Os foliões que curtem o Carnaval de Salvador têm realmente aderido ao Expresso Carnaval. Das 13h de quinta-feira (23) até as 6h de sábado (25), o Expresso Carnaval já transportou mais de 40 mil pessoas. Ano passado, durante os três primeiros dias de folia, 22 mil utilizaram o serviço. Até o momento, mais de 20 mil cartões foram vendidos.
Para o secretario municipal de Mobilidade, Fábio Mota, o número de passageiros vem pra confirmar as expectativas da Prefeitura. “O Expresso Carnaval tem sido um sucesso. Esse serviço é uma forma rápida, segura e confortável para o folião chegar até o circuito”, acrescentou. Com isso, diminui a quantidade de veículos nas proximidades do circuito, melhorando assim a fluidez no trânsito.
“Estou amando. Deixo meu carro aqui, num local seguro, e pego o transporte para ir para os circuitos com tranquilidade. Não preciso ficar esperando vaga ou pagar aqueles valores exorbitantes que cobram nas proximidades dos circuitos. Ano que vem estarei aqui outra vez”, destacou a foliã Aldenice Oliveira, enquanto entrava num ônibus do Expresso Carnaval no Salvador Shopping.
Linhas – O serviço conta com uma frota de 50 ônibus e possui quatro linhas e seis paradas. A primeira linha liga o Salvador Shopping ao bairro de Ondina, com parada no Instituto Social da Bahia (Isba). A segunda linha liga o Salvador Shopping à Barra, com paradas na sede da Transalvador (Barris) e na Avenida Centenário (atrás do Vitória Center).
O terceiro itinerário conecta o Salvador Norte Shopping ao Shopping Barra, com paradas na sede da Transalvador (Barris) e na Avenida Centenário (atrás do Vitória Center). A conexão restante liga o Salvador Norte Shopping à Avenida Garibaldi, com parada no Instituto de Geociências da Universidade Federal da Bahia (Ufba/Campus Garibaldi).
O bilhete custa R$25, sendo R$5 da compra do cartão e R$20 como valor referente à ida e volta aos circuitos. Para garantir ainda mais praticidade aos passageiros, um único cartão de acesso pode ser abastecido com múltiplas cargas de R$10 (cada trecho) e compartilhado com outros usuários. O usuário que adquirir o cartão (R$5) e realizar a recarga de R$20 (ida e volta) poderá estacionar o veículo em um dos shoppings, sem custo adicional.
O Centro de Referência em Saúde do Trabalhador de Salvador vem atuando no carnaval com a fiscalização da atividade dos cordeiros, bem como com orientação aos trabalhadores informais (catadores de material reciclável e vendedores ambulantes) E no enfrentamento do trabalho infantil. Dos10 blocos inspecionados, dois foram notificados (Cerveja & Cia e Pequeno Príncipe) desde o início da festa por não fornecerem condições mínimas de trabalho preconizadas para o trabalho dos cordeiros.
Em um deles, os cordeiros não estavam com o Equipamento de Proteção Individual (EPI), como luva e sapato fechado. Dos 8.030 cordeiros, 400 estavam sem o EPI. Outra inconformidade encontrada foi o fornecimento inadequado de água e alimentos para os trabalhadores. Durante os primeiros dias de folia nos circuitos Dodô e Osmar, 43 trabalhadores ambulantes e 16 catadores de materiais recicláveis foram orientados sobre trabalho infantil.
O centro também realizou a investigação epidemiológica de 44 casos de trabalhadores atendidos nos módulos de saúde dos circuitos. Desses,11 foram transferidos para unidades de saúde especializadas. Dentre esses casos, quatro foram confirmados como acidente de trabalho grave.Também foram confirmados dois acidentes de trabalho envolvendo adolescentes que estavam realizando atividade de vendedor ambulante.
Foram ainda realizadas inspeções em seis estabelecimentos formais, como restaurantes e lanchonetes, totalizando 71 trabalhadores. As principais inconformidades encontradas em relação à saúde e segurança do trabalhador foram: desconforto térmico, exaustão e ventilação inadequadas, estrutura física e fiações precárias, inadequação de segurança nas escadas, piso escorregadio e uso inadequado de EPI. Os estabelecimentos foram notificados para correção das irregularidades.
O Carnaval de Salvador pode servir como referência para Barretos, que realiza a considerada maior festa de rodeio do Brasil. A declaração foi dada pelo prefeito da cidade paulista, Guilherme Ávila, durante visita ao prefeito ACM Neto no camarote oficial, no Campo Grande, neste domingo (26). Pela primeira vez na folia, Ávila ficou impressionado com a organização da cidade para a festa, promovida pela Prefeitura de Salvador.
“Vim aqui para poder conhecer a grandiosidade do Carnaval de Salvador, que é o maior carnaval do mundo e que recebe um milhão de pessoas. Acompanhamos sempre essa época na televisão, nos jornais, das pessoas que vêm, contam sobre a festa e acabam retornando várias vezes. Barretos também tem uma festa tradicional, que é a Festa do Peão, e que mobiliza também um grande número de pessoas por dez dias no mês de agosto. Então queremos essa troca de experiências entre as cidades de Barretos e Salvador, para poder entender direito como é feito aqui, a logística para atender ao turista, como os hoteis se preparam, o comércio local, para levarmos a Barretos e atendermos melhor o nosso turista”, explicou Guilherme Ávila.
Ele também ressaltou de que as festas são importantes por aquecerem o turismo, tão importante por gerar emprego e renda. “Não é só a festa, que é uma tradição popular, mas também há a questão econômica importante para a cidade e para toda a região”. Guilherme Ávila afirmou ainda que estará em Salvador até a quarta-feira de Cinzas (1º) e aproveitará para conhecer outros pontos da cidade e levar a experiência da capital baiana para Barretos. “Já vi algumas ações realizadas pela Prefeitura no trecho entre o Aeroporto e o Campo Grande e gostei bastante, a exemplo da sinalização e da limpeza. Acho que bons exemplos devem ser copiados e, com a permissão do prefeito ACM Neto e de toda a equipe, vamos levar para Barretos”, finalizou.
O bloco Algodão Doce foi multado pela segunda vez nesse Carnaval por emitir 109 decibéis, extrapolando o limite de 80 decibéis para blocos infantis, previsto no Decreto Municipal 20.505/09. A autuação ocorreu na tarde desse domingo (26), durante fiscalização realizada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop). A multa varia entre R$ 814,62 a R$ 135.638,00, a depender da reincidência e da quantidade de decibéis acima do permitido.
Além de desrespeitar a legislação, Carla Perez se recusou a baixar o volume do trio no sábado (25), quando foi multada pela primeira vez, e desfilou com um volume ainda maior nesse domingo (26). Por causa da reincidência, o valor da multa foi dobrado. Segundo Márcia Cardim, coordenadora de fiscalização sonora da Semop, a principal preocupação é com a saúde das crianças. “A perda auditiva é irreversível, essas entidades tem a obrigação de respeitar seus associados, elas sabem o limite permitido”, diz.
Ao todo, seis trios já foram autuados nesse Carnaval por som alto, número superior ao do ano passado, quando cinco veículos foram penalizados. O único bloco infantil multado foi o Algodão Doce. Conforme prevê o decreto municipal, a quantidade de decibéis emitidos pelos trios é medida a partir de uma distância de cinco metros do veículo e a uma altura de um metro e meio do chão, com o uso de decibelímetros calibrados e certificados.
As fiscalizações de combate à poluição sonora ocorrem diariamente nos circuitos da folia e nos bairros onde o carnaval é realizado. Nove equipes atuam pela Semop durante a festa, duas delas no Circuito Dodô (Barra/Ondina), duas no Osmar (Campo Grande/Avenida) e outras cinco circulam pelos bairros onde há Carnaval.
A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), tem encontrado abrigos feitos de maneira improvisada por vendedores ambulantes, durante operações rotineiras de fiscalização. São barracas de camping, estruturas feitas com lonas instaladas em áreas públicas como praças e calçadas dos circuitos da folia. Cerca de 30 acampamentos já foram desarticulados nas ruas próximas ao circuito da festa. No carnaval de 2015, foram recolhidas 45 barracas; em 2016, foram 17.
De acordo com o Decreto n° 23.824/13 e as Leis nº 5.503/99 e nº 5.504/99 é terminantemente proibida instalação de qualquer equipamento que não seja aquele que foi licenciado, a exemplo de lonas, placas de qualquer tipo e material, barracas de camping, tendas em via pública. As equipes de fiscalização estão nas ruas e orientam os vendedores sobre a proibição, até o último dia de Carnaval. Caso a determinação da Prefeitura não seja acatada, a estrutura irregular será recolhida.
É comum também identificar a presença de crianças em alguns acampamentos. Os agentes da Semop orientaram os ambulantes a levar os filhos aos abrigos coordenados pela Secretaria de Promoção Social, Esportes e Combate a Pobreza (Semps), distribuídos em quatro pontos da capital baiana, entre os circuitos Dodô e Osmar. Os espaços possuem capacidade total para abrigar até 280 crianças e adolescentes. "Através dos abrigos, a intenção da Prefeitura é oferecer tranquilidade às famílias que estão trabalhando na festa”, destaca Marcus Passos, secretário de Ordem Pública.
Desde as edições do Fuzuê e Furdunço, realizadas no último fim de semana na barra, cerca de 33 mil pessoas já acessaram a rede de Wi-Fi gratuita disponibilizada pela Prefeitura, por intermédio da Companhia de Governança Eletrônica de Salvador (Cogel), nos três circuitos do Carnaval (Osmar, Dodô e Batatinha). São mais de 40,5 milhões de acessos, com um volume de 2,2 terabytes trafegados nas redes da Cogel. Só neste sábado (25), cerca de 18 mil pessoas utilizaram o serviço. Os principais pontos de acesso são Barravento e a Praça Dois de Julho, no Campo Grande.
De acordo com o presidente do órgão, Alberto Braga, o serviço tem possibilitado não só o uso dos foliões, mas de profissionais da imprensa, que precisam de agilidade na cobertura da maior festa de rua do planeta. “Além dos aplicativos usados pelos foliões como WhatsApp, Facebook e Instagram, cerca de 10% de usuários e da navegação corresponde a demanda da imprensa, principalmente do Centro de Imprensa Cristóvão Rodrigues, situado no Campo Grande”, destacou Alberto Braga.
Veja, abaixo, lista dos pontos com Wi-Fi gratuito durante o Carnaval:
- Av. Oceânica, na altura das Gordinhas na Ondina
– Av. Oceânica, na altura do Ondina Apart na Ondina
– Av. Oceânica, na altura do Largo do Camarão em Ondina
– Av. Oceânica, na altura do Morro do Gato em Ondina
– Av. Oceânica, na altura do Morro Ipiranga em Ondina
– Av. Oceânica, na altura do Cristo
– Rua Airosa Galvão, na Barra
– Rua Miguel Burnier, na altura do
– Rua Marquês de Caravelas, na altura do Hotel Monte Pascoal
– Rua Lemos de Brito, esquina com a Marques de Leão
– Av. Oceânica, esquina com a Rua Alfredo Magalhães
– Av. Oceânica, esquina com a Rua Dias D´Ávila
– Av. Oceânica, na altura do Farol da Barra
– Praça do Campo Grande
– Av. Araujo Pinho, esquina com a Rua Baronesa de Sauípe
– Teatro Castro Alves, na frente do teatro
– Av. Sete de Setembro, na altura da Casa d´Itália
– Av. Sete de Setembro, na altura do Sebrae das Mercês
– Av. Sete de Setembro, na altura da CEF das Mercês
– Av. Sete de Setembro, na Praça da Piedade
– Av. Sete de Setembro, no Largo do Relógio de São Pedro
– Av. Sete de Setembro, no Largo do São Bento
– Av. Sete de Setembro, na Praça Castro Alves
– Rua Chile, na Praça Municipal
O prefeito ACM Neto fez uma avaliação parcial positiva do Carnaval de Salvador 2017, principalmente quanto à aceitação das mudanças trazidas para a folia este ano. Este foi um dos temas abordados junto à imprensa, durante acompanhamento dos desfiles no camarote oficial localizado no Circuito Osmar (Centro), neste domingo (26). O prefeito esteve presente no camarote acompanhado da mãe, Rosário Magalhães, secretários e gestores municipais, autoridades e a imprensa. Ele também recebeu a visita do prefeito de Barretos, Guilherme Ávila, que veio conhecer a maior festa popular de rua do planeta.
“A avaliação que eu faço da festa até o momento é muito positiva. As novidades que trouxemos estão muito bem avaliadas pelo público, a exemplo do palco na Barra, da terça-feira de 'esquente', da abertura do Carnaval com um grande baile na Praça Municipal, o encontro de trios realizado anteontem. A gente tem sentido que esse carnaval está mais tranquilo, as pessoas estão na rua com muita alegria, muita festa, e isso é muito bom. Claro que a gente só pode comemorar na quarta-feira de Cinzas, mas o balanço é muito positivo”, afirmou.
Ele também afirmou a importância de ter mais atrações para o folião pipoca. “Da nossa parte não existe preconceito contra blocos. Eles geram empregos assim como os camarotes e isso não pode parar. No entanto, vimos que essa quantidade de atrações sem cordas trazem cada vez mais as pessoas à rua. Esse movimento não existia até 2013. Hoje são mais de 300 apresentações gratuitas e, graças a Deus, estão sendo feitas pela Prefeitura.
Veto – Sobre o possível veto ao grupo BaianaSystem pelo Conselho Municipal do Carnaval (Comcar), o prefeito ACM Neto afirmou que não haverá punição. “Baianasystem ajudou a gente a começar o Furdunço e, por mim, a atração continua. Tanto o grupo quanto Léo Santanna foram muito fortes e badalados no Furdunço deste ano e arrastaram uma multidão que não era esperada. Nesse sentido vamos continuar com eles e vamos dar estrutura maior no Furdunço do próximo ano”.
Sobre a preferência como música do Carnaval de 2017, o prefeito preferiu sair pela tangente. “Está muito confuso este ano, tem Léo Santanna com três canções estouradas, tem Bell, Psirico, Cláudia Leitte, então vou ficar em cima do muro", finalizou rindo.
Quando cessa a música e os foliões partem de volta para casa, entra em cena no Carnaval de Salvador o bloco da limpeza. Formado por 3.100 integrantes, eles entram no circuito munidos de vassouras, compactadores e caminhões-pipa com mangueiras de pressão para limpar os circuitos. São utilizados cerca de quatro mil litros de detergente bactericida e aromatizante dissolvidos em aproximadamente 1,2 milhão de litros de água para devolver aos foliões o circuito “limpo e cheiroso” na manhã seguinte. A garantia é dada pelo presidente da Limpurb, Kaio Moraes, que acompanha e checa pessoalmente a qualidade do serviço realizado.
De quinta a sábado deste Carnaval, a Limpurb recolheu 573 toneladas de resíduos, um acréscimo de 0,7% em relação ao mesmo período do ano passado. “Entramos no circuito por volta das 3h e quando chega próximo de 11h já está tudo varrido, coletado, lavado e cheiroso para que a folia possa continuar”, afirmou Kaio Moraes, que conta com uma estrutura formada por 210 equipamentos, incluindo compactadores e 12 caminhões-pipa com capacidade para 30 mil litros.
O trabalho começa com a varrição. Depois, entram os compactadores para recolher os resíduos e, em seguida, começam a trabalhar os caminhões-pipa. “Assim que o trabalho vai sendo concluído, uma equipe confere a qualidade e se houver falhas o trabalho é refeito”.
Para Kaio Moraes, a ação dos catadores de resíduos recicláveis contribui para a rapidez e qualidade da limpeza. “Fizemos uma reunião com eles antes do Carnaval e atendemos a todas as demandas. As cooperativas tem um trabalho fundamental, não só no Carnaval, mas durante todo o ano, porque contribui com a natureza e atende à política nacional de resíduos sólidos”.
O Carnaval de Salvador também é conhecido pela decoração que se espalha pelos circuitos da folia. O tema de 2017 é "Cidade da Música", em alusão ao título concedido pela Unesco à capital baiana. Esse ano, a Empresa Salvador Turismo (Saltur) convidou os artistas plásticos Tatti Moreno, Bel Borba, Maria Adair, Eliana Kertész e Alberto Pitta para produzir as peças. As cinco obras de arte, de 15 metros cada, estão localizadas na Praça Castro Alves, Campo Grande, Barra, Ondina e Rio Vermelho.
Para deixar a maior festa de rua do planeta ainda mais encantadora, Tatti Moreno,fez uma homenagem ao trio elétrico, com figuras carnavalescas, decorando o trajeto da Avenida Oceânica. Já Bel Borba decora o Campo Grande com uma peça representando uma caixa de música. A artista Maria Adair usou a ideia do "fuxico", com mais de 100 CDs formando uma grande colcha, instalada no Rio Vermelho.
Eliana Kertész, conhecida pelas Gordinhas de Ondina, homenageia o Carnaval de Salvador através da alegria e axé do povo baiano brincando com as cores. A peça está em Ondina, perto das Gordinhas - as meninas do Brasil. Alberto Pitta, Presidente do Cortejo Afro, fez uma referência ao opaxorô - cajado de Oxalá - representando a paz, simbologia maior do orixá, associado ao tema do Carnaval desse ano, que é a música, através do berimbau. A peça de Alberto Pitta fica na Castro Alves.
Símbolo de ancestralidade para as religiões de matriz africana, a árvore foi a peça escolhida pela cenógrafa Renata Mota para homenagear Mestre Didi, na Praça Municipal. A escultura tem oito metros de altura e foi produzida a partir de materiais reciclados, como madeira, sisal e manta-espuma. A chuva de cravos que salta dos galhos da árvore representa o banho de pipoca, oferenda para Obaluayê, orixá do Mestre Didi. A árvore contou com a cenotecnia de Adriano Passos e pintura de Paulo Florêncio. A obra pode ser conferida pela população durante o Carnaval.
De acordo com o presidente da Saltur, Isaac Edington, as peças chamam a atenção dos soteropolitanos e turistas pela grandiosidade, beleza e por ter total interação com a festa. A “Decoração Monumental” faz parte da cenografia da cidade para receber o carnaval. “Quem percorrer as principais avenidas e praças da cidade poderá perceber os diversos engenhos que mostrarão peças únicas e feitas especialmente para Salvador”, declara Edington.
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