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Texto: Letícia Silva/ Secom PMS

Nesta quarta-feira (2), Salvador recebe o XXXIV Encontro de Filarmônicas, reunindo bandas de todo o estado na Praça do Campo Grande para celebrar a Independência do Brasil na Bahia. O evento é promovido pela Prefeitura de Salvador e acontece logo após o cortejo e a cerimônia do Fogo Simbólico, a partir das 17h30, com acesso gratuito.

A programação destaca a diversidade de grupos do interior e da capital baiana, com apresentações da Banda de Música da Guarda Civil Municipal de Salvador (GCM), Banda Filarmônica da Ufba, Sociedade Filarmônica 13 de Junho de Paratinga, Filarmônica Euterpe Lapense de Bom Jesus da Lapa, Filarmônica 5 de Março de Muritiba e da anfitriã Oficina de Frevos e Dobrados. A direção é do maestro Fred Dantas.

Uma das novidades deste ano é a participação inédita de Laurinha Arantes, pioneira do axé e ícone da música baiana. A artista apresentará um repertório especial com arranjos inéditos para voz e banda filarmônica. “Este show tem, primeiro, a importância pela data histórica e pelo local, por ser no Campo Grande, no coração de nossa cidade, aos pés do Caboclo. É a nossa data maior, o Dia da Independência da Bahia”, afirma a cantora.

A apresentação também marca um momento de superação na trajetória de Laurinha, que retorna aos palcos após enfrentar um câncer na língua. “O ato de cantar, para mim hoje, se transformou num ato de resistência e de luta. Estou num estágio de remissão em que muitos sequer falam, e eu não só falo, como canto. Não é a voz que a Bahia conheceu, é a voz que tenho hoje, e estou me preparando para que tudo seja lindo”, destaca.

Patrimônio - Com patrocínio da Fundação Gregório de Mattos (FGM), o XXXIV Encontro de Filarmônicas reafirma o papel das bandas como patrimônio cultural da Bahia e a música como elo entre gerações, história e identidade. Para Laurinha, subir ao palco ao lado das filarmônicas é também um tributo à força do povo baiano. “Eu espero que as pessoas se emocionem, porque esse é o objetivo: chegar ao coração de cada um”, finalizou a artista.

Já a Banda de Música da Guarda Civil Municipal de Salvador será a primeira a se apresentar, logo após a execução coletiva do hino ao 2 de Julho por todas as bandas. “O convite partiu do maestro Fred Dantas, que acompanha nosso trabalho desde o início e sempre acreditou em nosso potencial”, conta o maestro Hamilton Fernandes, regente do grupo.

“É uma honra poder atender a este convite. O sentimento do 2 de Julho é de gratidão a quem lutou por nós. Para nós, tocar neste dia é honrar aqueles que nos deram liberdade”, completa Hamilton.

O repertório da Banda da GCM incluirá o hino de Salvador, entoado por duas jovens cantoras, o dobrado “Solidão” e um pot-pourri junino, mantendo viva a ligação da banda com a comunidade.

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Texto: Letícia Silva/ Secom PMS

Nesta quarta-feira (2), a capital baiana celebra a Independência do Brasil na Bahia com uma programação intensa ao longo de todo o dia, preparada pela Prefeitura de Salvador. As atividades começam às 6h, com a tradicional alvorada e queima de fogos no Largo da Lapinha, abrindo oficialmente os festejos. Às 7h, tem início a organização do cortejo cívico no local, reunindo fanfarras, grupos culturais e autoridades.

Já às 8h, ocorre o hasteamento das bandeiras pelas autoridades, acompanhado pela execução do hino nacional pela banda de música da Marinha do Brasil.

Às 9h, começa o desfile cívico, com a participação dos Caboclos de Itaparica, fanfarras de escolas municipais e estaduais, filarmônicas e grupos populares, no trajeto entre o Largo da Lapinha e o Terreiro de Jesus, onde também acontece o concurso de fachadas decoradas.

Durante o percurso, o cortejo fará paradas para homenagens aos Heróis da Independência em frente ao Convento da Soledade, à Ordem Terceira do Carmo, onde será feito um pronunciamento, e à Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos.

Às 11h30, os carros emblemáticos dos caboclos serão recolhidos nos caramanchões da Praça Thomé de Souza, encerrando a primeira etapa do desfile.

Tarde - No período da tarde, às 13h, o cortejo volta a se concentrar, com reinício às 13h30, trazendo novamente os Caboclos de Itaparica, o Museu Vivo na Cidade e as fanfarras, com uma parada em frente ao Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB).

Às 15h, será realizada a cerimônia cívica no 2º Distrito Naval, no Comércio. Em seguida, às 16h, as comemorações seguem no Campo Grande, com a chegada dos carros dos Caboclos, hasteamento das bandeiras, execução do hino nacional pelas bandas das Forças Armadas, colocação de coroas de flores no Monumento ao 2 de Julho, acendimento da pira do Fogo Simbólico e execução do hino ao 2 de Julho, com participação de um coral e da Banda de Música Wanderley, da Polícia Militar.

Encerrando a programação do dia, das 17h30 às 21h30, acontece no Campo Grande o Encontro de Filarmônicas com o maestro Fred Dantas, reunindo músicos e a comunidade em um momento de celebração cultural.

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Reportagem: Gilvan Santos e Thiago Souza/ Secom PMS

A Prefeitura de Salvador firmou nesta terça-feira (1º) parceria junto ao Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), situado na Praça da Piedade, para repasse de recursos municipais. O investimento inicial será de R$400 mil e vai custear a manutenção e atividades promovidas por esta que, além de centenária, é uma das principais entidades culturais do estado.

O ato de assinatura do contrato ocorreu na sede do instituto e contou com as presenças do prefeito Bruno Reis, da vice-prefeita e secretária municipal de Cultura e Turismo (Secult), Ana Paula Matos, e do presidente do IGHB, Joaci Góes.

“O IGHB estava na iminência de fechar as suas portas, pela suspensão dos repasses destinados em lei para manutenção do instituto pelo estado. A Prefeitura assume mais esta responsabilidade de atribuição, para garantir a preservação da nossa história. Aqui, nesta instituição, estão arquivos e registros históricos, seja através de jornais, de livros, de imagens, quadros, monumentos, da história da nossa Independência da Bahia. Na véspera do 2 de Julho, não poderia haver um momento mais adequado e propício para assinarmos essa ordem para repasse dos recursos”, destacou Bruno Reis.

Na ocasião, o prefeito assumiu o compromisso de viabilizar mais investimentos, desta vez para restaurar o prédio do IGHB. “Também vamos aprovar, seja pelo Viva Cultura municipal, seja em leis de incentivos, como a Rouanet, um projeto para a digitalização dos livros históricos e todos os arquivos do instituto para preservar, eternizar e permitir que todos possam ter acesso às informações da história do povo baiano”, acrescentou.

Memória – Fundado em 13 de maio de 1894, o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia é qualificado como organização da sociedade civil de interesse público (Oscip), sem fins lucrativos, conforme a Lei Federal nº 9.790. Tem como finalidade a promoção de estudos, do desenvolvimento e difusão dos conhecimentos de Geografia, de História e Ciências afins, além da defesa e conservação do patrimônio histórico e artístico baiano e brasileiro.

O lugar possui a maior coleção de jornais e o maior acervo cartográfico do estado. Na Biblioteca Ruy Barbosa e Arquivo Histórico Theodoro Sampaio estão milhares de títulos e imagens à disposição do público. O IGHB ainda edita livros e periódicos, além de promover encontros e congressos relacionados com a geografia e a história da Bahia. A instituição é guardiã do Pavilhão 2 de Julho, no Largo da Lapinha, onde estão os dois principais símbolos do 2 de Julho: o Caboclo e a Cabocla.

“O IGHB é considerado a mais importante instituição cultural da Bahia e do Nordeste, a partir da data da sua fundação em 1894 até 1946, quando finalmente foi criada a Universidade Federal da Bahia. E essa instituição viveu sempre uma história de protagonismo. A tal ponto que, em 1994, o projeto de lei aprovado pela Assembleia Legislativa transformou a obrigação do Estado da Bahia de financiar o custeio anual da operação dessa instituição para limpeza, pagamento dos salários, pagamento de água e luz. Pela primeira vez, há um ano e meio, essa posição foi negada pela Secretaria de Cultura estadual”, afirmou Joaci Goés, acrescentando que a questão foi judicializada.

A vice-prefeita e titular da Secult, Ana Paula Matos, reforçou o reconhecimento internacional que Salvador tem pelo próprio patrimônio histórico e do papel do segmento cultural para além de eventos de rua.

“A cultura é muito maior do que isso. É um funcionamento de um povo. É nela onde a gente se reconhece. São os nossos signos, nossos significados, a nossa história. Aqui no IGHB não só se guardam documentos, aqui se faz história, se constrói futuro respeitando o passado. Materializamos esse patrocínio que vai ajudar o instituto a se manter até o final deste ano. Esse é um passo importante para que a gente possa, de fato, melhorar ainda mais as condições desse querido local, cujas portas estão sempre abertas para receber alunos e toda a sociedade”, pontuou Ana Paula Matos.

Acesse a galeria de fotos: https://comunicacao.salvador.ba.gov.br/prefeitura-e-ighb-anunciam-parceria/ . 

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Reportagem: Nilson Marinho/Secom PMS

A Guarda Civil Municipal (GCM) de Salvador participa das comemorações em homenagem ao 2 de Julho para além da segurança da festividade. Presente desde 2008 na festa cívica, o efetivo, que neste ano conta com 150 guardas no desfile, atua também nos bastidores da organização e no apoio logístico.

A mobilização começa nesta terça-feira (1º), com a recepção do Fogo Simbólico, na Igreja de São Bartolomeu de Pirajá, no bairro de Pirajá. Nesse momento, a guarda atua com agentes de segurança, dando apoio à Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador), responsável por organizar o fluxo do trânsito na região.

Também é de responsabilidade da guarda, por meio do Grupamento de Operações Especiais (GFES), acompanhar a tradicional entrega de flores em homenagem aos heróis da independência, na quarta-feira (2).

Participação intensiva – “A presença da guarda na comemoração do 2 de Julho tem uma grande importância simbólica. Estar presente em todas as frentes, tanto na parte operacional quanto na representatividade institucional, reforça o nosso papel nesses momentos que acontecem tanto no dia 1º quanto no dia 2. Essa data também nos remete à primeira aparição pública da Guarda Municipal de Salvador, que aconteceu justamente em um desfile do 2 de Julho, em 2008”, comenta o inspetor-geral da GCM, Marcelo Silva.

A participação da guarda na festividade se intensifica na data magna, quando o efetivo se distribui em dois turnos. Pela manhã, por exemplo, os agentes acompanham o desfile cívico, dando apoio à comitiva municipal e aos carros dos Caboclos. Já à tarde, a corporação marca presença institucional na solenidade cívica na Praça Dois de Julho, no Campo Grande, onde há reforço de segurança e controle de acesso desde o dia anterior.

Órgãos parceiros – A guarda também atua em parceria com outros órgãos, como as secretarias municipais de Ordem Pública (Semop) e de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), a Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) e a Polícia Militar. “A GCM também atua diretamente nas operações de varredura realizadas antes do desfile, com foco na organização do trânsito e no ordenamento do comércio informal ao longo dos trajetos dos cortejos. Essa ação é essencial para garantir a ordem e o bom andamento da festa”, completa Silva.

A GCM também fará sua tradicional apresentação no Campo Grande, durante o Festival de Filarmônicas. A corporação participa da abertura do evento todos os anos. A atuação da guarda se estende ainda para a organização do retorno do Carro do Caboclo, previsto para o dia 5 de julho, e para o suporte contínuo no Campo Grande, durante os dias de apresentações culturais que seguem após o desfile.

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Reportagem: Ana Virgínia Vilalva e Camila Vieira/Secom PMS

A comemoração pelos 202 anos da Independência do Brasil na Bahia foi marcada pela cerimônia do Te Deum, realizada na manhã desta terça-feira (1º), na Catedral Basílica, no Centro Histórico. Presidido pelo arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, cardeal Dom Sergio da Rocha, o ato religioso integra o calendário oficial das homenagens à data magna, que este ano traz o tema “Eu sou o 2 de Julho”.

Com origem no latim, “Te Deum” significa “A Ti, ó Deus” e define um hino de louvor entoado em momentos solenes, como forma de agradecimento. A cerimônia foi prestigiada por autoridades civis, militares das Forças Armadas e contou com a presença maciça da população.

Ao iniciar a homilia, o cardeal Dom Sergio da Rocha reforçou que a presença da Igreja Católica neste momento simboliza a junção entre fé e história. “É uma data muito especial, de rara beleza artística e religiosa, mas é claro, de reforçarmos as nossas memórias, valorizamos a nossa história. O Te Deum é um louvor a Deus. Nós louvamos a Deus pela Independência da Bahia, pela Independência do Brasil na Bahia, mas, ao mesmo tempo, queremos contribuir para que a liberdade, a paz, a justiça e a fraternidade se façam presentes entre nós”, disse.

O religioso fez questão de agradecer a todos que lutaram e contribuíram pela independência do Brasil. “Temos a presença aqui dos Caboclos de Itaparica e representantes das Forças Armadas. Nos alegramos com a presença daqueles que representam tantos, que se engajaram nas lutas pela independência no Recôncavo Baiano. Nós queremos também lembrar de tantas pessoas anônimas que no passado e no presente contribuíram e contribuem para edificar a sociedade. Os caboclos representam aqueles que, no anonimato, ajudaram e muito para que nós hoje pudéssemos estar celebrando o aniversário da Independência do Brasil na Bahia”, destacou o cardeal.

Contribuição – Para o presidente da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Fernando Guerreiro, que participou da cerimônia representando a Prefeitura de Salvador, o Te Deum é uma solenidade tradicional, festiva e que marca a abertura da homenagem ao 2 de Julho.

“O civismo e o religioso comemorando essa grande batalha, essa grande conquista da Independência do Brasil na Bahia. Esse ano, temos a catedral lotada, com a presença maior das Forças Armadas, dos povos originários de Itaparica e da população. Momento importante para atrair as novas gerações, fortalecer o trabalho com as escolas, para que elas venham, assistam a essa missa e possam aprender mais sobre o 2 de Julho”, considerou o gestor.

Há mais de seis décadas, Hildo Peixoto, caboclo mestre da tribo Guaranis de Itaparica, grupo cultural da Ilha de Itaparica que celebra a resistência local contra as tropas portuguesas em 1823, participa do Te Deum. “Estamos mais um ano aqui para lembrar que toda essa luta teve a presença massiva dos povos indígenas. Enquanto Deus me der vida e saúde, eu estou aqui na luta, resistindo”, disse.

Importância da data – Ao som do Coral da Irmandade do Senhor do Bonfim, regido pelo maestro Francisco Rufino, o hino composto por Santo Ambrósio e Santo Agostinho, no ano de 387 em Milão, foi entoado, emocionando quem assistia à celebração. Pai e filho, o empresário Valdeir Santos, 43 anos, e o estudante Ravi Santos, 10 anos, representantes da Brigada do Colégio São Joaquim, fizeram questão de assistir ao Te Deum.

“Esse momento é histórico e único. A gente ganha essa preciosidade que a Bahia tem de trazer toda essa elaboração do militarismo junto com o religioso. Tudo isso faz a gente aprender mais sobre o 2 de julho. Feliz em estar nessa solenidade maravilhosa que está acontecendo nesse exato momento”, disse o empresário, emocionado.

Ao lado dos colegas e vestido à caráter como um brigadista, o filho Ravi comentou sobre a alegria de participar da cerimônia e entender mais sobre o significado da Independência da Bahia. “Adorando estar aqui e conhecer sobre muitas coisas que eu não sabia”, revelou o garoto.

Programação – Além do Te Deum, a programação pela Independência do Brasil na Bahia nesta terça (1º) contará, a partir das 16h, com a cerimônia cívica de chegada do Fogo Simbólico no Largo de Pirajá, onde autoridades hastearão as bandeiras, acenderão a pira e depositarão flores no túmulo do General Labatut. O Hino Nacional será executado pela Banda de Música da Polícia Militar da Bahia e o encerramento do dia contará com um show do grupo Cortejo Afro.

Acesse a galeria de fotos: https://comunicacao.salvador.ba.gov.br/te-deum-marca-abertura-dos-festejos-pelos-202-anos-da-independencia-do-brasil-na-bahia/ . 

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Reportagem: Priscila Machado/Secom PMS

Com 26 anos de história, a Banda Marcial Alexandrina Santos Pita (Banda Masp) se prepara para se apresentar em mais um ano de celebrações da Independência do Brasil na Bahia. Na segunda-feira (30), integrantes da banda se reuniram na escola municipal de mesmo nome, situada em Pirajá, para o ensaio final.

Com instrumentos de sopro e de percussão, bandeiras e estandarte, os alunos treinaram os passos e o ritmo para fazer bonito nesta terça (1º), durante a chegada do fogo simbólico ao Largo de Pirajá, e também durante o cortejo cívico do 2 de Julho, pelas ruas do Centro de Salvador, na quarta-feira (2). No repertório, canções eruditas e também da MPB e do axé music. Os ensaios ocorrem ao longo de todo o ano, de terça a sexta, a partir das 14h, e aos sábados, das 17h às 19h.

Satisfação – “Essa é uma atividade que eu exerço com gosto e, quando a gente trabalha com o que gosta, é muito satisfatório. A música é o que está no sangue, então é uma responsabilidade, mas, ao mesmo tempo, uma atividade prazerosa. É um conhecimento que eu aprendi lá atrás, quando era aluno, e que hoje passo para esses adolescentes e jovens que integram a banda. E essa caminhada, graças a Deus, até hoje, tem me sustentado”, conta Marcos Ramos, sub-regente e um dos fundadores da banda.

Este ano, a Banda Masp irá desfilar com uma média de 120 integrantes. “Iniciaremos este ano no pavilhão cívico, com as bandeiras do estado. Para mim, é uma satisfação fazer esse trabalho importante na escola, ocupando as mentes dos jovens com essa atividade cultural, que envolve música e expressão corporal. O 2 de Julho é melhor que qualquer competição, é sempre um dia incrível”, afirma o regente Emerson Brito.

Desenvolvimento – Beatriz Azevedo, 14 anos, tem dois anos na Masp e revela o impacto do grupo na própria vida. “É muito bom para a minha experiência pessoal, pois eu pude conhecer várias pessoas, aprendi a tocar alguns instrumentos, como bumbo e prato, e conheci lugares novos também, porque a gente viaja bastante. Desde que eu entrei, nós já fomos para Queimadas, Cachoeira e Conceição do Coité, aqui mesmo na Bahia, nos apresentar”, relata ela, que está cursando o 9º ano na Escola Municipal Alexandrina Santos Pita.

Também cursando o 9º ano na instituição, Luiz Américo Silva, 14 anos, lembra que no início teve certa resistência, mas depois que entrou se apaixonou pela banda. “É ótimo, porque desde pequeno eu sou músico e dentro da Masp eu converso sobre a música e vou aprendendo mais um pouco a cada dia. O desfile no ano passado foi muito bom, eu me diverti muito. Eu comecei aqui na percussão, hoje já toco eufônio e os meus planos é dar continuidade à carreira musical”, projeta.

Além da Masp, também vão se apresentar no desfile cívico as fanfarras das escolas municipais Barbosa Romeo (São Cristóvão), Manoel Henrique Barradas (Ilha Amarela), Teodoro Sampaio (Santa Cruz), Helena Magalhães (Boa Vista de São Caetano), Fazenda Coutos e Palestina.

Acesse a galeria de fotos: https://comunicacao.salvador.ba.gov.br/fanfarras-de-escolas-municipais-se-preparam-para-desfile-do-2-de-julho/ . 

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Texto: Ana Virgínia Vilalva/ Secom PMS

O cantor e mestre de capoeira Tonho Matéria será o responsável por acender a pira do Fogo Simbólico nos festejos do 2 de Julho deste ano. O artista, conhecido pela sua passagem no Olodum e responsável por trabalhos educativos com a arte da capoeira através do Grupo Mangangá, participará da cerimônia que acontece na Praça do Campo Grande, a partir das 16h, com a chegada dos carros dos Caboclos.

A solenidade contará com o hasteamento das bandeiras por autoridades, da execução do hino nacional pelas bandas de música da Marinha, Exército e Aeronáutica e colocação de coroas de flores no Monumento ao 2 de Julho pelas autoridades presentes.

Logo após, acontecerá o acendimento da pira do Fogo Simbólico, que precede a execução do hino ao 2 de Julho por um coral, com acompanhamento da banda de música Maestro Wanderley, da Polícia Militar da Bahia.

Matéria celebrou o convite para estar em um dos principais atos das celebrações da Independência do Brasil na Bahia. “Fui pego de surpresa quando a Fundação Gregório de Mattos (FGM) me ligou, me convidando para este momento tão importante para a história da nossa cidade, do nosso estado, porque é o ápice maior do ato de 14 de junho (de 1822) em Santo Amaro. Eu já desfilei como Caboclo, que foi um momento importante e significativo. E agora, como um artista, capoeirista, vou vestido de capoeira para simbolizar a luta desse movimento no 2 de Julho”, reforçou.

O presidente da FGM, Fernando Guerreiro, ressaltou a representatividade do artista para um momento tão especial como a chegada do Fogo Simbólico ao Campo Grande. “A gente sempre convida um atleta. Só que, este ano, nós decidimos quebrar o protocolo um pouco e chamar um atleta que também é artista, cantor, e que é uma pessoa ligada à capoeira e ao 2 de Julho. É um nome muito especial, e ele vai fazer isso com grande maestria. Uma homenagem merecida", disse.

Sobre Tonho Matéria - Cantor, compositor, produtor cultural e mestre de capoeira, Tonho Matéria, 61 anos, é uma das figuras mais emblemáticas da cultura baiana. Nascido em Salvador, ele iniciou sua trajetória artística ainda jovem, profundamente influenciado pelos ritmos afro-brasileiros, especialmente o samba-reggae e a capoeira.

Nos anos 1990, ganhou destaque no cenário musical ao integrar o grupo Olodum, contribuindo com letras marcantes e performances vibrantes que ajudaram a projetar a música baiana para o mundo.

Ao longo da carreira, Tonho Matéria construiu uma sólida discografia solo e tornou-se referência na preservação e divulgação das tradições afro-baianas, sempre aliando arte, identidade e resistência em suas composições e projetos sociais.

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Texto: Ascom/Semob

Para garantir o atendimento de transporte durante os festejos cívicos pelo Dia da Independência do Brasil na Bahia, comemorado nesta quarta-feira (2), a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) preparou um esquema especial de transporte para os usuários. Em razão das interdições de tráfego, linhas de ônibus terão o itinerário modificado até a liberação completa das vias. Já entre os ascensores, apenas o Elevador Lacerda funcionará, de forma gratuita, das 7h às 21h30.

Para viabilizar o evento, a partir da meia-noite desta quarta-feira (2), o tráfego de veículos será interditado no primeiro trecho do evento, entre o Largo da Lapinha, Corredor da Lapinha, Largo da Soledade, Ladeira da Soledade, Rua São José de Cima, Rua Emídio dos Santos, Rua dos Perdões, Largo da Quitandinha do Capim, Rua dos Adobes, Ladeira do Boqueirão, Rua Direita do Santo Antônio, Largo da Cruz do Pascoal, Rua do Carmo, Rua do Paço, Terreiro de Jesus, Praça da Sé, e a Praça Municipal. A partir das 13h, o tráfego de veículos será interditado no segundo trecho do cortejo, saindo da Praça Municipal e seguindo pela Rua Chile, Praça Castro Alves, Avenida Sete de Setembro (São Bento/São Pedro/Piedade/Rosário/Mercês/Passeio Público) e o Largo do Campo Grande.

As linhas de ônibus que passam pelo primeiro trecho do cortejo com sentido centro deverão acessar a Rua Lima e Silva, Rua Pero Vaz, Rua Conde de Porto Alegre, Largo do Tamarineiro, Rua Rodrigo de Menezes, Rua Quinta dos Lázaros e Rua General Argolo, seguindo daí o itinerário de origem. As linhas com destino aos bairros deverão utilizar o Largo dos Dois Leões, Avenida Glauber Rocha, Rua Quinta dos Lázaros, Rua Rodrigo de Menezes, Largo do Tamarineiro, Rua Conde de Porto Alegre, Rua Pero Vaz e Rua Lima e Silva, de onde retornam ao itinerário normal. As linhas da Baixa dos Sapateiros deverão fazer o retorno no Terminal da Barroquinha, das 13h às 18h.

A Ladeira da Montanha será interditada a partir das 5h desta quarta (2). Com isso, as linhas oriundas do Comércio em direção ao Campo Grande e que utilizam a Montanha seguirão pela Rua da Bélgica, Túnel Americo Simas, Avenida Presidente Castelo Branco - Vale de Nazaré, Avenida Presidente Costa e Silva, Praça Dr. João Mangabeira, e Avenida Centenário.

Demais linhas – As linhas 1511 - Conjunto Pirajá I x Engenho Velho da Federação e 0221 – Ribeira x Barbalho/Garcia terão o seguinte itinerário: Rua Lima e Silva, Rua Pero Vaz, Rua Conde de Porto Alegre, Largo do Tamarindeiro, Baixa de Quintas, Rua General Argolo, Rua Cônego Pereira, Ladeira de Santana, Rua Professor Hugo Baltazar da Silveira, Praça Lord Crockane, Avenida Vale do Canela e Viaduto do Campo Grande. A linha Cabula VI x Sieiro R1 também terá mudanças no trajeto original, passando pela Rua Lima e Silva, Rua Pero Vaz, Rua Conde de Porto Alegre, Largo Tamarineiro, Rua Rodrigo de Menezes, Baixa de Quintas, Rua Cônego Pereira, Rua JJ Seabra, Rua do Carro e Avenida Mário Leal Ferreira (Bonocô).

As linhas 0349 - Marechal Rondon/ São Caetano x Brotas, 1327 - Estação Pirajá x Baixa dos Sapateiros, 0302 - Boa Vista de São Caetano/Capelinha x Campo Grande e 0332 - Fazenda Grande do Retiro – Lapa, irão utilizar a Rua Lima e Silva, Rua Pero Vaz, Rua Conde de Porto Alegre, Largo do Tamarineiro, Rua Rodrigo de Menezes, Baixa de Quintas e Rua Cônego Pereira.

Já as linhas que passam pelo segundo trecho do cortejo, provenientes do Garcia com destino à avenida Joana Angelica, deverão acessar a Avenida Garibaldi, Vasco da Gama, Vale dos Barris, Orixás Center e Rua Direita da Piedade, retomando ao itinerário normal.

As linhas provenientes da Avenida Garibaldi com destino ao Comércio, deverão acessar o Vale do Canela, retornar no Viaduto Menininha do Gantois, Viaduto Reis Católicos, Avenida Centenário, Avenida Vasco da Gama, Avenida Presidente Castelo Branco e Túnel Americo Simas, enquanto as linhas com destino à Barra seguem pela Avenida Garibaldi e Vale do Canela, retornam no Viaduto Menininha do Gantois e acessam a Avenida Princesa Isabel.

A linha Aeroporto – Praça da Sé (1001) deverá seguir o seguinte itinerário: Ladeira da Barra, Avenida Princesa Isabel, Avenida Princesa Leopoldina, Viaduto da Gabriela, Avenida Reitor Miguel Calmon, Vale do Canela, Viaduto Menininha do Gantois, Avenida Lafayete Coutinho, Rua da Bélgica, Rua Miguel Calmon e Avenida Jequitaia.

A linha Aeroporto – Praça da Sé (via Garibaldi) (1035) seguirá pela Praça Lord Cochrane, Avenida Reitor Miguel Calmon, Vale do Canela, Viaduto Menininha do Gantois, Avenida Lafayete Coutinho, Rua da Bélgica, Rua Miguel Calmon e Avenida Jequitaia. No retorno: Rua da Suécia, Avenida da França, Rua da Bélgica, Avenida Lafayete Coutinho, Avenida Reitor Miguel Calmon, Vale do Canela e Praça Lord Cochrane.

Reguladora – Os ônibus da frota reguladora estarão disponíveis nas estações da Lapa, Acesso Norte e Pirajá, à disposição da equipe de fiscalização da Semob, podendo ser utilizados para eventuais ajustes. Agentes da órgão e prepostos da Integra estarão na região para orientar usuários e motoristas durante a operação.

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Texto: Mateus Soares/ Secom PMS

O Exército Brasileiro oficializou, na noite desta segunda-feira (30), a nova denominação do pátio do Forte de São Pedro, em Salvador, que passou a se chamar Pátio 2 de Julho, em homenagem aos heróis e heroínas da Independência do Brasil na Bahia. A cerimônia, promovida pela 6ª Região Militar com apoio de parceiros, como a Prefeitura de Salvador, incluiu apresentações artísticas, além da presença de autoridades civis e militares.

Durante o evento, foi descerrada uma placa com o novo nome do espaço, localizado no quartel do 6º Depósito de Suprimento do Exército, no Campo Grande. A proposta da iniciativa, conforme explicou o comandante da 6ª Região Militar, general André Luiz Aguiar Ribeiro, é reforçar a importância histórica da luta baiana pela Independência em 1823, reconhecendo o protagonismo da Bahia no processo de libertação do Brasil do domínio português.

“Esse evento representa muito mais do que a nova denominação do Pátio 2 de Julho. Aqui, no Forte de São Pedro, tiveram início os primeiros movimentos da Independência da Bahia. Este local é, na realidade, o cerne desse movimento. Portanto, o evento busca retratar a importância desse marco histórico e também simbolizar a integração de todo o povo baiano na defesa da boa terra”, afirmou.

O general também ressaltou o valor histórico da fortificação, construída na primeira metade do século 17. “A preocupação com a preservação desse legado é, para nós, motivo de grande orgulho. Gostaria de destacar também a participação de diversas parcerias que viabilizaram a realização deste evento, evidenciando a perfeita integração da sociedade baiana”, completou.

Presente na solenidade, a vice-prefeita e secretária de Cultura e Turismo de Salvador (Secult), Ana Paula Matos, falou sobre a importância da celebração. “É sempre importante que a gente possa homenagear a nossa história. Esta é mais uma homenagem ao 2 de Julho, e poder fazer isso em parceria com o Exército é fundamental. É uma forma de mostrar que essa data faz parte da construção do que nós somos”, declarou.

O presidente da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Fernando Guerreiro, também participou da cerimônia e citou o papel do novo espaço na preservação da memória. “É importante esse nome, porque é mais um espaço em que a gente reafirma a importância do 2 de Julho para a cidade de Salvador. Essa data, para mim, é a verdadeira data da Independência do Brasil. Então, no momento em que o Exército reconhece e nomeia o pátio com esse nome, trata-se de mais uma memória, mais um marco dentro da trajetória das comemorações dessa festa maravilhosa”, disse.

Atrações - A programação contou com apresentações da Banda da 6ª Região Militar e da Banda do Colégio Militar de Salvador, que executaram arranjos preparados para a ocasião. A noite também teve a participação de artistas consagrados da música baiana.

Gerônimo interpretou “É D’Oxum”; Tatau apresentou “Mal Acostumado”; Cicinho de Assis cantou “Esperando na Janela” e “Eu Só Quero um Xodó”; e André Macêdo relembrou “Chame Gente” e “We Are The World of Carnaval”. Outros artistas também se apresentaram ao longo da noite.

Outro destaque foi a encenação de uma peça teatral montada por alunos do Colégio Militar de Salvador. O espetáculo, já premiado no Rio de Janeiro, narra as trajetórias de figuras históricas que se destacaram nos conflitos pela Independência da Bahia, como Maria Quitéria, Maria Felipa, Joana Angélica, General Labatut e Duque de Caxias.

Acesse a galeria de fotos: https://comunicacao.salvador.ba.gov.br/inauguracao-do-patio-2-de-julho/ . 

 

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