Carnaval

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A Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult) montou uma operação especial para receber turistas no Carnaval de 2024. A iniciativa acontece na Rodoviária, na região da Avenida ACM e no Aeroporto Internacional de Salvador. Na Rodoviária, por exemplo, os foliões visitantes são recebidos pelo receptivo com uma ação de leitura de QR Code de pesquisa sobre a folia, além de distribuição de brindes.

Direto de Garanhuns, em Pernambuco, a família Montebelo encarou 12 horas de viagem até a capital baiana. A jovem Maria Luiza, de 18 anos, estava acompanhada dos pais e demonstrava entusiasmo com a primeira vez no Carnaval. Ela aguardava ansiosa para ver Anitta, Léo Santana, Parangolé e Bell Marques. "Vamos para a Barra todos os dias, mas estamos hospedados aqui perto da rodoviária".

Oriunda de Teresina, no Piauí, a recepcionista Elaine de Oliveira Sousa, de 53 anos, retornou à folia soteropolitana depois de um longo período sem vir à cidade. “Vou curtir todos os dias em todos os circuitos. Vim com meu filho, minha nora e meu neto, e vamos encontrar minha irmã que está aqui. Estamos hospedados na Barra, queremos aproveitar cada minuto".

O estudante Breno Azevedo, de 18 anos, veio de Feira de Santana passar o Carnaval pela segunda vez em Salvador. "Vim curtir, vou atrás de Bell Marques e aproveitar lá na Barra. Vou com os meus amigos para o Carnaval enquanto minha mãe espera em casa". 

No Aeroporto, tem gente que já chega direto para retirar o abadá no aeroporto, onde também é possível customizar a fantasia antes de seguir para o hotel, ou apartamento onde ficará hospedado. A servidora pública Lindiane Frazão, de Porto Velho, em Rondônia, veio aproveitar pela primeira vez o Carnaval na cidade.

"É uma realização. A gente sempre teve vontade de vir e esperamos curtir bastante este Carnaval. Vamos ficar sete dias na cidade curtindo blocos de Léo Santana, Xandy e camarotes. Estou muito ansiosa", declarou.

Também pela primeira vez em Salvador, a educadora física Ana Flávia Leão, de 39 anos, veio de Belo Horizonte, em Minas Gerais, e não escondia a ansiedade. "Vou pular todos os dias. O Carnaval de Salvador é o melhor do mundo. Desde pequena sou apaixonada, mas nunca tinha vindo para o Carnaval. Comprei os camarotes e os blocos mais tradicionais para viver a energia da Bahia", afirmou.

O diretor de Turismo da Secult, Gegê Magalhães, avalia positivamente o receptivo da pasta nos terminais de entrada na cidade. "Estamos com um sistema grande de receptivo, com uma loja no Aeroporto de Salvador, no Porto e na Rodoviária, e com monitoramento nas rodovias através dos pedágios, com números de chegadas na cidade. Acreditamos que hoje (sábado, 10), devemos chegar a 100% de ocupação em toda cidade e já tínhamos essa previsão do setor hoteleiro, de chegar a 100%. A cidade está lotada, muitos estrangeiros, é a maior festa popular do planeta e um sucesso total. Nossa missão é entregar uma festa boa para que mais e mais pessoas voltem nos próximos anos", destaca.

 

 

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Atenta ao cenário psicossocial de Salvador no Carnaval, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) traz de forma inédita para a folia de 2024 o Plantão de Acolhimento e Manejo das Urgências e Emergências Psicossociais. A equipe de saúde mental é composta por médico psiquiatra, psicólogo, terapeuta ocupacional, assistente social e enfermeiros, totalizando 34 trabalhadores, que atuam no acolhimento, orientações, prevenção de agravamentos e proteção das pessoas aos danos adicionais diante à situação de urgência e emergência.

Nesta última sexta-feira (8), primeiro dia das atividades, 44 pacientes foram assistidos nos módulos Farol da Barra (13), Sabino Silva (11), Milton Santos (8), Piedade (8) e Montanha (4). Cerca de 95% dos atendimentos foram em adultos, com predominância do sexo feminino (60%). Quando avaliados os tipos de atendimentos, cerca de 51% foram relacionados ao uso de álcool e outras drogas, seguido de 40% relacionados aos transtornos de ansiedade e 9% para transtornos psicóticos.

“Estamos atuando com mais um serviço importante ampliando o acolhimento e cuidado com a população em várias frentes de atuação. Para isso, montamos um time de especialistas em saúde mental para apoiar o trabalho dos profissionais que já atuam nos módulos, prestando um atendimento que deve aumentar a resolutividade dos casos nas próprias unidades do circuito, que já é superior a 94%”, comemorou a vice-prefeita e secretária da Saúde de Salvador, Ana Paula Matos.

O serviço é direcionado para pessoas com intoxicação por álcool e drogas, mulheres em situação de vulnerabilidade por uso de álcool e drogas, adolescentes desacompanhados dos responsáveis, pessoas vítimas de diferentes violências (física, sexual, moral, institucional, de gênero e racial), pessoas com transtorno mental em desorganização psíquica, pessoas em situação de rua, trabalhadores em situação de vulnerabilidade (catadores, cordeiros e ambulantes), casos de ansiedade grave, fobias e quadros de pânico gerados no circuito da festa. Os pacientes são estabilizados e são liberados das unidades já cadastrados na Rede de Atenção Psicossocial do município.

O serviço acontece das 19h às 7h nos módulos de saúde do Farol da Barra, Sabino Silva e Milton Santos, no Circuito Dodô; e Piedade e Montanha, no Circuito Osmar, durante todos os dias de festa.

Texto: Ascom/SMS

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Os foliões mirins que curtiram a folia no Circuito Osmar neste sábado (10) contaram com pontos de hidratação para se refrescar em meio ao calor da cidade, durante a passagem de atrações infantis como a cantora Carla Perez e o Bloco Ibéji. A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) instalou estações com garrafinhas de água na Passarela Nelson Maleiro, iniciativa aprovada por todos. A ação também ocorreu em Ondina, na passagem dos blocos Happy e Teen Gatas e Gatos.

“Esse é o Carnaval da saúde, do cuidado e da prevenção. No início da semana, nos reunimos com a Associação de Blocos Infantis e definimos em conjunto estratégias para o cuidado com a saúde dos nossos pequeninos. A gestão municipal trabalha assim, ouvindo as demandas e ampliando as ações visando dar mais conforto, qualidade, proteção e segurança para as crianças. Pude acompanhar de perto a ação no circuito Osmar e vi o quanto foi bem aceita por todos. Isso gera também um sentimento de acolhimento e cuidado”.

O dançarino do bloco Ibéji, Rodolfo Queiroz, de 24 anos, foi um dos que aprovou a iniciativa. “Saio desde os 16 anos dançando e foi a melhor coisa que a Prefeitura fez, ainda mais eu, que estou dançando. Está muito calor e esse reforço foi muito bom. Inciativa digna”.

A autônoma Bárbara Santana, de 55 anos, estava acompanhada do neto Rafique, de seis anos. “Eu achei isso ótimo, é uma preocupação a mais com as crianças. Eu mesma sempre trago ele para aproveitar a folia e com esse calorão, tá mais do que aprovado”.

A turista mineira Natércia Lajes, de 37 anos, trouxe o filho Bernardo, de 1 ano e quatro meses, para conhecer a festa. “Eu gostei demais da água aqui, é importante a hidratação, ainda mais pequeno assim. O acesso está fácil, está aprovado”.

Outros 11 pontos também foram instalados pela cidade: seis estão no Centro, sendo um na lateral do Teatro Castro Alves, no Garcia; Praça Castro Alves, em frente ao Cine Glauber Rocha; Terreiro de Jesus; Pelourinho, Casa do Benin; Avenida Joana Angélica, calçada da New Odonto; e Largo do Santo Antônio.

Já na Barra, há três pontos: um no Cristo, Rua Airosa Galvão; Porto, calçada do Hospital Espanhol; e Marquês de Caravelas, calçada ao lado da Subway. A Ondina conta com duas áreas, sendo uma delas na Avenida Oceânica, ao lado da Pizza Hut, e na Rua Sabino Silva.

A ação acontece em parceria entre as secretarias da Saúde (SMS), de Gestão (Semge), Cultura e Turismo (Secult), Inovação e Tecnologia (Semit), Sustentabilidade, Resiliência, Bem-estar e Proteção Animal (Secis) e Governo (Segov), além da Empresa Salvador Turismo (Saltur) e Defesa Civil de Salvador (Codesal).

Outras iniciativas - Além dos pontos de hidratação, a Prefeitura segue distribuindo protetores, tanto em sachês quanto em dispensadores, para que os foliões mantenham os cuidados contra os raios solares. Para facilitar o acesso do público, cerca de 30 promotores estão responsáveis pela distribuição dos materiais das 13h às 17h. Também foram instalados cerca de 30 ventiladores pelos principais circuitos da festa.

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O prefeito Bruno Reis participou neste sábado (10) de um almoço com representantes das marcas que patrocinam o Carnaval de Salvador neste ano. Ele agradeceu o apoio dado pelos patrocinadores e disse que eles contribuem para o desenvolvimento da cidade.

“Quero aqui dar uma palavra de agradecimento pelo apoio de vocês. Aqui nessa gestão a gente tem uma parceria forte com a iniciativa privada. A gente reconhece a importância de quem investe e acredita na cidade. Sem o apoio de vocês, a gente não conseguiria realizar uma festa dessa magnitude. São investimentos expressivos”, afirmou.

Bruno salientou que, ao apoiarem o Carnaval, os patrocinadores contribuem com o desenvolvimento da cidade e disse que o modelo desenvolvido em Salvador tem sido copiado por outras capitais. “Esse case é de sucesso, copiado por outras cidades em grandes eventos, seja Carnaval, seja São João”, frisou.

Ele convidou ainda as marcas para outras parcerias na cidade, visando promover o desenvolvimento econômico e a geração de emprego e renda. “Quem quer apostar na cidade e empreendedor tem todo o apoio da Prefeitura. Sempre digo que o maior programa social é desenvolvimento econômico, geração de emprego e renda”, pontuou.

Este ano, patrocinam o Carnaval as seguintes marcas: Brahma, Aposta Ganha, Guaraná, Ifood, Zé Delivery, Mercado Pago, 99Moto, Beats e TV Bahia.

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A história do trio elétrico de Dodô e Osmar e a importância do equipamento para o Carnaval de Salvador e de todo o país chamou a atenção da imprensa internacional. A Associated Press (AP), agência de notícias americana com sede na cidade de Nova York e que produz reportagens para os jornais diários e emissoras de rádio e televisão dos Estados Unidos, publicou uma reportagem, neste sábado (10), sobre a evolução do “carro de som” mais famoso do planeta.

Com o título: “Como um Ford decadente lançou uma revolução musical que varreu o Carnaval do Brasil”, a matéria conta a história dos "gigantescos caminhões de som conhecidos como trios elétricos". O texto exalta a origem dos palcos "andantes", em Salvador, criados na década de 1950 por Adolfo do Nascimento (Dodô) e Osmar Macedo, e a importância da inovação para popularizar o Carnaval, tornando-o mais acessível para todos os públicos.

À reportagem, o presidente da Empresa Salvador Turismo (Saltur), Isaac Edington, comentou sobre a criação de Dodô e Osmar. "O avanço constante dos trios elétricos significava que qualquer pessoa, rica ou pobre, poderia chegar perto o suficiente da música para senti-la pulsar no corpo".

Ainda no texto, a agência de notícias cita os dois principais circuitos, Dodô (Barra/Ondina) e Osmar (Campo Grande), e explica que os trechos recebem os nomes dos responsáveis por dar pontapé inicial ao trio elétrico, em torno de um Ford T 1929. Nas sete décadas após a sua criação, o trio elétrico evoluiu e se tornou um elemento constante nas festividades carnavalescas, atraindo milhões de pessoas de todos os lugares do mundo.

“É um momento muito especial para Salvador. A cidade está sendo reposicionada como um dos principais destinos turísticos do Brasil, sobretudo neste período de Carnaval, quando a gente destina um grande esforço na plataforma de eventos, por meio das festas populares. Isso contribui bastante para a economia da cidade. É muito importante essa projeção internacional, e nesse caso especificamente de um dos patrimônios da nossa folia momesca, que é o trio elétrico, responsável por despertar o interesse e a curiosidade mundo afora, ajudando a promover a nossa festa”, destacou Isaac.

Contando os cinco dias de pré-Carnaval e mais seis dias da folia oficial em 2024, são esperados cerca de 2.700 horas de música, mais de 400 atrações em palcos temáticos em bairros (Cajazeiras, Itapuã, Paripe, Boca do Rio, Piatã, Pau da Lima, Rio Vermelho, Centro Histórico, Liberdade, Plataforma, Itaigara, Ilha de Maré, Ilha dos Frades e Ilha de Bom Jesus dos Passos) e mais de 700 atrações nos oito circuitos oficiais (Dodô, Osmar, Batatinha, Sérgio Bezerra, Mãe Hilda, Orlando Tapajós, Mestre Bimba e Riachão).

Atrações para a pipoca - Com o intuito de tornar o Carnaval de Salvador cada vez mais popular, a Prefeitura de Salvador apoiou diversos trios independentes na folia deste ano. O circuito Osmar conta as pipocas de Saulo, Ivete Sangalo, Psirico, Xanddy Harmonia, Léo Santana, Parangolé, Oh Polêmico, La Furia, O Poeta, Lincoln, Thiago Aquino, Escandurras, O Kanalha, Timbalada, Afrocidade, Groove da Laje, Marcia Castro, Alexandre Leão, Attooxxa, Orquestra Rumpilezz, A Dama, Quabales, Mambolada, Mudei de Nome e mais dezenas de outros nomes.

O circuito Dodô, na Barra-Ondina, também terá o apoio da gestão municipal com o desfile de trios independentes, com as bandas Timbalada, Lincoln, Tatau, Léo Santana, É o Tchan, Daniela Mercury, Carlinhos Brown, Alinne Rosa, A Dama, Thiago Aquino, Danniel Vieira, Solange Almeida, Filhos de Jorge, FitDance, Pagodart e mais uma série de atrações.

Reportagem: Mattheus Miranda / Secom PMS

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O prefeito Bruno Reis disse neste sábado (10) que a passarela para ambulantes, que começou a funcionar na sexta-feira (9) no Circuito Dodô (Barra-Ondina), após liberação do Corpo de Bombeiros, já se mostrou uma iniciativa bem-sucedida. O gestor municipal pontuou que a mudança implantada pela Prefeitura no trecho mais estreito do circuito Barra-Ondina auxilia no trabalho de muitos profissionais envolvidos no Carnaval, como policiais militares, guardas municipais e equipes de fiscalização. Além disso, acrescentou o prefeito, a estrutura dá mais espaço para os foliões e oferece maior segurança e conforto para os ambulantes.

“Só tivemos a liberação da plataforma para os ambulantes ontem por volta de meio-dia, e ela se confirmou um verdadeiro sucesso”, afirmou Bruno Reis, em entrevista coletiva na Sala de Imprensa Oficial do Carnaval, no Campo Grande (Circuito Osmar). “Todas as pessoas que trabalham ou frequentam o Carnaval sabem o quanto é importante ganhar mais três metros naquele ponto do circuito”, acrescentou.

Além da passarela, a gestão municipal apresentou diversas inovações para melhorar ainda mais as condições de trabalho dos ambulantes, a exemplo do credenciamento on-line, que acabou com as longas filas, e do fim da taxa de inscrição. Citou ainda a iniciativa de acolhimento dos filhos dos ambulantes que estão atuando nos circuitos da festa.

Presidente da Associação Integrada de Vendedores Ambulantes e Feirantes e Microempreendedores de Salvador e Região Metropolitana (Assidivan), Rosemário Lopes elogiou a iniciativa. “Eu acredito que alguns ambulantes ficaram com receio por ser algo novo. No próximo ano, tenho certeza que a briga vai ser para trabalhar no local. Na verdade, o que nós da Assidivan queremos é que ideias como essas sejam expandidas para outros setores do Carnaval, para que os ambulantes fiquem protegidos. Na estrutura, os ambulantes têm todos os equipamentos protegidos, além de mais espaço para eles e também para os foliões. É a política do ganha-ganha”, afirmou.

Na sexta, ao desfilar pelo Circuito Dodô, o cantor Bell Marques também elogiou a passarela. “Essa estrutura nova que a Prefeitura instalou ficou muito bacana. Atenção, pessoal do bloco: se quiserem tomar uma cerveja, comprem aqui do lado direito do trio”, comentou o artista.

Estrutura – Em formato de passarela, o espaço, idealizado pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), foi montado atrás da balaustrada entre o Farol da Barra e o Barra Center como uma extensão do calçadão da praia. Com isso, ambulantes que utilizam isopor ficam mais protegidos do público, com mais liberdade para vender suas mercadorias. Por medidas de segurança, só é liberada a utilização do local para dois ambulantes por isopor. Os ambulantes também continuam autorizados a circular pelo circuito com isopores menores para comercializar os produtos.

O espaço passou por ajustes finais, atendendo aos requisitos de segurança e aos itens importantes para qualquer estrutura temporária no Carnaval. Extintores foram colocados no local e toda a documentação solicitada pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (Crea) foi apresentada.

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O Bloco As Muquiranas desfilou na tarde deste sábado (10), no Circuito Osmar (Centro), sem as tradicionais pistolas de água, acessório que compunha as fantasias dos foliões. A medida foi adotada após aprovação da lei estadual que proíbe o uso do item, após grande número de casos registrados de importunação sexual a mulheres provocados pelo artefato. No bloco, os associados carregavam o sentimento de alegria e de renovação.

“Somos um dos blocos mais tradicionais do Carnaval e com ou sem pistola, a gente sabe se divertir e se reinventar”, disse Paulo Seixas, de 30 anos, que desfilou carregando um urso de pelúcia do lugar do artefato.

Do lado de fora, os foliões pipoca que acompanhavam a passagem dos trios também comentaram sobre a proibição das pistolas de água. Moradora de Fazenda Coutos, a professora Ana Ramalho, de 36 anos disse que a proibição do equipamento vai garantir um Carnaval mais tranquilo para as mulheres.

“O brinquedo é legal, é Carnaval, tem que brincar, mas para nós mulheres não era tão legal assim. A gente se molhava, bagunçava o nosso cabelo. Com certeza, sem as pistolas, nós vamos conseguir brincar o Carnaval com mais tranquilidade”, comentou.

A bióloga Miriam Batista, de 41 anos, curtia da arquibancada com o filho Emanuel e elogiou a passagem do bloco. “Mesmo sem as pistolas de água, As Muquiranas não perdem o encanto. É um bloco lindo e que transmite a essência do Carnaval. Eles fizeram um belíssimo desfile e contagiaram a todos com essa maravilhosa que só As Muquiranas têm”, elogiou.

Reportagem: Letícia Silva/Secom PMS

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Confete, serpentina, música e muita alegria. Neste sábado (10), a banda da Guarda Municipal de Salvador (GCM) fez a festa das crianças atendidas pelo Programa Salvador Acolhe, projeto da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), que presta assistência para os filhos dos vendedores ambulantes durante o Carnaval.

“Na folia, nós temos um projeto do Carnaval Itinerante que tem como objetivo trazer música para as pessoas que não têm acesso aos circuitos. No centro de acolhimento, a gente traz músicas infantis e muita alegria para as crianças dançarem”, explica Leandro Magalhães, encarregado na GCM.

A ambulante Alana Conceição, de 30 anos, aprovou a iniciativa. Desde o primeiro dia de Carnaval, o filho dela, de oito anos, está em uma das unidades do Salvador Acolhe, instalada na Escola Hildete Lomanto, no bairro do Garcia. “Até agora, estou achando muito bom. Ele está participando de todas as atividades, está brincando. Como estou trabalhando durante toda a festa, irei pegá-lo no fim do Carnaval”, conta.

Ao todo, 600 vagas foram disponibilizadas pelo Salvador Acolhe para crianças e adolescentes entre 0 e 17 anos. De acordo com Fernanda Lordêlo, secretária da SPMJ, as crianças estão sendo atendidas em cinco unidades espalhadas nos Circuitos Dodô (Barra-Ondina) e Osmar (Centro).

“O Salvador Acolhe é um programa que foi criado para acolher filhos dos ambulantes ou de pessoas que estão trabalhando no Carnaval e estão e não têm com quem deixar seus filhos. São espaços que funcionam 24 horas, em cinco escolas de Salvador”, explicou.

Durante os dias da folia, as crianças têm direito a refeições e uma rotina de atividades lúdicas. Elas também recebem assistência médica e acompanhamento psicossocial. Através da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), uma equipe especializada cuida da saúde bucal e realiza atendimentos.

“As cuidadoras trazem as demandas para a gente, e aqui é feito o atendimento médico. Se alguma criança precisar de um atendimento especializado, fazemos encaminhamento, inclusive marcação de consulta. Se for uma intercorrência mais complexa, ela é encaminhada para a UPA”, diz Jéssica Nunes, enfermeira do posto localizado na escola Hildete Lomanto.

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A Defesa Civil de Salvador (Codesal) chama a atenção dos foliões para o uso das serpentinas no Carnaval. Isso porque o item, apesar de parecer inofensivo, pode provocar curtos circuitos e apagões na rede elétrica, além de oferecer riscos à vida de quem brinca a folia.

De acordo com o diretor geral da Codesal, Sosthenes Macêdo, as serpentinas metálicas são fortes condutores de energias e, quando ficam presas na mão do indivíduo, podem gerar um choque fatal. “Esse é um tipo de ocorrência que já deveria ter deixado de acontecer nos carnavais. A gente vem informando aos foliões ano a ano sobre os riscos que a serpentina provoca, tanto sobre danos na parte material, que são a fiação e os equipamentos públicos, quanto para a vida das pessoas”, disse Macêdo.

As equipes da Codesal, formada por engenheiros e arquitetos, estão realizando o monitoramento do uso da serpentina desde o início do pré-Carnaval. Ao identificarem danos causados pelo item, reportam a situação aos órgãos competentes.

“Quando um caso de curto circuito é registrado, gera uma demanda extra aos parceiros da Coelba e da Diretoria de Iluminação Pública de Salvador, pois rapidamente essas equipes precisam realizar algum tipo de operação para a retirada desses equipamentos e religação da energia em pleno Carnaval. É um transtorno que pode ser evitado”, explica o gestor.

Além disso, a Defesa Civil fiscaliza e orienta ainda os trios que desfilam nas ruas durante o Carnaval. “Também realizamos vistorias nos trios e orientamos o não uso da serpentina. Contamos com a colaboração dos profissionais e dos artistas para que possamos brincar um Carnaval seguro e sem ocorrências. Caso haja um descumprimento dessa orientação, o responsável pode ser notificado”, finalizou.

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