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Os mercados municipais de Salvador são referências na comercialização de frutas, verduras, cereais, carnes, temperos e outros produtos alimentícios a preços populares. No entanto, além de se destacarem nesse quesito, alguns desses estabelecimentos são verdadeiros points da gastronomia. O Mercado de Itapuã, na Rua Genebaldo Figueredo, por exemplo, possui oitos boxes que oferecem a soteropolitanos e turistas menus com opções da culinária baiana e frutos do mar. É lá que é servido o tradicional feijão na panela de barro da família Santos, no Restaurante Encontro dos Sabores - localizado no box 23.

O feijão é comercializado em uma porção generosa que satisfaz duas ou três pessoas, a depender do tamanho da fome e do apetite. A apresentação do prato tem como destaque o feijão servido na panela de barro, acompanhado de porções de arroz, salada e carnes. Tudo isso disponível no valor de R$ 35. Aos fins de semana e feriados, a apresentação ao vivo de cantores completa a atmosfera peculiar e genuinamente baiana do lugar.

Outros pratos como moquecas de peixe, rabada, mocotó e sarapatel são conhecidos pelos consumidores que frequentam o Encontro dos Sabores. “Temos clientes que vêm de outros bairros para comer aqui com frequência. A maioria do público chega aqui recomendada por alguém que veio e gostou. Vários clientes também passam aqui e levam algum prato para comer em casa com a família”, explica a proprietária do restaurante, Sandra Santos, 39 anos. O estabelecimento funciona de segunda-feira a domingo, das 7h às 19h.

A 23 km de distância dali, o Mercado Popular de Água de Meninos, localizado no sopé da Ladeira da Água Brusca, é ponto de encontro dos apreciadores de ostras. É no box 1 do mercado que funciona a Associação Baiana de Aquicultura e Saúde (Abaq), conhecida também como Academia Baiana da Ostra (ABO).

O lugar hoje é referência no consumo do molusco na capital baiana por funcionar quase todos os dias da semana e por reunir advogados, médicos, artistas, atletas e pessoas das mais diversas classes sociais. O interesse comum? Saborear o fruto do mar ao natural. A dúzia da ostra é vendida em média por R$ 20, dependendo do tamanho da iguaria que, quando adulta, mede entre 8 e 15 centímetros.

Quem opta pela degustação no local, pode comer ostras tendo como companhia uma boa cerveja, cachaça ou vinho. Os preços das bebidas comercializadas na sede da Abaq/ABO variam entre R$ 2 e R$ 7. O atendimento ocorre em horários diferenciados ao longo da semana, para melhor se adequar às necessidades dos clientes. De terça a quinta-feira, a osteria fica aberta entre 7h e 14h. Às sextas-feiras e aos sábados, o local recebe visitantes entre 7h e 17h, e aos domingos das 7h ao meio-dia.

Vila Caramuru – Um verdadeiro espaço gastronômico situado no coração boêmio da cidade. Assim que é conhecida a Vila Caramuru, defronte ao Largo da Mariquita, no Rio Vermelho. O lugar abarca 11 restaurantes que oferecem cardápios para todos os gostos: há comida regional, típica, de boteco, massas e gastronomia mediterrânea, além de sorvetes, petiscos diversos e carnes assadas na pedra.

Quem vai ao local, além de encontrar muita opção boa, desfruta ainda da bela paisagem da orla do bairro e dos frequentes eventos musicais promovidos quase que diariamente pelos quiosques. Segundo o presidente da Associação dos Permissionários da Vila Caramuru, Cleodo Mércio de Jesus, o valor médio gasto por cliente no espaço varia conforme o estabelecimento escolhido e a quantidade de acompanhantes. Ele lembra ainda que, com a chegada do verão, o movimento de pessoas na vila mais que dobrou nos últimos dias, por conta da grande ocupação hoteleira na capital baiana. 

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A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), instalou nesta semana o abrigo de ônibus de número 1.200 desta gestão. Atualmente, Salvador conta com 3.342 pontos de ônibus, destes, 2,8 mil são cobertos com abrigos. Dos 542 pontos que estão sem abrigos, 90% não possuem área para instalação do equipamento.

O último abrigo instalado está localizado na região da Cidade Baixa, no Largo da Madragoa. As regiões de Cajazeiras, Subúrbio, Orla, Cassange e Pirajá também foram recentemente beneficiadas com novas estruturas.

“Nunca foram instalados tantos abrigos em pontos de ônibus para a população soteropolitana. Estamos fazendo esse trabalho, buscando oferecer um suporte e conforto aos usuários do transporte público em todos os pontos, no qual temos espaço físico e estrutura necessária para esta instalação”, afirma o secretário de Mobilidade, Fábio Mota.

Para implantação da estrutura dos equipamentos, é necessária uma área de 5x2,5 metros. Além disso, existem pontos de ônibus em locais inviáveis tecnicamente para implantação de abrigo, a exemplo de calçadas curtas, estabelecimentos comerciais, residências e estacionamentos em frente ou, simplesmente, sem calçadas.

Para que os antigos e novos equipamentos sejam conservados e monitorados, a Prefeitura dispõe de um canal de comunicação direto com a população para denúncias. Qualquer cidadão que verifique um abrigo sendo usado indevidamente, por exemplo, com ambulantes, pessoas em situação de rua, utilização comercial não autorizada, publicidade irregular, vandalismo ou depredação, deve fazer a denúncia no número 156.

 

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O calorão e o céu limpo foram a combinação ideal para lotar de banhistas o Porto da Barra neste sábado (13). E para conscientizar esses banhistas que garantiram um bronze e um banho de mar nesta manhã, a Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) realizou a Operação Praia Limpa, em parceria com a organização Fundo Limpo e o Projeto Tamar.

Equipes da Limpurb espalhadas pelo calçadão e na faixa da areia conscientizaram os banhistas sobre o descarte correto de resíduos na praia. Enquanto isso, uma equipe de mergulhadores da Escola de Mergulho Galeão Sacramento, do projeto Fundo Limpo, retirou resíduos do fundo do mar. A ação contou ainda com soltura de tartarugas do Projeto Tamar, lembrando a importância da preservação da vida marinha.

“A onda é essa: preservar. Praia boa é praia limpa. Esse é o segundo ano que a Limpurb realiza essa ação junto aos banhistas, mas nossa conscientização acontece também com os comerciantes da área para que eles cuidem dos resíduos gerados, o que melhora a saúde da população e diminui o risco ambiental causado pelo lixo”, explicou o presidente da Limpurb, Kaio Moraes.

O presidente da Limpurb destacou ainda que as praias com maior volume de resíduos gerados são Porto da Barra - que recebeu o projeto neste sábado -, Piatã, Itapuã, Cantagalo, São Tomé de Paripe e Ribeira. “A palavra convence e o exemplo arrasta, por isso essa ação acontece em todas as praias da nossa cidade, às sextas, sábados e domingos do verão”, acrescentou Moraes.

Neste sábado, a atividade do Fundo Limpo aconteceu do Porto à praia localizada nas imediações do Yacht Clube. “Geralmente, os materiais mais encontramos são latinhas de bebidas, pneus, canudos e muito plástico, que é prejudicial por causa da interação com os animais”, alerta a mergulhadora Fernanda Fernandes. Uma equipe de bombeiros civis também estava no local com material demonstrativo e tirando dúvidas da população sobre primeiros socorros.

Frequentadora da praia do Porto da Barra, a assistente social Lara Silvério, 35 anos, destacou a importância da iniciativa para a manutenção da limpeza da cidade. “As pessoas têm que entender o quanto o lixo nos locais inadequados é prejudicial, mesmo se jogado na areia, pois a maré enche e ele acaba indo para o mar. É um trabalho lento, mas o resultado é ótimo”, conclui.

Itapuã recebe a Operação Praia Limpa neste domingo (14). As praias de Cantagalo, Amaralina e Ribeira recebem a operação nos dias 19, 20 e 21. Na sequência, recebem a iniciativa as praias de Ipitanga, Piatã e Paciência, nos dias 26, 27 e 28, respectivamente. No dia 3 de fevereiro será a vez de Tubarão; 17 segue para São Tomé de Paripe; 18 de fevereiro para Piatã, 24 de fevereiro no Farol da Barra; e no dia 25 o projeto volta para a Ribeira.

Entre janeiro e dezembro de 2017, a Limpurb recolheu mais de 14 mil toneladas de resíduos nas praias de Salvador entre São Tomé de Paripe e Ipitanga. No verão, o órgão intensifica os trabalhos na área da Orla para garantir a limpeza e manutenção das praias. Além da pintura dos meios fios, balaustradas, limpeza dos calçadões e remoção de pichações, a empresa atua para sensibilizar a população com o cuidado que se deve ter com o resíduo produzido.

 

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Tradicional extensão da Lavagem do Bonfim, a Segunda-feira Gorda da Ribeira atrai gente de todo lugar em busca de diversão, praia e, claro, do saboroso cozido, vendido a preços populares nas barracas situadas na Avenida Beira Mar. Este é mais um dos eventos que integram o calendário de verão de Salvador até a quarta-feira de cinzas.

Segundo historiadores, a festa começou para dar continuidade à Lavagem do Bonfim. Romeiros que participavam da festa religiosa perambulavam pelos bairros vizinhos, no final dos festejos, estendendo a festa profana para a segunda-feira, por esse motivo, era chamada de Segunda do Bonfim.

Posteriormente, a festa também foi chamada de segunda da mudança, pois os moradores sentavam-se nas portas de suas casas para esperar a mudança dos barraqueiros, que desciam em clima de festa do Bonfim para a Ribeira.

Para que tudo ocorra bem, a Prefeitura de Salvador montou um esquema especial no local que envolve desde o trânsito à limpeza:

Trânsito – A Transalvador promoverá alterações no trânsito da Ribeira, a partir das 13h, fazendo um desvio do fluxo do largo da Ribeira para a Rua Lélis Piedade, para veículos com destino aos Largos da Madragoa e do Papagaio. A orientação e fiscalização dos condutores serão feitas por duas equipes do órgão e a área estará sinalizada.

Transporte – Além das 31 linhas que operam na região, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) disponibilizará seis ônibus da frota reguladora, das 15h às 22h, no largo do Papagaio para atender à demanda do bairro.

Limpeza – A Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) disponibilizará 45 sanitários químicos para a festa, que serão distribuídos ao longo da Avenida Beira Mar, na Praça da Penha e Largo da Ribeira. Além disso, o órgão atuará com 65 colaboradores e oito equipamentos, entre compactadores, caminhões e caminhões-pipa, em serviços como coleta, lavagem, varrição e catação.

Ordenamento – Dez agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) atuarão no bairro, entre 9h e 0h, com o objetivo de coibir a poluição sonora de veículos automotores, paredões e estabelecimentos comerciais.

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A 244ª Lavagem do Bonfim, realizada na quinta-feira (11), ocorreu em clima de tranquilidade. Segundo os órgãos municipais que participaram da festa, além do ato de fé no principal santo de devoção dos católicos baianos e do aroma único da água de cheiro, poucas foram as distrações responsáveis por desviar a atenção de baianos e turistas, na celebração de maior expressão de religiosidade da capital.

Seman - Encerrada a festa, a Secretaria de Manutenção (Seman) segue realizando vistoria por todo o trajeto, verificando caixas de águas pluviais, meio-fio, árvores, mobiliário urbano e demais elementos que possam ter sido avariados durante o evento. A inspeção acontece até domingo (14), seguida dos reparos que forem necessários para garantir o pleno funcionamento das vias que serviram de acesso para fiéis e foliões durante o evento.

Saúde - O módulo assistencial à saúde instalado pela Prefeitura ao lado da Colina Sagrada registrou 60 atendimentos durante a tradicional Lavagem do Bonfim. Desses, cerca de 85% das ocorrências, algo em torno de 50 atendimentos, foram de natureza clínica. As enfermidades registradas durante o evento foram dor de cabeça, enjoos e intoxicação alcoólica. Também foram contabilizados sete traumas ortopédicos e três procedimentos cirúrgicos de pequeno porte. No mesmo período do ano passado, a estrutura de saúde registrou 63 atendimentos durante a Lavagem do Bonfim.

Trânsito - A operação de trânsito realizada durante a Lavagem do Bonfim foi considerada tranquila, com pequenas retenções durante a chegada, devido ao fluxo de veículos e pessoas indo em direção à festa. Barreiras foram instaladas a partir das 19h de quarta-feira (10), desde as imediações da Igreja da Conceição da Praia até a Colina Sagrada.

A partir das 6h de quinta-feira, o tráfego de veículos foi interditado na Praça Visconde de Cairu, Rua da Bélgica, Rua Miguel Calmon, Praça Riachuelo, Avenida Jequitaia, Avenida Frederico Pontes, Largo da Calçada, Rua Padre Antônio de Sá, Largo dos Mares, Avenida Fernandes da Cunha, Largo de Roma e Avenida Bonfim (Dendezeiros).

Participaram da operação 160 agentes de trânsito. No total, foram removidos 35 veículos nas proximidades por estacionamento irregular. Todos os proprietários serão notificados de acordo com a legislação.

Durante a Operação Lei Seca, foram realizadas 141 abordagens, com emissão de 14 autuações e cinco remoções de veículos. No total, aproximadamente 6.700 veículos circularam nas proximidades da festa. O trânsito apresentou retenção na chegada e saída da festa, entretanto teve boa fluidez na maior parte do tempo.

Transporte - A Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) registrou 250 mil pessoas transportadas por ônibus, táxis e mototáxis durante a Lavagem do Bonfim, ocorrida na quinta-feira. Para garantir o acesso da população à festa e seu retorno para casa, a secretaria disponibilizou 36 coletivos extras da frota reguladora, que ficaram disponíveis das 13h às 22h no Largo do Papagaio, na Ribeira.

Ordenamento - Com relação à atividade sonora, a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) fez o monitoramento das entidades que desfilaram na Lavagem, não encontrando irregularidades. Durante o evento, nenhuma autuação nem apreensão de equipamentos foram realizadas pelos agentes. Referente à fiscalização, a secretaria teve como foco o ordenamento, de modo que o espaço público estivesse livre para a passagem do cortejo e das pessoas que participaram da festa, e a segurança, para coibir o uso de objetos proibidos que pudessem causar danos físicos à população.

Propaganda irregular - A Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur) apreendeu 2,5 mil panfletos e outras 83 publicidades irregulares, dentre banners, faixas e blimps (balões grandes que exibem algum tipo de marca). Antes da festa, a Sedur notificou 96 estabelecimentos comerciais e imóveis, durante operação preventiva realizada na terça-feira (9). A ação teve como objetivo garantir que o espaço público, assim como todos os tipos de atividades comerciais, estivessem regularizados e com segurança, durante a festa.

Os agentes do órgão vistoriaram bares, restaurantes, lanchonetes, depósitos e imóveis com sacadas. Além disso, todos esses estabelecimentos foram notificados sobre a proibição da venda de bebidas em garrafas de vidro e orientados para que não instalassem palcos ou qualquer estrutura provisória para o evento sem a aprovação da Prefeitura.

Segurança - A Guarda Civil Municipal de Salvador (GCM) desenvolveu ações de preservação do patrimônio público e patrulhamento preventivo. Além disso, os agentes foram instruídos a apoiar órgãos do município por todo o circuito da festa e garantir o controle de acesso ao Elevador Lacerda e Plano Inclinado Liberdade/Calçada.

Semps - No decorrer dos festejos em homenagem ao Senhor do Bonfim, a Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps) registrou 16 cadastros de crianças em situação de vulnerabilidade. Destes, seis são meninas, dez meninos - sendo 14 crianças e dois adolescentes. Dos encaminhamentos realizados posteriormente - relativos à cada um dos menores - um deles foi encaminhado a uma unidade do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), oito para um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) municipal e uma para unidade do Conselho Tutelar em Salvador. A criança restante foi encaminhada para seu município de origem.

Limpurb - A Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) contabilizou 113,75 toneladas de resíduos coletados após o evento. Foram utilizados ainda 570 mil litros de água e 1,1 mil litros de detergente aromatizados para garantir a limpeza completa das vias por onde passou o cortejo de fiéis, além do entorno. O esquema montado pelo órgão contou ainda com 295 agentes, 69 equipamentos entre caminhões, caminhões pipa, compactadores e ônibus, além de 450 sanitários químicos.

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Na próxima segunda-feira (15), será realizado o licenciamento para os interessados em trabalhar na festa de Iemanjá, que ocorre tradicionalmente no dia 2 de fevereiro. O cadastro será feito pelo site do Sistema de Credenciamento de Ambulantes (www.sca.salvador.ba.gov.br), entre 10h e 23h59, ou enquanto houver vagas. São 537 vagas distribuídas entre isopor, baianas, carrinhos e food trucks.

O cadastramento será presencial para as baianas de acarajé​​, que devem comparecer ao ​​setor de Licenciamento da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), localizado na Rua Dom Avelar Brandão Vilela, Pirajá (ao lado da Coelba).

Após o cadastro pelo site, o ambulante deve comparecer ​ao ​​setor de Licenciamento da Semop, com documentos pessoais e o Documento de Arrecadação Municipal (DAM) pago,​ para efetivar o cadastro.​ ​Cada licenciado terá direito a um isopor, que deverá ser retirado na Associação Cultural Caballeros de Santiago, localizada na Rua da Paciência, 441, Rio Vermelho, das 17h do dia 1º até 12h do dia 2.

Os valores da licença variam entre R$25,06 para tabuleiros e R$451,13 para food trucks acima de 10m de comprimento.​ ​Lembrando que não será permitida a comercialização de produtos em carros de mão, fogareiros, churrasqueiras, nem bebidas pré-preparadas artesanalmente. Também é proibido o uso de embalagens reaproveitadas, de louças, alumínio ou de vidro, devendo ser descartáveis. Todo material irregular será apreendido pelas equipes de fiscalização.

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Olhos atentos, marejados, as mãos erguidas e um sorriso que emocionava. Eram as marcas dos milhares de fiéis em frente à Basílica do Senhor do Bonfim. Eles aguardavam o cortejo, e pouco depois do meio dia, os fogos já anunciavam a chegada da imagem, seguida da procissão, que partiu da Igreja da Conceição, oito quilômetros distante dali. Baianos e turistas de todas as crenças se uniram e aplaudiram a imagem na maior festa religiosa da Bahia - a Lavagem do Bonfim.

As bênçãos foram dadas pelo reitor da Basílica, cônego Edson Menezes da Silva, que destacou a importância do combate à intolerância em todas as esferas. “Temos que difundir a solidariedade, a reconciliação e as relações interpessoais. Cada um pode contribuir e lutar por um mundo melhor, fazendo o bem”, destacou durante a missa.

Mesmo sem conseguir acompanhar o cortejo há dois anos, a baiana de acarajé Denise de Oliveira de Almeida, 58 anos, faz questão de subir a Colina Sagrada e aguardar a chegada da procissão. “Sou do axé e, na nossa religião, o Senhor do Bonfim é Oxalá. Tenho que fazer as obrigações aqui. Trago a minha água e me junto às outras baianas para lavar a escadaria”.

Pela primeira vez participando das comemorações, os paulistanos estavam encantados com a quantidade de pessoas presentes à festa. “Nunca vi tanta fé junta, é muita união e muita gente”, disse o engenheiro Carlos Oliveira, 34 anos. “O que mais me encantou foi ver que aqui tem gente de todas as idades, de crianças de colo a idosos", acrescentou a namorada de Carlos, a professora, Aline Rodrigues, 28 anos.

No auge dos 76 anos, a aposentada Maria de Lourdes Santos veio de Ilhéus, no Sul da Bahia, para participar da Lavagem do Bonfim. “Venho sempre que posso. Acho linda a parte religiosa. Tem muita fé e devoção e quero participar desse momento”, contou.

Fitinhas do Bonfim – Uma das marcas da Lavagem é a cortina de fitinhas do Bonfim que se forma com cada uma que é amarrada pelos fiéis no gradil da igreja. Também conhecida como medida do Bonfim, as fitinhas medem 47 centímetros de comprimento, a medida do braço direito da estátua de Jesus Cristo, Senhor do Bonfim. A "medida" era confeccionada em seda, com o desenho e o nome do santo bordados à mão e o acabamento feito em tinta dourada ou prateada.

Ajoelhado na grade em frente à Basílica, o assistente de pessoal Edson Cruz dos Santos, 53 anos, amarrava uma dessas fitas, representando as orações apresentadas ao santo. “Venho todos os anos que posso para agradecer pelo ano que passou e pedir saúde e força para mais um ano”.

Sincretismo religioso – Ao chegar o cortejo, as baianas seguem uma tradição milenar e lavam com água de cheiro o adro da Basílica. Um pouco mais à frente, pais de santo davam banhos de pipoca e de folhas nos fiéis em frente à escadaria da Basílica. Essa é a forma de quem é do Candomblé saudar e cultuar Oxalá, agradecendo e pedindo forças.

História - O culto ao Nosso Senhor do Bonfim começou em 1745, quando a imagem do santo foi trazida pelo capitão Português Teodósio Rodrigues de Farias cumprindo uma promessa que fez depois de ter sobrevivido a uma forte tempestade. As homenagens, no entanto, iniciaram de fato em 1754, ano em que a imagem foi transferida da Igreja da Penha, em Itapagipe, para a sua própria igreja, construída na Colina Sagrada.

Segundo relatos históricos, a lavagem do adro da Basílica começou a partir dos moradores da região, que lavavam a igreja para deixá-la pronta para a Festa do Bonfim. Por conta da dança durante o cortejo até a basílica, a limpeza foi proibida, em 1889, pelo arcebispo da Bahia Dom Luís Antônio dos Santos. Após a decisão, adeptos do candomblé começaram a fazer o cortejo para lavar as escadarias.

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A Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur) apreendeu 2.500 panfletos e outras 83 publicidades irregulares, dentre banners, faixas e blimps (balões grandes que exibem algum tipo de marca), na Operação Lavagem do Bonfim, realizada nesta quinta-feira (11). As ações são amparadas no Decreto 12.642/00, que prevê que a colocação de quaisquer anúncio ou engenho publicitário, ainda que localizado em áreas de domínio privado, fica sujeito à liberação, pela Sedur, do alvará de autorização e pagamento das respectivas taxas.

O titular da Sedur, Sérgio Guanabara, destacou que todas as festas populares contarão com ações do tipo. "Vamos ter equipes atuando nas festas da Segunda-feira Gorda da Ribeira, Lavagem de Itapuã e festa de Yemanjá, com o objetivo de garantir a segurança das pessoas que participam desses eventos a partir de orientações feitas pelas nossas equipes a donos de estabelecimentos e moradores da região. Também vamos garantir a proteção à marca, prevista em contrato, e a aplicação da legislação que dispõe sobre a publicidade no município", afirmou o secretário.

Operação preventiva - A Sedur notificou 96 estabelecimentos comerciais e imóveis durante operação preventiva realizada na terça-feira (9), no trecho em que ocorre a Lavagem do Bonfim, seguindo da Igreja da Nossa Senhora da Conceição da Praia até a Igreja do Senhor do Bonfim. A ação teve como objetivo garantir que o espaço público, assim como todos os tipos de atividades comerciais, estivessem regularizados e com segurança, durante a festa.

Os agentes do órgão vistoriaram bares, restaurantes, lanchonetes, depósitos e imóveis com sacadas. Além disso, todos esses estabelecimentos foram notificados sobre a proibição da venda de bebidas em garrafas de vidro e orientados para que não instalassem palcos ou qualquer estrutura provisória para o evento sem a aprovação da Prefeitura. Já os proprietários de imóveis da região do evento não devem ocupar as marquises, por questão de segurança, ou ocupar os passeios públicos, comprometendo a livre circulação de pedestres. Na quarta-feira (10), os fiscais voltaram ao local da festa para retirar publicidades irregulares do cortejo.

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Na esteira das comemorações do aniversário de Salvador, o mês de março marcará também o início da requalificação de trechos relevantes da Cidade Baixa da capital baiana, como o entorno da Colina Sagrada – que inclui a Praça do Largo do Bonfim e do Largo da Baixa do Bonfim –, e a criação do chamado Caminho da Fé. Este último, por exemplo, diz respeito à criação de um corredor exclusivo para devotos do Senhor do Bonfim, na Avenida Dendezeiros. O financiamento para execução dos dois projetos será de R$ 28 milhões, entre recursos municipais e federais, conforme acordo firmado pelo prefeito ACM Neto com a Caixa Econômica Federal, na quarta-feira (10).

Os projetos são coordenados pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF) e têm como proposta potencializar o caráter simbólico da Igreja Basílica de Nosso Senhor do Bonfim em relação ao entorno, com reforço do eixo Largo/Catedral. As intervenções serão responsáveis ainda pela ampliação dos limites da Praça do Largo para dar a sensação de continuidade das escadarias da igreja. O investimento para as obras no entorno da Colina Sagrada será de cerca de R$ 17 milhões, desta vez oriundos exclusivamente de recursos municipais.

Conforme o projeto, a pavimentação do local será composta por mosaico e grafismos marcados no piso em pedra portuguesa. O sistema viário será redesenhado com retirada das vias em frente à entrada da escadaria principal e à Casa dos Romeiros. Com isso, os motoristas deverão fazer o retorno pelos fundos da basílica, junto à Casa do Juiz da Devoção, na esquina com a Ladeira dos Romeiros.

Integrada ao conjunto de casas do entorno, será criado o Abrigo de Velas, um espaço próprio para os fiéis acenderem velas e eliminar riscos de incêndio na igreja. Também será disponibilizado o espaço de distribuição de água benta, com a função de ofertar aos visitantes o acesso à água santificada.

Baixa do Bonfim – Na parte baixa da Colina Sagrada, a Praça Euzébio de Matos, também conhecida como Baixa do Bonfim, é um local de grande uso de moradores e visitantes, além de possuir importante papel nos grandes eventos religiosos da igreja. A requalificação contará com redesenho da área, que ficará integrada aos arcos da Ladeira do Bonfim. Com isso, haverá a reativação dos vãos dos arcos – os locais vão servir para atividades comerciais e de serviços.

No centro da área de convivência e lazer, será disposto um pequeno palco para realização de eventos pela comunidade. Parte da área, será destinada a criação de um estacionamento público, incluindo baias para ônibus e vagas para vans e motocicletas, para atender a demanda das vagas excluídas no Largo do Bonfim. A ligação entre as partes alta e baixa da Colina Sagrada ocorrerá por meio de rampas e escadarias que serão reposicionadas com acessibilidade universal.

A requalificação da Colina Sagrada tem como diretriz a preservação e valorização do Conjunto Arquitetônico, Urbanístico e Paisagístico da Colina Sagrada do Senhor do Bonfim, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Ao longo dos anos, a Igreja do Bonfim e entorno constituíram um importante ponto da identidade cultural baiana, de expressivo valor afetivo para os fiéis, da vivência da diversidade e da tolerância religiosas.

Peregrinação de fiéis – A requalificação da Colina Sagrada vai complementar o chamado Caminho da Fé – projeto que vai transformar a Avenida Dendezeiros, que liga o Memorial de Irmã Dulce (Largo de Roma) à Basílica do Bonfim (Bonfim), em um local de peregrinação de fiéis e que vai impulsionar o turismo religioso na capital baiana. Com recursos na ordem de R$ 11 milhões, oriundos do Ministério do Turismo, o projeto pretende requalificar 1,1 quilômetros de extensão de via.

Do ponto de vista conceitual, a premissa foi priorizar o uso do pedestre, ampliando os passeios com faixas de circulação amplas e bem definidas, arborização da área, iluminação pública, sempre com foco na acessibilidade universal. Dentre os itens a serem implantados está uma faixa de jardim no mesmo nível do passeio, com área permeável, disposta ao longo de toda a avenida.

O paisagismo contará com a manutenção das árvores existentes e que estejam em bom estado, além do plantio de mais dendezeiros, para proporcionar um caminho agradável de sombra à população. Ao longo do trajeto, serão implantados bancos e totens, com placas alusivas a importância histórica da área, e iluminação cênica para valorização e segurança do percurso.

Agora o projeto está sob avaliação do projeto pela Caixa para aprovação dos recursos. Em seguida, será a vez do lançamento do edital de licitação para escolha da empresa que vai executar as obras.

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