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Reportagem: Mateus Soares e Nilson Marinho/Secom PMS

Na 9ª edição em 2024, o projeto Era Uma Vez Brasil esteve nesta quinta-feira (15), na Biblioteca Juracy Magalhães Júnior, no Rio Vermelho, reunindo professores que atuam pelo município de Salvador para um bate-papo que teve como tema “Quem conta a nossa história?”. Ativista indígena e escritora, Geni Nuñez participou do encontro, trazendo para os profissionais da educação uma visão a partir das perspectivas de povos indígenas e afro-brasileiros.

A coordenadora do projeto, Marici Vila, lembra que a ideia da ação teve início em 2016 e que, desde então, é realizada todos os anos, sempre em parceria com as escolas municipais da capital baiana. O projeto consiste em seis encontros com professores de história do 8º ano do Ensino Fundamental II.

“A proposta é oferecer um novo olhar sobre a história do Brasil, ou seja, descolonizar esse olhar. Queremos trazer à luz a história contada a partir das perspectivas dos povos indígenas e afro-brasileiros. Estamos hoje no nosso segundo encontro, onde trabalhamos diretamente essa temática. Depois, os professores levam esse conteúdo para a sala de aula, onde os alunos são desafiados a reinterpretar a história e criar histórias em quadrinhos com base nesse novo olhar”, diz.

Acampamento educativo – Após os encontros, os professores levam o que aprenderam para os alunos. Eles, por sua vez, ficam com a missão de produzir HQs sobre a temática. Os materiais são avaliados por uma comissão, que seleciona os melhores trabalhos. Neste ano, cerca de 900 alunos vão fazer parte desta ação.

“Estamos atualmente na primeira etapa, que envolve formações com professores. Convidamos todos eles a participarem de seis encontros formativos. Neles, trabalhamos a temática da edição e oferecemos suporte para que eles levem essa nova abordagem à sala de aula. A partir disso, os alunos desenvolvem histórias em quadrinhos, que são a ferramenta pedagógica proposta pelo projeto. Após a avaliação, selecionamos os 100 melhores autores para a segunda etapa do projeto”, detalha Marici.

Ainda de acordo com a coordenadora, na segunda fase é realizado um acampamento educativo de uma semana, em uma escola da capital baiana. Durante esse período, os alunos vivenciam experiências práticas, como, por exemplo, uma imersão em uma aldeia indígena ou em um quilombo.

“Com base nessas vivências, os estudantes produzem quatro curtas-metragens. Após isso, lançamos um livro com as HQs da primeira fase e realizamos um evento de divulgação dos curtas. Todo esse conteúdo também fica disponível em uma plataforma on-line”, diz.

Entender o passado – Na fase final, 15 estudantes são selecionados e convocados para uma viagem a Portugal, que irá acontecer em novembro deste ano. No país europeu, os jovens apresentam suas produções para estudantes portugueses. “A ideia é levar os produtos culturais desenvolvidos por eles e promover um diálogo direto com o país que nos colonizou, mas agora sob a perspectiva de quem foi colonizado. Essa vivência busca abrir reflexões sobre os caminhos da história do Brasil”, finaliza a coordenadora do projeto.

Braulio Rodrigues de Freitas é um dos professores de História que participaram do encontro. Ele leciona nas escolas municipais do Pescador, em Itapuã, e Clériston Andrade, em São Marcos. No projeto, o profissional está representando a Escola Municipal Pescador.

“Acredito que é uma atividade extremamente válida. Ela nos permite reconhecer, primeiramente, as nossas origens. Só conseguimos avançar como povo se entendermos o nosso passado, e não o passado contado de forma distorcida, como infelizmente acontece muitas vezes”, avalia.

Segundo ele, o projeto ajuda a desconstruir a ideia de que os povos originários e africanos são apenas capítulos paralelos da história. “Quando se fala em povos originários ou povos africanos, há uma separação imaginária, como se nós não fizéssemos parte disso. E fazemos. O Brasil é resultado direto dessa história, dessa mistura, ainda que feita de maneira violenta, com dor e opressão”, completa Freitas.

Acesse a galeria de fotos: https://agenciadenoticias.salvador.ba.gov.br/index.php/pt-br/index.php/?option=com_cogelgaleria&view=cogelgaleria&pagina=0&id=12473. 

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Alunos da Escola Municipal Roberto Correia, em Pau da Lima, participaram de uma atividade especial que abrangeu orientações sobre primeiros socorros. A iniciativa, realizada por meio do Projeto Defesa Civil nas Escolas (PDCE), visa disseminar a cultura da prevenção entre crianças e adolescentes, especialmente em instituições localizadas próximas a áreas de risco.

A aula foi ministrada, na última terça (13), pela técnica de enfermagem Carolina Molinari, que abordou temas como queimaduras, choques elétricos e engasgos, com linguagem e dinâmicas adaptadas à faixa etária dos alunos. Com quase 1 mil matriculados do 1º ao 6º ano, a Roberto Correia tem 34 participantes envolvidos diretamente nas atividades.

O projeto ocorre ao longo de um semestre e contempla diferentes módulos, incluindo percepção de risco, educação ambiental, mudanças climáticas e doenças como dengue e leptospirose, em parceria com o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).

Ao final do ciclo, os alunos visitam o Centro de Monitoramento de Alerta e Alarme da Defesa Civil (Cemadec), na Avenida Bonocô, e participam de uma culminância com apresentações sobre os temas trabalhados.

Para a professora Tânia Maria Oliveira, o projeto complementa o trabalho pedagógico em sala de aula. “Eles aprendem de forma lúdica e aplicam o conhecimento na vida prática, em casa e na comunidade”, disse.

Segundo Rafaela Moreira, chefe do PDCE, a escolha das escolas segue critérios técnicos. “A triagem considera fatores como localização em área de risco, número de alunos afetados e estrutura pedagógica. Essa unidade (Roberto Correia), por exemplo, é considerada escola-abrigos e atende diretamente uma comunidade vulnerável", explicou.

Entre os participantes, o aluno Luiz Eduardo, de 11 anos, mostrou entusiasmo com os conteúdos. “Aprendi como ajudar alguém que levou choque e também sobre os riscos de construir casa perto de bananeira. Acho importante passar esse conhecimento para outras pessoas também”, afirmou.

Acesse a galeria de fotos: https://agenciadenoticias.salvador.ba.gov.br/index.php/pt-br/index.php/?option=com_cogelgaleria&view=cogelgaleria&pagina=0&id=12472. 

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A Prefeitura de Salvador autorizou nesta sexta-feira (16) o início das obras do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do Parque São Cristóvão, mais um equipamento do tipo Modelo na capital baiana. O prefeito Bruno Reis esteve no local para assinar a ordem de serviço, com um investimento de R$3 milhões para a construção do espaço, que vai oferecer infraestrutura de ponta para o atendimento de pessoas em vulnerabilidade social e melhores condições de trabalho para os profissionais da área.

O novo Cras atenderá 5 mil famílias referenciadas na região, que engloba não só Parque São Cristóvão como bairros vizinhos, a exemplo de Mussurunga, Parque das Bromélias, Jardim das Margaridas, Cassange, Itinga, Vila Verde e Portelinha. Os Cras são a porta de entrada da rede de assistência social do município. Neles, a população é acompanhada por assistentes sociais e psicólogos, entre outros profissionais, e é encaminhada para serviços como CadÚnico, auxílio alimentação, aluguel social e outros benefícios e programas.

Bruno Reis destacou que essa é a quarta ordem de serviço assinada de equipamentos do tipo Modelo em menos de um mês: “Começamos a implantação de um Cras em Narandiba e de um Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) lá em São Marcos. Anteontem, estive em Brotas para autorizar a construção de um Cras Modelo e agora estamos aqui, no Parque São Cristóvão, para dar início à obra deste espaço que vai ajudar, em especial, a galera do Vida Nova, que é um case de sucesso da Prefeitura”, disse, citando os agentes do novo programa de assistência social do município.

O Modelo é um novo padrão construtivo que a Prefeitura está aplicando aos equipamentos da assistência social do município. Os espaços seguem uma planta específica, projetada para oferecer infraestrutura adequada de atendimento e de trabalho. O Cras Modelo Parque São Cristóvão terá sala de inscrição no CadÚnico, sala multiuso, salas de atendimentos, sala para psicólogos, brinquedoteca, copa, almoxarifado, sanitários feminino, masculino e para pessoas com deficiência (PCDs), entre outros espaços, todos climatizados.

Júnior Magalhães, titular da Secretaria de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), lembrou que a Prefeitura já entregou o Cras Modelo de Valéria e outro, na Boca do Rio, também está em obras. “Nós estamos partindo para a construção de espaços modernos, sair de estruturas alugadas e que não têm a qualidade que nós queremos. E assim, além do trabalhador ter um local de trabalho mais digno, estamos também olhando para o beneficiário do Cras, que terá condições melhores para ser atendido”, disse.

Melhorias – O prefeito citou outras intervenções da Prefeitura na região de São Cristóvão mirando a melhoria da qualidade de vida: “Acabamos com o ‘Pé Sujo’, que era uma vergonha aqui no bairro. Construímos lá um verdadeiro camelódromo para dar melhores condições de trabalho aos comerciantes”, disse.

“Também fizemos a nova Arena Planeta, que é um verdadeiro sucesso. Quem chega em Salvador, vindo do Litoral Norte, vê aquele complexo esportivo e vê o resultado do nosso trabalho. E, sem sombra de dúvidas, outra grande melhoria é o Restaurante Popular de São Cristóvão, que ajuda gratuitamente a matar a fome de pessoas vulneráveis de nossa cidade todos os dias”, concluiu Bruno Reis.

Acesse a galeria de fotos: https://agenciadenoticias.salvador.ba.gov.br/index.php/pt-br/index.php/?option=com_cogelgaleria&view=cogelgaleria&pagina=0&id=12475. 

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Texto: Thiago Souza/ Secom PMS

Salvador será palco, neste sábado (17), de uma série de encontros preparatórios para a IV Conferência Municipal de Promoção da Igualdade Racial (Compir), a fim de debater políticas públicas e eixos temáticos voltados para o segmento. Realizada pelo Conselho Municipal de Comunidades Negras (CMCN), em conjunto com a Secretaria Municipal da Reparação (Semur), a atividade é aberta ao público. Os interessados deverão preencher um formulário no link https://forms.gle/2DdBURg2PyJeDmjXA.

Os encontros ocorrerão a partir das 9h nas escolas municipais Nossa Senhora dos Anjos (Brotas), Professora Maria de Lourdes Santana Alves (Capelinha de São Caetano), do Pau Miúdo (Pau Miúdo), Zulmira Torres (Nordeste de Amaralina), Clériston Andrade (São Marcos), Ulysses Guimarães (Fazenda Grande I), além do campus da Unijorge, na Paralela. Também acontecerá no auditório do Mercado do Peixe, a partir das 13h30.

Já na terça (20), a programação chegará à Escola Municipal de Ilha de Maré, novamente às 9h. “Serão abordados marcos regulatórios e as legislações que tratam da temática racial no país e, principalmente, em Salvador, a exemplo do Plano Municipal de Promoção da Igualdade Racial, da existência da Secretaria de Reparação e do Estatuto de Igualdade Racial e Combate à Intolerância Religiosa, regulamentado em 2021”, explica o presidente do CMCN, Evilásio Bouças.

Ele ressalta que a capital baiana possui um histórico de luta em defesa da população negra, que representa 83% da cidade. “Embora se tenha observado avanços no Brasil e, especialmente em Salvador, ainda convivemos com as mais diversas formas de racismo e desigualdades. Por isso, a necessidade de continuarmos realizando ações que buscam construir uma sociedade verdadeiramente justa e igualitária”, acrescenta Bouças.

Ainda nos encontros preparatórios, mais de 200 delegados, entre representantes da sociedade civil, conselheiros de entidades ligadas à temática racial, dos povos tradicionais, quilombolas e do poder público, serão selecionados. Eles levarão as propostas discutidas nos encontros preparatórios para o IV Compir, a ser realizado entre os dias 26 e 27 deste mês, no Quality Hotel, no Stiep.

O evento municipal antecederá a V Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, a ser realizada no período de 25 a 29 julho, em Brasília.

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Reportagem: Nilson Marinho/Secom PMS

Como parte das comemorações pelo Dia do Gari, celebrado nesta sexta-feira (16), uma collab nas redes sociais celebra o trabalho de garis e margaridas em quatro cidades brasileiras: Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS) e Goiânia (GO). A iniciativa, que envolve a Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb), a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), a Companhia Municipal de Limpeza Urbana da Cidade do Rio de Janeiro (Comlurb) e o Departamento Municipal de Limpeza Urbana de Porto Alegre (DMLU), visa dar visibilidade ao trabalho dos garis em todo o país.

Através do tema da campanha “Valentes”, a postagem em vídeo, compartilhada nos perfis @limpurb, @dmlupoa, @commurggoiania e @comlurbcomunica no Instagram, traz uma mostra do trabalho diário dos profissionais de limpeza no cuidado com a cidade. São atividades que envolvem varrição, capinação, plantio, recolhimento de lixo domiciliar e instalação de lonas em áreas de risco, seja manhã, tarde, noite ou debaixo de sol ou chuva.

"Os garis são verdadeiros valentes do nosso dia a dia. Enfrentam sol, chuva e desafios nas ruas para manter nossa cidade limpa e acolhedora para todos. Esses profissionais merecem todo o reconhecimento pelo trabalho que fazem, sempre com garra, alegria e com o compromisso de prestar um serviço essencial para a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida da população. Neste Dia do Gari, quero agradecer a cada um dos nossos garis e margaridas e dizer que me orgulho em fazer parte da limpeza urbana de Salvador”, declarou o presidente da Limpurb, Carlos Augusto Gomes.

O diretor-geral do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) de Porto Alegre, Carlos Alberto Hundertmarker, afirma que participar dessa iniciativa com outras cidades é uma forma de reconhecer publicamente o valor e o impacto desses profissionais. “Integrar essa campanha nacional é celebrar o trabalho que mantém nossas cidades limpas e cuidadas. Os agentes de limpeza são verdadeiros valentes, e essa ação unificada com outras cidades mostra que sua importância não tem fronteiras. Em Porto Alegre, cada luva vestida, cada rua varrida, é um ato de cuidado que merece reconhecimento, e é isso que buscamos retratar”, diz.

"Para nós, do Rio de Janeiro, é uma honra participar de uma ação de reconhecimento e valorização dos garis do Brasil. Parabéns à Limpurb pela iniciativa", pontua a gerente de Comunicação Corporativa e Redes Sociais da Comlurb, Ana Carolina Fernandes.

Reconhecimento – Na página da Limpurb no Instagram (@limpurb), outras postagens também celebram a importância do trabalho dos garis e margaridas. Em Salvador, mais de 4 mil profissionais ajudam, todos os dias, a garantir o bem-estar de 2,4 milhões de moradores da cidade, além de outros milhões de turistas que desembarcam na capital baiana ao longo do ano. Juntos, os agentes são responsáveis por recolher, diariamente, uma média de 5,2 mil toneladas de resíduos domiciliares e restos da construção civil.

Thelma do Amor Divino Almeida, de 39 anos, é agente da Limpurb. Ela é uma das profissionais escolhidas para serem personagens de vídeos publicados nas redes sociais da empresa em homenagem aos garis. Seu dia a dia atuando nas ruas da capital baiana e recebendo o carinho da população foi documentado. “Foi muito bom, um momento de descontração e de deixar as pessoas verem um pouco como funciona a nossa rotina”, comentou.

Moradora do bairro de Paripe, ela atua na Limpurb há oito anos. Atualmente, faz parte da equipe de varrição, atuando como “margarida”, como os profissionais desse setor são carinhosamente chamados. “Tenho três filhos e sou chefe de família, já que o pai deles faleceu há nove anos. Conciliar casa, trabalho e família no dia a dia é uma correria, mas a gente sempre dá um jeitinho. Nem sempre consigo dar conta de tudo, mas me viro e dou o meu melhor”, comenta.

Thelma diz que trabalhar na limpeza urbana é mais que um ofício, é uma terapia, um momento em que ela pode esquecer os problemas que eventualmente possam lhe atingir. “A gente tem problemas, nem sempre tá 100%, e a varrição acaba ajudando a aliviar. Uma parte da população valoriza nosso trabalho, sim. Já outra parte acha que estou apenas cumprindo uma obrigação pela qual sou paga, e tá tudo bem”, diz.

A agente de limpeza ressalta que falta conhecimento por parte da população sobre as atribuições reais da profissão. “Na verdade, muita gente não entende o que faz parte ou não do nosso trabalho. Acham, por exemplo, que a gente tem que tirar o galho pesado da árvore, e ainda falam: ‘Se não tiver lixo, você fica sem emprego’”, lamenta.

Com ensino médio completo, agora ela pretende acessar o ensino superior, já que tem o sonho de ser juíza. “Ajudar a manter a cidade limpa não é só nossa obrigação. A população também precisa fazer sua parte. A mensagem que eu deixo é: tenham empatia pela nossa profissão e pelos profissionais. No fundo, estamos todos no mesmo barco, só que em posições diferentes”, finaliza Thelma.

Dinalva Santos Silva Bispo, de 42 anos, é moradora da Engomadeira, na Estrada das Barreiras. Ela trabalha na Limpurb há 10 anos, também na equipe de varrição. Mãe de três filhas, Ruth, Yasmin e Jasmine, e avó de Maria Gabriela, de 9 anos, Dinalva afirma que é com o fruto do seu trabalho que sustenta a família.

“Vivemos todas juntas, unidas. Uma ajuda a outra. Mas o que pesa na mesa é o resultado do meu trabalho, e eu tenho orgulho disso. Tenho orgulho de ser gari, margarida, agente de limpeza, como quiserem chamar. Amo vestir essa farda. Não tenho vergonha de sair ou voltar com ela. Muito pelo contrário, porque foi através dessa empresa que me tornei uma mulher independente. Hoje, não tenho medo do futuro, nem do que colocar na mesa, nem de sonhar. Sei que posso entrar num restaurante e pagar minha refeição com o meu dinheiro. E isso me dá dignidade”, declara.

Formada em Magistério, ela já atuou em escolas, participou de projetos de alfabetização, trabalhou como doméstica, vendedora de lanches e promotora de vendas de exames e consultas. Agora, quer cursar Direito, para tornar-se uma advogada.

“Em 10 anos, vivi muitas situações marcantes, inclusive constrangedoras, como episódios de racismo e assédio. Infelizmente, nem todo mundo entende a importância da nossa profissão. Algumas pessoas reconhecem, sim. Dizem: ‘Se não fossem vocês, como estaria a cidade?’ Mas outras ainda nos olham com nojo, com desprezo. E é por isso que eu peço mais empatia, mais humanidade”, finaliza.

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O prefeito Bruno Reis encaminhou nesta quinta-feira (15) à Câmara Municipal de Salvador o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para o exercício de 2026, com uma previsão de receitas totais de R$13,1 bilhões. Esse valor corresponde ao primeiro ano do novo ciclo orçamentário, que se estende até 2029.

Elaborado de acordo com os princípios estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, o projeto define as diretrizes que nortearão a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), refletindo o compromisso da gestão municipal com o equilíbrio das contas públicas e o desenvolvimento sustentável de Salvador.

O prefeito Bruno Reis destacou que o PLDO 2026 materializa o compromisso com uma gestão pública responsável, que harmoniza o desenvolvimento econômico com o equilíbrio das contas públicas. “O projeto estabelece as diretrizes necessárias para fazer de Salvador uma cidade mais justa, moderna e acolhedora para todos os seus cidadãos”, afirmou.

O projeto tem como base uma gestão responsável dos recursos públicos e visa garantir a manutenção dos serviços essenciais e a ampliação dos investimentos estratégicos, sem comprometer a saúde financeira do município.

Para o secretário da Casa Civil, Luiz Carreira, o PLDO reafirma o compromisso da Prefeitura com o ajuste fiscal e a responsabilidade na gestão dos recursos públicos. “Vamos seguir assegurando a continuidade dos investimentos sociais e em infraestrutura que vêm transformando Salvador em uma cidade mais justa, moderna e resiliente”, ressaltou.

Entre os destaques do planejamento está a previsão de R$880,6 milhões em investimentos viabilizados por operações de crédito com instituições financeiras internacionais, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Banco Mundial e o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF). Esses recursos serão fundamentais para impulsionar a execução de projetos estruturantes em áreas prioritárias, promovendo modernização urbana, mobilidade, sustentabilidade e inclusão social, entre outros.

Construção – O PLDO 2026 foi construído com a participação integrada de todos os órgãos da administração municipal e adota premissas econômicas conservadoras, alinhadas aos cenários projetados pelos principais indicadores nacionais. As estimativas consideram um crescimento do PIB de 1,7% e uma inflação de 4,4% (medida pelo IPCA), conforme projeções recentes do Banco Central.

A maior parte dos recursos virá de receitas correntes, que correspondem a 86,6% do total em 2026 — com destaque para os impostos municipais, como IPTU e ISS, além das transferências constitucionais de recursos federais e estaduais.

As áreas sociais terão atenção especial, com alocação significativa de recursos para saúde, educação e assistência social, reafirmando o compromisso da Prefeitura com a promoção da qualidade de vida e a redução das desigualdades. Para garantir a sustentabilidade fiscal diante de eventuais imprevistos, o PLDO estabelece uma reserva de contingência de R$20 milhões anuais, parte da política de estímulo à economia local por meio de incentivos a setores estratégicos.

O projeto seguirá agora para análise e deliberação dos vereadores na Câmara Municipal. Já o envio do Plano Plurianual (PPA) 2026–2029 está previsto até o dia 31 de agosto, completando o ciclo de planejamento e garantindo maior previsibilidade e transparência na condução das políticas públicas municipais.

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Reportagem: Mateus Soares e Priscila Machado/Secom PMS

Crianças de 4 a 12 anos participaram, na tarde desta quinta-feira (15), da oficina gratuita de dobradura "Brincando com as Palavras". A iniciativa integra o programa Caminhos da Leitura, desenvolvido pela Gerência de Bibliotecas e Promoção do Livro e Leitura da Fundação Gregório de Mattos (FGM), e tem como objetivo valorizar a arte de brincar, unindo diversão e aprendizado, com foco no respeito às diferenças.

Em média, 20 crianças, moradoras de Sete de Abril, participaram da atividade realizada na biblioteca comunitária do bairro. A oficina teve como material de leitura o livro “O Rei que Tinha Orelhas de Burro”. Na voz de Sálua Chequer e de Igor Trovanova, que conduziram a oficina, a história foi ganhando forma de música e sendo cantada pelos pequenos, sendo ritmada por pandeiro e palmas.

“É uma atividade que contribui bastante, porque envolve a música, a contação de história, promovendo um momento leve e descontraído de aprendizagem. Estamos muito felizes em receber essa oficina com profissionais excelentes. As crianças estão amando. Eu acho importante que a FGM leve também para as bibliotecas comunitárias atividades lúdicas como essa, incentivando a leitura e promovendo a interação das crianças e adolescentes”, disse a fundadora da biblioteca e mediadora de leitura, Gicélia Melo. De acordo com a gestora, cerca de 40 crianças são atendidas na biblioteca do bairro e grande parte delas vive em situação de vulnerabilidade social.

Técnica em Supervisão, Organização e Gestão da Cultura da Gerência de Bibliotecas e Promoção do Livro e Leitura da FGM, Gabriela Cafruni explica que o objetivo do programa Caminhos da Leitura é incentivar o hábito de leitura, promover a difusão dos espaços das bibliotecas públicas, municipais e comunitárias, e contribuir também com o fortalecimento dos saberes através de ações educativas.

“A atividade é voltada para crianças de 7 a 11 anos, mas aqui há pessoas de todas as idades. No final, também tem oficina de criação de brinquedos manuais, inspirada nos contos populares, transmitidos oralmente entre gerações. A história do livro ‘O Rei que Tinha Orelhas de Burro’ aborda temas de identidade, aceitação e convivência com as diferenças, e está sendo acompanhada de jogos e brincadeiras que estimulam a leitura de forma lúdica e participativa”, acrescenta Gabriela.

Maio Laranja – Além da programação que já faz parte do Caminhos da Leitura, a FGM participa do Maio Laranja, com duas atividades especiais no Dia D da campanha, celebrado no domingo (18). O Maio Laranja é coordenado, em âmbito municipal, pela Secretaria de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), e busca conscientizar a população sobre o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes.

As ações encabeçadas pela FGM vão movimentar o Espaço Carybé de Artes, no Forte São Diogo (Porto da Barra), e também marcam o Dia Internacional de Museus. Por isso, às 10h, ocorre o “História Cantada – Lugar de criança também é no museu”, com Sálua Chequer e Igor Trovanova, que reúne oficinas de botão mágico, chapéu de papel e boneca abayomi.

Já às 14h, o Espaço Carybé recebe a apresentação da atriz Cléia Makenda, que interpreta a boneca falante Sara. A personagem vai conversar com os participantes e falar sobre o Maio Laranja de forma lúdica, com foco na proteção de crianças e adolescentes.

Acesse a galeria de fotos: https://agenciadenoticias.salvador.ba.gov.br/index.php/pt-br/index.php/?option=com_cogelgaleria&view=cogelgaleria&pagina=0&id=12471. 

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O atendimento de transporte será suspenso a partir do inicio da manhã desta sexta-feira (16) na rua Almirante Tamandaré, em Paripe. Em razão do grande volume de chuvas que atingiu a cidade nos últimos dias, o asfalto ficou comprometido em alguns pontos da via.

A Superintendência de Obras Públicas (Sucop) foi acionada para fazer os reparos, e a previsão é que as intervenções sejam concluídas até a próxima quarta-feira (21). Até lá, os ônibus serão desviados pela rua Almirante Mourão de Sá.

Agentes da Semob e prepostos da Integra estarão pela região para orientar os usuários sobre as alterações. O tráfego será normalizado após a conclusão das obras.

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O Serviço Municipal de Intermediação de Mão de Obra (Simm) oferece 318 vagas de emprego e estágio em Salvador para esta sexta-feira (16). Os candidatos deverão acessar o site http://salvadordigital.salvador.ba.gov.br para agendar o atendimento, a partir das 17h30.

Em caso de deficiência visual, os candidatos devem entrar em contato pelo número (71) 3202-2005 para fazer o agendamento. O atendimento está sendo realizado de forma híbrida, ou seja, de forma presencial e remota, via WhatsApp – a escolha é no momento do agendamento.

No caso das vagas que exigem experiência, o tempo de serviço deve ser comprovado em carteira de trabalho.

VAGAS:

Engenheiro civil (vaga de estágio)

Ensino superior cursando Engenharia civil a partir do 6º semestre, sem experiência, ter conhecimento em autocad e informática.

Bolsa: R$1.100,00

Vagas: 5

Engenheiro elétrico (vaga de estágio)

Ensino superior cursando Engenharia elétrica a partir do 6º semestre, sem experiência, ter conhecimento em autocad e informática.

Bolsa: R$1.100,00

Vagas: 1

Repositor de mercadorias (vaga exclusiva para Primeiro Emprego)

Ensino médio completo, sem experiência, requisitos imprescindíveis: ter disponibilidade para carregar peso e total de horário

Salário: a combinar + benefícios

Vagas: 3

Operador de telemarketing ativo e receptivo

Ensino médio completo, sem experiência, ter boa dicção e informática intermediária.

Salário: a combinar + benefícios

Vagas: 250

Tecnólogo de gastronomia (vaga de estágio)

Ensino superior incompleto em Gastronomia (estar cursando gastronomia a partir do 2º semestre), sem experiência.

Salário: a combinar + benefícios

Vagas: 1

Encarregado de limpeza

Ensino médio completo, seis meses de experiência, vaga zoneada para moradores da região da Suburbana.

Salário: 2.056,00 + benefícios

Vagas: 1

Consultor de vendas

Ensino médio completo, três meses de experiência.

Salário: a combinar + benefícios

Vagas: 30

Operador de loja intermitente (temporária de 90 dias)

Ensino médio completo, três meses de experiência, ter disponibilidade para trabalhar nos turnos tarde/noite na região da Suburbana.

Salário: a combinar + benefícios

Vagas: 10

Assistente financeiro (vaga exclusiva para o Programa Simm Mulher)

Ensino médio completo, seis meses de experiêrncia, ter conhecimento pacote office (word e excel), ter disponibilidade para trabalhar nos seguintes bairros: Mares ou Jardim das Margaridas.

Salário: a combinar + benefícios

Vagas: 2

Técnico de instalação e manutenção de balancim elétrico

Ensino médio completo, seis meses de experiência, ter conhecimento em informática. Possuir Curso de elétrica, comandos elétricos básicos, NR10, NR35, experiência com trabalho em altura e instalações elétricas.

Salário: R$1.553,00 + benefícios

Vagas: 1

Motorista de caminhão

Ensino fundamental completo, seis meses de experiência.

Salário: R$2.200,00 + benefícios

Vagas: 1

Empregada doméstica

Ensino fundamental completo, seis meses de experiência.

Salário: R$1.562,34 + benefícios

Vagas: 1

Professor de séries iniciais

Ensino superior completo em Pedagogia, três meses de experiência.

Salário: R$2.385,54 + benefícios

Vagas: 2

Técnico em laboratório

Ensino médio completo, seis meses de experiência, Registro ativo no Conselho Regional, ter trabalhado com Bancada Laboratorial.

Salário: R$1.985,00 + benefícios

Vagas: 1

Analista de dados (estágio)

Ensino superior cursando

Administração, Economia, Estatística, Ciências da Computação, Sistemas de Informação ou áreas correlatas a partir do 2º semestre, Excel intermediário a avançado (ProcV, Tabela Dinâmica, Fórmulas, Gráficos); Conhecimento básico em Power BI (ou outras ferramentas de BI).

Bolsa: R$933,00

Vagas: 1

Conferente de logística

Ensino médio completo, seis meses de experiência, requisitos imprescindíveis: ter conhecimento de informática e vaga zoneada para os bairros próximos a Granjas Rurais.

Salário: R$1.783,23 + benefícios

Vagas: 1

Atendente de fatiados

Ensino médio completo, seis meses de experiência, ter disponibilidade total de horário.

Salário: a combinar + benefícios

Vagas: 3

Auxiliar de estoque (vaga exclusiva para pessoas com deficiência)

Ensino médio completo, sem experiência, ter conhecimento de informática.

Salário: R$1.581,00

Vagas: 1

Auxiliar administrativo (vaga exclusiva para pessoas com deficiência)

Ensino médio completo, sem experiência.

Salário: R$1.546,35 + benefícios

Vagas: 1

Enfermeiro (vaga exclusiva para pessoas com deficiência)

Ensino superior completo em Enfermagem e Pós-graduação em UTI, seis meses de experiência, imprescindível ter atuado em Unidade de internação adulto.

Salário: R$5.003,53 + benefícios

Vagas: 1

Nutricionista (vaga exclusiva para pessoas com deficiência)

Ensino superior completo em Nutrição, seis meses de experiência, desejável ter atuado com suporte em terapia nutricional.

Salário: R$5.570,85 + benefícios

Vagas: 1

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