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Salvador possui dez Restaurantes Populares Vida Nova que servem 88 mil refeições por mês gratuitamente para pessoas em situação de vulnerabilidade social. Pilar fundamental da política de segurança alimentar e nutricional da capital baiana, a iniciativa foi apresentada, nesta segunda-feira (14), durante a abertura do projeto “Oficina Alimenta Cidade”, no Arquivo Público de Salvador, no Comércio. A programação do evento segue até esta terça-feira (15).

Além da presença de representantes de órgãos municipais, os debates contaram com a participação de representantes do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Para o titular da Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esporte e Lazer (Sempre), Júnior Magalhães, o encontro é fundamental para troca de experiências e elaboração de novos projetos em relação à segurança alimentar e nutricional no município.

“Momento essencial para preparar um diagnóstico identificando os principais desafios. Já adianto que temos o objetivo ampliar a oferta da alimentação saudável e acompanhamento socionutricional para a população da cidade”, disse.

A Coordenadoria de Saúde Alimentar (Cosan), ligada à Sempre, é responsável pelo acompanhamento nutricional dos restaurantes populares. De acordo com a coordenadora do setor, Karine Santos, também presente na oficina, o encontro agrega bastante nas ações de segurança alimentar já desenvolvidas em Salvador.

“Estamos buscando ideias que possam se somar as nossas. A oficina possibilita a união de pensamentos, inclusive com trocas entre nossas próprias secretarias”, pontuou a gestora.

Durante a apresentação, Karine fez questão de descrever o sucesso da política alimentar desenvolvida através dos Restaurantes Populares da cidade. “São 4,4 mil refeições diariamente. Temos muito a fazer ainda, mas a gente sabe que já conseguimos fazer a diferença na vida de milhares de pessoas, ofertando o mínimo de dignidade”, concluiu.

Outras ações - Além dos restaurantes, Salvador fomenta a política pública de segurança alimentar e nutricional, através da manutenção de 32 mercados municipais e feiras livres, pontos comerciais que ofertam alimentos saudáveis à população e incentivam a produção e Agricultura Familiar. “São ações de valorização da produção local de alimentos e incentivo a cultura regional, contribuindo assim, para a redução do número de pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional na capital baiana, aliando a isso, a oferta de serviços socioassistenciais e de fomento a geração de emprego e renda, proporcionando assim estruturas favoráveis a superação das condições de vulnerabilidade social e desenvolvimento da autonomia dos indivíduos”, concluiu o secretário.

Para a nutricionista técnica da Cosan, Emília Coelho, a realização da Oficina Alimenta Cidades é um marco muito importante para a política pública nutricional de Salvador. “Segurança alimentar e nutricional não se faz sozinho. É preciso envolver várias secretarias e a sociedade civil. O conceito é muito maior do que só matar a fome. É pensar numa cidade mais sustentável, é pensar em ter acesso a alimentos mais saudáveis. Momento fundamental de discussão sobre quais medidas a gente vai adotar depois desse encontro”, assinalou a especialista, destacando o trabalho nutricional já desenvolvido nas cozinhas das escolas municipais e nas 55 hortas comunitárias espalhadas pela cidade.

Também presente na oficina, o secretário de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), Ivan Euler, explicou como a instalação de hortas e pomares fortalece a política sustentável adotada em Salvador. “Nosso desafio é apoiar a comunidade na implantação de hortas comunitárias e comerciais. Geramos o alimento e criamos bolsões verdes e sustentáveis. Só ano passado foram mais de 20 novas hortas”, afirmou o gestor.

A programação nos dois dias de evento envolve o diálogo e co-criação entre representantes governamentais, da sociedade civil e demais atores locais para aprofundar e finalizar o diagnóstico situacional da agenda alimentar urbana e das políticas, programas e ações de segurança alimentar e nutricional do município, construir um entendimento comum sobre os desafios e oportunidades, e identificar prioridades para o desenho pelas cidades de sua rota de implementação da Estratégia Alimenta Cidades.

Reportagem: Ana Virgínia Vilalva e Camila Vieira/Secom PMS

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