Ações foram realizadas nos quatro espaços de convivência disponibilizados nos circuitos Dodô (Barra/Ondina) e Osmar (Centro)

A alegria tomou conta, nesta terça-feira (28), dos espaços de convivência que receberam os filhos de trabalhadores que estão atuando no período do Carnaval. Nas quatro unidades de acolhimento, disponibilizadas através da Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps) nos circuitos Dodô (Barra/Ondina) e Osmar (Centro), foram realizados bailinhos carnavalescos para fazer com que as crianças acolhidas nos espaços se sentissem integradas à folia.

Na unidade localizada no Colégio Senhor do Bonfim, nos Barris, aproximadamente 60 crianças participaram do baile. O evento contou com uma série de atividades como confecção de máscaras, pintura no rosto e no cabelo e aplicação de tranças coloridas. Para a festa também foram confeccionadas roupas temáticas, produzida alimentação diferenciada e muita músicas festiva. Desde quando o espaço foi aberto, na quinta-feira (23), o local chegou a acolher 70 crianças por dia.

"Fizemos um planejamento de atividades para o período do Carnaval. Diariamente tivemos a disposição brinquedos como pula-pula e cama elástica. Organizamos atividades como banho de mangueira, jogo de futebol, teatro de fantoches, oficinas de pintura e de talentos para descobrir quais deles tinha o dom para música, poesia e pintura", explicou a assistente social e coordenadora do espaço, Cristiane Leôncio.

Entre os trabalhadores que foram beneficiados através do projeto de acolhimento está Rosa*, mãe de um bebê com apenas 28 dias de vida. Ela trabalha como catadora de material reciclável e deixou sua filha no espaço de convivência para poder garantir uma renda extra no orçamento familiar durante o Carnaval. “Tenho cinco meninas, mas só trouxe duas para ficar aqui. Todos os dias eu venho aqui vê-las e hoje nós vamos pra casa", afirmou Rosa*.

Defensoria Pública - Representantes da Defensoria Pública da Bahia estiveram presentes no local para avaliar as condições de acolhimento ofertadas as crianças no espaço. Entre os itens analisados na visita estão estrutura, alimentação, disponibilidade de medicamentos, salubridade e quantidade de profissionais que o espaço dispõe para assistir os pequenos.

A defensora pública Joana Lopes Nunes explicou que uma das missões do órgão é a defesa dos direitos da criança e do adolescente, assegurados constitucionalmente. Por isso, a visita se faz necessária nos espaços. "Nessa época de Carnaval a gente sabe que os pais precisam trabalhar e ter um lugar seguro para deixar seus filhos. Esses espaços de convivência são um projeto louvável. Quando visitamos, procuramos saber se há alguma demanda que a Defensoria Pública possa ajudar, seja ajuizando alguma demanda judicial ou oficiando administrativamente algum órgão", relatou.

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