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Salvador já se prepara para mais um ano da Festa de Iemanjá, que em 2025 ocorrerá num domingo. A tradicional entrega de presentes e homenagens à Rainha do Mar, no bairro do Rio Vermelho, todo dia 2 de fevereiro, é consolidada como a maior celebração religiosa da cultura afro-brasileira na Bahia e reconhecida como patrimônio imaterial da capital baiana pela Fundação Gregório de Mattos (FGM) desde 2020.

Em 2025, a festa completa 103 anos e traz como tema “Renascer com as Águas de Yemanjá”. A Prefeitura de Salvador, por meio da Empresa Salvador Turismo (Saltur), está cuidando da organização da festa, juntamente com a Colônia de Pesca Z1, no Rio Vermelho.

A programação começa no sábado (1º), à meia-noite, com a entrega do presente de Oxum no Dique do Tororó. O presente sairá do Terreiro Olufanjá – Ilê Axé Iyá Olufandê, no bairro do Beiru, às 23h20.

Já no dia 2, ponto alto dos festejos, o presente principal de Iemanjá sairá às 4h30 também do Terreiro Olufanjá – Ilê Axê Iyà Olufandê e tem previsão de chegada às 5h na Colônia de Pesca Z1, momento em que haverá uma alvorada de fogos. O presente principal permanecerá no caramanchão até as 16h, local onde as pessoas também entregam os seus presentes para a organização em grandes balaios e posterior entrega no mar.

“É muito importante para nós, pescadores. Uma festa muito bonita, lindíssima e que preserva uma singularidade, pois ela é incomparável a qualquer outra festa baiana. Antes de ser pescador, eu já participava, desde os 12 anos de idade. Como pescador, eu já participo há 37 anos”, conta Nilo Garrido, 59, presidente da Colônia de Pesca Z1.

Após as 16h, o presente principal será conduzido pelos pescadores para a embarcação e seguirá por mar até o Buraco de Iaiá, buraco em formato de concha situado a 3 milhas náuticas da terra. Das 6h do dia 1º até as 16h do dia 2 de fevereiro, pescadores e colaboradores irão organizar as filas de adeptos e frequentadores para entrada na Casa de Iemanjá e passagem pelo Barracão.

Tradição – Ao longo de todo o dia 2, centenas de pessoas depositam presentes, a exemplo de flores e perfumes, diretamente no mar e também em balaios do barracão, no bairro do Rio Vermelho, em reverência à Rainha do Mar. A tradição partiu de pescadores da capital baiana, em 1923, que resolveram oferecer presentes para a divindade das águas na expectativa de que ela pudesse resolver o problema da escassez de peixes.

Reportagem: Priscila Machado / Secom PMS

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Em homenagem aos 40 anos do Axé Music, a marca do Carnaval de Salvador 2025 foi desenvolvida este ano por Pedrinho da Rocha, um dos ícones da folia baiana, responsável por grandes e importantes marcas de blocos e bandas e pela criação do abadá, em substituição às mortalhas, na década de 1990. Com 48 anos de atuação no Carnaval, Pedrinho também testemunhou o surgimento de grandes artistas do gênero musical.

“Para mim, é simbólico. Eu não acho que estou encerrando a minha carreira, não tenho essa visão, mas, de certa forma, é um coroamento de um trabalho que eu levei 48 anos fazendo. Estamos comemorando 40 anos de Axé e eu conheci essa galera toda. Eu acompanhei o início da carreira de Luiz Caldas. Luiz ensaiou em meu ateliê em 1983. Luiz foi o artista que deu esse start no que as pessoas chamam de Axé. Chiclete já tocava, Gerônimo, Cheiro, Luiz Muritiba. Então, é um coroamento do meu trabalho e eu me sinto muito honrado e agradecido”, contou o designer, ilustrador e publicitário.

A marca e as ilustrações que irão representar a folia este ano em toda a mídia, outdoor, paineis e anúncios contam com cores vivas e marcantes e traços autorais. “O conceito inicial da marca foi esse: ‘movimento e energia’. Eu busquei fazer uma marca que representasse movimento, pois eu acho que tem muito a ver com o Axé Music, e que tivesse uma combinação de cores que passasse essa energia que a música baiana permitiu não só para aqui, mas para o Brasil inteiro”, explicou.

Além da representação do movimento e da energia, Pedrinho também imprimiu características do seu trabalho, através da produção de uma tipologia própria e da composição da arte. “Cada letra tem uma composição monocromática. O “a” da palavra axé, por exemplo, tem três tons de vermelho dentro; o “x” tem três tons de verde; o “m” da palavra music tem três tons de lilás. Isso aí dá até uma elegância na tipologia. Ao mesmo tempo que é carnavalesco, aí já é uma coisa mais minha, tem uma elegância, um charme. Cada letra é como se representasse uma fantasia que eu fiz, porque se eu pego a fantasia de um bloco, geralmente eu predomino uma cor só para dar conjunto ao bloco. Cada letra é como uma síntese do que eu fiz esses anos todos”.

O presidente da Empresa Salvador Turismo (Saltur), Isaac Edington, destaca que a marca do Carnaval, este ano, não poderia deixar de ser uma homenagem aos 40 anos de Axé Music e das contribuições do gênero para o Carnaval de Salvador neste período. “A marca tem muito movimento, muita energia, muita cor e representa muito bem a alegria, a descontração e a energia que o Carnaval de Salvador emite para o Brasil e para o mundo”.

A secretária de Comunicação da Prefeitura, Renata Vidal, afirma que a marca do Carnaval tem duas importâncias enormes. “Primeiro que, como toda marca, ela tem que trazer um DNA, contar uma história, dizer o que ela representa. Não é simplesmente uma marca gráfica, ela traz uma identidade e uma representação. Imagine a responsabilidade quando se fala de um Carnaval de Salvador, da importância da concepção dessa marca do ponto de vista representativo”, ressalta.

Ela lembra que a outra importância é que a marca do Carnaval de Salvador traz conceitos criativos que se desdobram em muitas entregas de comunicação da Prefeitura. “Tudo deve ser feito com harmonia, sendo um carnaval colorido, uma marca que está presente e veste toda a cidade, que apoia patrocinadores, que sinaliza, então ela tem realmente uma importância muito grande, ao pensar que ela se desdobra nessa necessidade que o Carnaval traz de comunicar com a população a Prefeitura e os seus serviços”, salienta.

“Filho da Folia” – Com infância nos Barris, Pedrinho da Rocha, de 67 anos, via o Carnaval na rua onde viveu. Havia Carnaval em alguns bairros do Centro em 1960, a exemplo do próprio bairro dos Barris, Nazaré, Garcia e 2 de Julho. Os trios se encontravam na Avenida Sete de Setembro, que virava um grande palco.

“Quando eu tinha 13, 14 anos, fizemos fantasia com sacos de linhagem e saímos com um cordão e uns batuqueiros, com uns dez meninos pela rua. Foi um sábado de Carnaval. Na época havia carros na avenida. Minha mãe fantasiava a gente. E nós brincávamos no meio da Avenida Sete, meninos. Tudo o que eu fiz na minha vida e que faço até hoje tem essa memória. Não que eu queira, é inconsciente”.

Ele define o Axé Music como uma forma de o baiano brincar e curtir o Carnaval. “A ideia é que todo esse mundo que a gente chama de Axé reúne vários ritmos. Dentro do que a gente chama de Axé Music há o ijexá, o samba-reggae, o frevo, o pagode, o galope e o rock, que fez parte por muitos anos do trio elétrico. Há uma ilustração que eu fiz para o Carnaval de Salvador que para mim é a mais sintética de tudo isso aí, que é um trio com um liquidificador em cima, com vários ritmos entrando e saindo em forma de Axé Music. Eu até brinco dizendo que na verdade Axé Music não é um ritmo, é só a forma com que o baiano dança ou brinca”.

Reportagem: Priscila Machado/ Secom PMS

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A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (Semit) e da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), lançou na última quarta-feira (22) um novo painel de dados, o BI da Casa da Mulher Brasileira (CMB).

A ferramenta, desenvolvida pela Diretoria de Transformação Digital da Semit, visa melhorar o acompanhamento de mulheres vítimas de violência, contribuindo para a formulação de políticas públicas mais eficazes e assertivas.

O BI da CMB foi projetado para proporcionar uma visão detalhada dos atendimentos a mulheres em situação de violência em Salvador. Com gráficos variados, que podem ser filtrados e georreferenciados por bairro, a ferramenta permite que gestores municipais analisem dados de forma estratégica.

“Estamos trabalhando para implementar uma gestão mais eficiente e baseada em dados, permitindo uma visão mais clara das necessidades da cidade”, afirmou Samuel Araújo, secretário municipal de Inovação e Tecnologia.

De acordo com Fernanda Lordêlo, secretária da SPMJ, o sistema facilita o acompanhamento de cada mulher desde sua entrada na Casa da Mulher Brasileira. “A ferramenta nos permite rastrear o fluxo de atendimento, a criação de medidas protetivas e até a identificação georreferenciada do local onde ocorreu a violência”, explicou.

A tecnologia também oferece dados sobre a idade, raça, cor e sexo das vítimas, possibilitando a construção de políticas públicas mais precisas e focadas nas necessidades específicas de cada território.

Com um tempo de desenvolvimento de apenas dois meses, além de ser uma grande aliada na luta contra a violência, a nova ferramenta representa um avanço na centralização de dados no município. Isso para aprimorar os processos internos e permitir uma análise mais eficaz na criação de políticas públicas voltadas para as mulheres.

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Com o objetivo de garantir facilidade no acesso à saúde bucal das comunidades quilombolas da Ilha de Maré, a Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), tem utilizado o serviço do consultório móvel odontológico para alcançar as localidades mais remotas.

Os atendimentos são realizados em locais disponibilizados pela comunidade, como escolas ou associação de pescadores, e nos domicílios das famílias assistidas na unidade de saúde da família local. Para alcançar algumas localidades, muitas vezes é necessário a utilização do barco como meio de transporte. Além dos atendimentos, as equipes realizam palestras para orientação sobre as importâncias e técnicas de cuidado com a saúde dentária.

“Conduzir e entregar saúde bucal em um território quilombola, permeado de dificuldades logísticas, comunidades remotas, é gratificante. O combustível sempre será o amor ao próximo, principalmente quando se trata de uma população carente e muitas vezes limitada de acesso pelas mais diversas questões socioeconômicas e geográficas”, declara Igor Oliveira, cirurgião-dentista da USF Ilha de Maré.

Yolanda do Nascimento Soares, 47 anos, moradora do Quilombo Bananeiras, uma das beneficiadas pelo consultório móvel, descreve a importância da iniciativa para os moradores locais. “Foi muito bom trazerem aqui este aparelho para realizar nosso atendimento odontológico. O acolhimento aqui foi muito tranquilo e consegui fazer o mesmo procedimento que faço na unidade de saúde. Me senti muito segura”, garante a paciente.

Sobre - As atividades são realizadas com equipamento de fibra resistente, compressor silencioso embutido, isento de óleo. O consultório móvel é versátil, possui rodinhas e alças retráteis que facilitam o transporte, além de promover ao profissional condições para atendimentos clínicos de média e baixa complexidade.

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Como fase preparatória da Operação Chuva 2025, a Defesa Civil de Salvador (Codesal) inicia nesta segunda-feira (27), na comunidade de Vila Picasso, na Capelinha de São Caetano, o ciclo de simulados de evacuação em áreas de risco da capital baiana.

Portando megafones, equipes da Codesal realizam a mobilização dos moradores para que saiam de suas casas quando a sirene, integrante do Sistema de Alerta e Alarme, for acionada, às 14h30, e se dirijam ao abrigo instalado na Escola Municipal Antônio Carvalho Guedes.

"O simulado de evacuação busca preparar a comunidade para o caso de alerta de chuvas fortes que podem ocasionar deslizamentos de terra, alagamentos e soterramentos. A ação também visa estimular o protagonismo das lideranças comunitárias que devem atuar de forma preventiva para salvar vidas", explica o diretor-geral da Defesa Civil de Salvador, Sosthenes Macêdo.

A subcoordenadora de Ações Comunitárias e Educativas, Fabiana Santana, ressalta que "a colaboração de voluntários que integram o Núcleo de Proteção e Defesa Civil (Nupdec) da comunidade é fundamental pois são eles que vão alertar os moradores a deixarem suas casas e se dirigirem para os pontos de apoio da região em época de instabilidade climática".

Ainda segundo ela, o mapeamento das rotas de fuga nas áreas de risco é feito antecipadamente com base em informações obtidas nas próprias comunidades. "Por esta razão, a participação do grupo é indispensável nas ações preventivas de modo a evitar situações de risco".

Até o dia 4 de fevereiro, serão realizados simulados envolvendo as comunidades da Baixa do Cacau (dia 28), Bom Juá (29), Calabetão (30), Voluntários da Pátria (31), Moscou I e II (3) e Bosque Real (4).

 

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A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria de Sustentabilidade, Resiliência e Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), divulgou a lista das sete Organizações da Sociedade Civil (OSCs) que vão atuar nas estações de recebimento de materiais recicláveis, localizadas em diversos bairros da cidade. A seleção das OSCs publicada no último dia 22 é um passo decisivo para construção de uma Salvador mais sustentável e ambientalmente responsável.

Foram escolhidas a Cooperativa de Catadores Agentes Ecológicos de Canabrava (Caec), Central de Cooperativas Redes Recicláveis Salvador Bahia (Coop – Rede), Cooperativa de Trabalho dos Agentes Autônomos de Reciclagem e Responsabilidade (Copcicla), Cooperativa de Trabalho dos Recicladores da Unidade Ogunjá (Cooperativa Bariri), Cooperativa de Trabalho dos Agentes Ecológicos do Paraguary (Coopeguary), Cooperativa de Reciclagem União Nazaré (Crun) e a Cooperativa de Coleta Seletiva Processamento de Plástico e Proteção Ambiental (Camapet).

O programa tem como objetivo fortalecer a coleta seletiva, a triagem e a destinação adequada de resíduos sólidos, promovendo ações que beneficiem o meio ambiente e incentivem uma mudança cultural em relação à reciclagem. O titular da Secis, Ivan Euler, ressaltou a relevância da parceria entre as OSCs e o poder público municipal. “As organizações que foram selecionadas terão um papel crucial na realização deste projeto, sendo fundamentais não apenas para a coleta e separação dos materiais recicláveis, mas também para fomentar uma transformação cultural em nossa cidade sobre a importância da reciclagem e da correta gestão dos resíduos sólidos”, explica Euler.

Para Elias Bezerra Júnior, presidente da Cooperativa Bariri, que atua no segmento há 20 anos reciclando papel, papelão, vidro, isopor, óleo, plástico e eletrônicos, a parceria com o poder público é fundamental para o desenvolvimento das ações de preservação do meio ambiente. “Hoje o olhar é outro. Nos últimos anos, os governantes têm enxergado nosso trabalho e, mais que isso, têm elaborado projetos que contemplam as cooperativas, a exemplo desse edital. Todo mundo tem benefícios quando o assunto é reciclar”, frisa.

Desde 2015, a população de Salvador conta com o Programa de Coleta Seletiva da cidade. Atualmente, o projeto possui Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), distribuídos em bairros da capital. O material coletado é destinado para cooperativas cadastradas e selecionadas pelo poder público.

Desafios - O secretário explica que a Prefeitura de Salvador tem trabalhado muito para mitigar os prejuízos provocados pelos desafios climáticos, além de desenvolver ações com foco direto na sustentabilidade. “São muitos desafios que só poderão ser superados com o esforço conjunto de todos os setores da sociedade. Com a colaboração mútua, acreditamos que podemos promover mudanças significativas e garantir um ambiente mais saudável e sustentável para as próximas gerações”, destaca o gestor.

De acordo com o gestor, as estações de recebimento de materiais recicláveis estão sendo preparadas para iniciar o trabalho. “Ao apoiar práticas como a coleta seletiva e o descarte adequado de resíduos, estamos investindo diretamente na qualidade de vida da nossa população e na conservação dos nossos recursos naturais. Agora, convidamos as organizações selecionadas para se unirem a nós nesta missão. Juntos podemos fazer a diferença e criar um futuro mais verde e sustentável para Salvador”, finaliza.

Mais informações sobre as OSCs selecionadas e o edital completo estão disponíveis no site oficial da Secis: (https://sustentabilidade.salvador.ba.gov.br/editais-de-credenciamento/).

Reportagem: Camila Vieira / Secom PMS

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A Prefeitura de Salvador está promovendo um atendimento especial para o cadastramento no Cadastro Único (CadÚnico) da população LGBTrans+. O serviço visa facilitar o acesso da comunidade aos diversos benefícios sociais e garantir inclusão e igualdade de oportunidades para este público, promovendo a reparação histórica e a efetivação dos direitos sociais da comunidade.

A ação é coordenada pela Secretaria Municipal da Reparação (Semur) e pela Secretaria de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre). O atendimento está disponível para todas as pessoas LGBTrans+ que ainda não são cadastradas e que desejam acessar os benefícios do CadÚnico. Para isso, basta comparecer das 8h às 15h, na Rua Carlos Gomes, nº 31, no bairro 2 de Julho, sem a necessidade de agendamento prévio.

O coordenador de Diversidade LGBT+ da Prefeitura de Salvador, Marcelo Cerqueira, destacou a importância da iniciativa. "Faço parte do cadastramento e estou muito feliz com o trabalho que vem sendo feito, como é possível ajudar essas pessoas, visando com que o estado consiga auxiliar e dar uma reparação que ajuda a garantir inclusão social", afirmou.

O atendimento ocorre em um momento significativo, próximo ao dia 29 de janeiro, que é celebrado o Dia Nacional da Visibilidade Trans. Marcelo Cerqueira ressaltou a importância dessa data. "Esse momento é de extrema importância, pois o serviço mais utilizado é o de retificação de nome", explicou o coordenador.

A retificação de nome é um direito fundamental para a população trans, permitindo que o nome social de cada pessoa seja reconhecido de acordo com sua identidade de gênero, o que contribui para um ambiente mais inclusivo e respeitoso.

O Cadastro Único é uma ferramenta essencial para o acesso a políticas públicas de assistência social, e o atendimento especializado visa ampliar a inclusão da comunidade LGBTrans+ em diversos serviços oferecidos pela Prefeitura.

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A Prefeitura de Salvador, por meio da Diretoria da Pessoa com Deficiência da Secretaria de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), deu início nesta segunda-feira (27) aos encontros presenciais do curso gratuito de Formação em Audiodescrição. Com carga horária de 40 horas, as aulas acontecem na sede do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Comped), em Nazaré, até o dia 17 de março.

Os encontros acontecem sempre às segundas-feiras, das 9h às 11h30. A diretora da DPCD e presidente do Comped, Daiane Pina, disse que a importância dessa formação é ampliar as condições de acesso das pessoas com deficiência em todos os espaços. "A Prefeitura de Salvador tem um olhar sensível para as pessoas com deficiência e seus direitos", destacou.

"É mais uma turma em audiodescrição que a Prefeitura oferece para a sociedade através da Diretoria da Pessoa Com Deficiência. Quanto mais pessoas tiverem essa formação em audiodescrição, mais pessoas com deficiência serão beneficiadas em vários segmentos: arte, cultura, educação, esporte e mobilidade. Nessa turma, nós vamos capacitar 36 pessoas. É a primeira de 2025, e a gente vai abrir uma próxima turma a partir do mês de julho", completou Daiane Pina.

O psicopedagogo e instrutor do curso, Allan Gandarela, destacou que o curso visa não apenas pessoas cegas e de baixa visão, embora seja o foco principal da descrição. "Eu busco nas aulas ampliar essa percepção, dizendo que não é apenas a pessoa cega e de baixa visão que necessita da audiodescrição. Temos autistas, temos TDAH, temos outras deficiências que precisam de uma provocação de foco. Então a gente busca construir o conhecimento, trazendo a audiodescrição para o dia a dia, desde uma coisa muito pequena até chegar na exposição mais apurada", afirmou.

"Ao todo, serão oito encontros presenciais e 16 virtuais, com certificação. Eu destaco a importância das pessoas aprenderem essa técnica, porque a audiodescrição facilita o nosso dia a dia. Uma frase que eu trago sempre para eles é que, quanto mais descritivos nós somos, melhores somos entendidos", completou o instrutor.

Participante do curso, Adriana Claudino, de 46 anos, é moradora de São Gonçalo do Retiro e possui baixa visão. A massoterapeuta conta que ficou sabendo do curso através das redes sociais, usando o recurso #PraCegoVer. "O curso é importante principalmente para nós, com deficiência, pois dá mais autonomia. Consigo ver algumas coisas de perto, de longe tenho mais dificuldade, então ter alguém lendo para mim é muito melhor. Moro aqui há oito anos, sou da Paraíba, parabéns à Prefeitura por trazer essa acessibilidade para os PCDs”, disse.

A produtora e mediadora cultural Ana Paula Carneiro, de 53 anos, também soube do curso através das redes sociais e contou que já tinha o interesse em aprender audiodescrição. "O desejo de fazer esse curso é tanto pra me capacitar, e a exigência é cada vez maior, há uma necessidade de que a gente dê acesso aos nossos produtos culturais. Eu sinto falta, enquanto produtora, de compreender como funcionam até mesmo para poder selecionar profissionais para fazer esse trabalho. Por outro lado, também sou atriz e contadora de histórias. Então eu tenho vontade de fazer uma contação de histórias totalmente acessível.", contou Ana Paula.

Reportagem: Ana Virgínia Vilalva / Secom PMS

Acesse a galeria de fotos: https://agenciadenoticias.salvador.ba.gov.br/index.php/pt-br/index.php/?option=com_cogelgaleria&view=cogelgaleria&pagina=0&id=12003 . 

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A Prefeitura de Salvador realizou nesta segunda-feira (27) a entrega de mais uma obra de contenção de encostas, desta vez na Rua São José, no bairro de Plataforma, no Subúrbio Ferroviário. Com 1.487 metros quadrados de área em solo grampeado, a intervenção foi inaugurada pelo prefeito Bruno Reis e trouxe mais segurança e qualidade de vida para os moradores da região.

Com um investimento de R$2,2 milhões, a contenção foi construída em concreto projetado, abrangendo ainda sistema de drenagem para reforçar a estrutura. A obra atende a uma demanda antiga da comunidade local, que enfrentava o medo constante de deslizamentos de terra, especialmente durante o período chuvoso. A intervenção não apenas mitiga esses riscos, como também proporciona mais tranquilidade aos moradores.

Em seu discurso, Bruno Reis destacou que a Prefeitura tem entregado ao longo deste verão uma série de contenções de encostas. “Esse trabalho de proteção de áreas de risco acontece ao longo de todos os dias do ano. Desde dezembro, foram seis contenções. Só em 2025, já inaugurei quatro grandes obras como essa. Temos muitas outras ainda em execução e vamos seguir protegendo a nossa cidade, fazendo com que ela seja mais resistente, mais resiliente, para que estejamos mais preparados para as chuvas”, disse.

O prefeito ressaltou que, nos últimos anos, a Prefeitura já protegeu mais de 540 áreas de risco. “O Censo mais recente do IBGE ainda não divulgou esse dado, mas a edição de 2010 apontava que Salvador tinha 1.040 áreas de risco. Só o nosso trabalho protegeu mais da metade delas. Não estamos imunes, porque não há quem resista a muita chuva em pouco tempo, mas com certeza é uma cidade mais resistente, mais preparada para enfrentar as mudanças climáticas”, completou o prefeito.

Francisco Torreão, secretário municipal de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra), lembrou que a Prefeitura ainda entregará outras contenções de encostas nas próximas semanas. “Temos aí mais 26 obras em andamento e outras 44 em elaboração de projeto. Já temos 548 áreas de risco protegidas na nossa cidade, então os números falam por si”, disse.

Estrutura – A técnica utilizada na contenção da Rua São José consiste no reforço do solo por meio de grampos metálicos inseridos diretamente no terreno, proporcionando maior resistência e estabilidade. O concreto projetado aplicado à superfície complementa o sistema, criando uma camada protetora que previne a erosão.

Francisco Torreão detalhou o processo de construção: “Tudo começou com a vistoria do nosso corpo técnico para fazer um diagnóstico do problema. Com isso, avaliamos a inclinação, a proximidade das casas, o tipo de terreno do solo, entre outros fatores, para chegarmos à conclusão de qual técnica utilizar, se seria solo grampeado, cortina atirantada, muro de alvenaria de pedra ou geomanta. Neste caso, são quase 1,5 mil metros quadrados de solo grampeado, uma técnica super segura e consagrada há muitos anos”, contou o secretário.

O pescador João Silva Braga, morador da Rua São José há mais de 20 anos, falou sobre a importância da obra para a comunidade local: “É uma bênção para a gente, um verdadeiro alívio. Antes, toda vez que começava a chover, a gente não conseguia dormir direito, com medo de a terra ceder e acontecer uma tragédia. Agora, com essa contenção, a gente sente que pode viver mais tranquilo e seguro. É algo que esperávamos há muito tempo, e hoje só temos a agradecer” , disse.

Reportagem: Thiago Souza e Vitor Villar / Secom PMS

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