Gaguejos, dificuldade de pronúncia das palavras, tom de voz muito alto ou muito baixo, fala acelerada ou trêmula, descompasso nas pausas, dificuldade na audição. Situações como essa já foram vividas ou presenciadas por muitas pessoas e podem provocar sentimentos de angústia, desatenção, retração ou até mesmo falta de confiança tanto para quem fala, quanto para quem escuta. Para resolver problemas como esses, existe um profissional responsável por trabalhar e cuidar com os diferentes aspectos da comunicação humana, com dia celebrado na segunda-feira (9): o fonoaudiólogo.
Capazes de diagnosticar e tratar problemas como gagueira, surdez e dicção incorreta, a fonoaudióloga da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Sheila Dias, explica que as atividades desenvolvidas pelos profissionais são voltadas à promoção, prevenção, orientação, avaliação, diagnóstico e terapia da saúde comunicacional. “O nosso objetivo principal é garantir a qualidade da saúde das pessoas, desde o bebê até o indivíduo na fase do envelhecimento. Atuamos em mais de dez áreas como audiologia (audição), linguagem (fala), disfagia (deglutição) e gerontologia (envelhecimento). Além disso, prestamos orientações e esclarecimentos a fim de prevenir, avaliar e tratar essas situações que afetam diretamente a comunicação”, afirma.
A comunicação do ser humano é um importante instrumento para o desenvolvimento das relações, e o cuidado com a mesma não pode ser deixado de lado. “A partir do momento que o ser humano sentir alguma necessidade de comunicação, tiver alguma dúvida e/ou precisar de esclarecimentos, é recomendado procurar um fonoaudiólogo. A prevenção sempre é o mais importante, para que não chegue a fase de ter que tratar alguma disfunção”, reforça.
Sheila lista alguns benefícios alcançados com o trabalho realizado junto ao paciente. “A melhora da dicção, perda de sotaque e o aperfeiçoamento, entonação e pronúncia correta das palavras são alguns dos resultados alcançados. Não temos um público específico. Estamos presentes na vida do ser humano desde a sua gestação. Trabalhamos para favorecer essa saúde comunicacional e isso independe de idade”, completa.
Cerca de 1.500 agentes de endemias do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), vinculado à Secretaria Municipal da Saúde (SMS), se espalharam por mais de 600 praças públicas da capital baiana nesta terça-feira (3), para realizar inspeções em potenciais criadouros dos Aedes, que é vetor das arboviroses dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Um dos pontos visitados foi o Largo Dois de Julho, popularmente conhecido como a Praça do Campo Grande. A iniciativa faz parte da Semana Nacional de Combate ao Aedes aegypti, que acontecerá até a próxima sexta (6).
“Essa semana é proposta pelo Ministério da Saúde todo o ano. Trata-se de uma mobilização social para que a população entenda e faça parte do processo de inspeção de sua própria área. Além das vistorias em imóveis e espaços públicos, os agentes fazem sempre um trabalho de caráter educativo, passando orientações e distribuindo panfletos”, explica a coordenadora do CCZ, Andrea Salvador.
Durante a mobilização nacional, a Prefeitura intensificará as visitas domiciliares e mutirões de limpeza, além de realizar o despejo de larvicidas e distribuição de materiais informativos em toda a cidade. O objetivo da iniciativa é sensibilizar toda a população sobre a importância de combater, neste período que antecede o verão, os focos do mosquito. Portanto, serão alvos pontos estratégicos com grande circulação de pessoas, a exemplos de escolas públicas e privadas, praças, terreiros, hotéis, unidades de saúde, dentre outros locais.
Mutirão – Além disso, diversas comunidades carentes estão sendo beneficiadas com mutirões de limpeza que reúnem, além dos profissionais do CCZ, agentes da Empresa de Limpeza Urbana (Limpurb). Estes fazem roçagem em canteiros próximo a canais, além de remoção de entulho e de materiais descartados em via pública para eliminar potenciais depósitos de larvas do Aedes.
Os bairros contemplados serão São Cristóvão, Mussurunga, Curralinho, Ondina, Alto do Cabrito, Curuzu, Paripe e Coutos. A previsão é que mais de 70 mil imóveis sejam visitados durante a Semana Nacional de Combate ao Aedes aegypti.
“Estamos nos aproximando do período de maior risco de infestação das arboviroses, que é o verão. Os cuidado têm que ser redobrados, pois, é quando há pancadas de chuvas e elevação das temperaturas, ou seja, tudo o que o mosquito precisa para que os ovos eclodam”, reforça Andrea Salvador. No último dia da mobilização, na sexta (6), haverá um evento de encerramento na Praça Irmã Dulce, na Cidade Baixa, com estandes e atividades voltadas para crianças.
Índice de infestação – O último Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), realizado pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), revelou que a capital baiana apontou ainda que o Índice de Infestação Predial (IIP) no município teve uma redução em relação ao levantamento anterior realizado em julho desse ano, onde de 2,7% para 2,2%. Ou seja, a cada 100 imóveis visitados, aproximadamente dois apresentaram focos do mosquito. Salvador reduziu também o número de bairros com alto risco endêmico, passando de 14 para nove localidades com indicador acima de 4%.
Sensível sobre a importância da doação de sangue, 20 agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) realizaram um gesto coletivo, nesta segunda-feira (25), Dia Nacional do Doador de Sangue. Além dos agentes, participaram também do ato solidário o superintendente municipal de Segurança Urbana e Prevenção à Violência, Maurício Lima, o inspetor-geral da corporação, Alysson Carvalho. O mutirão de doações promovido pelo segundo ano consecutivo ocorreu no Instituto de Hematologia da Bahia (Iheba), em Nazaré. Todas as bolsas serão encaminhadas para o estoque do Hospital Municipal de Salvador, localizado em Boca da Mata.
O primeiro a sentar na cadeira de doador foi o inspetor-geral. Segundo ele, o gesto ilustra o cuidado da GCM em zelas pelas pessoas. “Nossa missão vai além de zelar pela cidade e pelo patrimônio. Cuidamos de gente e doar sangue é uma prática que salva vidas. Não poderíamos fazer diferente. Temos o papel de também ajudar a conscientizar a sociedade sobre a importância de ajudar o próximo”, frisou.
Há dois anos, a guarda Lilian Souza, 34 anos, que atua no setor de transportes, passou a ser doadora voluntária da Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba). Assim que foi informada sobre à campanha da Guarda, logo se prontificou a participar. “Podemos sim fazer a diferença nas vidas das pessoas. Para nós é tão pouco, tão simples, mas para que está precisando é algo grandioso e importante. Fiquei muito feliz em poder me juntar aos meus colegas da Guarda e dar a nossa valiosa contribuição”, disse.
Solidariedade - Para o superintendente Maurício Lima, a participação da Guarda na campanha demonstra o grau de comprometimento da instituição com as questões sociais. “Nosso papel é fazer o bem. Além de cuidarmos da segurança e proteção do cidadão, temos uma enorme preocupação em pregar valores de humanidade. A doação de sangue é um ato de amor e para nós é muito valioso poder fazer parte de um momento como esse”, salientou, lembrando que há dois anos a GCM organiza o mutirão de doações.
A iniciativa é sempre realizada em parceria com Hospital Municipal de Salvador. De acordo com o diretor da instituição, Gustavo Mettig, que também se voluntariou a doar, a ação é de suma importância para o banco de sangue do hospital. “Para nós é valoroso demais receber as bolsas. Precisamos mesmo reforçar o estoque. Lembrando que nessa época temos festas, mais acidentes e tantas outras demandas. Agradeço muito essa parceria com a GM, além de podermos dar exemplo para toda a sociedade sobre a importância de doar sangue”, afirmou.
O Verão, estação mais quente do ano, é a época em que Salvador fica com as praias lotadas e, diariamente, acontecem shows e ensaios da estação em vários cantos da cidade, inclusive o Festival Virada Salvador. Todo esse agito reforça a necessidade de se preocupar com os alimentos ingeridos para ter disposição e evitar situações como infecções intestinais e desconforto abdominal.
A nutricionista da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Ana Kelly Amaral, reforça alguns cuidados que se deve ter com a alimentação. “Diante das altas temperaturas, não podemos esquecer da importância da hidratação e atividades físicas como a caminhada. É indispensável ingerir uma média de dois a três litros de água diariamente, principalmente por ser uma época em que as pessoas costumam consumir mais bebidas alcoólicas, grande causador da desidratação. Além disso, frutas que são ricas em água como melancia, melão, abacaxi e maçã também contribuem para manter o corpo hidratado”, explica.
Já para garantir regularização do intestino e o fornecimento de vitaminas para o corpo é preciso correr das frituras, guloseimas e açucarados e dá espaço para refeições mais leves. “É recomendado fazer de cinco a seis pequenas refeições ao longo do dia, apostando nos cereais integrais e nas frutas. Durante o almoço e o jantar deve ser incluído o consumo de legumes e verduras, que são alimentos pouco calóricos e cheios de vitaminas e minerais, assim como carnes magras, a exemplo do músculo e peixes que são ricos em proteínas essenciais para o nosso organismo”, afirma Ana Kelly.
Na hora de adquirir alimentos na mão de vendedores ambulantes, principalmente nas praias e em shows, é preciso ter muito cuidado quanto às condições de consumo dos comestíveis. “Deve-se observar o aspecto e o cheiro desses alimentos, assim como a embalagem e validade. Também é necessário evitar comidas expostas como camarões e salgados”, reforça.
Para os que não perdem uma festa durante o verão, como o Festival Virada Salvador, a nutricionista também orienta ao que consumir durante esses eventos. “Nas festas não temos tantas opções de alimentos saudáveis. O interessante é fazer uma alimentação antes, em casa, com alimentos leves como um sanduíche natural, com pão integral e peito de peru, e evitar embutidos. Já durante os shows devem ser evitadas frituras”, explica.
Os cuidados com a alimentação e com o corpo devem ultrapassar o verão e ser mantido durante todo o ano. “Apesar dos cuidados durante essa estação, nossa alimentação não pode se transformar somente em um projeto de verão. É uma prática que deve ser adotada em todas as épocas do ano, para que possamos aproveitar a vida com mais saúde e tranquilidade”, finaliza a nutricionista.
Neste Novembro Azul, mês alusivo à prevenção e combate ao câncer de próstata, a Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (Sempre), em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), já realizou 336 atendimentos gratuitos com foco na atenção integral à saúde do homem. Os participantes foram os acolhidos das Unidades de Acolhimento Institucional (UAIs) para Adultos e Famílias em Situação de Rua.
Durante iniciativa, foram feitos 83 atendimentos médicos, 91 testes rápidos de HIV, sífilis e hepatites B e C, 129 testes de glicemia e aferição de pressão arterial, 78 avaliações de saúde bucal e 85 emissões do cartão SUS. As UAIs realizaram, ainda, palestras educativas, roda de conversas, distribuição de preservativos e lubrificantes.
A secretária da Sempre, Ana Paula Matos, destacou a relevância da campanha do Novembro Azul, que superou as expectativas. “Promover iniciativas de fortalecimento e acesso à rede básica de saúde é fundamental. Perceber, ainda, que, conseguimos estimular expressiva participação do público é gratificante”, comemorou.
Para atender a demanda da comunidade, os serviços de saúde ofertados na Associação Pleno Cidadão – ASPEC Ribeira foram abertos para os moradores do bairro e adjacências. Além da unidade na Cidade Baixa, a campanha também passou neste mês de novembro pela UAU Pau da Lima, no dia 5; UAI Aspec Pituaçu, no dia 6; e a UAI Andra I, no dia 13.
“Uma vez que a população em situação de rua, em sua maioria, é formada por homens, fomentar ações de conscientização e prevenir possíveis agravos é de extrema importância”, afirmou a diretora de Proteção Social Especial da pasta, Juliana Portela.
Raimundo Oliveira, 38 anos, foi atendido na UAI Ribeira e agradeceu a oportunidade de receber atendimentos gratuitos. "Acho importante porque nós, homens, costumamos sempre deixar para depois os assuntos relacionados à saúde e temos esse momento para cuidar da gente. Na rua, temos muitas dificuldades e ter um local onde podemos ter esses serviços é muito bom e traz dignidade para nós", disse.
Colocar as mãos na terra para plantar, sentir o aroma dos vegetais frescos e acompanhar o desenvolvimento de hortaliças e verduras, por exemplo, pode ser um processo que, além de incentivar hábitos alimentares mais saudáveis, contribui para a autoestima, fortalecimento de vínculos em sociedade e colabora com a saúde mental. Estes são apenas alguns dos efeitos relatados por voluntários que cuidam de hortas ao serem questionados sobre os benefícios da hortoterapia. O movimento vem crescendo nos últimos anos em Salvador com a implantação de hortas urbanas pela Secretaria de Sustentabilidade, Inovação e Resiliência (Secis).
Em atividade há três anos, a horta urbana situada na Avenida Paulo VI (Pituba), desenvolvida por cidadãos em parceria com a Prefeitura, é exemplo de como um ambiente degradado pode ser transformado e ainda contribuir socialmente. A área de 11,5 mil m², usada anteriormente apenas para descarte irregular de lixo, hoje abriga uma gama de espécies de vegetais, desde árvores frutíferas, plantas medicinais, hortaliças, legumes e verduras.
Em média, são colhidos por semana, aproximadamente, 20 kg de alimentos que são inteiramente doados a instituições que cuidam de idosos carentes de sete locais de Salvador. O trabalho contribui não apenas com o alimento em si, mas com uma alimentação saudável, variada e sem o uso de químicos.
Sensações – Idealizador da horta na Pituba, Wilson Brandão contou que a hortoterapia vai além do cultivo, pois estreita laços humanos e possibilita um olhar mais apurado sobre a vida. “Essa conexão que se estabelece entre as pessoas [voluntários] e o fato de mexer com a terra transforma as pessoas, acalma, tira o foco dos problemas. A gente entra aqui e percebe um clima diferente. Com o tempo, você não consegue mais ouvir o barulho externo do trânsito, por exemplo, porque o barulho dos pássaros, dos insetos e do local em si toma conta”, explica.
Além de refúgio para mais de 30 voluntários que se revezam para cuidar do espaço e de contribuir socialmente com as doações para as instituições, o local ainda recebe grupos de crianças com idade entre cinco a dez anos para promover um primeiro contato com a natureza. A intenção é mostrar a importância da mudança de hábitos que podem preservar o ecossistema.
A aposentada Georgina Tachart, 62 anos, mora no bairro do Rio Vermelho, mas faz questão de colaborar com o projeto e destaca que ele é a própria terapia. “Precisamos de um contato maior com a natureza e, vivendo na cidade, isso é um pouco difícil. Chegando aqui é como se a gente voltasse para a roça, sendo que é dentro da cidade. É uma experiência maravilhosa de sentir os perfumes, respirar o aroma que sai das ervas quando a gente está regando, a gente vê borboleta, passarinhos... É uma experiência visual, olfativa e sensitiva quando a gente lida com a terra”, conta entusiasmada.
Psicossocial – Desde 2017 o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Aristides Novis, no Engenho Velho de Brotas, aderiu à hortoterapia como recurso para dar mais qualidade de vida aos atendidos na unidade. A nutricionista do serviço, Maria de Lourdes Freitas, explica que os benefícios de ter uma horta começam a ser percebidos quando o usuário vê nascer coisas que antes só via na geladeira, na panela ou em gôndolas de supermercados. "Inicialmente nós começamos fazendo educação nutricional, então falávamos dos benefícios de se comer frutas, verduras e legumes, de utilizar os alimentos mais naturais e, a partir da horta, conseguimos aliar a fala com a prática. Eles foram se apoderando da horta, cuidando e levando para casa alguns itens".
Ela destaca também que usuários com problemas de excesso de peso e hipertensão, por exemplo, já estão repensando o estilo de vida e adaptando a alimentação. Alguns, inclusive, aderiram à prática de ter uma horta em casa. Lourdes explicou que a produção ainda é pequena, mas que os usuários já tiveram a experiência do plantio de itens como maxixe, quiabo, rúcula e até milho.
Para a psicóloga Ana Luiza Rubini, a hortoterapia possibilita uma nova visão sobre si mesmo. Ela explicou que a atividade tem sido muito válida e tem impactado positivamente os usuários da unidade de diversas maneiras. Uma delas é proporcionar a sensação de serem sujeitos pertencentes a um grupo, que não apenas plantam, mas que têm um propósito e sentido com a escolha das mudas. Isso, por exemplo, traz empoderamento a eles sobre a própria saúde.
Hoje é possível encontrar no local vegetais como manjericão, alecrim, cebolinha, hortelã, alfavaca, língua de vaca, alho, boldo, capim-santo e alface. Aproximadamente 20 pessoas utilizam a horta como recurso terapêutico durante a semana.
Nesta quinta-feira (21), das 8h às 17h, os acolhidos da Unidade de Acolhimento Institucional (UAI) da Ribeira receberão serviços gratuitos disponibilizados pela Prefeitura, através da Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (Sempre) e Secretaria de Saúde (SMS). A ação será realizada em função da campanha Novembro Azul e visa reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata.
Serão disponibilizadas consultas com médico clínico e serviços como aferição de pressão arterial, teste rápido para detecção de doenças sexualmente transmissíveis com aconselhamento, caso necessário, exame para detectar a tuberculose, atualização do calendário vacinal e orientação em saúde bucal.
Além disso, haverá distribuição de preservativos, palestras educativas e emissão de cartão do SUS. A ação já passou pelas unidades de acolhimento de Pau da Lima, Aspec Pituaçu e Adra I, e contará com uma equipe de enfermeiros, técnicos de enfermagem, médico, dentista e técnicos da UAI.
Hospital Municipal – Cerca de 850 vagas para consultas com urologista e aproximadamente mil vagas para exames de ultrassonografias da próstata, bolsa escrotal e do aparelho urinário serão ofertadas pelo Hospital Municipal de Salvador (HMS) durante o mês de novembro. Para ter acesso, os agendamentos podem ser feitos de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, nas 140 unidades básicas de saúde do município.
Na Semana que antecede o Dia Nacional do Diabetes, que ocorre no dia 14 de novembro, a profissional da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Jenine Mendes, dá dicas para prevenir e tratar a doença. Atualmente, 28.695 pessoas em Salvador estão cadastradas nas Unidades de Saúde da Família (USF) para acompanhamento da doença. O número de pessoas atendidas é ainda maior, pois o cadastro não abrange pacientes de urgência e emergência.
O diabetes é uma doença crônica não transmissível causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo. Em Salvador, as pessoas portadoras da doença têm o acompanhamento diário de multiprofissionais, a exemplo de médicos, enfermeiros e odontólogos das USFs e equipe de multiprofissionais do Núcleo de Apoio à Saúde da Família. Quando necessário, os usuários são encaminhados para os multicentros, para atendimento com especialistas.
Quem é diagnosticado com diabetes tipo 1, doença de origem autoimune, é encaminhado para o Centro de Referência Estadual para Assistência ao Diabetes e Endocrinologia (Cedeba). A principal diferença entre o tipo 1 e o tipo 2 é que, no tipo 1, o pâncreas deixa definitivamente de produzir insulina. No tipo 2, o pâncreas produz a insulina, mas ela é insuficiente e não pode ser plenamente metabolizada pelo organismo em decorrência da resistência que ocorre nos órgãos e músculos do indivíduo.
Sintomas e prevenção – Segundo Jenine, que é enfermeira e técnica do campo temático Doenças Crônicas não Transmissíveis, os principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença são excesso de peso, má alimentação, histórico familiar, sedentarismo e hipertensão. Os sinais de alerta da doença são a urina frequente, fadiga, perda de peso, sede excessiva e fome aumentada.
Para a prevenção e os cuidados, Jenine recomenda que as pessoas procurem ter hábitos saudáveis de vida. “É essencial praticar mais atividade física, consumir mais frutas, legumes e vegetais e ter acompanhamento, pelo menos uma vez ao ano, para verificar os fatores de risco relacionados ao diabetes e à pressão alta. Com a detecção precoce, o paciente consegue evitar a progressão da doença e as complicações acarretadas por ela”, afirma.
O diabetes provoca complicações como as lesões nos pés e pernas, em alguns casos levando à amputação, retinopatia diabética, a neuropatia diabética e a doença renal crônica. Nos casos mais graves, a doença pode levar à morte.
Melhora – Para evitar a progressão e as complicações da doença, a aposentada Nancy de Oliveira, de 58 anos, frequenta mensalmente a reunião com os profissionais da Unidade Básica de Saúde do Barbalho. Desde que iniciou o acompanhamento, ela teve uma sensível melhora. O nível de glicose no sangue, que já esteve em 800 miligramas por decilitro, reduziu para 128 miligramas por decilitro, valor próximo à quantidade normal em jejum, que é inferior a 99 mg/dl.
“Nós temos o acompanhamento do pessoal da nutrição e da enfermagem. Eles verificam nosso peso, altura, pressão, glicemia. Passam dieta, recomendam chás e fazem interação em grupo. É muito bom. A gente aprende que tudo moderado nessa vida dá resultado”, diz Nancy, contente com o efeito do tratamento.
Unidades – Quem ainda não é acompanhado pode se dirigir a uma das 93 Unidades de Saúde da Família do município ou a uma das 47 Unidades Básicas, e conversar com o médico para ter o diagnóstico e indicação do tratamento adequado.
Um atendimento especializado com uma equipe multidisciplinar para pacientes portadores de asma crônica. O Programa para o Controle da Asma (ProAR) é fruto de uma parceria entre a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e a Universidade Federal da Bahia (Ufba), e atende mensalmente mil pacientes, no Multicentro Carlos Gomes, localizado no Centro. Além dos doentes cadastrados, o programa recebe uma média de 20 portadores de asma encaminhados por emergências e unidades básicas de saúde. Desde 2006, a SMS atende e acompanha as pessoas diagnosticadas com a forma mais grave da doença que acomete de 3 a 5% da população da Bahia.
Para o jovem João Ricardo Rodrigues, 19 anos, a asma sempre foi um pesadelo. Identificado com a doença desde nascimento e com constante dificuldade de respirar, precisa tomar medicações e se manter distante das partidas de futebol. No entanto, há quase um ano, desde quando passou a ser atendido pelo ProAr, tem visto a vida mudar. “Eu tenho voltado a fazer coisas que não fazia há muito tempo. Aqui recebo o acompanhamento e a medicação certinha e isso tem feito muita diferença nos meus dias”, revelou o jovem que a cada três meses passa por consultas com pneumologista e farmacêutico para ajustar as doses das medicações.
O paciente que chega ao ProAr é submetido a uma triagem e em seguida atendido por um pneumologista que solicita exames de sangue, radiografia dos pulmões, espirometria e testes alérgicos. Após os resultados, se ficar comprovada a gravidade da doença, ele é admitido e passar a integrar o programa. Durante o acompanhamento no Multicentro, o paciente passa por consultas frequentes e tem o suporte devido com exames, prescrição e dispensação de remédios.
Para o coordenador do programa, o médico pneumologista Ademir Machado, o serviço como o ProAr é fundamental para o controle dos doentes que sofrem com a forma crônica da doença. “Temos um percentual de quase 5% da população baiana com a asma grave. A patologia, se não tratada, pode tapar a glote e matar. Sem falar que pacientes não controlados muitas vezes deixam de ir à escola e em algumas situações são afastados do trabalho. Os assistidos reduzem a morbidade, as hospitalizações e diminuem os gastos públicos com possíveis complicações”, alerta o médico.
Capacitação profissional – Atualmente, a equipe do ProAr atua com dois assistentes sociais, dois farmacêuticos, uma enfermeira e quatro pneumologistas. Para melhor atender os pacientes asmáticos, a Prefeitura promoverá uma capacitação dia 23, às 8h, no Auditório do Instituto de Ciências da Saúde, situado na Rua Reitor Miguel Calmon, s/n, Vale do Canela. O curso será para profissionais médicos, enfermeiros, assistentes sociais, preparadores físicos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, dentre outras especialidades da área de saúde.
Serão dois módulos, um deles teórico, com duração de 8h e que habilita para a realização do segundo módulo, prático, que tem duração de 30 dias. Será emitido certificado para quem concluir o curso. Os participantes submetidos à etapa teórica passarão a desenvolver atividades de capacitação e treinamento em serviço na central ambulatorial de referência do ProAR, com carga horária total de 40h.
As atividades são subdivididas em atendimento ambulatorial de asmáticos graves com discussão de casos; observação das consultas farmacêuticas; observação da dinâmica de consultas de enfermagem; participação nas sessões clínicas semanais; participação das sessões de educação para saúde para pacientes e familiares; técnicas de realização de espirometrias e interpretação de resultados.
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