Confetes, serpentinas, espumas e muitas princesas e super-heróis na Praça Dois de Julho, no Campo Grande, em mais um dia de Baile Infantil, nesta segunda-feira (12). Palhaços animavam os foliões no chão enquanto uma banda fazia a festa no palco. Nas laterais, oito pintoras artísticas faziam as fantasias das crianças virarem realidade, dando vida a unicórnios, tigres, Ladybug, Frozen, borboletas, além do Batman, Homem-Aranhae Flash.
“Há três anos eu venho para trazer a minha neta. Acho tranquilo, aqui podemos curtir muito, sem perigo e sem medo. Estamos dentro da festa, mas num ambiente bem mais tranquilo e seguro, com o espírito do Carnaval”, disse a aposentada Denise Ribeiro, 58 anos, acompanhada da neta Sofia Coelho Porto, 7 anos, que pintava o rosto, e da filha Natalie Coelho, 31 anos. “O que mais me chamou a atenção foi a pintura. São muito lindas”, acrescentou Natalie.
Pela primeira vez na vila, a secretária Daniela Matos, 35 anos, e o marido, o técnico instrumental Carlos Eduardo Matos, 36 anos, levaram o pequeno João Pedro, 2 anos, e se surpreenderam com a estrutura. “Ele (João Pedro) está se divertindo demais e num ambiente seguro”, disse Daniela, enquanto o filho jogava confetes para o ar. Conforme ela, é importante mostrar ao filho a tradição do Carnaval. “Aqui temos isso, as crianças aprendem o que é ser folião de verdade, num clima alegre”, acrescentou.
Acompanhada da prima Milena Santos e Santos, 13 anos, e com a pintura de Homem-Aranha no rosto, o pequeno Enzo Santos, 4 anos, não titubeou quando foi questionado sobre o que mais gostou no ambiente. “Os palhaços”, enfatizou ao mesmo tempo que dançava e jogava confetes.
Atração esperada – Vindo de Feiras de Santana, a adolescente Fernanda Layla Mota, 11 anos, aguardava ansiosa o show de Lore Improta. “Estou esperando ela entrar, adoro as coreografias. Vai ser o primeiro show dela que vou assistir, sou fã”, afirmou, mostrando a pintura na mão homenageando à artistas.
Programação - Nesta terça-feira (13), último dia de Baile Infantil na Praça Dois de Julho, no Campo Grande, tem Playgrude, a partir das 10h, e Caldeira do Brin, às 11h. A garotada está convidada!
O bloco Didá, formado por mulheres e crianças, criado há 25 anos pelo mestre Neguinho do Samba (que sempre almejou criar uma banca percussiva feminina), chega ao Carnaval de Salvador de 2018 embelezando os circuitos da folia baiana. O Didá enche os olhos e embala os ouvidos de todos os foliões presentes na manhã desta segunda-feira (12), no circuito Osmar (Campo Grande).
A entidade, que objetiva melhorar a qualidade de vida de mulheres e crianças por meio da arte-educação, trouxe à avenida sua bela e harmônica apresentação, emoldurada pelo tema Abayomi - Nós de Fé, Coragem e Proteção, trazendo Negra Jhô, representando a entidade Nanã.
A ala das baianas e rezadeiras passaram no circuito representando e reforçando a Fé, enquanto que a ala seguinte, a da percussão, que tinha à frente a maestrina Adriana Portela, firmava a concepção de que não se pode perder a Coragem. Já a Proteção veio representada por Nildes Sena, comandando a ala das bonecas.
Maria Angélica, aluna da escola de percussão do Didá há três anos e meio, disse se sentir muito honrada em poder fazer parte dessa família que é o Didá, de vivenciar todos os universos em que permeiam essa instituição, seja o cultural, o filosófico, o artístico, na luta pelo empoderamento feminino, e outros mais. “A mulher pode reinar no tambor, na música, na família, nos âmbitos cultural, profissional, artísticos, e em muitos outros mais.”
Fiscais de combate à poluição sonora da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) já vistoriaram 333 trios neste Carnaval. Somente neste domingo (11), foram 106 vistorias, sendo 76 no circuito Dodô (Barra-Ondina) e 34 no Osmar (Campo Grande). As ações seguem até o fim da folia para coibir a prática abusiva de emissão sonora, seja nos trios ou em estabelecimentos comerciais em logradouros públicos, conforme estabelece a Lei do Silêncio nº 5.354/98.
Conforme o decreto 20.505 de 2008, o índice permitido por lei para trios elétricos é de 110 decibéis, medidos a 5 metros nas laterais, frente e fundo dos mesmos. E para os trios elétricos voltados para o público infantil, são permitidos 80 decibéis também mensurados a 5 metros nas laterais, frente e fundo dos mesmos. O único a desrespeitar a regra foi o trio de Carla Perez, que comandou a pipoca infantil Algodão Doce. O trio foi autuado por exceder 80 decibéis.
Márcia Cardim, coordenadora de Fiscalização Sonora da Semop, ressalta a importância dos blocos ao levarem seus trios para os circuitos dentro dos limites de decibéis permitidos. “Os impactos são diversos na saúde do nosso folião, entre perda auditiva e abalo no sistema nervoso central, que pode causar euforias e outros problemas.”. Caso desobedeçam a redução imposta quanto aos decibéis, os trios podem, inclusive, ser impedidos de saírem nos circuitos.
Zonas de Silêncio - As Zonas de Silêncio são os locais onde não são permitidas passagens de som dos trios elétricos, nem a utilização de aparelhos de som ligados em bares ou veículos nas áreas residenciais dos circuitos do Carnaval. A medida atende a uma antiga reivindicação dos moradores que residem em trechos que integram os circuitos da folia. O monitoramento das Zonas de Silêncio ocorre nas proximidades do Hospital Espanhol e vai até o Corredor da Vitória. Aos que descumprirem o que é estabelecido por lei, lhes são geradas autuações, multas, até impedimentos de saírem em desfile nos circuitos.
O prefeito ACM Neto, em entrevista à imprensa nesta segunda-feira de Carnaval (12), avalia que o número de foliões nas ruas durante os últimos quatro dias de festa teve um crescimento médio de 20%, se comparado com o mesmo período do ano passado. No sábado e no domingo, a estimativa é que esse número tenha chegado a 25%, com destaque para o circuito Osmar (Campo Grande) ontem.
"Há muitos anos não tínhamos um domingo com tantas atrações, com tanta gente na pipoca. A Prefeitura ficou muito satisfeita com o planejamento de trazer mais atrações sem cordas para o Campo Grande porque o público veio junto. Estamos muito satisfeitos com o que temos apresentado até aqui porque todos os anos temos de mostrar novidades para aperfeiçoar a festa", avaliou ACM Neto.
O prefeito afirmou ainda que a estimativa é que a rede hoteleira alcance a taxa de 96% de ocupação durante este Carnaval. "Isso significa que o Carnaval está sendo um sucesso. Ano passado, tivemos uma festa em meio a um crise, e nesse ano a crise começa a ser superada, o que motiva as pessoas a irem mais para as ruas, a consumirem mais, o que é bom para a nossa economia", acrescentou.
Em cinco dias de festa, já foram coletadas 67 toneladas de resíduos recicláveis nos circuitos do Carnaval de Salvador. Ao todo, oito cooperativas estão credenciadas pela Prefeitura para coletar os materiais nas ruas onde a festa acontece, beneficiando 350 cooperados e cerca de mil catadores avulsos. Vendido por cerca de R$ 3 o quilo, a latinha de alumínio é o resíduo mais recolhido, com cerca de 95% de aproveitamento.
Para incentivar também a reciclagem de outros materiais, como o plástico, que não é atrativo por causa do baixo custo, a Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb), em parceria com a Cooperativa do Bariri (Coopbariri), criou o projeto Plástico é Vida – Reciclagem na Avenida, que consiste no recolhimento do material para reaproveitamento.
Todos os dias, após a passagem do último trio, dez cooperados e agentes de limpeza recolhem o plástico da avenida com a ajuda de um compactador cedido pela Revita. Esse material é doado para a cooperativa do Bariri que, em seguida, vende para uma empresa que fornece a matéria-prima para o presídio da Mata Escura, onde são confeccionados objetos artesanais com materiais recicláveis. Nos quatro primeiros dias da folia, foram coletadas 2,5 mil quilos de plástico.
“É um projeto inovador que busca contribuir para a preservação do meio ambiente, permitindo que os plásticos voltem para a cadeia produtiva. Além de apoiarmos o trabalho tão importante desenvolvido pela cooperativa, esta ação ajuda a preservar o nosso aterro. O projeto-piloto nos surpreendeu tanto que já estamos pensando em aprimorá-lo para o próximo ano", afirma Kaio Moraes, presidente da Limpurb.
As cooperativas compram o plástico por um preço de, em média, R$ 0,80, valor muito abaixo do que é cobrado pelo alumínio. Por isso, o plástico acaba sobrando e indo para o aterro sanitário, poluindo o ambiente. A iniciativa garante um processo de reciclagem mais abrangente e benéfico, já que o plástico leva, em média, 450 anos para se decompor.
Confira os pontos de recebimento dos materiais:
No Circuito Osmar – Complexo, na Ladeira da Montanha, Centro; Complexo, na Rua Direita da Piedade, também no Centro; Coopcicla/Crun: Próximo ao viaduto São Raimundo, Centro; Cooperbariri: Vale do Canela, Centro e Cooperguary, na Rua do Couro, Barroquinha.
No Circuito Dodô – Cooperativa Complexo, na Rua Carlos Chiacchio, Barra; Rede Cata Bahia, na Rua Baependi, Ondina e CRG, na Sabino Silva, Ondina.
Este será o segundo ano em que o cacique Carlinhos Brown comanda o Arrastão da Meia Noite. Será nesta terça-feira (13), quando o último trio elétrico do Circuito Dodô (Barra-Ondina) acelerar seu motor anunciando o fim da folia. Aí o timbaleiro entra em campo, por volta das 23h.
O veterano carnavalesco, autor de grandes hits do Carnaval baiano, invade o circuito Barra-Ondina com seu arrastão e cumpre a promessa de uma despedida à altura da maior festa de rua do planeta. O desfile tem o apoio da Prefeitura, através da Saltur.
Brown estará acompanhado pela sua banda e até agora não confirmou nenhum convidado especial. No repertório estão garantidos sucessos como: "Maembe dandá", "A namorada", "Dandalunda" e "Ashansú". Com certeza o cacique timbaleiro vai inspirar cenas que ficarão na memória do Carnaval 2018.
Já foram 3.208 testes rápidos para detecção de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) realizados até este domingo (11) nos dois postos do projeto Fique Sabendo nos circuitos Dodô e Osmar, no Carnaval de Salvador. Desse total, houve 19 diagnósticos positivos para HIV, 105 reagentes para sífilis, 6 para Hepatite B e 8 para Hepatite C. Apesar da maioria dos casos confirmados serem de foliões do sexo masculino, é importante destacar que eles são os que mais realizaram exames: 33,3% a mais do que as mulheres.
Para os pacientes reagentes para sífilis, o tratamento é iniciado no local de realização da testagem, através da aplicação de penicilina. Assim como os diagnosticados com as demais DSTs, há encaminhamento para as unidades do Serviço Municipal de Assistência Especializada, nos bairros da Liberdade e Dendezeiros.
As unidades do Fique Sabendo funcionam até esta terça-feira (13), sempre das 9h às 21h, no Multicentro Carlos Gomes, e das 12h às 22h, na Rua Dias D'Ávila, próximo ao Farol da Barra. O serviço é gratuito e realizado por equipe multidisciplinar, composta por enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e bioquímicos.
O Carnaval de Salvador acaba oficialmente nesta terça-feira (13), mas todo mundo sabe que a festa invade a Quarta-feira de Cinzas com o arrastão puxado por Carlinhos Brown, fazendo com que alguns foliões emendem a programação com o trabalho. Para driblar a ressaca física e mental e voltar à rotina bem de saúde, fique de olho nas recomendações do médico Ivan Paixa, do Samu 192, e nas dicas dos próprios foliões mais experientes.
Sempre bom hidratar
Um dos principais efeitos do álcool é causar desidratação. Por isso, é importante beber bastante água. A recomendação médica é beber, pelo menos, dois litros por dia, mas se ficar difícil seguir à risca a orientação é intercalar o álcool com a água sempre que o cidadão começar a se sentir tonto. Antenada, a assistente social Silvana Barros, 45, sempre segue a recomendação. “Ficar embriagada não é legal, principalmente quando se está na rua. Por isso, intercalo sempre com a água”, conta.
Alimentação leve e saudável
Sabe aquela boa feijoada, carregada de carnes gordas e aquele pirão de mocotó? O ideal é deixar esse tipo de refeição para depois. A gordura tem uma digestão mais lenta, o que causa aquela famosa sensação de peso e cansaço ou, como diriam os mais velhos: “dá na fraqueza”. Já a alimentação balanceada, com frutas, folhas e legumes, além de nutrir com vitaminas, proporciona uma sensação de leveza, ideal para cair no molejo e se recuperar depois mais rapidamente.
Beba com moderação
Em geral, os efeitos do álcool têm três fases: a primeira, quando o indivíduo começa a ficar eufórico e perder um pouco os reflexos; a segunda, que se caracteriza por perda da coordenação motora e início da rejeição à bebida; e a terceira, em que há uma perda total de resposta aos estímulos e tem início o estado de coma. Por isso, o ideal é não exagerar. O folião Henrique Dias, 35, já presenciou alguns amigos nessa situação e, após a preocupação e transtorno, limita-se a beber menos, respeitando os limites do corpo e da sanidade. “Quem perde o sentido, perde o melhor da festa”, diz.
Energético e álcool não combinam
É na segunda fase dos efeitos da bebida alcoólica que a pessoa começa a se retrair e o organismo a rejeitar o álcool. No entanto, quando se mistura com energético, substâncias como taurina e cafeína estimulam a continuar bebendo e inibem os efeitos da segunda fase, o que pode fazer com que o indivíduo tenha um coma alcoólico. Além disso, quem tem problemas cardíacos pode sofrer sérios danos à saúde com essa mistura.
Água de coco e caldo de cana
“Quando a ressaca já pegou, não tem líquido mais milagroso que a água de coco”, diz o comerciante Carlos dos Anjos, de 50 anos. Mas a lista não para por aí: ele também gosta muito da ação do caldo de cana. O líquido é doce e repõe as energias. Isso sem falar na melancia gelada.
Roupas leves
Short e blusa à vontade e um tênis básico que amorteça o impacto. Esses são os itens que não podem faltar à foliã Cristina Vilas Boas, 29. “Eu gosto de pular, extravasar, e a roupa apertada atrapalha os movimentos”, diz. E ela está certíssima. O médico Ivan Paiva explica que, além do desconforto, as roupas apertadas e longas podem aumentar a temperatura corporal, provocando mal estar. Isso certamente prejudica aqueles que precisam estar prontos para o trabalho já na Quarta-feira de Cinzas.
Quem pensa que só que só folião passa pelo teste do bafômetro durante o Carnaval de Salvador está muito enganado. Os 500 motoristas da Prefeitura de Salvador, que trabalham durante a festa, também são submetidos ao procedimento. Desde de a última quinta-feira (8), quando foi iniciada a operação Carnaval, aproximadamente 950 testes foram aplicados.
A ação realizada pela Secretaria Municipal de Gestão (Semge), em parceria com a Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador), tem como objetivo garantir que os motoristas dos veículos oficiais estejam aptos a trabalhar. O teste está vinculado a autorização do abastecimento do carro, ou seja, para abastecer o motorista precisa realizar o teste. A operação está sendo realizada na Semge, das 7h às 17h, até a Quarta-feira de Cinzas.
De acordo com o secretário de Gestão, Thiago Dantas, essa é a forma de preventiva, para que todos os motoristas estejam aptos ao trabalho. Caso o trabalhador seja flagrado no teste do bafômetro, automaticamente ele é desligado da operação e responde administrativamente pela má conduta. “Essa ação é uma forma de darmos exemplo para a sociedade. Mostramos que é cobrado internamente o mesmo que é cobrado dos demais cidadãos", destacou Dantas. Em 15 anos, apenas cinco motoristas da Prefeitura foram pegos no bafômetro.
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