Pneus, garrafas PET, baldes, móveis velhos e latinhas. Nada escapou das garras da equipe da Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb), que realizou nesta quarta-feira (25) um mutirão de limpeza em conjunto com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e a Secretaria Municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps) no bairro de Canabrava para combater as arboviroses, doenças causadas por aracnídeos e insetos, como o mosquito da dengue. A operação, que ocorreu entre 8h e 15h, na Rua Artêmio Valente, continua a ser realizada nesta quarta-feira (26), em Canabrava, e se estende para Castelo Branco, na sexta-feira (27) e no sábado (28).

Enquanto a Limpurb cuidava da limpeza da comunidade com serviços como capinação, roçagem, ganchamento e retirada de entulho, profissionais do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) eliminaram focos e criadouros da dengue, com o descarte de água parada e aplicação de larvicida em tonéis e demais reservatórios, inclusive em imóveis fechados e abandonados. A população também foi orientada sobre o combate à dengue e recebeu material educativo. “Iniciamos a mobilização nessa área, não só com base no índice de infestação predial, mas no depoimento dos agentes de endemias, que notaram a grande incidência de reservatórios de água no local”, conta a subgerente de Arboviroses do CCZ, Isolina Miguez.

A primeira etapa de mobilização de combate ao Aedes aegypti contempla, além de Canabrava e Castelo Branco (Distrito Sanitário de Pau da Lima), o Distrito de Itapagipe e Subúrbio Ferroviário. “O mosquito precisa de água e calor. Como o inverno esse ano foi rigoroso com as chuvas, e agora o verão está chegando, a combinação se torna perfeita para o desenvolvimento do mosquito e o número de arboviroses aumenta. Por isso, atuaremos em diversos bairros de Salvador, durante as estações quentes do ano”, diz. Profissionais da Semps acompanharam as equipes para conversar com acumuladores compulsivos, no sentido de ajudá-los a eliminar focos de dengue.

Dados – A capital baiana apresenta, este ano, uma taxa de 3,1 de Infestação Predial (LIRA). De janeiro a setembro de 2017 têm apresentado uma queda acentuada no número de casos confirmados de dengue, zika vírus e chikungunya em Salvador. Os dados apontam para a eficácia das estratégias aplicadas pelo município no controle da infestação pelo mosquito Aedes aegypti – que também é responsável pela transmissão do vírus da febre amarela, embora até agora só haja registros em micos e macacos – nos 12 distritos sanitários da capital baiana.

Entre janeiro e setembro deste ano, 515 casos de dengue foram confirmados. O número é 54% menor que o mesmo período de 2016, quando 944 pessoas tiveram diagnóstico positivo. Em relação à chikungunya, o registro teve uma redução de 57%, com 91 infectados até setembro contra 158 no ano anterior. A zika, por sua vez, passou de 77 para 36 ocorrências, contabilizando uma diminuição de 47%.

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