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Texto: Ascom Semop

A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), através da Diretoria de Serviços Públicos (Dsep), realizou uma ação educativa de ordenamento e fiscalização, na manhã desta sexta-feira (9), voltada para ambulantes e barraqueiros que atuam no Porto da Barra. A iniciativa teve como foco orientar os trabalhadores sobre o uso adequado do espaço público, distribuindo panfletos educativos, reforçando o cumprimento das normas municipais e promovendo a organização da orla.

Durante a ação, fiscais da Semop atuaram de forma preventiva e educativa, buscando garantir uma convivência harmônica entre banhistas, comerciantes, permissionários e demais frequentadores da praia. O trabalho de ordenamento contribui para mais segurança, mobilidade e conforto, preservando um dos cartões-postais mais visitados da cidade.

“O nosso objetivo é assegurar que a faixa de areia seja um espaço democrático, não apenas para a atividade comercial, mas para todos que frequentam a praia. O ordenamento é fundamental para que banhistas, trabalhadores e turistas possam usufruir do espaço público de forma organizada, segura e respeitosa”, destaca o secretário de Ordem Pública, Décio Martins.

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Reportagem: Eduardo Santos / Secom PMS

Para garantir o conforto das pessoas durante a tradicional Lavagem do Bonfim, que acontecerá na próxima quinta-feira (15), a Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Manutenção (Seman), realizou uma série de trabalhos preventivos, desde a Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, no Comércio, até a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim.

Foram feitos serviços de tapa-buracos, recuperação de passeio, revisão e recomposição de dispositivos de drenagem, poda de árvores - como as palmeiras imperiais no Largo da Igreja do Bonfim - recuperação de equipamentos e pintura dos espaços públicos, em especial no Caminho da Fé, na Avenida Dendezeiros, entre as Obras Sociais de Irmã Dulce e a Igreja do Bonfim.

Histórico - Em 2020, a Prefeitura inaugurou o Caminho da Fé, um trecho de 1,1 km na Cidade Baixa, ligando o Santuário de Irmã Dulce à Basílica de Nosso Senhor do Bonfim, com totens da Via Sacra e melhorias urbanas como paisagismo, acessibilidade e iluminação, com investimento de R$ 18,2 milhões.

Para a festa deste ano, a Seman realizou na região uma série de ações, com a recuperação do pavimento em granito, substituição das lixeiras e revisão de dispositivos de drenagem.

"Ao longo de todo o caminho por onde passa o cortejo, as equipes da secretaria realizaram serviços intensivos de manutenção de ruas e passeios, promovendo mais segurança, conforto e acessibilidade para a população. Também foram executadas recuperação e pintura de equipamentos urbanos, além da conservação de praças e demais espaços públicos, valorizando o cenário urbano e respeitando a importância histórica, cultural e religiosa do evento", explica o secretário de Manutenção, Lázaro Jezler.

Iluminação - Para garantir a segurança da população, a Diretoria de Serviços de Iluminação Pública de Salvador (Dsip) realizou serviços de manutenção do trecho e entorno das basílicas de Nossa Senhora da Conceição da Praia e Nosso Senhor do Bonfim.

Para a novena, que começou na última quinta (8), foram instalados 10 projetores na praça em frente e no entorno da Igreja do Bonfim. Para reforçar a iluminação da festa, serão instalados ainda 45 projetores na Baixa do Bonfim, Dendezeiros e na Praça dos Dendezeiros.

"Entendemos a importância cultural e religiosa da Festa do Senhor do Bonfim, por isso atuamos para garantir que todo o trecho e o entorno da Colina Sagrada estejam com a luminosidade adequada, assegurando mais conforto e bem-estar para quem participa. Esse cuidado envolve manutenção prévia, reforço das equipes e ajustes específicos para o período da festa", afirma o diretor de Iluminação Pública, Ângelo Magalhães.

Após a Lavagem do Bonfim, acontece ainda a Segunda-Feira Gorda da Ribeira, para a qual serão instalados cerca de 20 projetores na região do Largo da Ribeira e imediações.

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Texto: Ascom Saltur

Com o objetivo de reforçar o planejamento, a segurança e o cumprimento das normas para o desfile oficial da folia soteropolitana, a Empresa Salvador Turismo (Saltur) realizou, nesta quinta-feira (8), uma reunião técnica com representantes dos órgãos responsáveis pela vistoria de trios elétricos e blocos carnavalescos, além de dirigentes de entidades, blocos e produtores.

O encontro reuniu mais de 100 representantes do setor, que tiveram a oportunidade de esclarecer dúvidas e alinhar procedimentos diretamente com os órgãos fiscalizadores envolvidos na organização da maior festa popular do país.

Durante a reunião, foram apresentadas informações detalhadas sobre o funcionamento da Central de Vistoria do Carnaval, localizada no Parque de Exposições, onde os trios elétricos e veículos de apoio passam por inspeção no período de 23 de janeiro a 10 de fevereiro, com atendimento das 8h às 18h. No local, são realizadas análises técnicas e documentais necessárias para a liberação dos veículos que irão desfilar tanto no Furdunço quanto no período da própria festa momesca.

Os representantes dos veículos devem comparecer à Central de Vistoria munidos do documento do veículo, Carteira Nacional de Habilitação (CNH) dos motoristas e certificado do curso do Detran para eventos. Após a conferência da documentação, é entregue uma cartilha orientativa para que o responsável se dirija aos estandes correspondentes aos órgãos envolvidos na vistoria.

Os responsáveis pelos blocos carnavalescos também devem apresentar a ata de fundação do grupo, o CNPJ e os dados pessoais do presidente da entidade.

Durante o processo de vistoria, são avaliados itens de segurança, condições mecânicas e operacionais, equipamentos de prevenção e combate a incêndios, pneus e protetores de rodas, sistemas de freio, documentação do veículo e do condutor, além da estrutura do posto médico. Sanitários e lanchonetes instalados nos trios também precisam atender às normas da Vigilância Sanitária.

Os equipamentos são vistoriados e aprovados de forma integrada pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), Departamento de Polícia Técnica (DPT), Corpo de Bombeiros Militar do Estado da Bahia, Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), além das secretarias municipal e estadual da Fazenda e da Saúde.

Prevenção - Durante a reunião, também foi reforçada a importância do cumprimento da Instrução Técnica nº 46/2024 do Corpo de Bombeiros Militar do Estado da Bahia, que estabelece critérios obrigatórios de segurança e controle de lotação em trios elétricos, pranchões, minitrios, carros de apoio e carros alegóricos que participam do Carnaval de Salvador.

Como parte das ações preventivas para garantir a integridade física de artistas, trabalhadores e demais ocupantes das estruturas móveis, dirigentes de blocos carnavalescos, produtores de artistas e responsáveis técnicos passam a assinar um Termo de Ciência e Responsabilização, no qual declaram estar cientes das normas e se comprometem a cumprir rigorosamente a lotação máxima permitida, conforme os projetos e laudos técnicos previamente aprovados.

A medida visa prevenir acidentes, assegurar a estabilidade estrutural dos equipamentos e fortalecer a cultura de segurança durante os desfiles carnavalescos. O descumprimento das regras pode acarretar sanções administrativas, além de responsabilizações civil e criminal, conforme a legislação vigente.

A liberação dos trios elétricos para desfilar no Carnaval de Salvador depende da aprovação conjunta dos órgãos envolvidos, sendo obrigatória a vistoria técnica, estrutural, de segurança e documental, além do cumprimento das normas operacionais específicas de cada circuito. Para desfilar oficialmente, os blocos carnavalescos devem atender às exigências administrativas, operacionais e de segurança estabelecidas pela Prefeitura de Salvador, por meio da Saltur, e pelo Conselho Municipal do Carnaval (Comcar). O descumprimento das normas pode acarretar advertência, multa, suspensão do desfile ou impedimento de participação em edições futuras da festa.

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Texto: Gilvan Santos e Thiago Souza/ Secom PMS

A Prefeitura de Salvador entregou nesta sexta-feira (9) a urbanização e macrodrenagem do canal da Baixa da Paracaína, no bairro de São Marcos. A intervenção, que recebeu investimento de quase R$7 milhões, solucionou uma demanda histórica da comunidade, que convivia com alagamentos frequentes no período chuvoso e com a precariedade da infraestrutura local.

Os serviços contemplaram cobertura do córrego existente, implantação de pavimentação e passeios, além da criação de áreas de lazer e convivência. Antes das obras, o local apresentava trechos com barro, mato e entulho, além de passagens improvisadas construídas pelos próprios moradores com restos de madeira.

“Nossa cidade é marcada por uma topografia irregular, por baixadas como essa e cercadas de morros e de vales, sempre com algum córrego. Mesmo esta obra não sendo obrigação nem responsabilidade da Prefeitura, pois saneamento de esgotamento é com a Embasa, fomos além das nossas atribuições, porque é isso o que as pessoas querem: as soluções para os problemas”, destacou o prefeito Bruno Reis.

Segundo o gestor municipal, o esgoto que antes corria a céu aberto na Paracaína atravessava toda a região, provocando riscos à saúde. “Era esgoto passando do início ao fim da rua, com ratos, insetos e baratas. Quando chovia, a água entrava nas casas dos moradores. Infelizmente, essa ainda é a realidade de algumas partes da cidade. Por isso, lançamos um programa de urbanização de canais e passamos a resolver demandas históricas como essas”, acrescentou.

O prefeito citou outras intervenções semelhantes que ocorreram apenas entre São Marcos e Pau da Lima, a exemplo das que ocorreram nas ruas Rosalvo Silva, 5 de Agosto e na Baixa Fria. Durante a agenda na Baixa da Paracaína, ele também autorizou cadastro para casas do local serem reformadas pelo programa Morar Melhor.

Impacto – Além da solução de macrodrenagem, a localidade foi beneficiada com quadra para partidas de futebol, espaço para parque infantil e jogos, além da recuperação de aproximadamente 400 metros de escadarias. O titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra), Luiz Carlos de Souza, avaliou o impacto social das intervenções.

“Primeiro, elevou a autoestima das pessoas e valorizou os imóveis, que foram construídos com muito esforço. Depois, houve a questão da saúde, porque viver próximo a esgoto a céu aberto aumenta muito a incidência de doenças”, explicou. Além da infraestrutura, o secretário destacou a importância dos novos equipamentos de lazer.

“Com a urbanização, surgiram espaços com mesinhas e bancos para convivência, quadra esportiva para jovens e adolescentes, que dificilmente se deslocariam para outros bairros. Além disso, as escadarias recuperadas ampliaram a mobilidade e o acesso dos moradores”, concluiu.

Acesse a galeria de fotos: https://comunicacao.salvador.ba.gov.br/entrega-da-requalificacao-e-urbanizacao-do-canal-da-paracaina-em-sao-marcos/ . 

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Texto: Ascom Codecon

A Diretoria de Ações de Proteção e Defesa do Consumidor (Codecon), vinculada à Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), realizou na quinta-feira (8) uma ação de fiscalização no bairro da Ribeira que resultou na apreensão de mais de 2,5 mil unidades de bebidas, entre garrafas e latas de cervejas, impróprias para o consumo.

A operação teve como principal objetivo coibir a comercialização de produtos fora dos padrões exigidos pela legislação, especialmente aqueles com prazo de validade vencido, garantindo a segurança alimentar da população.

Durante a ação, os agentes apreenderam 198 garrafas de cerveja de um litro, 211 packs de cerveja em lata, totalizando 2.228 unidades, assim como 145 garrafas de bebida mista, refrigerantes, água mineral e outros itens. Parte significativa dos produtos apresentava irregularidades, como data de validade vencida, o que representa risco direto à saúde do consumidor.

Todo o material foi apreendido na semana que antecede à Lavagem do Bonfim, período em que há um aumento significativo no comércio informal e na circulação de consumidores na região da Cidade Baixa. A retirada antecipada dessas mercadorias do mercado reforça o trabalho preventivo da Codecon, Semop, Vigilância Sanitária, além de órgãos estaduais, para evitar possíveis danos à saúde pública.

“A fiscalização é fundamental para impedir que produtos vencidos ou em condições inadequadas cheguem ao consumidor. Nosso trabalho é preventivo e busca garantir que eventos de grande porte, como a Lavagem do Bonfim, aconteçam com mais segurança, respeito e responsabilidade com a população”, destacou o diretor da Codecon, Marcelo Carvalho.

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Texto: Ascom Dsip

O furto de cabos e equipamentos da iluminação pública gerou um prejuízo superior a R$ 4,2 milhões aos cofres públicos de Salvador em 2025, o que representa um aumento de 57% em relação a 2024, segundo levantamento da Diretoria de Serviços de Iluminação Pública (Dsip) da Prefeitura.

Ainda de acordo com o órgão, a metragem de cabos subtraídos avançou 26,5% no período, passando de 38.177 metros em 2024 para 48.280 metros em 2025. 

Os trechos mais afetados se concentram em Brotas, principalmente nas regiões das avenidas ACM, Juracy Magalhães, Vasco da Gama e Bonocô; no Tororó, com foco no entorno do Dique do Tororó; e na área de São Cristóvão, incluindo BA-099, Boquira e o Complexo Viário. 

Além do custo financeiro, os furtos provocam instabilidade no fornecimento de iluminação, impactam a mobilidade urbana, comprometem a segurança viária e afetam diretamente a população em bairros com grande circulação de pessoas.

Diante do cenário, a Diretoria de Iluminação tem adotado medidas para dificultar a ação criminosa e mitigar perdas, por meio de obras estruturais antivandalismo, com cabos enterrados em maior profundidade e protegidos por concreto, caixas de passagem concretadas e seladas, substituição do cobre por alumínio, instalação de grades galvanizadas em passarelas, travamentos mecânicos, sistemas antifurto e monitoramento por câmeras em trechos críticos. 

Além disso, operações de fiscalização também foram ampliadas, com destaque para a Operação Metallis, realizada em parceria com a Polícia Militar, Polícia Civil, Guarda Civil Municipal e outros órgãos, com foco na repressão ao furto e à receptação de materiais metálicos em ferros-velhos e depósitos de sucata.

O diretor de Iluminação Pública, Ângelo Magalhães, destaca que os furtos geram perda financeira ao erário e de oportunidades de desenvolvimento para a população. “Cada metro de cabo furtado e cada equipamento que precisamos repor significam dinheiro público sendo gasto para refazer algo que já estava funcionando. Esses mais de quatro milhões de reais poderiam estar aplicados na ampliação de áreas iluminadas, modernização de parques e avenidas e implantação de novos projetos”, afirma.

Ainda segundo o diretor, a população pode ser uma aliada importante no enfrentamento desse problema, sobretudo com denúncias feitas sob anonimato, por meio dos canais oficiais de atendimento - o Disque Salvador 156, o portal Salvador Digital (falasalvador.ba.gov.br) e o WhatsApp de emergência da Dsip: (71) 9946-3923, disponível para situações críticas, como apagões e postes danificados.

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Texto: Ascom Codesal

O administrador Adriano Silveira assumiu, nesta quinta-feira (8), a direção-geral da Defesa Civil de Salvador (Codesal). A solenidade de posse foi realizada no auditório do órgão e contou com a presença do ex-diretor-geral, Sosthenes Macêdo, além de coordenadores e servidores da instituição.

Aos 53 anos, Adriano Silveira é bacharel em Administração e possui experiência tanto na gestão pública quanto na iniciativa privada. No âmbito municipal, atuou como diretor de Operações da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) entre 2017 e 2022, quando esteve à frente de ações estratégicas voltadas à organização e ordenamento urbano.

Durante a cerimônia, o novo diretor-geral destacou o trabalho desenvolvido pela gestão anterior e ressaltou o compromisso de conduzir a Codesal em sintonia com a equipe técnica. “Assumo a missão de dar continuidade a um trabalho reconhecido nacionalmente, fortalecendo as ações de prevenção de riscos e de proteção à vida, que são a essência da Defesa Civil”, afirmou.

Ao se despedir do cargo, após oito anos à frente da Codesal, Sosthenes agradeceu à equipe e destacou o perfil do sucessor. “Adriano é um gestor competente, preparado para enfrentar os desafios da Defesa Civil. Tenho convicção de que o órgão seguirá avançando, apoiado em uma equipe coesa e comprometida com a cidade”, declarou.

Referência nacional em gestão de riscos e desastres, a Defesa Civil de Salvador mantém como missão principal a prevenção, redução de desastres e a preservação de vidas, especialmente diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas e pela dinâmica urbana da capital baiana.

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Texto: Ana Virgínia Vilalva / Secom PMS

Na próxima quinta-feira (15), durante a Lavagem do Bonfim, quem seguir em direção à Colina Sagrada pelo Caminho da Fé — localizado entre as Obras de Irmã Dulce e a Igreja do Bonfim, na Avenida Dendezeiros — vai se deparar com as obras de arte que retratam a história de Santa Dulce dos Pobres e a devoção ao Senhor do Bonfim completamente restauradas. As estruturas que compõem a exposição foram recuperadas após sucessivos atos de vandalismo registrados no ano passado.

As 14 estações, com 28 obras de arte que retratam a história de Santa Dulce dos Pobres e do Senhor do Bonfim, são fixadas com parafusos ocultos e contam com uma camada extra de proteção em vidro. Ainda assim, do total de peças expostas, 22 foram furtadas, o que tornou necessária a reposição dos 28 totens em madeira com chapas de aço inox, criados pelo artista Juarez Paraíso, autor da obra original. A produção do novo material foi viabilizada pela Fundação Gregório de Mattos (FGM).

De acordo com a gerente de Patrimônio da FGM, Roberta Ventura, as obras do Caminho da Fé possuem importância imensurável, tanto do ponto de vista artístico quanto espiritual e cultural, por homenagearem duas figuras profundamente enraizadas na devoção popular e na identidade do povo brasileiro: Santa Dulce dos Pobres, símbolo maior da caridade, da solidariedade e do cuidado com os mais necessitados, e o Senhor do Bonfim, expressão máxima da fé, da esperança e da tradição religiosa que atravessa gerações.

“Essas obras criadas por Juarez Paraíso, um dos mais relevantes artistas visuais da Bahia, dialogam diretamente com a religiosidade, a memória coletiva e a paisagem cultural do nosso território. O Caminho da Fé não é apenas um percurso artístico, mas um espaço de contemplação, reflexão e encontro entre arte, espiritualidade e identidade social”, afirmou Roberta.

A gestora destacou ainda que as obras do Caminho da Fé integram o conjunto de trabalhos de Juarez Paraíso que está em processo de tombamento e já conta com proteção legal provisória desde 2024, a partir da Notificação de Abertura do Processo de Tombamento. “Esse reconhecimento reforça o valor artístico e simbólico das obras, assegurando sua preservação para as futuras gerações. Mesmo com esse reconhecimento, elas vêm sofrendo atos de vandalismo, o que é extremamente grave”, reforçou.

Respeito ao patrimônio — De acordo com o Código Penal Brasileiro (art. 163), depredar ou danificar monumentos e bens públicos, tombados ou não, é crime, com penas que variam entre multa e detenção. O artista responsável pelas obras, Juarez Paraíso, ressaltou que o vandalismo se tornou uma questão de segurança pública, envolvendo educação, respeito à religião do outro e ao patrimônio coletivo.

“A obra de arte merece toda a atenção possível, porque é um investimento econômico e cultural, o que exige responsabilidade de todos. Para nós, autores e produtores, o vandalismo foi um golpe grande. Provoca dor e impotência quando se percebe que não há como resguardar completamente as obras. Hoje, elas estão de volta graças ao interesse e à responsabilidade da FGM, à consciência pública da gestão e ao respeito à Santa Dulce. A Fundação, em um ato de responsabilidade, promoveu a reposição das obras com uma equipe dedicada”, afirmou.

O artista lembrou que o projeto do Caminho da Fé foi desenvolvido durante a pandemia, sendo considerado um ato de esperança em um período marcado pelas incertezas da Covid-19. Além das obras de Paraíso, mais 14 artistas participaram da concepção das obras. São eles: Sônia Rangel, Márcia Magno, Edsoleda Santos, Paulo Rufino, Fernando Pinto, Jota Cunha, Washington Falcão, Leonel Mattos, Ray Vianna, Chico Mazzoni, Murilo, Bel Borba, Guache Marques e Juraci Dória. Márcia Magno e Washington Falcão também atuaram na produção do projeto e na restauração completa do material, no ateliê de de Juarez Paraíso.

Caminho da Fé — Inauguradas em 13 de agosto de 2020, o Caminho da Fé é rota religiosa de 1,1 quilômetro, pensada como trajeto a ser percorrido por fiéis entre o Santuário do Bonfim e o Santuário de Santa Dulce dos Pobres, na Península de Itapagipe. As obras estão instaladas ao longo da via em formato de totens com duas faces. Cada peça pode ser apreciada conforme o sentido do trajeto: um lado é visto por quem segue em direção à Igreja do Bonfim, e o outro por quem caminha em direção ao Hospital de Irmã Dulce.

O primeiro totem está localizado em frente ao Hospital Santo Antônio, nas proximidades da Igreja de Irmã Dulce. A partir desse ponto, as estruturas seguem alinhadas pela calçada no sentido da Igreja do Bonfim, formando um percurso com diversas obras distribuídas ao longo do caminho.

Acesse a galeria de fotos: https://comunicacao.salvador.ba.gov.br/obras-do-caminho-da-fe-sao-restauradas/ . 

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Texto: Eduardo Santos e Priscila Machado / Secom PMS

O programa Mané Dendê, além de promover moradia digna e de qualidade, atua em diferentes frentes para ampliar os benefícios à população, com ações voltadas à geração de emprego e renda, além do fortalecimento da sustentabilidade ambiental. Nesse contexto, a Prefeitura Municipal de Salvador, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Obras Públicas de Salvador (Seinfra), entregou três novos ecopontos e um Centro de Triagem de resíduos à comunidade do Subúrbio Ferroviário. As novas estruturas estão localizadas nos bairros do Alto da Terezinha, Itacaranha e Ilha Amarela.

Os equipamentos permitem o descarte correto do lixo doméstico e dos resíduos da construção civil (RCC), que, quando descartados de forma irregular, causam impactos à população e dificultam a gestão de resíduos no município. Além de receber materiais recicláveis, os ecopontos também funcionam como espaços de educação ambiental, pois contam com orientações sobre o descarte correto de cada material.

Os ecopontos serão geridos pela Prefeitura, enquanto o Centro de Triagem ficará sob responsabilidade de uma cooperativa formada por moradores da própria comunidade. De acordo com o secretário Luiz Carlos de Souza, titular da Seinfra, todos os cooperados passaram por capacitações específicas em gestão de negócios, distribuição de renda, triagem e coleta de resíduos, garantindo que a atividade seja desenvolvida de forma correta e sustentável.

“Para que isso aconteça, é necessária uma estrutura adequada. Por isso, construímos um grande galpão, equipado para a prensagem dos materiais, com caminhão compatível com o tipo de atividade, além de outros itens indispensáveis ao trabalho. Com treinamento e equipamentos adequados, esperamos que os cooperados alcancem uma renda mínima condizente com a atividade exercida”, afirma o secretário.

Segundo Luiz Carlos de Souza, a sustentabilidade é um dos pilares do projeto do Novo Mané Dendê. “Não basta retirar as pessoas da beira do rio. É preciso oferecer alternativas, como moradia digna e desenvolvimento socioeconômico, com geração de emprego e revitalização ambiental, garantindo que essas famílias possam se sustentar dentro dessa nova realidade”, ressalta.

Ecopontos - Atualmente, Salvador conta com dez ecopontos em funcionamento. Os equipamentos funcionam como pontos de entrega voluntária onde a população pode descartar resíduos domiciliares, como resíduos da construção civil (entulho), respeitando o limite de até 2m³ por dia e por gerador — o equivalente a 18 sacos de entulho de 100 litros ou cerca de 40 carrinhos de mão de terra. Também podem ser descartados materiais recicláveis (papel, papelão, plástico e metal), resíduos volumosos, como sofás, geladeiras e fogões, além de resíduos vegetais provenientes de poda de árvores.

Para o descarte, os resíduos devem ser separados por tipo, acondicionados adequadamente — preferencialmente limpos — e levados a um dos ecopontos da capital. Sobre a importância dos equipamentos, o presidente da Limpurb, Carlos Augusto, destaca o papel dos ecopontos na cidade. “O ecoponto é um espaço feito para ajudar o morador a descartar seus resíduos do jeito certo. Aqui, a população pode trazer entulho, materiais recicláveis, móveis velhos e restos de poda, tudo organizado e sem custo. Com isso, evitamos o descarte irregular, mantemos os bairros mais limpos e cuidamos melhor do meio ambiente”, afirma.

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