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A Prefeitura firmou parceria com o Conselho Britânico e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para um novo ciclo do programa Afroestima em 2024 e anunciou que vai requalificar o museu Ilé Ohun Lailai, situado no terreiro Ilê Axé Opô Afonjá. Durante abertura do Festival Salvador Capital Afro nesta quarta-feira (22), no Espaço Cultural da Barroquinha, o prefeito Bruno Reis assinou um termo de cooperação com representantes das duas organizações internacionais para efetivar o novo ciclo do Afroestima, que oferecerá capacitações para formação da comunidade negra na capital baiana. O investimento será de R$ 400 mil.

Criado em 2021, o Afroestima é uma plataforma educacional que oferece um conjunto de módulos técnicos de desenvolvimento pessoal para os afroempreendedores em diferentes áreas. Na próxima edição serão oferecidas capacitações de marketing e engajamento, gestão de negócios, empreendedorismo, artes e ofícios, liderança feminina, mentorias, entre outras. Mais de 1 mil pessoas foram certificadas através do programa.

“São qualificações para que a população negra possa potencializar suas atividades comerciais e ampliar seus horizontes de atuação. Salvador, que era conhecida pelas belezas naturais, pelo seu rico patrimônio arquitetônico, cultural e gastronomia, passou a ser divulgada no Brasil e no mundo também como a capital afro. Esse passou a ser o nosso principal diferencial em relação a muitas outras que têm características semelhantes como a nossa, mas só nós temos mais de 80% de população negra”, destacou Bruno Reis.

Desenvolvido pela Secretaria de Cultura e Turismo (Secult), o Afroestima atende tanto os empreendedores que está começando um negócio quanto aqueles que já possuem faturamento e atividades comerciais mais avançadas. Para o 2024, as inscrições serão abertas na segunda quinzena de fevereiro no site www.afroestimasalvador.com.br.

As atividades ocorrem de forma gratuita, no formato híbrido (online e presencial) ou virtual. O programa tem entre o público-alvo, por exemplo, baianas; capoeiristas; trançadeiras, turbanteiras, atividades ligadas à moda e beleza; artistas e produtores culturais (música, dança, visuais); griôs; blocos afro e afoxés, samba; igrejas, terreiros, lojas de artefatos religiosos; feirantes e ambulantes; guias turísticos, meios de hospedagem, agências e operadores de turismo; profissionais de tecnologia, como programadores, web designers.

Museu - Além de anunciar a continuidade do Afroestima para 2024, Bruno Reis também anunciou a requalificação e restauro do museu Ilé Ohun Lailai, situado no terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, em São Gonçalo do Retiro. O museu foi criado pela iyalorixá Mãe Stella de Oxóssi, uma das mais importantes representantes do candomblé brasileiro que faleceu em 2018. A Prefeitura está concluindo o projeto para intervenções no espaço, que resguarda um acervo histórico do centenário e de um dos mais tradicionais templos de candomblé do estado.

Reportagem: Thiago Souza/ Secom

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Três alunos da rede municipal de ensino receberam as premiações do 1º Concurso de Redação da Defesa Civil, durante cerimônia nesta quarta-feira (22), no Museu Eugênio Teixeira Leal – Cineteatro, no Pelourinho. A iniciativa da Defesa Civil de Salvador (Codesal) com o apoio da Secretaria Municipal de Educação (Smed) envolveu 334 estudantes da rede, que participaram da capacitação do Projeto Defesa Civil nas Escolas (PDCE) e dissertaram sobre o tema "Conhecer, Integrar e Prevenir: Por cidadãos Conscientes e Cidades Resilientes".

A etapa final reuniu 12 finalistas. Os vencedores foram Maria Luísa Silva Lima, da Escola Municipal Santo Antônio das Malvinas (Coutos); João Victor Santana de Souza, da Escola Municipal Campinas de Pirajá; e Larissa Victoria Silva de Oliveira Souza, da Escola Municipal Oito de Maio (Periperi).

Aluno do 5°ano da Escola Municipal Luiz Anselmo, localizada no bairro do mesmo nome, Álvaro Miguel Souza, 11 anos, foi um dos finalistas. Questionado sobre as impressões a respeito do tema, o menino sorriu e disse: "Precisava ajudar as pessoas a evitar acidentes. O título do meu texto foi ‘Como é feito o trabalho da Codesal’. Nele, expliquei sobre a importância de não jogar lixo de maneira errada e de que forma isso pode causar uma tragédia”, disse o menino.

Dedicado e considerado um dos alunos com melhor rendimento em classe, Álvaro não esconde a predileção pela escrita. “Eu adoro redação. Tiro nota boa em tudo, mas amo escrever, contar histórias”, falou entusiasmado. Os alunos premiados receberam vouchers de passeios turísticos e ingressos para acesso à Casa do Carnaval, Museu da Música e Casa Jorge Amado.

Prêmios – O concurso integra as ações do PDCE, que foi criado em 2016 para estimular o protagonismo entre alunos da rede municipal em comunidades escolares próximas a áreas de risco, para que atuem na prevenção de acidentes, equipando-os com conhecimentos cruciais para lidar com situações adversas. O diretor-geral da Codesal, Sosthenes Macêdo, afirma que a iniciativa de inserir o concurso do PCDE foi um sucesso, tendo a adesão de estudantes das escolas da capital e das ilhas.

“Estamos muito felizes com o resultado e empenho dos nossos alunos. Tivemos estudantes de toda nossa rede. Com certeza faremos uma edição ainda melhor e maior no próximo ano. Foi uma ferramenta a mais de nos aproximarmos do público infantil, mostrando o trabalho importante que a Defesa Civil promove ao longo do ano”, frisou.

Presente na cerimônia de premiação, o secretário de Educação do município, Tiago Dantas, fez questão de ressaltar o quanto ações transversalizadas são fundamentais para o desenvolvimento da educação. “Abraçamos a ideia da Defesa Civil e juntos fomentamos essa iniciativa, que além de estimular a escrita e a prática da redação, também levou para as crianças o conhecimento do funcionamento da Defesa Civil. Foi um trabalho bonito, de conscientização, levando os estudantes a reflexão de que a falta da prevenção pode impactas diretamente em todas as nossas comunidades. Foi um momento de aprendizado muito rico”, salientou.

 

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O prefeito Bruno Reis anunciou nesta quarta-feira (22), na abertura da 2ª edição do Festival Salvador Capital Afro, que vai enviar para a Câmara Municipal (CMS) um pedido de financiamento para realizar o Prodetur 2, que será voltado para a população negra da capital baiana. A parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) vai viabilizar 87 milhões de dólares, que serão destinados a ações de fomento à economia criativa, ao afroempreendedorismo e ao afroturismo da cidade.

“Essa será a segunda etapa do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur) da nossa cidade. O sucesso do Salvador Capital Afro é tão grande que a gente precisa dar continuidade com uma série de outras ações e iniciativas de estímulo. E é por isso que nós vamos firmar mais uma parceria com o BID, para desenvolver esse que é, sem sombra de dúvidas, o nosso maior ativo: a nossa população negra. Nunca antes tivemos, por parte das autoridades, a capacidade de compreender que essa é a melhor forma de apresentar Salvador para o Brasil e para o mundo”, afirmou Bruno Reis no evento.

O recurso captado junto ao BID irá ampliar projetos já realizados pela Prefeitura, como o Afroestima, que realiza capacitação e mentoria de empreendedores negros da cidade, e o Afrobiz, que conecta a indústria criativa afro de Salvador com consumidores e investidores. O próprio movimento Salvador Capital Afro será incluído no Prodetur 2, assim como o Rolês Afro, que desenvolve roteiros turísticos de cultura afro-brasileira na capital baiana. Outros projetos inéditos, para dar conta de demandas desta população, serão inseridos.

Bruno Reis destacou que as ações da Prefeitura, como a programação do Novembro Salvador Capital Afro, têm dado retorno ao município. A ideia de tornar o mês um novo período de alta estação para o turismo surtiu efeito, tendo registrado média de 90% de ocupação nos hotéis. “Vários visitantes do Brasil e do mundo vieram para conhecer as nossas potencialidades, mas também vieram se conectar com as suas origens, conhecer a capital mais negra fora da África. E isso representa em números uma taxa de ocupação hoteleira entre 87% e 93%, a maior do mês de novembro na história da cidade”, afirmou.

O Festival Salvador Capital Afro, que chega à sua segunda edição, integra essas ações: “Um evento em que o foco é voltado para o setor negócios, para o estímulo à economia criativa, ao empreendedorismo negro e ao afroturismo. O objetivo é que, através da geração de emprego e renda, a gente reduza desigualdades sociais e fomente políticas de equidade racial. Fazer reparação através da criação de oportunidades. Sem sombra de dúvidas, potencializar ainda mais esse grande ativo que a nossa cidade tem, que é a nossa negritude”, afirmou o prefeito.

Festival - Aberta nesta quarta-feira, a programação do Festival Salvador Capital Afro vai até o próximo sábado (25), no Centro Histórico, com entrada gratuita. O evento reúne painéis, apresentações musicais, oficinas, rolês afros (passeios afrocentrados) e rodadas de negócios com foco nos eixos temáticos: afroturismo, artes visuais e música. A agenda completa do evento pode ser conferida no site www.salvadordabahia.com/capitalafro e nas redes sociais: @salvadorcapitalafro.

O secretário de Cultura e Turismo (Secult), Pedro Tourinho, afirmou que o festival é um lugar para debater a criação de oportunidades, de empregos e de negócios: “No turismo, na área da economia criativa, no audiovisual e na música. A gente só vai ter uma cidade mais justa quando as pessoas pretas da cidade também se beneficiem desse setor de serviços. Então, esse projeto Salvador Capital Afro vem para potencializar, capacitar a população negra de Salvador, conectar com empresas, com outros grupos do mundo para gerar mais renda, mais potência, mais sucesso e mais prosperidade”, disse.

A secretária de Reparação de Salvador, Ivete Sacramento, destacou o festival como parte das ações de igualdade racial no município. “A reparação se constitui em você perceber o quanto falta para o desenvolvimento da população negra de Salvador. Nesse festival, temos a presença ativa de representantes nacionais e internacionais deste trabalho. Significa a nossa evolução nesse diálogo e nessa conexão real que nós temos historicamente com o continente africano. A Prefeitura transformou o projeto num movimento para qualificar e melhorar a condição da população negra na cidade”, disse.

Além do Festival Salvador Capital Afro, está ocorrendo na capital baiana, como parte da programação do Novembro Salvador Capital Afro, outros eventos como o Festival Internacional do Audiovisual Negro do Brasil (Fianb), aberto na última terça-feira (21), no Cine Glauber Rocha, na Praça Castro Alves. No sábado, será realizado o inédito Desfile Salvador Capital Afro, com blocos Afro se apresentando pelas ruas do Centro Histórico. No domingo (26), será a vez da Caminhada do Samba, com saída do Campo Grande.

Pedro Tourinho ressaltou este novo momento vivido pelo Centro Histórico, recebendo diversos eventos: “A Barroquinha, por exemplo, é onde surgiu uma das primeiras irmandades negras do Brasil. É onde surgiram também os terreiros de Candomblé. Então tem muito fundamento, tem muita história. O Distrito Cultural do Centro Histórico tem sido cada vez mais palco de eventos. A Conferência Municipal de Cultura foi aqui, o Fianb está sendo aqui, na semana que vem o Scream Festival será aqui. Tudo isso faz parte de uma estratégia de revitalização e ocupação desse espaço a partir de sua história e de suas potências”, afirmou.

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O Plano Inclinado Pilar está com o funcionamento suspenso para manutenção nos próximos 15 dias. O serviço é corretivo, já que algumas peças do equipamento precisam ser substituídas após determinado tempo de uso.

Os usuários do Pilar poderão utilizar o Elevador do Taboão durante a interrupção da operação. O ascensor fica localizado a 700 metros do Plano Inclinado Pilar e funciona de segunda a sexta, das 7h15 às 17h15. A entrada é gratuita.

Texto: Ascom/Semob

 

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O Festival Afrofuturismo Vale do Dendê reuniu, na tarde da terça-feira (21), quatro mulheres que trabalham e desenvolvem projetos em tecnologia para falar sobre Mercado de Trabalho e Tecnologia para o público feminino. A mesa-redonda foi realizada no Museu Eugênio Teixeira Leal, no Pelourinho, e teve a participação da designer, diretora executiva e co-fundadora da Ux para Minas Pretas, Karen Santos; da engenheira de software e co-fundadora do Afopython, Amanda Vieira; da designer de experiência do usuário e monitora de Ux e UI, Lorena Santiago; e da empreendedora social e CEO da Sarsa Educacional, Andressa Tairine Evangelista, que foi a mediadora.

Durante a mesa, elas contaram um pouco da trajetória delas e falaram da importância de que mais mulheres negras ocupem a área da tecnologia e inovação, que ainda tem uma atuação majoritariamente masculina. Uma das Under 30 da Forbes Brasil, Karen Santos exibiu um vídeo sobre a Edtech Ux para Minas Pretas, que tem ampliado a empregabilidade para mulheres negras no mercado digital. A empresa é responsável hoje por uma comunidade de mais de duas mil mulheres negras e indígenas e pela concessão de mais de 900 bolsas para a comunidade.

História e ancestralidade – “O Afrofuturismo para mim tem uma importância muito significativa, sobretudo para repensar o futuro a partir da perspectiva de pessoas negras, que é um movimento importante. A gente já entende que o que construímos até aqui com a nossa voz, a nossa história e a nossa ancestralidade foi uma base, mas ainda sinto falta de pessoas negras sendo protagonistas, criando seus próprios espaços e lugares onde a gente possa não só estar, pertencer, mas também construir. Então o evento de hoje é um marco muito importante para que a gente se enxergue nesse lugar e consiga ter a nossa potencialidade fortalecida”, ressaltou.

Amanda Vieira também apresentou um vídeo curto sobre a Afropython com o depoimento de alunos da empresa de educação com foco em tecnologia. A Afropython tem seis anos de mercado e visa trazer pessoas pretas para a área de tecnologia por meio de oficinas, cursos e de um contato entre as empresas e os alunos. Até o momento, a empresa já impactou mais de 15 mil pessoas em eventos e cursos.

“Eu achei o evento incrível, principalmente pela grandiosidade, visto que está ocorrendo em vários polos e com várias oportunidades diferentes. Foi muito bom ter visto tantas referências aqui conversando com a gente e estando mais próximas”, opinou Amanda.

Espaço de fala – Para Lorena Santiago, a mesa-redonda foi extremamente necessária. “Esse debate poderia se estender para o dia inteiro, porque a gente sempre vai ramificando e descobrindo novas perspectivas e novas situações para resolver, inclusive como ux (experiência do usuário). É um evento importante pelo que a gente falou aqui: aquilombamento. Quando a gente reúne pessoas interessadas nas mesmas experiências que a gente, nos mesmos processos de vida que a gente e poder ajudá-las a entender aonde elas querem chegar, é importante para o nosso desenvolvimento como comunidade, como mulheres pretas”.

Andressa Evangelista considerou que eventos como o Festival Afrofuturismo são importantes como espaços de fala e para realização de um trabalho de conscientização nas pessoas. “É um trabalho que não é feito do dia para a noite. A gente precisa conscientizar tanto as mulheres para o mercado de trabalho, e empoderá-las, como também os homens, falando com eles para que entendam e sejam representantes e defensores desses temas tão importantes e significativos”.

Participante do evento, Luciane Reis, 46 anos, disse ter ficado muito feliz com o tema discutido e com a escolha das participantes da mesa, pois são mulheres inspiradoras. “A maior importância desse debate foi a desmistificação de que essa é uma área masculina, que as mulheres não dominam e que aquelas acima de 40 não podem fazer parte. Acho que a grande potência que essa mesa traz de provocação é a possibilidade de a gente entender que fazer 40 anos não tira a pessoa do mercado de trabalho, não a torna menos importante para esse mercado. Então, convidar as pessoas para essa reflexão é o que ela traz de mais potente e mais importante, dizer que é possível pensar uma nova cultura econômica e de mercado”.

Realização – O Festival Afrofuturismo Vale do Dendê está sendo realizado no Centro Histórico de Salvador desde segunda-feira (20), em vários espaços simultaneamente, e foi encerrado na noite de terça-feira (21), com uma apresentação do grupo Muzenza. O evento reuniu especialistas negros em tecnologia e inovação de todo o Brasil para compartilhar experiências com a comunidade jovem de Salvador.

O Afrofuturismo Vale do Dendê foi realizado pela incubadora de startups baiana Vale do Dendê, com o patrocínio da Prefeitura de Salvador, e propôs explorar fronteiras e conectar culturas. Nos dois dias de evento foram promovidos palestras, painéis, mesas-redondas, shows, talks e encontros com a contribuição cultural de 13 países, impactando centenas de pessoas.

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Em alusão ao Dia da Consciência Negra (20 de novembro), a Secretaria Municipal de Gestão (Semge), através da Coordenação de Desenvolvimento de Pessoas (CDP/DGP), promoveu na terça-feira (21) uma mesa redonda, com a finalidade de apresentar e discutir a inclusão dos negros mediante aos concursos públicos. O evento foi realizado no auditório da pasta, no Dois de Julho, e contou com as presenças dos secretários da Reparação (Semur), Ivete Sacramento, e da Semge, Rodrigo Alves, além de cerca de 100 servidores municipais, incluindo concursados, comissionados e temporários (Reda).

O encarregado do Setor de Gestão de Pessoas da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Segep/Semop), Paulo Vianna, de 61 anos, ressaltou que a pauta é importante no sentido de ter uma política de reparação aos negros. “Esse debate é um assunto importantíssimo para irmos em busca da equidade, enfrentando a desigualdade que nos rodeia”, afirmou.

Agente de endemias do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ/SMS), Janete Amorim, 59 anos, parabenizou a iniciativa do evento. “Hoje, eu tirei todas as minhas dúvidas e, por eu ser mulher negra, foi importante esse momento. Eu achei interessante a abordagem sobre o estatuto da igualdade”, considerou.

O evento contou com a participação de Oilda Rejane, coordenadora do Programa de Combate ao Racismo Institucional (PCRI) da Prefeitura do Salvador e de ações transversais da Secretaria Municipal da Reparação (Semur). A gestora explanou a Lei 9.451/2019, do Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa. “Essa ação de hoje faz parte do PCRI, que visa instrumentalizar e orientar os servidores no enfrentamento ao racismo, além de reivindicar os próprios direitos”, pontuou.

Dados – De acordo com o levantamento da Semge, a Prefeitura de Salvador possui 8.775 agentes públicos declarados negros e mais de 21 mil se declararam pardos. De acordo com a diretora da DGP/Semge, Mariana Trocolli, a estimativa é que os números aumentem em 2024. a partir nos concursos públicos destinados a pessoas negras. “Nos próximos processos seletivos, 30% do total de vagas serão concedidas a pessoas negras”, disse.

PCRI – Com o intuito de combater o racismo institucional e garantir a promoção da igualdade racial em todos os órgãos e entidades da administração pública municipal, o Programa de Combate ao Racismo Institucional (PCRI), criado em 2005, é uma iniciativa da Prefeitura de Salvador, através da Secretaria Municipal de Reparação (Semur).

“Que a gente tenha essa capacidade, como servidores do município, de transformar esses bons projetos em políticas públicas que possam ser perenizadas em nossa cidade. Que essas ações possam efetivamente transformar a vida das pessoas, por meio do nosso ambiente de trabalho”, concluiu o secretário da Semge, Rodrigo Alves.

 

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Com uma programação intensa, teve início nesta terça-feira (21) o Festival Internacional do Audiovisual Negro (Fianb), realizado pela primeira vez em Salvador. O evento integra a programação do Salvador Capital Afro e segue até sábado (25) com atividades em diversos pontos de cultura da capital. O Fianb tem patrocínio da Prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult).

O festival, que é promovido pela Associação dos Profissionais do Audiovisual Negro (Apan), está na quarta edição e tem entrada gratuita. A abertura do festival ocorreu no Cinema Glauber Rocha, na Praça Castro Alves. A professora do departamento de Ciências Humanas da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), historiadora e curadora, Bel Melo, e o mestre em Geografia e doutor em Antropologia, Alex Ratts, foram responsáveis por iniciar os debates.

Na fala de abertura, o titular da Secult, Pedro Tourinho, explicou que parte do compromisso da Prefeitura de fomento ao audiovisual é reverter a lógica para que a população negra possa não apenas se ver nas histórias, como também se beneficiar economicamente delas.

“O audiovisual para Salvador é um desafio grande, mas acima de tudo uma oportunidade. Nosso plano é que, em três anos, o audiovisual seja um dos principais segmentos da economia da cidade. Estamos investindo para que seja um dos maiores junto com o setor do turismo e serviços. Esse vetor de crescimento só faz sentido se beneficiar a população negra, porque as narrativas são feitas a partir dela. Neste contexto, ter o festival é fundamental para que a gente consiga atingir o objetivo do desenvolvimento econômico da população negra através do audiovisual”, detalhou.

Repensar a produção – Na ocasião, os estudiosos explicaram sobre o trabalho da historiadora e militante Beatriz Nascimento, e como ele propõe repensar a produção audiovisual negra. Alex Ratts trouxe fatos que marcaram a carreira da historiadora e análise das suas teorias da obra Ôrí (1989), a partir de pesquisa e documentos de Beatriz que tratam da busca pela imagem negra nas narrativas.

Bel Melo aproveitou para lançar questionamentos para o setor do audiovisual de que se pense em caminhos para novas narrativas negras. “Existem caminhos que estão dentro dos nossos próprios corpos e que estão em uma categoria de um tempo altamente estendido. Existe alguma coisa na experiência transatlântica que nos faz conversar, observar e estabelecer relações e pontes. Pensar nessas questões joga a gente nessa dimensão do quilombo, em um lugar desejado e simbólico, mas também como um espaço de invenção, futuridades e construção de liberdades”, explanou.

A presidente da Apan, Tatiana Carvalho Costa, contou que o festival nasce da compreensão de que é urgente fortalecer as intervenções no imaginário coletivo colocando em diálogo a memória e presença junto com as pulsações afrodiaspóricas e africanas. “É um espaço de discussão e proposição que tem em comum em seus pilares reposicionar o cinema nacional a partir das perspectivas de cinemas negros realizados de norte a sul do país e na sua transatlanticidade. Afinal, cinema negro é cinema brasileiro”, finalizou.

Outras atividades – Um dos destaques da programação do evento é o Políticas do Olhar, espaço de diálogo que traz curadores internacionais e terá duas edições dentro do Fianb. O espaço receberá Salym Fayad na quinta (23), às 19h, no Glauber Rocha, para debater métodos e processos curatoriais. Já na sexta-feira, às 15h, também no cinema, o projeto traz June Givanni para conversar sobre curadoria e descolonização.

Ainda estão previstos a exibição de produções nacionais e internacionais, debates, seminários e workshops. A programação completa do evento pode ser conferida no site www.fianb.com.br/programacaosalvador2023.

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A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), em parceria com o Serviço Municipal de Intermediação de Mão de Obra (SIMM), promove nesta quarta-feira (22) o cadastramento gratuito e facilitado para os/as assistidos/as no Ambulatório municipal LGBT+.

A ação acontece no próprio equipamento de saúde, localizado no Multicentro Carlos Gomes, na Av. Carlos Gomes, das 8 às 16h. O cadastramento será feito por ordem de chegada, sendo obrigatória a apresentação de documento original de identificação, currículo, carteira de trabalho, comprovante de residência e comprovante/histórico escolar.

As vagas são direcionadas de acordo com o perfil do/a trabalhador/a, e não conforme a sequência de cadastro. Existindo a vaga e atendendo aos critérios solicitados pelas empresas, o trabalhador será encaminhado para participar do processo de seleção. A ação visa ampliar o acolhimento integral e humanizado, diminuindo as consequências psíquicas do desemprego na saúde da população LGBT+.

“O final de ano é uma ótima oportunidade para empregar, ainda que temporariamente. Levando em consideração que temos um alto índice de pessoas desempregados/as acolhidos/as no ambulatório LGBT+ , estamos promovendo esse cadastramento in loco, ou seja, facilitando o processo e aproximando o serviço do público”, destacou Ana Paula Matos, vice-prefeita e titular da SMS.

De acordo com a gerente do Multicentro Carlos Gomes, Paloma Xavier, a estratégia foi elaborada com o objetivo e fortalecer o cuidado humanizado dos cerca de 170 acolhidos diariamente na unidade. “Visto que uma das principais causas de sofrimento entre o público é o desemprego, pensamos em uma forma de ampliar as possibilidades e contribuir com esse processo de busca de trabalho, pois entendemos o quanto é importante para o contexto social e o cuidado integral em saúde”, afirmou.

 

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A Secretaria Municipal de Gestão (Semge) da Prefeitura de Salvador abriu nesta terça-feira (21) um processo seletivo para seu programa de estágio destinado a estudantes do curso de pedagogia. São oferecidas 400 vagas, sendo 10% reservadas para os candidatos com deficiência. Os estagiários receberão bolsa de complementação educacional no valor de R$ 1.023,05, acrescido de auxílio-transporte.

O processo seletivo para o programa de estágio vai até o dia 24 de novembro de 2023, ou quando atingido o quantitativo de 1.500 inscrições, que devem ser realizadas no site www.ciderh.org.br. Os estudantes interessados devem, obrigatoriamente, estudar à noite ou EAD (Educação à Distância) e ter concluído, pelo menos, 30% da grade curricular.

O certame é realizado pelo Agente de Integração de Estágio CIDE (Capacitação, Inserção e Desenvolvimento), e os estagiários aprovados serão contratados para desenvolver atividades no Programa Agente de Educação Aluno Presente, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Educação (Smed), por meio de Termo de Colaboração com Organização da Sociedade Civil.

Mariana Troccoli, diretora de Gestão de Pessoas da Semge, explica que o programa de estágio contribui na complementação da formação do estudante por meio de atividades práticas. “O nosso modelo de seleção para estágio de nível médio e de nível superior de 6 horas é por processo seletivo e o estudante torna-se o protagonista com base em sua meritocracia. Além disso, temos hoje o programa Nossos Talentos, que tem por objetivo viabilizar o provimento de cargos em comissão por egressos do Programa de Estágio da Prefeitura de Salvador. Ou seja, por alguns dos nossos ex-estagiários. Esse programa valoriza os egressos do nosso Programa de Estágio que tiveram destaque no seu desempenho, oportunizando a eles a experiência profissional na Administração Pública Municipal”.

Atividades - Os estagiários contratados vão exercer atividades relacionadas ao planejamento das ações a serem realizadas junto à Coordenação Pedagógica e à Gestão Escolar; e ao acolhimento de pais e/ou responsáveis de maneira atenciosa, para compartilhar informações e orientá-los a respeito da vida escolar de seus filhos.

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