As quatro equipes especiais montadas pela Prefeitura prosseguem na atuação das áreas consideradas mais críticas da cidade.
As quatro equipes especiais montadas pela Prefeitura prosseguem na atuação das áreas consideradas mais críticas da cidade. Os grupos, compostos por técnicos municipais, estaduais e o Exército, fazem a avaliação dos locais e dão suporte às vítimas da chuva que caem na capital baiana desde o início da semana. Somente na região conhecida como Barro Branco e na Fazenda Grande do Retiro, nas proximidades da garagem da empresa de ônibus São Luiz, já foram vistoriados 48 imóveis.
De acordo com o engenheiro de segurança da Defesa Civil de Salvador (Codesal), José Casqueiro, a vistoria é feita de casa em casa, para avaliar possíveis riscos de desabamento. “Estamos indo em campo e as casas que estão em risco solicitamos a retirada das pessoas do imóvel em 24 horas”, salientou. Os imóveis que já foram condenados após avaliação técnica serão demolidos. Já casas mais próximas do foco do deslizamento serão avaliadas e, caso também ofereçam risco os moradores também serão orientados a deixar o local.
Os psicólogos e assistentes socais prestam ajuda às famílias. Elas são cadastradas para serem inclusas em programas sociais e encaminhadas para receberem o auxílio emergencial. Há 28 anos no local, uma moradora que não quis se identificar era uma das pessoas com imóvel avaliado pelos engenheiros. Com a estrutura da casa danificada por rachaduras após o deslizamento da última segunda-feira (27), o medo é que um novo acidente aconteça. Na Avenida Guadalajara, transversal ao Barro Branco, mais de dez casas correm o risco de cair por causa de uma casa que ameaça desabar.
