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Reportagem: Eduardo Santos / Secom PMS

Responsável pelas ações de conservação em Salvador, a Secretaria Municipal de Manutenção (Seman) adota uma série de medidas preventivas durante todo o ano para evitar alagamentos e outros transtornos causados pela chuva. O titular da Seman, Lázaro Jezler, detalha o trabalho realizado pela pasta para mitigar os possíveis efeitos das chuvas mais fortes.

"A parte prévia é muito importante. Durante este período, as equipes atuam em plantões 24 horas, especificamente na parte de limpeza da rede e drenagem de canais. Nesse esforço, o plantão das equipes se estica até as 23h, com profissionais percorrendo os principais canais”, explica Jezler. 

De acordo com o secretário, inicialmente são priorizados os canais de tráfego, onde há maior circulação de veículos e pessoas. “Fazemos a limpeza para que, em caso de chuvas mais intensas, essa rede esteja preparada para absorver essa chuva e encaminhar essa água para os grandes canais da cidade", acrescenta. 

Para a manutenção dos sistemas de drenagem, é feita a limpeza de toda a rede de microdrenagem, bocas de lobos ou grelhas, que são abertas, e de onde são retirados os resíduos depositados. Do mesmo modo, é realizado trabalho semelhante nos grandes canais da cidade, com o uso de máquinas e equipamentos específicos para a retirada do sedimento que se acumula, além da vegetação concentrada.

"No caso da rede obstruída, principalmente com muitos sedimentos, somente a retirada manual não é suficiente. Neste caso, é utilizado o jato de alta pressão, que atravessa toda a rede, limpando toda areia ou sedimento que lá esteja", reitera o secretário. 

A Operação Chuva envolve ainda a participação de diversos outros órgãos da Prefeitura, para prevenir incidentes e conter danos, principalmente no período entre abril e junho, historicamente marcado pelo aumento das precipitações meteorológicas na cidade.

Conscientização - Jezler lembra ainda que a população pode contribuir com o descarte correto, para ajudar a conservar os equipamentos públicos e evitar grandes transtornos. 

"A principal ajuda que pedimos à população é que evite o descarte irregular de lixo, que deve ser colocado no local e horário exatos da coleta da Limpurb. Se o lixo é descartado antes desse horário, algum animal pode rasgar, alguém pode mexer, e esse material é carregado completamente para a rede de drenagem. Além disso, o entulho também é um grande causador de alagamentos", aponta o secretário. 

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Texto: Ana Virgínia Vilalva e Camila Vieira/ Secom PMS


O plantio de uma horta na Escola Municipal Professora Maria de Lourdes Santana Alves, em Capelinha de São Caetano, marcou, nesta segunda-feira (25), a abertura do Ambientaliza Salvador 2026, evento que reúne uma série de ações em celebração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho. A iniciativa envolvendo a comunidade escolar foi promovida pela Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), em parceria com a Secretaria Municipal da Educação (Smed).

A atividade proporcionou aos estudantes uma vivência prática de educação ambiental, com contato direto com a terra, cultivo de hortaliças e importância de uma alimentação saudável. Esta é a segunda horta escolar implantada pela Prefeitura neste ano, dentro da estratégia de ampliar o debate sobre sustentabilidade, agricultura urbana e consciência ambiental desde a infância.

O titular da Secis, Ivan Euler, destacou a importância de iniciar a programação do Ambientaliza Salvador com uma ação voltada às crianças. “É muito importante trazer, desde cedo, essa pauta do contato com a natureza, com a terra e com o alimento. As crianças aprendem que é possível produzir o próprio alimento, sem agrotóxicos, com cuidado e consciência ambiental. Estamos muito felizes em abrir o Ambientaliza Salvador com essa horta escolar aqui em São Caetano”, afirmou.

A Escola Municipal Professora Maria de Lourdes Santana Alves atende cerca de 345 alunos, do Grupo 4 da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental. Para a gestão escolar, a horta representa não apenas um espaço pedagógico, mas também uma ferramenta de formação cidadã e de aproximação dos estudantes com práticas sustentáveis.

A diretora da unidade, Ângela Carvalho, ressaltou que o local já tinha o desejo de desenvolver um projeto de horta, e que a parceria fortalece esse trabalho. “Nós já tínhamos essa intenção, mas com a parceria ficou muito melhor. Nossos alunos precisavam desse espaço. A escola foi reinaugurada no ano passado, após a construção do novo prédio, e agora conseguimos avançar nesse compromisso com as crianças e com a comunidade”, disse.

Durante a atividade, os alunos participaram do plantio de hortaliças e ervas como alecrim, alface, agrião e orégano, aprendendo sobre o cultivo de alimentos sem agrotóxicos e sobre a relação entre natureza, saúde e bem-estar. A proposta também é fazer com que as crianças levem esse conhecimento para casa, estimulando hábitos mais saudáveis entre familiares e comunidades.

Hortas nas escolas – O diretor do Sistema de Áreas de Valor Ambiental e Cultural (Savam) da Secis, João Resh, também destacou a importância da iniciativa para aproximar as crianças da natureza e incentivar hábitos alimentares mais saudáveis.

 “Hoje, entregamos mais uma horta escolar, proporcionando aos alunos, professores e à direção da escola a experiência do plantio e desse vínculo com a natureza. As crianças passam a entender como funciona o cultivo das hortaliças e a importância de uma alimentação saudável dentro de casa. A ideia é que elas levem essa mensagem para os pais e avós também”, afirmou.

Segundo ele, as espécies plantadas variam de acordo com a época do ano. “Estamos plantando hortaliças e ervas como alecrim, alface, agrião e orégano. Cada entrega tem sua especificidade, respeitando o período ideal de cultivo. Essa é a segunda horta escolar implantada neste ano e a nossa ideia é ampliar ainda mais essa agenda de hortas escolares ao longo de 2026”, completou.

O Ambientaliza Salvador segue até o dia 16 de junho, com mais de 20 dias de programação e pelo menos uma ação por dia em diferentes pontos da capital. A agenda inclui oficinas, plantios, workshops, feira agroecológica, cursos, ações educativas, atividade de limpeza de praia, implantação de microfloresta, debates sobre cidades resilientes e iniciativas voltadas à compostagem doméstica e ao manejo de hortas urbanas.

Acesse a galeria de fotos: https://comunicacao.salvador.ba.gov.br/ambientaliza-salvador-2026-comeca-com-plantio-de-horta-escolar/ . 

 

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Reportagem: Camila Vieira / Secom PMS

O projeto para instalar boias de proteção marítima na praia do Porto da Barra coloca Salvador entre as cidades litorâneas brasileiras que investem em ordenamento náutico e segurança marítima. Iniciativas semelhantes já são adotadas em estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Pernambuco e Ceará, que utilizam sistemas de balizamento, sinalização náutica e delimitação de áreas exclusivas para banho em praias urbanas e regiões turísticas.

O plano é delimitar uma área exclusiva para banhistas no Porto da Barra, impedindo a circulação de embarcações motorizadas perto da faixa de areia. “Essa é uma medida já consolidada em grandes cidades costeiras do mundo e que agora passa a integrar a estratégia de ordenamento náutico e proteção aos banhistas em Salvador”, afirma a titular da Secretaria Municipal do Mar (Semar), Maria Eduarda Lomanto.

O empresário Alexandre Jatobá, vice-presidente da Associação Náutica da Bahia (ANB), aponta que o segmento considera positiva a criação da área exclusiva para banhistas. “O setor náutico vê a área destinada exclusivamente a banhistas como uma ação extremamente positiva. O Porto da Barra foi escolhido como local prioritário devido ao alto fluxo de banhistas e por ser um cartão-postal da cidade, mas também por já terem ocorrido acidentes nessa localidade envolvendo embarcações e banhistas”, diz.

A coordenadora do Comitê Náutico de Salvador, Eliana Dumet, reforça que a proposta foi motivada pelo aumento de casos de embarcações invadindo áreas destinadas aos banhistas, além de acidentes registrados em praias da capital baiana. “O objetivo é garantir mais segurança para moradores, turistas e praticantes de atividades náuticas, promovendo uma convivência mais organizada no litoral de Salvador”, pontua.

Além do projeto no Porto da Barra, a Prefeitura, por meio da Semar, tem realizado uma série de ações que fortalecem a capital baiana no cenário marítimo nacional. Criada em março de 2025, a Secretaria do Mar atua de forma integrada com outras pastas municipais para transformar o potencial marítimo de Salvador em oportunidades econômicas e turísticas. Com a Baía de Todos-os-Santos, considerada a segunda maior baía navegável do mundo, a capital baiana vem ampliando investimentos em infraestrutura náutica, turismo e esportes ligados ao mar.

Entre as ações desenvolvidas pela gestão municipal, estão projetos para implantação de novas marinas, píeres, atracadouros, rampas de acesso e centros náuticos, além da recuperação de estruturas já existentes em regiões como o Subúrbio Ferroviário e as ilhas de Maré, dos Frades e Bom Jesus dos Passos.

“Os investimentos em infraestrutura náutica dizem respeito à construção de píeres, rampas e marinas secas e molhadas e de contenções de encostas em áreas costeiras, como é o caso de Ilha de Maré. Além disso, vamos investir na criação de novos centros náuticos no Subúrbio. Isso pode impulsionar o crescimento econômico da região, atraindo investimentos e gerando oportunidades de negócios”, assinala a secretária do Mar.

O projeto - Coordenada pela Semar, com processo licitatório conduzido pela Secretaria Municipal de Gestão (Semge), a colocação das boias será viabilizada através de pregão eletrônico, já homologado. A próxima etapa é a assinatura do contrato com a empresa vencedora, sediada em São Paulo, para início da implantação.

O projeto é desenvolvido pela Prefeitura há cerca de dois anos, inicialmente pela Casa Civil.

De acordo com a secretária do Mar, a implantação das boias de proteção no Porto da Barra representa mais um passo importante na construção de uma cultura de convivência segura e organizada do litoral soteropolitano.

As boias serão posicionadas a cerca de 80 metros da faixa de areia, criando um perímetro seguro para banhistas. Dentro desse espaço, não será permitida a navegação de lanchas, motos aquáticas e outras embarcações motorizadas. A medida responde a episódios recentes de invasão de embarcações em áreas de banho como Boa Viagem, Ribeira e o próprio Porto da Barra.

O projeto piloto será implantado no Porto da Barra. Em seguida, após ajustes no modelo, a iniciativa deverá ser replicada em praias como Ribeira e São Tomé de Paripe.

Além da instalação das boias, o projeto inclui a implantação de suportes marítimos e barreiras de proteção. A empresa vencedora da licitação será responsável por fornecer e instalar os equipamentos dentro das especificações previstas no edital.

A iniciativa também prevê a requalificação da rampa localizada ao lado do Forte de Santa Maria. Nesse trecho não haverá boias, permitindo o acesso organizado de pequenas embarcações, canoas e praticantes de esportes náuticos, sem comprometer a segurança dos banhistas.

O projeto inclui ainda a instalação de câmeras de monitoramento marítimo, em parceria com a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (Semit). As imagens serão compartilhadas com a Guarda Civil Municipal (GCM), Capitania dos Portos e órgãos de fiscalização ambiental, reforçando o monitoramento da área e a proteção do Parque Marinho da Barra.

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Reportagem: Priscila Machado/ Secom PMS

Cerca de um terço dos R$ 603 mil gastos com serviços de restauração de monumentos em Salvador, no ano passado, foi investido na reposição das obras do Caminho da Fé, na Avenida Dendezeiros, na Cidade Baixa. Das 28 peças produzidas pelo artista plástico Juarez Paraíso, com a colaboração de 14 artistas, 22 foram arrancadas e precisaram ser refeitas e reinstaladas. As obras restauradas foram entregues em janeiro deste ano.

Além das gravuras, os 14 totens de madeira e base de granito, que sustentam as artes, também foram vandalizados. Os equipamentos foram arrancados, danificados, pichados, riscados e alguns foram utilizados como depósito de lixo. O investimento para a restauração foi de R$ 200 mil.

“As obras do Caminho da Fé foram totalmente restauradas após sucessivos atos de vandalismo registrados. O percurso artístico reúne 14 estações com 28 obras que retratam a história de Santa Dulce dos Pobres e a devoção ao Senhor do Bonfim. Apesar de fixadas com parafusos ocultos e protegidas por vidro, 22 peças foram furtadas, levando à reposição completa dos totens em madeira com as chapas de aço inox nas quais foram feitas as pinturas de Juarez Paraíso”, conta a gerente de Patrimônio Cultural da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Roberta Santucci.

Com o objetivo de imortalizar um dos principais expoentes artísticos da Bahia, a FGM abriu o processo de tombamento das obras. A próxima etapa é a elaboração de um dossiê, que será submetido ao Conselho de Patrimônio Cultural, e a inscrição no livro competente.

“Toda arte pública significa uma referência do bem cultural que a cidade tem e preza. Então, é necessário que haja uma preservação constante. Esse trabalho foi vandalizado duas vezes. Na primeira vez, logo após a inauguração, todas as efígies foram riscadas. É algo incompreensível”, lamenta o escultor, pintor, gravador, desenhista e imortal da Academia de Letras da Bahia, Juarez Paraíso.

O designer gráfico Washington Falcão, convidado por Juarez para a reprodução e instalação das obras no Caminho da Fé, conta que a recuperação dos marcos religiosos foi feita em duas etapas: uma primeira em relação aos totens, que envolveu um trabalho de limpeza e de recuperação da madeira, e uma segunda, que esteve concentrada no processo de refazer as obras para reposição.

“Foi feita uma nova gravação e instalação, agora, com mais cuidado, na tentativa de evitar novos furtos e depredações. Utilizamos bastante parafuso e uma base de inox para fixar as peças, para dar mais segurança”, complementa Washington.

Caminho da Fé e obras – Com 1,1 quilômetro de extensão, o corredor turístico e religioso que liga o Santuário Santa Dulce dos Pobres, na altura da Praça Irmã Dulce, à Basílica Santuário Senhor do Bonfim, no Bonfim, foi entregue em agosto de 2020 pela Prefeitura de Salvador.

A via ganhou nova infraestrutura, incluindo obras de drenagem, instalação de passeios ampliados, novas faixas de pedestre no nível da pista, fiação subterrânea da rede de telefonia, iluminação em LED, mobiliário urbano e marcos religiosos.

Já as esculturas dos totens foram produzidas pelo arquiteto Adriano Mascarenhas, enquanto as obras de arte embutidas nessas estruturas foram produzidas por Juarez Paraíso, com a colaboração de Juraci Dórea, Marcia Magno, Ray Vianna, Sônia Rangel, Murilo, Guache Marques, Edsoleda Santos, Leonel Mattos, Paulo Rufino, Fernando Freitas Pinto, J. Cunha, Bel Borba, Chico Mazzoni e Washington Falcão.

Aos 91 anos, Juarez Paraíso explica um pouco mais sobre o projeto: “Cada totem é composto por três peças em aço e tem uma efígie, ou seja, o rosto de Irmã Dulce de um lado e o do Senhor do Bonfim de outro. No caso de Irmã Dulce, são frases ditas por ela e, no caso do Senhor do Bonfim, são textos sobre a vida dele, a relação com a população e com as festividades. Também há frases extraídas do Hino ao Senhor do Bonfim."

“É um trabalho que realmente eu fiz com muito carinho e muita dedicação. Trata-se de dois santos poderosos, especialmente devotados. Santa Dulce é a primeira santa brasileira e, mais ainda, baiana”, destaca Juarez Paraíso.

Ele conta que espera ansiosamente pelo início oficial do tombamento, com a esperança de que o ato ajude a proteger um trabalho muito importante para o acervo artístico da capital baiana. “É preciso zelar pelo tesouro artístico que é de toda a população”, acrescenta.

Acesse a galeria de fotos: https://comunicacao.salvador.ba.gov.br/restauracao-de-pecas-artisticas-do-caminho-da-fe/ . 

 

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Reportagem: Gilvan Santos e Rodrigo Aguiar / Secom PMS

A Prefeitura de Salvador entregou nesta segunda-feira (25) mais uma contenção de encosta, com uma área de lazer anexa, em Colinas de Periperi, no Subúrbio Ferroviário. O investimento total foi de aproximadamente R$ 710 mil. Entre os serviços realizados, estão a contenção em alvenaria de pedra, drenagem, passeio e guarda-corpo. As intervenções ocorreram na Rua da Palmeira Amarela.

Durante a solenidade, o prefeito Bruno Reis destacou que já são 593 áreas de risco protegidas pela gestão municipal e afirmou que há outras 34 obras desse tipo em execução na cidade. “Além disso, outros projetos estão sendo elaborados e, à medida em que são concluídos, nós vamos iniciando as obras. O enfrentamento aos efeitos das chuvas ocorre todos os 365 dias do ano, porque proteger áreas de risco é evitar mortes”, afirmou.

Sobre a entrega desta segunda, o chefe do Executivo municipal explicou que se trata de uma contenção definitiva, feita com muro de arrimo, realizada em conjunto com a urbanização da área, onde também foram instalados equipamentos de lazer.

“Devolvemos a mobilidade na Rua da Palmeira e trouxemos principalmente segurança e tranquilidade para as famílias, que não conseguiam sequer dormir nesse período das chuvas pelo risco de deslizamento e desabamento. Com isso, a gente vai avançando, fazendo com que a nossa cidade seja mais resistente às chuvas a cada dia”, pontuou Bruno Reis.

O secretário municipal de Infraestrutura, Júlio Santos, reforçou o caráter contínuo dos investimentos da Prefeitura em áreas de encostas. “Nós temos uma cidade com a topografia totalmente irregular. Onde a gente chega, percebemos casas em lugares onde não deveria se construir. Infelizmente, as pessoas estão ali, não porque elas querem, mas por falta de recursos, de condições. Mas a Prefeitura não deixa de dar a atenção devida. A nossa gestão tem essa preocupação de cuidar das pessoas”, disse.

O diretor-geral da Defesa Civil de Salvador (Codesal), Adriano Silveira, lembrou que a gestão municipal realiza a proteção de encostas através de diversas técnicas, o que tem evitado desastres relacionados com a chuva. “Como o prefeito disse, são 593 áreas da nossa cidade protegidas, seja por solo grampeado, cortina atirantada, cortina atirantada verde, geomanta. É um trabalho incessante no que diz respeito à proteção da população, principalmente de quem mora em área de risco”, disse.

Segundo o diretor da Codesal, apesar do mês de maio não ter registrado até então os mesmos índices pluviométricos em comparação com o mesmo período do ano passado, a Prefeitura segue atenta aos efeitos da chuva nessa época e monitora constantemente as condições meteorológicas.

“Ainda há possibilidade de um volume maior de chuvas com a proximidade de junho. Temos sempre uma preocupação muito grande em relação a esses fenômenos meteorológicos. Logicamente, Salvador está muito mais preparada do que no passado. São mais de R$ 340 milhões de reais investidos em em proteção de encostas”, completou Adriano.

Acesse a galeria de fotos: https://comunicacao.salvador.ba.gov.br/entrega-de-contencao-de-encosta-com-area-de-lazer/ . 

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Texto: Eduardo Santos/ Secom PMS

Em alusão à campanha do Maio Laranja, a Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), promove ações formativas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) nas bases dos principais do Bahia e do Vitória.

A iniciativa, intitulada “Vamos proteger crianças e adolescentes do abuso e da exploração sexual - ECA Digital", acontecerá nesta terça-feira (26), entre 9h até 14h30, no Centro de Treinamento Evaristo de Macedo, em Dias D'Ávila, e na quarta-feira (27), às 18h30, no Estádio Manoel Barradas, em Canabrava. A iniciativa compõe as mais de 50 ações programadas para acontecer até o final deste mês.

“Esta formação possui um papel estratégico, relacionado não somente ao desenvolvimento esportivo, mas também à formação cidadã de crianças e adolescentes. Está tudo inserido quando tratamos os diversos tipos de violência, do cuidado com o corpo e a colocação de limites", destaca Dinsjani Pereira, coordenadora de Infância e Adolescência da SPMJ.

“Portanto, o debate da proteção infantojuvenil para estes espaços é algo fundamental para fortalecer uma cultura de cuidado, proteção e responsabilidade coletiva. Esses centros de formação esportiva são ambientes de convivência contínua, de construção de vínculos e referências para esses jovens que, muitas vezes, precisam se afastar de suas famílias", complementa a gestora.

A coordenadora de Infância e Adolescência da SPMJ explica ainda que tanto clubes como jogadores, educadores e comissões técnicas precisam estar preparados para identificar sinais de violência, orientar famílias e atuar como agentes de proteção, discutindo temas como exploração sexual, abusos e garantia de direitos dentro do esporte.

“Precisamos ampliar a conscientização e reforçar que haja sempre um ambiente seguro. Esses lugares devem ser ambientes sem violência, acolhedores e comprometidos com o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes, que frequentam a base desses clubes em busca dos seus sonhos", afirma Dinsjani.

Mobilização – Criado a partir da sanção da Lei 14.432/2022, que institui o Maio Laranja em todo o país, o programa “Vamos Proteger Crianças e Adolescentes das Violências” levou à criação do Núcleo Municipal de Escuta Especializada e de outras iniciativas associadas ao tema.

A edição 2026 da campanha tem como tema "Vamos proteger crianças e adolescentes dos crimes sexuais virtuais", que é desenvolvido a partir de três eixos temáticos: divulgar amplamente o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente); promover educação antirracista como prevenção; e ampliar a prevenção e o enfrentamento dos crimes contra a dignidade sexual no campo esportivo.

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Texto: Ronald Guedes/ Secom PMS

As oficinas esportivas do Subúrbio 360, em Coutos, estão entre as atividades mais procuradas pelos moradores da região do Subúrbio de Salvador. Futsal, vôlei, capoeira e outras modalidades reúnem centenas de participantes e transformam o espaço em referência no esporte e educação na região.

Atualmente, mais de 800 alunos participam das atividades esportivas. Entre as modalidades mais procuradas, o jiu-jítsu se destaca com 165 estudantes matriculados, seguido pela capoeira, com 118, e vôlei, que reúne 96 inscritos.

Mais do que incentivo à prática esportiva, as oficinas funcionam como instrumento de formação social e educacional. Por meio das modalidades, crianças e adolescentes desenvolvem disciplina, trabalho em equipe e convivência social, fortalecendo a relação entre esporte, educação e inclusão.

Para Joás França Fagundes, supervisor administrativo do Subúrbio 360, o equipamento ajuda a superar lacunas da vulnerabilidade social através da educação e integração social: “O espaço é um ambiente de convivência, acolhimento e desenvolvimento social, aproximando crianças e adolescentes de novas perspectivas de futuro.”

As matrículas para as oficinas esportivas do primeiro semestre já foram encerradas. Segundo o Subúrbio 360, novas inscrições devem ser abertas após o período do São João.

Tecnologia – Além de atividades esportivas, o Subúrbio 360 promove iniciativas em parceria com outras plataformas e secretarias municipais. Entre os destaques está a Escola Digital de Economia Criativa Co.liga, que oferece aos jovens acesso gratuito a mais de 50 cursos.

As formações podem ser realizadas de forma online ou presencial, no laboratório digital do Subúrbio 360, e contemplam áreas como tecnologia, empreendedorismo, multimídia, design, patrimônio, música, gastronomia e artes visuais. A iniciativa destaca a inclusão digital, possibilitando a oportunidade de qualificação e acesso ao mercado de trabalho.

As inscrições para o Co.liga seguem abertas. Os interessados devem realizar o cadastro presencialmente na secretaria do Subúrbio 360, de segunda a sexta-feira, das 9h às 11h e das 14h às 16h. As atividades são destinadas a jovens a partir de 14 anos. Para participar, é necessário apresentar cópias do RG e comprovante de residência do responsável e do aluno. 

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Texto: Nilson Marinho / Secom PMS 

Com uma programação voltada à sustentabilidade, à educação ambiental e ao enfrentamento das mudanças climáticas, a Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis) realiza, a partir de segunda-feira (25), mais uma edição do Ambientaliza Salvador. A iniciativa, que celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho, reunirá, ao longo de mais de 20 dias, oficinas, plantios, workshops, feiras agroecológicas, ações educativas, cursos e lançamentos de editais em diferentes pontos da capital.

A abertura da programação ocorre na segunda-feira, com atividades ligadas à educação ambiental e ao empreendedorismo, incluindo ações de hortas escolares em São Caetano. Já na terça-feira (26), será lançado o edital Horta em Casa, iniciativa que busca incentivar a agricultura urbana e ampliar práticas sustentáveis dentro das residências.

Ao longo da programação, estão previstas ações como o Corredor Verde, no Cabula; workshops voltados ao Plano Municipal de Adaptação às Mudanças Climáticas (PMANC); oficinas e painéis promovidos em parceria com o ICLEI; além da Feira Agroecológica e do Mel, que será realizada no Parque da Cidade, no dia 30 de maio.

A programação inclui ainda plantios em diferentes regiões da cidade, como Rio Vermelho, Avenida Dendezeiros, Orla e outras áreas da capital, além da implantação de uma microfloresta na Avenida Gal Costa, no dia 1º de junho. Também estão previstas ações de educação ambiental promovidas pelo Centro de Interpretação da Mata Atlântica (Cima), atividades de limpeza de praias e iniciativas voltadas à compostagem doméstica e ao manejo de hortas urbanas.

Entre os destaques da programação estão ainda o Seminário Internacional de Turismo Sustentável (Situs), realizado nos dias 9 e 10 de junho, no Wish Hotel da Bahia; cursos de manejo de hortas urbanas; reuniões e debates sobre cidades resilientes; além do evento “Ambientaliza Salvador – Apresentação de Iniciativas”, marcado para o dia 12 de junho, no Palacete Tira Chapéu. As ações seguem nos dias posteriores com projetos de hortas comunitárias, plantios e divulgação dos resultados do edital Compostagem em Casa.

Políticas públicas — Titular da Secis, Ivan Euler afirma que o Ambientaliza Salvador não é apenas um evento simbólico para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente, mas uma ação prática da Prefeitura de Salvador para fortalecer políticas públicas sustentáveis e ampliar o envolvimento da população.

“O Ambientaliza Salvador representa o compromisso da Prefeitura com a construção de uma cidade mais sustentável, resiliente e consciente. Ao longo de mais de 20 dias de ações, vamos mobilizar a população em torno de iniciativas que unem educação ambiental, inovação, preservação dos recursos naturais e participação social. Projetos como hortas urbanas, compostagem, corredor verde, microfloresta e ações de agroecologia mostram que sustentabilidade se faz na prática, com impacto direto na qualidade de vida das pessoas e no futuro da nossa cidade”, afirmou o secretário.

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Reportagem: Priscila Machado / Secom PMS


Aos poucos, o mármore escurecido pela sujeira retoma a sua tonalidade branca e faz surgir o brilho de quando o monumento foi instalado, ao centro do Campo Grande, como um altar cívico da identidade baiana. Considerado o monumento mais alto da América do Sul quando inaugurado, e um dos mais belos construídos no continente, o monumento ao Dois de Julho passa por um processo de limpeza e restauração, que deve durar aproximadamente dois meses.

A escultura, esculpida na Itália, foi inaugurada em 1895, nas comemorações pela Independência do Brasil na Bahia e, desde então, é o ponto de culminância das celebrações anuais pela data magna em Salvador. É neste local que ocorre o encontro de autoridades para acompanhar a cerimônia cívica, com a chegada dos carros alegóricos do Caboclo e da Cabocla, o hasteamento das bandeiras, a colocação de coroa de flores, acendimento da pira do fogo simbólico e a execução do Hino ao Dois de Julho.

O monumento ao Dois de Julho tem 25,86 metros de altura. No topo, a escultura de um indígena com mais de 4 metros, armado de lança e arco e flecha, representa a identidade do povo brasileiro que lutou pela Independência.

A limpeza e restauração está sob a responsabilidade do restaurador de obras de arte José Dirson Argolo, professor aposentado da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (Ufba). É ele quem faz a maioria das restaurações e limpezas dos monumentos públicos de Salvador há aproximadamente 30 anos, em prestação de serviço à Fundação Gregório de Mattos (FGM).

Dirson explica o que está sendo feito no Campo Grande: “Primeiro, estamos atuando na limpeza das esculturas de bronze, que ficam na parte mais baixa do monumento, nas escadarias, a exemplo dos quatro leões e dos dois homens mais velhos, que representam os dois rios mais importantes da Bahia, que são o São Francisco e o Paraguaçu. Estamos dando prosseguimento com a limpeza dos mármores; tudo isso com produto químico, escovas próprias, água destilada e sabão neutro”.

Alguns conjuntos das extremidades também já passam pelo processo de pintura. Em seguida, serão utilizadas plataformas elevatórias para a limpeza da coluna e do próprio Caboclo, que fica na parte mais alta.

No segundo momento de limpeza da escultura e peças mais altas, será feita também a eliminação das plantas aéreas e utilização de herbicida para evitar o renascimento de vegetação. Segundo o restaurador, há uma vegetação de aproximadamente 1 metro no local, provavelmente resultante das sementes presentes nas fezes de pombos e outras aves.

“Depois de todo o processo de limpeza, faremos finalmente a restauração dos oito candelabros de ferro fundido com as luminárias e do gradil que circunda todo o monumento. Também removeremos o rejunte das juntas, já deteriorado pela umidade e pelo tempo, e aplicaremos um novo. Além disso, faremos as correções de algumas peças de bronze danificadas pelo tempo. É um trabalho muito delicado, mas tudo deve ficar pronto às vésperas do 2 de Julho”, afirma Dirson.

O monumento foi esculpido pelo artista italiano Carlo Nicoli y Manfredi, antigo vice-cônsul do Brasil, com a colaboração de outros artistas italianos. A montagem coube ao engenheiro Antonio Augusto Machado. O monumento foi restaurado em 2017 e passou por uma limpeza no ano passado, mas este ano o processo de limpeza é executado de forma mais completa.

Manutenção – A preservação das obras de arte de Salvador é um trabalho difícil e demanda investimentos constantes da Prefeitura. O trabalho é realizado a partir do monitoramento contínuo promovido pela Gerência de Patrimônio Cultural da FGM, que realiza vistorias técnicas e ações de fiscalização periódicas nos monumentos, além dos serviços de reparação e manutenção com apoio da Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal) e da Secretaria Municipal de Manutenção (Seman).

Dirson destaca as dificuldades mais frequentes: “Chove muito em Salvador e a cidade tem alto índice de salinidade, o que colabora com a corrosão dos objetos de metal. Além disso, temos o vandalismo, a cada dia mais constante”.

Segundo Dirson, os problemas mais frequentes são a oxidação do ferro e do bronze. No bronze, as peças apresentam crostas esverdeadas, devido à reação com a atmosfera. Outros problemas recorrentes são a sujeira, principalmente proveniente das fezes de pombo e de outras aves, a presença de vegetações e os danos devido ao furto e ao vandalismo.

“Quando as peças de bronze estão muito escurecidas e esverdeadas, fazemos primeiro uma limpeza química, depois uma limpeza com microesfera de vidro, que é uma técnica italiana. Eu me formei em restauro pela Universidade de Florença e trabalhei alguns anos em órgãos do patrimônio florentino, então trouxe para cá essa tecnologia”, explica. 

Após a limpeza, é aplicada imediatamente uma camada de verniz, à base de Paraloid B72, uma resina acrílica criada na Inglaterra e importada dos Estados Unidos. O produto protege e mantém por mais tempo a tonalidade natural do bronze, de um dourado meio antigo.

No caso dos mármores e granitos, os problemas mais comuns, além do vandalismo, são pichação, colagem de cartazes, panfletos e adesivos, além de sujidades.

Reposição – Quando há perdas nas esculturas, a equipe de trabalho do restaurador precisa de um escultor para modelar as peças que faltam em barro e, em seguida, retira-se o molde delas em resina e fibra de vidro. Para isso, são observadas fotografias e a documentação existente no ateliê e também nos arquivos da Prefeitura, principalmente da Fundação Gregório de Mattos.

Foi o que ocorreu, por exemplo, com a escultura do Gandhi Andante, situada na Praça da Inglaterra, no Comércio, que teve várias peças furtadas.

“O ideal seria repor todas essas peças em bronze, mas sabemos que, se repusermos em bronze, essas peças provavelmente serão roubadas novamente. Então, infelizmente, temos que repor com um material menos nobre, o que eu lastimo muito, mas é o que nós temos feito”, afirma Dirson.

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