A Transalvador removeu 491 veículos aos pátios da autarquia nas quatro primeiras noites de Carnaval, entre quinta (04) e domingo (07). O número supera em 45 unidades as remoções do mesmo período do ano passado, quando foram recolhidos aos pátios 446 veículos, entre carros e motos. Em 2016, 1.724 condutores foram notificados. As infrações mais recorrentes são estacionamento irregular, excesso de velocidade, falta de habilitação e licenciamento vencido.
“A infraestrutura proporcionada aos agentes de trânsito é responsável pelo crescimento no número de remoções”, disse Fabrizzio Muller, superintendente do órgão. “O investimento em recursos materiais e humanos é maior a cada ano. O NOA (Núcleo de Operação Assistida) é também um importante trunfo do monitoramento e fiscalização durante a folia”, complementou. Tecnologia e imagens emitidas por 190 câmeras permitem um monitoramento 24h, em tempo real, para atendimento de emergências.
Recursos – Estão sendo empregados na operação 58 viaturas, entre carros, kombis e pick-ups, 15 motocicletas, 25 guinchos e materiais de sinalização, sendo 250 canalizadores de tráfego e 1.500 cones. Cerca de 700 agentes da Transalvador receberam treinamento específico para o Carnaval 2016. Ao todo, mais de 880 profissionais atuam no evento.
Hoje é o penúltimo dia de Carnaval e engana-se quem acha que a cidade não receberá mais turistas para abrilhantar a maior festa de rua do planeta. O Porto Marítimo de Salvador, localizado na Av. França, Comércio, recebeu na noite de ontem (7) 2.902 pessoas que embarcaram de Santos (SP) e vieram conhecer a maior festa popular do mundo. Nesta segunda-feira (8), serão mais 4.363 visitantes. Amanhã (9), outros 7.345 viajantes estarão na capital baiana, totalizando 16.510 passageiros trazidos pelos cruzeiros desde o início da folia (3), que deve movimentar cerca de R$1,5 bilhão na economia da cidade.
De acordo com Érico Mendonça, titular da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), três navios pernoitarão na cidade. “Estamos tendo excelentes resultados porque a cidade hoje é outra e porque adotamos a estratégia de divulgar com antecedência a festa, como foi com o Réveillon. Assim os operadores de turismo se programaram melhor na formatação de pacotes e os turistas tiveram mais tempo para planejar a viagem", afirmou o secretário.
Outro ponto importante ressaltado pelo secretário é o novo formato da festa. “O Carnaval está muito diversificado, atraindo interesses diversos e agradando todos os gostos. Além disso, as pessoas estão vindo conhecer a nova Salvador, as novas obras inauguradas recentemente pela Prefeitura e os novos equipamentos culturais. Isso é muito bom para a cidade e para o trade turístico”.
Glicerio Lemos, presidente da seccional baiana da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis Bahia, destacou que o Carnaval um Carnaval bem planejado e executado é fundamental para o trade turístico. “Estamos trabalhando com a capacidade máxima. Todos os hotéis estão lotados, sendo 97% de ocupação entre os estabelecimentos nos circuitos da festa, e 95 % fora. O que nos deixa satisfeitos é que mesmo com a crise a festa conseguiu atrair mais turistas. Desde o Réveillon que a procura por Salvador tem sido grande. Outro ponto positivo é que a cidade está melhor, mais bonita, organizada. Esse é um ponto essencial para nós”.
Visitantes - Sidnei Falcão, servidor público e morador de Manaus (AM), já esteve na capital baiana, mas curte o Carnaval pela primeira vez vindo de navio. “Uma festa muito organizada", frisou. Já a estudante Ianca Lira, também de Manaus, aproveitou a oportunidade e veio conhecer a melhor festa de rua. “Assistia pela TV e tinha vontade de participar. Tudo muito lindo e organizado, tanto a festa quanto o serviço do cruzeiro, pena que ficarei por tão pouco tempo”. Os dois estão a bordo do navio MSC Armonia, que deixa a capital e segue viagem no início da noite desta segunda-feira.
Até Quarta-feira de Cinzar, 20.873 pessoas terão desembarcado no Porto de Salvador. Os navios que tiveram como origem de várias cidades do Brasil, a exemplo de Maceió, Santos e Rio de Janeiro, passam pela capital baiana no período da festa momesma.
De quarta-feira (4) até ontem (7), o Observatório da Discriminação Racial, LGBT e Violência contra a Mulher já registrou 1.078 casos no período carnavalesco. A iniciativa, promovida pela Prefeitura sob a coordenação da Secretaria Municipal da Reparação (Semur), tem como intuito a observação e coleta de dados que, depois da festa, são transformados em recomendações e reforço das políticas públicas, além de novas proposições para evitar as situações de violência contra a mulher e discriminações racial e contra LGBT.
Do total, 461 casos foram referentes à violência contra a mulher, 308 de situações de vulnerabilidade social, 182 de discriminação contra LGBT, 84 casos de discriminação racial e 21 referentes à Lei Antibaixaria, que condena divulgação, por parte do artista, de mensagens homofóbicas, de discriminação racial e LGBT e de desqualificação da figura da mulher.
Também foram registrados 22 casos de desacato ao Estatuto do Carnaval, que contém dentre as determinações a aplicação de adesivo nos trios e carros de apoio mensagem de orientação para o Disque 100. Caso o trio seja flagrado sem o adesivo, pode levar uma multa no valor de R$ 4 mil.
De acordo com a secretária da Semur, Ivete Sacramento, o trabalho do Observatório vem se consolidando gradativamente a cada ano. "Todo o nosso trabalho é pautado nos elementos que compõem o cenário do Carnaval, mas que também estão presentes no cotidiano. Apesar de ainda termos registros, as pessoas pelo menos já saem com a ideia de que essas práticas são crime, e que o trabalho do Observatório é sério. Por exemplo, a partir do nosso relatório, o Ministério Público notificou um determinado bloco por práticas racistas", salientou.
A secretária também afirmou que o trabalho tem observado as condições dos blocos, principalmente os afros, afoxés e de índio que desfilam na cidade. "Queremos saber o que motivam os horários de saída e patrocínio, por exemplo, em comparação com os demais blocos. Precisamos fazer o resgate dessas agremiações e a Prefeitura pode verificar essa questão através do Observatório", complementou Ivete Sacramento.
O trabalho do Observatório este ano na folia conta com 120 observadores, sendo 40 com foco na discriminação racial, 40 para discriminação contra LGBT e 40 para violência contra a mulher. A atuação conta com cinco postos, sendo três no Circuito Osmar (Centro), localizados na Piedade, Castro Alves e Casa de Itália, e dois no Circuito Dodô (Barra/Ondina), no Barra Center e Largo do Camarão). Além dos observadores, as denúncias também podem ser encaminhadas diretamente pelos foliões para o site www.reparacao.salvador.ba.gov.br ou pelo aplicativo WhatsApp no número (71) 98622-5494.
A iniciativa conta ainda com parceiros como a Superintendência de Políticas para Mulheres (SPM), Defensoria Pública da Bahia, Conselhos Municipais da Mulher (CMM) e das Comunidades Negras (CMCN) e Núcleo de Religiões de Matriz Africana da Polícia Militar (Nafro/PM).
O presidente do CMCN, Eurico Alcântara, afirmou que a edição 2016 do Observatório é a melhor desde a criação. "Há dez anos participo da ação e vejo que o trabalho está cada vez mais consolidado, com o olhar mais amplo. Nós, como controladores sociais, atuamos na análise da ação dos agentes públicos e, apesar de ainda ter muito trabalho a fazer, notamos que as coisas já estão acontecendo a partir dessa atuação", analisou.
Uma das grandes vozes da música baiana entre o final da década de 1980 e início dos anos 90, a cantora Sarajane continua a encantar os foliões com sua voz e canções marcantes. Acompanhada de forrozeiros, a artista deu início à apresentação no Circuito Osmar (Campo Grande). Em trio sem cordas, ela desfila acompanhada de Del Feliz, Chambinho do Acordeon, Sandro Becker, e do filho Gabriel Tude.
Feliz em, mais uma vez, animar o folião do Carnaval de Salvador, ela falou sobre o caráter democrático da festa. “No Carnaval cabe tudo, axé, rock, reggae e o forró, que não é música junina, é música popular brasileira. Eu amo forró, o ritmo sempre esteve em meus discos, eu canto forró o ano inteiro. Então, eu precisava trazer isso para a avenida, convidar meus colegas para tocar comigo, que são grandes estrelas do forró brasileiro, e também meu filho, que é um cantor de música sertaneja e forró também. Só tenho a parabenizar a Prefeitura pelo Carnaval que está fazendo”, comentou. Além de muito forró, Sarajane relembrou seus grandes sucessos, como a clássica canção “A roda”, responsável pela explosão da cantora em todo Brasil.
Cerca de 600 crianças em possível situação de trabalho infantil e de risco já foram identificadas pelas equipes da Secretaria Municipal de Promoção Social, Esporte e Combate à Pobreza (Semps). Ao todo, foram mais de três mil abordagens até agora, 173 acolhimentos e 53 notificações de pais e responsáveis que se recusaram de tirar os menores dos circuitos. Os dados foram apresentados pelo titular da pasta, Bruno Reis, durante coletiva de balanço, na manhã desta segunda-feira (08), na Sala de Imprensa Oficial do Carnaval.
As 173 crianças acolhidas estão abrigadas nos quatro Centros de Convivência Temporária montados pela Prefeitura nas proximidades dos dois principais circuitos da festa. A maioria das crianças é filha de vendedores ambulantes que estão trabalhando nos circuitos. Dentre os abrigados estão oito que a Justiça e o Ministério Público recomendaram o acolhimento. Os 53 ambulantes que foram notificados por recusarem retirar as crianças do circuito podem ter as licenças cassadas caso continuem explorando o trabalho infantil.
“Nosso apelo é para que os trabalhadores que não tem com quem deixar seus filhos os deixem sob a nossa responsabilidade. Nossos espaços têm psicólogos, assistentes sociais, as crianças fazem seis refeições por dia e participam de atividade de vivência, lazer e esporte. Ontem (07) mesmo realizamos bailinhos de Carnaval para as crianças acolhidas. A Prefeitura montou toda estrutura para que essas crianças tenham segurança e conforto e para que os pais possam trabalhar com tranquilidade”, destacou Bruno Reis.
O secretário ressaltou que ações de conscientização foram realizadas junto aos trabalhadores ambulantes. Outra ação importante realizada pelas equipes da Semps foi a identificação de 2638 crianças nos circuitos da folia. “Essa ação é muito importante porque a criança, ao chegar no circuito, são identificadas com uma pulseira com o nome de cada uma, do nome do responsável, telefone, endereço, e isso é uma segurança para os pais que vem curtir o Carnaval, caso a criança venha se perder, facilitando a sua localização”.
Confira outros dados de balanço do Carnaval apresentados hoje:
TRANSALVADOR
Autuações: 734
- Eletrônicas: 398
- Lei Seca: 102
- Estacionamento irregular: 234
Remoções: 267
- Operação de área (regiões do carnaval): 253
- Lei Seca: 14
ORDEM PÚBLICA
Desde o primeiro dia de Carnaval (3), os agentes de fiscalização da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) já realizaram 31.756 apreensões de equipamentos irregulares, sendo:
27.593 unidades de bebidas em lata (água, refrigerante e cerveja, Ice, Sminoff)
194 litros de bebidas acondicionadas em recipientes de vidro
210 litros da bebida artesanal alucinógena e ilícita, conhecida como "Príncipe Maluco"
487 kg de alimentos perecíveis - milho (10kg), queijo coalho (38kg), frutas, (381kg), amendoim cozido (3kg) e carne para churrasco (10kg)
SALVAMAR
170 ocorrências por afogamento durante o Carnaval. Foram 98 ocorrências de afogamentos nas praias que compreendem o Circuito Dodô e 72 entre o Jardim de Alah e Ipitanga. Nas últimas 24 horas, foram registradas 53 ocorrências - 6 na Praia de Ondina, 20 na Praia da Barra e 27 no trecho do Jardim de Alah à Ipitanga.
GUARDA MUNICIPAL
89 atendimentos (15,6% a mais que 2015)
11 ocorrências (37,5% a mais que em 2015
Desde o primeiro dia de Carnaval, já foram apreendidos, em parceria com a Semop, 3.434 objetos considerados potenciais de arma branca, sendo 3.001 referente aos conhecidos espetos de churrasco. Nas últimas 24 horas foram apreendidos 175 espetos para churrasco, 84 garrafas de vidro, 38 facas, 3 garfos de metal, 5 martelos e 2 tesouras
SUCOM
11 abordagens a ambulantes
02 advertências por situações de risco
03 autos de infração
01 interdição de atividade
147 monitoramentos sonoros
65 notificações
381 vistorias
8.666 unidades de bebidas apreendidas
MOBILIDADE
Transporte coletivo normal: 670.921 pessoas
Complementar: 52.420 pessoas
Expresso Carnaval: 7.506 pessoas
Taxis (passageiros): 67.200
Abordagens de taxis: 872
Recusa de passageiros (notificadas): 22
Travessia Plataforma-Ribeira: 1.301
Elevador Lacerda: 39.754
Plano Liberdade / Calçada: 2.466
CODECON
68 atendimentos no balcão de atendimento localizado na Rua Chile, em frente ao Elevador Lacerda
59 estabelecimentos fiscalizados
Posto Barra – 33 estabelecimentos comerciais (camarotes, padarias, mercados, restaurantes, etc) vistoriados pela coordenadoria, sendo cinco notificados
Posto Ondina - 22 estabelecimentos comerciais vistoriados e 6 notificados
Posto Campo Grande - 4 vistoriados e nenhum notificado
Embalados pelo Hino ao Senhor do Bonfim, foliões do Bloco da Saudade já invadem a passarela do Circuito Osmar (Campo Grande). Criado em 1968, no bairro da Saúde, o bloco leva para a avenida a animação do público da terceira idade, com muita fanfarra.“A nossa turma é fiel. Nosso desfile é maravilhoso, muito tranquilo”, resumiu Noélia Cunha de Santana, 66 anos. Igualmente animado, Raimundo Fontoura, de 78 anos, falou sobre a organização do Carnaval. “Parabéns à Prefeitura, que tem embelezado a nossa cidade. Carnaval tá bom demais”, opinou.
“As rainhas que tocam tambor”. É assim que a Banda Didá se apresenta no Circuito Osmar (Campo Grande) nesta segunda-feira (8). O bloco, que leva o nome da banda, é o primeiro a desfilar no circuito neste penúltimo dia de Carnaval. Para uma das percussionistas da banda, Maria Angélica, 22 anos, a Didá tem o papel de valorizar a mulher negra. “O nosso som é também uma forma de mostrar a mulher de um outro modo. Há muito tempo estivemos nas cozinhas, escondidas nas casas, e hoje estamos nas ruas. Então, desde a senhora idosa até a jovem, todas têm a oportunidade de conhecer essa nossa cultura do samba reggae, o que serve de inspiração para que cada uma de nós resgate a beleza do Carnaval do povo negro, da nossa essência, do nosso cabelo, das nossas raízes africanas. Estou muito feliz porque hoje vivo aquilo que tenho estudado já há alguns anos”, disse.
Criada há 22 anos, a Banda Didá traz para avenida um abre-alas em homenagem a Maria da Penha, farmacêutica militante da defesa dos direitos da mulher e enfrentamento a todas as formas de violência. Foi ainda a história de Maria da Penha que inspirou a criação da Lei 11.340, que prevê punições mais severas para os casos de violência doméstica. A programação do Circuito Osmar, que contará ainda com Sarajane, Igor Kannário, A Vingadora e outras diversas atrações, segue até a madrugada. Horários e ordem dos desfiles podem ser acessados em www.curtacarnaval.com.br.
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