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Como decorrência da participação na Rede Cidades Resilientes, Salvador foi selecionada pelo Urban Ocean para sediar workshop sobre inovações na área de resiliência, em especial na redução do consumo de plástico. A reunião, que ocorreu no espaço Colabore, no Parque da Cidade, faz parte da implantação de iniciativas junto ao Urban Ocean, que procura desenvolver o conhecimento sobre as quantidades alarmantes de plástico nos oceanos, ajudando cidades a desenvolver projetos que promovam sua sustentabilidade.

Coincidentemente este é o segundo projeto de uma diferente instituição internacional voltado para redução do consumo de plástico a acontecer em Salvador recentemente, em paralelo ao “Soluções de circularidade para a poluição por plásticos”, do Fundo Ambiental Global (GEF na sigla em inglês), demonstrando o envolvimento da capital baiana nesta discussão em caráter internacional.

Ivan Euller, subsecretário da Secretaria de Sustentabilidade, Resiliência e Bem-estar e Proteção Animal (Secis), explica a importância de projetos como estes: “Extremamente importante a oportunidade de acontecerem dois projetos ao mesmo tempo, para que possamos construir um projeto para a Cidade de Salvador buscando reduzir a questão dos plásticos, principalmente o plástico de uso único, que a Prefeitura já vem trabalhando, já temos legislação que faz a proibição das sacolas plásticas nos supermercados e agora uma lei para proibição dos canudos plásticos em bares e restaurantes. A gente vem avançando e com esses projetos, podemos ter um projeto piloto que vai ser aplicado para toda a Salvador para reduzir o consumo e o desperdício do plástico na cidade”.

Malcolm Robinson Campbell, manager programs and engagement da Resilient Cities Network, a rede de cidades resilientes, relata o funcionamento do Urban Ocean: “A ideia do Urban Ocean é fazer primeiro uma etapa de análise, de diagnóstico, que é desenvolvido pela Universidade de Georgia, nos Estados Unidos, liderado por Dra. Jenna Jambeck. Nesse processo o foco é entender quais são as dificuldades, os desafios, as oportunidades de cada cidade. Em seguida é feito um protocolo com intuito de avaliar a circularidade da cidade, fazendo um levantamento de dados, perguntando nas lojas o que eles estão vendendo, fazendo entrevistas. Disso são extraídas análises quantitativas e qualitativas e ali saem recomendações, oportunidades. Com isso a gente chega onde estamos hoje, a ideia dessa etapa é analisar o que a cidade vem fazendo e dali tirar algumas ações prioritárias para a gente afunilar de acordo com o impacto que pode ter para a cidade”.

Já Daniel Padilla Ochoa, diretor de projeto do Urban Ocean em Ocean Conservancy, explica a inclusão de Salvador nesse processo: “São 50 cidades no mundo, em mais de 14 países que participam desses estudos pela redução do consumo de resíduos. As cidades são selecionadas primeiro por demonstrar interesse e comprometimento com o tema de resiliência e redução do consumo, seja de plástico ou outros resíduos e também através da análise de um interesse de corporações em cooperar com esse processo naquele local. Então, com esses resultados nós podemos identificar onde atuar, por exemplo, em Salvador”.

Saville Alves, fundadora da SOLOS, que mediou o workshop e é uma startup de impacto, originária de Salvador, que atende operações no Brasil inteiro para promover a reciclagem, destaca a relevância de momentos como este workshop: “Nossa expectativa é ao final do encontro lançar aí uma priorização de oportunidades para que a gente na próxima etapa consiga testar isso no formato de uma iniciativa piloto e coletar análise de resultados para que efetivamente a gente consiga construir um programa envolvendo esses diversos atores, a Prefeitura, as cooperativas de reciclagem, indústrias, comércios, que a gente consiga de fato ter essa implementação e perceba como o plástico seja efetivamente reintroduzido nas cadeias produtivas da reciclagem”.

O próximo passo do processo será um novo encontro, a ser realizado em breve, de maneira participativa, envolvendo outras secretarias municipais, a sociedade civil, a academia, apresentando um número já mais reduzido de soluções extraídas do último encontro, bem como promover a escuta.

 

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