George Ferreira, 27, é o cara que comanda as pick ups na tenda eletrônica da Schin, na Barra. De cima de uma fobica enorme, ele agita os foliões que já ficam na expectativa entre um trio e outro. "Aqui eu toco eletro house, que é o meu estilo. Fiz uma mixagem com a música da Vingadora que o pessoal adora", conta o DJ. "Além de "Metralhadora", Blame, de Calvin Harris, faz a galera pular como nunca se viu", emenda. Renata Bulhões, 30, é uma das que não desgrudam da grade de proteção onde fica George. "Aqui é confortável, ventilado. Quando não tem trio passando vou para a pista dançar".
Com 14 atrações, sendo cinco de fora do estado e nove locais, a Torre de Djs, um espaço totalmente dedicado à música eletrônica, foi inaugurado ontem (05), no Farol da Barra. O presidente da Empresa Salvador Turismo (Saltur), Isaac Edington, destacou a importância da diversidade musical no Carnaval e explicou a iniciativa da Prefeitura de Salvador. "Nosso Carnaval abriga todos os ritmos, tem essa característica de aceitar cores e tons diversos em seu leque de atrações. O público de música eletrônica é grande em Salvador, por isso decidimos criar um espaço para abraçar estas pessoas", disse.
A estrutura montada para receber os adeptos do estilo mede quatro metros de comprimento por dois de largura, e seis metros de altura. A capacidade estimada de público na área coberta é de aproximadamente cinco mil pessoas devidamente acomodadas na tenda em boxtruss - formado por lona e treliças em alumínio. No total, a boate ao ar livre conta com mais de 40 efeitos de iluminação, que envolve aparelhos para produção de efeitos luminosos, luz estroboscópica e máquina de fumaça. O som escolhido para animar o público tem capacidade de 36 mil watts de potência, e utiliza os melhores equipamentos produzidos no Brasil.
A diversidade e a mistura de ritmos tem sido uma marca cada vez mais notável entre as características do Carnaval de Salvador. E um dos fatores que consolidam essa afirmação é o sucesso do Palco do Rock – espaço dedicado a gênero musical que teve início neste sábado (6). Chegando a sua 22ª edição, o palco já é considerado um dos maiores festivais de rock alternativo do país, sendo realizado em plena folia soteropolitana. Para quem não se identifica muito com os ritmos que comandam a festa nos principais circuitos, o espaço acaba sendo o destino perfeito para aqueles que querem conhecer um pouco mais da cena alternativa da Bahia e do país e que chegam a acampar no local.
As atividades foram oficialmente abertas pela banda Contrapartida. Com quatro anos de estrada, a banda natural de Salvador tem influências do Charlie Brown Jr., Titãs e também da banda norte-americana Rage Against the Machine. Para o guitarrista Lamarque Castro, abrir oficialmente o espaço este ano é uma grande responsabilidade. “Após quatro anos de atividade tocando apenas em festivais menores, é uma honra poder abrir a primeira noite do palco. É bacana essa iniciativa, já que Salvador é uma cidade com muitos estilos diferentes de música. Não vamos esquecer que o rock nacional nasceu aqui com Raul Seixas”, lembrou.
Para Matheus Valadares, baixista da banda Rock Escola – que também se apresentou na primeira noite do espaço –, outra grande vantagem para os músicos que compõem a grade é a troca de experiências, já que no Palco do Rock estão presentes grupos musicais de várias partes do país. “Além de tocar, nós também viemos para assistir ao show de outra banda que também vai se apresentar aqui hoje, que é a Lohan”, explicou Matheus. Com pouco mais de um ano de atividade, o Rock Escola é formado por jovens entre 13 e 16 anos que possuem em seu repertório hits de gigantes como Led Zeppelin, Pearl Jam e Nirvana, além de quatro canções autorais. Esta foi a segunda participação da banda no espaço temático do carnaval da capital baiana.
Estrutura - Frequentador assíduo do palco, o estudante universitário Fabrício Monteiro gosta do espaço, já que é uma alternativa para sair de casa durante os dias de festa. “Eu não sou muito chegado no repertório da Barra e do Campo Grande, e por causa disso não saia de casa nos dias de festa. Só fui descobrir o palco no ano passado, mas achei fantástico. Você pode conhecer melhor as bandas daqui e as de fora também, conhecer novas pessoas. E tudo com boa infraestrutura”, declarou Fabrício.
Quem foi ao Jardim de Alah neste sábado encontrou uma boa estrutura para receber o público roqueiro, onde se destaca um espaço interativo para que expositores da gastronomia, tatuagem, vestuário e acessórios pudessem divulgar um pouco do seu trabalho. Entre os expositores está o empresário Victor Barossi, que, até o a noite da próxima terça-feira (9), estará vendendo camisetas temáticas de diversas bandas de rock e metal, além de acessórios como colares, brincos e pulseiras. “Para nós é ótimo, porque trabalhamos ouvindo a gênero que nos agrada. Estamos com a melhor expectativa possível”.
Atrações - As atividades do Palco do Rock continuam no Jardim de Alah até a próxima terça-feira (9), tendo início sempre às 18h. Nesta edição, o espaço conta com a presença de 36 bandas locais e nacionais, tendo como tema escolhido a “Saga Esperança”. A previsão é de que o local reúna 25 mil pessoas durante todos os dias de show. Confira a programação emwww.curtasalvador.com.br.
A convite de Cacique do Candeal, Carlinhos Brown, que busca democratizar ainda mais o Carnaval, as bandas Sepultura e Angra desfilam no Circuito Dodô (Barra-Ondina) na noite deste sábado (6). O Camarote Andante arrastou milhares de metaleiros, que, vestidos de preto, se misturaram aos fãs de axé e pagode para curtir as atrações.
Os músicos do Sepultura Derrick Green e Andreas Kisser consideraram esse momento como incomparável. “Incrível o Carnaval da Bahia. Muito legal, uma grande oportunidade para participar do evento mais incrível do mundo”.
Rafael Bittencourt e Felipe Andreoli, do Angra, elogiaram o encontro de ritmos e agradeceram pela oportunidade “Já tínhamos essa ideia, vontade de participar do Carnaval de Salvador. Mas agora conquistamos este momento, considerado histórico, não somente para o Angra ou Sepultura, mas para toda a música brasileira. Tem muita gente curtindo vários estilos e isso é o Brasil.Agradecemos muito essa grande oportunidade que Brown nos concedeu”.
O estudante Daniel Vaz, 19, aguardou o início do desfile para aproveitar o som da banda Angra, na expectativa de ouvir um repertório bem variado do álbum Holy Land, seu preferido. “Apoiei a participação deles. Adorei a mesclagem do metal com outros ritmos”. Ele acompanha os artistas há mais de cinco anos.
A Prefeitura vai atuar firme e intensificará a fiscalização contra o trabalho infantil no Carnaval de Salvador. A partir deste domingo (07), uma ação conjunta entre as secretarias municipais de Ordem Pública (Semop) e de Promoção Social, Esporte e Combate à Pobreza (Semps), além do Ministério Público da Bahia e do Conselho Tutelar, vai coibir com mais rigor situações de menores trabalhando no comércio informal na festa. Durante a operação, que segue até terça-feira (9), ambulantes que forem identificados com crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil nos circuitos da folia poderão ter a licença municipal cassada por até 24 meses.
De acordo com balanço parcial da Semps, até sexta-feira (5) de Carnaval foram realizadas 626 abordagens de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil. Deste total, 296 no Circuito Osmar (Centro) e 330 no Dodô (Barra-Ondina). “Nessas abordagens, 87 ambulantes permitiram que os menores fossem levados para um dos quatro postos de acolhimento montados nos circuitos da festa”, declarou Juliana Portela, diretora de Políticas Sociais da Semps. As quatro estruturas (Centro de Capacitação Wilson Lins, Colégio Estadual Senhor do Bonfim, Creche Calabar e Colégio Estadual Teixeira de Freitas) são temporárias e funcionarão até a Quarta-feira de Cinzas (10).
A Semps trabalha com uma equipe formada por assistentes sociais, psicólogos, pedagogos, educadores sociais e pessoal de apoio, mantendo plantões durante todo o Carnaval para fazer cumprir o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), inibindo o trabalho infantil e a violência contra crianças e adolescentes.
A ação que será realizada pela Prefeitura é respaldada pela Lei Municipal 7779/99 que dispõe sobre a vedação de funcionamento de estabelecimento que utilize mão de obra de crianças e/ou adolescentes e pelos artigos IV e XVIII da Lei 8960/90, do ECA.
Um dos artistas mais tradicionais do Carnaval, o cantor e compositor Armandinho Macedo fez o primeiro o primeiro desfile este ano com o trio elétrico Armandinho, Dodô e Osmar no Circuito Osmar (Centro). O "Fobicão Especial", réplica gigante da Fobica – primeiro trio elétrico criado por Osmar e Dodô em 1950 – leva magia para uma multidão de seguidores durante três dias da festa: hoje no Centro e no domingo (7) e segunda (8) no circuito Dodô (Barra-Ondina).
Antes de embalar o público com sucessos dos antigos carnavais, Armandinho elogiou as mudanças da folia, principalmente a iniciativa da Prefeitura em valorizar o folião pipoca. “Achei ótima a iniciativa de fazer pequenos trios e movimentos, como Furdunço. Esse é um Carnaval mais democrático e do povo. O tema da festa este ano, Vem Curtir a Rua, é a verdadeira identidade baiana. A festa é um evento original”, salientou.
Conhecido em todo o mundo, o som do trio elétrico Armandinho, Dodô e Osmar é diferente. Isso se deve à sonoridade única e irresistível da guitarra baiana. Armandinho, mestre da guitarra baiana, é o maior pesquisador, desenhista, estudioso e representante do instrumento. Junto com os irmãos, eles criaram uma identidade musical, registrada ao longo de 16 discos gravados, com sucessos nacionais, como “Pombo correio”, “Chão da praça “Zanzibar”, “Chame gente”. Verdadeiros hinos do Carnaval da Bahia.
Um homem foi encontrado com uma cobra sucuri na Av. Sete de Setembro, próximo à Praça Castro Alves, área que integra o Circuito Osmar do Carnaval de Salvador. Após encaminhamento para a Central de Flagrantes, a delegada de plantão solicitou aos agentes do Grupamento de Proteção Ambiental da Guarda para fazer o resgate e transportar o animal para o órgão competente.
A Transalvador a apreendeu, na noite dessa sexta-feira (05), 25 credenciais de moradores sendo vendidas por ambulantes na Av. Centenário. Os proprietários das credenciais serão excluídos do cadastro de envio da autarquia no próximo Carnaval. As credenciais permitem o livre acesso de moradores às vias do entorno dos circuitos, sendo possível a identificação de seus donos por meio do código de barras de cada adesivo. “Algumas apreensões foram realizadas em veículos de transporte clandestino”, afirmou Fabrizzio Muller, superintendente da Transalvador. Ele explicou ainda que a Polícia Civil já foi formalmente informada de casos de venda pela internet.
Os adesivos têm outros elementos para evitar falsificação e uso indevido. Além de serem impressos em papel couché, menos resistente, são faqueados (cortes que fazem com que se desmembrem para impedir reutilização). A tarja holográfica na parte inferior, uma imagem reluzente, também inibe a falsificação por meio de cópias.
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