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De janeiro até o momento, já foram vandalizados 645 equipamentos, gerando prejuízo de R$ 101 mil

Vinte e cinco papeleiras no bairro de Jardim de Alá foram destruídas por vândalos durante o fim de semana, elevando para 645 o número de equipamentos vandalizados de janeiro até agora. Segundo a Empresa de Limpeza Urbana (Limpurb), o prejuízo já passa dos R$ 101 mil. Depredações desse tipo prejudicam diretamente a população, já que o dinheiro gasto para repor os equipamentos poderia ser investido em novas papeleiras.

“Esses equipamentos estão instalados, principalmente, em áreas onde há grande número de pedestres. Por exemplo, em praças, pontos de ônibus e em centros de comércio. A partir do momento que a Prefeitura faz um esforço para instalar essas papeleiras, os vândalos vêm e destroem, e a população fica prejudicada”, lamenta o presidente da Limpurb, Kaio Morais.

O presidente recomenda que os cidadãos zelem e denunciem os casos de vandalismo. “Acredito que a população tem que zelar por todo equipamento público e todo investimento que é feito na cidade. A papeleira se torna a auxiliar da limpeza urbana, e nós, como cidadãos, é quem pagamos, então, temos que preservar”.

Para denunciar casos de vandalismo em equipamentos da Limpurb, basta entrar em contato através das redes sociais ou pelo site www.limpurb.salvador.ba.gov.br, podendo também ligar para o número 3202-5000.

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O serviço de castração itinerante de cães e gatos Castramóvel segue o atendimento gratuito na sede administrativa do Parque Lagoas e Dunas do Abaeté, próximo ao final de linha, até o dia 26 de agosto. Desde o dia 1° de agosto, quando o serviço foi instalado no local, já foram registrados 300 atendimentos na unidade móvel, de acordo com Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), órgão vinculado a Secretaria Municipal da Saúde de Salvador (SMS). Somente este ano, o equipamento realizou mais de 4,1 mil intervenções, entre felinos e caninos.

Os interessados devem levar o animal na unidade móvel, às segundas e terças-feiras, das 8h às 12h, para o cadastramento e a triagem. Após passar por esta etapa,são encaminhados para a castração, que é realizada de quarta a sexta-feira. Para o atendimento é necessário que o responsável pelo animal apresente o cartão do SUS e um documento de identificação oficial com foto.

Além disso, é necessário o cartão de vacina antirrábicados animais de estimação. O cartão deve estar atualizado, com vacina aplicada a menos de um ano. Outro requisito indispensável é que o animal deve ter entre seis meses e cinco anos de idade e pesar mais de um quilo.

“O cartão de vacina do animal é um pré-requisito para o atendimento no Castramóvel. É muito importante que os cães e gatos sejam vacinados, principalmente após os ataques de morcegos registrados contra cães na região de Patamares e Piatã”, alertou o coordenador do Programa de Combate à Raiva e médico veterinário do CCZ, Aroldo Carneiro.

Apesar do alerta, há 12 anos não ocorre uma notificação da raiva em seres humanos na cidade. Cães e gatos com mais de três meses de idade devem ser vacinados de forma gratuita nas unidades de saúde. A relação dos postos de vacinação está disponível no sitewww.saude.salvador.ba.gov.br 

 

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Esquema especial montado pela Prefeitura garantiu conforto ao público que foi conferir as dez partidas de futebol olímpico na Arena Fonte Nova

Salvador mais uma vez deu show no que se refere a sediar eventos de grande porte. Os sete dias de partidas olímpicas de futebol realizadas na Fonte Nova, dentro da Rio 2016, foram marcadas pela presença de famílias, tranquilidade e, mais uma vez, o estádio foi palco de uma chuva de gols, ganhando o apelido de “Arena da Fonte dos Gols”: a rede balançou 41 vezes nas dez partidas ocorridas, dentre elas Brasil 4x0 Dinamarca que, claro, atraiu o maior público da competição realizada na capital. Além disso, o esquema especial preparado pela Prefeitura funcionou de maneira a garantir o conforto tanto das pessoas que foram conferir os jogos, como também para garantir a normalidade da rotina de toda a cidade.

De acordo com o gestor do Escritório Salvador Cidade Global (ESCG), Jorge Khoury, também titular do Comitê Gestor Municipal dos Jogos Olímpicos Rio 2016, essa foi mais uma experiência positiva vivida pelos soteropolitanos. “Com certeza, isso nos torna cada vez mais capacitados para futuros megaeventos esportivos que venhamos captar para Salvador”, afirmou Khoury, que também chamou a atenção para o fato de que toda a operação foi executada apenas com o uso dos serviços operacionais do próprio município, ou seja, sem custos adicionais.

Mesmo as partidas tendo sido realizadas em dias normais, o trânsito da capital baiana não sofreu forte impacto no tráfego. Toda a ação foi monitorada pela Superintendência de Trânsito (Transalvador) por meio do Núcleo de Operação Assistida (NOA) do órgão, o que possibilitou a verificação em tempo real das situações e intervenção rápida dos agentes. Os pontos de retenção foram provocados, em sua maioria, por acidentes eventuais, passagem de delegações e fluxo de pessoas na estação do metrô Acesso Norte, que duraram no máximo 30 minutos. A operação contou também com utilização de barreiras fixas e móveis, alteração de sentido e orientação aos motoristas no entorno da Arena.

O esquema de transporte montado pela Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) também funcionou sem problemas, com 10.064 passageiros transportados pelo Expresso Arena – serviço de ônibus shuttle que partiu dos shoppings Salvador, Norte Shopping, da Bahia e Barra, além do Aeroporto. Os táxis foram utilizados por 20.509 usuários em quatro pontos fixos distribuídos no entorno da Arena. Somente na última quarta-feira (10), o Elevador Lacerda transportou 16.515 pessoas.

Demais ações - A Guarda Civil Municipal (GCM) contabilizou 369 atendimentos e sete ocorrências, nenhuma delas com gravidade. Os agentes deram apoio às ações de fiscalização, ordenamento, combate ao trabalho infantil, patrulhamento e orientação realizadas pelos órgãos municipais, estaduais e federais presentes no evento. A Ouvidoria Geral do Município (OGM) registrou, pelo Disque Jogos Olímpicos, 54 ligações, e as equipes volantes realizaram 5.280 atendimentos, a maioria referentes a informações sobre mobilidade, ingresso e acessos ao estádio.

Com atuação por meio da Base Móvel (trailer) instalada nas imediações do estádio, a Defesa Civil de Salvador (Codesal) registrou apenas uma ocorrência na última quarta-feira (10), quando foi identificado um ponto que necessitava de reparo na iluminação, o que foi prontamente atendido pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop). Os agentes da Secretaria Municipal de Urbanismo (Sucom), que trabalharam principalmente na ação de proteção às marcas, realizaram 503 ações, sendo 207 vistorias, 135 orientações diversas, 67 apreensões, 50 remoções diversas, 19 notificações, 16 faixas removidas, nove autos de infração, cinco advertências e mais de 11 mil panfletos apreendidos.

No âmbito social, a chamada “Turma da Pulseirinha”, formada por técnicos da Secretaria Municipal de Promoção Social, Esporte e Combate à Pobreza (Semps), realizou, somente em quatro dias de jogos, identificação de 1,6 mil crianças com pulseirinhas e abordagem a cerca de 1,4 mil crianças e adolescentes. Das abordagens realizadas, foram feitos cadastros de menores em situação de trabalho infantil e encaminhamentos aos centros de Referência Especializados da Assistência Social (Creas) e centros de Referência da Assistência Social (Cras).

A Semop realizou mais de 60 ações, dentre vistorias e apreensões de mercadorias irregulares. O órgão teve como foco o ordenamento de ambulantes no entorno do estádio. Com três postos montados nas imediações do Dique do Tororó, a Coordenadoria de Salvamento Marítimo (Salvamar) não registrou ocorrências. A Secretaria Cidade Sustentável (Secis) contabilizou, somente nos três primeiros dias de competição, aproximadamente meia tonelada de material reciclável através de três cooperativas parceiras que atuaram nas proximidades no estádio: Coopcicla, Crun e Cooperbariri.

 

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Das mais de 400 casas de candomblé, povos e comunidades de terreiro cadastrados pela Secretaria Municipal de Reparação (Semur), cerca de 150 já obtiveram anistia do Imposto sobre a Propriedade Predial Urbana (IPTU) e da taxa de lixo, concedida por meio de decreto (de número 25.560/2014) assinado pelo prefeito ACM Neto. A isenção fiscal é mais uma iniciativa da Prefeitura de Salvador em favor das políticas afirmativas de reparação e proteção dos direitos de grupos étnicos e raciais. De acordo com informações da Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz), a renúncia fiscal chega perto de R$ 600 mil.    

"Esta é uma ação reparadora, pois se trata de uma correção no sistema, isentando do pagamento dessas taxas aquelas entidades que, por lei, não deveriam arcar com esse débito, já que funcionam sem fins lucrativos e são de cunho religioso. A medida tem ainda caráter retroativo, liberando as casas de futuros débitos, mas perdoando também o histórico de dívidas contraídas ao longo dos anos", explica o coordenador de Articulação de Projetos da Semur, Leomar Borges.

Um dos pontos relevantes apontados pelos responsáveis pela manutenção dos templos religiosos de matriz africana é que a falta de reconhecimento fiscal e de imunidade tributária possuía caráter discriminatório e sectário em Salvador. Por outro lado, os líderes afirmam que o reconhecimento das entidades como agremiações religiosas garantiu o perdão de débitos que pareciam insolúveis e o fim das dores de cabeça com tributos que não deviam fazer parte do cotidiano da fé.

Para o babalorixá Sivanílson Encarnação, da Casa Oxumaré, no bairro da Federação, a anistia concedida pela Prefeitura representa um alívio para as associações de matriz africana. "Os terreiros de Salvador vivem em grande dificuldade financeira, e esse benefício era um direito que possuíamos mas que não era respeitado pelas autoridades, o que tornava ainda mais complicada a manutenção de uma casa religiosa. Agora, com a intervenção da gestão municipal, a coisa melhorou bastante. Conseguimos o perdão de uma dívida incômoda e podemos nos dedicar ainda mais ao nosso culto sem a preocupação com problemas que não deveriam ser trazidos a nós", informa.

Dentre os benefícios referentes a instituições religiosas, previstos na Constituição Federal e no Estatuto da Igualdade Racial, constam a imunidade tributária e fundiária e o direito a participar de projetos sociais, nas áreas de saúde, meio ambiente e educação, entre outros itens.

Cadastro - De acordo com a Semur, o cadastro das entidades é permanente e pode ser realizado acessando o site www.reparacao.salvador.ba.gov.br. O representante legal da casa religiosa também pode comparecer à Prefeitura-Bairro mais próxima de seu endereço, munido do CPF e do comprovante de residência em nome do líder da casa ou do próprio terreiro.

Também é possível realizar o cadastramento na sede do Conselho Municipal das Comunidades Negras (CMCN), localizado na Rua Carlos Gomes, 31, no prédio do Clube de Engenharia, Centro. 

Ações afirmativas - Além da isenção tributária para terreiros e casas de umbanda, a Prefeitura realiza outras ações afirmativas para a comunidade negra da capital, como a implantação da cota racial de até 30% para os concursos realizados pelo município. Além disso, a atual gestão incluiu o Programa de Combate ao Racismo Institucional no planejamento estratégico do município, promovendo e intensificando ações de combate à discriminação racial em todos os órgãos públicos.

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Setor comemora bom desempenho faltando cinco meses para realização do evento

Ainda faltam cinco meses para o Réveillon de Salvador, mas o evento já registra números superlativos para a economia da cidade. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis da Bahia (ABIH-Bahia) mostram que 50% das reservas dos hotéis foram preenchidas para o final de 2016 na capital baiana, demonstrando boas expectativas para o trade, que foi mais uma vez beneficiado pela antecipação do lançamento da grade de atrações do Réveillon, ainda em junho. Ano passado, nessa mesma época do ano, as reservas correspondiam a cerca de 30% dos 40 mil leitos disponíveis na primeira capital do Brasil.

Na avaliação do secretário municipal de Cultura e Turismo (Secult), Érico Mendonça, essa antecipação fez com que as operadoras se organizassem previamente, com pacotes atraentes aos turistas. "Surpreende o fato de que há cinco meses do Réveillon já tenhamos esse percentual de reservas na rede hoteleira. O Carnaval já tem a tradição, e o Réveillon está se consolidando cada vez mais como um elemento de forte atração de turistas".

Ainda de acordo com Érico Mendonça, essa organização prévia poderá permitir um resultado ainda melhor que ano passado, quando cerca de 95% da rede hoteleira foi ocupada em razão das festas de fim de ano. "Ano passado, o Réveillon foi lançado em outubro e tivemos um resultado excelente. Nossa expectativa é que esse ano o evento gere um retorno ainda maior naqueles hotéis com maior potencial turístico", observa.

O presidente da ABIH-Bahia, Glicério Lemos, comemora o bom desempenho da rede hoteleira nessa época do ano, e espera que os índices cresçam cada vez mais até a realização do evento. "Nesse ano, a perspectiva é a melhor possível. O Réveillon foi lançado com bastante tempo de antecedência, atendendo inclusive a um pedido da ABIH, e isso fortalece o turismo, já que a hotelaria é a primeira cadeia para esse setor tão importante para a economia", avalia.

Programação - A chegada de 2017 começará a ser celebrada já no dia 28 de dezembro, seguindo até o dia 1º de janeiro, na Praça Cairu, espaço consolidado para realização de grandes eventos. A programação conta com nomes como Wesley Safadão, Ivete Sangalo, Luan Santana, Anitta, Jorge e Mateus, O Rappa, Aviões do Forró, Claudia Leitte, Daniela Mercury, Natiruts, Psirico, Saulo, Simone e Simaria, Bell Marques, Oito7Nove4, BaianaSystem, Duas Medidas, É O Tchan, Tierry e Daniela Mercury.

Para o presidente da Saltur, Isaac Edington, uma grade diversificada e eclética ajuda a atrair mais turistas para o evento. "Temos atrações para todos os gostos,e montamos a grade com essa preocupação, de agradar a todos os públicos. Essa filosofia tem dado certo. Além disso, estamos investindo cada vez mais para divulgar a cidade dentro e fora do país".

 

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Obra de arte produzida no Nordeste de Amaralina está localizada no Dique do Tororó e contou com apoio da Prefeitura para instalação

Quem curte os jogos olímpicos de futebol realizados na Arena Fonte Nova, em Salvador, encontram uma atração a mais na competição mundial. O artista visual André Fernandes aproveitou o tema esportivo e deu vida nova ao descarte de 300 mil tampinhas de garrafas pet. O resultado é um painel onde estão representadas as bandeiras dos 205 países que participam da Rio 2016. Para instalar a obra de 400kg e 8x12m nas imediações do Dique do Tororó, o artista teve o apoio do Escritório Salvador Cidade Global (ESCG) e da Secretaria de Manutenção da Cidade (Seman).

O projeto envolveu a participação de 35 jovens, na faixa etária de 10 a 15 anos, da comunidade do Nordeste de Amaralina, bairro onde Fernandes mora. O objetivo da atitude sustentável do artista, além de homenagear as nações que participam dos Jogos Olímpicos, é contribuir com o colorido da cidade, passando uma mensagem de alegria e possibilidades. O painel foi construído em sete anos.

“Vivemos em um mundo onde somos bombardeados diariamente com tantos acontecimentos tristes... A ideia de produzir esse painel reúne a vontade de fazer o dia-a-dia das pessoas mais colorido e, ao mesmo tempo, de alertá-las para o lixo que elas produzem e não se responsabilizam”, revela.

De Salvador, o painel será exposto na Virada Sustentável, em São Paulo, nos próximos dias 25 a 29. Em seguida, deverá marcar presença no 25º Encontro Nacional da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas, que será realizado em Porto Alegre, de 26 a 30 de setembro.

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Também foram iniciadas obras de reforma de 306 casas em situação precária em Saramandaia, dentro do programa Morar Melhor

Aos poucos, os moradores da Capelinha de São Caetano vêem um sonho se tornar realidade com a construção, pela Prefeitura, da Unidade de Saúde da Família (USF) do bairro. O início das obras, realizadas na Rua da Glória, em terreno ao lado da Escola Municipal Antônio Carvalho Guedes, foram acompanhadas por gestores municipais nesta sexta-feira (12), dentre eles o prefeito ACM Neto e o secretário municipal da Saúde, José Antônio Rodrigues Alves. A programação contou ainda com a vistoria das obras de reforma de 306 residências em situação precária em Saramandaia, dentro do programa Morar Melhor.

A unidade de saúde terá mais de 400m² de área construída e contará com seis consultórios médicos e três odontológicos. Além disso, a população terá acesso a serviços como vacinação, farmácia, curativo e procedimento, assim como o atendimento a domicílio realizado por agentes comunitários de saúde. A estrutura conta ainda com esterilização, copa, sanitários masculino e feminino, sala de espera e acessibilidade, dentre outros itens. A USF vai atender a uma demanda histórica da região, já que os moradores hoje caminham até 6km para ter acesso a atendimento médico.

Morar Melhor – Já o bairro de Saramandaia é o 39º bairro a ser contemplado com o Morar Melhor, que está reformando 306 casas em situação precária na localidade. Na ocasião, o prefeito ACM Neto, acompanhado dos secretários Ana Paula Matos (Promoção Social) e Marcílio Bastos (Manutenção), além do superintendente de Conservação e Obras Públicas do Salvador (Sucop), Almir Melo, e do diretor-geral das Prefeituras-Bairro, Júnior Magalhães, acompanharam o início das obras do programa na 1ª Travessa Senhor do Bonfim.

A dona de casa Noilma dos Santos, moradora de Saramandaia há cerca de 30 anos, foi uma das selecionadas pela iniciativa. “Durante todo esse tempo, é a primeira reforma que realmente é feita nessa casa. Estou muito satisfeita com essa ação.” Além da reforma das casas, também foi autorizada a recuperação da escadaria da rua, a pedido dos próprios moradores.

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A Coleta Seletiva Solidária realizada pela Prefeitura, por meio da Secretaria Cidade Sustentável (Secis), deve contabilizar até uma tonelada até o fim das partidas de futebol dos torneios masculino e feminino dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Desde a quinta-feira (04), 15 cooperados vêm coletando material reciclável no entorno da Arena Fonte Nova por cinco horas diárias, antes e após os jogos, que terminam amanhã na capital baiana.

O material reunido pelos catadores, que fazem parte de cooperativas do entorno da arena, será acondicionado em sacolões de polipropileno resistente, também conhecidos como big bags, instalados em locais estratégicos. Ao final do trabalho, os resíduos serão encaminhados ao galpão da Coopcicla, Crun e Cooperbariri, nas Sete Portas, Nazaré e Engenho Velho de Brotas, respectivamente. Todos os 15 cooperativados, cinco de cada associação, receberam material, diárias, alimentação, transporte, equipamentos de proteção individual e uniforme.

O diretor-geral de Ecologia Urbana da Secis, João Resch, avaliou positivamente os primeiros dias de ação. “Pela expectativa, temos percebido uma sensibilização do público quanto ao descarte correto, além de criar um senso de pertencimento à atividade e proximidade da Prefeitura com as cooperativas, pois não deixa de ser uma forma de recolher material que seria aterrado, gerando até receita para eles”. Sobre o material recolhido, Resch afirmou que espera um volume considerável para fechar com chave de ouro a estimativa da secretaria. “O termômetro do nosso trabalho será o jogo do Brasil, então pode ser que tenhamos um volume maior”.

Elias Júnior, diretor da Cooperbariri, salientou que o dia da semana em que os jogos foram realizados também influenciam o volume de material recolhido. Segundo Júnior, no domingo houve um fluxo maior de trabalho, e no jogo do Brasil desta quarta-feira (10) é esperado um público maior. “Estamos armazenando o material para depois fazermos a apuração, mas temos recolhido uma média de 200kg a 300kg por dia”, disse o gestor. O primeiro balanço de material recolhido deve ser divulgado na quinta-feira (11).

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Prefeitura amplia capacidade de atendimento com centros de referência e casa de acolhimento

Desde 2013, Salvador avançou nas ações de proteção das mulheres vítimas de violência doméstica. Nesse período, a Prefeitura investiu R$ 11.872 milhões em infraestrutura e ações de prevenção, atenção e enfrentamento ao problema. A Superintendência de Política para as Mulheres (SPM), órgão municipal, foi fortalecido com esses investimentos, e tem promovido atividades que vão desde o acolhimento e proteção a vítimas até a realização de atividades que buscam restabelecer a autoestima dessas mulheres, como cursos, palestras e oficinas de educação, bem como aulas de defesa pessoal, biodança e atendimento jurídico e psicológico.

Como lembra a titular da SPM, Monica Kalile, esse investimento tornou possível a restruturação do Centro de Referência de Atendimento à Mulher Loreta Valadares e a criação da Casa de Acolhimento Provisório de Curta Duração Irmã Dulce, a primeira do município destinada às mulheres vitimas de violência familiar e tráfico de pessoas. "Com isso, a Prefeitura conseguiu dobrar sua capacidade de atendimento às mulheres em risco de violência. A decisão da atual gestão de vincular a SPM ao Gabinete do Prefeito viabilizou a celeridade das soluções dos inúmeros desafios encontrados", informa.

O Loreta Valadares esta localizado na Praça Almirante Coelho Neto, nº 1, Barris. A casa mede 395 metros quadrados, possui salas especificas para atendimentos com assistentes sociais, psicólogos, advogados, pedagogos e brinquedoteca. Há ainda sala diferenciada para mulheres grávidas, idosas ou cadeirantes, dois espaços para capacitação profissional, de dança e de empreendedorismo.

Já a casa de acolhimento possui um espaço com 595 metros quadrados, quintal, horta, parque, brinquedoteca, sala de leitura, de jogos, cinco quartos com beliche, cama de bebê e uma equipe técnica treinada, qualificada e pronta o atendimento. Tem capacidade de abrigar até 30 mulheres no período de até 15 dias, podendo estar acompanhada ou não de seus filhos de 0 a 12 anos. E o endereço será restrito apenas à rede de atenção à mulher, Delegacia Especial de Atendimento à Mulher, Ministério Público da Bahia, Defensoria Pública do Estado e Tribunal de Justiça da Bahia. Vale lembrar que outros dois centros de referência vão ser implantados nas regiões de Cajazeiras e Subúrbio Ferroviário.

Relatos de violência - Somente em 2016, a Delegacia da Mulher do Subúrbio Ferroviário registrou 1.222 ocorrências contra as mulheres. A unidade de Brotas registrou 3.709 de crimes. Pouco antes de completar 30 anos, E.S.B. teve uma surpresa desagradável com o ex-companheiro que, num ataque de ciúmes, queimou-a com ácido. O ato de crueldade resultou em graves queimaduras por todo o corpo, a perda de uma das orelhas e de grande parte do cabelo, que até hoje possui trechos irrecuperáveis.

"Eu passei quatro meses internada e guardo esse trauma até hoje. Um alento para mim é o trabalho psicológico realizado no Loreta Valadares. Lá, eles também me encaminharam para a Delegacia da Mulher e me ofereceram todo apoio jurídico. Atualmente, um processo contra meu agressor corre na Justiça. Sou muito grata pelo apoio e acolhimento que recebi nesse momento de dor. Hoje consigo interagir melhor com as pessoas e já consigo levar uma vida normal, graças a esse trabalho realizado no centro", conta.

No caso de G.M.S., de 25 anos, a situação ainda envolveu a filha, hoje com um ano e meio, e recém-nascida à época em que seu companheiro a agrediu com socos e pontapés. Orgulhosa por ser uma mulher independente, o medo quase a fez desistir de buscar uma punição contra seu agressor, até que, encaminhada ao Loreta Valadares por familiares, decidiu agir. "Não queria denunciá-lo, primeiro porque achava que isso faria mal a minha filha no futuro. Mas, na verdade, não fazia por vergonha de ser julgada pela sociedade. Enfim, após longa conversa com as assistentes sociais do centro percebi que a denúncia era o melhor a fazer. Hoje já não me acho culpada pelo que me ocorreu e sei que fui vítima de alguém que não aceitava, de modo algum, ser contrariado".

Sem histórico de violência física, mas presa a uma relação desgastada pelo tempo e repleta de insultos e maus tratos, a aposentada A.L., de 61 anos, buscou o Loreta Valadares quando passava por grave crise depressiva e frequenta o centro há cerca de dois anos. "Fui encaminhada ao centro por uma assistente social que me amparou em uma fase muito rim de minha vida. Hoje, graças a Deus, estou divorciada e conto com a proteção e o cuidado da SPM, que me garante apoio psicológico, palestras, cursos e oficinas de diversos temas que me auxiliam a levar a vida adiante. Nesse acolhimento fui tratada como gente e conheci pessoas interessantes. A atenção recebida foi tanta que hoje tenho amigas, vizinhas e até mesmo familiares frequentando o centro comigo".

Como denunciar - Quem presenciar ou vivenciar algum tipo de violência pode denunciar por meio do disque-denúncia (180) ou à polícia (190). Dúvidas, orientações, informações ou agendamento no Loreta Valadares podem ser realizados por meio dos telefones 3235-4268/ 3611-6412.

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