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Participaram do curso os profissionais da área de saúde que irão prestar serviços durante as Olimpíadas em Salvador

Nesta terça-feira (31), a Vigilância Sanitária, vinculada à Secretaria Municipal da Saúde, realizou um treinamento contra acidentes químicos para os profissionais da área de saúde que irão prestar serviços nas Olimpíadas do Rio de Janeiro 2016, em Salvador, no mês de agosto. A capital baiana receberá 10 jogos.

Apesar de o Brasil não ter histórico de ataque de agentes químicos, biológicos, radioativos e nuclear, os jogos são um evento que pode atrair esse tipo de ação, afirmou a coordenadora da Vigilância Sanitária, Karina Queiroz. "Pode-se ter a chance de 0,1% de probabilidade de acontecer algo ou 99%. A preparação tem que ser a mesma", completou.

Segundo Karina Queiroz, “todos os eventos de massa, eles têm como diretriz para os eventos como a Copa do Mundo, Copa das Confederações e as Olimpíadas que vêm ai, fazer um treinamento em acidentes químicos, biológicos e radioativos que possam existir numa situação desse evento aqui em Salvador. Nesse treinamento, são passados quais são os procedimentos padrões que os profissionais deverão ter ou como eles deverão avaliar o risco sanitário, para a ocorrência de um acidente como esse. A intenção é qualificar todos os profissionais para essa atividade e que durante os seis dias de jogos, nós possamos estar atento”.  A coordenadora disse também que o evento segue uma diretriz nacional, para que todas as cidades que vão receber esse evento tenham o mesmo procedimento padrão.

Os riscos - Mirlene Bertora, profissional de atendimento integrado da Vigilância Sanitária, participou do treinamento. "Eu desconhecia todos esses riscos que estamos expostos no nosso cotidiano. Riscos químicos, físicos, biológicos e radioativos que podem comprometer a saúde de toda a população, principalmente em grandes eventos".

Mirlene comentou que a proposta do treinamento é discutir o que pode acontecer, "e que medidas iniciais, nós da Vigilância Sanitária, enquanto profissionais de saúde, poderíamos tomar para minimizar essa situação. Essa é a maior importância, esclarecer onde estão os riscos e que medidas podem ser adotadas", concluiu.

O subcoordenador de Vigilância em Saúde Ambiental, Lorenzo Ricardo Oliveira, falou, durante o treinamento, das ações integradas de vigilância a saúde em relação a desastres e acidentes de produtos químicos, biológicos, radioativos e nucleares. “A gente coordena um salão de situação quando esses eventos acontecem, então qual é o procedimento padrão: é capacitar o técnico de maneira que ele possa identificar que tipo de arma química ou substância química ocorreu no evento, se é uma substância radioativa, radiológica ou biológica. Nosso intuito é que sejam capazes de identificar e traçar procedimentos padrões”.

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