A Secretaria Municipal da Saúde de Salvador (SMS) vai ampliar o acesso à vacina contra influenza para atingir a meta de imunizar, pelo menos, 90% das 673 mil pessoas que integram o público alvo da estratégia. Um novo Dia D será realizado na capital baiana no próximo sábado (20), quando centenas de postos estarão distribuídos pela cidade, entre fixos e volantes, com o objetivo de ampliar a cobertura.
Além das unidades de saúde, a vacinação será realizada em locais estratégicos como shoppings, supermercados, escolas, creches, associações, igrejas, terminal rodoviário e estações de transbordo, das 8h às 17h. A campanha iniciada no dia 18 de abril imunizou apenas 37,3% da população. O término da estratégia está previsto para o dia 26 de maio. Durante a semana, a imunização segue normalmente nos postos de saúde.
Devem ser vacinados idosos a partir de 60 anos, crianças na faixa etária de 6 meses a menores de 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), professores, trabalhadores da saúde, povos indígenas, grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.
Dados - Esse ano, a Vigilância Epidemiológica registrou 73 casos de gripe na capital, desses 10 evoluíram para forma mais grave da patologia. Nenhum óbito em decorrência da doença foi contabilizado. A imunização é a principal medida preventiva da enfermidade, garantindo qualidade de vida, bem-estar e inclusão social, podendo reduzir em até 45% o número de hospitalizações por pneumonias e até 75% a mortalidade global por complicações da influenza.
É importante que a vacinação aconteça antes da chegada do inverno. Não há contraindicação à ingestão de álcool antes ou depois da vacina, entretanto, recomenda-se evitar. Outras vacinas, a exemplo da febre amarela, podem ser tomadas no mesmo dia. Não é preciso ter um intervalo entre elas. Crianças só poderão ser vacinadas nas unidades de saúde municipais.
O Centro de Controle de Zoonoses de Salvador (CCZ) reuniu 30 agentes, nesta terça-feira (16), para promover ações preventivas no intuito de evitar novos ataques de morcegos aos moradores do bairro do Santo Antônio. O órgão, vinculado à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), promoveu uma força-tarefa que fez visitas domiciliares para reforçar a vacinação antirrábica de cães e gatos domésticos e identificar abrigos de morcegos. A ação também envolveu pessoas que, porventura, tenham sido expostas ao risco do ataque do mamífero voador.
Entre os profissionais envolvidos estavam biólogos, assistentes sociais, enfermeiros e veterinários. Os bairros da Saúde, Barbalho, Nazaré e Macaúbas serão os próximos a receberem a iniciativa, que também tem caráter educativo e de conscientização. A recomendação para os moradores dessas localidades é que mantenham janelas fechadas durante a noite e façam uso de telas protetoras.
De acordo com CCZ, já foram identificadas 17 pessoas mordidas no Santo Antônio. O chefe de Segurança de Vigilância contra Raiva da SMS, Aroldo Carneiro, afirmou que essa quantidade de morcegos está relacionada ao fato de haver muitos casarões abandonados na região. “Por sua vez, a região não tem animais de grande porte, que são fonte de alimentação dos hematófagos. Na falta deles, os morcegos então buscam morder os cães, gatos e humanos”, explicou.
Susto – Moradora do bairro há 20 anos, Rosana Maria de Santana disse que se sente apavorada com a situação. “Acredito que (os morcegos) vêm mesmo desses casarões. Acho que isso tenha se intensificado após o desabamento do casarão da Soledade, além do Cine Jandaia, que estão fazendo agora uma revitalização”, afirmou.
Depois de ser mordida duas vezes dentro de casa, a auxiliar de educação Rose Fernandes contou que teve a rotina completamente modificada. “Eu estava dormindo quando fui mordida e, inicialmente, achei que fosse algum corte, sei lá. Mas o meu filho também sofreu ataque durante o sono e então procuramos um médico e foi identificado que era um ataque de morcego”. No entanto, o ataque não parou por aí. “Comecei a receber o tratamento e os morcegos retornaram e me morderam novamente. Fica difícil ter noites tranquilas dessa forma. Casa fechada, muitos cobertores e a tensão de que a qualquer hora posso sofrer outro ataque”, desabafou.
O que fazer – Em caso de ataques como esse, a população deve imediatamente lavar o local com água e sabão e procurar uma unidade de saúde para fazer a vacinação antirrábica. Qualquer situação suspeita o cidadão pode ligar para o telefone do Centro de Controle de Zoonoses de Salvador no número (71) 3611-7331 ou 7310. O especialista Aroldo Carneiro pede que em nenhuma situação as pessoas tentem matar nem capturar o bicho. “A primeira coisa que deve ser feita é informar ao CCZ para que ele seja recolhido para análise", finalizou.
Novidade é anunciada durante criação da Unidade de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência
Mais uma importante avanço na promoção de ações e políticas públicas para garantir os direitos das pessoas com deficiência em Salvador foi lançada pela Prefeitura nesta segunda-feira (15): a criação da Unidade de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência (UPCD). Os detalhes foram apresentados pelo prefeito ACM Neto e pela diretora-geral da UPCD, Risalva Telles, nesta segunda-feira (15), no Palácio Thomé de Souza. Estiveram presentes também a diretora-presidente do Parque Social, Rosário Magalhães; o desembargador do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) Salomão Resedá; secretários, vereadores, representantes de entidades ligadas ao segmento e imprensa.
Criada por meio da Lei 9.816/2016, a nova estrutura funcionará no âmbito do Gabinete do Prefeito. Terá como missão articular e propor políticas que favoreçam a inclusão de pessoas com deficiência e o cumprimento dos direitos, igualdades e oportunidades. A UPCD também atuará de forma transversal com as diferentes esferas do poder público e iniciativa privada, no intuito de potencializar as ações municipais para esta população.
O prefeito já anunciou uma das ações concretas da UPCD – a criação de um Centro de Reabilitação Física e Mental (CRF 2), em parceria com a Associação de Paes e Amigos dos Excepcionais (Apae). A estrutura será implantada no Centro de Educação Integral (CEI), a ser inaugurado em breve no bairro de Coutos, no Subúrbio Ferroviário.
“A intenção é dar assistência à pessoa com deficiência nessa área mais periférica e carente da cidade. É um passo a mais dentro de uma série de políticas públicas consistentes que a Prefeitura já vem desenvolvendo nos últimos quatro anos. Sem dúvida, tendo essa unidade vinculada diretamente ao Gabinete, vamos reforçar não apenas essa interlocução com a sociedade, mas também a realização de ações concretas pelo poder público municipal”, pontuou ACM Neto.
Ex-presidente da Fundação Cidade Mãe (FCM) nos últimos quatro anos, Risalva Telles agradeceu a confiança e demonstrou felicidade por mais uma missão na área social. Ela ressaltou que a UPCD faz parte do objetivo principal de englobar a questão dos direitos, respeito, autonomia e justiça social em qualquer segmento.
“Já fizemos muito, mas a Prefeitura quer avançar e fomentar cada vez mais ações. É um anseio antigo e representa um grande avanço na política de inclusão social da pessoa com deficiência. Vamos procurar investimentos em iniciativas que possibilitem a autonomia dessas pessoas, qualificação e parcerias que poderão propiciar uma melhoria na qualidade de vida de cada uma das pessoas atendidas por nossa unidade”, completou Risalva.
Objetivos – A UPCD deverá fomentar a criação de uma rede de micropolíticas com ações efetivas, envolvendo as secretarias e órgãos públicos do município. Além disso, criará condições para que a pessoa com deficiência tenha seus direitos assegurados por meio de uma efetiva articulação com os diversos órgãos da Prefeitura e dos demais poderes, no intuito de promover uma real melhoria da qualidade de vida dessas pessoas.
Outros objetivos incluem a criação de condições para que as oportunidades ao segmento sejam ampliadas, assim como a promoção de ações para conscientização da sociedade sobre a importância da promoção de ações de inclusão, da igualdade de direitos e o respeito à diversidade. Também integram a lista promover campanhas educativas, preventivas e informativas, e coordenar a criação e a implantação do Plano Municipal de Ação e Atenção às pessoas com deficiência.
Funcionamento - Será criado um Comitê Consultivo, formado por representantes de instituições engajadas na causa das pessoas com deficiência, com alternância de participação, voluntária e não-remunerada. Os participantes vão dar suporte técnico específico, chancelando assim as ações da UPCD. A unidade contará ainda com um site, no intuito de facilitar a busca da inclusão, divulgação das ações e fomento de parcerias.
O trabalho será realizado de forma transversal, por meio de oito eixos, de forma a incluir as pessoas com deficiência em cada um dos focos. São eles: Acessibilidade, Inclusão Social e Cidadania, Trabalho e Emprego, Saúde, Educação, Cultura e Esporte, Mobilidade e Sustentabilidade e Inovação.
Avanços – Nos últimos quatro anos, a Prefeitura vem promovendo diversas ações para a garantia dos direitos e da inclusão social das pessoas com deficiência em Salvador. Uma das mais importantes foi a reativação, em junho de 2015, do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Comped), vinculado à Secretaria Municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps).
O Comped tem como principal missão fomentar e acompanhar a execução das políticas públicas voltadas para as pessoas com algum tipo de deficiência, no âmbito municipal, assim como articular as ações com outras esferas do Poder Público, como os governos Federal e Estadual. É formado por 18 conselheiros, entre representantes governamentais e da sociedade civil, com mandato de dois anos.
Também integram os compromissos assumidos pela atual gestão para o segmento o estabelecimento de parcerias com entidades e cumprimento dos pagamentos em dia; assim como a elevação de recursos para atendimento às pessoas com deficiência. Foram promovidas ainda a criação de coordenação específica para Acessibilidade dentro da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob); implantação de 100% da frota de ônibus adaptados e do Centro de Controle de Operações (CCO) do transporte público; e aplicativo para monitoramento dos coletivos para pessoas com deficiência.
As obras públicas municipais contam com elementos de acessibilidade, a exemplo de piso tátil e rampas, e são promovidas atividades como o ParaPraia, que possibilita que pessoas com mobilidade reduzida possam tomar banho de mar. Dentre as próximas ações está a criação de um centro de assistência para cidadãos com deficiência, na região do Subúrbio.
Secretaria de Saúde informa que não há motivo para pânico e orienta população
Depois de Salvador registrar de março até início deste mês pelo menos 17 casos de ataques de morcegos a moradores do Santo Antônio Além do Carmo, o Centro de Controle de Zoonoses de Salvador (CCZ) vem desenvolvendo ações educativas na região, fazendo levantamento de possíveis abrigos dos animais. A ação mais consistente vai ter início na próxima terça-feira (16), quando os moradores da região receberão a visita de 30 agentes de endemias para visitação em todos os domicílios. Esse agentes irão fazer reforço de vacinação antirrábica em cães e gatos domésticos, além de identificar eventuais vítimas expostas a algum tipo de infecção e que ainda não tenham procurado um serviço médico para tratamento. A ação terá início às 8h.
Além dos casos em Santo Antônio, o Hospital Couto Maia atendeu a 31 pacientes vítimas da mesma ocorrência de outros bairros da cidade, também no período de março até agora. Como há muitas dúvidas associadas a essas ocorrências, o chefe do Setor de Vigilância Contra a Raiva do CCZ, Aroldo Carneiro, esclareceu, em entrevista à imprensa, nesta sexta-feira (12), os cuidados e tratamentos que a população deve tomar para não ser mordida e nem contrair a doença que o animal silvestre transmite: a raiva.
“O município monitora periodicamente alguns ataques de seres hematófagos (que se alimentam de sangue). São casos raros, eventuais, que só acontecem com alguma frequência no intervalo de alguns anos”, explicou Carneiro. Ele salientou que o último registro de pessoas atacadas com frequência em área restrita aconteceu há pelo menos 5 anos. Mas ele reforçou que todo o ser humano ou animal doméstico que teve contato com morcego precisa tomar a vacina antirrábica para se proteger.
Só há uma espécie de morcego que costuma se alimentar de sangue, o Desmodus rotundus. É somente no período da noite que eles saem de seus habitats à procura de alimentação. As vítimas geralmente são pessoas idosas e crianças, e a região do corpo humano mais atacada pelos voadores são as extremidades como pé, mão e pontos da cabeça. Os pacientes relatam uma fisgada inicial, no momento do primeiro corte. Aroldo Carneiro explicou que a mordida não causa dor intensa porque na saliva do morcego há substâncias analgésica e anticoagulante – esta última impede a rápida cicatrização do ferimento.
A maior parte dos ataques de morcegos ocorreu no Centro Histórico porque existem alguns fatores que predispõem o abrigo dos animais: os casarões abandonados, escuros, silenciosos e sem movimentação. “Além disso, o Centro Histórico não tem animais de grande porte, que é a predileção dos morcegos. Eles preferem se alimentar do bovino, do cavalo e ali não tem. Por isso, esses animais buscam uma alternativa, pois precisam de sangue para sobreviver, e aí eventualmente atacam um cão ou um ser humano".
De acordo o ele, foi detectado um aumento da população de morcegos na área. Isso se deve porque o homem está desmatando cada vez mais e destruindo cavernas, obrigando os morcegos a migrarem para as cidades.
Prevenção - No caso de qualquer mordida por animal silvestre, se recomenda fazer todo o tratamento profilático. A primeira orientação é que a pessoa que foi mordida deve lavar o local com água e sabão e procurar um posto de saúde. A raiva é uma zoonose com alta letalidade, que provoca a morte. A pessoa mordida precisa receber a profilaxia para receber uma imunidade e não desenvolver infecção.
O paciente deve receber uma dose de soro junto com a vacina, e mais três outras em dias informados no cartão de vacinação. Todo o tratamento costuma durar cerca de 30 dias. A Prefeitura dispõe de três unidades referenciadas para esse tipo de atendimento: o posto Alfredo Bureau, na Rua Brasília, no Imbuí; a UPA Hélio Machado, na Rua da Cacimba, em Itapuã; e UPA Rodrigo Argolo, na Rua Pernambuco, em Tancredo Neves. Além desses lugares, o tratamento ocorre em uma unidade de saúde da Ufba e no Hospital Couto Maia.
“Vale deixar claro que não é uma situação de pânico. As pessoas atacadas estão em tratamento. Se porventura alguém percebeu que acordou e viu a cama suja de sangue, deve procurar o serviço médico imediatamente. A maioria dos morcegos contribui para o equilíbrio ecológico e não são hematófagos, mas se alimenta de frutas e insetos. Os morcegos são animais importantes para controlar pragas, dispersar sementes. O cidadão não deve tentar capturar o animal e nem matá-lo. Basta informar o CCZ imediatamente. Uma equipe vai se deslocar até o local para recolher o animal”, explicou Aroldo Carneiro.
Com o objetivo de intensificar o combate aos focos e criadouros do Aedes aegypti nos bairros prioritários de Salvador, a Prefeitura seguirá nesse sábado (6) com o mutirão de limpeza em São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário.
O ponto de partida será na Escola Municipal Otaviano Pimenta, ao lado da unidade de saúde do bairro, a partir das 8h. Durante a ação, os moradores das localidades devem colaborar com a iniciativa descartando entulhos e materiais inservíveis que podem ser colocados em frente às casas para recolhimento.
Agentes de combate às endemias também intensificarão a visita casa a casa para identificação e eliminação dos criadouros do inseto, bem como realizarão o trabalho de borrifação de inseticida para diminuir a infestação do vetor na fase adulta, reduzindo assim, o risco de transmissão das doenças. Durante a operação serão percorridas as ruas Fluminense, Juruna, São José, Santa Filomena, Benjamim de Souza, além da Travessa Santa Filomena e a Ladeira de Pedra.
Na segunda (8) e na terça, a mobilização seguirá para a comunidade de Barragem, também na região do Subúrbio Ferroviário.
Dados - Os primeiros meses de 2017 têm apresentado uma queda acentuada no número de casos confirmados de dengue, zika vírus e chikungunya em Salvador. Os dados apontam para a eficácia das estratégias aplicadas pelo município no controle da infestação pelo mosquito Aedes aegypti – que também é responsável pela transmissão do vírus da febre amarela, embora até agora só haja registros em micos e macacos – nos 12 distritos sanitários da capital baiana.
Entre janeiro e abril deste ano, 116 casos de dengue foram confirmados. O número é cinco vezes menor que o do primeiro quadrimestre de 2016, quando 626 pessoas tiveram diagnóstico positivo. Em relação à chikungunya, o registro foi sete vezes menor, com 11 infectados até abril contra 79 no ano anterior. Já o número de pacientes com zika vírus chegou a 15 – menos da metade do que foi computado em 2016, quando 32 pessoas apresentaram sintomas da doença nos meses de janeiro a abril.
Vereadores da Câmara Municipal de Salvador realizaram na manhã desta quinta-feira (04) uma visita às obras de construção do primeiro Hospital Municipal da capital baiana, no bairro da Boca da Mata, com o objetivo de verificar o andamento da empreitada e conhecer os serviços que serão oferecidos à população. Estiveram presentes os vereadores Duda Sanches (DEM), Cézar Leite (PSDB), Daniel Rios (PMDB), Odiosvaldo Vigas (PDT), que são membros da Comissão de Saúde, além das vereadores Ireuda Silva (PRB) e Rogéria Santos (PRB). Na próxima semana, o prefeito ACM Neto fará uma vistoria nas mesmas obras.
Durante a inspeção, os parlamentares puderam presenciar de perto o ritmo acelerado da empreitada prevista para ser entregue no primeiro semestre de 2018. "Ficamos surpreendidos com a celeridade das obras e com a magnitude do hospital que irá colaborar para desafogar o sistema de saúde na cidade, sobretudo, no atendimento das demandas de uma das regiões mais populosas da capital", afirmou o vereador Daniel Rios (PMDB).
O secretário da Saúde do município, José Antonio Rodrigues Alves, que recebeu a comitiva e realizou a apresentação sobre o empreendimento, também exaltou a celeridade da construção e ressaltou a importância do Hospital Municipal para o fortalecimento da rede - que nunca teve um equipamento do tipo – para desafogar as demanda dos hospitais estaduais que funcionam em Salvador e dar agilidade ao tratamento de pacientes atendidos primeiramente na UPAs e que necessitam de transferências.
"Trata-se de um grande equipamento hospitalar que a gente não pode avaliar apenas pelo número de leitos, mas também por toda a estrutura de urgência e emergência que será abarcada. Esse hospital vai ajudar ainda a amenizar a alta demanda por cirurgias eletivas na cidade, bem como servirá como retaguarda para os pacientes que ingressarem nas nossas UPAs com necessidade de transferência, inclusive com a oferta de uma vasta estrutura de leitos de terapia intensiva para casos mais graves", pontuou o gestor.
Estrutura - Com mais de 18 mil m² de área construída, o Hospital Municipal de Salvador funcionará de maneira ininterrupta, contará com 252 leitos (sendo 42 de emergência) e capacidade para atender cerca de 60 mil pacientes por mês através da atuação de 2 mil profissionais. A estimativa é que inicialmente a unidade oferte mensalmente mil cirurgias entre procedimentos eletivos e de emergência em média e alta complexidade, 10 mil exames ambulatoriais, além de 3 mil consultas especializadas e capacidade de internação de mil pacientes.
A estrutura contará ainda com consultórios nas áreas de cardiologia, cirurgia-geral, neurologia, cirurgia pediátrica, pediatria, médico-generalista, ortopedia e traumatologia, serviço social e pré-consulta de enfermagem, sala da coordenação e de atendimento. Uma base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também funcionará no espaço.
Iniciada em 18 de abril, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza ainda apresenta baixa adesão nos postos de saúde de Salvador. Até o momento, apenas 57 mil pessoas foram vacinadas, o que corresponde a pouco mais de 9% do público alvo estimado na capital.
A meta da Secretaria Municipal da Saúde é imunizar pelo menos 90% de 673 mil indivíduos entre idosos (a partir de 60 anos), crianças (de 6 meses a menores de 5 anos), gestantes, puérperas (mulheres que ganharam bebê nos últimos 45 dias), trabalhadores de saúde e professores do serviço público e privado, portadores de doenças crônicas e população privada de liberdade para alcançar a cobertura vacinal determinada pelo Ministério da Saúde.
De acordo com Doiane Lemos, subcoordenadora de Imunização do município, a vacinação é a principal medida preventiva da enfermidade que apresenta maior incidência no início do próximo semestre. "Normalmente o pico dos casos de gripe acontece a partir dos meses de junho e julho. Por esse motivo é importante a imunização agora para que no período onde a incidência da doença é maior as pessoas com maior vulnerabilidade estejam protegidas, e essa baixa procura pela vacina nos preocupa. Chamamos atenção também para os professores, cujo índice de comparecimento às unidades de saúde está bem abaixo do esperado", alertou.
A campanha de vacinação contra influenza segue até o dia 26 de maio nas 126 salas de vacinação das unidades básicas e saúde da família espalhadas em todas as regiões da cidade de segunda a sexta-feira (exceto feriado), das 08 às 17 horas. Para ampliar o acesso do público à imunização, em 13 de maio será realizado o Dia D da estratégia, quando serão instalados pontos de imunização nos postos de saúde e locais estratégicos como shoppings, supermercados, escolas, creches, associações, igrejas e estações de transbordo.
Dados - Em 2017, a Vigilância Epidemiológica da capital notificou 71 ocorrências de doença causadas por vírus respiratórios em Salvador. Desse total, três casos foram registrados como infecção pelo H1N1. Apesar da redução das ocorrências em relação ao ano passado, a circulação do vírus na cidade reitera a importância da imunização.
"Ano passado foi bastante atípico porque tivemos um número significativo de casos de influenza no país, inclusive a severidade dos episódios chamou a atenção dos profissionais de saúde com ocorrências de óbitos. Em 2017, registramos redução dos casos, no entanto, o boletim epidemiológico demonstra que os vírus estão circulando na cidade e o bloqueio vacinal é a medida mais eficaz para evitarmos a proliferação da doença", afirmou Doiane Lemos.
Febre amarela - Simultaneamente à campanha contra gripe, os postos de saúde da rede municipal seguem imunizando os indivíduos que ainda não receberam nenhuma dose da vacina conta febre amarela. A estratégia, que faz parte do calendário básico de vacinação e fica disponível durante todo o ano, está funcionando em 111 unidades de referência espalhados pela cidade.
O serviço itinerante de castração gratuita de cães e gatos por meio do Castramóvel chega a Cajazeiras X, a partir do dia 8 de maio. O atendimento será na Unidade de Saúde da Família (USF) Cajazeiras X, situada na rua Ministro Apolônio Sales, Rua D, Quadra D, Setor 2, s/n, próximo ao campo da Pronaica. Os donos dos pets poderão levar seus animais até o dia 1º de junho.
A unidade móvel faz o cadastramento e triagem dos animais nas segundas e terças-feiras do mês, onde uma avaliação é feita antes de passar pela cirurgia. Às quartas, quintas e sextas-feiras, ocorre o procedimento de castração. Os atendimentos acontecem diariamente, sempre de 8h às 12h. São distribuídas 100 fichas.
Requisitos - O responsável pelo animal precisa comparecer ao local com documento de identidade, cartão SUS e caderneta de vacinação antirrábica. O animal precisa ter entre seis meses e cinco anos de vida. Se fêmeas, não podem estar em período gestacional, e o bicho não pode ter peso superior a um quilo.
Mais de 22 mil pessoas já foram vacinadas contra a influenza na capital, desde o início da campanha em 18 de abril, o que corresponde a 3,6% do público alvo. A meta da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) é imunizar pelo menos 90% de 673 mil indivíduos para alcançar a cobertura vacinal determinada pelo Ministério da Saúde.
A melhor medida de prevenção da doença é a vacina, podendo reduzir em até 45% o número de hospitalizações por pneumonias, e até 75% a mortalidade global por complicações da influenza. Em 2017, foram registrados 71 casos de doenças causadas por vírus respiratórios em Salvador.
A campanha segue até o dia 26 de maio nos postos de saúde do município, de segunda a sexta-feira (exceto feriados), das 8h às 17h. Devem ser vacinados os idosos, crianças menores de 2 anos de idade, gestantes, puérperas (mulheres que ganharam bebê nos últimos 45 dias), trabalhadores de saúde, professores das redes pública e privada e pacientes com doenças crônicas.
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