Carnaval

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Mais de 700 atendimentos para crianças e adolescentes foram realizados nos Centros de Acolhimento, Aprendizagem e Convivência (CAAC) entre sábado (18) e terça-feira (21) do Carnaval de Salvador 2023. A ação da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), responsável pelos abrigos, foi fundamental para captar e encaminhar os pacientes para tratamento contínuo nas redes básica (postos de saúde) e especializada (Multicentros) de Salvador. Os casos que precisaram de atendimento imediato foram levados para as Unidades de Pronto Atendimento (UPA’S) e Unidade de Atendimento Odontológico (UAO).

Três equipes multiprofissionais compostas por médicos, enfermeiros, dentistas e auxiliares de saúde bucal avaliaram as condições de saúde dos pequenos e foram tratados casos de pediculose (piolho), escabiose, náuseas e dores abdominais, entre outros. No que tange a área odontológica, os trabalhadores realizaram escovação supervisionada, além da distribuição de escovas, que também contemplou as cuidadoras dos Centros.

A secretária da Saúde e vice-prefeita, Ana Paula Matos frisa que é fundamental introduzir a cultura da prevenção e cuidados com a saúde em geral desde a infância. “Nesse espaço tivemos a oportunidade de ofertar assistência integral aos pequenos, além de realizar todo o encaminhamento necessário para que os responsáveis continuem contando com todo apoio da rede municipal de saúde. Dessa forma, teremos adultos saudáveis”, afirmou.

Para estimular o aprendizado dos pequenos, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) também participou da ação e cuidou da parte lúdica com o desenvolvimento de dinâmicas educativas sobre o combate a leptospirose (doença transmitida pela urina do rato) e arbovirores (dengue, zika e chikugunya).

CataFolia - Além do apoio aos filhos dos trabalhadores do Carnaval, a SMS também levou os atendimentos de saúde para o Catafolia (Centro de Apoio aos Catadores de Materiais Recicláveis). A parceria com a Secretaria de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esporte e Lazer (Sempre), responsável pelo espaço, garantiu quase 300 acolhimentos médicos nos dias de folia.

Foram duas equipes prestando assistência clínica e odontológica. Também foram ofertados testes rápidos para Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s), com 131 exames realizados. Os tratamentos para os diagnósticos positivos foram iniciados imediatamente no local e, posteriormente, foram orientados a seguir com os cuidados na rede municipal.

Para dar suporte a continuidade dos trabalhos, os catadores também tiveram acesso a procedimentos de curativos e dispensação de medicamentos gratuitos.

A coordenadora da Atenção Especializada, Flora Oliveira, ressaltou a importância do cuidado com esses profissionais que têm papel fundamental para o funcionamento da maior festa de rua do mundo. "Todo trabalhador merece condições dignas de trabalho e nossa ação aqui só reforçou essa valorização e reconhecimento pela categoria", afirmou.

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Tranquilidade, paz e muita alegria. Esse foi o clima que marcou o maior Carnaval de todos os tempos de Salvador, e os indicadores registrados nos atendimentos na área da saúde atestaram esse ambiente vivido na folia em 2023. Entre às 18h da quinta-feira (16) até as 5h desta Quarta-feira de Cinzas (22), os Módulos Assistenciais à Saúde montados pela Prefeitura de Salvador nos circuitos oficiais contabilizaram 4.149 ocorrências. O quantitativo é 27% menor em relação ao mesmo período de 2020, quando foram contabilizadas 5.653 ocorrências.

“Nós estamos falando da maior festa de rua do planeta. Felizmente, as pessoas nos ouviram e redobraram o cuidado para aproveitar a folia tranquilamente. Foi lindo poder presenciar um evento dessa magnitude com o clima da paz nos circuitos, e isso se refletiu em importante redução nos atendimentos graves nos nossos módulos assistenciais”, comemorou Ana Paula Matos, vice-prefeita e titular da Saúde de Salvador.

O grande destaque da festa se deu pela diminuição contundente dos casos de violência. Quando comparado com 2020, houve uma redução de 49% dos atendimentos por agressão física. Esses dados impactaram também no decréscimo de 46% nas intervenções bucomaxilofaciais e de 10% na realização dos procedimentos cirúrgicos. Outro dado que chamou atenção foi a queda dos episódios de intoxicação alcóolica. Esse ano, foram contabilizadas 345 ocorrências por alcoolemia, um decréscimo de 38% quando comparado com o carnaval anterior.

“Muitos fatores contribuíram para vivermos o maior e mais tranquilo carnaval de toda a história. O investimento feito para o fortalecimento do circuito Campo Grande com a contratação de grandes artistas desfilando sem cordas permitiu que o folião tivesse mais espaço para brincar nas ruas. Fizemos também todo um trabalho de bastidor com as Vigilâncias para impedir a venda de bebidas artesanais/clandestinas, bem como o fornecimento de alimentos e água improprias para o consumo humano. Destaco também a atuação da SEMOP para inibir a entrada de armas brancas nos circuitos, o que refletiu na diminuição dos atendimentos nos postos de saúde. Foi a força do trabalho conjunto que nos permitiu viver uma festa marcada com indicadores muito positivos”, destacou Ana Paula Matos.

Eficiência dos serviços – Dos 4.149 pacientes acolhidos nos seis dias de festa, apenas 174 necessitaram de transferência para rede hospitalar de retaguarda para realização continuidade do atendimento. O dado corresponde a 4% do total de admissões e confirma a alta resolutividade da estrutura e equipes dos módulos assistenciais dos circuitos.

“Esse é um dado expressivo que também deve ser comemorado. Foram 5.300 plantões, 1.500 profissionais envolvidos na operação da saúde, mais de 140 horas de atendimentos ininterruptos nos circuitos, com extrema eficiência. Foram milhares de atendimentos e conseguir resolver 96% das demandas dentro da própria festa foi fundamental para os próprios pacientes, bem como para evitar ‘sufocamento’ da rede fixa que seguiu com as demandas de rotina. Estou muito feliz de ter estreado como secretária de Saúde já com esse desafio imenso de coordenar o carnaval numa área tão importante. Nossas equipes estão de parabéns”, afirmou Ana Paula.

Atendimentos nas ilhas - Este ano, a Secretaria Municipal da Saúde montou de forma pioneira postos de saúde para atender a população das ilhas da capital durante a folia. Durante os dias de festa, as três unidades registraram 182 acolhimentos. Foram 181 ocorrências de natureza clínica e um procedimento cirúrgicos. Todos os atendimentos foram considerados leves. As unidades das ilhas contaram com o apoio de duas ambulanchas do SAMU para remoção dos pacientes que necessitarem de transferência para rede hospitalar.

Outros indicadores - O circuito Dodô (Barra/Ondina) realizou 2.937 atendimentos, já o Osmar (Campo Grande) foi responsável por 1.024 atendimentos, enquanto que o Batatinha (Pelourinho) realizou 150 acolhimentos e o Mestre Bimba (Nordeste de Amaralina), 38 admissões.

Os atendimentos de natureza clínica – intoxicação alcóolica, tontura, náuseas, dor de cabeça - foram a principal causa das admissões nos postos com 3.321 casos, número que representa 80% do total de ocorrências. Também foram registrados 271 traumas ortopédicos, 262 intervenções bucomaxilofaciais, 181 acolhimentos de enfermagem e 114 procedimentos cirúrgicos.

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Para estimular a detecção precoce de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s), a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Salvador implantou dois módulos do ‘Fique Sabendo’, no circuito Dodô (Barra) e Osmar (Campo Grande). Entre sexta-feira (17) e terça (21), foram realizados mais de 4,5 mil testes para diagnóstico de HIV, Sífilis e Hepatites B e C. Desse total, 190 testes apresentaram reagentes para as doenças. A Sífilis liderou os resultados positivos com 151 casos, seguida pelo HIV, com 26 ocorrências, e as Hepatites B e C, com 6 e 7 notificações, respectivamente.

A secretária municipal da Saúde e vice-prefeita, Ana Paula Matos, ressalta a importância da ação para o tratamento adequado de quem testa positivo. “Com o avanço da medicina é possível que o paciente viva normalmente, da mesma forma que milhões de brasileiros convivem com doenças crônicas, fazem acompanhamento contínuo e tomam medicações adequadas. Temos uma rede estruturada e profissionais capacitados para realizar o acolhimento desse paciente que teve o resultado reagente para a infecção”.

Um outro importante dado que despertou preocupação das equipes de saúde referiu-se à aplicação de penicilina, medicação utilizada para impedir a evolução da infecção. O número de usuários que aceitaram dar início imediato ao tratamento foi desproporcional a quantidade de casos identificados: apenas 44 foliões aceitaram receber o medicamento.

A infectologista Adielma Nizarala explica a importância da interrupção da cadeia de transmissão. “Nesse projeto do Fique Sabendo no carnaval, a sífilis lidera historicamente o número de pessoas acometidas com alguma infecção. É fundamental que após a detecção da infecção, o paciente aceite a medicação que não impedirá de levar uma vida normal, inclusive, durante a folia. Será uma proteção individual e coletiva, em respeito ao próximo parceiro (a). Aliado a isso, o uso do preservativo distribuído gratuitamente nos nossos módulos deve ser indispensável”.

Preservativos e géis - A SMS montou um esquema especial para a distribuição de preservativos masculinos, femininos e géis lubrificantes: a cada mil metros dos circuitos oficiais era possível encontrar caixas com os produtos para quem quisesse adquirir. A iniciativa estimula a procura voluntária do folião pela proximidade do serviço.  Ao todo, foram distribuídos mais de 360 mil preservativos.

A titular da pasta e vice-prefeita, Ana Paula Matos enfatiza a importância tornar acessível os métodos de prevenção às IST’s durante a folia para reforçar a proteção. “Essas estratégias visam prevenir o aumento do número de pessoas acometidas por doenças ou gravidez indesejada, especialmente entre os jovens. O Carnaval deve ser vivido como um momento de celebração, sem margem para preocupações e para isso acontecer é preciso tomar cuidados em relação à saúde”, pontuou.

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A Operação Respeite a Vida - realizada por agentes da Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador), através de blitze de fiscalização de alcoolemia – resultou em 2.540 abordagens nos circuitos do Carnaval e entorno durante os seis dias oficiais de festa, entre a quinta-feira (16) até ontem (21). Na ocasião, foram registradas 327 autuações, sendo que 174 por descumprimento à Lei Seca. 

As blitze de alcoolemia também tiveram como público-alvo condutores profissionais. A abordagem alcançou 2.216 motoristas da Prefeitura de Salvador, 626 taxistas, 808 condutores de ônibus, 129 mototaxistas e 244 motoristas de aplicativo. 

Ainda conforme balanço da autarquia municipal, quatro CNHs foram recolhidas e 78 veículos foram removidos. No período, 47 acidentes foram computados, sendo que houve 36 vítimas feridas e uma outra que veio a óbito. 

Ainda na área de trânsito,milhares de foliões fizeram uso do estacionamento da Zona Azul no período da festa. Foram no total 76.053 veículos estacionados nestas áreas e 2.486 autuações por desrespeito ao estacionamento nesses espaços. 

Durante o Carnaval, a Transalvador contou com suporte de 404 viaturas, 160 motoviaturas e 2.372 agentes de trânsito estiveram envolvidos. 

Além da operação de trânsito, outros serviços municipais foram disponibilizados para atender os foliões. 

Resgates marítimos - A Coordenadoria de Salvamento Marítimo de Salvador (Salvamar) registrou 76 resgates nas praias da capital baiana, sendo 69 entre Barra e Ondina e 7 entre Jardim de Alah a Ipitanga. Neste último trecho, uma pessoa morreu de afogamento. Mais de 800 pulseiras foram distribuídas para identificação de crianças aos pais e responsáveis na areia da orla. Duas que estavam perdidas foram encontradas. 

Fiscalização - De quinta (16) a terça (21), a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) efetuou 3.084 vistorias nos circuitos e bairros que receberam o Carnaval. Os agentes emitiram 327 notificações e apreenderam 35.840 unidades de bebidas irregulares. E mais: 34.049 itens de publicidade ilegal foram retirados das ruas. 

Equipes do órgão totalizou 561 ações de monitoramento em trio, camarote e palco e encerraram 11 atividades sonoras que estavam em descumprimento com a legislação. Dois aparelhos de som também foram apreendidos. 

Apreensões - A Secretaria de Ordem Pública (Semop), por sua vez, realizou vistorias e orientações nos circuitos carnavalescos, a fim de resguardar o bem-estar da população e manter as ruas aptas para receber o grande fluxo de foliões durante a festa.  

O órgão fez apreensão de 18,7 mil materiais, desde itens periculosos como facas, espetinho, botijão de gás, garrafas de vidro até mobiliários como mesas e cadeiras. 

Manutenção - A Secretaria de Manutenção da Cidade (Seman), juntamente com a Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal), realizou reparos e ações preventivas nos circuitos oficiais, alternativos (Carnaval nos Bairros) e vias de acesso a locais que receberam a festa momesca.  

O órgão aplicou mais de 1,5 tonelada para recuperação e pavimentação asfáltica, repôs 35 folhas de tapumes usadas para isolar monumento, prédios e estruturas, além de ter efetuado limpeza e desobstrução de 2,3 mil caixas de drenagem. Foram substituídas ainda 62 tampões e grelhas de vias públicas e concluídas 478 podas de árvores. 

Defesa Civil - A Defesa Civil de Salvador (Codesal) registrou 132 ocorrências nos circuitos, sendo 98 no Campo Grande (Osmar) e 34 no Barra/Ondina (Dodô). O órgão realizou análise, registro e acompanhamento das situações que pudessem comprometer o andamento da folia. 

O dia com maior número de ocorrências registradas foi a última sexta-feira (17), segundo dia de festa, com 29 casos. Entre as ocorrências estão ameaça de desabamento, infiltração, avaliação de imóvel, galho de árvore caído e pista rompida, entre outros. 

Conectividade -Tanto os profissionais que atuaram na festa como os foliões contaram com internet sem fio (wi-fi) gratuita e de qualidade por meio do Conecta Salvador, aberto para todos, sem a necessidade de cadastramento.  Mais de 13,3 mil usuários acessaram a rede nos circuitos Dodô (Barra/Ondina) e Osmar (Campo Grande/Centro). 

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As empresas responsáveis pelos camarotes, praticáveis, arquibancadas e postos operacionais usados no Carnaval de Salvador devem desmontar as estruturas até o dia 4 de março. A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur), que fiscalizará o desmonte, vai atuar para garantir a segurança da população e a recuperação das áreas públicas nos circuitos oficiais da festa.

De acordo com o Decreto 20.505/2009, após a desmontagem, é concedido mais dez dias para recuperação de áreas públicas que tenham sido danificadas. As notificações já foram entregues aos camarotes, e a multa para quem descumprir a determinação é de R$2.281,16 por dia de atraso.

“Nossas equipes atuam antes, durante e depois do Carnaval para garantir o sucesso da festa. Estaremos acompanhando de perto o desmonte para nos certificar de que o processo será seguro e todos as áreas públicas que foram danificadas sejam recuperadas”, explica o diretor de fiscalização da Sedur, Alexandre Tinôco.

Neste ano, 20 camarotes foram licenciados pela Sedur: Salvador, Brahma Salvador, Ponto Com, do Prefeito, Mirante de Ondina, Red Burg, Casa da Barra, Ronda Folia, Club, Harém, Villa 2023, Mirante do Gigante, Planeta Band Othon, Universitário 2023, Traz os Montes, Expresso 2222, Pier 345, Cabana da Barra (todos estes na Barra/Ondina) e o Camarote da Polícia Militar (Campo Grande e Barra/Ondina).

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A Diretoria de Ações de Proteção e Defesa do Consumidor (Codecon) de Salvador emitiu 541 notificações e 13 autos de infração ao longo da Operação Carnaval, que começou no primeiro dia de folia, quinta-feira (16), e foi até a última terça-feira (21). A autarquia, que é vinculada à Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), realizou vistorias frequentes em todos os circuitos da festa na capital baiana e também nos bairros.

Também ao longo da operação especial, os agentes do Balcão do Consumidor receberam foliões e distribuíram 5 mil cartilhas de conscientização sobre os direitos do consumidor. Os materiais estavam disponíveis em três idiomas: português, inglês e espanhol.

A ação educativa, atrelada ao trabalho de fiscalização, é essencial para garantir o equilíbrio nas relações de consumo, como afirmou o diretor-geral do Codecon, Zilton Krüger Netto: “Esses dois setores caminham juntos para garantirmos que as relações de consumo sejam mais justas e equilibradas. Durante a Operação Carnaval, por exemplo, notificamos e orientamos diversos gestores por irregularidades nos estabelecimentos e, quando retornamos, eles tinham se adequado às normas do Código de Defesa do Consumidor. Quando fornecedor e consumidor cumprem com seus deveres, todos ganham”, disse.

As notificações foram emitidas por ausência de acessibilidade, higiene inadequada, produtos sem preço, armazenamento inadequado de bebidas e comidas, ausência de um exemplar do Código de Defesa do Consumidor, vício na quantidade de produtos apresentados e ausência de placa antifumo. Os autos de infração foram lavrados por produtos fora da validade e por bebidas e comidas mal armazenadas.

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O secretário Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer, Júnior Magalhães, destacou nesta quarta-feira (22) o balanço da pasta ao longo dos seis dias de Carnaval. Ele enfatizou o trabalho das duas bases do Catafolia, espaços de apoio para catadores de materiais recicláveis e reutilizáveis, dos três Camarotes Acessíveis (Ondina, Campo Grande e Piedade) e dos quatro postos do Serviço Especializado em Abordagem Social e mais os dois postos do ObservaDrogas (Observatório em Políticas sobre Drogas), lançado de forma pioneira na folia momesca.

Júnior Magalhães visitou todos estes pontos com o objetivo de fazer um balanço das ações e agradecer a todos os servidores que fizeram a festa acontecer, além da escuta desses profissionais para aprimoramento dos serviços em 2024.

Segundo o secretário, a Sempre realizou 2.153 abordagens dentro da campanha “Criança não é mão de obra”. “Identificamos 243 crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil, outras 482 foram encontradas em situação de vulnerabilidade social, resultando em 146 encaminhamentos para o Centros de Convivência e 789 encaminhamentos para a rede de garantia de direitos. Nosso trabalho consiste no desenvolvimento se ações de sensibilização e convencimento das famílias para acabar com o trabalho infantil”, salientou.

Sobre os camarotes acessíveis, o gestor informou que foram contabilizados 1.916 acessos nos 6 dias de festa. “Nos nossos três camarotes, promovemos a inclusão social, proporcionamos aos idosos e pessoas com deficiência uma vista privilegiada, conforto e segurança no Carnaval. Foram quase 2 mil acessos, um trabalho de atendimento fantástico realizado pelas nossas equipes”, comemorou.

De acordo com ele, o Catafolia promoveu mais dignidade aos catadores. “Contabilizamos, nos seis dias de Carnaval, 4.394 entradas, e ofertamos durante todos os dias da folia quatro refeições diárias (café da manhã, almoço e dois lanches intercalados, mais estrutura com banheiro químico, orientação para banho, entre outros serviços), de forma que eles pudessem desenvolver o autocuidado enquanto trabalhavam nos dias da festa. Agora, já começamos a pensar em montar uma estrutura em que possam descansar pelo menos algumas horas do dia”, frisou.

Sobre o Serviço Especializado em Abordagem Social (Seas) e o Observatório em Políticas Sobre Drogas, o Secretário já avalia elevar para 24 horas o funcionamento das atividades. O Seas realizou 561 abordagens e 44 encaminhamentos para as Unidades de Acolhimentos Institucional (UAIs) da pasta. A atuação das equipes especializadas ocorreu em todo o circuito para atendimento à população de rua e identificar e combater situações de trabalho infantil.

O Observadrogas realizou 5.879 observações e 392 entrevistas com os catadores de materiais recicláveis, com o objetivo de avaliar nas duas bases dos Catafolia e nos circuitos da folia situações do uso abusivo de álcool e outras drogas, com atribuição de registrá-las, identificando situações de risco, vulnerabilidade ou violações de direitos, de forma a desenvolver políticas públicas que amenizem essa problemática.

Além disso, o secretário frisou que o trabalho vai além do que foi feito no Carnaval. “Com todas as pessoas que foram abordadas nessas ações, os atendimentos não se resumirão apenas ao Carnaval. Daremos continuidade e encaminhamento aos Cras e Creas, localizando essas famílias com os cadastros preenchidos, buscando se já são beneficiárias do Bolsa Família ou possuem outros benefícios eventuais, se são inseridas em outros serviços ou programas e qual suporte ou apoio elas precisam da assistência social para superar suas demandas e desenvolver autonomia”, concluiu.

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A Guarda Civil Municipal (GCM) registrou, através do Núcleo de Estatísticas (Nest), 653 atendimentos que estão relacionados ao apoio a órgãos públicos e ao cidadão. Além disso, foram contabilizadas 43 ocorrências referentes a intervenções em vias, prestações de socorros, conduções por mandados em aberto, dentre outros. Nas ações em apoio à Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), foram catalogadas a apreensão de 214 objetos perfurocortantes e dois simulacros de arma de fogo. 

De acordo com o Inspetor Geral da GCM, Marcelo Silva, a criação do Centro Integrado de Inteligência, Comando e Videomonitoramento (CicomV) contribuiu para as ações de monitoramento na folia, em consonância com o Centro de Operações e Inteligência (COI), onde existem a atuação de GCMs.

“Só ontem (21), conseguimos deter três pessoas que possuíam mandado em aberto. O primeiro caso, quando um homem que responde por estupro, foi detido por agentes do Grupamento de Rondas da Capital, na Barra, e outros dois foram detidos pelo Grupo de Apoio ao Turista no Elevador Lacerda, por responderem pelo artigo 157 do Código Penal”, detalhou Silva. Durante o Carnaval, cinco pessoas foram conduzidas pela Guarda ao serem detectadas pelo reconhecimento facial.  

Identificação - Ainda durante as ações no Carnaval, a Guarda Civil, através da Coordenadoria de Ações de Prevenção à Violência (Cprev), identificou 13.751 crianças com pulseiras contendo dados como nomes delas, dos pais ou responsáveis e telefone para contato.  

Documentos - Nos seis dias de folia, foram recolhidos 253 documentos, uma redução de aproximadamente 30% se comparado ao mesmo período de 2020.  O folião pode acessar o site da instituição (www.gcm.salvador.ba.gov.br) e verificar se o nome consta na lista de documentos perdidos.  

Com a confirmação, o proprietário deve se dirigir à sede do órgão, na Avenida San Martin, das 8h às 17h, a partir desta quinta-feira (23), em posse de um documento original com foto ou boletim de ocorrência para fazer a retirada. 

Para o Diretor de Segurança Urbana e Prevenção à Violência, Maurício Lima, a Guarda Civil Municipal teve um papel muito importante nesse Carnaval, colaborando com uma gama de serviços de grande importância para a população.  

“Desenvolvemos desde ações preventivas a operacionais. Nossos agentes conseguiram participar ativamente de ações de fiscalização que retiraram mais de 100 facas das ruas, realizamos patrulhamento preventivo, identificamos crianças, atuamos com atividades lúdicas e preventivas. Também faremos a devolução de documentos encontrados, enfim, serviços extremamente importantes para a realização da festa”, disse Lima. 

Demais ações - Atividades lúdicas e educativas foram realizadas pela Guarda Civil nas unidades acolhedoras que receberam os filhos dos ambulantes, durante os festejos carnavalescos. A Banda de Música, com várias apresentações em abrigos, escolas e camarotes acessíveis, levou alegria e músicas que trouxeram um repertório variado do axé até as marchinhas dos antigos carnavais, em camarotes acessíveis.  

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Os foliões que curtiram o retorno do Carnaval, após dois anos de pandemia, parecem não querer que a folia acabe. Na manhã desta quarta-feira (22), o Farol da Barra estava lotado de pessoas, entre ambulantes, turistas e baianos que ainda aguardavam para aproveitar os últimos minutos de festa.

O famoso arrastão, criado por Carlinhos Brown, teve a presença dos cantores Bell Marques, Léo Santana, Brown e Danniel Vieira. O cacique do Candeal afirmou que a despedida de hoje teve um sabor especial. "Esse foi o Carnaval da esperança. Divertimos, trabalhamos, nos unimos em torno de uma gratidão única e estamos aqui fortes, após a pandemia".

O cantor lembrou os 30 anos de arrastão, criado por ele em 1993. "Não existe um dos inventores, eu sou o inventor do Arrastão, porque eu discuti com Dom Lucas Moreira Neves para termos o Arrastão, por isso aqui lançamos também a Campanha da Fraternidade, como todos anos. O dia de hoje será único porque os estilos se fundem. O evento foi criado para quem trabalha no Carnaval, para curtir como os demais", afirmou, antes de iniciar a apresentação.

"Eu estou muito feliz, é a primeira vez no arrastão. Desde que entrei no Araketu, Brown me abraçou, então é uma forma de fechar com chave de ouro o Carnaval", disse Larissa Luz, convidada de Brown.

Participando desde 2016, o cantor Danniel Vieira, que fez uma verdadeira maratona no Carnaval deste ano, homenageou os agentes de limpeza, vestido com a mesma roupa de trabalho dos servidores, que atuaram mantendo os circuitos limpos.

Danniel Vieira trouxe o sertanejo romântico para a Barra - Ondina. "São seis arrastões. Minha presença no início foi meio uma surpresa, porque meu trio não saiu durante o Carnaval e o ex-prefeito ACM Neto me ofereceu o arrastão. Aceitei o desafio e encerrei o Carnaval. Vamos fazer algo brilhante e limpo, homenageando os agentes da Limpurb, que muitas vezes não são reconhecidos. É algo merecido para eles".

A cantora carioca Tati Quebra Barraco foi uma das convidadas de Danniel, representando o funk carioca. Ela, que já curtiu a folia em 2006, participou do primeiro arrastão. "Passei pelos blocos, camarotes, mas o arrastão é a primeira vez e eu estava ansiosa, quero dar o meu melhor. Relembrando músicas novas, antigas, agitando todos".

A foliã Fernanda Lima, vendedora, natural de São Paulo, achou incrível o Carnaval 2023. "Eu curti do início ao fim, a energia das pessoas que esperavam esse momento, está tudo incrível. Vou curtir até o final com as amigas, somos inimigas do fim mesmo"

Moradora de Florianópolis, a professora Brisa Helena também curtiu até o fim. "Pela primeira vez estou curtindo até o fim, e perceber que todos os trabalhadores podem curtir também é lindo, porque eles trabalham o Carnaval todo, é bom demais. E eu que sou trabalhadora da educação, estou amando demais, como não?".

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