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O Comitê Municipal para os Jogos Olímpicos, com vistas à segurança dos torneios de futebol que serão realizados em Salvador de 4 a 13 de agosto, participa até este sábado (4) do Curso SCI (Sistema de Comando de Incidentes), que promove o gerenciamento ordenado e sistematizado das ações dos agentes que atuam após desastres de massa. Realizado no Centro de Estudos do Departamento da Polícia Técnica (DPT) da Bahia, o curso é um preparatório para o II Congresso Internacional de Desastres em Massas – Segurança para Grandes Eventos, a ser realizado de 10 a 12 de junho, no Hotel Fiesta e na Arena Fonte Nova.

Com aproximadamente 70 participantes das forças de segurança das esferas federal, estadual e municipal que atuarão no tornei olímpico de futebol, em Salvador, o SCI foi criado pela Guarda Costeira Americana e oferece um modelo de gestão de desastres, buscando a integração das forças e organização envolvidas nas ações de prevenção e resgate.

“O CSI é voltado para o planejamento do Congresso que tem como cenário os Jogos Olímpicos e no qual exploraremos como conteúdos o terrorismo e contraterrorismo; defesa química, biológica, radioativa e nuclear; e um grande simulado de atentado terrorista”, esclarece o professor de Medicina e Odontologia Legal da UEFS, Jeidson Marques, coordenador do CSI.

Na avaliação do secretário Jorge Khoury (Salvador, Cidade Global), embora Salvador tenha expertise em grandes eventos com grande concentração e público, os Jogos Olímpicos têm particularidades, especialmente no operacional. “Todos os agentes precisam estar articulados, uma vez que atuarão em conjunto. É interessante que tenhamos conhecimento do SCI, modelo criado pela Guarda Costeira Americana, pois nos Jogos Olímpicos protocolos internacionais são incorporados”, observa o Secretário.

Pelo Comitê Municipal para os Jogos Olímpicos, participaram curso agentes da Guarda Militar, a Vigilância Sanitária, da Transalvador e da Samu. “Esse treinamento é importante porque une todos os grupos táticos envolvidos nessas situações de múltiplas vidas”, observou Jeane Mattos, enfermeira da Samu.

A Vigilância Sanitária, que tem importante papel nesse cenário, atuando dentro e fora do estádio, também participa do CSI, representando as forças de segurança da Prefeitura. “Em eventos dessa natureza que extrapolam a segurança alimentar são muitos os aspectos envolvidos. Trabalhamos na prevenção. As possibilidades permeiam os Jogos e precisamos do controle”, esclarece Ana Leiro, chefe da Vigilância Sanitária do Centro Histórico, da Secretaria Municipal de Saúde.

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