Carnaval

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Os agentes da Coordenadoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Codecon), órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento, Trabalho e Emprego (Sedes), autuaram o Shopping Barra na tarde desta segunda feira (8) por cobrança abusiva de estacionamento.  A denúncia foi feita por um consumidor.

Segundo a Codecon, o estabelecimento infringiu o Artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), ao exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva. Nos dias de Carnaval estava sendo cobrada a tarifa única de R$39, valor este que foi majorado para R$50. Com a autuação, o estabelecimento terá um prazo de dez dias para apresentar a defesa. A multa pode variar de R$600 até R$3 milhões.

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A Secretaria de Manutenção (Seman) colocou oito equipes nos circuitos do Carnaval e nos bairros onde a festa é realizada, num total de 48 homens responsáveis pela limpeza de caixas de drenagem para prevenir alagamentos e garantir a mobilidade dos foliões. Embora dando prioridade ao Carnaval, a Seman vem atuando também fora dos circuitos para evitar transtornos à população. 

Na manhã de hoje (08), o órgão limpou caixas de drenagem na Avenida Sete de Setembro, Orixás Center, Beco da Quebrança e Largo do Canela, resultando em coleta de mais de duas toneladas de expurgo. E fora do circuito foi realizada operação tapa-buraco em frente ao Salvador Shopping e concretagem de passeio em Cajazeiras.

Mesmo sem ocorrência, a Seman vem fazendo a manutenção de toda a rede de drenagem do circuito, três a quatro vezes por dia. Isso porque, explica o secretário Marcílio Bastos, “a rede do Centro Histórico é mais antiga, com dimensão reduzida, ficando mais vulnerável à obstrução”.

Poda de árvores – Ao mesmo tempo, o órgão vem desenvolvendo ações em locais em que é mais difícil atuar no dia a dia, em razão do tráfego intenso, a exemplo do Largo de Nazaré, onde está sendo feita poda de árvores e limpeza de caixa de drenagem. Além da microdrenagem, a pasta está de prontidão também para atender a qualquer solicitação de poda de árvores. Nesse caso, foram podados cinco mil vegetais antes do Carnaval pois a prevenção é o principal fator para garantir um bom resultado, com baixo índice ou quase nenhuma ocorrência, como vem se verificando no carnaval 2016.

Marcílio Bastos diz que uma das ações mais importantes é a substituição de fícus. Isso porque, “embora a Prefeitura nunca tenha plantado essa espécie – como também nunca plantou árvores frutíferas –, ela representa 30% do volume de árvores existentes na cidade". "E esse vegetal é mais susceptível à tombamento, considerando que tem raiz curta e copa densa. E é a espécie mais preferida por administradores de condomínio e população de modo geral, razão pela qual existe em grande quantidade”, frisa.

Esse fato levou a administração municipal a lançar um programa, previsto para começar logo após o Carnaval, de substituição de fícus, com a criação de um aplicativo, inicialmente para profissionais da Prefeitura, estendendo-se futuramente à população. Nesse aplicativo, os técnicos darão resumo de informações sobre a árvores

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Prefeitura já apreendeu mais de 200 litros de bebidas do tipo nos circuitos

Euforia, desmaios, aceleração dos batimentos cardíacos e, até mesmo, Acidente Vascular Cerebral (AVC). Essas são algumas das possíveis consequências do consumo de bebidas alcoólicas artesanais (“príncipe maluco”, “capeta”, “nevada” e etc). O alerta foi feito pelo médico neurologista Antonio Andrade, que é favorável à proibição da comercialização de bebidas desse tipo no Carnaval de Salvador. “O risco do consumo dessas misturas – que associam álcool com estimulantes – é muito grande. As reações são das mais adversas e podem chegar a situações graves, como um AVC”, afirmou.

Para o neurologista Antonio Andrade, as pessoas precisam buscar informações sobre o quanto ficam vulneráveis diante de uma exposição alcoólica. “Além dos riscos, como disse, de uma situação mais grave como o AVC, as pessoas precisam compreender que a ingestão alcoólica, em especial a de bebidas artesanais, onde não é possível saber de forma segura toda a sua composição, as deixam em situação de grande vulnerabilidade, já que a sensação provocada pelo álcool pode se reverter em atos ilícitos que o indivíduo, muito provavelmente, não cometeria em condições normais”, salientou.     

Até a madrugada de hoje (8), 210 litros de bebidas artesanais já haviam sido apreendidos pelos fiscais da Vigilância Sanitária e Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop). De acordo com a secretária da Semop, Rosemma Maluf, o número – apesar de expressivo – é menor que o volume registrado o ano passado e já mostra que o trabalho de fiscalização e conscientização realizado pela Prefeitura ao longo dos últimos carnavais tem surtido efeito. “Em 2015, chegamos a somar 646 litros de bebidas desse tipo apreendidas. Acho que essa redução mostra que estamos no caminho certo. O nosso mérito maior não é apreender, mas perceber que as pessoas têm se conscientizado dos perigos da ingestão desse tipo de mistura”, considerou.

O trabalho de fiscalização e conscientização também tem refletido nos atendimentos realizados nos postos de saúde montados nos circuitos da folia. “Estamos registrando menos atendimentos por intoxicação alcoólica, que geralmente liderava as ocorrências em saúde nos carnavais anteriores. Tivemos 457 casos de pacientes com esse perfil no ano passado, enquanto este ano registramos 415 atendimentos. Portanto, uma redução de 9%", explicou o secretário municipal de Saúde, José Antônio Rodrigues Alves.

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Em apenas 30 minutos, cerca de 967 foliões puderam conhecer sua condição sorológica para a HIV, hepatites C e sífilis. Esse é o número de pessoas que passaram pelas duas unidades do projeto Fique Sabendo até a noite de ontem (07). A iniciativa faz parte das ações de prevenção das doenças sexualmente transmissíveis (DSTS) e Aids, e propõe a detecção precoce dessas enfermidades através do teste rápido com a coleta de apenas uma gota de sangue. Em dois dias de atuação, foram realizados 2.901 exames, resultando no registro de 31 diagnósticos positivos para HIV, 105 para sífilis e 10 reagentes para hepatite C.

O posto da Rua Marques de Leão, na Barra, foi o local que mais realizou testes (1.560), seguido da unidade da Praça Municipal, no Centro Histórico com 1.341 testes coletados. As unidades funcionam até amanhã (09), das 9h às 21h, no Centro Histórico, e das 12h às 22 horas, na Barra.

Aqueles que obtiverem sorologia positiva contam com a assistência de uma equipe multidisciplinar, que realiza a triagem e os encaminha para diagnóstico, exames e tratamento em uma das unidades de referência da Secretaria Municipal de Saúde.

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Elevação é de cerca de 10% em comparação as apreensões realizadas em 2015

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O cantor e compositor Clementino Rodrigues, mais conhecido como Riachão, de 94 anos, foi o principal homenageado da tradicional Mudança do Garcia, que desfilou na tarde desta segunda-feira (8) pelo circuito que leva o nome do sambista, do bairro do Garcia em direção ao Campo Grande. Com muita irreverência, o desfile fez várias referências musicais aos antigos carnavais, como explicou o coordenador Wellington Fera. "Optamos por realizar uma dupla homenagem este ano. A reverência a Riachão se deve à sua história que se confunde com o próprio samba da Bahia, e pelo fato de ele ter nascido e se criado para o mundo no bairro do Garcia. Ele viu a Mudança nascer então, nada mais justo do que dar este presente para este símbolo da música e do Carnaval em nossa cidade".

Riachão foi literalmente fisgado de sua varanda para o trio principal da Mudança. E soube agradecer como poucos à homenagem feita pela Prefeitura, ao dar seu nome ao circuito, e ao próprio movimento contestador que se concentra há alguns metros de sua casa. "Estou muito feliz. Agradecendo a Deus por essa bondade, este carinho das autoridades, que tiveram este amor para comigo. Já não tenho palavras para agradecer, então peço a Deus que cada vez mais abençoe estas pessoas maravilhosas, as autoridades que só fazem bem para a classe artística, assim como à imprensa, que também agradeço de todo o coração pela presença", comentou. 

Irreverência - "Isso aqui é uma confusão, mas com organização", disse o artista plástico João Alves, também conhecido como Jonah, todo em vermelho, dos sapatos ao chapéu, em uma fantasia que ele batizou de "O doido rubro-negro". Jonah garantiu ter travado altas discussões com o homenageado sobre a forma de se trajar durante o Carnaval. "Riachão é nosso mestre, mas de uma coisa eu posso me orgulhar: fui eu - pode perguntar a todos aqui - quem ensinou Riachão a se vestir para se apresentar no palco", brincou.

Na Mudança do Garcia se encontra de tudo um pouco. À direita, uma noiva todinha de branco, peruca ruiva e muitos pelos no peito. "São 51 anos de folia, meu filho. Dezessete somente na Mudança, e a cada Carnaval eu volto mais bonita. Aqui tudo é mais tranquilo. A folia só se desgarra e parte para a 'fuleiragem' quando a gente permite", disse o empresário Paulo Caetano, a noiva. 

Fã confesso de Riachão, o aposentado Carlos Bonfim, de 68 anos, fazia cara de bravo, fingia não ter muitos amigos, mas era saudado por todos que passavam pelo apelido: "fala, corno!", falou um. "Bonfim, voltei da tua casa agora há pouco. Minha comadre mandou lembranças", brincou mais um. Morador do Garcia há 30 anos, Bonfim costuma brincar o Carnaval com um capacete ornamentado com chifres de quase dois metros.

Além de travestidos, super-heróis, mendigos, noivas, cornos, integrantes de outras agremiações, defensores dos animais, marmanjos mandando beijos para a mamãe, fiscais da vida alheia e até pessoas vestidas de animais, a Mudança se mantém fiel à tradição de irreverência e protesto trazendo cartazes prometendo "sumir com a pessoa amada até a Quarta-feira de Cinzas", reforçando o coro da cantora Ivete Sangalo e querendo saber, de uma vez por todas, "quem é essa aí, papai?", e cobrando ações nos campos político e social. O mosquito Aedes aegypti, causador da dengue, zika e da chikungunya, não ficou de fora da festa e foi bastante citado em inúmeros cartazes. "Agora, o inimigo é o mosquito", ou "Procura-se: vivo ou morto", eram algumas das frases encontradas no cortejo.

História - Fundada em 1930, a Mudança do Garcia é um dos poucos remanescentes do entrudo, uma forma primitiva da folia momesca, onde a irreverência associada até a um pouco de bagunça generalizada costuma dar o tom da festa. O tradicional trajeto do bloco tem início com a concentração no final de linha do Garcia e os integrantes são, na maioria, moradores do bairro. A festa é caracterizada também pelo clima de protesto envolvendo os grandes problemas da atualidade, abordando inclusive os queixumes individuais de seus integrantes. 

Desde 2011, a Mudança do Garcia desfila sem a presença dos tradicionais jegues. Além disso, a partir deste ano, o percurso de aproximadamente três quilômetros feito pelo cortejo até a Praça Dois de Julho, no Campo Grande, passou a ser conhecido como Circuito Riachão.

 

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Os Filhos de Gandhy desfilam nesse momento transformando o Circuito Dodô (Barra-Ondina) em um imenso tapete branco. Antes de sair, o presidente do afoxé, Francisco Lima, pregou a paz e o respeito às mulheres, pedindo aos associados que evitem beijos forçados e que não coloquem mulheres dentro do bloco.

Um dos diretores do bloco, João Paulo, que já desfila há 21 anos, ressaltou que a troca de colares por beijo não é uma cultura pregada pelo afoxé.  “Essa cultura foi implantada há pouco tempo. O Gandhy não foi criado com esse intuito. Na verdade, o associado tem um carinho especial pela mulher, até porque elas nos dão um suporte antes durante e depois. Elas que confeccionam nossos turbantes, elas que nos arruma para o carnaval. A mulher acompanha o companheiro ao lado da corda. Acho que a partir daí surgiu essa cultura de oferecer o colar por um beijo, mas não foi algo criado pelo Gandhy”, disse.

O tema da entidade este ano é "Ewé Oró": a comunicação entre o sagrado e o axé. Caracterizado de Gandhy, o ator Lázaro Ramos acompanha o bloco ao lado do filho, que também veste a indumentária. Lázaro disse estar emocionado por participar e entoou o "Ajayô", saudando os associados.

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Com relação aos protestos de vendedores ambulantes na tarde de hoje no Farol da Barra, a secretária municipal de ordem pública, Rosemma Maluf, afirmou que as normas para exercer as atividades de comércio no Carnaval foram estabelecidas bem antes da festa, principalmente no que se diz respeito à exclusividade das marcas.

“Essa modalidade não é adotada pela primeira vez na festa. Acontece desde 2014. O Carnaval foi patrocinado e houve a exigência de venda exclusiva. Por isso, a manifestação foi só de um pequeno grupo de ambulantes, provavelmente de outras cidades. São vendedores de oportunidade, aqueles que trabalham ocasionalmente e que não são ambulantes profissionais”, explicou a gestora.

Ela afirmou que esse pequeno grupo não vai desestabilizar um trabalho de ordenamento que já foi feito com bastante antecedência e diálogo com os ambulantes. "Adotamos esse mesmo modelo não só no Carnaval, mas como em outras festas, como o Réveillon. Os ambulantes que de fato fazem um trabalho sem politicagem sabem disso e são parceiros da Prefeitura nesse ordenamento. Então essa manifestação foi um fato pontual de um grupo de manifestantes que querem tumultuar um Carnaval", ressaltou a secretária.

Rosemma Maluf disse ainda que repudia a violência e que o procedimento da Semop é o "conflito zero". "O nosso trabalho não é ir para o embate, nem para o confronto. Não aceito nenhum tipo de manifestação agressiva e violenta. A Guarda Municipal atua juntamente com os agentes de fiscalização com o intuito de proteger nosso trabalho e a nossa equipe, mas não há orientação minha como gestora da pasta que haja violência. Os ambulantes são muito respeitados na gestão de ACM Neto. Nós trabalhamos em parceria’, finalizou.

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Ambulantes contam com toda estrutura para abrigar os filhos em unidades com profissionais preparados

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