensificam o efeito estufa, levando ao aquecimento global. Fenômenos da natureza têm ocorrido com mais intensidade, em épocas inesperadas. Em Salvador, por exemplo, historicamente as chuvas acontecem entre março e junho, mas estamos em julho enfrentando fortes chuvas — e já registramos chuvas atípicas até mesmo em novembro do ano passado. Isso sem falar nas temperaturas elevadas no verão”, disse Bruno.

O prefeito afirmou que a emergência climática exige união dos municípios, e a ferramenta da FNP veio para fomentar o intercâmbio de ideias entre eles. “Essa plataforma é um marco para inspirar e orientar outras cidades, promovendo um Brasil mais preparado e resiliente. As mudanças no clima exigem de nós, gestores, capacidade de adaptação e preparo para o enfrentamento”, completou.

O evento foi realizado na sede da FNP na capital federal e contou com a participação de representantes do Governo Federal, do Ministério do Meio Ambiente, da organização de pesquisa climática WRI Brasil e do banco Itaú, além de diversos prefeitos de todo o país. Bruno celebrou o crescimento da CASD: “De abril a julho, conseguimos a adesão de 50 gestores municipais. Isso mostra que os municípios estão comprometidos com a pauta da adaptação, da resiliência e da prevenção. Precisamos compartilhar o que está dando certo.”

A iniciativa da Prefeitura de Salvador ao criar o Cemadec e o sucesso da sua operação foram apresentados pelo diretor-geral da Codesal, Sosthenes Macêdo, na palestra ‘Monitoramento Climático e Gestão de Riscos em Tempo Real’. A trajetória da coordenadoria desde 2015, a montagem da equipe especializada, os equipamentos que compõem a rede municipal de prevenção, entre outras informações técnicas, foram alguns dos tópicos da apresentação.

Criada em 2022, a CASD passou por um processo de reestruturação em 2025, assumindo sua configuração atual como Comissão Permanente da FNP de Adaptação Urbana e Prevenção de Desastres. A nova fase fortalece o diálogo com a agenda climática nacional, promovendo a cooperação entre as cidades e o fortalecimento das defesas civis locais. O órgão tem como objetivo “acompanhar, de forma permanente, a pauta de adaptação urbana e gestão de riscos e desastres junto aos órgãos competentes a fim de contribuir com a construção e promoção de instrumentos, estratégias e políticas públicas nestas agendas.”

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