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Com a execução de obras de requalificação que foram iniciadas na Rua Almirante Tamandaré, os ônibus que operam no bairro de Paripe tiveram seu final de linha transferido para Vista Alegre nesta terça-feira (30). Os coletivos farão o itinerário habitual em Paripe e vão deixar apenas utilizar o final de linha do bairro como terminal. As linhas 1606 – Paripe x Baixa dos Sapateiros/Barroquinha e 1612 – Paripe x Rodoviária que operam no bairro serão impactadas com a mudança.

Além disso, as duas primeiras viagens de cada coletivo, que operam nas respectivas linhas terão início no terminal de Escada de Menor e as demais viagens iniciarão em Vista Alegre. As equipes do setor de planejamento e fiscalização da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) monitoram o atendimento na região.

Fim de linha de Paripe é remanejado nesta terça (30)

 

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Um dos espaços mais tradicionais para trato e comercialização de pescado em Salvador, a Colônia de Pescadores do Rio Vermelho, situada ao lado da Vila Caramuru, no Largo da Mariquita, foi inaugurada nesta terça-feira (30) após a conclusão das obras de reconstrução realizadas pela Prefeitura. A nova estrutura foi entregue pelo prefeito Bruno Reis ao lado de lideranças do município, e vai proporcionar mais segurança e dignidade para os cerca de 60 trabalhadores que atuam no local, além de conforto para os clientes.

“Este era um sonho antigo da colônia do Largo da Mariquita, que está se tornando realidade hoje, às vésperas dos festejos de Iemanjá, onde vamos agradecer à Rainha do Mar. Os pescadores agora têm uma nova sede, garantindo que as mercadorias sejam vendidas sem nenhum prejuízo. Temos locais para armazenamento, onde eles podem guardar os seus objetos de trabalho em segurança. E temos, ainda, quiosques específicos para venda do pescado, trazendo conforto também para milhares de pessoas que vêm aqui diariamente para comprar os mais diversos produtos”, disse Bruno Reis.

Com investimento de R$720 mil, a intervenção teve projeto elaborado pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), ouvindo demandas dos próprios pescadores. Entre as novidades, o imóvel ganhou equipamentos adequados para abrigar os motores das embarcações e outros itens de trabalho. Além disso, ganhou área de convivência, já que a colônia é também um importante espaço de lazer para a comunidade.

Presidente da FMLF, Tânia Scofield disse que o diálogo com os pescadores foi essencial para o projeto: “Conversamos muito sobre o que era melhor para eles. Tanto, que eles tinham uma cozinha aqui, que era muito precária, e nós construímos uma nova cozinha por demanda deles. Temos também um espaço de bate-papo, bem sombreado e ventilado. Porque a colônia não é só um imóvel para guardar material, nos finais de semana as famílias vêm para cá, trabalhando ou curtindo, para conviver”, disse.

Também foram implantados quatro boxes com espaços para freezers, bancadas para o tratamento do pescado e balcões para comercialização. Ainda foram implantados sanitários masculino e feminino, inclusive adaptados para pessoas com deficiência. A obra priorizou o atendimento às normas de acessibilidade, que passaram a ter rampa de acesso à praia para as embarcações, e toda a área externa ganhou piso intertravado e placas de concreto. As intervenções foram executadas pela Superintendência de Obras Públicas (Sucop).

Presidente da colônia, Almir Albergaria lembrou que os pescadores atuam há 40 anos no local, sempre mantendo o imóvel com recursos próprios. “Nunca tivemos ajuda de órgão nenhum, mas agora, graças a Deus, fomos atendidos pela Prefeitura. A colônia foi demolida e reconstruída do zero, com várias melhorias. Tínhamos duas peixarias aqui e negociamos para quatro, para oferecer mais trabalho para as pessoas”, afirmou.

“Essa colônia aqui não é só para vender peixe, ela é tipo uma instituição de recuperação de pessoas. A gente trabalha muito o lado social. A gente traz para cá pessoas que estão sem opção de vida, não têm profissão. Aqui, a gente ensina elas a pescar e a pessoa começa a tomar conta da vida dela, trabalhando como pescador”, completou Albergaria.

Antes, a tradicional Colônia de Pescadores do Rio Vermelho não atendia às exigências de salubridade, higiene e soluções de tratamento de esgoto e água, além de não contar com condições adequadas de armazenamento e comercialização do pescado. O lugar também sofria constantemente com os efeitos da maré, inclusive com inundação das instalações.

Paulo Sérgio de Jesus tem 51 anos e é pescador há 40. Ele comemorou a instalação dos boxes para venda de produtos. “Ficou uma coisa mais atraente, entendeu? Fica mais à vista do público que passa por aqui, representa melhor o nosso trabalho e a nossa cultura como pescador. Graças a Deus, a gente está sendo mais valorizado e reconhecido, né? Era o que a gente mais precisava nesse momento”, disse.

“Aqueles que pescam todos os dias no mar, muitas vezes ficam com uma dificuldade de escoar o pescado. E, agora, a gente está aqui com quatro boxes pra repassar diretamente para a mesa do cliente o produtos, o que é muito melhor”, completou Paulo Sérgio.

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Começou na segunda-feira (29) e segue até o próximo dia 9 a vistoria dos trios elétricos, minitrios, carros de apoio e carros alegóricos que serão utilizados durante o Carnaval 2024. O serviço é feito em veículos previamente cadastrados e ocorre em uma estrutura, coordenada pela Empresa Salvador Turismo (Saltur), em parceria com órgãos técnicos, de fiscalização e arrecadadores, no Parque de Exposições de Salvador, com acesso através da Avenida Dorival Caymmi, em Itapuã.

Para licenciar um trio ou carro de apoio, o proprietário precisa passar pelo crivo de dez órgãos técnicos: Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agrimensura (Crea), Conselho Regional dos Técnicos Industriais (CRT-BA), Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Departamento de Polícia Técnica (DPT), Superintendência de Telecomunicações (Stelecom), Corpo de Bombeiros (CBM), Secretaria Municipal da Saúde/Vigilância Sanitária (SMS/Visa), Secretaria Municipal da Ordem Pública (Semop), além das secretarias municipal e estadual da Fazenda.

Vistoria geral - Durante a vistoria, são analisados os itens de segurança, condições mecânicas e operacionais, equipamentos de prevenção e combate a incêndios, pneus e protetores de rodas, sistemas de freio, documentação do veículo e do condutor e estrutura do posto médico. Além disso, sanitários e lanchonetes precisam atender às normas da Vigilância Sanitária.

Também serão avaliados diversos requisitos que vão desde a documentação do veículo e de condutores, tamanhos e dimensões estruturais, equipamentos obrigatórios. Após checagem, é emitido o adesivo de ‘veículo vistoriado’, que deve ser fixado na carroceria e visível para o desfile.

Para a gerente de Carnaval da Saltur, Merina Aragão, a vistoria é vital para ter uma folia com mais segurança. “É importante para que os veículos possam circular com as condições do Carnaval que são mais complicadas, como velocidade reduzida, muita gente na rua e veículo quebrado, que pode provocar interrupção do fluxo ou acidentes. Mas, mesmo com todo esse cuidado, é necessário ter os carros-reserva e guinchos contratados para emergência, por precaução".

Em caso de reprovação, o proprietário do veículo terá até o último dia da vistoria para regularizar e reapresentar o veículo para inspeção. O procedimento vale também para os trios elétricos que participarão da Melhor Segunda Feira e do Pipoco, que precisam passar por vistoria completa antes de participar do desfile, nos dias 5 e 6 de fevereiro, respectivamente.

Vistoria essencial – Aos 59 anos, sendo 32 deles trabalhando como empresário no Carnaval, Railton Silva estava com dois trios elétricos aguardando a vistoria. “Estamos aqui fazendo a liberação para fazer um Carnaval de paz, alegria, que só Salvador sabe fazer junto com a gestão municipal. Essa vistoria é essencial, pois são vidas que transportamos. São trios de 40 toneladas, é uma responsabilidade muito grande. Já tivemos marcas na festa de acidentes com trios sem vistoria, e desde que ela foi implementada, a segurança está sempre em primeiro lugar”.

O produtor Rodrigo Cseko, de 44 anos, trabalha há quase três décadas na festa. “Vim vistoriar dois trios. É importante passar pela fiscalização para estar tudo ok, regularizado, para que o Carnaval aconteça sem problema”.

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Com o objetivo de garantir o atendimento de transporte aos usuários durante a Lavagem de Itapuã, que acontece na quinta-feira (1º), a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) preparou uma operação especial para o público da festa e moradores da região. O tráfego de veículos será interditado, das 6h às 23h, entre Piatã e Itapuã, com isso, as linhas de ônibus que passam pelo trecho terão seu itinerário modificado até a abertura da via.

As linhas oriundas da Praia do Flamengo terão como opção de tráfego, sentido bairro – Centro, acessar o Viaduto Mário Andreazza, Avenida Luis Viana Filho (Paralela), Avenida Orlando Gomes e Avenida Octávio Mangabeira, de onde seguem o itinerário normal.

Já as linhas que circulam no sentido oposto, em direção ao bairro, devem acessar a Avenida Octávio Mangabeira, retornar em Piatã, Avenida Orlando Gomes, Avenida Paralela, Avenida Dorival Caymmi, retornar na Água Suja, Avenida Dorival Caymmi, Avenida Paralela e Avenida Mãe Stella, seguindo daí o itinerário regular.

As linhas provenientes do Aeroporto terão como opção de tráfego, sentido Centro, a Avenida São Cristóvão, Avenida Dorival Caymmi, retorno Água Suja, Avenida Dorival Caymmi, Avenida Paralela, Viaduto Orlando Gomes, Avenida Orlando Gomes, e Avenida Octávio Mangabeira, retomando então seu itinerário. Já as linhas com destino ao Aeroporto que passam pelo trecho interditado, devem acessar a Avenida Octávio Mangabeira, retorno Piatã, Avenida Orlando Gomes, Avenida Dorival Caymmi, e retornar na Água Suja, seguindo, daí, o itinerário regular.

Além dos desvios de itinerário das linhas, também serão disponibilizados 12 veículos de frota reguladora na Estação Mussurunga, das 15h às 23h, que podem ser utilizados pela equipe de fiscalização sempre que for necessário.

Táxis e mototáxis – Os usuários que optarem por veículos particulares terão à disposição dois pontos de táxi e mototáxi implantados em locais estratégicos próximo à festa. Um deles estará localizado na Avenida Octávio Mangabeira, próximo ao acesso à Avenida Orlando Gomes, e o outro ficará próximo ao retorno da Avenida Dorival Caymmi com a Rua da Areia de Itapuã. Este ponto foi realocado para uma posição mais próxima à festa, permitindo acesso fácil aos usuários e saída mais rápida através do retorno.

Equipes da Semob estarão nas imediações para fiscalizar a operação. Caso o usuário identifique qualquer situação irregular, deve acionar os agentes para que sejam adotadas as medidas necessárias.

 

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A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) realizará nesta quarta-feira (31), no Wet’n Wild (Avenida Paralela), uma capacitação para ambulantes cadastrados que trabalharão na Festa de Iemanjá e no Carnaval. A primeira turma, das 8h às 12h, será para licenciados com nomes iniciados de A a I; no turno da tarde, das 13h30 às 17h, será para aqueles com nomes iniciados de J a Z.

As palestras abordarão temas como legislação de ordenamento do comércio informal, técnicas de vendas, noções de higiene, proibição do trabalho infantil e acolhimento para os filhos dos ambulantes. No novo processo de credenciamento, desenvolvido pela Prefeitura através da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (Semit), foram cadastrados 750 trabalhadores informais para a Festa de Iemanjá. Outros 4,1 mil ambulantes foram selecionados para o Carnaval.

Os trabalhadores licenciados para venderem produtos no isopor receberão kits com três caixas, sendo uma grande e duas pequenas, um sombreiro, estrutura de proteção, além de boné, colete e precificador.

Avanços – A Prefeitura vem trabalhando fortemente para melhorar o processo de cadastramento dos trabalhadores ambulantes, cujas ações incluíram o lançamento de um sistema ainda no final do ano passado, que trouxe mais conforto e agilidade para as inscrições. O município também isentou as taxas dos ambulantes que foram credenciados para trabalharem nas festas populares da capital baiana.

Atuação – O órgão contará com 560 colaboradores para manter o ordenamento e organização do comércio informal, evitando interferências no fluxo de pessoas e veículos. É importante ressaltar que, conforme previsto nos decretos municipais, não será permitida a comercialização de produtos em carros-prancha, fogareiros, braseiros, carros de mão, caixotes, churrasqueiras e espetinhos pontiagudos para venda de churrascos ou queijos.

Também é proibida a venda de bebidas preparadas artesanalmente, além de embalagens de vidro ou louça, devendo estas serem substituídas por embalagens plásticas descartáveis.

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O ano de 2023 encerrou com 86,7% dos aposentados e pensionistas do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) do município de Salvador realizando o recadastramento e a prova de vida junto ao Fundo Municipal da Previdência de Salvador (Fumpres) para manter o seus benefícios. Por outro lado, 13,2% dos beneficiários ainda ficaram de fora, um percentual que corresponde a 9.549 servidores aposentados inativos.

O resultado, considerado elevado, foi comemorado pelo subsecretário da Fazenda (Sefaz) e diretor do Fumpres, Daniel Ribeiro. “Foi um marco para o RPPS, que já vem trabalhando há alguns anos o aprimoramento e a implantação de tecnologia como nossos pilares para facilitar esse serviço. Afinal, fizemos o recadastramento e a prova de vida de forma digital, por meio do aplicativo MEU RPPS e também do portal”, afirmou.

A consequência da não realização dos procedimentos de atualização e de comprovação de vida é a suspensão do benefício. Por isso, é importante que todos os que se enquadrem neste cenário regularizem a sua situação junto ao Fumpres. Para isso, devem comparecer ao setor de Cadastro e Orientação (Secad) da Diretoria de Previdência, localizado na Avenida Joana Angélica, número 399, edifício José Rocha, em Nazaré.

Entretanto, os beneficiários só devem recorrer ao Fumpres após publicação do edital no Diário Oficial do Município (DOM) com a relação de nomes de inativos irregulares. “É importante que os nossos aposentados e pensionistas compreendam que só devem recorrer para regularizar sua situação após a publicação do edital de convocação com os respectivos nomes, que vamos divulgar no nosso site e no Instagram”, reiterou o diretor do Fumpres.

 

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A Secretaria Municipal de Manutenção da Cidade (Seman) da Prefeitura de Salvador divulgou o balanço de suas atividades referente a 2023, com ações de desobstrução e manutenção dos sistemas de drenagem entre as principais medidas. Com a limpeza de caixas coletoras, jateamento de galerias e reposição de grelhas, a pasta ajudou a restaurar a capacidade de vazão das redes, totalizando mais de 337 mil metros de desobstrução, 12.426 metros de recuperação e limpeza de mais de 20 mil unidades de caixas e dispositivos de drenagem.
 
A limpeza e dragagem de canais foi uma atividade rotineira para manter as condições hidráulicas da malha de macrodrenagem, prevenindo consequências das chuvas. No ano passado, foram dragados canais e córregos em uma extensão total de 38 mil metros, sendo o mês de abril o período com maior intensidade, com dragagem de 5.835 metros.
 
Na requalificação de escadarias, a Seman integrou programas como o "Degrau Legal" e "Salvador Bairro a Bairro". As intervenções envolveram a substituição de estruturas em argamassa armada por dispositivos tradicionais em quase 15 mil metros de escadarias. Houve ainda intervenções na microdrenagem para a manutenção de calçadas públicas, totalizando 6.578,29 m² de calçadas conservadas. Já a manutenção de pavimentos poliédricos e rígidos abrangeu a recuperação de quase 15 mil m² de pavimentos, incluindo áreas com pisos irregulares e pavimentação asfáltica.
 
Durante a operação "Tapa Buraco", foram aplicadas quase 140 mil toneladas de massa asfáltica (CBUQ) ao longo do ano passado, com o objetivo de prolongar a vida útil dos pavimentos.
 
Na manutenção de áreas verdes, a secretaria realizou 65.521 serviços de poda de árvores, 2.566 serviços de supressão de árvores e 778 serviços de remoção de galhos caídos, contribuindo para a sobrevivência da vegetação e segurança da população.
 
O secretário municipal de Manutenção, Lázaro Jezler Filho, ressaltou a relevância das ações da pasta, ao destacar que toda a infraestrutura implantada nos últimos anos em Salvador depende da manutenção. "O trabalho, obras e ações realizadas nos últimos anos em Salvador não teriam o menor sentido se não houvesse a manutenção. Então a importância das ações desempenhadas pela Seman é resguardar, manter e conservar tudo o que foi feito, e também agir preventivamente, evitando situações e problemas que possam dificultar a dinâmica e o bom andamento de Salvador", declarou.
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A Casa das Histórias de Salvador (CHS), primeiro centro de interpretação do patrimônio da capital baiana, e o Arquivo Municipal de Salvador foram oficialmente entregues aos soteropolitanos nesta segunda-feira (29). Com um acervo digital e físico, os equipamentos vão apresentar uma nova narrativa sobre os quase cinco séculos da cidade, destacando as histórias, saberes e fazeres de pessoas comuns, geralmente ignorados pela história oficial. Os espaços foram inaugurados nesta segunda-feira (29) pelo prefeito Bruno Reis, acompanhado do secretário da Secretaria de Cultura e Turismo (Secult), Pedro Tourinho, demais autoridades municipais e imprensa.

No discurso, o prefeito Bruno Reis ressaltou que o CHS e o Arquivo Municipal são um marco importante para a preservação da memória de Salvador e do Brasil. “Eles vão marcar de forma definitiva a história de nossa cidade. A Casa das Histórias era aquele casarão abandonado do passado e que agora virou um dos mais bonitos de Salvador, e ainda estamos inaugurando esse prédio de 12 andares, que foi totalmente construído. Um povo que não preserva seu passado não tem como construir o seu presente e o seu futuro. Está aí a nossa história para os nossos filhos”, declarou.

Localizada no Comércio em um casarão centenário que foi completamente revitalizado, a CHS tem como foco a contribuição das pessoas negras e indígenas para a formação da cidade. O espaço é um convite à população para participar ativamente e refletir acerca dos sentidos, da memória e do futuro da capital baiana. O investimento municipal no complexo foi superior a R$93 milhões.

Nos quatro andares, a Casa das Histórias irá proporcionar uma imersão na cidade de Salvador, quer seja através de suas festas populares, com o curta-metragem “Traçando festas”, quer seja acessando parte do acervo do Arquivo Público Municipal, um prédio de 12 andares integrado à Casa das Histórias. O acervo possui mais de 4 milhões de documentos que retratam a história de Salvador, da Bahia e do Brasil, além de 193 mil itens documentais, como fotografias e matérias históricas – todo esse material, que estava em processo avançado de degradação, foi 100% recuperado e digitalizado.

Para o secretário Pedro Tourinho, o novo equipamento cultural irá promover uma reflexão acerca da memória da cidade. “A Casa das Histórias de Salvador é o espaço em que a cidade conta sua própria história. Por entre memórias escritas, orais, ecológicas e visuais podemos fazer uma viagem inspiradora pelas narrativas que nos constituíram enquanto cidade e povo que se mostra e se pensa”, afirmou.

Construção popular – Interligando os quatro andares, as “Escadas do Patrimônio” refletem a riqueza histórica e cultural de Salvador, representadas em 50 imagens de cenas e ícones da cidade, decoradas em 600 azulejos, com curadoria de José Eduardo Ferreira Santos, fundador do Acervo da Laje, espaço de memória artística, cultural e de pesquisa, situado em São João do Cabrito. A Casa das Histórias também terá representações das paisagens naturais da cidade, através de imagens acompanhadas de uma trilha sonora original, e um espaço com destaque para a formação geográfica de Salvador, com uma maquete topográfica do Centro Histórico da cidade.

Projeto – O equipamento municipal é gerido pela Secult e contou com museografia assinada pela curadora Ana Helena Curti, do consórcio Memorar. Além disso, foi financiado com recursos do Prodetur.

Ana Helena explicou que a proposta do espaço é provocar experiências mais diversas como a sonora, sensorial e de imersão em projeções. “A ideia é trazer para a Casa das Histórias outros pontos de vista e conteúdos que provavelmente as pessoas ainda não conhecem. Isto para que elas possam conhecer e somar ao imaginário que já tem. Então a gente traz o que o povo soteropolitano pode contribuir com a cidade. Temos pessoas que deram depoimentos, se envolveram no processo de conteúdo porque fazemos tudo com as pessoas”, enfatizou.

Ambientes – A CHS apresenta uma narrativa nova sobre os quase cinco séculos de Salvador, utilizando conteúdos digitais e um acervo físico que incluem saberes e fazeres das pessoas comuns, normalmente não abordados pela história oficial da cidade, ressaltando a contribuição negra e indígena para a formação da primeira capital do país, de modo a convidar os visitantes a participar ativamente da reflexão acerca dos sentidos da memória e do futuro da capital baiana.

No térreo da Casa, o visitante encontra a recepção, a loja da CHS, o mapa do patrimônio mundial natural e cultural da Unesco, bem como texto Manifesto do equipamento. No 1º andar, uma representação do patrimônio natural de Salvador, concebida por meio de uma experiência imersiva na qual as paisagens naturais da cidade (as tonalidades da luz solar, o mar da Baía de Todos os Santos, a flora e da fauna da Mata Atlântica e da Restinga, os rios e lagoas) são expostos a partir de imagens poeticamente criadas e acompanhadas por uma trilha sonora original.

Subindo mais um andar, a formação da geografia de Salvador é aludida através de uma maquete topográfica do Centro Histórico da cidade (seu núcleo formador), onde são sinalizados 24 pontos do patrimônio local. Sobre a maquete, duas projeções mapeadas em painéis suspensos apresentam imagens em movimento percorrendo toda a extensão urbana que contém os demais bairros, até os limites da capital.

O mesmo pavimento conta ainda com 48 conteúdos em que 24 “diálogos do patrimônio” relacionam localidades da cidade aos pares em função de certas conexões históricas que os vinculam, a exemplo da Barroquinha e do Engenho Velho da Federação, ligados por terem sido os territórios onde foram erguidos os primeiros terreiros de candomblé.

Já no 3º andar o público é convidado para duas experiências: assistir ao curta-metragem “Trançando Festas”, sobre as festas de largo da cidade, em um painel de LED em frente à arquibancada do pavimento; e conhecer os 24 retratos de mulheres, homens e crianças comuns, de diferentes etnias, faixas etárias, territórios e atividades profissionais, que assumem o protagonismo de narrar os fatos e expressões culturais que inspiram seu sentimento de pertencimento à cidade.

O 4º e último andar, que se liga ao novo prédio do Arquivo Público Municipal, possui uma área dedicada a apresentar parte do acervo do arquivo, bem como a história do prédio centenário que abriga a CHS, restaurado das ruínas para este fim. Em outro espaço deste pavimento, há uma área para exposições temporárias, que recebe em uma sala a expo Mundos do Trabalho; e em outra, peças do Acervo da Laje.

Interligando os quatro andares, as “Escadas do Patrimônio” refletem a riqueza histórica e cultural de Salvador, representadas em 50 imagens de cenas e ícones da cidade (roda de capoeira, tabuleiro de baiana do acarajé, pesca com rede), decoradas em 600 azulejos, com curadoria de José Eduardo Ferreira Santos, fundador do Acervo da Laje.

No que diz respeito à acessibilidade, a CHS tem peças elaboradas com relevos e texturas que favorecem a visita de pessoas com deficiência visual, além de mapa e QR Code táteis, audioguia descritivo, videolibras, textos em braile e pictogramas – conteúdos representados por figuras que facilitam a compreensão de crianças, pessoas com déficit cognitivo e doenças mentais.

Funcionamento – A Casa das Histórias funcionará de terça a domingo, das 10h às 18h, com última entrada às 17h. Os ingressos para visitação podem ser retirados através do Sympla, com entrada gratuita até 31 de março.

Novo polo histórico-cultural – O prefeito Bruno Reis destacou que, graças aos investimentos recentes, a região da Praça Cairu já é uma das zonas culturais mais importantes de Salvador. Além da Casa das Histórias, o município está construindo a Casa de Espetáculos e a Escola de Arte, prédios anexos à Cidade da Música, equipamento que também foi entregue na atual gestão. Ali também está o Mercado Modelo, recentemente revitalizado, que agora possui a Galeria Mercado. Além disso, o Polo de Economia Criativa Doca 1 e o Hub Salvador também ficam próximos, na Avenida da França.

“Fazer esse nível de investimentos não foi fácil, mas está aí, entregue, mais um legado que nós vamos deixar para a história de Salvador. Aqui, teremos cinco equipamentos. Nós já entregamos três e mais dois estão em construção. Aqui, será o principal quarteirão cultural do Brasil. Com todos eles juntos, vamos nos fortalecer e nos consolidar no turismo. No passado, a gente oscilava entre terceiro e segundo destino do país. Mas, para 2024, Salvador é a cidade mais desejada do Brasil pelos brasileiros, de acordo com o Ministério do Turismo”, ressaltou Reis.

O prefeito citou ainda outras conquistas da cultura soteropolitana que tiveram a realização da Prefeitura. “Nós entregamos o Memorial do 2 de Julho, na Lapinha, para comemorar os 200 anos da Independência da Bahia. O Muncab, Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira, que se arrastava há 20 anos, entregamos em novembro passado. Vem aí o novo Teatro Vila Velha, o novo Cine Excelsior e a nova Senzala do Barro Preto, sede do Ilê Aiyê”, elencou.

“Nós entendemos a importância da cultura. Não apenas por valorizar a nossa história, mas pelo potencial e pelo caldeirão cultural que é Salvador. Todos os principais movimentos de cultura do Brasil são liderados por artistas baianos, desde a Tropicália, passando pela Bossa Nova, e chegando à revolução que o Axé Music promoveu. E tudo isso gera emprego, gera renda, gera oportunidades para os soteropolitanos”, finalizou Bruno Reis.

Reportagem: Joice Pinho / Secom PMS

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A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) realizou, nesta segunda-feira (29), mais uma edição da operação Cidade Dez Sucata Zero, desta vez nas praias da Paciência, no Rio Vermelho, e de Itapuã. A ação integrada contou o apoio da Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) e Guarda Civil Municipal (GCM), para a retirada de sucatas de barcos abandonados.

A iniciativa teve como objetivo deixar as praias mais limpas e os acessos livres, melhorando a mobilidade das pessoas que irão participar da Lavagem de Itapuã, na quinta (1º), e da Festa de Iemanjá, na sexta-feira (2). Os agentes de fiscalização realizaram uma vistoria no local e foram identificados e notificados os proprietários de embarcações que estão sem atividade, algumas em estado de decomposição.

No total foram cinco sucatas removidas, sendo no Rio Vermelho e uma em Itapuã, além de demais resíduos. “Essa ação é importante, pois contribui com a saúde pública, a segurança, a mobilidade e com a estética da cidade, que é o nosso principal objetivo”, explica o coordenador da operação, Roberto Guerreiro.

Em 2023, foram registradas 1.025 notificações, sendo 640 delas denunciadas através do Fala Salvador, e 668 sucatas foram removidas das ruas. A operação acontece semanalmente, em toda a cidade e os agentes da Semop notificam o proprietário do veículo ou material abandonado, para que a remoção seja feita em até 72 horas. Em casos urgentes, a retirada pode ser imediata.

Denúncias – Para solicitação da remoção de sucatas, geladeiras e demais materiais inservíveis, pode ser feita através do aplicativo Fala Salvador, pelo telefone 156 ou pelo site www.salvadordigital.salvador.ba.gov.br.

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