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Provando ser a grande festa da Bahia, seja nas ruas ou nos bastidores, a celebração do bicentenário da independência do Brasil na Bahia é também lugar de muito trabalho e preocupação com ordem, segurança e acessibilidade da população soteropolitana, baianos e turistas que vêm, anualmente, à capital do estado comemorar a vitória das hostes baianas contra a tirania portuguesa, em 2 de Julho de 1823.

Se há 200 anos, o corneteiro Luís Lopes deu sinal para avançar, a festa cívica mais importante da Bahia não para e, na capital baiana, ocorre dias antes da data magna. São ações de manutenção, ordenamento, limpeza, assistência à população, organização do desfile e promoção de atividades culturais, realizadas por centenas de colaboradoresor centenas de colaboradores da Prefeitura de Salvador.

A vice-prefeita e secretária municipal da Saúde (SMS), Ana Paula Matos, ressalta a estratégia adotada para garantir o atendimento em saúde ao público presente nos festejos. “Condicionamos o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e Emergência), ao mesmo tempo em que reforçamos a retaguarda nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e na sede da pasta, no Comércio. Para o show na Praça Cairu, que acontece logo mais, estamos disponibilizando uma base móvel do Samu para qualquer ocorrência.”

Ela ainda destaca as realizações da Prefeitura para destacar a importância da data para os baianos e visitantes. “Reconhecemos o valor do nosso povo. Por exemplo, quando se instala um Memorial ao 2 de Julho, permite tanto às gerações atuais quanto as futuras conhecerem a nossa história. É mais um equipamento turístico e de fortalecimento da nossa população. Estamos entregando algumas praças, como o Largo da Lapinha, que faz uma homenagem aos heróis da Independência, e o inédito Monumento à Maria Felipa. O 2 de Julho de 1823 é um marco e estamos preocupados em manter essa liberdade e independência a partir da cultura, da educação, da saúde, reconhecendo o valor da força física e do coletivo para a realização de políticas públicas”, completa Ana Paula.

O presidente da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Fernando Guerreiro, fala da expectativa para mais uma grande festa da Independência da Bahia. “O caboclo já está no asfalto, preparado para o desfile da manhã, o cortejo cívico, e, pela tarde, quando teremos concursos de balizas e de fanfarras, solenidades e encontro das filarmônicas. Sem contar com o show do BaianaSystem, na Praça Cairu, no Comércio, a partir das 19h. Essa mistura toda mostra, cada vez mais, que o 2 de Julho é uma data nacional”, comemora.

Com um efetivo de 250 guardas municipais envolvidos na festa da Independência, e tendo os trabalhos iniciados ainda no dia 1⁰ de julho, com as varreduras nas vias onde passa a festa, o inspetor-geral da Guarda Civil Municipal (GCM), Marcelo Silva, destaca a tranquilidade da festa, mesmo tendo em vista a participação de centenas de pessoas nas ruas. “Devido à demanda da festa popular, o efetivo da GCM recebeu um acréscimo em relação ao ano passado, e a expectativa é de uma festa ordeira e sem sobressaltos”.

Para o diretor de Serviços de Iluminação Pública (Dsip/Semop), Ângelo Magalhães, a iluminação é reforçada para abrilhantar mais o cortejo, além de ajudar a oferecer mais segurança à população. “Foi preparado um esquema especial para a celebração do 2 de Julho, principalmente nos caminhos onde passa a festa, a exemplo da Lapinha, Campo Grande, Soledade e Centro Histórico, além dos eventos da Barra e da Praça Cairu. Dessa forma vamos ajudar a segurança pública, além de manter serviços de telegestão, de modo a garantir mais conforto e segurança para grandes eventos. A Dsip mantém uma equipe de plantão 24h, para atender qualquer emergência ao longo do desfile”, diz.

Turismo e cultura – O presidente da Empresa Salvador Turismo (Saltur), Isaac Edington, lembra que é um privilégio para todos os soteropolitanos e visitantes participar desse encontro cívico. “Hoje, Salvador é uma das poucas capitais do país que podem celebrar uma festa dessa magnitude. Esse ano a Prefeitura montou uma programação muito especial, com projetos culturais, esportes e música. Acabamos de encerrar a Ultramaratona da Independência, com 12 horas de corrida, teremos o BaianaSystem na Praça Cairu e diversos eventos para celebrar a data magna da Bahia”.

Sobre a atração de turistas, Edington ressalta que, por ser um mês de férias no país, a festa da Independência potencializa a chegada de turistas de toda a Bahia e do Brasil, algo que é favorecido, inclusive, pela proximidade com os festejos juninos.

Já o secretário de Cultura e Turismo (Secult), Pedro Tourinho, afirma que o 2 de Julho é a data de formação do baiano como povo. “Pois foi neste momento histórico que vários setores da sociedade se reuniram para combater a tirania que nos oprimia. Por isso que, 200 anos depois, celebramos a vitória e a própria celebração, pois os baianos venceram na luta e também na festa. Essa festa cada vez mais ganha uma importância histórica maior, pois com as entregas e reformas da Prefeitura, estamos vivendo novamente essa história, a partir desses mecanismos".

Urbanização – A presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), Tânia Scofield, fala da importância e do processo de elaboração do projeto de revitalização do Pavilhão da Independência, na Lapinha, um dos espaços mais importantes da história dos festejos. "O local estava em condições precárias, então o projeto buscou recuperar o que havia de pintura original, ampliamos o espaço, para que se pudesse ter a exposição contando a história do 2 de Julho e, para isso, fizemos o mezanino de dois andares, em estrutura metálica e vidro, que deixa mais leve e linda, com modernidades, a exemplo dos elevadores para acessibilidade, sanitários e área administrativa. Então, a partir de agora, o Pavilhão 2 de Julho está em plenas condições para receber a população de Salvador e os turistas, para conhecerem ainda mais a história da Independência”.

Sobre o Largo da Lapinha, que também se encontrava em estado de total degradação, Scofield explica que a ação partiu de projeto assinado pelo arquiteto Adriano Mascarenhas. “Ele traz os 14 heróis da Independência eternizados em totens criados pelo artista plástico Daniel Soto. A praça foi restaurada em granito, integrada ao Pavilhão 2 de Julho, em mais uma grande ação da Prefeitura. A cidade ganha muito com essas requalificações, e as pessoas passarão a ter acesso, durante todo o ano, à história do 2 de Julho e seus heróis”, completa.

Economia e educação – A titular da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (Semdec), Mila Paes, destaca a importância de fortalecer a economia informal nas grandes festas populares de Salvador. "As datas emblemáticas, a exemplo do 2 de Julho, impactam bastante na economia local, movimentando toda a cadeia produtiva da cidade. Além disso, a festa deste ano devolve a cidade locais requalificados que trazem transformações para todo o centro da capital baiana, com a capacidade grande de gerar renda e empregos para a população”.

Segundo o secretário da Educação (Smed), Thiago Dantas, essa é uma data de total conexão com a educação soteropolitana. "Esse dia nos faz ter ainda mais certeza de que sua pertinência na educação é total, pois trabalhamos com os alunos a questão da crítica com o que ocorre na nação, de modo a crescermos ainda mais como povo e conseguir preservar essa memória, dado o simbolismo da data. As escolas preservam essa memória, que é parte da rede, de nossa proposta curricular, somando para essa festa tão bonita, com a presença das fanfarras municipais”.

Fernanda Lordêlo, da Secretaria de Política Para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), destaca que a representação da força feminina é grande no 2 de Julho. “Mulheres como Joana Angélica, Maria Quitéria e Maria Felipa provocaram esse sentimento de mudança social, e hoje, através da Bahia, é possível dizer que na Bahia foi possível concretizar a independência do Brasil. É conhecendo nossa história, nosso passado, que fortalecemos nosso futuro”.

Infraestrutura – O titular da Secretaria de Manutenção (Seman), Lázaro Jezler, explica as ações da pasta para a realização do desfile. "Nosso trabalho ocorre de forma ininterrupta durante o ano inteiro. E, nas ocasiões festivas, como é o caso do 2 de Julho, fazemos uma varredura nas vias, observamos os casarões sob risco de desabamento, revisão do asfalto e calçadas, de modo a garantir uma festa tranquila e sem sobressaltos. A preservação dos passeios garante a acessibilidade das pessoas durante todo o trajeto”.

Para o superintendente de Trânsito de Salvador (Transalvador), Décio Martins, desde a última sexta (30) ocorre uma grande operação, de modo a garantir o ordenamento dos veículos, além de evitar a passagem de carros nos locais que ocorrem as apresentações musicais. “A Transalvador opera no 2 de Julho com cerca de 100 agentes espalhados pelo perímetro da festa, buscando salvaguardar a vida do cidadão”.

Luciano Sandes, secretário de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro (SACPB), lembra que todo o perímetro da festa foi mapeado, de modo a garantir, com o máximo de precisão, a realização e manutenção dos serviços. “Tivemos uma grande preocupação em organizar o trajeto, observar o cumprimento das operações realizadas para o evento, buscando fortalecer ainda mais as ações em todo o Centro Histórico”, afirma.

De acordo com Humberto Sturaro, diretor do Distrito do Centro Histórico de Salvador, a festa é uma forma de mostrar a Bahia para o mundo de forma ordenada e como um destino seguro e resto de cultura para baianos e visitantes. “O 2 de Julho é uma festa da Bahia para o Mundo, independente de cor política, e estamos aqui para garantir o bem-estar de baianos e turistas durante essa celebração”.

O secretário de Mobilidade (Semob), Fabrizzio Muller, explica que a operação para o transporte público no 2 de Julho é algo já consolidado em relação a bloqueios e ocorre de forma tranquila. “As ações principais, com reguladores de transporte, foram dedicadas aos locais dos shows da noite com pontos de táxi e mototáxi no Terminal da França e em todo o entorno da festa”.

O titular da Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb), Omar Gordilho, avisa que as ações do órgão contam com mais de 270 agentes atuando desde antes da festa. “São dez equipes dedicadas somente à festa, com limpeza sistemática, banheiros químicos e toda a infraestrutura necessária para garantir uma festa limpa antes e depois da celebração”, explica.

Reportagem: Letícia Silva e Eduardo Santos/Secom

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Lazzo Matumbi, Raquel Reis, Claudia Manzo, Liz Reis, Elivan Conceição, Caboclos de Itaparica, Afrosinfônica e Valdal são os convidados do grupo BaianaSystem para celebrar o bicentenário da Independência do Brasil na Bahia. É o Sambaqui, show que acontece na Praça Cairu, no Comércio, neste domingo (2), às 19h, e mistura estrelas consolidadas do panteão local com novos expoentes da cultura de Salvador.

Um das mais importantes grupos da moderna música baiana, com sua mistura de elementos percussivos, world music, eletrônico, pop e samba reggae, o BaianaSystem costuma arrastar multidões pelas ruas da capital e promete uma apresentação diversa. Isso, claro, sem esquecer os sucessos que regem a história de mais de uma década, a exemplo de “Playsom”, “Reza Forte” e “Sulamericano” – essa última em parceria com o francês Manu Chao.

"Essa relação com o público, em especial a expectativa das pessoas para cada show é uma das coisas mais definidoras do Baiana desde o início. É uma troca direta com público, seja ali no palco, na troca de ideias, ou na ligação com o que acontece com Russo (Passapusso, cantor), fazendo com que o pessoal se entregue. Isso vai se incorporando de acordo com as reações da galera, que determinam, por sua vez, a forma que a gente vai definindo o arranjo da música”, explica o guitarrista e um dos fundadores do grupo, Roberto Barreto, que também é compositor, curador, pesquisador musical e radialista.

Sobre a escolha dos convidados, Barreto comenta que isso é algo que já acontece com a banda desde os primeiros álbuns, que contaram com as participações dos compositores Roberto Mendes e Gerônimo, por exemplo. "É quase como uma necessidade nossa de olhar para a história, para as nossas raízes e entender o que é que a gente pode fazer lá no futuro e, ao mesmo tempo, dialogar com o que a gente vem produzindo, sempre entendendo como as trocas artísticas acontecem aqui em Salvador".

Elementos da Independência – O Sambaqui é o resultado do mergulho do BaianaSystem e do pesquisador Felipe Brito nas guerras da Independência, e reúne personagens que remetem diretamente ao período histórico. O espetáculo é uma forma lúdica de contar a história, com a presença de caboclos e fanfarras, trazendo o que é mais importante na Data Magna do povo baiano, que tanto contribuiu na construção do Brasil.

Para o cantor e compositor Lazzo Matumbi, um dos convidados do Sambaqui, a participação no show do BaianaSystem é muito simbólica. "Isso acontece porque, além de comemorarmos o bicentenário da Independência da Bahia, reafirmamos a importância da participação da luta dos povos negros e indígenas na formação e na independência desse país, reafirmando a Independência do Brasil, que se consolidou na Bahia, construindo e desbravando outro patamar de consciência histórica e política. Aos verdadeiros heróis e heroínas brasileiros, muito axé", evoca.

Reportagem: Eduardo Santos/Secom

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Duzentos anos depois, o sentimento de liberdade e coragem é ainda mais forte nas celebrações pelo 2 de Julho – Independência do Brasil na Bahia, que começaram na manhã deste domingo (2), no Largo da Lapinha. A cerimônia, que foi abrilhantada nos céus com a apresentação da Esquadrilha da Fumaça, teve início com o hasteamento das bandeiras de Salvador, pelo prefeito Bruno Reis; do Brasil, pelo governador Jerônimo Rodrigues; da Bahia, pelo presidente da Assembleia Legislativa, Adolfo Menezes; e do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB) pelo presidente da instituição, Joaci Góes.

Em pronunciamento à imprensa, o prefeito Bruno Reis ressaltou que o 2 de Julho é a data mais importante da nossa história e que, em 2023, torna-se ainda mais importante por celebrar o bicentenário da luta do povo baiano contra o domínio português. “São 200 anos da Independência da Bahia e a consolidação da Independência do Brasil. É uma dádiva de Deus estar tendo essa felicidade de ser prefeito da cidade neste momento e de poder organizar esses festejos, que são importantes para valorizar, preservar, resgatar e homenagear os heróis da Independência, contando essa história para gerações presentes e futuras”, declarou.

O chefe do Executivo municipal também ressaltou que o 2 de Julho inspira a ter coragem para tomar decisões, ter força e disciplina para seguir com o trabalho e capacidade de transformar cada vez mais a capital baiana. “Essa data também inspira o nosso povo e a nossa gente, afinal de contas a Bahia sempre foi decisiva nos momentos mais importantes do Brasil, a história comprova isso e tem sido assim no presente. Que esse 2 de Julho continue servir de inspiração para todos nós”, pontuou.

Bruno Reis também salientou as recentes entregas realizadas pela administração municipal que celebram a data magna da Bahia. “Este ano inauguramos o Memorial da Independência, que conta a história de todo o processo, das batalhas, com um rico acervo para acesso aos nossos jovens, crianças, soteropolitanos e visitantes que venham a Salvador conheçam a nossa história, e que em breve vamos abrir para visitação do público. Também requalificamos o Largo da Lapinha, local emblemático dos festejos. Foram obras que entregamos em tempo recorde, demonstrando a grande capacidade de execução da Prefeitura. Outras áreas também estão recebendo requalificação, para ressaltar ainda mais esse grande feito histórico do nosso povo”, finalizou.

Após o hasteamento das bandeiras, as autoridades seguiram para colocação das flores no Monumento ao General Labatut, também no Largo da Lapinha, e seguem no cortejo cívico em direção à Praça Municipal.

 

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A Banda Sinfônica da Marinha, composta por 120 músicos militares, presenteou o público com uma apresentação inédita no Farol da Barra neste sábado (1º). O evento fez parte das comemorações dos 200 anos da Independência do Brasil na Bahia e trouxe um repertório diversificado, abrangendo desde peças eruditas até clássicos populares, tanto nacionais quanto internacionais, incluindo o Hino da Bahia.

Vindo diretamente do Rio de Janeiro para a capital baiana, o grupo encantou a plateia, sob a regência do comandante Sidney Costa, que destacou o orgulho da Marinha do Brasil em participar da celebração. O público lotou o Farol da Barra, onde o palco foi montado, para acompanhar a apresentação.

"A gente sabe da importância do 2 de Julho para o povo baiano. E não é diferente para Marinha do Brasil. Tendo em vista o contexto histórico, a Marinha efetivamente participou desse processo de consolidação da Independência. Então, para nós, fuzileiros navais, para a nossa banda, é um prazer imenso, é uma honra poder estar neste momento aqui comemorando o bicentenário da Independência do Brasil na Bahia", disse.

A apresentação da Banda Sinfônica da Marinha no Farol da Barra atraiu a atenção de pessoas de todas as idades, que se reuniram para prestigiar a performance dos músicos militares. Entre o público presente estava a jornalista Andreia Silva, que expressou seu entusiasmo em acompanhar o evento.

"Fiquei interessada pela história da Orquestra Sinfônica dos Fuzileiros Navais, achei linda a história e vim prestigiar. É um momento marcante, histórico, e o 2 de Julho é uma data que a gente deve reverenciar sempre, deve ter o maior orgulho da nossa história. Eu estou contente com uma coisa esse ano, uma característica que a gente tem percebido que é uma divulgação mais a nível nacional da nossa história, do nosso 2 de Julho", contou.

 

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Um dos principais símbolos da celebração da Independência do Brasil na Bahia, o Fogo Simbólico chegou na tarde deste sábado (1º) a Salvador, na Praça General Labatut, em Pirajá, que homenageia um dos comandantes das batalhas pelo 2 de Julho. A cerimônia de acendimento da pira, localizada no panteão dedicado a Labatut, contou com a presença de diversas autoridades civis e militares.

Em 2023, por conta da comemoração dos 200 anos da Independência, a novidade foi um novo roteiro, que partiu de Mata de São João na última sexta-feira (30) e percorreu 50 km passando por Dias D’Ávila, Camaçari, Lauro de Freitas e Simões Filho. Nesta última cidade, o cortejo da tocha se encontrou com o roteiro do Fogo Simbólico tradicional, que saiu de Cachoeira também na sexta-feira e percorreu mais de 100 km, pelas cidades de Saubara, Santo Amaro, São Francisco do Conde, Candeias e Simões Filho.

As tochas do Fogo Simbólico chegaram a Pirajá carregadas por atletas da cidade de Simões Filho. Participaram da solenidade de chegada da chama a vice-prefeita Ana Paula Matos, representando a Prefeitura de Salvador, o secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, o prefeito de Simões Filho, Dinha Tolentino, dentre outras autoridades.

O Fogo Simbólico representa a união dos povos para a conquista da libertação do estado. Centenas de pessoas acompanharam a cerimônia. Enquanto o fogo não chegava, as bandas de fanfarra das escolas municipais se apresentaram em frente ao palco montado pela Prefeitura de Salvador ao lado do Panteão de Pirajá, onde estão os restos mortais do General Labatut. Muitas famílias, inclusive com crianças, participaram da solenidade. Com a chegada da tocha, foram hasteadas as bandeiras de Salvador, da Bahia e do Brasil.

A vice-prefeita Ana Paula Matos lembrou que a cerimônia do Fogo Simbólico destaca a importância não só de Salvador, mas de várias cidades do Recôncavo baiano na luta pela Independência do Brasil na Bahia. "É um marco de união do povo. Temos essa festa como um momento não só de valorizar a nossa história, mas também de representar a força das mulheres. Nós, mulheres, fomos essenciais para a consolidação da Independência do Brasil. Então, esse fogo é um símbolo muito forte para que a gente possa resgatar essa história", disse.

A secretária municipal de Política para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), Fernanda Lordelo, destacou a importância dos festejos do 2 de Julho para a valorização da história da Bahia e do Brasil. "Quando a gente conhece o nosso passado, sabemos onde queremos chegar. A independência se consolidou no Brasil graças à Bahia. E nós temos referências femininas, não podemos esquecer de Maria Felipa, Maria Quitéria e tantas outras mulheres que à frente do seu tempo conquistaram esse lugar para nós. Então, precisamos trazer o povo baiano para viver essa história e fortalecer a nossa independência, a nossa autonomia e nosso cuidado com a cidade", pontuou.

Atleta de vôlei do município de Simões Filho, Maria Angélica foi uma das que levaram o Fogo Simbólico. Segundo ela, a atividade exige preparação. "Há uma preparação física. É uma sensação muito emocionante, é gratificante, é um momento muito especial para a Bahia e para o Brasil", contou.

Entre o público que acompanhava o ato, a sensação também era de emoção. "Esse é o meu quinto ano prestigiando a chegada da tocha aqui em Pirajá. Sou morador do bairro há 12 anos. Estar aqui acompanhando essa festa do Bicentenário da Independência é uma alegria muito grande. Uma festa realmente muito bonita, muito organizada. A festa do 2 de Julho é muito importante para a nossa cidade e para o nosso estado", contou Antônio Jorge Lima, 62 anos, que trabalha com serviços gerais.

O aposentado Agnaldo Lemos, 75 anos, acompanhou a chegada do Fogo Simbólico pela primeira vez. "Moro em Pernambués, vim com minha irmã, que mora aqui, e minha sobrinha pequena. Estou gostando bastante, das fanfarras, principalmente. Amanhã estarei na Lapinha cedo para acompanhar essa festa importante para o nosso estado. Se a saúde permitir vou conseguir acompanhar toda caminhada", afirmou.

 

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A celebração dos 200 anos da Independência do Brasil na Bahia, neste domingo, 2 de julho, promete uma extensa programação que envolve cerimônias cívicas e atividades culturais abertas ao público. As ações em Salvador são organizadas pela Prefeitura, por meio da Fundação Gregório de Mattos (FGM), e têm como tema central: "Salve a nossa terra, Salve o Caboclo".

A programação terá início com uma alvorada e queima de fogos no palco montado no Largo da Lapinha, às 6h. Às 7h, terá início a cerimônia que incluirá o hasteamento das bandeiras por autoridades e execução do Hino Nacional pela banda de música da Marinha do Brasil. Às 8h10, ocorrerá a colocação de flores no monumento ao General Labatut pelas autoridades presentes. Em seguida, saem os carros dos Caboclos, seguidos pela execução do Hino ao 2 de Julho, novamente pela banda de música da Marinha.

Às 9h começa o cortejo cívico do 2 de Julho, que contará com a participação do Museu Vivo na Cidade, Caboclos de Itaparica, fanfarras municipais e estaduais, grupos populares e um concurso de fachadas decoradas ao longo do percurso, da Lapinha ao Pelourinho. Em seguida, haverá uma homenagem aos Heróis da Independência, com uma breve parada em frente ao Convento da Soledade.

Posteriormente, ocorrerá uma homenagem da Ordem Terceira do Carmo, com uma nova parada em frente à Ordem, onde um membro da instituição fará um pronunciamento. Mais adiante, haverá outra homenagem, desta vez à Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, com uma breve parada em frente à igreja. Encerrando a manhã, os carros emblemáticos dos Caboclos serão recolhidos nos caramanchões da Praça Thomé de Souza.

Ainda no domingo, a partir das 14h, terá início o cortejo pela Avenida Sete de Setembro, com uma breve parada em frente ao Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB). Às 14h30, será realizado o Concurso de Fanfarras e Balizas na própria Avenida Sete. A partir das 15h, ocorrerá uma cerimônia cívica no 2º Distrito Naval.

Às 16h30, a cerimônia terá lugar no Largo do Campo Grande, com a chegada dos carros dos Caboclos, o hasteamento das bandeiras por autoridades, a execução do Hino Nacional pelas bandas de música da Marinha, Exército e Aeronáutica, a deposição de coroas de flores no Monumento ao 2 de Julho pelas autoridades presentes, seguida pelo acendimento da Pira do Fogo Simbólico pela nadadora paratleta Verônica Almeida. Por fim, o Coral da Polícia Militar da Bahia executará o Hino ao Dois de Julho, com acompanhamento da Banda de Música Wanderley, da PM.

No final da tarde de domingo, no Campo Grande, ocorrerá o tradicional Encontro de Filarmônicas, comandado pelo maestro Fred Dantas. O evento terá início às 17h30 e contará com a participação das filarmônicas da Guarda Municipal, João Mendes (Canarana), Lyra dos Artistas (Santo Amaro), Ferroviários Bonfinenses (Senhor do Bonfim), Oficina de Frevos e Dobrados e Bráulio Pimentel (Alagoas).

A partir das 19h, o palco da Praça Visconde de Cairu receberá o Especial Sambaqui, com shows da Baiana System e Lazzo Matumbi, Raquel Reis, Claudia Manzo, Liz Reis, Elivan Conceição, Caboclos de Itaparica, Afrosinfônica e Vandal.

“Minha participação no show do Baiana System é muito simbólica. Pois, além de comemorarmos o bicentenário da Independência da Bahia, reafirmamos a importância da participação da luta dos povos negros-indígenas na formação e na independência desse país. Reafirmamos a Independência do Brasil que se consolidou na Bahia. Agora, construindo e desbravando um outro patamar de consciência histórica e política”, disse o músico Lazzo Matumbi.

Reportagem: Mateus Soares / Secom 

 

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As fanfarras das escolas públicas se misturam nas ruas ao cortejo em comemoração aos 200 anos da Independência do Brasil na Bahia, neste domingo (2), em Salvador. As apresentações ocorrem no circuito entre a Praça Municipal e o Campo Grande, das 14h às 18h. O Festival de Fanfarras e Balizadores 2023 conta com a participação de três escolas da rede municipal e cinco instituições estaduais. O evento cultural é organizado pela Prefeitura, através da Fundação Gregório de Mattos (FGM), com o intuito de visibilizar e premiar fanfarras e bandas marciais vinculadas aos colégios de Salvador e da Bahia.

Inserido na programação das festividades da Independência do Brasil na Bahia, que neste ano tem como tema “Salve nossa terra, Salve o Caboclo”, o Festival conta com a participação das escolas municipais Alexandrina Santos Pita, Palestina e de Fazenda Coutos. De acordo com o gerente de Promoção Cultural da FGM, George Vladimir Nascimento, a iniciativa visa valorizar uma manifestação cultural muito potente da Bahia, da cidade, que é a banda de fanfarra e a banda marcial.

“O festival dará mais visibilidade, valorização e empoderamento desse movimento cultural tão genuíno e autêntico que é o 2 de julho. Esse é nosso principal objetivo, o maior ganho do festival de fanfarras. Além disso, buscamos também a valorização da figura dos balizadores, das balizadoras, lembrando das balizas como elementos simbólicos e potentes tanto das fanfarras, quanto do 2 de Julho”, explicou o gerente.

Regras - As apresentações não poderão ultrapassar o tempo máximo de 50 minutos, incluindo duas paradas obrigatórias em locais estratégicos: nas imediações do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), na Piedade, e em frente ao Largo do Rosário. Em ambos os pontos, os grupos farão o aprofundamento da performance cênica das balizas. Cada parada deverá ter duração máxima de cinco minutos.

Os participantes deverão chegar com pelo menos 1 hora antes do início da sua apresentação, no ponto de concentração localizado na Ladeira da Praça. Os participantes que utilizarem vestuário, gestos, palavras ou termos que remetam à xenofobia, misoginia, homofobia, baixo calão ou qualquer tipo de ofensa terão a sua escola automaticamente excluída do certame.

Resultado - O júri é composto por seis membros que farão a escolha das três escolas vencedoras. O resultado será divulgado no site oficial da FGM e em suas redes sociais até o dia 15 de julho. Serão premiadas três escolas vencedoras na categoria “Melhor Fanfarra”, com troféu e certificado de participação. O grupo vencedor também receberá uma placa em reconhecimento ao trabalho, que será instalada na sede da escola. O concurso prevê ainda três artistas vencedores na categoria “Melhor Balizador” que receberão troféu e certificado de participação.

Reportagem: Camila Vieira / Secom

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Preservar a história das lutas pela Independência do Brasil na Bahia é o que move o coração dos moradores do trajeto do cortejo a enfeitar suas fachadas anualmente para a festividade. A tradição de decorar as casas envolve famílias e os vizinhos e conta com histórias ricas como a de Dona Maria São Pedro, do Santo Antônio Além do Carmo, que completará 83 anos no dia 2 de Julho e há 38 anos exibe com orgulho sua arte em celebração à luta do povo baiano. 

A residência de Dona Maria São Pedro foi vencedora por cinco anos consecutivos do tradicional concurso de fachadas da Prefeitura. Neste ano em que é celebrado o bicentenário da Independência do Brasil na Bahia, a atividade é retomada pela Fundação Gregório de Mattos (FGM), incentivando os moradores a decorar os espaços e premiando a residência mais criativa.

Costureira de formação, Dona Maria conta que produz toda a parte manual da decoração sozinha e com muita garra ao longo do ano. Sua inspiração, afirmou, surge até mesmo ao observar uma planta e, aos poucos, vai dando vida aos pensamentos e criando peças como bandeiras de fuxico e crochê, tapetes com as cores do Estado, faixas decorativas bordadas e vários outros elementos que juntos formam fachadas criativas. A bandeira do Brasil feita em crochê, por exemplo, levou seis meses para ficar pronta.

“Eu tenho muito amor no coração. Minha maior inspiração vem disso. E você pensa que eu vacilo? Eu me dedico muito. Vou pensando nas peças que posso fazer, peço a meus filhos para pesquisar na internet, vou nas lojas procurar material e vou criando”, contou a artista. 

A tradição de enfeitar a fachada no 2 de Julho também celebra o aniversário de Maria São Pedro. Mãe de oito filhos e com 12 netos, ela tratou de envolver a família na atividade e criar fantasias para que os familiares deem vida a personagens ícones da Independência como o Caboclo, a Cabocla, Maria Felipa e Maria Quitéria. Esta última, sua filha Clelia Santana Leite, de 46 anos, dá vida há 5 anos.

“Eu costumo dizer que reencarno Maria Quitéria todos os anos. A garra dela para lutar e defender a cidade além de conseguir esse feito, mesmo sendo condenada pelo pai, foi muito grande. Quando minha mãe for descansar, vai caber a gente manter essa tradição e a responsabilidade é muito grande. História não se deixa para tras”, relatou.

Voltando ao passado - Este ano a família vencedora do concurso em 2002, de Sandra Moraes, da Soledade, retoma a tradição de decorar a fachada do imóvel e garante que terá uma decoração memorável. A família está radiante para relembrar a história iniciada em 2001 e que traz memórias tão positivas para os envolvidos. Aproximadamente dez mulheres estão trabalhando para fazer a decoração que terá como tema “Guerreiras da Independência”.

Sandra explicou que, por conta de algumas perdas familiares, a vontade de celebrar o 2 de Julho estava adormecida. Porém, neste ano, a família decidiu que era hora de retomar os trabalhos e aproveitar o concurso da Prefeitura como forma de celebrar a vida. “Esse nosso projeto vai unir a cultura de várias mulheres que participaram da Independência. Vamos entregar um folder para quem estiver passando com informações sobre a história do 2 de Julho, começando desde Cachoeira até aqui. É importante que as pessoas entendam a importância da data pro país e para nós”, detalhou.

O trabalho de decoração da família Moraes será árduo: vai iniciar no sábado, logo pela manhã, e só vai acabar quando o cortejo do Caboclo e da Cabocla passar. “Depois que a gente bota a decoração, as pessoas começam a se alegrar. Este ano, somos nós, mas ano que vem outros vizinhos vão querer participar também. Isso que é legal. Vai contagiando”, finalizou. 

A filha, Hanna Moraes, conta que decorar a fachada do imóvel se tornou uma forma de unir a família e produzir boas memórias. Por isso, a expectativa para este ano está grande e contará até mesmo com a ajuda das primas Tatiane e Ticiane, de Lauro de Freitas, que deram a ideia para o tema deste ano. “Para mim, foram dias muito especiais quando decoramos nossa casa anos atrás. A gente via o Caboclo passar, os políticos acenando, e a festa se tornou um evento realmente da família. Quando a gente se unia para decorar era uma experiência sensacional”, relembrou.

Reportagem: Joice Pinho / Secom PMS

 

 

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Celebrar o Bicentenário da Independência da Bahia, neste domingo (2), pode ser também uma oportunidade de saborear a diversidade da gastronomia local, erguida a partir da diversidade dos povos envolvidos na luta pela liberdade. Ao longo do percurso dos carros do Caboclo e da Cabocla, no Centro Histórico de Salvador, são vários os pontos onde as iguarias, criadas a partir das influências das etnias indígena, africana e europeia e bem avaliadas pelo público, são vendidas a preços populares. Um breve roteiro de degustação de quitutes e bebidas pode deixar a experiência do 2 de Julho mais completa, barata e gostosa, do jeito que o povo gosta.

Tapioca – O ponto de partida é o Largo da Lapinha, no bairro da Liberdade, onde o desfile começa e é também ponto de venda das guloseimas que não podem faltar nas festas populares da cidade. No Bora de Tapioca, localizada em frente à Igreja da Lapinha, o nome já diz tudo. A ideia é dar a largada para caminhada de 3,5 km até o Pelourinho, "forrando" o estômago com a iguaria de origem indígena, alimento reconhecido como patrimônio histórico e artístico cultural imaterial brasileiro pela Unesco. Ali as tapiocas tradicionais, com recheios de queijo, mista, calabresa e frango com queijos são vendidas a preços que variam entre R$12 e R$15.

Pastel e açaí – Para quem prefere dar uma mordida cheia de energia na herança lusitana, ao lado da praça da Lapinha está localizado o Teté Pastel&Acaí. Dos mais ricos aos mais simples, o pastel é bastante apreciado. Segundo alguns historiadores, a versão brasileira que conhecemos foi trazida pelos portugueses, ainda na época da colonização. No estabelecimento, as versões tradicionais de carne, queijo, presunto e frango custam de R$12,50 a R$15. No local ainda é possível turbinar o lanche com uma porção energética de acaí, fruto de origem brasileira cultivado na região amazônica, e um dos principais alimentos dos povos originários do Norte do país.

Bacalhau – Para quem perdeu a largada do desfile e ainda assim precisa reabastecer antes de encarar a caminhada, movida ao calor do sol da Bahia e muito música, uma boa opção é dar um pulo na Lanchonete Travessa's (situada na Travessa dos Perdões, 65, bairro Santo Antônio além do Carmo). Funcionando próximo ao percurso do cortejo do Dois de Julho, das 9h30 às 23h, diariamente, o local tem nos acepipes feitos à base de bacalhau alguns de seus carros-chefes. No cardápio da casa, a porção do bolinho e a unidade empada são oferecidos a R$6,50 e R$7, respectivamente.

Abará e acarajé – O tabuleiro da baiana não poderia ficar de fora do menu da Independência e a qualidade dos quitutes à base de feijão fradinho e dendê produzidos no Abará da Vovó (Rua Direita do Santo Antônio, 18, bairro Santo Antônio além do Carmo). Os bolinhos preservam a ancestralidade africana, bem no coração do desfile. A culinária de matriz africana é uma das especialidades do espaço. Os petiscos como a passarinha frita na hora, acompanhada de farofa e vinagrete, são um atrativo a mais. Os preços não ultrapassam R$15 a unidade.

Suco – Depois de percorrer as ruas do Santo Antônio e descer a Ladeira do Carmo, o desfile dos caboclos – junto com as fanfarras e grupos de samba – ruma para o Pelourinho, na reta final da etapa matinal do cortejo. A essa altura a boca está seca de tanta saudação e cantoria e nada melhor que uma limonada bem gelada para hidratar e matar a sede. A parada obrigatória para refrescar é o carrinho verde onde o suco de limão com coco – frutos bem brasileiros – criado pelo empreendedor Milton Cavalcante. É sucesso entre soteropolitanos e turistas. A mistura pode ser degustada na barraquinha móvel estacionada em frente à Fundação Casa de Jorge Amado, no Largo do Pelourinho. O copo custa R$5, a garrafa de meio litro, R$10, a de um litro sair por R$18 e a de dois litros, R$18.

Sorvetes tropicais – A poucos metros do Largo do Pelourinho, na Rua Portas do Carmo, 12, ou no Elevador Lacerda, um dos principais meios de transporte entre as cidades Alta e Baixa e um dos cartões-postais da cidade, o público pode encontrar duas das filiais da tradicional sorveteria A Cubana, que oferece uma gama de sabores tropicais e refrescantes para satisfação dos paladares mais exigentes. Tem sabor de umbu, mangaba, manga, cupuaçu, graviola, pitanga, cajá, frutos de árvores presentes nos quintais do Recôncavo baiano. Vale experimentar ainda as misturas cremosas, como tapioca, coco verde, amendoim e milho verde. Os sorvetes são vendidos em porções com uma ou mais 'bolas' (R$ 10 cada), na casquinha ou em copo.

Caldo de feijão – Depois de cumprida a primeira e mais efusiva etapa do cortejo, quando os carros do Caboclo e da Cabocla são estacionados na Praça Thomé de Sousa, aguardando a programação da tarde, é hora de finalizar o banquete em grande estilo. A ideia é ir até ao restaurante Alaide do Feijão (Rua Alaíde do Feijão, 26, Pelourinho) e saborear o caldinho da receita de excelência do lugar – a feijoada. O local, que normalmente não funciona aos domingos, vai abrir uma exceção no próximo 2 de Julho, oferecendo o caldo a R$5 a unidade.

Cravinho – Ainda para quem não abre mão em saborear a gastronomia local, a homenagem aos heróis da Independência não estará completa sem um brinde no bar O Cravinho (Largo do Terreiro de Jesus, 3, Pelourinho), uma adega de cachaças de muitos tipos, armazenadas em tonéis, à escolha do freguês, onde a infusão do cravinho é a estrela principal. O drink é marca registrada das festas de largo e não pode ficar de fora das comemorações deste Bicentenário. Dica: Ao brindar, não esqueça de derramar um pouco no chão, compartilhando com o santo a coragem e a alegria dos baianos vitoriosos. O shot custa em torno de R$5.

 

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