Saúde

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Mais de 26 mil pessoas já foram vacinadas contra a influenza na capital baiana desde o início da campanha, na última quarta-feira (10), o que corresponde a 4,7% do público alvo. A meta da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) é imunizar pelo menos 90% de 570 mil indivíduos que fazem parte dos grupos prioritários até o dia 31 de maio.

Apesar da procura razoável nos postos da rede municipal, pouco mais de 85% do público-alvo de Salvador ainda não se protegeu contra a doença. “Estamos tendo uma boa procura pela vacina. Mesmo Salvador tendo seguido a proposta estabelecida pelo Ministério da Saúde de vacinar crianças e gestantes até o dia 21, a procura desde o início foi de todos os grupos prioritários”, explicou Doiane Lemos, subcoordenadora de Controle de Doenças Imunopreveníveis
Entre os grupos prioritários que mais buscam a vacinação estão os idosos e as crianças. Por outro lado, as puérperas (gestantes de até 45 dias), pessoas com doenças crônicas e professores não têm buscado a imunização.

"A baixa procura pela vacina por esses grupos nos preocupa, já que de janeiro a abril deste ano foram registrados 70 casos e 3 óbitos por causa da Síndrome Respiratória Aguda. A vacina pode reduzir em até 45% o número de hospitalizações por pneumonias e até 75% a mortalidade global por complicações da influenza", alertou Doiane.

Os postos de saúde de Salvador estarão fechados no feriadão da Semana Santa. Mas, a partir da próxima segunda-feira (22), as equipes operacionais retomarão a estratégia nas 126 unidades básicas da rede municipal, das 8h às 17h.

Devem ser vacinados os idosos, crianças menores de 2 anos de idade, gestantes, puérperas (mulheres que ganharam bebê nos últimos 45 dias), trabalhadores de saúde, professores das redes públicas e privadas e pacientes com doenças crônicas. A vacina é a principal medida preventiva da enfermidade que apresenta maior incidência nos meses de junho e julho.

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As comidas e bebidas da Semana Santa aguçam os paladares. Peixe, frutos do mar, feijão de leite, caruru, vatapá, arroz de leite, feijão fradinho, frigideira de bacalhau, vinho e chocolate compõem as mesas soteropolitanas, simbolizando a morte e ressurreição de Cristo, entre a Sexta-feira da Paixão e o domingo de Páscoa. Consumi-los, no entanto, exige cuidado, diante do excesso de gordura e da possibilidade de mal-estar ou indigestão.

Para evitar problemas com a saúde, a nutricionista Ana Kelly Amaral, responsável técnica pelo campo de alimentação e nutrição da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), dá dicas para uma ingestão mais saudável. A primeira delas é em relação à escolha do peixe e ao modo de preparo. “O ideal é optar por aqueles que têm melhor composição de gorduras boas e menor contaminação por mercúrio, como sardinha, tilápia, merluza, pescada amarela e peixe-panga”, diz.

Segundo a nutricionista, os peixes brancos, atum e sardinha tem um bom teor de ômega 3, ácidos graxos benéficos à saúde cardiovascular e cerebral. Na hora de escolher, é bom observar se o local da compra é de confiança e a qualidade do peixe, por meio de detalhes como a cor, o cheiro e a textura.

Durante o preparo, o recomendável é evitar fritar o peixe, porque a fritura oxida o ômega 3 e anula os benefícios. O azeite de dendê pode ser utilizado em menor quantidade ou pode ser substituído pelo azeite de oliva, que contém menos gordura saturada.

Quando o assunto é chocolate, a dica é dar preferência aos que têm a partir de 70% de cacau na composição. O cacau possui flavonoides, substância com ação antioxidante, anti-inflamatória e que auxilia no controle da pressão arterial. A quantidade recomendada é de até 20 gramas por dia.

Riscos – Os alimentos gordurosos e com muito açúcar, além de provocar excesso de peso e as gordurinhas localizadas, deixam o metabolismo mais lento, provocando sintomas como fadiga, má digestão e enxaqueca. Aos alérgicos, é bom ficar atento aos frutos do mar, considerados vilões, por causa da composição proteica. E para aqueles que abusam do álcool, é bom tomar cuidado com o teor alcoólico do vinho que, em excesso, pode causar intoxicação e até coma alcoólico.

Em caso de urgência e emergência, o cidadão pode procurar uma das nove Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs), nos bairros de Paripe, Valéria, Pirajá/Jardim Santo Inácio, Brotas, Barris, San Martin, Itapuã, Parque São Cristóvão e Periperi. Além disso, a SMS dispõe de cinco Pronto-Atendimentos (PAs) localizados em Pau Miúdo, Pernambués, Marback/Imbuí, São Marcos e Tancredo Neves. O SAMU 192 e a emergência do Hospital Municipal, em Boca da Mata, também estarão em pleno funcionamento durante o feriadão da Semana Santa.

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Começa nesta quarta (10) em Salvador a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza. Todas as unidades de saúde da rede básica estarão ofertando as doses do imunobiológico de segunda a sexta-feira (exceto feriados), das 8h às 17h.

O lançamento oficial da campanha acontecerá nesta quarta no Centro de Saúde Ramiro de Azevedo, no Campo da Pólvora (em frente ao Fórum Ruy Barbosa), a partir das 9h30, com a presença do secretário municipal de Saúde, Luiz Galvão, e da subcoordenadora de Doenças Imunopreveníveis, Doiane Lemos.

Nessa primeira etapa da estratégia, a vacina estará disponível exclusivamente para crianças (de 6 meses a menores de 6 anos) e gestantes. A partir de 22 de abril, os demais grupos prioritários - cerca de 750 mil pessoas entre idosos (a partir de 60 anos), puérperas (mulheres que ganharam bebê nos últimos 45 dias), trabalhadores de saúde do serviço público e privado, jovens de 12 a 21 anos de sob medidas socioeducativas, professores, além de portadores de doenças crônicas que não são transmissíveis e outras condições clínicas especiais - também serão contemplados.

A meta é imunizar pelo menos 90% do público alvo na estratégia que segue até 31 de maio. "Aconselhamos que os grupos que devem receber a vacina procurem o mais rápido possível um dos postos de saúde para evitar transtornos", aconselhou Luiz Galvão.

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A coqueluche é uma doença transmissível que afeta o sistema respiratório dos indivíduos. O principal público atingido com a doença são os bebês e, por conta da fragilidade deles, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) alerta quanto à importância do acompanhamento pré-natal das gestantes em uma unidade básica de saúde.  

De acordo com a subcoordenadora de Imunização de Salvador, Doiane Lemos, gestantes devem tomar a vacina DPTa a partir da vigésima semana de gravidez, a fim de obter proteção contra a coqueluche. A gestora explicou que quando a mulher se vacina o bebê também é protegido através da passagem de anticorpos pela placenta. Este recurso garante que, ao nascer, a criança esteja protegida até completar dois meses de vida, período em que estará apta a receber a vacina DPT.  

Os sintomas da coqueluche podem variar de acordo com o estágio da doença, que normalmente ocorre em três fases. Na fase mais grave pode haver desidratação, pneumonia, convulsões, lesão cerebral e morte, segundo informações do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos, núcleo ligado a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).  

Todas as mães devem receber a dosagem da vacina, sem exceção. Apenas se elas apresentarem um quadro febril em curso ou algum outro tipo de doença é recomendado esperar a evolução da patologia e cura antes de receber a dose.  

É muito importante que a gestante além e se proteger contra a coqueluche esteja com o calendário de vacinação em dia, como a exemplo do esquema contra a hepatite B. O diálogo com o profissional médico e enfermeiro que acompanha essa paciente é essencial para que sejam evitadas diversas doenças e não apenas a coqueluche”, enfatizou Doiane.  

A partir da próxima quarta-feira será iniciado em Salvador a campanha contra influenza e que tem, entre os públicos prioritários, as gestante. A recomendação é que as mulheres compareçam em uma das 126 salas de vacina disponíveis através da Secretaria de Saúde, munidas do cartão de vacinação, e recebam sua dose. Caso o profissional identifique que elas já estão no período indicado para receber a proteção contra coqueluche, a paciente também será imunizada. 

 

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Um dos mais importantes equipamentos já implantados pela Prefeitura na história da capital baiana, o Hospital Municipal de Salvador (HMS) comemora um ano, completado no último dia 4, com a implantação de classes hospitalares e de novos serviços pioneiros para a população.

As novidades foram apresentadas no próximo hospital, localizado na Boca da Mata, nesta segunda-feira (8), pelo prefeito ACM Neto, acompanhado do vice e secretário municipal de Obras Públicas (Seinfra), Bruno Reis; dos secretários municipais de Saúde, Luiz Galvão, e de Educação, Bruno Barral; do provedor da Santa Casa de Misericórdia, Roberto Sá Menezes; demais autoridades, corpo técnico e imprensa.

Houve um esforço para que todas as etapas de funcionamento do HMS, previstas para serem concluídas em um ano e meio, fossem implantadas em apenas oito meses. Com isso, o equipamento alcançou números marcantes: em um ano, foram mais de 125 mil atendimentos, sendo 65 mil apenas na urgência, 80 mil exames de imagem e 315 mil laboratoriais.

“Mas, o mais importante é ouvir o depoimento das pessoas tiveram as vidas salvas nesses 12 meses do hospital, que chega à sua maturidade em pleno funcionamento e que, portanto, pode anunciar novos serviços em função do refino e capacidade técnica que adquiriu nesse tempo”, afirmou o prefeito.

O prefeito visitou as duas salas da Escola Municipal Hospitalar Irmã Dulce, que foram inauguradas e já atendem a 35 pacientes infantis, jovens e adultos do HMS. “A instalação da classe hospitalar aqui é muito importante, pois permite que todos os alunos da rede pública tenham a continuidade do aprendizado no hospital enquanto fazem o tratamento, o que facilita o processo de recuperação da saúde dessas crianças e adultos”, completou ACM Neto.

Projeto - Com uma sala para crianças e outra para adultos, a escola conta com uma rede de professores especializados que, acompanhados da equipe médica do hospital, atendem a estudantes que, por questões de saúde, não têm condições de frequentar uma unidade de ensino.

O projeto, coordenado pela Smed, já funciona em 11 hospitais, três clínicas, cinco instituições de apoio, além de 20 domicílios, com média de 900 atendimentos por mês. “Além do atendimento coletivo, em salas de aulas multiseriadas instaladas nas instituições hospitalares, também há atendimento individual no próprio leito, de acordo com as condições do paciente”, pontuou a diretora da escola hospitalar, Tainã Rodrigues.

Aplicativo – Além da Escola Municipal Hospitalar Irmã Dulce, mais outros cinco serviços passam a ser ofertados pelo Hospital Municipal. Um deles é o Meu HMS App, aplicativo gratuito para smartphones disponível nos próximos dias nas plataformas iOS e Android.

A ferramenta – pioneira em todos os hospitais públicos da Bahia – possibilitará aos pacientes o acesso ao resumo do prontuário e às especialidades oferecidas no hospital, além de participar da pesquisa de opinião e ter contato com a instituição, através do Fale Conosco. Com isso, estima-se as reduções do tempo de retirada e do custo de impressão de laudos, assim como a diminuição do impacto ambiental causado pelo uso de papel.

Autismo - O segundo serviço será o Acolhimento ao Autista, que visa atendimento individualizado a pacientes adultos ou pediátricos portadores do Transtorno do Espectro Autista (TEA). O projeto terá início no próximo dia 15 na unidade de emergência, e em 90 dias em todas as outras áreas do hospital.

A iniciativa também engloba a criação do selo Autista Frendly, com identificação das unidades do HMS que estão preparadas para o acolhimento individualizado. A ação garantirá a qualificação e capacitação de equipes e processos para atendimento à população autista, de forma pioneira na Bahia.

O terceiro serviço é a Lean nas Emergências, programa do Ministério da Saúde voltada para a redução da superlotação de emergências adulto. Desenvolvida pelo programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi), a iniciativa é executada em parceria com o Hospital Sírio-Libanês e o HMS foi selecionado na segunda fase do programa, dentre 150 hospitais inscritos em todo o país.

Isso porque o HMS é pioneiro no Brasil na automatização dos controles, indicadores de performance e dos registros das sessões de Huddle (reunião de ideias). Em um ano, 62 mil pacientes já foram beneficiados com a agilidade nos atendimentos.

Residência - O outro serviço ofertado é o Programa de Residência Médica em Medicina de Emergência, pioneiro no estado nessa área de atuação e com a primeira turma de residentes atuando desde março último. Por fim, o Projeto Telestroke é uma solução que garante a ampliação do acesso no diagnóstico e tratamento do acidente vascular cerebral (AVC), de forma remota e contínua, por neurologistas.

Com isso, as equipes médicas terão, em tempo real, acesso às informações clínicas dos pacientes, inclusive imagem diagnóstica e interação, reduzindo óbitos e sequelas do AVC. O hospital receberá smartphones e tablets com conexão 4G, sem custo, para envio e discussão de casos, além da realização de videochamadas.

Leitos – Construído pela Prefeitura e administrado pela Santa Casa de Misericórdia, o HMS possui 210 leitos ao todo, sendo 30 para Unidade de Terapia Intensiva (UTI), 150 para clínica médico-cirúrgica e 30 para pediatria. No local, são feitas cirurgias de urgência, como as de trauma, abdômen agudo e neurocirurgia, e também algumas eletivas, como a de vesícula, hérnia e apendicite. Alguns dos exames realizados são tomografia computadorizada, doppler, holter, ecocardiograma, ultrassonografia, raio-x, eletrocardiograma, eletroencefalograma e ressonâncias.

Os pacientes são atendidos dentro do tempo estipulado de acordo com suas classificações de risco, tendo como base o Protocolo de Manchester. Pacientes que necessitam de algum tratamento que não está disponível na unidade são transferidos para centros especializados via regulação. Outro benefício do Hospital Municipal é que o tratamento pode ter continuidade na residência do paciente. Mensalmente, são realizados quase 200 atendimentos em domicílio.

“Hoje temos metas atingidas tanto na questão quantitativa quanto qualitativa do Hospital Municipal. São mais de 1.500 colaboradores e oferta de atendimento em pediatria, clínica médica, ortopedia e cirurgia geral para dar resolutividade aos pacientes. O hospital tem emergência com demanda 100% porta aberta - em março, chegamos a 8 mil atendimentos. Também há demanda ambulatorial através do Sistema Vida com consultas eletivas nas especialidades e agendamento de exames complementares e do parque de imagem”, ressaltou a diretora médica do HMS, Thayse Barreto.

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Neste domingo (07), a Praça Ana Lúcia Magalhães, situada na Pituba, vai receber um evento colaborativo em comemoração ao Dia Mundial da Saúde. No local, haverá café da manhã, feira de produtos orgânicos, aula de Yoga, atividades físicas, plantio e roda de conversa. As atividades terão entrada gratuita, com início às 7h30. 

Às 13h, haverá um bate papo entre o titular da Secretaria de Sustentabilidade, Inovação e Resiliência (Secis), André Fraga; a chef e co-fundadora do restaurante Da Vila, Luísa Leite; e o co-fundador da Euzaria, Zé Pimenta. Fraga vai falar sobre a importância da sustentabilidade e da resiliência; Zé Pimenta levará contribuições sobre a relação entre o consumo consciente e a saúde; e Luísa, que também é organizadora do evento, vai abordar o tema da saúde integral. 

“O intuito é trazer a consciência alimentar junto com a do meio ambiente para o público que estará presente. Por isso, reunimos as empresas que atuam na região e contamos com o apoio da Secis para a realização desse evento”, afirmou Luísa Leite. Durante o bate papo, ela vai mostrar como as escolhas alimentares trazem impactos para o corpo e para o meio em que se vive.   

Além de participar do bate papo, o secretário André Fraga vai disponibilizar mudas de árvores para o plantio no local, incentivando o cultivo de vegetais para uma cidade mais sustentável.

 

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O Plano Verão Sem Mosquito termina nesta sexta-feira (29) com apresentação do balanço de ações, no Centro Integrado Familiar (Ceifar), nº 402-E, na Rua Direta de Tancredo Neves, das 9h às 12h. O trabalho preventivo realizado pela Prefeitura, por meio do Centro de Controle de Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), resultou em uma redução de 57% no número de casos confirmados de dengue desde o ano passado.

Em 2019, foram notificados em Salvador 87 ocorrências de dengue, 4 para zika vírus e 16 para chikungunya. Os dados correspondem ao período 30 de dezembro à 2 de fevereiro 2019. Desde o início da estratégia, antes da chegada do Verão, 2.500 locais foram inspecionados. No mesmo período do ano passado, a Vigilância Epidemiológica da SMS notificou 235 ocorrências suspeitas para dengue, 5 para chikungunya e 13 de zika.

Para o enfrentamento do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya em Salvador, o CCZ atuou durante todo o verão (de novembro a março) – temporada ideal para proliferação intensa do mosquito e de muita circulação de turistas na cidade. Na estratégia, foram vistoriados postos de saúde, hotéis, praças, bocas de lobo e residências. Os locais visitados estão nas regiões com o maior índice de infestação de acordo com o último levantamento realizado em janeiro.

Além disso, no período do carnaval e festas populares houve aplicação de inseticida utilizando a borrifação com UBV (Ultra Baixo Volume) em todas as bocas de lobo dos circuitos, com o objetivo de diminuir a infestação do vetor na fase adulta.

“Foram mais de 1.500 agentes de endemias empenhados nas ações de rua. Mas nosso maior intuito é orientar a população a não descuidar da sua residência e do entorno da sua casa, para que juntos possamos evitar um possível surto das arboviroses. Por ser algo individual as pessoas acreditam que não faz diferença. No entanto, se cada um der a sua contribuição, a soma de tudo isso é muito significativa para a diminuição do foco do mosquito transmissor das doenças”, explicou Isolina Miguez, subgerente de arboviroses.

Dados - O trabalho preventivo realizado em Salvador desde o ano passado resultou em uma redução de 57% no número de casos confirmados de dengue no município. Em 2019, foram notificados em Salvador 87 ocorrências de dengue, 4 para zika vírus e 16 para chikungunya. Os dados correspondem ao período 30 de dezembro à 2 de fevereiro 2019. No mesmo período do ano passado, a Vigilância Epidemiológica da SMS notificou 235 ocorrências suspeitas para dengue, 05 para chikungunya e 13 de zika.

 

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A recuperação de Lorena Cardoso e de Nathan dos Santos, ambos com 11 meses de idade, foi o melhor presente que o Hospital Municipal de Salvador poderia ganhar, às vésperas de completar um ano de inauguração. As crianças, que também completam aniversário no início de abril, chegaram ao hospital com um quadro de infecção múltipla, edema e feridas por todo o corpo. As mães chegaram a ter medo de perder os pequenos, por causa da situação em que estavam.

O temor acabou por completo para Elizu de Jesus, de 39 anos, nesta quinta-feira (28), com a notícia da alta de Lorena. A alta de Nathan também está prestes a sair, para a felicidade da mãe Janire de Matos, de 24 anos, e do pai Nedson Ribeiro, de 22. Para celebrar a recuperação e o aniversário triplo – das duas crianças e da unidade hospitalar – os profissionais de saúde organizaram uma festa surpresa com o tema Liga da Justiça.

Vestidos de Superman e Mulher Maravilha, os heróis olhavam curiosos toda a gente que se uniu para comemorar a nova idade de ambos. “Agora Lorena tem duas datas de nascimento: o dia 10 de janeiro, dia em que ela entrou aqui, e 1º de abril”, disse Elizu, emocionada. Ela, cozinheira por profissão e moradora da cidade de Porto Seguro, agradeceu pelo atendimento. “Foi ótimo. Todo mundo aqui trabalha com amor e carinho. A equipe médica, os profissionais de limpeza, o porteiro, os enfermeiros. O atendimento é diferente, nem mesmo os hospitais particulares da minha cidade têm um atendimento desse”.

Ter ajudado a salvar duas vidas recém-iniciadas foi uma dádiva para o coordenador de Pediatria do hospital, José Antônio Faria. “Lorena é uma paciente especial para nós. Chegou com uma situação extremamente grave à nossa UTI, com uma infecção de pele muito séria, bastante edema. Chegou a apresentar infecção no osso e pneumonia. Ficou na UTI por um mês e 15 dias e respirou com o auxílio de ventilação mecânica. Poder devolver, hoje, essa criança saudável e alegre para a mãe, nos faz muito felizes”, disse.

Atendimentos – Inaugurado no dia 4 de abril do ano passado, o Hospital Municipal de Salvador, situado em Boca da Mata, já realizou 119.455 atendimentos até o último dia 24. O setor responsável pelo maior número de admissões é o de Urgência e Emergência (com 62.323 atendimentos), seguido pelo de internações (com 7.687) e pelo de cirurgia (com 3.065). Ao todo, já foram realizados 307.355 exames de laboratório na unidade, que atendeu a 11,4 mil pacientes vindos do interior.

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Já imaginou a sensação de uma pessoa com deficiência, que não consegue andar, sair de uma cadeira de rodas, montar em um cavalo e conseguir se equilibrar e ter coordenação motora? Com certeza é um momento de independência e liberdade. E isso é possível graças a equoterapia, técnica que utiliza dos cavalos para ajudar na reabilitação desses pacientes, complementando os outros tipos de tratamentos.

Em Salvador, a técnica é utilizada desde 1993 pela Associação Baiana de Equoterapia (Abae), que oferece o serviço gratuito para a população de Salvador e do interior. A instituição é uma das beneficiadas pelos recursos do Imposto de Renda, que são direcionadas para o Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (FMDCA), órgão vinculado à Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres Infância e Juventude (SPMJ), e repassados para ajudar e apoiar diversos projetos sociais realizados na cidade.

A iniciativa é realizada em parceria com a Polícia Militar na Bahia, na sede do Esquadrão de Polícia Montada, em Itapuã, e com o 19° Batalhão de Caçadores do Exército, no Cabula. Através desses recursos, a associação tem a possibilidade de investir em equipamentos para as crianças e seus familiares, como parques adaptados, brinquedos, cadeiras, materiais de limpezas, além da manutenção do espaço.

As unidades da Abae contam com pistas de equitação, selarias, salas administrativas e casa de reuniões. Com uma equipe multidisciplinar formada por fisioterapeutas, psicólogos, assistentes sociais e pedagogos, atualmente a associação atende 131 crianças a partir de dois anos, portadoras de deficiências como microcefalia, síndrome de Down, paralisia cerebral, autismo e aneurisma, inclusive famílias do interior da Bahia como Irecê, Senhor do Bonfim, São Francisco do Conde, Castro Alves e Vitória da Conquista. A lista de espera para receber o tratamento já chega a 3 mil pessoas.

Tratamento – Para muitos, andar a cavalo é uma atividade de lazer, que relaxa e conecta a natureza. Mas, para pessoas com algum tipo de deficiência, seja física, psicológica ou cognitiva, estar em cima de um cavalo é sinônimo de evolução e desenvolvimento. Esses animais são grandes aliados e responsáveis por transformarem e até salvarem vidas.

Ao pé da letra, a prática da equoterapia, ou seja, o andar por meio do cavalo, estimula a mente e o corpo dos pacientes a partir dos movimentos ritmados. Esses movimentos variam com a necessidade específica de cada criança, podendo ser realizados nos eixos para cima, para baixo, para um lado e para o outro e para frente e para trás. Todos prescritos pela equipe multidisciplinar. As sessões acontecem uma vez por semana com duração média de até vinte minutos.

A presidente da Abae, Maria Cristina Guimarães, explica os efeitos desse tipo de tratamento. “O movimento cadenciado do cavalo vai dando os ajustes tônicos necessários. Permite o alinhamento, melhora a postura, fortalece a musculatura, alonga os tendões de Aquiles, além de inibir padrões patológicos. É uma gama de estímulos que provocam uma série de reações no corpo. O paciente é levado a contrair e relaxar as pernas e o tronco, melhorando suas percepções, funções motoras e, principalmente, o equilíbrio”, declara.

O tratamento é indicado para todos os tipos de deficiência, porém as restrições dependem quadros clínicos, como em casos de convulsões não controladas, luxação de ombro ou quadris, escoliose acima de 30 graus e hidrocefalia com válvula. A dona de casa Márcia Nascimento, 29 anos, que há cinco meses inseriu essa técnica na vida da filha Raíssa Vitória, de três anos e portadora de microcefalia, conta sobre os resultados alcançados em tão pouco tempo.

“Eu já passei com ela por outros tipos de tratamento e não conseguia ver evolução. Hoje é muito gratificante ver o desenvolvimento da minha filha em tão pouco tempo. Antes ela era muito parada, não se mexia direito. Hoje ela está outra pessoa, totalmente ativa e realizando movimentos que eu sempre quis vê-la fazendo, como levantar o pescoço sozinha. Isso me deixa muito feliz”, afirma Márcia.

“Os cavalos vêm dando pernas para essas crianças. Logo no início do tratamento, algumas choravam para não subir nos cavalos. Hoje, muitas delas choram por não querer descer. Essa atividade fora de quatro paredes, que coloca a criança em contato com a natureza e com os animais, as permite ver o mundo de outra forma. E isso traz um fator psicológico impressionante. É uma satisfação não só das crianças, mas de toda equipe que atende elas”, declara a presidente.

Acesso – Para se cadastrar na lista de espera, basta entrar em contato com a associação pelo telefone (71) 3249-0599 ou se dirigir até o espaço com os documentos (Rg ou Certidão de Nascimento e Comprovante de Residência) da criança e do responsável, junto aos exames médicos. Após esse cadastro é feito uma seleção pela equipe multidisciplinar e posteriormente, com o surgimento de vagas, as crianças são chamadas.

Contribuição via IR – Qualquer cidadão pode destinar recursos para o Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (FMDCA) através da declaração anual do Imposto de Renda (IR), que este ano vai até o dia 30 de abril. O limite é de até 3% do imposto retido, sendo pessoa física ou jurídica. E o melhor: a boa ação é integralmente deduzida, ou seja, quem contribuir não paga nada a mais por isso. Exemplo: para cada R$100 retido, é possível doar R$3.

O fundo é administrado pela SPMJ e o valor arrecadado é destinado a dezenas de projetos sociais, assim como a Abae, desenvolvidos em prol da defesa dos direitos infantis e juvenis em Salvador. Em 2018, foram arrecadados R$259.207,77 durante o período de declaração do IR. Mas, ao longo de todo ano, o montante doado para o fundo chegou a pouco mais de R$1 milhão.

Atualmente, três convênios são subsidiados pelo FMDCA, beneficiando 670 crianças e adolescentes. Graças ao montante são realizadas ações voltadas para reabilitação de crianças com deficiência, inclusão digital, esportes, reforço escolar e apoio à defesa dos menores em relação à violência e responsabilização dos agressores. Em 2018, foram realizados 14.440 mil atendimentos, totalizando 15.110 mil crianças beneficiadas.

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