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Quem vai ao terceiro piso da Casa das Histórias, onde ela se conjuga ao prédio do Arquivo Público Municipal, se depara com uma mostra de mapas de Salvador trazendo sugestões de novas vias e avenidas, projetos para regiões da cidade com várias diferenças em relação às que conhecemos e plantas de edifícios que não chegaram a ser construídos. É bem fácil se perder no tempo procurando o seu bairro, identificando prédios tombados e, sobretudo, comparando a capital baiana do passado com a atual.

As plantas, feitas a mão, são, por si só, obras de arte, tamanho o cuidado empregado nas cores e tintas escolhidas e na precisão dos traços. Nelas, aparecem equipamentos como a Fonte Nova e lugares históricos como a Praça Castro Alves e a Ladeira da Montanha. Tudo isso integra o acervo do Escritório do Plano de Urbanismo da Cidade do Salvador (Epucs), um dos mais completos e pioneiros trabalhos de planejamento urbano da história do Brasil.

Coordenado por Mário Leal Ferreira e Diógenes Rebouças, o Epucs levantou na década de 1940 todos os dados imagináveis sobre Salvador: o relevo da cidade, o caminho das águas da chuva, o transporte coletivo, a circulação de automóveis, as características da habitação proletária e onde deveriam ficar escolas e hospitais. Foi o primeiro plano de urbanismo de Salvador e um dos mais importantes feitos no país na primeira metade do Século XX.

Precisamos de um plano

Àquela época, Salvador precisava de algo que a tirasse da estagnação. A cidade estava em crise, sem desenvolvimento econômico, enfrentando problemas sanitários e com a crescente população cada vez mais pobre. Era preciso um plano. O Brasil vivia a era Getúlio Vargas, em que a ordem era a modernização do Estado brasileiro e das cidades.

Criado em 1942 por Mário Leal Ferreira, o Epucs lançou bases do que vemos ainda hoje na cidade: a Centenário e outras tantas avenidas de vale; a harmonia da área universitária da Ufba com o relevo do Vale do Canela; as equidistâncias entre a Escola-Parque na Caixa D’Água e as várias escolas-classe ao redor, segundo o modelo de Anísio Teixeira. Todos os projetos dos anos seguintes adotaram - alguns muito, outros pouco - as ideias do plano.

O Epucs lançou um método pioneiro de trabalho na área, com uma equipe multidisciplinar. Além de engenheiros e arquitetos, havia advogados, historiadores, botânicos, topógrafos, médicos e fotógrafos. “Mário Leal ativou uma rede imensa de pessoas para obter informações. Ele estuda muito as avenidas de São Paulo, entra em contato com Juscelino Kubitschek, então prefeito de Belo Horizonte, pega também o plano de Porto Alegre…”, conta Ana Maria Fernandes, professora de Arquitetura e Urbanismo da Ufba.

“Eles contrataram pessoas muito qualificadas. Tem estudos sobre meio-ambiente, espécies vegetais, ventilação e insolação. Também estudos sobre o desenvolvimento do Recôncavo, ou seja, já tinham uma preocupação regional, com o olhar de que uma cidade nunca vive sozinha, mas sim da rede urbana à qual ela pertence. Então, era realmente um plano muito abrangente, que reuniu muita gente boa de Salvador”, completa Ana Maria.

As avenidas de vale

Mário Leal era engenheiro, mas era fascinado pela topografia. Diógenes Rebouças, seu braço direito, também. Assim, o Epucs nasceu com muito respeito ao relevo de Salvador. O escritório identifica que, até a década de 1940, a cidade estava toda na parte alta dos morros, onde as pessoas moravam. Os vales entre eles não eram ocupados: eram em sua maioria hortas, uma espécie de zona rural urbana.

Desse conjunto, surge o legado talvez mais perceptível do Epucs nos dias atuais: o conceito de vias de vale e vias de cumeadas. A ideia é que as avenidas de fluxo rápido sejam pelos vales, enquanto as ruas ligando os bairros fiquem sobre os morros. É quase um sistema de circulação em dois andares: um por cima, mais lento, para o cotidiano; outro por baixo, de velocidade, para vencer grandes distâncias.

É a relação, por exemplo, entre as atuais avenidas Anita Garibaldi e Cardeal da Silva, ou da Reitor Miguel Calmon com as ruas Padre Feijó e Caetano Moura. O conceito das avenidas de vale é um dos mais importantes lançados pelo Epucs, e foi - mais ou menos - adotado por todas as gestões a partir dele: Vale de Nazaré, Vale dos Barris, Ogunjá, Vasco da Gama e a Bonocô - que, não à toa, leva o nome de Av. Mário Leal Ferreira.

Avenida Centenário

O exemplar mais fiel ao conceito lançado pelo Epucs está na Avenida Centenário, na Barra. Ela é, de fato, uma ‘parkway’, ou avenida-parque, como sugeriram Mário e Diógenes para os vales de Salvador: uma pista com vias marginais de acesso às cumeadas, que não prejudicam as faixas centrais, que são expressas e de alta velocidade.

A avenida começou a ser implantada em 1949, nas comemorações do quarto centenário da fundação de Salvador. Mário, porém, não viu o principal exemplar da sua ideia, pois faleceu de forma repentina em março de 1947. Diógenes então assumiu a direção, completando o plano. É ele quem assina o projeto da Centenário.

Ali, vemos aplicado um traço fundamental do conceito: as ‘parkway’ correm em diferentes níveis, sendo que, ao centro, na cota mais baixa de todas, há um rio canalizado, que recebe as águas das chuvas que vêm dos arredores. Eis um marco: pelas avenidas de vale correriam também os principais sistemas de drenagem e de esgotamento da cidade.

Era o respeito à topografia, afinal, a água da chuva sempre escorre para o ponto mais baixo. Temos aí um legado mais técnico, mas de enorme impacto para quem é da área, já que o escritório levantou em detalhes a topografia da cidade,mapeando todo o seu sistema de drenagem. Essas bases são utilizadas até hoje.

A Escola-Parque

No final dos anos 1940, Anísio Teixeira, secretário de Educação da Bahia, propôs a criação das Escolas-Parque, projeto revolucionário de ensino em tempo integral no país. Num turno, um grupo grande de alunos se concentraria na Escola-Parque, com atividades de esporte e cultura, enquanto vários grupos menores seriam distribuídos em Escolas-Classe, com aulas de português, matemática e outras matérias. No outro turno, os alunos trocariam de lugar, sempre concentrando na Escola-Parque e dispersando pelas Escolas-Classe.

Anísio e Diógenes, então, sentaram para desenvolver o projeto e pensaram na Liberdade, já um bairro populoso de Salvador. Definiram que a Escola-Parque ficaria perto do Largo do Tamarineiro, que centralizava quatro zonas urbanas, ou sub-bairros, cada uma com a sua Escola-Classe. Tudo foi pensado: para que funcionasse, a distância entre as escolas não poderia ser grande, de forma que os alunos pudessem caminhar após o almoço.

A ideia era implantar até 10 Escolas-Parque na cidade, mas o único exemplar a sair do papel foi o original, o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, na Caixa D’Água. O projeto não prosperou em Salvador, mas a genialidade de Anísio e Diógenes virou modelo para o Brasil.

“Anísio foi trabalhar no Governo Federal e adotou esse projeto na construção de Brasília. O Rio de Janeiro criou mais tarde os ‘Ciep’, baseados na Escola-Parque. Mais recentemente, quando foi prefeita de São Paulo, Marta Suplicy criou os ‘Ceu’ inspirados nessa ideia. Ou seja, é um conceito extremamente importante, criado na Bahia e que até hoje está em pauta na educação”, explica Nivaldo Andrade, professor de Arquitetura e Urbanismo da Ufba.

Centros cívicos

O Largo do Tamarineiro, por sinal, remonta a outro modelo proposto pelo Epucs: os Centros Cívicos. A ideia era que cada conjunto de três ou quatro bairros nas cumeadas tivesse um núcleo central, onde estariam concentrados os serviços essenciais para os moradores como comércio, delegacia, hospital, bancos etc. Nos mapas, esse esquema remonta aos trevos, sendo os bairros as quatro folhas e o Centro Cívico o miolo.

Interligando as ‘folhas’ estariam as vias de cumeadas, num desenho orgânico. A ideia traria facilidade para o cotidiano das pessoas, tornando os afazeres do dia a dia mais acessíveis. “Como Salvador tem uma topografia acidentada, esses morros ficam isolados uns dos outros, então cada conjunto de bairros criou uma identidade própria. Então, para cada um deles, haveria um Centro Cívico respeitando essa marca”, explica Nivaldo Andrade.

Outros marcos foram legados do Epucs. Até 1950, Salvador não tinha hotel e teatro modernos, e o plano orientou a implantação do Hotel da Bahia e do Teatro Castro Alves no Campo Grande. Antes mesmo da criação da Ufba, em 1946, o escritório já havia estudado a melhor localização para o campus.

Alguns loteamentos foram criados seguindo a visão urbana do órgão, de aproveitamento do relevo e muitas áreas verdes: o Parque Cruz Aguiar, no Rio Vermelho, o Jardim Apipema, o Chame-Chame e o Morro do Ipiranga, todos na Barra, são exemplos. A habitação proletária também foi pensada: o escritório defendia que o Estado deveria intervir adquirindo terras e subsidiando a moradia popular para regular o mercado.

Mário e Diógenes

O mais curioso de tudo é que Mário Leal Ferreira não era urbanista e não tinha histórico de trabalhos na área. Quando a Prefeitura estava em busca de um escritório, o favorito era o Coimbra Bueno, com a grife de Alfred Agache, francês autor do plano de modernização do Rio de Janeiro. Mário fica sabendo, vê a oportunidade e começa a trabalhar para que ele mesmo seja o escolhido. Engenheiro nascido em Santo Amaro, ele já tinha contratos com o Estado e conhecia o governador Landulfo Alves.

Mário havia participado da concepção da Fonte Nova, onde se impressionou com Diógenes Rebouças. Com apenas 28 anos, o engenheiro sugeriu mudar o estádio de lugar e apoiá-lo na encosta de Nazaré, o que diminuiria custos e criaria um elemento menos impactante na paisagem. É dele também a ideia do formato de ferradura, com a abertura para o Dique do Tororó. Mário pensa ‘esse jovem tem talento’ e o chama para ser o seu braço direito.

Talvez esteja aí o segredo de Mário, que acabou sendo contratado: sem uma fórmula de urbanismo pronta, ele decidiu criar um método novo e próprio de trabalho. “Era aquele tipo de pessoa que, quando se destina a fazer algo, estuda tudo, levanta tudo, ouve a todo mundo. Era obstinado, queria dominar o assunto a fundo”, explica Ana Maria Fernandes.

“Tinha também uma coisa de abrir o escritório para a discussão pública. Isso é algo muito legal de Mário, pois ele falava que o plano não pode ser o resultado do trabalho de uma só pessoa, ele tem que ser submetido à crítica da sociedade. Então, havia um compromisso dele muito forte com o bem público e com essa vontade de tornar a coisa um pouco mais coletiva”, completa a professora.

Reportagem: Vitor Villar / Secom PMS

 

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Para manter a tradição da Semana Santa, os Restaurantes Populares Vida Nova, localizados em Águas Claras, Pau da Lima e São Tomé de Paripe, ofereceram mais de 1,5 mil refeições gratuitas, nesta quinta-feira (28). A ceia especial contou com pratos típicos da celebração religiosa na cidade: caruru, vatapá, feijão fradinho, arroz, peixe ou xinxim de frango, acompanhados de suco e chocolate.

Gabriely Vitória de Santos, de 22 anos, elogiou a refeição e o atendimento dos funcionários. “A gente estava mesmo precisando desse restaurante aqui. Para mim foi ótimo A comida é de qualidade. Tem momentos que a gente passa por dificuldades, que a gente está sem nada para comer dentro de casa, e precisa desse suporte. Contar com a atenção e o bom atendimento dos funcionários está sendo uma maravilha”, relatou.

O secretário da Sempre, Júnior Magalhães, considerou como positivo o funcionamento das unidades. “Ver os Restaurantes Populares do município cheios nos faz ter a certeza de que decisão de manter o funcionamento hoje foi acertada. Estamos garantindo a tradição da Semana Santa, servindo comida baiana, respeitando a cultura da nossa cidade e a segurança alimentar dessas famílias atendidas, com uma refeição equilibrada nutricionalmente e feita com toda a higiene necessária para essa população que está em situação de vulnerabilidade socionutricional”, disse.

Os Restaurantes Populares são espaços concebidos para garantir a segurança alimentar e nutricional de uma parcela da população em situação de vulnerabilidade social, decorrente da pobreza e/ou exclusão, fornecendo alimentação equilibrada, de qualidade e preço acessível, capacitação profissional e geração de renda. A intenção é promover a autossustentabilidade e o resgate da cidadania dos usuários do serviço, além da promoção da educação alimentar e nutricional.

 

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Salvador registrou a criação de mais 4.741 empregos formais no mês de fevereiro, chegando a um acumulado de 10.751 novas vagas criadas desde o início do ano. Com isso, a capital baiana é a cidade que mais gerou postos de trabalho com carteira assinada nas regiões Norte e Nordeste no primeiro bimestre de 2024 e a terceira do Brasil nesse quesito.

Os dados são do Novo Caged (Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego na quarta-feira (27). O setor de serviços liderou a criação de empregos, com 10.038 postos formais, seguido da construção, com 1.886. 

No país, a capital baiana ficou atrás apenas de São Paulo (SP) e Curitiba (PR). Salvador, inclusive, gerou mais empregos formais neste primeiro bimestre do ano do que a Bahia, que tem um acumulado até agora de 9.548 vagas criadas. 

O desempenho de Salvador em fevereiro de 2024 é inclusive melhor do que o registrado pela capital baiana no mesmo mês do ano passado, quando criou 2.069 empregos. Ou seja: o aumento em fevereiro de 2024 comparado ao mesmo período do ano passado é de quase 130%. 

A secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda, Mila Paes, afirmou que o resultado positivo da capital baiana é fruto das diversas políticas de atração de investimentos e capacitação da mão de obra. Ela citou iniciativas como o programa Invista Salvador, os cursos ofertados pelo programa Treinar para Empregar e ações voltadas para o setor de tecnologia, como o Salvador Tech. 

“O que estamos vendo é o resultado de uma série de políticas públicas voltadas para a geração de emprego em Salvador. Estas políticas vão desde a atração de novos negócios, passando pelas ações de treinamento e capacitação, até mesmo os robustos investimentos feitos pela Prefeitura na cidade, melhorando a infraestrutura e os serviços públicos essenciais”, salientou. 

Ela também destacou as iniciativas de desburocratização e de incentivos para a atração de negócios. “Salvador hoje está entre as três capitais com o melhor desempenho no Ranking Nacional de Dispensa de Alvarás e Licenças, com 767 atividades consideradas de ‘baixo risco A’. Além disso, o tempo médio de abertura de empresas em Salvador caiu de 6h para 4h. Vale citar ainda que nesta semana a Prefeitura regulamentou um programa para atrair empresas de logística através de novos incentivos fiscais. O resultado do Caged mostra que estamos no caminho certo”, frisou.

 

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Quatorze atletas de cinco modalidades – handebol, bodyboard, jiu-jitsu, caratê e judô – já estão sendo beneficiados pelo programa Ajuda de Custo, desenvolvido pela Prefeitura de Salvador por meio da Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esporte e Lazer (Sempre). A assinatura do termo foi realizada na sede do órgão, no Comércio.

O benefício criado pela gestão municipal é destinado a cobrir as despesas de atletas amadores e profissionais que representam o município de Salvador em competições de alcance nacional e até internacional. Os contemplados participarão de disputas, no mês de abril, em cidades do interior da Bahia e dos estados do Ceará, Rio de Janeiro e São Paulo, além de países como o Chile.

O titular da Sempre, Junior Magalhães, ressaltou que foi importante conhecer cada atleta, de saber a história deles e de entender como ficaram sabendo do benefício, para perceber o alcance do programa. “Só este ano, 54 atletas e paratletas de diversas modalidades receberam a Ajuda de Custo, para representar Salvador em competições nacionais e internacionais. E em suas viagens carregam seus sonhos, os de suas famílias, amigos e outros atletas”, destacou.

O gestor da pasta enfatiza também que a solicitação do benefício é realizada da forma mais democrática possível. “Todas as orientações estão disponíveis no site www.sempre.salvador.ba.gov.br, e podem participar atletas e paratletas dos quatro cantos da cidade, de várias modalidades e de diversas classes sociais. Atentamos para os prazos e formas de prestar contas, e para isso, temos uma equipe dedicada para fazer essa orientação”, ressaltou Junior Magalhães.

Tânia Oliveira, mãe do carateca Lucas Oliveira, aprovou o programa. “Venho parabenizar a Prefeitura de Salvador pelo retorno que estão nos dando. Quando temos dúvidas, somos muito bem atendidos tanto pelo WhatsApp, como por telefone, a respeito de Ajuda de Custo. O programa veio agregar, nos ajudar como família e ao atleta também, porque quanto mais competições ele participar, melhor ele fica ranqueado e assim também divulga a nossa cidade, com muita honra e muito orgulho”, declarou.

Solicitação – Para solicitar o Ajuda de Custo, os atletas interessados devem realizar inscrição exclusivamente através do site www.salvadordigital.salvador.ba.gov.br, com antecedência mínima de 60 dias corridos em relação à data da competição objeto do benefício.

Texto: Ascom/Sempre PMS

 

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Após duas semanas de fiscalização especial, a Diretoria de Ações de Proteção e Defesa do Consumidor (Codecon) concluiu mais uma Operação Semana Santa. Este ano, foram vistoriados 162 estabelecimentos, dos quais 11 foram notificados por irregularidades, como ausência de etiqueta de validade e falta de higiene. Esse número representa um aumento em comparação ao ano anterior, quando apenas uma notificação foi emitida.

Durante a operação, os agentes de fiscalização percorreram diversos bairros de Salvador, observando atentamente o cumprimento das normas do Código de Defesa do Consumidor (CDC). A iniciativa, que visa garantir a segurança e a transparência nas relações de consumo durante esse período de grande movimento no comércio, combinou esforços de inspeção e uma abrangente pesquisa de preços em toda a cidade.

Os preços foram verificados em feiras e supermercados, abrangendo uma variedade de itens essenciais para a celebração da Semana Santa, como peixe, camarão seco, leite de coco, quiabo e azeite de dendê. As pesquisas indicam que a feira de São Joaquim oferece o melhor valor para a maioria dos ingredientes da ceia. Os detalhes completos da pesquisa de preço, incluindo as variações encontradas e as melhores opções para os consumidores, estão disponíveis no Instagram do órgão (@codecon_salvador).

“Realizamos essa operação anualmente, buscando constantemente melhorar para atender todas as solicitações dos cidadãos. Além de visitarmos os locais selecionados por amostragem, também respondemos às denúncias relacionadas às ofertas deste período e conduzimos uma pesquisa de preços para auxiliar os consumidores que deixam suas compras para última hora”, ressaltou o diretor-geral da Codecon, Zilton Netto.

Para denunciar práticas abusivas nas relações de consumo ou obter mais orientações, os consumidores podem utilizar os canais oficiais de comunicação da Codecon, como o aplicativo Codecon Mobile, o aplicativo Fala Salvador, o site oficial do órgão (www.codecon.salvador.ba.gov.br), o portal Salvador Digital (www.salvadordigital.salvador.ba.gov.br) ou o número telefônico 156.

 

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Na tarde desta quarta-feira (27), representantes da Comissão de Acompanhamento de Obras (CAO) do projeto Novo Mané Dendê estiveram reunidos na Associação Criança e Família, no bairro de Rio Sena, para a primeira reunião do ano com a equipe técnica e social do projeto. O objetivo do encontro foi demonstrar o avanço das obras em diversas frentes, como o sistema de esgotamento sanitário, equipamentos públicos, requalificação das vias e preservação dos espaços públicos e de lazer.

Além disso, os engenheiros presentes conscientizaram os membros da CAO sobre a utilização do caminho seguro projetado para a segurança dos moradores no entorno das intervenções. “Esperamos que a comissão multiplique tudo que foi discutido, pois o caminho seguro é a passagem pensada para as pessoas que precisam transitar nas áreas de obra. Nos trechos onde não há a possibilidade de implantar o caminho, utilizamos o sinaleiro, que orienta e controla a passagem de pedestres e veículos”, explicou a engenheira de segurança do projeto, Lucinelma Oliveira.

CAO – É uma comissão formada pelos moradores dos bairros beneficiados e por técnicos do projeto. Os representantes são ouvidos pelas equipes técnicas e sociais e, também, acompanham e participam das tomadas de decisões. Até o momento, o projeto já formou cinco comissões de diversas localidades.

Cabeleireira e moradora do Alto da Terezinha, Adalgisa Santana, 58 anos, é membro da CAO e faz questão de estar em todas as ações. “Participar da comissão é muito importante, pois ela me orienta e tira todas as dúvidas sobre o que está acontecendo. Posso também informar aos meus vizinhos sobre tudo o que se passa no projeto”, declarou.

A CAO também tem a responsabilidade de compartilhar as informações das intervenções com a comunidade. Além disso, estes representantes devem fazer o acompanhamento após a conclusão das obras, como a manutenção dos espaços e equipamentos públicos beneficiados pelo projeto.

 Foto e texto: Ascom/Seinfra PMS

 

 

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Para fortalecer as ações da mobilização Salvador Contra a Dengue, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), já realizou a abertura de 12 imóveis fechados e/ou abandonados da capital baiana, localizadas na Praia do Flamengo, Caminho das Árvores, Canela e Vitória. A atividade acontece após os agentes de endemias realizarem três tentativas de localização de alguns dos proprietários para abertura voluntária e posterior inspeção do local para eliminar possíveis focos e criadouros do mosquito Aedes aegypti, causador da dengue, zika e chikungunya.

Desses imóveis, seis necessitaram da ação do chaveiro para a realização dos trabalhados de inspeção salvaguardados pela lei federal 3.169/2023, enquanto outros seis foram abertos voluntariamente pelos proprietários. Na manhã desta quarta-feira (27), por exemplo, as atividades ocorreram no Corredor da Vitória e no Canela, sendo acompanhadas de perto pela vice-prefeita e titular da SMS, Ana Paula Matos, que explicou como acontece a ação na prática.

“São imóveis que representam riscos de foco de dengue e, consequentemente, riscos à população. Neste caso do Corredor da Vitória, por exemplo, por ser um imóvel abandonado desde 2015, acionamos a Defesa Civil e Sedur (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano) para uma primeira avaliação de segurança, permitindo a entrada dos agentes de campo. Após a abertura, normalmente, a Guarda Civil entra primeiro para vistoria da área e, em seguida, o trabalho de combate às arboviroses com remoção mecânica de possíveis focos, aplicação de larvicida e inseticida. Finalizada toda a atividade, o imóvel é devidamente lacrado novamente”, detalhou.

A gestora reiterou ainda que o melhor caminho é sempre o da prevenção, com mobilização e sensibilização voluntária de cada cidadão. Durante a ação de hoje, uma moradora avisou sobre outro imóvel fechado nas imediações, e as equipes vão avaliar a situação e planejar ações.  

“É preciso também que cada cidadão se conscientize sobre a importância de cuidar do seu imóvel, do seu quintal. Nós só fazemos esta operação quando não conseguimos sensibilizar os proprietários; então, nossa ideia é que as pessoas possam pedir e contar com nosso apoio. Mas, de fato, coloquem também em prática ações simples que evitar água parada”, completou Ana Paula.

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Distantes quase 6 quilômetros, a Barroquinha e o Engenho Velho da Federação guardam uma antiga conexão, desconhecida até por muitos moradores de Salvador, ligada à história das religiões de matriz africana na capital da Bahia. A Igreja da Barroquinha, do século XVIII, abrigou duas irmandades negras que mantinham, no entorno do templo religioso, cultos de religiões afro-diaspóricas, o que deu origem ao candomblé da Barroquinha. Anos depois, ao fugirem da perseguição religiosa no local, os negros se dirigiram à região do Engenho Velho da Federação e, com isso, surgiu uma comunidade repleta de terreiros de candomblé.

Localizada em uma depressão no centro de três colinas e formada em sua maior parte por terras devolutas, a Barroquinha foi aos poucos se tornando um bairro negro, desde o final do século XVIII. Boa parte da região era tomada por um brejo. Conforme a tradição oral, a irmandade negra Senhor Bom Jesus dos Martírios abrigou o surgimento do candomblé da Barroquinha. Dessa forma, a região próxima à Igreja de Nossa Senhora do Rosário da Barroquinha tornou-se um território povoado por negros e negras, escravizados ou livres, que cultuavam orixás, inquices e voduns.

Mesmo próxima das instituições centrais, políticas, militares e eclesiásticas do Estado colonial, a Barroquinha se constituiu em um reduto jeje-nagô-iorubá, atraindo tanto grupos de resistência contra o governo colonial através da luta armada, quanto outros núcleos que buscavam uma política de integração social. Todos esses grupos usavam como fachada política, ou frente oficial, a irmandade do Senhor Bom Jesus dos Martírios. De acordo com os estudos, os cultos de matriz africana na Barroquinha também foram articulados sob a Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, outra entidade com sede na Igreja da Barroquinha na época, o que reforça as antigas tradições do sincretismo baiano.

Em 1807, começou no Centro de Salvador uma violenta política de repressão e perseguição, com as casas de cultos africanos tornando-se alvos muito visados pela polícia. Como a Barroquinha estava próxima ao aparato estatal, a situação era ainda pior para quem vivia nessa região. Também a partir de 1807, como reflexo do clima de tensão, tem início uma série de rebeliões e levantes de escravos, que se estende até 1835, ano da Revolta dos Malês. A partir de então, se intensifica uma espécie de “diáspora soteropolitana”, com muitos negros se refugiando em regiões mais distantes da cidade à época, como aquela que viria a se tornar o bairro do Engenho Velho da Federação e seus arredores.

É no Engenho Velho, inclusive, que fica o Terreiro da Casa Branca - o Ilê Axé Iyá Nassô Oká - considerado por muitos o mais antigo do país, com sua fundação estimada por volta de 1830. O terreiro teria, inclusive, surgido ainda em um terreno atrás da Igreja da Barroquinha, mais precisamente na Ladeira do Berquó. Muitas filhas-de-santo da Casa Branca do Engenho Velho pertenceram à irmandade católica de Nossa Senhora da Boa Morte. Em Cachoeira, onde sobrevive a irmandade, as devotas que nela se congregam são senhoras iniciadas no candomblé.

A Casa Branca foi o primeiro templo não católico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Histórico do Brasil, em 1986, após dois anos de processo. Apelidada “a Mãe de Todas as Casas”, a Casa Branca do Engenho Velho deu origem, de acordo com os estudiosos, ao Gantois e ao Axé Opô Afonjá, além de muitos outros terreiros fora da Bahia.

Considerado um monumento vivo e um legado no Brasil da grande civilização iorubana, o Terreiro da Casa Branca do Engenho Velho tem muitos grupos étnicos na sua fundação, conforme reconhecem integrantes do templo religioso. Entre aqueles que participaram do surgimento do terreiro, estão, além dos oyós e do povo de Ketu, principalmente membros das etnias tapá, egbá, efan e ijexá, o que explica o culto aí prestado a divindades
originárias das regiões habitada por esses povos

Além da Casa Branca, o bairro Engenho Velho da Federação e seus arredores são endereço de muitos outros templos religiosos, entre eles o Odé Mirim, Bogum, Gantois e Oxumarê, por exemplo. Lar de terreiros de diversas tradições de matrizes africanas (como iorubá, bantu, jeje, ketu, angola, entre outras), a localidade é, portanto, um relevante espaço de resistência e de convergência da população negra soteropolitana.

Exposição propõe diálogos do patrimônio

A relação entre a Barroquinha e o Engenho Velho da Federação é uma das 24 relações entre passado e presente apresentadas no segundo andar da Casa das Histórias de Salvador (CHS), em uma exposição que estabelece conexões entre lugares do Centro Histórico e outras regiões da cidade. Em uma grande maquete do Centro Histórico expandido, estão destacados esses pontos.

Nas paredes da exposição “Diálogos do Patrimônio”, tais pontos são relacionados a outros locais ou aspectos da cultura soteropolitana. A exposição “tem diversos méritos, entre eles estabelecer conexões que ajudam a entender a capital baiana e também estender o conceito de patrimônio, tão caro a cidades como Salvador.  

Para isso, a exposição vai buscar diálogos de todos os tipos. Seja, por exemplo, entre uma região do Centro Histórico e um bairro da cidade, como é o caso da ligação entre a Barroquinha e o Engenho Velho da Federação tendo como viés o desenvolvimento do candomblé. Em outros casos, é explorada a conexão de um lugar com um costume - a Fonte Nova, estádio localizado nas proximidades do Dique do Tororó, é relacionada aos tradicionais “babas”, comuns em qualquer bairro periférico de Salvador.

“Decidimos ampliar a ideia de patrimônio, não só daquilo que é tombado e também de território. Fomos então além do espaço físico, com argumentos de diálogo. Desenvolvemos vários tipos de argumentos possíveis: culturais, históricos, geográficos”, explica Daniel Rebouças, doutor em História pela Universidade Federal da Bahia (Ufba). Ele foi um dos responsáveis pela pesquisa para a Casa das Histórias, o mais novo espaço cultural da cidade, inaugurado em janeiro deste ano.

“Essa conexão da Barroquinha com o Engenho Velho já estava colocada desde o começo da pesquisa, então era uma temática que precisávamos tratar na Casa”, acrescenta Rebouças. “Decidimos criar diálogos dos patrimônios com outros territórios da municipalidade, para que as pessoas também possam ter acesso a outros pontos relevantes para a dinâmica da cidade. Muitas vezes, a gente propôs um diálogo entre um patrimônio tombado, por exemplo, e outro com grande relevância”, reforça Ana Helena Curtis, curadora da Casa das Histórias.

“A ideia da exposição era abordar essa dimensão, de espaços que você às vezes não sabe que são conectados. A Igreja da Barroquinha abrigou grupos relacionados a terreiros, como o Casa Branca, do Engenho Velho; que é um bairro pequeno territorialmente, mas tem um número considerável de terreiros, proporcionalmente”, destaca Cleidiana Ramos, jornalista com doutorado em antropologia que atuou na consultoria para o desenvolvimento dos “Diálogos do Patrimônio”.

    
Reportagem: Rodrigo Aguiar / Secom PMS

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A Prefeitura de Salvador criou mais uma iniciativa para promover a valorização e o empoderamento do público feminino da cidade. Nesta quarta-feira (27), durante realização do primeiro Encontro Mulheres Líderes da PMS, no Hotel Fiesta (Itaigara), o prefeito Bruno Reis assinou um decreto que institui o programa de promoção à equidade de gênero nos espaços de trabalho da gestão.

A iniciativa prevê a execução de ações que contribuam para o fortalecimento da autonomia de mulheres que trabalham nas secretarias e órgãos municipais. Uma das medidas é a elaboração, em até 90 dias, de um relatório com detalhamento da participação feminina em atividades internas e na prestação de serviços externos para registro e planejamento de ações afirmativas. O programa será coordenado pela Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ) e também contará com apoios das secretarias de Gestão (Semge) e de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (Semdec).

Bruno Reis destacou que essa é mais uma estratégia para dar mais visibilidade à atuação e presença das mulheres nos ambientes de trabalho, ressaltando o protagonismo delas para o sucesso da gestão soteropolitana.

"Quando a gente compara com outras prefeituras do Brasil, não há nenhuma que tenha um percentual de mulheres maior do que o nosso. Aqui, as mulheres assumem posições de liderança e de destaque, decidindo políticas públicas que estão transformando a vida das pessoas. Este foi um compromisso meu desde o primeiro dia do nosso governo, na formação da nossa equipe”, disse.

A titular da SPMJ, Fernanda Lordêlo, explicou que o novo programa trará avanços nas políticas públicas do município e listou outras iniciativas já em curso, como o Selo Pacto pela Mulher - reconhecimento dedicado a empresas, associações civis e entidades públicas comprometidas na busca por igualdade de direitos.

“Vamos começar com ações articuladas e supervisionando atividades para que mais mulheres sejam contratadas, para que os nossos espaços estejam sempre e cada vez mais tomados, porque entendemos que uma política pública efetiva para a mulher precisa dar a elas garantia de emprego e renda”, afirmou.

Encontro – Realizado pela Semge, o Encontro Mulheres Líderes da PMS reuniu dirigentes, ocupantes de cargos em comissão e funções de confiança de secretarias e órgãos municipais, proporcionando momento de confraternização e qualificação profissional.

Para o secretário de Gestão, Rodrigo Alves, o encontro foi idealizado, sobretudo, como forma de reconhecimento. “A gente não conseguiria realizar todas as entregas que a gente faz pela cidade se não fosse o papel preponderante das mulheres nessa gestão. Então, a ideia foi reconhecer e tornar isso público, fazendo também com que elas se reconheçam nesse espaço de liderança”, pontuou.

Ao participar da mesa de abertura, a vice-prefeita Ana Paula Matos falou da importância da liderança feminina na administração pública: “Ser mulher líder é servir, amar, acolher e cuidar. Estamos ocupando diversos papéis numa gestão que tem mudado a realidade de milhares de famílias da nossa cidade”, revelou.

O evento também foi marcado por apresentações musicais e palestras educativas com a pedagoga especializada em comportamento humano dentro de organizações, Érika Linhares, e da CEO da ESG tech Nossa Praia, Dilma Campos.

Reportagem: Thiago Souza/Secom PMS

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