A Prefeitura de Salvador entregou nesta segunda-feira (17) as obras de requalificação do Museu da Misericórdia, um dos espaços culturais mais importantes do Centro Histórico da capital baiana. Situado num palacete do Século XVII, onde funcionou o primeiro hospital do Brasil, o equipamento foi totalmente restaurado e ganhou novos espaços para preservação e exposição de suas obras. O evento contou com a presença do prefeito Bruno Reis e do provedor da Santa Casa de Misericórdia da Bahia (SCMBA), José Antônio Rodrigues Alves.
A obra contemplou melhorias diversas no atendimento aos visitantes, como a ampliação e a criação de novos espaços expositivos, a construção de um auditório para 100 pessoas e de um foyer com painel luminoso no 1º subsolo e a abertura da sala do baixo coro e do alto coro. Também foi restaurada a Capela Nossa Senhora da Misericórdia, no térreo, incluindo teto artístico e forro com 45 painéis de pintura.
Bruno Reis lembrou que a Santa Casa é uma das principais parceiras da Prefeitura na gestão de unidades de saúde, no atendimento a pacientes em reabilitação e em projetos sociais. E que, agora, esta parceria está chegando forte também à área cultural. “O Museu da Misericórdia já era o mais visitado da cidade, pois recebia 50 mil visitas por ano. Não tenham dúvidas de que, agora, vamos superar esse número de visitações no museu”, disse.
“Afirmo isso pelo momento novo que vive a cidade, com a sua orla recuperada, um grande aeroporto, um Centro de Convenções de primeiro mundo, manutenção em dia, mesmo neste período de chuvas, mas, sobretudo, pelos equipamentos culturais que incentivam a permanência do visitante”, completou Bruno Reis.
O prefeito lembrou que o Museu da Misericórdia é o 11º equipamento cultural que a gestão municipal está colocando em funcionamento, seja em administração direta, seja por meio de parcerias. “O nosso objetivo é que o turista tenha atrativos o suficiente para ficar por 10 noites, em média, em nossa cidade. A gente só vai conseguir isso oferecendo conteúdo, e esse museu terá papel estratégico para fortalecer esse nosso trabalho”, disse.
“Estamos abertos para firmar diversas parcerias, trazendo exposições e ampliando o acervo deste museu. A história da Santa Casa se confunde com a de Salvador, sendo a instituição mais antiga da cidade, com os mesmos 475 anos. Portanto, nenhuma outra instituição tem um acervo tão rico quanto o da Santa Casa”, completou o prefeito.
Projeto - Foram investidos na obra quase R$10,2 milhões com recursos da Prefeitura de Salvador e do Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD) do Ministério da Justiça. Os trabalhos tiveram início em agosto de 2021, sendo coordenados pela Superintendência de Obras Públicas (Sucop). Antes de abrir as portas novamente para os visitantes, o Museu da Misericórdia ainda vai passar por pequenos serviços.
“Desde que o Museu foi aberto, em 2006, nós desejávamos a realização de um projeto como esse e, somente agora, tivemos a oportunidade. Graças ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos e à Prefeitura pudemos recuperar todo o rico acervo da igreja. Foi muito importante também a ampliação e restauração da sala de exposição para os quadros de José Joaquim da Rocha, que são de inestimável valor histórico. É fundamental a preservação dessa memória, mantendo nossa cultura viva até os dias atuais”, disse o provedor da Santa Casa da Bahia, José Antônio Rodrigues Alves.
Ele revelou os planos para a reabertura do equipamento: “No mês de setembro, em que é celebrado o mês dos museus, vamos abrigar uma exposição do artista Floriano Teixeira, maranhense radicado na Bahia, para que as pessoas possam continuar visitando o Museu da Misericórdia com toda a força e beleza que somos capazes de fazer. O lúdico é muito importante para nós, vamos manter todas as nossas atividades culturais e sociais”.
O secretário municipal de Cultura e Turismo (Secult), Pedro Tourinho, disse que o restauro é fundamental para o novo momento que vive o Centro Histórico. “A Santa Casa tem a idade da cidade, acompanha a história da cidade, e a gente ter participado do restauro deste espaço é a demonstração do respeito pela história, de entender que o que acontece aqui é uma linha do tempo de registros e vivências. Entregar esta obra é um ganho enorme para o Brasil. O Centro Histórico vive um momento de fortalecimento e a Santa Casa vem junto, até mesmo trazendo junto a gente para fazer um trabalho ainda melhor”, afirmou.
Serviços - Além dos serviços de ampliação do equipamento, foi realizada a instalação de um elevador, que possibilitará maior acessibilidade para pessoas com dificuldade de locomoção, dando acesso aos quatro pavimentos da edificação. Também foram reformadas as salas técnicas no 2º subsolo, as salas de exposição temporária no 1º subsolo e no térreo, a copa e o anexo administrativo. Foram construídos sanitários para Pessoas com Deficiência (PCDs) e reformados os sanitários para funcionários.
Ainda passaram por reparos as salas multiuso no 1º subsolo, a sala para restauração e coordenação no 2º subsolo e as salas para administração e almoxarifado no térreo. O terraço sem cobertura foi totalmente requalificado, bem como a escada interna que leva ao sino no 1º pavimento. O projeto incluiu, ainda, a construção de uma exposição com piso elevado no térreo.
Completando a lista de serviços, a sala de subestação no 1º subsolo foi reformada; foi realizada a instalação de um gerador no 1º subsolo e de uma sala de climatização no 1º pavimento; e foi criado de um pátio externo com fonte. Além disso, a fachada foi totalmente pintada e a edificação recebeu nova infraestrutura hidrossanitária, elétrica e cabeamento estruturado.
História - Inaugurado em 2006, o Museu da Misericórdia pertence à Santa Casa de Misericórdia da Bahia (SCMBA). O prédio em que está instalado foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1938 e abriga peças relacionadas a personalidades, como a cadeira que foi utilizada por D. Pedro II durante visita à Bahia em 1859 e a escrivaninha de Ruy Barbosa, que foi funcionário da Santa Casa de Misericórdia da Bahia (SCBA) em 1876, no cargo de inspetor da repartição geral.
“Aqui neste prédio foi criado o primeiro hospital do Brasil, exatamente onde nós estamos, ainda de barro. Demorou mais de um século para efetivamente ser construído o prédio da Misericórdia, um dos poucos prédios construídos em pedra e alvenaria do Século XVII. Este local proveu saúde, enterrou os mortos e atendeu aos menos favorecidos, que são missões das misericórdias. Esta casa também foi sede da primeira escola de cirurgiões do Brasil e da primeira Faculdade de Medicina, antes de ser transferida para o Terreiro de Jesus”, citou José Antônio Rodrigues Alves.
O Museu da Misericórdia também mantém a exposição fixa das 14 peças que representam as Obras de Misericórdia da Santa Casa, feitas sob encomenda pelos artistas Bel Borba, Christian Cravo, Mário Cravo Júnior, Calasans Neto, Eliana Kertész, Luiza Olivetto, Juarez Paraíso, Sérgio Rabinovitz, Carmen Penido, Caetano Dias, Grace Gradin, Juraci Dórea, Maria Adair e César Romero. Certificado pelo Sistema Brasileiro de Museus/MINC é um dos espaços culturais mais visitados da Bahia, contabilizando mais de 50 mil visitantes por ano.
Reportagem: Priscila Machado e Vitor Villar / Secom
A Secretaria Municipal da Saúde (SMS), através da Vigilância Sanitária (Visa), realizará nesta terça-feira (18) um treinamento de Boas Práticas para manipulação de alimentos para os barraqueiros de Castelo Branco. A ação acontece na Escola Municipal de Castelo Branco, às 14h.
O objetivo do encontro é garantir que os produtos oferecidos aos consumidores tenham qualidade máxima, através da orientação dos profissionais, que é feita pela equipe técnica da Visa. Durante o treinamento é possível aprender sobre o manejo dos alimentos, armazenamento, contaminações e como evitá-las, como e com que frequência deve ser feita limpeza dos locais onde as comidas são manipuladas, entre outras orientações sobre as regras sanitárias para o comércio seguro dos produtos.
A chefe de Alimentos da Visa, Emanuela Brito, destaca a importância da ação. “Estamos trabalhando para garantir que os comerciantes ofereçam produtos da melhor qualidade e dentro dos padrões corretos de higiene, evitando assim possíveis contaminações para quem consome esses produtos. Para isso educamos, orientamos e realizamos ações de fiscalização nestes locais”, declara.
O treinamento também reuniu baianas e baianos de acarajé e mingau na última segunda-feira (17). Cerca de 70 profissionais participaram da ação educativa, que aconteceu na Escola de Saúde Pública de Salvador (ESPS), no Comércio.
Nesta semana que antecede o São João, os soteropolitanos intensificam a busca pelos produtos típicos da época, a exemplo do milho, amendoim, laranja, carimã e coco. Esses são só alguns dos produtos encontrados nas feiras e mercados municipais, que funcionarão em horário especial nesta semana.
De acordo com a Coordenadoria de Feiras e Mercados da Secretaria Municipal de Ordem Pública (CFM/Semop), até o próximo dia 22 os espaços funcionarão até as 18h e, no domingo (23), o funcionamento dos espaços será até as 13h. A exceção será aplicada no Mercado de Periperi e no Núcleo de Abastecimento, Comércio e Serviços (Nacs) Itapuã, que estarão abertos até as 19h na sexta-feira (21) e no sábado (22), e até as 18h no domingo (23). Já no dia 24 de junho, quando é celebrado o São João, o horário de funcionamento dos mercados será das 7h às 13h e as feiras, das 6h às 13h.
No Nacs Itapuã, por exemplo, é possível encontrar amendoim a partir de R$4 o litro, aipim ralado por R$7 e seis espigas de milho por R$10. Os preços, afirmam os feirantes, sempre podem ser negociados.
A feirante Lene Trindade, que atua no Nacs de Itapuã há mais de 20 anos, possui uma barraca bem em frente à entrada do Nacs. É o espaço dela quem nos transporta para os festejos, repleto de garrafas de licor de sabores diversos, amendoim, milho e o que mais o cliente precisar.
"Os valores esse ano estão bons, as coisas não estão tão caras este ano e temos de tudo aqui para o São João. O que tem saído mais é o amendoim. Essa época a gente gosta, porque vendemos as coisas típicas, tem gente que vem comprar os produtos para fazer bolo, mingau, e estamos prontos para atender. O povo vem certo porque sabe que aqui encontra de tudo", declara.
Natural de Amargosa, a feirante Claudia Moura Santos se inspirou para 2024 e montou até uma barraquinha tradicional de São João “instagramável“, com degustação de licor e bandeirolas. Ela também já está abastecida para o período com amendoim (cru e cozido), milho (cru e cozido) licor, carimã e coco ralado, tudo pronto para os clientes. “Estou animada para este ano. Essa é a festa que eu mais gosto, então para mim é a melhor época”, declara.
Fiscalização – Neste período de maior movimentação, a fiscalização feita pela Semop busca o ordenamento do entorno dos espaços. Isso garante a segurança, tanto dos consumidores que vão aos espaços realizar suas compras, quanto para os transeuntes, para que todos possam se locomover com segurança e sem transtornos.
"Estamos empenhados em organizar nossas feiras e mercados de Salvador com especial cuidado para os preparativos das vendas de produtos juninos. Nosso objetivo é criar um ambiente acolhedor e seguro, que atraia mais pessoas e incentive as compras. Com essa ação, fortalecemos o comércio local e garantimos que todos possam aproveitar o melhor do São João. Contamos com a participação de cada um para fazer deste período um grande sucesso para nossa comunidade", afirmou o secretário da Semop, Alexandre Tinoco.
Funcionamento – Salvador possui 20 feiras e 14 mercados municipais disponíveis para a população e em atividade durante todo o ano. Nesta época de festejos juninos, as feiras que apresentam maior movimento são a de São Joaquim, na Cidade Baixa; a do Japão, na Liberdade; a de Castelo Branco; e da Rótula da Feirinha, em Cajazeiras X. Já os mercados municipais que costumam ter grande procura pelos alimentos típicos são os Núcleos de Abastecimento, Comércio e Serviços (Nacs) de Itapuã e de Periperi.
Entre os meses de janeiro e junho de 2024, o Grupo Especial de Proteção Ambiental (Gepa), da Guarda Civil Municipal (GCM), foi acionado para recolher 1.083 animais em diversas regiões da capital baiana e região metropolitana. O número é cerca de 15% maior que o registrado no mesmo período do ano passado.
Do total, 763 são invertebrados, 96 serpentes, 82 mamíferos, 72 répteis em geral (lagartos, iguanas, crocodilos, tartarugas, cágados e afins), 65 aves e cinco animais marinhos. Destes, 937 animais eram adultos saudáveis, 92 filhotes e 54 estavam debilitados. Dentre os animais com maior número de resgates estão sariguês (gambás), jibóias, jabutis, caramujos, saguis e gaviões.
Os bairros com maior frequência de casos registrados até o momento são Barra/Pituba, com 82 ações; Itapuã/Ipitanga, com 43; Centro/Brotas, com 23; Pau da Lima, com 19; Liberdade/São Caetano, com 18; Cabula/Tancredo Neves, 17; Cidade Baixa, nove; Região Metropolitana e Subúrbio/Ilhas, oito cada; Cajazeiras, sete; e Vitória, três.
O coordenador do Gepa, Robson Pires, explica que, ao coletar um animal, o agente busca o máximo de informações acerca do objeto da apreensão, do local da coleta e da pessoa que fez o chamado para resgate ou entrega voluntária. "Dessa forma, é possível traçar um padrão deste tipo de ocorrência”, pontua.
Ainda de acordo com o coordenador do Gepa, o alto índice de recuperação desses animais pode ser atribuído ao processo de sensibilização que a GCM de Salvador vem realizando através de cursos e palestras voltadas para a proteção ambiental. Além da parte educacional, o grupamento também realiza patrulhamento e fiscalização diariamente, voltados à prevenção dos crimes ambientais.
Em caso de solicitação para resgate de animais, denúncia de maus tratos, invasão de terra, desmatamento e supressão de vegetação, dentre outras, a população pode acionar o Gepa através da Central de Operações da GCM, por meio do telefone (71) 3202-5312.
Serviços e demandas – "Esses animais silvestres sempre estiveram aqui na zona urbana mas, por muito tempo, foram negligenciados. Com o surgimento da unidade ambiental da GCM, a preocupação com a presença deles aumentou e os serviços foram surgindo de acordo com a demanda diária", acrescenta o coordenador.
Os procedimentos operacionais para resgate de animais silvestres seguem padrões estabelecidos por protocolos do Ibama, Inema e GCM, sendo que o animal é resgatado pela equipe do Gepa. Após a apreensão ou resgate, os animais são encaminhados para órgãos como o Núcleo Regional de Ofiologia e Animais Peçonhentos da Bahia da Universidade Federal da Bahia (Noap/Ufba) ou um dos Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) vinculados ao Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema).
Caso seja uma tartaruga marinha, o destino será o projeto Tamar. Para o caso de aves marinhas, e mamíferos marinhos, os animais serão encaminhados para o Instituto Mamíferos Aquáticos (IMA).
Nestes centros, os animais são identificados taxonomicamente - por reino, filo e classe -, passam por triagem e, a depender da situação, são submetidos a procedimentos veterinários para reabilitação. Posteriormente, serão devolvidos à natureza.
Território insular de Salvador repleto de paisagens paradisíacas e belezas naturais, a Ilha de Bom Jesus dos Passos ficou ainda mais encantadora após a Prefeitura ampliar a iluminação das ruas do local. A Diretoria de Serviços de Iluminação Pública (Dsip), vinculada à Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), implantou 40 novos pontos de LED na região, melhorando a qualidade de vida dos moradores e proporcionando mais sensação de segurança.
A ação, realizada após estudos técnicos, visa acabar com o sombreamento de localidades que demandam pelo serviço, através do programa Iluminando Nosso Bairro. “Estamos trabalhando para ampliar a iluminação de todas as áreas de Salvador. A ilha é uma região belíssima e a Prefeitura tem atuado para tornar o lugar ainda mais lindo no período da noite. A nova iluminação também valoriza o turismo e melhora o dia a dia da população que vive no local”, afirma o titular da Dsip/Semop, Ângelo Magalhães.
Após modernizar a iluminação de toda Salvador, a diretoria trabalha para ampliar a rede com implantação de postes e luminárias. Este ano, o órgão já instalou cerca de 3,5 mil novos pontos em bairros como Uruguai, Curuzu, Capelinha, Tancredo Neves, Lobato, Novo Horizonte e Matatu. Nesta semana, a Dsip vai iniciar uma operação de manutenção, com a substituição de luminárias com defeito pela cidade.
Duas mil novas mudas de coqueiro foram plantadas na manhã desta segunda-feira (17), na orla do Jardim de Alah. A ação foi realizada pela Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-estar e Proteção Animal (Secis), por meio do Sistema de Áreas de Valor Ambiental e Cultural (Savam), e tem o objetivo inicial de renovar a arborização da área para, em seguida, partir para outros pontos da capital baiana, a exemplo do coqueiral do Morro do Cristo, na Barra.
Para o engenheiro aposentado José Rebouças, 68 anos, frequentador assíduo do Jardim de Alah, é uma satisfação ver a região será novamente cercada pela vegetação. "Não tenha dúvida de que é muito gratificante ver o replantio dos coqueiros, que são marcas registradas desse trecho de orla. Com esse viveiro de mudas, a cidade deve ficar abastecida de novos exemplares durante muitos anos ainda, contanto que sejam bem cuidadas e conservadas da forma correta. Fico muito feliz em ver esse trabalho acontecendo", declarou.
O titular da Secis, Ivan Euler, explicou sobre o processo de plantio das mudas no viveiro do Jardim de Alah. "Anteriormente, fizemos toda a preparação do local, além do cercamento de toda a área, com sistema de irrigação automatizado. Temos um poço dedicado ao viveiro, com esse sistema de aspersão, onde a água bate nas folhas para evitar o acúmulo de sal nas plantas".
Processo – Neste momento inicial, a Secis realizou o plantio de 2 mil mudas, com o objetivo de, a princípio, replantar a região do Jardim de Alah para, em seguida, utilizar também em outros pontos da orla de Salvador, como o coqueiral do Cristo, na Barra, além de outros pontos, futuramente.
"Contamos com o apoio da população, pois precisamos manter este cercado enquanto as mudas ainda são frágeis, com previsão de retirada quando as árvores estiverem mais fortes e crescidas. Essa é uma iniciativa importante para a arborização da cidade ", completou Euler.
O diretor do Sistema de Áreas de Valor Ambiental e Cultural (Savam) da Secis, João Resch, lembrou que o plantio dos coqueiros é um complemento das atividades, juntamente com o viveiro de plantas de restinga na orla litorânea da capital baiana. "As ações seguem em paralelo à Operação Chuva, recuperando o coqueiral do Jardim de Alah e demais trechos da cidade que necessitem o plantio desse tipo de vegetação".
Este é o segundo viveiro de plantas de Salvador, sendo o primeiro focado exclusivamente em coqueiros. O outro, localizado na Praia do Flamengo, é dedicado a conservar as plantas da restinga, que é um tipo de vegetação rasteira e arbustiva, nativa do local, e são geralmente encontradas na beira da praia, a exemplo de cactos, bromélias, sumarés, salsão-da-praia e samambaias, dentre outras.
Reportagem: Ana Virgínia Vilalva e Eduardo Santos/Secom PMS
Tradicional ponto de encontro dos moradores da Cidade Baixa, o Largo do Papagaio, na Ribeira, será completamente requalificado pela Prefeitura de Salvador, a fim de potencializar a ocupação do local por meio da implantação de novos atrativos de esporte e lazer. A ordem de serviço para a obra foi assinada pelo prefeito Bruno Reis e pelo presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano (Desal), Virgílio Daltro, nesta segunda-feira (17).
A intervenção ocorrerá numa área de 12,5 mil metros quadrados, com um olhar especial para a primeira infância. O investimento é de R$2,8 milhões. O projeto envolve implantação de gramado sintético, quiosques para comercialização de lanches, área livre para eventos, espaço com sete vagas para food truck, pista de cooper e ciclovia. O paisagismo será reforçado com plantio de gramado e de mudas de árvores frutíferas. Em determinados trechos a pavimentação será em intertravado e no mesmo nível da pista de tráfego possibilitando uso compartilhado pelos pedestres.
O prefeito Bruno Reis ressaltou que a gestão municipal já entregou 513 novas praças na capital baiana. Ele pontuou que o projeto preserva a história e a tradição do Largo do Papagaio, que tem 121 anos. “Essa que, sem sombra de dúvidas, é uma das praças mais tradicionais, mais antigas aqui da Cidade Baixa, e que com certeza toda a população tem um carinho especial. São 12 mil metros quadrados, é também uma das maiores praças da cidade”, afirmou.
Ele frisou também que, no entorno do Largo do Papagaio, há três escolas municipais entregues pela Prefeitura: o Centro Municipal de Educação Infantil Baronesa de Sauípe e as escolas municipais Alfredo Amorim e Eloyna Barradas. “Então, só aqui num raio de menos de um quilômetro, temos três grandes escolas que a Prefeitura construiu. Aqui vai ser um local onde as crianças poderão realizar suas atividades, seja no horário do intervalo, seja no contraturno, como também nos finais de semana”, disse.
“Eu não tenho dúvidas que essa vai ser uma das praças mais bonitas da cidade. O projeto ficou lindíssimo, maravilhoso, respeitando a tradição, o que já existia antes, e agregando mais equipamentos, com um olhar especial para as crianças de até seis anos”, acrescentou o prefeito.
O presidente da Desal, Virgílio Daltro, destacou que o Largo do Papagaio será totalmente reconstruído com as intervenções. “Será uma outra praça, que terá um projeto para a primeira infância que vai contemplar o cuidado, amor e zelo com os pequenos de 0 a 6 anos”, afirmou, ao ressaltar ainda que, até o final do ano, serão 600 novas praças entregues pela Prefeitura.
Primeira infância - A coordenadora do Núcleo Especial de Apoio à Primeira Infância (Neapi) da Secretaria Municipal de Governo de Salvador, Simone Café, detalhou as iniciativas voltadas para as crianças de 0 a 6. Segundo ela, o projeto foi elaborado em parceria com a Urban95, iniciativa global que busca incluir a perspectiva de bebês, crianças pequenas e cuidadores no planejamento urbano, nas estratégias de mobilidade e nos programas e serviços oferecidos nas cidades. O Instituto de Arquitetos do Brasil também acompanhou a construção do projeto.
“Para que o projeto fosse, acima de tudo, inclusivo e participativo e trouxesse os olhares dos moradores, dos jovens, que sempre estavam aqui jogando basquete, nós fizemos a escuta das crianças do CMEI Baronesa de Sauípe, porque o Largo do Papagaio foi escolhido pra fazer essa intervenção urbana com foco na primeira infância por ter escolas municipais no seu entorno. Então nós fizemos a escuta das crianças, com construção de maquete”, afirmou.
Para a construção do projeto, foram ouvidos também moradores do entorno e pessoas que frequentam o espaço. Simone Café contou ainda que o Instituto de Arquitetos do Brasil realizou um concurso nacional de mobiliário urbano com foco na primeira infância, que teve três ideias vencedoras. “Cada ideia ganhou um valor de 7 mil reais, e os projetos foram cedidos para a Desal, que vai implementar aqui no Largo do Papagaio e em outras praças da cidade”, explicou.
No local, haverá um parque infantil para crianças de 0 a 6 anos composto por traves, túnel triângulo, relevo, painel interativo, tambores, mesa infantil e amarelinha.
Equipamentos - O novo Largo do Papagaio vai contar com novos campos de futebol com grama sintética e quadras de basquete e de vôlei. Para quem deseja realizar atividades físicas, terá também academia de saúde para a terceira idade, simulador de esqui individual, barras de apoio, prancha abdominal e barra paralela, entre outros equipamentos.
Para as crianças, além do parque infantil, a praça terá gangorra, balanço, escorregadeira, casa do Tarzan e espaço de jogos. Entre os atrativos estão ainda mesa de ping pong, futmesa e túnel, além de parque infantil para pessoas com deficiência (PCDs) e espaço para pets.
Reportagem: Thiago Souza/ Secom
A Prefeitura de Salvador inaugurou neste domingo (16) a requalificação da Arena Pronaica, em Cajazeiras X, um dos campos de bairro mais icônicos e conhecidos da capital baiana. O piso, que era de barro, recebeu gramado sintético e outros serviços que vão melhorar as condições para a prática esportiva na localidade. O prefeito Bruno Reis e o secretário de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), Júnior Magalhães, participaram da entrega do espaço ao lado da comunidade e de lideranças.
Este é o 50º campo de grama sintética entregue pela gestão municipal. Com investimentos de R$1,2 milhão, os serviços também envolveram a reforma de alambrados e vestiários, troca de traves, modernização na arquibancada, drenagem e iluminação. Como o prefeito já havia anunciado, Salvador ganhará mais 50 arenas de gramado sintético até o final deste ano, chegando a 100 espaços deste tipo na capital baiana.
Sobre a Pronaica, Bruno Reis destacou que o campo é um dos mais importantes da cidade, onde são realizadas competições amadoras de grande adesão, como a Copa Cajazeiras e a Copa Salvador. “Nunca se investiu tanto no esporte como nós estamos investindo agora. Temos um conjunto de ações e, até o final deste ano, seremos a cidade com mais campos públicos de grama sintética de todo o Brasil”, disse.
“Eu tenho certeza que aqui, na Arena Pronaica, nós vamos revelar diversos craques para o Brasil e para o mundo, que vão nos orgulhar e servir de exemplo para milhares de outros jovens desta comunidade. Esse campo vai permitir que muitos jovens fiquem distantes do crime, das drogas e da marginalidade. E, depois, a gente sabe como o esporte orienta e educa. O esporte é disciplina, foco, respeito à hierarquia e saúde”, completou o prefeito.
Além disso, a Prefeitura iniciou a implantação de uma das 20 academias públicas que Salvador vai ganhar até o final deste ano. Além dos equipamentos para a realização dos exercícios, esses novos espaços contarão com profissionais instrutores, assim como nas academias privadas, para orientar os usuários.
“Vamos implantar 20 academias públicas em Salvador. E sabe onde que será uma delas? Ali, do lado dos vestiários da Arena Pronaica, aqui em Cajazeiras. Será uma academia de ginástica mesmo, e a galera vai ter um aplicativo, vai chegar com o celular, vai poder marcar o horário e fazer com um instrutor acompanhando, praticamente um personal. Vai poder fazer musculação, levantar peso…”, detalhou Bruno Reis em seu discurso.
Equipamentos - A Arena Pronaica já havia passado anteriormente por uma requalificação, que foi entregue pela Prefeitura de Salvador em 2020. Por isso, o espaço público já conta com uma quadra poliesportiva e dois campos de gramado sintético para futebol society. Na ocasião, os moradores optaram por manter o campo principal, o maior deles, de barro. Com o passar do tempo e o surgimento dos campos de grama sintética por toda a cidade, houve a nova solicitação da comunidade.
Titular da Sempre, Júnior Magalhães destacou a importância da Pronaica para o dia a dia de Cajazeiras. “Essa aqui já era, por si só, uma área que atrai toda a população nos finais de semana, mas agora tem condições ainda melhores. Nós fizemos a requalificação, demos a manutenção e, ao mesmo tempo, incluímos o campo sintético. Nenhuma cidade do Brasil tem conseguido fazer algo assim, tão estruturado no apoio e no fomento ao esporte, como Salvador”, afirmou.
Romilson Cerqueira, 52 anos, é supervisor de segurança e morador de Cajazeiras. Neste domingo, foi à Arena Pronaica vestido de calção, meiões e chuteiras, “pronto para o baba”, como disse. Segundo ele, essa é uma tradição de todos os domingos pela manhã. “A gente tem um ‘babinha’ aqui há mais de 40 anos já, jogando neste campo. E hoje a gente está vendo esse gramado, então para a gente é muito gratificante”, afirmou.
“Pra gente, que mora em Cajazeiras, é uma conquista muito gratificante. Jogamos muito tempo aqui num campo de barro, e hoje a gente vê o gramado sintético, que se tornou uma realidade nos campos de Salvador. E a Pronaica, por ser um campo de muita visibilidade, já estava precisando dessa reforma, né? Ficou uma coisa muito bonita, todo mundo vai ter uma nova visão da Pronaica”, completou Romilson Cerqueira.
Reportagem: Thiago Souza e Vitor Villar / Secom PMS
A Prefeitura de Salvador inaugurou neste sábado (15) a Arena Planeta, sonho antigo dos moradores de uma das comunidades mais carentes do bairro de São Cristóvão. Localizada entre as ruas São Cristóvão e São Francisco, a área, anteriormente denominada Planeta dos Macacos, passou por uma urbanização completa, transformando o local num moderno complexo de lazer e esporte. A inauguração contou com a presença do prefeito Bruno Reis, de secretários municipais e de lideranças locais.
O projeto, elaborado pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), contemplou uma área de mais de 21,7 mil metros quadrados, que ganhou um campo de futebol com grama sintética, dois vestiários e arquibancada. Além disso, quadra de areia, pista de caminhada e corrida, academia de boxe, pista de skate, um espaço multiuso para confraternizações em geral, equipamentos de ginástica e parque infantil. O investimento com recursos municipais foi de quase R$6,2 milhões.
Bruno Reis destacou que esta é a maior arena já entregue pela Prefeitura. “A Arena Planeta fica na entrada da cidade. Então, quem vier do litoral, quem vier da Via Parafuso, quem vier pelo ar, vai ver este grande equipamento público. Nós estamos entregando o campo de grama sintética de número 49 de Salvador, mas este é muito mais do que um campo. É um complexo esportivo, onde nos preocupamos com os mínimos detalhes”, disse no discurso.
O prefeito chamou a atenção para a academia de boxe, uma novidade da gestão municipal, atendendo aos anseios dos moradores: “Eu me lembro muito bem que, no dia em que estive aqui para dar a ordem de serviço, a galera que pratica boxe estava aqui e me disse ‘prefeito, São Cristóvão é conhecido no Brasil e no mundo por revelar campeões e campeãs do nosso esporte, no entanto, não temos espaço para treinar’. E eu digo: está aí a arena para vocês. Tenho certeza que vamos revelar aqui muitos atletas que vão nos orgulhar”.
Parceria - Para completar, o SSA FC, mais novo clube de futebol da capital baiana, assinou um termo para uso da Arena Planeta na formação de atletas. “Esse trabalho, com certeza, vai revelar atletas do bairro para o Brasil e para o mundo. Esses jovens, através do esporte, primeiro vão ficar longe do crime e da droga. Quando um jovem sai da comunidade e se destaca na área esportiva, ele serve de exemplo para os outros”, disse Bruno Reis.
Além disso, foram construídos na Arena Planeta sete módulos, totalizando 21 quiosques, para comercialização de lanches e outros produtos por permissionários locais. O espaço como um todo recebeu pavimentação em concreto e em piso intertravado, paisagismo, pergolados, sanitários públicos, drenagem, entre outros serviços.
Presidente da FMLF, Tânia Scofield frisou que tudo foi construído com a coparticipação dos moradores. “Eu acho que esse é um verdadeiro exemplo de projeto transformador de espaços. Aqui havia um campo de barro e mais nada, uma área que estava subutilizada. A partir daí, começamos a conversar com a comunidade para saber o que é que eles queriam aqui. E absolutamente tudo o que foi criado foi por demanda dos moradores”, afirmou.
A Diretoria de Iluminação Pública (Dsip) também investiu significativamente no campo da Arena Planeta, com a instalação de 76 projetores LED, seis postes de concreto de 17 metros, dois postes de fibra e obras de infraestrutura elétrica. Na praça, foram instaladas 111 luminárias LED, 86 postes de fibra totalizando quase R$900 mil em investimentos.
Lazer - A babá Gidalva dos Santos Torquato, de 42 anos, é moradora da comunidade e levou os dois filhos para brincarem no parque infantil. “Eu achei muito bom, porque a gente vai ter uma área de lazer para eles à tarde, para eles se divertirem um pouco, vai ser muito proveitoso. No final de semana, a gente tinha que levar os filhos para outros bairros, atrás de opção de lazer. Aí tinha que pegar transporte, era mais difícil sair com criança. Agora, aqui na comunidade, perto da gente, vai ser muito bom”, comentou.
Já Hebert Silva de Jesus, de 25 anos, é atleta profissional de futebol. Nascido e criado em São Cristóvão, começou a jogar no antigo campo de barro, e hoje celebra a evolução do lugar. “O campo gramado de hoje é muito melhor, todo sintético, muito bom para os nossos filhos e todo mundo que vai usar. O entorno do campo também está de qualidade, porque antes ficava o esgoto muito exposto. Além disso, quando chovia, não tinha condições de jogar, por causa da lama”, disse.
“Agora, com esse gramado, todo mundo vai querer jogar. É até melhor para desenvolver o ensino do futebol, porque na grama a bola fica menos viva. Então, para dominar, correr com ela, é melhor. Com certeza vão sair daqui muitos atletas profissionais, pois temos vários projetos que buscam não só formar jogadores, mas também cidadãos”, completou.
O seu canal de comunicação com o nosso site. Caso tenha dúvidas, sugestões ou solicitações de serviços, por favor, mande mensagem que teremos prazer em respondê-la.