A Defesa Civil de Salvador (Codesal) está promovendo uma série de simulados de evacuação em áreas de risco, como parte da Operação Chuva 2025. As atividades, que ocorrem até esta terça-feira (4), incluem comunidades como Moscou I e II, em Castelo Branco, no dia 3, e Bosque Real, em Sete de Abril, no dia 4. O objetivo é preparar moradores para situações de emergência, ensinando rotas de fuga seguras e locais de abrigo.
De acordo com a subcoordenadora de Ações Comunitárias e Educativas da Codesal, Fabiana Santana, os simulados são essenciais para que os moradores saibam o que fazer para preservar a própria vida, antes mesmo da chegada das equipes da Defesa Civil. "O toque da sirene é feito de forma remota, então os moradores precisam saber como agir, o que levar e para onde ir", explica.
As lideranças comunitárias desempenham um papel fundamental nesse processo, ajudando a convencer os moradores a deixarem suas casas quando necessário. "Muitas vezes, há resistência, mas esse trabalho de conscientização pode salvar vidas", finaliza a subcoordenadora.
Além dos simulados, a Codesal realiza ações educativas ao longo do ano, como os Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (Nupdecs) e o Nupdec Mirim, voltado para crianças. Também há formações nas escolas municipais e programas como o Mobiliza, que capacita voluntários para atuar nas comunidades.
Reportagem: Letícia Silva e Lucas Vieira/Secom PMS
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Nesta segunda-feira (3), as localidades de Itapuã, Fazenda Grande do Retiro, São Tomé de Paripe e Vale do Matatu recebem o Programa Saúde nos Bairros. A programa da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) facilita o acesso da população aos serviços gratuitos e realiza atendimentos das 7h às 17h, até o próximo dia 14.
As estruturas estarão disponibilizando aos cidadãos consultas médicas, exames de imagem, como USG abdômen total, USG mama bilateral, USG tireoide, USG Doppler colorido carótidas, USG pélvica (ginecológica), eletrocardiograma (ECG), exames laboratoriais (somente em Itapuã, São Tomé de Paripe e Vale do Matatu), ecocardiograma transtorácico, mamografia bilateral, serviços de saúde bucal, além de preventivo e agendamento para raio-x.
Para ter acesso aos serviços, basta comparecer a estrutura mais próxima com seu cartão SUS, RG e, caso necessário, a guia dos exames pretendidos. Caso não tenha requisição, o paciente passará por consulta clínica no próprio local e realizará os exames.
Endereços:
- Itapuã: USF Itapuã, na Rua da Ilha.
- Fazenda Grande do Retiro: USF San Martins II, na Rua do Calafate, 20.
- São Tomé de Paripe: USF São Tomé de Paripe, na Rua Santa Filomena.
- Vale do Matatu: Estacionamento da USF Vale do Matatu, na Rua Edson Saldanha, 843.
Texto: Ascom/SMS
Salvador registrou neste domingo (2), dia da festa de Iemanjá, a maior temperatura do ano, com 35,2°C na Base Naval de Aratu, segundo o Centro de Monitoramento de Alerta e Alarme da Defesa Civil de Salvador (Cemadec).
A segunda maior temperatura foi registrada em 4 de janeiro de 2025, com 35°C, também na Base Naval de Aratu. Segundo o Cemadec, as altas temperaturas se devem a atuação de uma massa de ar quente seco associada a um sistema de alta pressão que mantem o tempo firme.
Há um ano foi registrada temperatura de 36,2° no dia 14 de janeiro de 2024, também na Base Naval de Aratu.
O sistema de alta pressão está frequentemente associado a massas de ar quente e seca fazendo com que o ar se aqueça ainda mais e se torne mais seco, fenômeno que se origina em áreas desérticas ou em regiões com clima árido, explica o meteorologista da Codesal, Giuliano Carlos do Nascimento.
Em um cenário com alta pressão, a umidade do ar diminui porque o movimento descendente do ar impede a formação de nuvens e precipitação. Como resultado, as condições climáticas ficam mais estáveis e secas, com temperaturas elevadas.
O prefeito Bruno Reis participou neste domingo (2) da entrega do presente principal a Iemanjá, no Rio Vermelho, e exaltou a dimensão da festa da Rainha do Mar, que reúne mais de um milhão de pessoas. A festa é consolidada como a maior celebração religiosa da cultura afro-brasileira na Bahia e reconhecida como patrimônio imaterial da capital baiana pela Fundação Gregório de Mattos (FGM) desde 2020.
Durante a celebração, Bruno Reis pediu proteção a Iemanjá e afirmou que a festa deste ano já é a maior da história. “Todo mundo está vindo aqui deixar seus presentes, suas oferendas, pedir para que 2025 seja um ano de muitas vitórias e conquistas. Esse é um evento que representa a nossa história, a nossa cultura, a força da nossa fé, do povo soteropolitano. É um evento que transcende as dimensões da Bahia. Um milhão de pessoas hoje participando, já é a maior de toda a história”, disse o prefeito.
O presente principal saiu do Terreiro Olufanjá – Ilê Axê Iyà Olufandê durante a madrugada deste domingo em direção à Colônia de Pesca Z1, onde houve uma alvorada de fogos ainda no início da manhã. O presente principal permaneceu no caramanchão, local onde as pessoas tradicionalmente entregam os seus presentes para a organização em grandes balaios. Diversos gestores e autoridades municipais acompanharam o prefeito Bruno Reis e a vice-prefeita Ana Paula Matos.
O chefe do Executivo Municipal salientou ainda que a Festa de Iemanjá atrai visitantes de todo o Brasil e destacou os resultados para a economia da cidade. “É uma festa que atrai turistas dos quatro cantos do Brasil e da Bahia. Nossos hoteis estão lotados, é importantíssimo para a nossa economia”, pontuou.
“Cada ano a gente vem se especializando ainda mais na realização desses grandes eventos, que são importantes para o calendário da nossa cidade, não só para o calendário cultural, religioso, para preservar a nossa história, mas também para a nossa economia. Hoje a gente recebe um mar de gente, pessoas que estão vindo de diversos lugares do Brasil e da Bahia para participar deste grande evento, para renovar a sua fé, para pedir a proteção à Rainha do Mar e, sem sombra de dúvidas, projetar Salvador ainda mais no cenário nacional e internacional”, acrescentou.
Verão – O prefeito afirmou ainda que os números apontam que este verão já é o maior de todos os tempos em número de turistas, chegada de cruzeiros e ocupação hoteleira em Salvador. “Nós já temos números superiores do período anterior à pandemia, e vejam o quanto a pandemia nos prejudicou, era para a gente estar numa proporção ainda muito maior. A cidade está bem cuidada, organizada, com turismo forte, seja religioso, esportivo, de negócios, de sol e praia, cultural, com os equipamentos que nós entregamos”, declarou.
“Salvador é a cidade mais desejada pelos brasileiros para ser visitada, para ser conhecida. Graças a Deus e graças a esse trabalho, quem vem a Salvador sai falando bem. A gente está vendo a cidade no mês de janeiro todo, diversos artistas aqui presentes, diversos eventos apostando na nossa cidade. Você não vê isso em nenhuma outra cidade do Brasil. Consequência do trabalho que nós realizamos até aqui, das conquistas que nós alcançamos, mas principalmente do que está por vir, vem muita coisa boa pela frente”, concluiu.
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Durante a tradicional Festa de Iemanjá, a Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Sustentabilidade e Resiliência (Secis) e da Limpurb, montou uma central de reciclagem para apoiar os catadores e minimizar os impactos ambientais do evento. A iniciativa beneficia pelo menos 12 cooperativas de reciclagem da capital baiana e oferece aos catadores um ponto de apoio para as vendas, além de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e bonificações. A meta deste ano é coletar 7 toneladas de resíduos recicláveis, incluindo garrafas PET, latinhas e plásticos.
De acordo com o secretário da Secis, Ivan Euller, mais de 100 catadores se cadastraram na central para garantir que os resíduos tenham a destinação correta. Até o final da manhã deste domingo, cerca de 1,2 toneladas já haviam sido coletadas. "Então, esse material, em vez de ficar na rua, de ir para o mar, retorna para a cadeia produtiva. Essa parceria entre a Prefeitura, Secis, Limpurb, a startup Solos e as cooperativas é muito importante", destacou.
Thiago Figueiredo, chefe de Assessoria Estratégica de Gestão da Limpurb, ressaltou que, em 2020, a central coletou 4,1 toneladas de resíduos, enquanto em 2024 foram 5,4 toneladas. “Temos o objetivo justamente de, além de promover toda a sustentabilidade social, econômica e ambiental, realizar a limpeza das nossas ruas”, afirmou. A operação da central começou às 22h de sábado e seguirá até a madrugada desta segunda-feira (3).
Para incentivar a coleta de plásticos, a Prefeitura implementou um sistema de bonificações. São 100 pagamentos de R$ 50 para cada 10 kg de plástico coletado. “Porque o plástico está sendo comprado por R$ 1 (por quilo), o PET, que é um tipo de plástico também, mas tem um valor agregado maior, R$ 2, e a latinha, R$ 8. Se não fizermos esse incentivo, essa bonificação, a maioria dos catadores vai preferir coletar a latinha, com toda razão, porque vai receber um recurso maior posteriormente com a venda. Então, o incentivo à bonificação do plástico é justamente para que o catador, além do valor do quilo do material, receba por esse valor e mais a cada dez quilos”, detalhou Figueiredo.
Balaio Verde - A Campanha Balaio Verde, coordenada pela produtora cultural Luzia Moraes e apoiada pela Secis, também desempenha um papel fundamental na conscientização sobre o descarte inadequado de objetos de vidro e plástico na água. “A gente começou essa campanha há alguns anos, o Balaio Verde, e esse ano novamente estamos fazendo esse trabalho de educação ambiental, conscientizando a população sobre o descarte de resíduos no mar, principalmente resíduo plástico. A gente orienta a descartar de forma correta e só colocar resíduos biodegradáveis que vão para a nossa Rainha no Mar”, explicou Euller.
Para o presidente da Limpurb, Carlos Gomes, é preciso que repensemos a todo instante os nossos hábitos de consumo e adaptemos nossas escolhas e tradições à sustentabilidade. “A responsabilidade de cuidar das nossas praias, da nossa cidade é de todos, por isso, podemos revisitar e readequar nossos costumes e símbolos para opções que cumpram com a sua fé e minimizem os impactos com o meio ambiente”.
Reportagem: Ana Virgínia Vilalva/ Secom PMS
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Baianos e turistas lotam as ruas do Rio Vermelho desde a madrugada deste domingo (2) para saudar Iemanjá. Em 2025, a festa em homenagem à Rainha do Mar completa 103 anos de tradição e tem como tema "Renascer com as Águas de Yemanjá". A Prefeitura de Salvador, por meio da Empresa Salvador Turismo (Saltur), participa da organização da festa, juntamente com a Colônia de Pesca Z1.
A programação teve início à meia-noite de sábado com a entrega do presente de Oxum no Dique do Tororó. Na madrugada de domingo, o presente principal de Iemanjá saiu do Terreiro Olufanjá – Ilê Axê Iyà Olufandê rumo à Colônia de Pesca Z1, onde ocorreu a tradicional alvorada de fogos. Pela tarde, os pescadores conduzirão a oferenda principal até a embarcação que seguirá pelo mar até o Buraco de Iaiá, buraco em formato de concha situado a três milhas náuticas da terra.
A festa também atrai pessoas de diferentes regiões e com formas singulares de homenagear Iemanjá. Eduardo Ferreira da Silva, 65 anos, correu cerca de seis quilômetros do Jardim de Alah até o Rio Vermelho, usando muletas devido a uma fratura nos dois joelhos em 2018. “A corrida é uma homenagem a Iemanjá. Primeiro a gente faz o sagrado, mas depois aproveita um pouquinho. Vou completar seis anos em março correndo com muletas”, contou.
O Ogan Elias Conceição, guardião da imagem de Iemanjá no caramanchão do 2 de Fevereiro, conta sobre a responsabilidade de fazer o presente principal pela primeira vez no Terreiro Olufanjá. “A responsabilidade é muito grande, mas é gratificante. Até chegar a hora, é a ansiedade misturada com felicidade de poder estar participando desse evento tão importante para toda a cultura baiana e brasileira, de uma dimensão imensurável”, afirmou.
A fé também levou o aposentado Antônio Oliveira Ferreira, 72 anos, a viajar de Amélia Rodrigues até Salvador para agradecer uma graça recebida. “Eu tive um problema de saúde grave, fui desenganado pelos médicos. Minha esposa fez um pedido a Iemanjá, e Deus também ouviu. Eu sou um milagre. Larguei tudo hoje para pagar a promessa e ver a festa, que nunca tinha visto”, disse, ao lado da esposa Franklina Ferreira, 69 anos, devota da Rainha do Mar.
O evento, um dos mais tradicionais do calendário cultural e religioso da Bahia, movimenta não apenas a fé dos devotos, mas também a economia local. O vendedor de chapéus Josivaldo Lacerda, 38 anos, participa da festa há cinco anos e aproveita para aumentar a renda. “Aqui a gente começa a vender mais a partir das 10h, que é quando o sol aperta mais”, relatou.
A tradição também encanta visitantes de fora da Bahia. A enfermeira Ana Cláudia Melo, 50 anos, veio de São Paulo especialmente para participar da festa. “Estou achando maravilhosa, amei, amei", declarou, elogiando uma ação de educação ambiental promovida pela Prefeitura. “Lá em São Paulo mesmo perguntaram: 'mas pode jogar a oferenda no mar? Não é proibido?' Aí achei muito boa essa ação, que a gente joga o perfume nas florzinhas e descarta o vidrinho corretamente”, explicou.
Serviços – Durante a festa, a Prefeitura de Salvador atua com diversos serviços para as pessoas que vão ao Rio Vermelho para saudar a Rainha do Mar. Entre eles estão os atendimentos de saúde. O coordenador do Samu, Ivan Paiva, explica que, neste ano, a base avançada do serviço foi ampliada.
“Ontem nós já tivemos um número de atendimentos acima dos anos anteriores em função da grande quantidade de pessoas que tinha aqui na rua, mas foram ocorrências sem maior gravidade. Tivemos alguns casos que foram encaminhadas à rede hospitalar para os devidos tratamentos e os demais pacientes foram atendidos e liberados aqui no local”, detalhou.
A equipe no local conta com três médicos, equipe de enfermagem e infraestrutura necessária para garantir assistência para os participantes da festa. Ivan Paiva recomendou o uso de protetor solar e hidratação constante. “O Sol está muito forte e uma boa parte dos nossos atendimentos está relacionada a isso”, afirmou.
A Prefeitura atua ainda ordenando o trânsito, com a Transalvador, além da limpeza urbana, por meio da Limpurb, além da atuação da Defesa Civil (Codesal), Guarda Municipal e fiscalização, por meio das secretarias municipais de Desenvolvimento Urbano (Sedur) e de Ordem Pública (Semop), dentre outros.
Reportagem: Ana Virgínia Vilalva/ Secom PMS
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A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), mais uma vez apoia o Projeto ParaPraia – Esporte e Lazer Adaptado 2025. O evento, que começa neste sábado (1º) e ocorrerá durante todo este mês de fevereiro, chega à 10ª edição e oferece gratuitamente banho de mar assistido para pessoas com deficiência e dificuldades de locomoção. Com estrutura especializada e suporte de profissionais da saúde e voluntários, a ação reafirma o compromisso da gestão municipal com a acessibilidade e a inclusão social.
Criado em 2014, o ParaPraia se tornou referência nacional na promoção do lazer e do esporte para pessoas com deficiência, garantindo momentos de diversão e bem-estar em um ambiente acessível. Ao longo desses dez anos, o projeto já proporcionou mais de três mil atendimentos, consolidando Salvador como a cidade com um dos programas mais longevos do Brasil nesse segmento.
A edição de 2025 é viabilizada pelo Viva Esporte, programa da Prefeitura que fomenta políticas públicas de esportes e lazer através de incentivos fiscais para empresas que investem na comunidade esportiva local. Com um montante anual de até R$10 milhões, as empresas participantes podem ter 100% do valor investido abatido do ISS a recolher, até o limite de 20%.
Para o secretário da Sempre, Júnior Magalhães, apoiar um projeto como o ParaPraia reforça o compromisso da Prefeitura com o direito ao lazer e à inclusão social. "É uma imensa satisfação contribuir para um evento que transforma vidas e proporciona experiências únicas. O ParaPraia é mais do que um banho de mar assistido, é um símbolo de acessibilidade, dignidade e alegria para centenas de pessoas. Com o apoio do Viva Esporte, conseguimos ampliar essa iniciativa e garantir que Salvador continue sendo referência em inclusão e políticas públicas inovadoras", afirma.
O evento é voltado para aproximadamente 600 participantes, que contarão com uma estrutura adaptada e profissionais capacitados para oferecer uma experiência segura e inclusiva. O ParaPraia 2025 acontecerá na Praia de Ondina, em frente ao Instituto Bahiano de Reabilitação (IBR), nos dias 1º, 2, 8, 9, 15, 16, 22 e 23 de fevereiro, sempre das 8h às 12h.
Como participar - O ParaPraia é aberto ao público. Para participar, basta comparecer ao local levando um documento de identificação com foto.
Texto: Ascom/Sempre
Com o objetivo de garantir a volta às aulas com tranquilidade e segurança à saúde aos alunos da capital, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), através do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) está realizando ações preventivas em todas as escolas e instituições de ensino de Salvador. A medida visa combater a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor de doenças virais como dengue, zika e chikungunya.
A iniciativa é parte integrante da campanha “Verão Sem Mosquito” que vem fechando o cerco contra o vetor na cidade. “Ações nas escolas são muito importantes porque, com o retorno dos estudantes, aumentará a circulação de pessoas nos ambientes, e estes devem estar livres dos focos de mosquito para reduzir as chances de transmissão das arboviroses”, destaca a subcoordenadora de Ações do CCZ, Lucrécia Lopes.
Os gestores das escolas públicas e privadas podem solicitar a ação através de um ofício que deve ser enviado para o e-mail da coordenação do CCZ, no endereço no endereço O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..
Denúncias – Os cuidados também devem ser tomados pela sociedade civil no combate à proliferação do mosquito, como a eliminação de água parada e limpeza de áreas abertas. Os focos de Aedes aegypti podem ser denunciados através do Fala Salvador, no número 156 ou site www.salvador.ba.gov.br.
Há cinco anos, a Festa de Iemanjá foi reconhecida como patrimônio imaterial de Salvador. Na quinta-feira (30), a Prefeitura, por meio da Fundação Gregório de Matos (FGM), promoveu um evento na Colônia Z1, no bairro do Rio Vermelho, para entregar uma série de iniciativas voltadas à preservação de uma das maiores celebrações religiosas e culturais do país: a festa em homenagem à Rainha do Mar, que acontece no próximo domingo (2).
Na ocasião, foram apresentados o restauro da imagem da orixá, localizada em frente à Casa de Yemanjá, na colônia de pescadores, assim como a restauração de seis embarcações desses trabalhadores, que são os anfitriões da festa e responsáveis pelo ponto alto do evento: a entrega da oferenda em alto-mar.
Além disso, foi anunciada a concessão de um prêmio no valor de R$ 15 mil para 30 detentores de bens patrimoniais reconhecidos em Salvador. Entre eles, além dos pescadores, estão capoeiristas, baianas de acarajé e representantes do Samba Duro. O evento também contou com um momento de debate sobre a Festa de Iemanjá.
Ao longo de 2024, por meio do edital Salvador Cidade Patrimônio, foi firmada uma parceria com a Associação dos Terreiros da Bahia Egbé Axé, que desenvolveu uma série de ações voltadas ao fortalecimento dos patrimônios imateriais da cidade, incluindo a Festa de Iemanjá.
"Durante esse período, realizamos diversas reuniões com os pescadores da Colônia Z1, que são os principais detentores dessa tradição. A partir dessas discussões, elaboramos um plano de salvaguarda, composto por uma série de ações voltadas à preservação, valorização e divulgação desse patrimônio. Esse plano não se restringe apenas ao dia 2 de fevereiro, data da celebração principal da Festa de Iemanjá, mas também inclui iniciativas voltadas para a saúde dos pescadores, preservação ambiental e educação patrimonial, garantindo que essas ações se desdobrem ao longo do tempo", explicou o diretor de Patrimônio e Equipamentos Culturais da FGM, Chicco Assis.
Restauro – Ainda segundo Assis, antes mesmo da elaboração desse plano, a Fundação, por meio da Diretoria de Patrimônio e da Gerência de Patrimônio, já estava desenvolvendo diversas iniciativas. Uma delas foi o restauro da imagem de Iemanjá, escultura que tem mais de 50 anos de existência. O processo devolveu à imagem cores e texturas mais próximas das originais.
"Além disso, por meio de um convênio, viabilizamos a requalificação de seis embarcações pertencentes aos pescadores da colônia. Essas embarcações são essenciais tanto para a realização da festa – transportando o presente principal e demais oferendas – quanto para o cotidiano dos pescadores, que delas dependem para seu sustento", completou o diretor.
Um dos contemplados foi o pescador Tarley dos Santos, de 43 anos. Ele é um dos responsáveis pela entrega da oferenda e utiliza a embarcação, herdada de outros pescadores, para trabalhar. O meio de transporte não estava em boas condições, já que os últimos reparos haviam sido feitos há mais de 20 anos.
"A reforma da nossa embarcação foi uma grande ajuda para os pescadores aqui do Rio Vermelho, porque a gente não tinha recursos para realizar essa manutenção no barco, entende? Agradeço à Prefeitura e aos colaboradores que nos ajudaram a tornar isso possível. Foi algo muito bom, maravilhoso. Eu fico duas noites no mar com essa embarcação. Antes da reforma, ela já estava sem manutenção há bastante tempo. Hoje, graças ao projeto, ela está segura, forte, nota dez", celebrou o pescador.
Salvaguarda – Uma das responsáveis pelo processo de salvaguarda da festa, Mãe Diana de Oxum destacou que a celebração é um patrimônio imaterial que precisa ser preservado e respeitado. Presente no encontro Patrimônio É..., ela pontuou também que, embora a festa envolva diversos grupos – como turistas, comerciantes e a comunidade religiosa –, os pescadores são os verdadeiros protagonistas, pois são eles que historicamente organizam e realizam o ponto alto da festa: a entrega do presente no mar.
"Falar em patrimônio é falar da nossa identidade, do nosso povo, da nossa cultura. Principalmente quando se trata da Festa de Iemanjá, que é um patrimônio imaterial e que, de fato, precisamos salvaguardar. Nesse processo de salvaguarda, sempre destacamos que o presente de Iemanjá pertence aos pescadores. A comunidade, o povo de terreiro, todos fazem parte, mas os pescadores são os verdadeiros donos da festa. É essencial manter viva a memória do passado para entendermos como chegamos até aqui", enfatizou.
Cleidiana Ramos, jornalista e doutora em Antropologia com tese sobre as festas de largo da capital baiana, reforçou no Patrimônio É... a resistência e resiliência dos pescadores ao relembrar que, por muitos anos, eles enfrentaram dificuldades para organizar a festa, sem apoio ou estrutura suficiente. Mesmo assim, a tradição se manteve viva por mais de 100 anos, mostrando sua força e importância.
"Acho que a patrimonialização da festa pela Prefeitura foi um grande acerto, porque essa é uma celebração muito rica, com características únicas. Isso acontece com outras festas, mas a Festa de Iemanjá, em especial, é uma festa de ofício. Estou tentando reforçar isso. São os pescadores que realizam essa festa; na verdade, nós somos convidados, nós aproveitamos a festa deles, mas a devoção é deles. Sem os presentes deles, não há festa. Os dois ritos principais – a chegada e a saída dos presentes – são fundamentais, com extensão para a Dique do Tororó, onde tudo começa. O resto da cidade é convidado a participar”, declarou.
Reportagem: Nilson Marinho/Secom PMS
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