A programação do Janeiro Branco, promovida pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), tem como objetivo promover o cuidado com a saúde mental de forma integrada à comunidade. Na quarta-feira (15), cerca de 30 pacientes do Centro de Atenção Psicossocial Infância e Adolescência (Caps IA) Areal participaram de uma visita à Caixa Cultural, onde puderam conferir a exposição "Axé: a força sonora e visual de um movimento".
A atividade foi mais uma ação extramuros, que é realizada duas a três vezes por mês pela instituição. "Essas atividades são uma oportunidade para os usuários se integrarem à comunidade e vivenciarem experiências que ajudam no cuidado da saúde mental", explicou a psicóloga do Caps IA Areal, Gabriela Wublewski, que atende os bairros da Feira de São Joaquim, Calçada, Ribeira, Bonfim, Monte Serrat, Caminho de Areia, Lobato, Uruguai e outros que fazem parte da Península Itapagipana.
Eunice Santos, mãe da pequena Sofia, de 6 anos, que frequenta o Caps IA Areal, relatou os benefícios dessa abordagem. "Essas saídas contribuem muito para o desenvolvimento dela. Ela entra em contato com novas pessoas e situações, o que amplia sua percepção do mundo", afirmou.
Gilvânia Rafaela, mãe de João Vicente, de 10 anos, comentou sobre a relevância das saídas para que as crianças aprendam mais e se conectem com o mundo além das consultas terapêuticas. "Esses passeios são muito bons. Eles ajudam as crianças a aprender de uma maneira mais divertida, sem se limitar ao consultório", disse.
Programação – A programação do Janeiro Branco segue com uma série de eventos voltados para promoção da saúde mental e integração social dos usuários. Confira algumas das atividades programadas até o final do mês:
Caps IA Luis Meira Lessa (Rua Mangaloeira, 32, Jardim Jaguaribe - Piatã)
16/1 - Oficina sobre saúde mental da população negra.
20/1 - Sala de espera: Desmistificando o que é saúde mental.
23/1 - Oficina de autocuidado com as mães.
Caps II Liberdade (Rua Jardim Vera Cruz, Quadra 1, Lote 6, 197 – IAPI)
20/1 - Grupo Saúde em Foco: Discussões em mini equipes com pequenas apresentações.
23/1 - Grupo Partilhando Saberes: Sala de espera sobre a temática.
27/1 - Mural sobre o que foi discutido no dia 20, além de uma prática de relaxamento.
29/1 - Oficina "Colorindo": Pintura de telas sobre o tema.
Caps II Águas Claras
22/1 - Roda de conversa na UBS Nelson Piauhy Dourado.
27/1 - Roda de conversa na USF Palestina.
30/1 - Roda de conversa na USF Cajazeiras V.
Caps IA Areal (Rua Arauá – Ribeira)
22/1 - Roda de conversa sobre capoeira de Angola com Flora.
30/1 - Atividade integrativa extracaps com familiares sobre o tema "Cuidar da saúde mental é de janeiro a janeiro".
CSM Rubim de Pinho (Rua Augusto de Mendonça, 2 – Bonfim)
23 e 31/1 - Roda de conversa sobre saúde com psicóloga.
Caps Adilson Sampaio (Rua do Céu, 77 – Caminho de Areia)
23/1 - Encontro de família: Roda de conversa sobre o autocuidado com atividades de relaxamento para familiares.
24/1 - Lavagem do Caps: Atividade externa integrativa entre profissionais, familiares e usuários.
Caps II Dr. Antônio Roberto Pellegrino (Rua Arquimedes Gonçalves, 226 – Nazaré)
28/1 - Roda de conversa no Abrigo
CSM Aristides Novis (Avenida Laurindo Régis, 1 - Engenho Velho de Brotas)
31/01 - Saúde Mental de Janeiro a Janeiro: "Quem canta seus males espanta" - Roda de conversa musical em sintonia com a vida. Público-alvo: usuários e familiares.
A emoção tomou conta de soteropolitanos e turistas que acompanharam a chegada da procissão em homenagem ao Senhor do Bonfim, na tarde desta quinta-feira (16). A imagem peregrina, feita em fibra de vidro, chegou à Colina Sagrada por volta do meio-dia sob muitos aplausos, sorrisos e lágrimas, enquanto o Hino ao Senhor do Bonfim da Bahia era entoado nos arredores da Basílica Santuário Senhor do Bonfim.
Junto com a imagem, chegaram também as baianas, com suas quartinhas, para fazer a tradicional lavagem do adro da igreja. As quartinhas são compostas de ervas aromáticas, a exemplo do patchouli, manjericão e o macassá, tudo devidamente macerado e colocado na água, formando, assim, a água de cheiro.
Mãe Nicinha, de 73 anos, saiu às 2h de Santa Bárbara para participar pelo 36º ano da celebração. “Essa água de flor é para purificar o corpo e a alma. Eu acordo cedo, pego as folhas, faço o amaci e venho para cá. Todos os anos eu agradeço e peço que o Senhor do Bonfim nos dê muita paz e muita vida para todos nós”.
Gildete Brasil, de 69, moradora do Caminho de Areia faz questão de comparecer há mais de 40 anos vestida de baiana. “É muito lindo. E eu venho em sinal de agradecimento, porque tudo que eu pedi ao Senhor do Bonfim eu tive. Eu aproveito para pedir paz para o Brasil e o mundo. O cortejo da baiana simboliza a fé e a gratidão. É muito lindo ver as pessoas agradecendo. É uma emoção que não dá para explicar, só vivendo para entender a alegria imensa nos corações. Quando a imagem se aproxima, eu sempre me emociono muito, fico toda arrepiada e agradeço muito pela minha vida. O sentimento é de gratidão”.
Percurso de fé - A imagem chegou à Colina Sagrada após uma caminhada de 6,8 quilômetros, com saída a partir da Basílica Santuário Nossa Senhora da Conceição da Praia, no Comércio, por volta das 7h. Muita gente seguiu o trajeto correndo. Foi o caso do atleta e consultor de viagens Alan Nunes, de 42 anos, que há sete participa da Corrida Sagrada.
“Todos os anos fazer esse percurso da fé, que sai da Conceição até o Bonfim, é como se desse um start no ano, não só agradecendo pelas bênçãos que já tive, mas também fazendo os pedidos para o ano que começa. Então, é só alegria, rever amigos, praticar atividade física e confraternizar com a galera, que é muito bom”.
Mensagem - Da janela central da Basílica, o padre Edson Menezes exibiu a imagem do Senhor do Bonfim e proferiu uma mensagem religiosa e de esperança para milhares de pessoas que aguardavam do lado de fora.
“A imagem do Senhor do Bonfim tornou-se expressão da devoção de um povo que cultiva e preserva fé e tradição. Através do seu semblante, com os seus braços abertos, deixa transparecer a misericórdia. Com os seus braços abertos vem guiar nossos passos, depois de tantas tragédias, de tantos desastres, depois de tantos acidentes, depois de tantas mortes e crises. Vem, Senhor do Bonfim, nos proteger e nos guardar de todo o mal. Nesse cenário torna-se necessário renovar a nossa esperança e nos manter firmes com a certeza de que Deus está conosco. O Senhor do Bonfim não nos abandona”.
Devoção - Vestidas de branco, as milhares de pessoas preenchiam o cenário da devoção ao Senhor do Bonfim e a Oxalá na Praça do Bonfim. Muitos vieram de outros estados para acompanhar a festa, que é tida como uma das mais populares do país.
A pedagoga Vênus Fernandes veio de Minas Gerais com o esposo e o filho para passar o Réveillon em Salvador e fez questão de estender mais um pouco a estadia para acompanhar tudo de perto. “Para mim é um momento de muita emoção e de muita gratidão, principalmente porque eu sou muito apaixonada pela Bahia. Eu fui abençoada, casei com um baiano, tenho um filho baiano, então só tenho que agradecer ao Senhor do Bonfim. A chegada da imagem, para mim, é um dos momentos mais emocionantes. Essa é uma festa que, quem puder, tem que vir conhecer”, disse.
Trabalho e simbolismo – A procissão até a Colina Sagrada é marcada pela presença de muitos grupos culturais, além dos minitrios, fanfarras, associações e entidades, que fazem o cortejo pelas ruas e avenidas da Cidade Baixa. Mascarado, Bartolomeu Conceição dos Anjos, 66, conhecido como Mestre Barbudo, representou a folia de Maragogipe e o trabalho de produção de máscaras.
“É muito importante estar aqui trazendo a beleza dos mascarados, das charangas e da folia de Maragogipe. Eu já participo há 35 anos”, contou ele, que é presidente do Conselho Cultural do município do Recôncavo baiano.
No percurso, também houve quem garantisse o sustento da família com a venda de alimentos e bebidas. Alex Oliveira, 40, levou o seu carrinho de mingau e sopa para alimentar quem saiu bem cedo para participar da celebração. No cardápio, mungunzá, mingau de milho verde, de aveia, de carimã, sopa e caldo de aipim. “Eu vendo aqui há uns seis anos. É muita gente, então dá para faturar um dinheirinho. Eu começo às 4h da manhã e daqui a pouco já vou embora. É uma festa massa. Só tenho a agradecer”.
Nas ruas transversais, muitas barracas também venderam feijoada, sarapatel e outras comidas típicas da Bahia. O historiador Murilo Mello conta que a presença das barracas na Lavagem do Bonfim é bem tradicional e já foi alvo de fotos e relatos de pessoas de fora do país e de escritores, como Jorge Amado.
“As barracas eram um show à parte. Havia algumas lendárias, que vendiam comidas baianas. Há fotos de Pierre Verger dessas barracas, que eram um patrimônio na década de 1950. Há relatos de uma americana que passou por aqui, dando conta da riqueza do colorido e das comidas e bebidas que vendiam, a exemplo do aluá, bebida tradicional baiana feita com a fermentação de frutas, do coco, principalmente. Outras vendiam sarapatel, entre outros alimentos. Eram barracas muito coloridas e que faziam e ainda fazem parte da riqueza de identidade que tem todo o cortejo e trajeto da festa”.
A Lavagem do Bonfim é reconhecida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como patrimônio imaterial do Brasil desde 2013.
Festa – Com o tema central "Amado Jesus, Senhor do Bonfim, Nossa Esperança, há 280 anos entre nós”, os festejos ao Senhor do Bonfim tiveram início com a novena, na quinta-feira passada (9), na própria Basílica. Neste ano, a celebração está fundamentada na vivência do Jubileu de Esperança – convocado pelo Santo Padre, o Papa Francisco – e o aniversário da chegada da imagem do Senhor do Bonfim, trazida à Bahia em abril de 1745.
A novena e festa em honra ao Senhor do Bonfim, realizada pela irmandade do Bonfim, vai até o próximo domingo (19), quando será celebrada uma missa solene pelo Cardeal Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese de São Salvador da Bahia, Dom Sérgio da Rocha, às 10h30, e realizada a Procissão dos Três Pedidos entre a Igreja de Nossa Senhora dos Mares e a Colina Sagrada. O domingo também será marcado pela queima de fogos e por apresentações musicais no encerramento do evento.
Reportagem: Ana Virgínia Vilalva e Priscila Machado/ Secom PMS
O prefeito Bruno Reis afirmou que a administração municipal já está em diálogo com o governo estadual para definir a ocupação da antiga Fábrica São Brás, em Plataforma. A declaração foi dada à imprensa nesta quinta-feira (16), na Basílica Nossa Senhora da Conceição da Praia, no Comércio, antes do cortejo da Lavagem do Bonfim, em direção à Colina Sagrada.
O chefe do Executivo municipal disse ter tomado conhecimento do projeto estadual após ter realizado a desapropriação da área, e que as equipes da Prefeitura já estão conversando com o governo para verificar se é possível compatibilizar as duas propostas.
“Temos um projeto para implantação da Salvador Estúdios, para ser um local na cidade onde se possam gravar séries, novelas, filmes e minisséries, além de formar mão de obra na área de audiovisual para gerar emprego e renda para as pessoas de uma das áreas mais pobres da cidade, que são as que moram no Subúrbio. Da minha parte, quero o melhor para a cidade. Não faltam áreas para a gente implantar uma estrutura como essa e, se isso for resultar em melhoria para a cidade, o desejo da Prefeitura é realizar um diálogo e, ao final, se não for possível compatibilizar os projetos, que prevaleça o melhor”, declarou.
Um dos maiores eventos religiosos e culturais do país, a tradicional Lavagem do Bonfim, realizada nesta quinta-feira (16), contou com a participação de milhares de fiéis. O cortejo, que percorre mais de seis quilômetros entre os bairros do Comércio e do Bonfim, em Salvador, é uma celebração que reúne orações católicas, manifestações de religiões de matrizes africanas e elementos do sincretismo religioso. Este ano, a festa marca os 280 anos da chegada da imagem do Senhor do Bonfim até a capital baiana.
Uma das inovações deste ano foi o transporte da imagem de Nosso Senhor do Bonfim, que, pela primeira vez, foi levada até a Basílica Santuário Senhor do Bonfim em uma “caravela” 100% elétrica. O veículo substituiu o tradicional cortejo de carroças e oferece uma alternativa mais sustentável para o evento. A ação foi promovida pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult).
De acordo com a Empresa Salvador Turismo (Saltur), a Lavagem do Bonfim deste ano conta com a participação de 79 entidades culturais, um número recorde, entre blocos afro, grupos percussivos e agremiações carnavalescas. A presença dos tradicionais Afoxé Filhos de Gandhy, Ilê Aiyê, Muzenza, Malê Debalê, além de grupos como Amor e Paixão, Escola de Samba Filhos da Feira e o Rixô Elétrico, trouxe um colorido especial à festa. Também foi destaque a Corrida Sagrada, promovida pela Federação Bahiana de Atletismo, que reuniu mais de 1,5 mil participantes e faz parte do calendário esportivo da cidade.
O presidente da Saltur, Isaac Edington, falou sobre a importância do evento para o turismo e a cultura soteropolitana. “Isso tudo faz parte da estratégia da cidade, unindo turismo esportivo à nossa cultura, arte e religiosidade. Assim, estamos aproveitando a oportunidade para potencializar ainda mais a Lavagem do Bonfim dentro do calendário e da plataforma de eventos da cidade, com a gestão feita junto a todos os nossos companheiros da Prefeitura”, afirmou Edington.
Diversidade - A festa, que não é apenas religiosa, mas também cultural, é um reflexo da diversidade da população baiana. O aposentado José Araújo Filho, de 70 anos, católico apostólico romano, participa da caminhada há 10 anos e desde então se veste como padre para simbolizar a “Corrida Sagrada”.
“Venho aqui emocionado, não por ser fotografado, mas porque a energia do lugar envolve a gente de tal maneira que nos misturamos com várias crenças. Aqui, tudo se mistura, com essa diversidade religiosa. Aqui não é só católico, evangélico ou umbandista, aqui são todos baianos. É, de fato, uma experiência única”, declarou.
O educador físico Cleidson Nascimento também participou da Corrida Sagrada para cumprir uma promessa. “Tive uma tendinopatia calcária e, por meio dessa corrida, venho renovar minha fé. Como sou personal trainer e trabalho com isso, a dor era constante. Até hoje, vivo com fisioterapia. Tive que perder muita massa muscular para afinar e conseguir correr melhor. Então, aqui estou para pagar essa promessa”, explicou Cleidson, que veio de Muritiba, interior da Bahia, apenas para participar do cortejo.
O prefeito Bruno Reis chegou pouco antes das 8h desta quinta-feira (16) à Basílica Nossa Senhora da Conceição da Praia, no Comércio, para acompanhar o início do cortejo da Lavagem do Bonfim. Pela primeira vez acompanhado dos filhos na caminhada, além da vice-prefeita Ana Paula Matos e demais gestores municipais, o chefe do Executivo municipal revelou à imprensa, antes da cerimônia interreligiosa, os desejos para a cidade em 2025.
“Que o Senhor do Bonfim nos abra os caminhos, nos cubra de bênçãos e nos abençoe para que todos nós tenhamos condições este ano de tirar os nossos projetos, os nossos sonhos do papel, e pedir a Ele que a cidade siga se transformando e mostre cada vez mais o nosso orgulho e nosso amor. É uma tradição participar dessa caminhada, mesmo antes de ser um homem público, e é muito bom poder também ter contato com as pessoas nas ruas, sentindo o calor humano e as expectativas sobre o nosso trabalho. Tenho certeza que será uma linda caminhada e quero convidar a todos para participar dessa caminhada até a Colina Sagrada e pedir proteção ao Senhor do Bonfim”, declarou Reis.
Estreias de teatro, música e dança animam mais uma semana da mostra de espetáculos gratuitos promovida pelo Curto Circuito das Artes. A partir desta quarta-feira (15), quem estiver em Salvador poderá incluir na sua programação de verão atrações que conquistam o público de todas as idades, como a peça Do outro lado do Mar, às 19h, no Espaço Cultural da Barroquinha, e a apresentação infantojuvenil Histórias do Mundão, que será realizada no sábado (18), às 16h, e domingo (19), às 11h e 16h, no Sesi Casa Branca. Para quem gosta de se mexer ao som do pagodão baiano, também começa, na sexta (17), às 18h, no Espaço Boca de Brasa Subúrbio 360º, o Circuito de Artes Integradas - Pagodão Pride.
Realizado pela Fundação Gregório de Mattos (FGM), da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), em parceria com a Funarte, do Ministério da Cultura, o Curto Circuito das Artes ocupa e dinamiza dez espaços culturais de Salvador até fevereiro de 2025 com uma programação vibrante e diversificada. O objetivo é movimentar a cena cultural da cidade com espetáculos, exposições e residências artísticas que promovam acesso à cultura. A iniciativa busca envolver e inspirar o público de todas as idades, fortalecendo a conexão com as artes de maneira autêntica.
Identidade e experimentação – Nesta quarta-feira (15), às 19h, ocorre a primeira de três apresentações de Do outro lado do Mar no Espaço Cultural da Barroquinha. Ambientada em uma praia deserta, onde foi instalado um balcão de atendimento da prefeitura para serviços burocráticos, a obra narra uma história de trabalho, solidão, burocracia e identidade a partir de uma funcionária pública prestes a se aposentar, que atende um jovem sem nome ou sobrenome em busca da emissão de um documento que comprove sua existência. As outras encenações acontecem na sexta-feira (17) e no sábado (18), no mesmo horário e local.
Já em Museu do que Somos, que está em na quarta apresentação na programação do Curto Circuito, o diretor e dramaturgo Luiz Antônio Sena Jr. convida o público a experienciar o lugar de curador de uma exposição e construir um museu que exponha não apenas sua memória, mas também os contextos do vivido e as peças do presente. Também nesta quarta-feira (15), às 19h, a obra, que mistura teatro, performance e museologia, apresenta-se pela última vez no Espaço Boca de Brasa Cajazeiras.
Do teatro ao pagode – Na sexta-feira (17) e sábado (18), às 18h, o Circuito de Artes Integradas – Pagodão Pride toma conta do Espaço Boca de Brasa Subúrbio 360, em Coutos, com muita música, dança e bate-papo. A iniciativa busca homenagear e celebrar a rica cultura do pagodão baiano, com um foco especial na perspectiva LGBTQIAPN+ negra e periférica, valorizando a diversidade cultural e promovendo a inclusão, abrindo espaço para artistas de diferentes origens e estilos.
Para os pequenos e toda a família, as apresentações do espetáculo infantojuvenil Histórias do Mundão ocorrem no Sesi Casa Branca, no sábado (18), às 11h, e no domingo, às 11h e 16h. Criado pela Chegança Atelier Cultural, o enredo traz à cena duas irmãs, Tina e Kekeu, cansadas de viver nos limites das paredes de casa. As heroínas, que sempre estiveram protegidas pelos vidros das janelas e das telas, passam a questionar os mundos à sua volta, embarcando em uma aventura pelo universo da leitura, novas histórias e memórias.
Na sexta-feira (17), às 19h, a coreógrafa e intérprete Jaqueline Elesbão retorna com a apresentação de Entrelinhas no Espaço Boca de Brasa Cajazeiras. Direcionado ao público adulto, o espetáculo discute a violência contra a mulher e evidencia como a voz da mulher negra é historicamente silenciada dentro de uma sociedade opressora, machista e de mentalidade escravocrata.
Ainda no Espaço Cultural da Barroquinha, será realizada, no domingo (19), às 16h, a terceira apresentação de Sibí Dúdú - A ponte entre as gerações. O projeto busca celebrar a cultura de matriz africana em Salvador por meio das raízes do samba de roda. Os artistas soteropolitanos que comandam o palco desta vez são o grupo Omo Obá e Geo da Viola.
Os ingressos para as atrações da mostra são distribuídos no local, uma hora antes de cada apresentação na bilheteria do teatro. Mais informações podem ser acessadas no site da FGM, no endereço https://fgm.salvador.ba.gov.br/.
O programa Saúde nos Bairros, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), amplia as localidades de atendimento em Salvador e estará com novas estruturas presentes nos bairros de São Marcos, Engenho Velho da Federação, Arraial do Retiro e Santa Mônica. Os serviços serão oferecidos a partir desta quinta-feira (16), das 7h às 17h.
Nos pontos, estarão disponíveis consultas médicas, exames de imagem, como USG abdômen total, USG mama bilateral, USG tireoide, USG doppler colorido carótidas, USG pélvica (ginecológica), eletrocardiograma (ECG), laboratório (nas localidades a partir do dia 20) ecocardiograma transtorácico e mamografia bilateral, além de preventivo e agendamento para raio-x.
Para realizar o atendimento, é necessário que o cidadão esteja munido com o Cartão SUS, RG e, caso necessário, a guia dos exames pretendidos. Caso não tenha requisição, o paciente passará por consulta clínica no próprio local e realizará os exames.
Confira datas e endereços completos:
Até o dia 17/1:
- Cajazeiras V: Unidade de Saúde da Família Cajazeiras V, na Estrada do Matadouro, s/n, Rótula de Cajazeiras V.
- Mata Escura: Unidade de Saúde da Família Mata Escura, na Avenida Cardeal Brandão Vilela, s/n.
De 16 a 31/1:
- São Marcos: Unidade de Saúde da Família São Marcos, na Travessa Elba Veloso, 40.
- Engenho Velho da Federação: Unidade de Saúde da Família Lealdina Barros, na Rua Sérgio de Carvalho Salvador, 1020-902.
De 20 a 31/1
- Arraial do Retiro: Unidade de Saúde da Família Antônio Ribeiro Neiva, na Rua Soares Filho, 202-270.
- Santa Mônica: Unidade de Saúde da Família Santa Mônica, na Rua Dr. Aristides Oliveira, 3401.
Este ano, a Lavagem do Bonfim, que acontece nesta quinta-feira (16), celebra os 280 anos da chegada da imagem do Senhor do Bonfim a Salvador. O tema central deste ano é “Amado Jesus, Senhor do Bonfim, Nossa Esperança, há 280 anos entre nós”, fundamentado no Jubileu da Esperança – convocado pelo Papa Francisco – e também no aniversário de chegada da imagem, trazida à Bahia em abril de 1745.
Ao todo, 79 entidades foram cadastradas junto à Empresa Salvador Turismo (Saltur) para desfilar ou atuar nesta que é uma das festas religiosas mais populares do país. Dentre elas estão o Rixô Elétrico, Ska Reggae, Malê Debalê, Bloco da Saudade, Muzenza, Orixalá e Amor e Paixão.
As entidades, associações culturais, músicos, fanfarras, bloquinhos carnavalescos e demais agremiações ficarão concentradas na Avenida Contorno até a Praça dos Tupinambás, a partir da 0h desta quinta-feira (16). A saída dos bloquinhos e entidades ocorrerá após o Ato de Fé, que será realizado das 8h às 9h na Basílica Santuário Nossa Senhora da Conceição da Praia, no Comércio.
Entre as entidades que irão desfilar estão os já tradicionais Associação Afoxé Filhos de Gandhy e o bloco Ilê Aiyê; os Blocos Afro Muzenza e Malê Debalê; Bloco Amor e Paixão; a Escola de Samba Filhos da Feira; o grupo percussivo Orixalá, com Gerônimo, e os bloquinhos percussivos Proibido Proibir e Bloco da Saudade. Os grupos seguirão representando a cultura baiana no percurso até a Colina Sagrada.
Programação – Dentro da programação da Lavgem do Bonfim, às 6h30, será dada a largada da Corrida Sagrada, evento realizado pela Federação Bahiana de Atletismo (FBA) e que faz parte do Calendário de Turismo Esportivo de Salvador. Às 7h, a 16ª Caminhada “Lavagem de Corpo e Alma” sairá da Conceição da Praia em direção à Colina Sagrada, com fiéis e membros da Devoção ao Senhor do Bonfim.
Na Basílica da Conceição da Praia haverá um coral, a partir das 8h, com regência do maestro David. Às 9h, o grupo vai entoar o Hino ao Nosso Senhor do Bonfim e uma queima de fogos será realizada na rampa do Mercado Modelo.
No início da tarde, o reitor da Basílica Santuário Senhor do Bonfim, padre Edson Menezes, transmitirá uma mensagem da janela central da igreja, na Colina Sagrada, e concederá a todos uma benção. Com a chegada do cortejo da baiana, se concretizará o ponto alto da celebração, que é a lavagem das escadarias da igreja com água de cheiro.
Para o historiador Murilo Mello, um dos fatores que fez com que a Lavagem do Bonfim se tornasse tão popular foi o fato de ter sido uma festa abraçada pelo povo. “A Lavagem do Bonfim não é uma liturgia tão somente católica, é uma liturgia do entendimento do povo. O povo sempre se manifestou no Bonfim mais fora da igreja do que dentro. O ser humano precisa disso para manter a vida, dessa ruptura com o trabalho, com as obrigações. Talvez por ter sido abraçada pelo povo de santo e pelo povo baiano, a Lavagem do Bonfim tenha permanecido viva e tão popular”, afirma.
Reportagem: Priscila Machado/Secom PMS
Inserida no Calendário de Turismo Esportivo de Salvador, a Corrida Sagrada, evento esportivo que antecede a procissão da Lavagem do Bonfim, vai reunir 1,5 mil atletas locais, nacionais e estrangeiros nesta quinta-feira (16). A largada da corrida de 6,8 km será dada às 6h30 na Basílica da Conceição da Praia, no Comércio, e o ponto de chegada será a Colina Sagrada, ao lado da Basílica Santuário Senhor do Bonfim. A competição tem apoio da Prefeitura de Salvador, através da Empresa Salvador Turismo (Saltur).
Dentre os participantes está a atleta olímpica alagoana radicada na Bahia, Marily dos Santos, que é a atual campeã da Maratona Salvador. Do total de inscritos, 15% são atletas de outros estados, a exemplo de Pernambuco, Maceió, Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, e países como Canadá, Estados Unidos, Espanha, Suécia, Itália e Alemanha. O sucesso desta edição foi tanto que as inscrições foram encerradas há 20 dias.
“É o primeiro ano que a Corrida Sagrada entra no Calendário de Turismo Esportivo da cidade, justamente pelo perfil do evento, que possui caráter esportivo, mas que tem também o caráter cultural e religioso. Por fazer parte da Lavagem do Bonfim, há muitas pessoas vindo de fora do país para participar. Há pessoas vindo da Espanha, Itália, Estados Unidos e Alemanha, possivelmente pela importância da festa, que é uma das festas populares mais conhecidas da Bahia e talvez do mundo, e também para aproveitar e participar da corrida”, conta Douglas Cerqueira, diretor da MP3 Marketing, empresa responsável pela organização do evento.
Esporte e cultura – A psicóloga e escritora Andressa Lopes, de 37 anos, soteropolitana radicada nos Estados Unidos há 26 anos, é uma das inscritas na Corrida Sagrada. Para ela, essa será uma oportunidade de unir o esporte, que é algo que ela gosta muito e pratica diariamente, à cultura da cidade de origem.
“A Corrida Sagrada representa muito mais do que um evento esportivo, ela simboliza a união, a fé e a conexão com a cultura e as tradições locais. É um momento em que as pessoas se reúnem para celebrar não apenas a saúde e o bem-estar, mas também o espírito de comunidade e a força espiritual. É uma corrida que inspira superação, respeito e um profundo senso de pertencimento entre os participantes”, opina.
Recentemente, Andressa lançou um livro nos Estados Unidos sobre mães narcisistas e o processo de cura emocional. A participante considera que momentos como esse da corrida dentro da Lavagem do Bonfim, que ela define como de união e superação, reforçam a importância da conexão de cada pessoa com a sua essência e da busca de força para superar desafios.
“Quero vivenciar a energia única que a Corrida Sagrada proporciona, sentir a força coletiva e me inspirar nas histórias de superação de cada participante. Minhas expectativas são de que esse evento deixe um impacto positivo não só em mim, mas em toda a comunidade envolvida. Estou animada para contribuir, seja com a minha presença ou com o meu trabalho de divulgação, e para fazer parte desse momento”, revela.
Reportagem: Priscila Machado/Secom PMS
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