Durante a vistoria realizada nesta sexta-feira (10) no circuito Osmar (Campo Grande) e Batatinha (Pelourinho), a Defesa Civil de Salvador (Codesal) identificou 89 pontos que precisam de intervenção até o Carnaval. Tratam-se de intervenções pontuais para garantir a proteção civil de foliões durante a festa popular. A ação teve a participação de 10 técnicos e foram verificadas situações como calçadas com pedras portuguesas soltas, grelhas de drenagem danificadas, fiação baixa e algumas árvores que precisam de poda.
A equipe percorreu o Corredor da Vitória, Avenida Sete de setembro, Campo Grande, Forte de São Pedro, Castro Alves, Praça Municipal e Pelourinho. “Enquanto vistoriávamos percebemos equipes já realizando as intervenções no circuito, como as podas das árvores que estão em andamento pela Secretaria Municipal de manutenção (Seman). Ficamos surpresos durante a vistoria porque grande parte das demandas já está sendo executada”, explica a subcoordenadora de Ações Comunitárias e Educativas do órgão, Rita Moraes.
Operação - Durante todos os dias de Carnaval, cerca de 50 profissionais da Defesa Civil de Salvador (Codesal) vão atuar nos circuitos Dodô e Osmar. Serão oito postos de monitoramento (quatro em cada circuito) e os agentes estarão atentos para qualquer tipo ocorrência que comprometa a proteção de cidadãos, identificando os possíveis riscos. Palcos, camarotes, arquibancadas, praticáveis, pórticos e carros de apoio serão apenas alguns dos itens observados pelos técnicos.
No circuito Dodô (Barra/Ondina), o órgão terá postos no Farol da Barra, Barra Center, altura do Clube Espanhol e em Ondina (sede da Cogel). Já no Osmar (Campo Grande), os postos ficarão nas praças do Campo Grande, Piedade, Castro Alves, além da Casa d’Itália. Além disso, haverá equipes de plantão na sede do órgão, na Avenida Mário Leal Ferreira (Bonocô), durante a folia de Momo. Atendentes, engenheiros, assistentes sociais estarão de prontidão 24h por dia para auxiliar em qualquer eventualidade. O telefone da Codesal é o 199.
Inibir práticas de desrespeito aos direitos humanos é o principal objetivo do Observatório da Discriminação Racial, LGBT e Violência contra a Mulher, promovido pela Secretaria de Reparação (Semur), durante o Carnaval. Na folia do ano anterior, os casos mais recorrentes de violência identificados e registrados pelas equipes volantes do Observatório foram referentes à violência contra a mulher.
Este ano, além da central de observação, que fica instalada no Campo Grande, o Observatório contará com cinco mirantes localizados na Casa de Itália, Praças da Piedade e Castro Alves (Circuito Osmar), Barra Center e Largo do Camarão (Circuito Dodô). Essas estruturas permitem ampliar o campo de visão e dar suporte aos profissionais que irão registrar situações de cunho racista ou violência contra a mulher e LGBTs.
Ao todo, trabalharão este ano cerca de 120 profissionais. Este total será dividido em três equipes compostas por 40 observadores cada, que vão atuar na análise dos três temas tratados pelo Observatório. Todo o esforço tem como objetivo transformar os dados em indicadores para a criação de políticas públicas, através da articulação intersetorial entre órgãos, entidades governamentais e sociedade civil.
Formação - Com o intuito de ajustar normas e procedimentos que devem ser tomados pelos agentes na folia, será realizado na próxima sexta-feira (17), a partir das 8h, um encontro de formação com os grupos de observadores. Os espaços onde a formação será realizada são: Faculdade Visconde de Cairu (Barris), Centro de Referência LGBT (Rio Vermelho) e na sede da Semur (Centro).
“Como foram os mesmos observadores que trabalharam ano passado, vamos reforçar algumas questões, ajustar alguns fatores que nós analisamos e reforçar alguns detalhes”, explicou o coordenador de Articulação e Projetos da Semur, Leomar Borges.
O Observatório racial está presente nos festejos carnavalescos desde 2005 e foi inserido no planejamento estratégico municipal em 2013.
Denúncias - Caso o folião presencie algum tipo de desrespeito pode efetuar denuncia através do WhatsApp do Observatório (71 98622-5494), ou através do site http:// observatorioracialelgbt. salvador.ba.gov.br/denunciar
Análise de dados - Nesta edição, um grupo especializado observará as atividades da comunidade LGBT nos circuitos para o Programa de Revitalização das Ações Artísticas e Culturais LGBTs no Carnaval de 2018 a 2020. Outra equipe trabalhará na observação dos desfiles dos afoxés para o Programa de Revitalização dos Afoxés no Carnaval, também para 2018 a 2020.
Participante do Furdunço e do Fuzuê, grupo percussivo tem como diferencial transformação de materiais diversos em instrumentos
O grupo percussivo Quabales, criado no Nordeste de Amaralina, abordará no Carnaval de Salvador 2017 o tema Reciclagem. Os percussionistas vão promover um verdadeiro arrastão da música no Circuito Orlando Tapajós (Ondina-Barra), no sábado (18), e no Circuito Osmar (Centro), na sexta-feira (24). Este é o quarto ano de participação na folia soteropolitana em parceria com a Prefeitura – todos eles com presença registrada no Furdunço e há dois anos no Fuzuê.
“Conscientização será uma das mensagens desse arrastão. Queremos mostrar a beleza das artes recicladas para as pessoas e conscientizá-las, de maneira que possam olhar e dizer ‘posso usar uma garrafa como instrumento, um balde, que legal’ e, assim, comecem a reproduzir isso em casa e disseminar ainda mais essa ideia. No Carnaval isso ainda é mais importante, pois reúne milhões de pessoas e desperta mesmo como as coisas são feitas e como usamos”, explica Marivaldo dos Santos, criador do Quabales e também percussionista do grupo americano Stomp.
O material desenvolvido para o Carnaval foi elaborado pelos artistas plásticos André Fernandes e Orni Barros. Ambos trabalham com garrafas pet e possuem trabalhos conhecidos pelo público, a exemplo da Bandeira Nacional e o projeto 100garrafas, que desenvolve pranchas para surf e Stand Up também com garrafas.
O tema tem relação direta com o diferencial do Quabales, que é a produção de instrumentos musicais a partir de material reciclado, além de despertar a criatividade de cada indivíduo e a conscientização sobre a importância da reciclagem. “Nós fizemos um mutirão no bairro para recolher garrafas pet, pois usamos as tampinhas e as garrafas na nossa produção. Além de peças artísticas, confeccionamos instrumentos com garrafas e baldes - daí conseguimos tirar uma sonoridade diferente das garrafas usando gelo seco para dar o efeito”, conta Santos.
Entre os instrumentos criados, figuram chocalhos de garrafas pet, surdão feito de baldes gigantes e até garrafões de água com tampinhas de alumínio se tornaram instrumentos musicais. No total, 60 percussionistas devem invadir o Fuzuê com o Quabales. Já na edição do Furdunço no Circuito Osmar, 30 jovens entram em campo. O trabalho é constante durante todo o ano e, a partir do mês de novembro, os ensaios são intensificados.
Mudanças na folia – Sobre a evolução da folia, Marivaldo dos Santos disse que o Carnaval de Salvador sofreu uma grande transformação musical, que o deixou muito feliz. “Fico muito agradecido em participar do Fuzuê e Furdunço. Trazer esse Carnaval antigo para o povo, que pula feliz vendo essa coisa específica que atrai também crianças, é a representação maior da gente no Carnaval. Havíamos perdido essa essência e ela foi recuperada com a criação desses movimentos. Hoje vemos muitos artistas tocando para o povo, sem cordas, e esse é o grande forte do Carnaval também, sempre foi”, finaliza.
Novidades da folia promovidas pela Skol em parceria com a Prefeitura são anunciadas em coletiva nesta quinta-feira (9)
Além do pré-folia com o Furdunço e o Fuzuê no Circuito Orlando Tapajós (Ondina-Barra), nos dias 18 e 19, e a abertura oficial da festa na quarta-feira (22), na Praça Municipal, o Carnaval de Salvador 2017 ganhou mais uma atração especial na terça-feira (21). O contrafluxo do trecho que vai do Morro do Cristo ao Farol da Barra ganhará atrações em trio e palco, em uma ação que deverá ter duração de quatro horas. A ação será realizada pela Skol, em parceria com a Prefeitura, e foi anunciada em coletiva promovida pela empresa patrocinadora da festa nesta quinta-feira (9), no mirante em frente ao Forte Santa Maria, na Barra.
Chamado de Pipoco, o trio levará a banda Timbalada e o DJ Alok até o Palco Skol, montado em frente ao Farol da Barra. No local haverá um encontro com os artistas Saulo, Léo Santanna e Dennis Dj, que vão animar o público. O palco Skol também funcionará de 23 a 28 de fevereiro, sempre a partir da meia-noite, com atrações como Gabriel Diniz, Thiaguinho, Psirico, Preta Gil, Avenida Sete, Daniela Mercury e uma atração surpresa a ser divulgada em breve. Todos os shows serão gratuitos, no espírito de tornar a festa ainda mais democrática para o público.
Além disso, haverá encontro de trios na quinta-feira (23), no Circuito Dodô. “Vamos fazer o maior Carnaval de todos os tempos em parceria com a Skol, uma empresa que tem como qualidade a criatividade e que tem apoiado a gente no oferecimento de atrações gratuitas para as pessoas”, salientou o prefeito ACM Neto.
De acordo com o diretor nacional de Eventos da AmBev, Rafael Pulcinelli, a empresa está extremamente satisfeita em voltar a patrocinar o Carnaval de Salvador e afirmou que a festa é um momento muito importante para a companhia. “Estamos patrocinando também a festa em mais de 40 cidades no país, mas decidimos fazer o lançamento nacional em Salvador na terça-feira (21)”, salientou.
Além de representantes da Ambev e da Prefeitura, também estiveram presentes na coletiva as cantoras Daniela Mercury e Ju Moraes; a dupla Denny e Millane Hora, da banda Timbalada; Adelmo Casé, da banda Negra Cor; Ricardo Chaves, Magary Lord e Jonga Cunha, do Movimento Alavontê e a DJ Miss Cady, dentre outros artistas.
A maior festa popular do planeta se aproxima e a montagem das estruturas destinadas aos serviços essenciais da Prefeitura no período carnavalesco segue a todo vapor. No Campo Grande, cerca de 70% da montagem das estruturas já foram montadas. Neste circuito, estão sendo instaladas estruturas como a do Observatório Racial da Secretaria de Reparação (Semur), uma das unidades do Camarote Social, arquibancada e cabines de rádio, onde os profissionais de imprensa realizam cobertura do evento ao vivo durante todos os dias de festa.
Os trabalhos no local vem sendo executados há aproximadamente um mês através da Empresa Salvador Turismo (Saltur), e foram intensificados diante da proximidade da festa. De acordo com o titular da Coordenação de Infraestrutura da Saltur, Otávio Reis, teve início nesta quinta-feira (09) a montagem dos prepostos operacionais do órgão que ficarão localizados em pontos específicos da festa. Estes espaços garantem que os profissionais da Saltur possam fazer o monitoramento da saída e andamento dos trios durante o percurso.
Neste fim de semana, dando continuidade ao cronograma de montagem das estruturas, será iniciado o processo de edificação das unidades dos camarotes sociais que ficam localizados na Piedade e no canteiro central do final de Ondina. Serão, portanto, três espaços do tipo, contando com o que já está montado no Campo Grande. Estes camarotes são promovidos através da Secretaria de Promoção Social e Combate a Pobreza (Semps) e são destinados a idosos e pessoas com deficiência ou com dificuldade de locomoção.
Saúde - A montagem das estruturas da Secretaria de Saúde (SMS) também já está em andamento. Serão 11 cabines de postos médicos avançados distribuídos nos circuitos da festa, sendo cinco no circuito Dodô (Barra/Ondina), quatro no circuito Osmar (Campo Grande), um módulo no Batatinha (Pelourinho), e outro no Mestre Bimba (Nordeste de Amaralina). As estruturas vão permitir que SMS atue com 130 leitos convencionais e outros dez leitos destinados a estabilização.
Guarda Municipal - Já a Guarda Civil Municipal (GCM) deve dar início à montagem das suas bases operacionais nos próximos dias. Ao todo, serão seis bases fixas no circuito Dodô e sete no Osmar. Os agentes ainda contarão com uma base móvel no circuito Batatinha. Além das bases fixas, a Guarda Civil terá oito elevados distribuídos nos três principais circuitos para facilitar a observação da festa e prevenir casos de violência.
O credenciamento de imprensa para o Carnaval 2017 termina nesta sexta-feira (10). Aberto desde dezembro pela Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) no site www.credenciamento.salvador.ba.gov.br, a inscrição vale para profissionais de comunicação que farão cobertura jornalística da festa. A Secom alerta que não haverá prorrogação do prazo nem realização de credenciamento presencial durante o Carnaval, como aconteceu em anos anteriores.
Se a folia na capital baiana é considerada atualmente uma das maiores festas populares do mundo, muito se deve a pessoas que ajudaram a construir e divulgar a música e a cultura da cidade para todo o planeta. Não à toa, a festa a cada ano rende homenagens a estas figuras e no Carnaval de Salvador 2017 a história está longe de ser diferente. Somente este ano, três personagens serão reconhecidos de forma especial durante os festejos: Mestre Didi, Cristóvão Rodrigues e Pedrinho da Rocha.
O sacerdote, escritor e artista plástico Deoscóredes Maximiliano dos Santos, conhecido como Mestre Didi, será lembrado na cerimônia de abertura do Carnaval, a ser realizada na quarta-feira (22), na Praça Municipal. Os 40 carnavais do designer Pedrinho da Rocha serão comemorados pelo bloco Sarapa na abertura do Fuzuê, pré-Carnaval a ser realizado no sábado (18), a partir das 15h, no Circuito Orlando Tapajós (contrafluxo Ondina-Barra). Com meio século de cobertura da folia, o radialista Cristóvão Rodrigues dará nome à sala de imprensa montada pela Prefeitura no epicentro da folia. Vale conferir momentos marcantes destespersonagens.
Mago - Ao declinar do título de criador único da principal indumentária do Carnaval moderno – o abadá –, Pedrinho conta que desembarcou por acaso na folia. No final da década de 1970, um grupo de amigos pediu a ele para criar um adesivo, comumente utilizados em carros, para divulgar o Traz os Montes. O bloco em 1980 inovaria o cenário com a introdução de amplificadores transistorizados em substituição aos equipamentos valvulados.
A iniciativa garantia maior potência e qualidade sonora, além de deixar em evidência a voz do cantor. “Naquele tempo, quem puxava o bloco era uma banda chamada 'Scorpius', que mais tarde se veio a se chamar Chiclete com Banana. Foi nesta época que comecei a trabalhar como designer, primeiro de forma amadora, mas foram surgindo trabalhos aqui e ali", explica.
À época, o Carnaval ainda era dominado pelas cores e desenhos clássicos das mortalhas, grandes camisões de tecido que já vinham sofrendo mudanças de forma e tamanho desde os anos 1960. Elas perduraram em grande escala até o início da década de 1990, quando Pedrinho da Rocha, mais uma vez, entra em cena. Mesmo sem deixar a originalidade, as artes plásticas voltadas para o Carnaval foram perdendo características, e já afetava a decoração das ruas, dos trios elétricos - que já não possuíam o aspecto teatral de anos anteriores - e também o corpo do folião.
"Em todo canto percebia-se uma evolução tecnológica e isso, enfim chegou à fantasia. Naquele momento, cogitar abolir a mortalha do Carnaval era algo impensável. Era como se fosse sugerido, por meio de um decreto, o fim da venda do acarajé. Em 1992, fui chamado para criar a fantasia de carnaval do Bloco Eva, e decidi sugerir uma homenagem à capoeira. Eles não aceitaram a ousadia. Quando isso acontecia eu oferecia a ideia para outras empresas e acabei acertando com o Cheiro de Amor”, conta Rocha.
Ele complementa: “Acontece que, com a mortalha, os foliões saíam às ruas obrigatoriamente com a mesma fantasia, não havia roupas para dias diferentes, o que gerava certa fidelidade a determinado bloco. Até que, em 1994, aproveitando-se da artimanha dos consumidores de trocar de fantasia com um amigo de outro bloco, o Eva acreditou na ideia de fazer uma fantasia para cada dia de festa. Criou-se esse mix que se vê atualmente, com a venda de pacotes para agremiações diferentes”, afirma em relação ao abadá - termo que, originalmente, diz respeito a uma túnica folgada utilizada por escravos malês.
Obras literárias – Filho de uma das mais conhecidas ialorixás da Bahia, Mãe Senhora, do Ilê Axé Opô Afonjá, Mestre Didi foi um escritor de extensa obra literária – entre 1946 e 1989. Dedicou-se a diversas formas de expressão artísticas, tendo na escultura a vertente mais reconhecida. Nascido em 1917 e morto aos 95 anos, em 2013, a arte de Didi explorava elementos comuns à cultura ancestral africana como contas, couro, e plantas.
Reconhecido tardiamente, ele integrou um grupo de artistas de todo o mundo que, em 1989, participaram da mostra "Magiciens de la Terre" (Mágicos da Terra), realizada em Paris. Sua primeira exposição na terra natal ocorreu em 1996, com uma sala especial na 23ª Bienal de São Paulo que, nos anos seguintes, seguiu exibindo sua arte.
“Meu pai completaria um século de vida este ano e essa homenagem é muito gratificante para a família e toda a comunidade do axé. Temos consciência da importância e da contribuição histórica que o trabalho dele tem para cultura da Bahia e do Brasil. Além disso, a lembrança da Prefeitura veio logo em seguida à restauração da obra no Rio Vermelho", afirma José Félix dos Santos, sacerdote do Ilê Asipá, fundado por Didi em 1980.
Uma das obras mais conhecidas do artista é o Cetro da Ancestralidade, que está exposta na Rua da Paciência, no Rio Vermelho. A peça foi restaurada em 2016 pela administração municipal, por meio da Fundação Gregório de Mattos (FGM), após sofrer vandalismo. A escultura de bronze tem 7 metros de altura e foi produzida em 2001.
Sala de Imprensa – Com atuação há meio século no jornalismo, Cristóvão Rodrigues iniciou a transmissão da folia momesca no ano de 1967, na Rádio Sociedade da Bahia. Nessa época, a festa ainda acontecia apenas na Avenida Sete de Setembro. No início dos anos 1980, ele começou a fazer o programa de rádio “Em dia com a noite” na então 97,5 FM, hoje Itapoan FM, época em que ele iniciou o contato mais forte com a música feita na Bahia.
O radialista viu de perto o novo ritmo musical conquistar as rádios do mundo. Revelou artistas como Sarajane, Daniela Mercury, Márcia Freire, Márcia Short, Carla Cristina, Cátia Guimma, Gilmelândia, Margareth Menezes, Ivete Sangalo e Cláudia Leite. É hoje uma das principais referências da história da folia em Salvador.
A Sala de Imprensa Oficial do Carnaval vai funcionar diariamente, das 9h às 21h, na Praça 2 de Julho (Campo Grande), próximo aos praticáveis de rádio e TV e camarotes oficiais. O espaço vai dar suporte à imprensa local, nacional e internacional e contará com computadores, telefones e internet sem fio. A sala também vai funcionar como redação da Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) durante a folia momesca e para a realização de coletivas diárias.
A Defesa Civil de Salvador (Codesal) emitiu, na manhã desta quarta-feira (08), 75 notificações no Circuito Dodô (Barra/Ondina). A ação envolveu 14 agentes e, na ocasião, foram observadas irregularidades em instalações elétricas, limpeza de bueiros e nivelamento dos mesmos.
De acordo com o diretor-geral da Codesal, Gustavo Ferraz, nenhum problema grave foi identificado. “A organização do Carnaval de Salvador vem se profissionalizando cada vez mais, tanto que as ocorrências encontradas são simples de resolver. As situações serão encaminhadas às secretarias responsáveis, para que sejam tomadas providências antes da festa”, explicou o gestor.
Na próxima sexta-feira (10), a varredura acontece no Circuito Osmar (Campo Grande). Para Gustavo Ferraz, as intensas vistorias têm sido em um esforço da Prefeitura para oferecer um Carnaval tranquilo para os turistas e soteropolitanos. “Nosso papel tem sido de oferecer segurança a todos que vão participar do Carnaval. Acredito que, com todas essas medidas que estamos tomando, a festa será um sucesso”, completou.
Operação - Durante todos os dias de Carnaval, cerca de 50 profissionais da Defesa Civil de Salvador (Codesal) vão atuar nos circuitos Dodô e Osmar. Serão oito postos de monitoramento (quatro em cada circuito) e os agentes estarão atentos para qualquer tipo ocorrência. O objetivo é garantir a proteção civil dos foliões, identificando os possíveis riscos. Palcos, camarotes, arquibancadas, praticáveis, pórticos e carros de apoio serão apenas alguns dos itens observados pelos técnicos.
No circuito Dodô (Barra/Ondina), o órgão terá postos no Farol da Barra, Barra Center, altura do Clube Espanhol e em Ondina (sede da Cogel). Já no Osmar (Campo Grande), os postos ficarão nas praças do Campo Grande, Piedade, Castro Alves, além da Casa d’Itália. Além disso, haverá equipes de plantão na sede do órgão, na Avenida Mário Leal Ferreira (Bonocô), durante a folia de Momo. Atendentes, engenheiros, assistentes sociais estarão de prontidão 24h por dia para auxiliar em qualquer eventualidade. O telefone da Codesal é o 199.
Interessados devem comparecer à sede da Sedur nos dias 11 e 18 de fevereiro, das 9h às 14h
A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), vai realizar mutirão para licenciamento de bares, balcões e depósitos de bebidas que vão funcionar nos circuitos oficiais do Carnaval. Os interessados podem comparecer, nos próximos dois sábados (dias 11 e 18), na sede da Sedur, localizada na Avenida ACM, Edifício Empresarial Thomé de Souza, térreo, das 9h às 14h.
Para que o licenciamento seja realizado, os interessados devem apresentar os documentos exigidos para tal. São eles: RG e CPF do responsável legal e também de terceiros que procedam ao licenciamento, por meio de procuração; autorização do proprietário do imóvel; foto da localização; metragem linear do balcão; e comprovante de pagamento da taxa.
Todos os bares e balcões, sem exceção, necessitam do alvará. Quem for retirar a licença deve aguardar a análise dos documentos e a vistoria da área pelos técnicos da Sedur, para que seja certificada a viabilidade do projeto e liberada a concessão.
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