A Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur) notificou os camarotes Schin e Harém, em Ondina, nesta sexta-feira (09), por exibição de publicidade irregular. A ação está respaldada no Decreto 29. 485/18, que dispõe sobre a exploração de atividades no Carnaval. A Sedur já havia notificado todos os camarotes dos circuitos para não exibir publicidade em desconformidade com as regras.
O artigo segundo do decreto prevê que nos circuitos do Carnaval os titulares de Alvará de Autorização para exercício de comércio informal em logradouro público, de Alvará de Autorização Especial e de Alvará de Autorização para a exploração de atividades, em caráter eventual, só poderão divulgar as marcas, distribuir, vender, dar publicidade ou realizar propaganda de produtos e serviços, bem como realizar outras atividades promocionais ou de comércio de rua relacionadas aos patrocinadores oficiais.
O secretário da Sedur, Sérgio Guanabara, destacou que os responsáveis pelos camarotes já estavam cientes da proibição de publicidade que não seja do patrocinador oficial da festa em ações preventivas realizadas pela pasta, desde janeiro, quando os camarotes começaram a ser montados. "Não vamos permitir esse tipo de irregularidade, visto que existem regras estabelecidas em decreto que proíbem esse tipo de publicidades".
A Sedur dará continuidade às ações de fiscalização de publicidade durante toda a festa, que conta com uma equipe de 250 profissionais envolvidos na Operação Carnaval, dentre engenheiros, engenheiros ambientais, arquitetos, agentes, fiscais e pessoal de apoio.
Responsáveis por uma das revoluções no Carnaval de Salvador, os blocos afro levam para a avenida mais do que a mistura de cores e ritmos de inspiração africana. Eles concentram elementos definitivos para afirmação da arte, cultura e resistência negra originadas na cidade ao longo de cinco séculos. Agremiações como Ilê Aiyê, do Curuzu; Olodum e Filhos de Gandhy, do Pelourinho; Muzenza, da Liberdade; Malê Debalê, de Itapuã; e o caçula Cortejo Afro, do Conjunto Pirajá I, têm atuações que ultrapassam as fronteiras da folia, sendo importantes também para as comunidade de origem.
Neste sábado (10), ocorre um dos momentos mais esperados do Carnaval soteropolitano: a saída do Ilê, o Mais Belo dos Belos, do Terreiro Ilê Axé Jitolu, no Curuzu, de onde o bloco afro mais antigo do país inicia o desfile em direção ao Campo Grande e Avenida. Por volta das 22h, como manda a tradição, uma cerimônia religiosa em reverência aos orixás e de abertura de caminhos dá início à passagem da agremiação pelas ruas da Liberdade, esbanjando cores, movimentos e letras que exaltam o orgulho de ser negro até o Circuito Osmar (Campo Grande).
Esse ano, o Ilê tem como tema: “Mandela – A azania celebra o centenário do seu Madiba”, em homenagem a Nelson Mandela. Essa é a segunda vez, em 44 anos, que o bloco homenageia Madiba, considerado o pai da nação africana. “Com certeza o Ilê vai brilhar ainda mais esse ano”, aposta Vovô, presidente e fundador do bloco que reúne, aproximadamente, três mil associados.
O repertório, interpretado com maestria pelas vozes da Band’Aiyê, é um convite para seguir o Ilê em todo o percurso da festa. A primeira música do grupo, “Que bloco é esse”, de Paulinho Camafeu, de 1974, é uma das mais esperadas.
Malê - Horas antes, o bloco Malê Debalê desfila no Circuito Osmar (Campo Grande), por volta das 19h30, com um tema que valoriza o respeito às mulheres. "Nzinga, Jokanas e Francisca: um poder feminista" tem como objetivo conscientizar a sociedade sobre o respeito ao gênero feminino, com exemplos de mulheres que vão desde a Rainha de Angola, Nzinga; às índias baianas representadas pelas Pataxós, Jokanas; e à mulher de Itapuã com uma figura icônica, D. Francisquinha.
Já o bloco Muzenza, que esse ano completa 38 carnavais, passa pelo Campo Grande por volta das 20h30, com o tema "A América dos ritmos africanos", que exalta a ligação entre os dois continentes. Cerca de 2.500 pessoas vão embelezar as ruas do Centro com diversas alas, como a das baianas.
"A atuação dessas entidades é superior ao período do Carnaval, pois é clara sua inserção na cultura da Bahia, a partir de meados da década de 1970, que transcende a festa, de forma a produzir efeitos diversos, seja na folia, na comunidade de onde são oriundos e na sociedade como um todo. A importância desses blocos vai além da beleza plástica e de suas músicas. Portanto, é importante que as esferas governamentais reconheçam isso e privilegiem o Carnaval dessas associações", comenta o professor e pesquisador Paulo Miguez, da Universidade Federal da Bahia (Ufba).
Apoio - Neste Carnaval, 39 entidades carnavalescas ligadas ao movimento afro serão apoiadas pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Turismo e Cultura (Secult), com um aporte de R$ 1 milhão. As agremiações que receberam a maior parte do apoio financeiro foram Ilê Aiyê, Muzenza, Olodum, Filhos de Gandhy, Malê Debalê e Cortejo Afro.
Trazendo toda sua swingueira para entreter os foliões da pipoca no circuito Dodô (Barra/Ondina), a banda Psirico, mais uma atração disponibilizada pela Prefeitura para fazer a festa da folia sem cordas, deu início ao seu trajeto saudando o público com um ajaió em ritmo de pagode. O cantor Márcio Victor homenageou a amiga Ivete Sangalo com uma barriga de "grávida", vestindo ainda um croped e uma saia longa combinados com uma viseira e acessórios inteiramente no tom dourado.
O cantor fez questão de cantar, ainda no início do desfile, a música de trabalho de Ivete, "No groove", fazendo todo mundo sair do chão. Em seguida, Márcio Victor cantou sua aposta "Elas gostam", uma das promessas para ser a eleita a música do Carnaval 2018, em parceria com o grupo Attooxxa.
Mais uma atração gratuita para o folião pipoca invadiu a Avenida Oceânica na noite desta sexta-feira (9). Com estilo irreverente e coreografias animadas, a banda Duas Medidas, uma das sensações do cenário musical baiano atual, arrastou uma multidão atrás do trio e embalou o público com hits do pagode, axé e arrocha.
O grupo conta com três músicas de destaque nas rádios de Salvador e que já são apostas para o Carnaval: os hits "Câmera lenta", com participação de Márcio Victor (Psirico); "Rabetão no paredão", em parceria com Bruno Magnata (La Fúria); e a faixa em parceria com Tony Salles (Parangolé), "Crazy Loka".
Uma mistura de música clássica com axé, ijexá, marchinhas e pagode encantou o Carnaval familiar do Pelourinho nesta sexta-feira (9), no Palco Multicultural, montado no Terreiro de Jesus. Segunda atração da noite, o maestro Sérgio Benutti comandou uma orquestra composta por 20 músicos e apresentou canções como "Colombina", "Bloco do prazer" e de cantores e bandas baianas, como Ivete Sangalo, Daniela Mércury e Olodum.
“É uma proposta diferente no Carnaval, mas dá continuidade a algo que nós fazíamos muito aqui no Pelourinho, que eram as noites dançantes, com repertório tradicional e de marchinhas antigas. Proporcionar uma variação entre o clássico e o popular é algo que a gente sempre faz com a orquestra, mostrando no Pelô uma atração tradicional, mas ao mesmo tempo diversificada”, disse o maestro Sérgio Benutti.
Antes dele, o público se admirou com a apresentação da Sanbone, que passeia entre o concerto e o pagode. A apresentação inovadora surpreendeu o artista plástico Beto Carvalho, de 62 anos, que assistiu a tudo boquiaberto, ao lado da esposa e dos filhos. “Essa mistura de pagode com arranjo instrumental é sensacional, algo novo para a gente”, opinou.
A admiração do público deixou feliz o maestro Hugo San. “É muito bom poder contribuir com essa abertura de leque, mostrando novas propostas e oportunidades. Além de a gente se divertir, contribuímos com a divulgação da nossa música e cultura para um grande público dentro do carnaval”, contou.
O repertório contou com canções como "Amar, amar" e "Frevo mulher", além de trabalhos autorais utilizando a música de concerto com o jazz e o pagode. “A gente passeia com as diversas possibilidades que os instrumentos nos permitem”, acrescentou Hugo San.
Para a vendedora Beatriz Alves, 43, presente no evento, essa foi a melhor iniciativa que a Prefeitura poderia ter tomado: “É um espaço maravilhoso para as crianças, terceira idade e para o público em geral, que prefere um Carnaval mais moderado, mais tranquilo. Todos os anos eu estou aqui”.
A sexta orquestrada segue até as 22h de hoje com a apresentação de mais três maestros: Zeca Freitas, Paulo Primo e Fred Dantas. Amanhã, o som alternativo de Roça Sound, Os My Friends, Dionorina e Mosiah toma conta do Palco Multicultural, a partir das 19h e até as 23h.
A vistoria dos trios para o Carnaval foi encerrada às 18h desta sexta-feira (09). Foram 121 veículos que deram entrada na área montada no antigo Aercolube, sendo que 120 concluíram a vistoria e receberam autorização para sair nos circuitos da folia de Salvador. Apenas 1 caminhão-trator, que serviria de carro reserva, desistiu da vistoria.
Na lista dos itens avaliados estão: protetor de rodas, guarda-corpo (espécie de proteção para as pessoas em cima do trio), altura do veículo, largura, comprimento, peso, capacidade, funcionamento da comunicação entre cabine e palco, gerador, e mais a documentação do veículo e do condutor e estrutura do posto médico.
Os inspetores também verificaram as condições de sanitários e lanchonetes, que precisam atender às normas da Vigilância Sanitária. Tudo estando em ordem, um adesivo é colocado no para brisa do trio. Um dos coordenadores da vistoria, major Sérgio Almeida alertou para a necessidade de dar atenção a pequenos detalhes. “É comum lâmpadas queimadas e fios desconectados, problemas fáceis de resolver”, avisou.
A ação fora executada por uma força-tarefa formada pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT), Bombeiros, Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (CREA), secretarias municipais de Ordem Pública (Semop) e da Fazenda (Sefaz), Vigilância Sanitária de Salvador (Visa), além da Superintendência de Telecomunicações da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA) e da Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia.
De acordo com o presidente da Saltur, Isaac Edington, o serviço de vistoria é essencial para garantir que os veículos circulem nas melhores condições nos circuitos, dando maior segurança aos foliões. “Vale ressaltar que a vistoria dos carros e o licenciamento dos blocos são obrigatórios para poder participar do Carnaval”, explicou.
Após passar mal na noite de ontem (8) e não poder se apresentar ao lado de Claudia Leitte, na abertura oficial do Carnaval de Salvador 2018 no Circuito Dodô (Barra/Ondina), o rapper norte-americano Pitbull compareceu nesta sexta-feira (09), no bloco Blow Out, comandado pela cantora baiana, e colocou a galera para dançar uma mistura de ritmos com batidas eletrônicas.
Pitbull, que no final de janeiro lançou, em parceria com Claudia Leite, o novo single da cantora, “Carnaval”, agradeceu Cláudia Leitte pela oportunidade e afirmou estar muito feliz em participar da folia em Salvador. O cantor ainda brincou com os foliões e os chamou de delícia, orientado pela cantora.
A Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb), vinculada à Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), disponibilizou para o Carnaval deste ano 3 mil banheiros químicos, um acréscimo de 13% em relação ao ano passado, quando foram instalados 2.613 equipamentos do tipo. Neste ano, 72 contêineres climatizados completam o serviço disponibilizado ao folião.
Os sanitários químicos foram instalados nos circuitos Osmar, Dodô, Batatinha e nos bairros que recebem os festejos. A instalação dos sanitários climatizados (concentrados no Pelourinho, Centro, Barra e Ondina) teve início há um mês, executada sempre à noite, com ruas fechadas, em prol da segurança. A antecedência se fez necessária para que pontos de água, luz e esgoto fossem estruturados.
Durante todos os dias de Carnaval, a Limpurb contará com uma equipe de 3.855 colaboradores, sendo 936 na Coordenação e no Apoio, 1.339 agentes de limpeza e 1.580 serventes de sanitários públicos (químicos e climatizados). Além da coleta, estão sendo realizados os serviços de varrição; lavagem de vias e logradouros; instalações, limpeza e manutenção de sanitários públicos.
Dentre as áreas de limpeza estão os circuitos Batatinha (Pelourinho), Osmar (Centro), Dodô (Barra/Ondina), Orlando Tapajós, Sérgio Bezerra, Riachão, Mestre Bimba; bairros; ilhas; e acessos aos circuitos. A estimativa é que durante os dias de festa sejam coletadas 1,6 mil toneladas de resíduos, e consumidos 7.756 m³ de água e 31,53 m³ de detergente aromatizado. Já na primeira noite de Carnaval (quinta-feira, 8 de fevereiro) foram coletadas 35,2 toneladas de resíduos; consumidos 260 mil litros de água e 320 litros de detergente aromatizante.
Segundo o presidente da Limpurb, Kaio Moraes, “após o Carnaval, será realizado um estudo técnico operacional, com profissionais especializados, para observar os locais onde houve mais reclamações de 'xixi' na rua e quaisquer outras queixas. Vamos avaliar se é possível instalar ou deslocar os equipamentos no local e, a partir daí, tomaremos as medidas cabíveis.”
Vandalismo - Antes do início do Carnaval de 2018, a Limpurb já contabilizou um prejuízo de, pelo menos R$ 50 mil por vandalismo a banheiros. Foram vandalizados contêineres na Barra (próximo ao Hospital Espanhol), dois na Garibaldi e dois no viaduto Menininha do Gantois (que liga o Campo Grande ao Vale do Canela). Dentre as principais avarias estão os furtos de lâmpadas/luminárias, vasos sanitários, aparelhos de ar condicionado, torneiras, entre outras estruturas.
No primeiro dia oficial de Carnaval, nesta quinta-feira (8), 14.734 pessoas, em 96 voos, desembarcaram na capital baiana, de acordo com dados registrados pela Vinci Airport, concessionária que administra o aeroporto de Salvador. A estimativa é de que outras 16.758 cheguem, até 23h desta sexta-feira (9), em 109 voos.
No desembarque, o visitante tem a oportunidade de tirar fotos em um painel com imagens de Salvador ao som de músicas de axé, para já entrar no clima de folia. Além disso, uma equipe de receptivo turístico da Prefeitura distribui guias do Carnaval, uma ação que também está sendo realizada na Rodoviária e no Porto de Salvador.
O secretário Municipal de Cultura e Turismo, Claudio Tinoco, acompanhou o grupo na manhã desta sexta-feira (9). "É importante garantir que os visitantes tenham informações adequadas para que a experiência deles seja a melhor possível. Assim, eles podem se sentir estimulados a retornar à cidade e divulgar para outras pessoas o destino Salvador", destacou.
A Secult estima que cerca de 770 mil turistas venham à capital baiana durante o Carnaval. Destes, 400 mil são do interior da Bahia, 300 mil chegam de outros estados, principalmente do Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Sergipe e Minas Gerais. O número de estrangeiros chega a 70 mil, principalmente da Argentina, França, Chile, Alemanha e Uruguai.
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